A primeira aula daquela tarde era de Poções, Dominique e Lucy dividiram a bancada com Dylan e Jew. O velho professor Slughorn, pediu para que os alunos preparassem Veritaserum, a poção da verdade.
- Essa é a poção da verdade mais forte e perigosa que existe, uma vez que não tem cheiro, nem sabor e é transparente, bastam apenas três gotas para que todos os segredos da pessoa possam ser revelados. A pessoa que ingerir essa poção entrará em uma espécie de transe hipnótico e responderá a mais pura verdade, todas as perguntas que façam a ela, sem poder mentir ou omitir a verdade. Ela leva um ciclo plenilúnio para maturar e demora praticamente um mês para ficar totalmente pronta. É usada em casos de extrema necessidade, como em comensais da morte e prisioneiros de Azkaban. – disse Slughorn – Vocês a farão durante a aula, e no final, o grupo que preparar a melhor poção ganhará um presente.
A poção não era complicada, mas a perfeição era difícil de ser atingida, no final da aula, somente um grupo havia conseguido fazê-la perfeitamente, e para a infelicidade de Lucy, não havia sido o grupo dela. Os Sonserinos da bancada de Andrew haviam feito a melhor poção da sala, sem contestação, já que foi a única que ficou transparente. O premio dos garotos foi uma pequena amostra, mais fraca da poção, que só funcionava durante cinco minutos.
No final da aula, Dominique e Lucy saiam das masmorras, quando a loira teve seu braço puxado, era a terceira vez que aquela cena ocorria em menos de um ano. O McCoy foi quem puxou a Weasley, ele estava sozinho e implorou para que a garota ouvisse o que ele queria falar, e prometeu que não a perturbaria depois.
- Está bem, cinco minutos – bufou Dominique – Lucy, eu te encontro na sala de Adivinhação.
- Primeiramente eu gostaria de te pedir desculpas, eu queria ter ficado com você lá na Toca, mas fiquei com medo de ser castigado pelo meu pai. Lembra das cicatrizes nas minhas costas? Então, todas são de punições por falha, nos treinamentos loucos que meu pai me dava, e por desobedece-lo. – falou Andrew depois que Lucy deixou-os sozinhos, ele levantou a camisa e mostrou um corte, que parecia já estar cicatrizando, mas ainda estava feio – esse foi por eu não ter deixado a Toca no dia em que mandou, mas eu não podia, tinha que ficar com você o máximo possível. Por isso que, naquele dia na ala hospitalar eu disse que madame Ponfrey é como uma mãe para mim, sempre cuidou dos meus machucados, desde o primeiro ano.
Dominique se assustou com a história que o Sonserino havia acabado de contar, pois sabia que em suas costas haviam muitas cicatrizes, e que não deveria ser nada agradável tê-las recebido. Entretanto, a garota queria mostrar que ainda estava com raiva dele, logo fez uma cara de desconfiada.
- Onde está sua mãe nessa história toda, ela não te protege? – perguntou a loira.
- Quando eu era pequeno, era a época em que os neocomensais estavam planejando voltar, então meu pai estava sendo muito exigido e chegava em casa cheio de raiva e descontava em mim, minha mãe obviamente não gostava nada. Assim, eles discutiam todo dia. – falou o McCoy, com os olhos cheios d'água - No dia anterior ao que eu e minha mãe sairíamos de casa, meu pai foi chamado pelo conselho que o acusava de dispersão de sua função e lá contou tudo que estava acontecendo em casa, e por fim, recebeu uma ordem. Você sabe, ordens são ordens, e por causa disso minha mãe não teve um dia seguinte.
- Andrew, não sei se acredito em você – falou a menina em um tom calmo, devido o estado do rapaz. O Sonserino pegou o frasco que havia acabado de ganhar de premio na aula de poções e disse antes de beber o líquido:
- Me pergunte o que quiser, mas lembre-se que só tem cinco minutos.
O rapaz virou o vidrinho e imediatamente, sua íris ficou acinzentada e ele parecia estar dormindo acordado. Obviamente o rapaz estava passando pelo momento de transe, que o professor havia dito, e sem perder tempo a Weasley começou a sessão de perguntas:
- Toda essa história que você acabou de contar, sobre sua família é verdade?
- Sim.
- Qual é o seu objetivo em ter me contado tudo isso?
- Uma segunda chance.
- Em uma escala de um a dez, o quanto você gosta de mim?
- Impossível responder, esse valor é muito mais alto do que esta escala, logo não pode ser estimado.
- Você me ama?
- Mais do que todo mundo. Daria a minha vida para tê-la de volta.
Dominique já havia conseguido todas as respostas que queria, e só estava esperando os segundos finais para o efeito da poção terminar e Andrew voltar ao normal. Imediatamente, após exatos cinco minutos, os olhos do rapaz voltaram a ter cor e ele saiu do estado de transe.
- O que me perguntou? – disse o garoto.
- Somente o que eu precisava saber. – falou a Grifinória.
- E ...? – perguntou o rapaz.
- Segunda chance concedida – falou a menina voando na boca do rapaz. Dominique realmente estava com saudades dele, só não conseguia admitir. Seu coração tornou a bater forte, como sempre acontecia quando os dois estavam juntos, muito diferentemente de Dylan. Ela realmente amava Andrew.
- Senti muito sua falta – disse o rapaz – me desculpe por ter te feito passar por um péssimo final de ano.
- Pare de pedir desculpas, não foi sua culpa – falou a garota – eu também senti sua falta.
Os beijos foram se intensificando, Andrew conduziu a garota para a sala de vassouras de Filch nas masmorras. A porta foi fechada e o carinho foi aumentando eles estavam com saudades da pele um do outro e quando, finalmente, se separaram para poderem respirar, já estavam suados, ofegantes e sem roupas. A loira riu, não estava acreditando que havia acabado de ter relações sexuais com o Sonserino na escola.
- Nossa, nunca pensei que fossemos fazer isso na escola. – disse a Weasley – Mas eu tinha alguma esperança, porque sou Grifinória, sou corajosa. Agora, você? Foi muito ousado para um aluno da Sonserina.
- Não esqueça que a melhor característica da Sonserina é o fato dos alunos serem calculistas, pelo menos eu. – sorriu o garoto – Por falar nisso, acho melhor a gente não contar para ninguém que nós voltamos. Ainda acho que sua família quer me matar, e se estivermos namorando explicitamente, provavelmente não terá nenhuma chance de nós dois sermos convocados para o time de Hogwarts.
- Concordo, então quer dizer que você acha que nós temos chances de ir para a seleção dos melhores de Hogwarts?
- Acho sim – sorriu o garoto – ia ser muito bom nós dois na Suíça, jogando quadribol.
- O que nós vamos inventar agora? Estamos mega atrasados para a aula, não podemos aparecer juntos. – disse a Weasley olhando para o relógio de pulso do namorado.
- Vamos faltar a aula, vocês têm treino depois, então vai para o estádio, fala para sua prima que você estava muito irritada para assistir a aula de adivinhação. – sugeriu o rapaz – eu vou lá para a ala hospitalar, tenho que fazer um novo curativo no meu machucado, já que o tirei para te mostrar.
