Notas do Autor

Great Red descobre...

Yukihana demonstra que...

Cléria Belial encontra-se...

Capítulo 5 - Yukihana

Na Fissura Dimensional, mais precisamente em uma área afastada onde ficava a mansão de Yukihana, que tinha servos criados pelo gelo sagrado dela, Camus havia sido colocado no melhor quarto de convidados, sendo que ainda estava inconsciente.

A colossal dragoa alva felpuda de olhos azuis, sendo uma rara dragoa do tipo mamífera ao contrário do seu otouto, estava na suntuosa sala, em sua forma humana pela praticidade em entrar em lugares menores, tomando uma xícara de chá, quando um jovem entra, usando roupas mais folgadas, assim com escuras, de couro, sendo composta a vestimenta de blusa, regata, calça jeans com corrente e jaqueta, além de usar luvas negras, de couro, que somente cobriam metade dos dedos, além de cobrir a mão, sendo que tais roupas, não estariam destoadas em um show de rock. Era seu amado otouto, Great Red.

Já, a irmã mais velha, deste, usava roupas de treino de artes marciais, composto de gi, haori e hakama, além de munhequeiras, assim como de uma faixa na cintura, já que ela sempre treinava, tendo dificuldade em fazer seu otouto treinar, já que ele gostava mais de voar pela fenda dimensional do que qualquer outra coisa com exceção de Ophis, a dragoa do infinito. Ela sorri frente ao pensamento do amor que Great Red sentia por Ophis.

- Que bom! Chegou para o chá, otouto.

- Nee-chan, eu vi que você trazia um ser em suas patas. Um ser da Terra.

- Sim. Mas, ainda não sei que ser é. Só sei que tem poderes sagrados e igualmente intensos.

- Por que o trouxe?

O jovem pergunta, sentando em um luxuoso sofá em frente a sua irmã mais velha, sendo que assumiu uma forma semelhante a humana, apenas para poder entrar na mansão de sua irmã mais velha, embora a visse mais como um mãe do que como uma irmã.

Afinal, ela o criou desde que ele era um pequeno filhote.

- Não sei... Ele estava inconsciente e pelo que compreendi, estava acontecendo uma guerra entre poderes demoníacos e sagrados. Se eu o deixasse ali, inconsciente, um ser com poder demoníaco iria mata-lo. Não podia deixar ele a mercê dos seus inimigos.

- Foi só por isso? – ele pergunta arqueando o cenho.

- Talvez não seja somente por isso. Por ter adquirido essa responsabilidade de não abandoná-lo a própria sorte em um campo de batalha... Não nego que ele é lindo e que eu sinto meu coração se aquecer perto dele. Eu poderia ficar horas olhando para ele. – ela fala em um suspiro.

- Entendo... Não foi só para protegê-lo. – ele murmura, aborrecido.

Ela olha para o otouto, analisando a sua atitude e reação, até que sorri e se levanta, sentando ao lado dele, para depois falar, afagando maternalmente os cabelos carmesins dele:

- Não fique com ciúmes, otouto. Você sempre será o meu adorado irmão. Você e ele ocupam lugares distintos em meu coração. Lugares que são apenas seus e de mais ninguém.

- Não estou com ciúmes! – ele exclama, sendo que vira o rosto, envergonhado.

- Não precisa sentir vergonha do ciúme que sente por mim. É normal. Só quero que saiba que sempre será o meu querido otouto. Lembro-me como se fosse ontem, quando você passou pela primeira troca de presas – ela fica com um olhar saudoso – E quando você ficava rodando em torno de si para morder a sua cauda, pois, ficava revoltado quando ela abanava na sua frente? Depois, ficava de barriguinha para cima, segurando a cauda com as patas, tentando morder a ponta. Era tão fofinho ver a sua briga com a sua cauda e me lembro de que você molhava a cama sempre que tinha um pesadelo, também tinha aquela vez, um dos seus primeiros voos, quando...

- Nee-chan! Isso é vergonhoso! – Great Red exclama corado.

- Um dragãozinho carmesim tão fofinho... Agora, é um dragão imenso. Como eu sinto falta quando você era um filhote e eu o embalava em meus braços. Você adorava as minhas canções de ninar, sendo que você colocava a ponta da cauda na boca, chupando, enquanto dormia quando era filhote e se enrolava como uma bolinha para dormir...

- Nee-chan! Por favor! – ele exclama desesperado.

- Saiba que eu achava fofinho. – ela fala sorrindo.

- Eu sei. Mas, por favor, não conte a ninguém... – ela vê o sorriso sem graça dela e pergunta temendo o pior – Peraí, você não contou a ninguém, certo?

- Bem, contei para a jovem Chornoa e outros seres. Mas, não se preocupe, eram todas fêmeas e conversávamos sobre filhotes. A maioria ali era mãe. Eu até mostrei o álbum de fotos que fiz de você. Ou melhor, álbuns! Foi o mesmo para Yukiko, a Deusa dragoa suprema dos multiversos. Ela mostrou os álbuns que fez para cada um dos filhos e contou histórias de seus dois filhos quando pequenos, um que é de fogo e outro que é de gelo, que se chamam Red e Koorishiro, Deuses dragões, também, sendo que ela usa neve. Nós descobrimos que dragões quando pequenos são parecidos, desde bebês. O que você fazia quando bebê, por exemplo, brigando com a sua cauda, era a mesma coisa que eles faziam, assim como que os primeiros voos deles, também foram semelhantes ao seu.

- O quê?! – ele está chocado, enquanto corava – Você contou coisas vergonhosas sobre mim?

