Notas do Autor

Yukihana, a dragoa da neve sagrada, alvo e peluda, irmã mais velha de Great Red, decide...

Anjos ficam surpresos, quando...

Capítulo 3 - Encontros inesperados

Em um local da Europa, uma guerra intensa era travada, longe da vista dos humanos que ainda moravam em cavernas e eram nômades, buscando subsistência em novas áreas, sendo que ainda não haviam dominado o plantio e a criação de animais.

Mais precisamente em uma montanha, Camus, um arcanjo de doze asas, pertencente aos Cinco Grandes Arcanjos, lutava contra centenas de akumas, usando gelo e água sagrada para eliminá-los, enquanto se defendia dos ataques, sendo que a batalha durava vários meses.

Com muito custo, havia derrotado todos, acabando por cair no chão frente ao último que ainda se mantinha em pé debilmente, se aproximando para dar o golpe final no arcanjo esgotado, sendo que seus ferimentos estavam se curando levemente em decorrência do fato de que precisava ser purificado, primeiro, a energia maligna dos ferimentos por terem sido infligidos pelos demônios, para depois ser procedida a cura do machucado em si.

Ao mesmo tempo, na Fenda dimensional, Yukihana, uma colossal dragoa da neve sagrada, alva e peluda, de olhos azuis, voava, sendo seguida por seu irmão mais novo, Great Red, sendo que o criou desde filhote e o mesmo via a dragoa alva, muitas vezes, como se fosse mãe dele e não irmã mais velha.

O dragão vermelho imenso sabia que a sua irmã havia se apaixonado pelo mundo que viam esporadicamente, enquanto voavam pela Fissura dimensional, sendo que moravam em mansões erguidas em locais mais distantes, dentro da fissura dimensional, que era imensa.

Já, ele, adorava ficar voando pela fissura dimensional, ao contrário de sua irmã mais velha que ficava observando o planeta azul.

Inclusive, era ciente que Yukihana vinha treinando selamentos, pois, sabia melhor do que ninguém que se voasse para a Terra, ela iria provocar um abalo dimensional em decorrência de seus poderes, acabando por levar a destruição daquele mundo e que a única forma de visita-lo, era selando os seus poderes.

- Nee-chan... Vai mesmo ir até aquele mundo?

- Sim, otouto. Não aprimorei os selos o suficiente para ficar muito tempo, mas, posso ficar por alguns minutos. Creio que é tempo suficiente para matar a vontade de conhecer o mundo que eu me apaixonei.

- Nunca vou entender o seu gosto, nee-chan. – Great Red murmura.

- Ah, é? – ela pergunta com um sorriso em suas mandíbulas – Então, porque, às vezes, o pego espionando uma certa dragoa do infinito?

Mesmo sendo vermelho, era visível o quanto Great Red estava corado, enquanto virava o focinho para o lado, constrangido, por ser tímido.

- Eu sabia! Se eu for para esse mundo, posso encontra-la. Pode ser que consiga marcar um encontro entre vocês. – ela fala com um sorriso sapeca.

- Nee-chan! Eu... eu... – ele sacode a cabeça para os lados.

- Qual é o problema? Eu acho que vocês formam um casal fofinho e que ela devia parar de insistir em ter aquele corpo de criança, sendo que na verdade é adulta.

- Está querendo dizer que está querendo ser um cupido ou algo assim?

- Quem sabe?

Ela pergunta, piscando o olho, enquanto brilhava, assumindo uma forma semelhante a humana, enquanto surgiam selos.

Great Red suspira ao ver a sua irmã abrindo um portal até aquele mundo.

Naquele instante, Yukihana passa a voar pelo céu, mexendo as suas asas de penas alvas sagradas vigorosamente pelo céu, sendo que tomava carona em correntezas de ar. De fato, ela se divertia, até que sente vários poderes, percebendo que estava acontecendo uma guerra.

Então, se recorda de ter visto focos de poderes mágicos e passa a sentir poderes malignos, assim como sagrados.

Ela estanca no ar, quando avista vários akumas se reunindo em volta dela, sendo que um deles comenta:

- Ela tem essas asas sagradas, mas, não vejo auréola. Os anjos tem auréola, certo?

- Sim. Mas, pode ser que a gente não esteja vendo. Vamos! Vocês devem tomar cuidado com as lanças de luz sagradas que esses desgraçados usam. Lembrem-se do treinamento!

