Dominique acordou na manhã seguinte com Lucy a chacoalhando, a morena lhe disse que faltava meia hora para o trem partir, fazendo a loira levantar com um pulo. Jew e Karina já haviam descido, mas Mildred ainda terminava de arrumar seu malão, lamentando não ter deixado pronto no dia anterior. As Weasley se despediram da colega de quarto com um abraço. Por mais que não fossem tão próximas, ambas dividiam o quarto com a garota atrasada há cinco anos.
Rapidamente desceram, se despedindo dos amigos quem passavam por elas até chegarem no trem. No transporte sobre trilhos, Lucy se separou da prima, ela voltaria de trem na mesma cabine que Greg. Dominique aceitou, estava começando a se acostumar a não ter a prima 100% das vezes por perto. A loira foi procurar a cabine onde seus amigos estavam. Rapidamente os encontrou, pois a cabine estava lotada, tinham pessoas sentadas no corredor do trem conversando com os que estavam dentro. Dylan, Jew, Tim, Eva, Sam, Fred, Louis, Ashton, Gabriel, Lucas e, até mesmo Cecília. Apesar da Weasley e da Pradela não se darem tão bem, suas personalidades eram bem parecidas, e ambas se respeitavam.
O caminho foi longo, como sempre. Sairam de Hogwarts as onze da manhã, e só chegariam a estação de King's Cross as sete da noite. A cabine de Dominique era a mais animada, mas a mais esfomeada. A loira foi abrir um pote com bolos de caldeirão e rapidamente seus amigos se apoderaram de todos. Algumas horas se passaram após o episodio do ataque aos doces e a barriga da Weasley reclamou.
- Gente, vou comprar algo para comer, vocês querem alguma coisa? – perguntou a loira. Após receber algumas moedas, Dominique saiu de sua cabine e começou a procurar a velhinha dos doces. Após alguns poucos minutos ela a encontrou.
- Eu gostaria de umas tortinhas de abóbora. – disse a Grifinória.
- Sinto muito minha querida, acabei de vender as últimas para ele. – falou a pequena senhorinha apontando para um rapaz. Era McCoy. O Sonserino ficou olhando para a Weasley, uma sensação de "Déjà vu" passou pela cabeça da loira, se lembrando do inicio do ano, quando tudo começou por conta das tortinhas de abóbora.
- Toma, pode ficar. – disse Andrew olhando para os olhos da garota, como se quisesse falar algo profundo – não faço questão.
- Obrigada. – agradeceu a loira, ela tirou dois sickles do bolso para entregar para o garoto, mas ele negou e entrou em um dos compartimentos.
Dominique voltou para sua cabine, entregou os doces para seus amigos e comeu suas tortinhas de abobora. Ela passou o resto da viagem quieta, tentando decifrar o porquê que aquela cena havia se repetido, se era alguma mágica do destino ou se foi por acaso.
O trem chegou na estação na hora marcada, estudantes começaram a descer do transporte, pegando seus pertences no compartimento de cargas. Os alunos do sétimo ano recebiam abraços calorosos de seus parentes, que os parabenizavam pela conclusão da escola. A família Weasley inteira compareceu na estação para receber Teddy.
- Mãe, conseguiram resgatar os nossos avós, a tia Gabrielle e nossos primos? – perguntou Dominique assim que encontrou com Fleur. A adulta parecia meio chateada, o que não era um bom sinal, mas logo abriu um meio sorriso.
- A Gabrielle e seus primos estão na Toca, mas seus avós não quiseram deixar a França. – falou Fleur atraindo a atenção de Victoire e Louis – Não poderemos arriscá-los, então não sei quando vai ser a próxima vez que vamos poder entrar em contato com eles.
- Nós passaremos as férias na Toca, está bem? – disse Bill – Eu e sua mãe fomos para lá fazer companhia para sua tia, dois dias depois nossa casa foi invadida. Eles quebraram muitas coisas.
