Alguns dias se passaram depois da noite especial do casal, e Dominique percebeu que Andrew estava diferente, o que a deixava preocupada. O rapaz não olhava para ela, e nos poucos momentos que tinham juntos, ele a evitava. Numa noite antes do ano novo, Dominique já deitada na cama para dormir, decidiu que na manhã seguinte iria perguntar por que o namorado estava agindo estranho.
A Weasley sonhava com a olheira das Harpias de Hollyhead oferecendo-lhe uma vaga no time, mas um barulho muito alto e esquisito a fez despertar. A loira ouviu muitos passos no corredor, e Ginny falando a todos que não saíssem de seus quartos. Entretanto, assim como outros jovens, Dominique abriu a porta e esticou o pescoço para fora, dando que cara com Victoire, que fazia o mesmo do outro lado.
- Victoire, o que está acontecendo? – perguntou Dominique.
- Os McCoy planejaram tudo, eles estão com Lilly lá nos jardins. – respondeu a irmã – Harry mandou todo mundo ficar dentro dos quartos.
Apesar disso, Dominique arregalou os olhos e saiu correndo para fora da Toca, onde a confusão acontecia, Victoire correu atrás dela.
- A minha filha pelo seu – disse Harry segurando a gola de Andrew, pouco tempo depois que as loiras chegaram ao local.
- Seu estúpido, é filho de sua mãe mesmo. – falou Vince, era a primeira vez que os Weasley e Potter o viam sombrio daquele jeito – Eu já tinha te mandado ir embora.
Vince largou Lilly, que após cair no chão, correu para Harry, que, como havia prometido, soltou a roupa de Andrew. O rapaz começou a andar cabisbaixo em direção ao pai quando Dominique gritou para ele:
- Não! Não vá com ele, fique aqui comigo!
- Nem pense nisso moleque, você vem comigo agora, ou mais tarde terá muitos problemas – falou o Sr. McCoy vendo que seu filho havia hesitado.
- Você vai mesmo ir com esse doente? – perguntou Dominique transtornada, mas o rapaz não deu atenção – Mesmo depois da nossa noite juntos?
- O que? – perguntou Bill espantado, os demais presentes também arregalaram os olhos, menos Victoire que correu na direção da irmã.
- Olha para mim! – gritou ferozmente a loira para o namorado, mas o garoto já havia feito sua escolha, então ela completou – Eu te odeio! Nunca mais chegue perto de mim!
Os McCoy aparataram, e o clima ficou muito estranho após as revelações de Dominique. Victoire abraçou a irmã, que estava deixando uma cachoeira cair de seus olhos. O rosto da menina do coração partido estava vermelho, ela estava triste e com raiva ao mesmo tempo, o que só deixava as coisas piores.
Ninguém conseguiu conversar com Dominique nos dias seguintes, pois passava o dia inteiro trancada em seu quarto. Somente na noite de ano novo é que a menina pareceu ter se recuperado e desceu para celebrar com a família a chegada de mais um ano. "Não vou me rebaixar a isso" pensava a loira toda vez que sentia vontade de chorar "Não vou chorar, por que se não vou dar esse gostinho a ele", "Tenho que ser forte que nem Roxainne foi com Franklin".
A volta para Hogwarts dois dias depois foi incomum, pois a família Weasley sempre contava a seus amigos as divertidas aventuras do final de ano na Toca, deixando todos invejosos. Entretanto, dessa vez pouco falaram sobre o recesso, deixando seus amigos desconfiados de que algo havia ocorrido. Quando se encontraram na estação, Dominique contou a Lucy o que havia acontecido na Toca enquanto ela esteve fora, a morena ficou chocada com a história. Como a prima poderia esconder seu namoro com Andrew de tanta gente em muito tempo? Mas ela havia conseguido.
No meio da viagem, os Weasley se dividiram para encontrar com seus amigos, menos Louis, Fred, Dominique e Lucy, que continuaram na mesma cabine conversando. Entretanto, alguém atrapalhou o que o garoto loiro dizia sobre expandir a loja Gemealidades Weasley para outros mercados bruxos. Para a infelicidade de todos, a pessoa que os havia incomodado era McCoy.
- Domi, eu preciso falar com você? – falou o Sonserino.
- Domi? – disse Louis se levantando – Você não merece a atenção dela.
- Relaxa maninho – falou a loira – Andrew, você vai sair da minha cabine em cinco segundos ou você vai apanhar, não só de mim, mas de toda minha família.
Louis sorriu para o rapaz e disse a Dominique que seria um prazer, mas McCoy preferiu sair do que sentir a fúria dos Weasley. Alguns minutos depois outra pessoa apareceu na porta, era Dylan, dessa vez, ele segurava uma caixa.
- Dominique, você poderia vir aqui? – perguntou o Grifinório. A loira foi para fora da cabine e puxou pelo corredor, para tira-lo do campo de visão de seus parentes e entrar no campo de visão de Andrew, que só estava a algumas cabines do lado. Dylan entregou a caixa a menina, que abriu-a. Dentro havia uma caixa de bombons romenos e um leãozinho de pelúcia.
- Cada um tem um gosto diferente e a parte de dentro é derretida, eles conseguiram aprisionar o calor do fogo dos dragões no interior dos doces. – disse o garoto pegando um chocolate e colocando na boca de Dominique. Andrew, que estava vendo a cena fechou as cortinas de seu compartimento.
- De framboesa – disse a loira apreciando o sabor da calda – Obrigada Dylan, adorei os presentes. Estou me sentindo mal, não comprei nada para você.
- Sem problemas, desde que tenha gostado dos meus presentes, eu estou feliz. – falou o rapaz, recebendo um abraço da Weasley, em seguida ele lhe deu um beijo na bochecha – Te vejo no castelo.
Dominique voltou para seu compartimento, Lucy sorriu para a prima ao vê-la sorridente e segurando seus presentes de natal. A loira ofereceu os bombons romenos para todos experimentarem. Fred disse que iria pedir para o tio Charlie comprar para eles da próxima vez que se encontrassem, todos tinham adorado.
- Eu gosto de Dylan, acho que vocês combinam – disse a morena – você deveria se aproximar dele, iria te fazer bem.
- É, Dylan é legal – falou Fred pensativo – mas sei lá...
- Eu não gosto dele também – disse Louis de braços cruzados.
- Meu deus, você são muito protetores! – falou Dominique rindo para os meninos – qualquer garoto que eu namorar, vocês não vão gostar.