Eles começam a reunir o seu poder, sendo que de mau humor, por eles terem estragado o seu passeio, Yukihana faz surgir um vulto atrás dela que era a projeção de sua forma verdadeira, propagada em forma de uma sombra colossal, simplesmente gigantesca, representando a sua forma e tamanho real.

Os akumas estão estarrecidos, pois, era simplesmente gigantesca. Era maior do que Great Red. Inclusive, eles não passavam de míseros pontos no enorme focinho e um deles murmura, após urinar nas calças:

- O quê...

- Não sou uma anja. Sou uma dragoa das neves sagrada, irmã mais velha de Great Red, bastardos.

Então, ela desfaz a sombra e suspira na forma humana, sendo que quando eles decidem fugir, a névoa densa que surge da respiração dela os envolve, os desintegrando pela purificação maciça.

Após todos serem exterminados, ela murmura de mau humor:

- Idiotas...

Então, pelo canto dos olhos, ela vê um brilho dourado, sendo que sente um poder sagrado enfraquecido.

Curiosa, ela voa até o local, sendo que naquele instante, Camus havia conseguido se erguer e matar o akuma que ia dar o golpe final nele.

Porém, após se levantar debilmente, surgem círculos arroxeados em volta dele, liberando um ataque maciço.

Rapidamente, ele abre as suas dozes asas e consegue voar para o ar, escapando das inúmeras explosões abaixo dele, sendo que estava com a vista turva e por causa disso, não vê um akuma que o acerta violentamente na cabeça com uma espécie de porrete, fazendo-o cair em linha reta, se chocando contra o solo, ficando inconsciente.

- Vou mata-lo! – o akuma exclama e prepara o seu ataque, invocando um círculo mágico na sua frente.

Porém, quando ia lançar o seu ataque, ouve um rugido de ira e antes que pudesse olhar para trás, seu corpo é retalhado pelas garras sagradas de Yukihana, sendo obliterado, sumariamente, pelo poder sagrado em suas garras.

Ela pousa ao lado do arcanjo de cabelos e olhos azuis, sendo que estava corada, enquanto observava ele dormindo.

Para a dragoa, ele estava simplesmente angelical e não conseguia deixar de olha-lo, como se algo a hipnotizasse, enquanto sentia sentimentos que nunca sentiu antes, sendo muitos destes incompreensíveis a ela em um primeiro momento, sendo que o achava lindo, sentindo que seu coração falhava uma batida.

Então, a dragoa sente que os selos, ainda imperfeitos, não iriam continuar selando os seus poderes, sendo que também sabia que não podia deixa-lo inconsciente ali, uma vez que não conseguia sentir nenhum poder sagrado próximo dali.

Ela acreditava que era, provavelmente, pelas inúmeras batalhas que ocorriam no entorno, pelo fato dela poder sentir os ataques sagrados e demoníacos revibrando por toda aquela região, assim como em outras partes do mundo.

Tomando uma decisão, ela o pega em seu colo e abre um portal, decidindo ir até a fissura dimensional, sendo que cria um campo em volta dele para protegê-lo.

Afinal, ela decidiu que iria leva-lo até a sua mansão para cuidar dele.

Ela passa pelo portal e na fissura dimensional, assume a sua forma verdadeira que era de uma colossal dragoa da neve sagrada, peluda e alva, percorrendo a fenda dimensional com as suas asas possantes rumo ao seu palácio.

Camus, desperta levemente e por apenas um minuto, sentindo que estava deitado em algo extremamente macio, acreditando ter visto uma garra ao longe, não percebendo que estava deitado em uma pata imensa, sendo que somente avistava algo alvo e peludo, não conseguindo ver fim, para depois, ficar inconsciente, novamente.

Ele não sabia que, originalmente, o seu destino era perecer nas mãos daquele akuma, uma vez, que na linha do tempo original, Yukihana não havia se apaixonado pelo planeta, ficando mais concentrada em outra área da fissura dimensional, uma vez que aquela região onde era possível avistar da fissura dimensional o planeta, só seria habitada, por assim dizer, pelo otouto dela, o Great Red, que adorava ficar passeando.