- Os franceses invadiram nossa casa? No Reino Unido? – perguntou Louis indignado – Isso deve ter dado muita confusão nas relações entre os dois.
- Não tem mais relações Louis – disse Bill – cortaram junto com o respeito que tinham um pelo outro. Por isso temos que ficar na Toca, nossa casa não é mais segura.
Aquelas palavras não eram boas de se ouvir, não poder voltar para casa, porque não é mais segura é estranho. Dá uma sensação de insegurança constante. Dominique, assim como seus irmãos, pelo menos iriam se encontrar uma parte de sua família francesa, que não viam há algum tempo.
Assim, a família Delacour-Weasley voltou para a Toca, diferentemente dos demais Weasley que foram para suas casas. Bill e Louis colocaram os maloes de Hogwarts na mala do Land Rover, enquanto que as mulheres arrumavam as gaiolas das corujas.
Após uma hora de voo com o carro de Bill, a família Weasley chegou na aconchegante casa no meio de um vale, longe das grandes cidades. A Toca não estava cheia como sempre, mas também não estava vazia. Victoire, assim que desceu do carro, correu para dentro da casa para cumprimentar seus pequenos primos franceses. Dominique ajudou seu pai a tirar os malões e em seguida foi cumprimentar Arthur, Molly e Gabrielle, que não via desde o enterro de seu marido. Em seguida brincou um pouquinho com seus pequenos primos e seus brinquedos. Os franceses estavam dormindo na suíte de Harry, que havia oferecido para a pequena viúva família.
Dominique estava exausta, obviamente seu estado físico em mental estava pior do que de seus irmãos, já que eles não tiveram que fazer prova no último dia de aula. Por conta disso, a loira se jogou na cama sem jantar, e ali adormeceu.
A primeira semana de férias passou tranquila, mesmo assim o chefe dos aurores, Harry Potter, mandavam dois de seus melhores profissionais fazerem a segurança da Toca todos os dias. Os Delacour-Weasley não receberam nenhuma informação dos avós que ficaram na França, isso poderia ser um bom sinal. Ou não. Na segunda semana de férias, uma coruja nunca vista antes chegou na Toca, sendo abordada pelos aurores que faziam a guarda.
- Com licença – disse um dos seguranças entrando na cozinha da casa, onde Fleur, Gabrielle e Molly tomavam chá – Chegou uma carta de Laurent Pascoal, nosso espião que trabalha infiltrado no departamento de aurores franceses.
Fleur abiu a carta, sua mão estava trêmula, não sabia o que esperar poderia ser uma noticia boa, ou uma noticia ruim. A adulta começou a ler a carta em voz alta, mas quando falou as palavras "Monsieur e Apolline Delacour morreram na prisão de Bastillenfer", nem ela nem Gabrielle se seguraram, entraram em desespero.
Rapidamente, Dominique correu para ver o por que sua mãe estava chorando, e então viu a carta aberta em cima da mesa e leu: " Hoje, após as seções matinais de tortura, Monsieur e Apolline Delacour morreram na prisão de Bastillenfer. A Sra. Delacour não aguentou os terrores físicos e psicológicos dos carrascos e o Sr. Delacour se matou, após saber da morte de sua esposa".
O coração da Weasley apertou muito, dentro de seu peito, ele pulsava fortemente, lágrimas desceram de seus olhos. Victoire e Louis também correram para a cozinha e encontraram sua mãe e sua tia abraçada, Bill abraçando Molly, Arthur conversando com os aurores e Dominique, a menina orgulhosa e durona, aos prantos.
Foi uma noite triste na Toca, mal conseguiu-se dormir naquela casa, mas independentemente das horas de sono, o Sol raiou. De manhã cedo, os Potter e Teddy foram para a casa de Arthur e Molly Weasley. O recém formado em Hogwarts passou o dia com a namorada, enquanto que os filhos de Harry brincavam com Gilbert e Gustav. Ginny ficou o dia inteiro com as francesas.