Portanto, ele somente estava vivo, graças ao fato dela ter aceitado seguir o seu irmão, a pedido do mesmo, que queria mostrar a sua área favorita de voo, acabando por leva-la a conhecer aquele planeta e a se apaixonar por ele, cuja consequência foi a dragoa desejar ir até o mundo que se apaixonou, encontrando Camus, o salvando assim de seu destino original.

Enquanto isso, na Terra, um grupo de anjos lutava contra um exército de akumas, sendo que dentre eles, havia alguns akumas de alto nível.

Os anjos são mortos, embora tenham conseguido purificar vários com suas lanças de luz sagrada.

Porém, nessa batalha, houve um grupo remanescente de akumas e uma única anja que foi obrigada a fugir, gravemente ferida, sentindo que mesmo a sua cura automática por ser um anjo, estava agindo de forma lenta, com ela acreditando ser por causa dos ferimentos.

Afinal, a energia maligna oriunda do demônio que a feriu, precisava ser purificada, antes de proceder a cura do ferimento em si.

Ela corria dentre árvores, apoiando nelas, sentindo que as suas forças lhe abandonavam gradativamente.

Porém, ela lutava com todas as suas forças para se manter consciente e não voava, pois, seria um alvo fácil no céu, já que estaria debilitada demais para se esquivar deles, se tornando assim, presa fácil dos demônios.

Ela podia ouvir eles se aproximando, assim como sentia a energia demoníaca deles, até que ela acaba caindo em um barranco, rolando por vários metros, com o seu corpo se chocando contra uma árvore.

Então, ela vê alguém se aproximando, sentindo a energia demoníaca, mas, nota que era levemente diferente, na sua essência e ao olhar para cima, vê que os olhos da jovem akuma transmitiam piedade e compaixão, a surpreendendo, pois, nunca imaginou ver tal olhar em um akuma, sendo que com a proximidade de ambas, podia sentir o enorme poder dela. Era uma akuma de alto nível que fala com uma voz gentil, sendo visível a preocupação dela:

- Vou leva-la daqui. Por favor, não tente me purificar. Vou salvá-la. Eu prometo.

Então, ela pega a mão dela, gentilmente, com a anja acabando por desmaiar, enquanto ela a teleportava dali, através de um círculo mágico, que continha o emblema do clã Belial.

Os demais akumas seguem o rastro de energia sagrada e encontram o local onde o anjo caiu, sem o mesmo e podiam sentir energia de akuma no local com um deles falando de mau humor:

- Droga! Outro akuma a eliminou! Eu queria ter tido o prazer de eliminar aquele anja bastarda! Após me divertir com ela, claro. – o akuma fala com um sorriso pervertido.

- Nós teremos outra chance. Não podemos fazer nada. – o que parecia o líder, coloca a mão no ombro dele, falando – Se tentasse se divertir com ela, seria purificado, perdendo o seu "amiguinho". Por acaso deseja ser um eunuco?

- Eu esqueci disso! – ele exclama batendo a mão na testa.

- Anjos e Caídas fêmeas... Ambas devem ser eliminadas. Não podemos estupra-las, pois, perderemos o que nos fazem homens. Não acredito que tenha se esquecido disso.

- Bem, vamos voltar para nos divertir com as humanas que moram naquelas cavernas. Agora, que não temos mais esses bastardos dos anjos nessa região os protegendo, podemos nos divertir com eles, torturando os homens em jogos divertidos, enquanto estupramos as mulheres. – outro fala com um sorriso demoníaco no rosto.

- Veremos quanto tempo as fêmeas humanas duram conosco... Quanto aos homens, veremos como lidam com a dor. – outro fala – Confesso que tenho, alguns jogos interessante onde podemos usar os homens, já que eles não têm utilidade para nós, ao contrário das mulheres.

Nisso, com sorrisos malignos, eles se teleportam, magicamente, dali.

A anja salva pela akuma não sabia, que na linha do tempo, a original, ela seria encontrada por esse grupo e seria eliminada, pois, essa akuma estaria longe dali.

Por uma mudança do destino, em vez dessa akuma de alto nível tomar a direção norte, ela foi para o sul e acabou encontrando essa anja, a salvando do seu destino original, que era ser morta pelos akumas e o motivo dela ter ido para o sul, foi porque viu uma mulher com asas de penas, emitindo um poder sagrado, embora pudesse sentir um leve poder de dragão, nela.

Afinal, essa jovem akuma nunca havia visto alguém como essa mulher e queria saber quem era. Por isso, foi para aquela direção, mas, acabou perdendo o rastro da estranha mulher. Em contrapartida, acabou encontrando uma anja esgotada e ferida, que estava sendo caçada por demônios.

Longe dali, em uma casa, a anja acorda e nota que a akuma a olhava atentamente, sendo possível ver o receio dela, fazendo a mesma arquear o cenho e falar, se sentando com dificuldade, sendo auxiliado, prontamente, pela akuma.

- Obrigada.

- Por nada. – ela fala com um sorriso meigo.

- Por que me salvou? Sou inimiga de sua raça e matei vários akumas.

- Eles estão barbarizando um grupo de humanos que vivem em cavernas nessa região. Toda a vida é importante, indo desde os animais, a humana e de outros seres – a anja arregala os olhos e percebe pelo olhar dela que as suas palavras eram verdadeiras – Eles estão fazendo maldades com aqueles humanos. Não sei que maldades, mas... - lágrimas caem dos orbes dela que olhava tristemente para a direção leste, com os olhos mostrando tristeza e pena, enquanto murmurava - Pobrezinhos...

- Você é diferente dos outros akumas... É singular. Qual o seu nome?

- Sou Clélia Belial, do clã Belial, um dos setenta e dois pilares. E o seu?

- Michelle. – a anja morena de cabelos castanhos escuros e olhos verdes fala, sorrindo – Nunca imaginei que encontraria uma akuma como você.

- Os outros da minha raça me acham estranha e me condenam por não lutar, mesmo com o meu poder, mas, sou contra tirar uma vida. Sei que é uma besteira falar isso em uma guerra, mas...

- Não acho. Você só deve tomar cuidado. – a anja fala, preocupada – Ainda bem que eu estava fraca quando me encontrou. Poderia ter atacado você em decorrência das batalhas que enfrentei.

- Entendo. Bem, não poderia condená-la. – ela fala de forma sincera, a surpreendendo, para depois sorrir meigamente.

Então, ambas sentem uma concentração de poder sagrado e avista ao longe, uma irradiação sagrada na região atacada por akumas.

A anja, que se sentia melhor, pois, a cura estava normalizada, caminha normalmente e se aproxima da janela, olhando ao longe:

- É Metraton. Um dos dez Serafins do Céu. Ele veio com a sua escolta.

- Entendo. Eu queria que essa guerra acabasse. – a jovem akuma murmura.

Ambas saem da casa, sendo que a anja percebe algo luminoso e sagrado em direção a akuma, assim que elas saem da casa.

Rapidamente, Michelle invoca uma lança sagrada, bloqueando o ataque, pondo-se na frente de Clélia, sendo que um grupo de anjos desce seguido de Metraton que olhava curiosamente para elas:

- Você defendeu essa akuma de alto nível, sendo que as suas asas não estão caídas.

- Ela salvou a minha vida, Metraton-sama. Leia o coração dela. Por favor. É diferente. Muito diferente. Para ela, todas as formas de vida são importantes, não importando quem seja e ela é incapaz de matar alguém. O coração nobre, puro e cristalino dela me salvou. Sei que é algo inacreditável, considerando que é uma akuma, mas, é a verdade.

O serafim se concentra, com os seus olhos brilhando, para depois o brilho cessar, sendo que os outros fazem o mesmo e depois se entreolham estarrecidos, com o serafim, visivelmente surpreso, se aproximando de ambas, falando para a akuma de coração gentil que o olhava expectante, sendo visível o receio em seus olhos:

- Peço desculpas pelo ataque de antes. Ainda bem que foi um dos meus soldados que a atacou. Michelle não conseguiria bloquear o meu ataque.

- Tudo bem. São tempos difíceis.

Ela fala de forma sincera e gentil, surpreendendo o serafim e os outros anjos, com Metraton falando:

- Lemos o seu coração. De fato, é único entre os akumas. Isso é surpreendente. Eu diria que é algo que nunca imaginávamos que existisse em sua raça. Nós temos uma dívida com você. Michelle é um dos meus soldados. Você a salvou e...

Então, Clélia arregala os olhos ao ver surgir círculos mágicos no entorno dos anjos, reconhecendo o emblema dos mesmos.