- Não era vergonhoso. Você era um filhote. Elas contavam coisas que os seus filhos e filhas faziam como filhotes. Era uma coisa mais fofa do que a outra, enquanto trocávamos experiências!

Nisso, ela estala os dedos, após se concentrar e surge um portal, por onde ela retira álbuns e começa a mostrar as fotos ao seu otouto, que estava ainda em choque, processando o que ela contou e sobre os álbuns que ela exibia com orgulho, mostrando as fotos dele brigando com a cauda, dele mordendo a ponta da cauda como chupeta, dos primeiros voos, inclusive os vergonhosos e outras coisas que o fizeram se deprimir, sendo que ele imaginava a reação dos outros ao saber que as suas mães contaram coisas da infância deles e provavelmente, vergonhosa aos mesmos, assim como foi com ele. Por algum motivo, não conseguia sentir pena deles, pois, já sentia muita pena e igual lástima, de si mesmo.

Ela guarda os álbuns e exclama, o abraçando:

- Você sempre será o meu bebê fofinho!

Ela fica preocupada em vê-lo cabisbaixo e pergunta:

- O que houve, otouto?

- Por favor, nee-chan... Eu imploro. Não mostre a esse ser os álbuns e sequer conte sobre quando eu era filhote. Por favor.

- Por que eu faria isso? – ela pergunta arqueando o cenho.

O irmão a olha com evidente confusão em sua face e ela fala:

- Não há motivo para contar a ele. Os álbuns e a sua infância, eu reservo para outras fêmeas, preferencialmente com filhotes ou que desejam ter um filho ou então, que cuidam de outros filhotes. Isso é uma conversa entre fêmeas. O ser no quarto ali em cima é um macho. Além disso, saiba que muitas babaram com as suas fotos de filhote, achando você muito fofinho e que me invejavam por eu ter criado um bebê tão fofo. Além disso, elas eram as minhas amigas e estávamos em um delicioso chá da tarde com docinhos.

- Entendo...

"Pelo menos isso. Mesmo assim, ainda me sinto miserável e imagino como os outros estão se sentindo ao saberem o que elas contaram de sua infância." - ele pensa consigo mesmo.

- Saiba que ainda pretendo encontrar um tempo para ver a Ophis-chan. Creio que ela precisa de uma mãe, também, por assim dizer. Uma menina não pode usar tapa mamilos e precisa aprender a usar roupas comportadas. Além disso, eu adoraria ter mais um para cuidar... – ela fala suspirando.

"Acho que a minha irmã precisa de um filhote. Por mais que sinta ciúmes do ser lá em cima, se eles acasalarem e ela ficar grávida, ele fará um favor a ela."

- Você tem vocação para ser mãe, pelo visto.

- Confesso que adoraria ter filhotes. E se for uma fêmea, será a minha princesinha. Há tantos vestidos fofinhos... – ela comenta sonhadora – Há também lacinhos e muitas outras roupas fofinhas.

"Será que eu devo sentir pena de uma futura sobrinha? Se bem, que se eu tivesse um sobrinho, ele seria digno de pena, também..."

Ele não conseguir impedir as lembranças das roupas que ela colocava nele quando era pequeno, quando ele dominou a forma semelhante a humana, sendo que se lembrou delas pelas fotos. Ela achava as roupas bonitas, mas, ele achava que as roupas eram comportadas demais, além de muitas o fazerem parecer um idiota, sendo que inclusive usou um terno infantil quando pequeno e teve uma vez que usou paletó, bermuda curta até o joelho, com uma exuberante e enorme gravata borboleta chamativa e um chapéu enorme, que o fez passar vergonha e não pode deixar de sentir arrepios. Eram memórias perturbadoras demais, para serem recordadas mais profundamente.

- Com certeza, você e a Ophis-chan, teriam filhotes fofinhos. – ela fala sonhadora.

Great Red cora três tons carmesim, antes de falar:

- Nee-chan... Ainda não desistiu?

- É que eu quero tanto filhotes... Eu já estou imaginando como seriam os filhotes de vocês dois.

Ela fala sonhadora, para depois olhar para ele de forma expectante, com o dragão carmesim suando frio ao ver as expectativas que ela tinha em relação a ele e Ophis.

Então, ele se levanta e fala, inventando uma desculpa:

- Eu prometi que veria alguns amigos!

- Oh! Então, não se atrase. Cuide-se, otouto. – ela dá um beijo maternal na cabeça dele que cora.

- Não sou um filhote, nee-chan. Sou um dragão adulto.

- Para mim, sempre será um filhotinho. – ela fala sorrindo.

Então, ainda constrangido, ele se despede e sai, sendo que fora da mansão, abre as suas asas e no ar, assume a sua forma verdadeira.

Naquele instante, o céu da área do seu palácio estava escuro com estrelas, para simular a noite no planeta que ela adorava, sendo que ela havia encantado o local com a sua magia, para alterar entre o céu salpicado de estrelas para um céu que simulasse o dia.

Claro, não seguia o tempo no planeta, já que era uma simulação e que foi feito, concebendo-se a noção de tempo na Fenda dimensional que era absurdamente lenta, comparando-se ao tempo na Terra.

Para ela, o uso da magia para realizar tais mudanças era insignificante, mas, significava muito para ela, que olha o céu sorrindo, fechando os olhos, se recordando de seu otouto quando era pequeno, enquanto exibia um sorriso em seus lábios, para depois abri-los, vendo ele desaparecer ao longe.

- Eles crescem muito rápido... – ela fala em um suspiro – Bem, vou ver se o meu hóspede já acordou.

Sorrindo, ela torna a entrar na mansão.

Algumas semanas depois, na dimensão do planeta Terra, mais precisamente em um dos Céus, Clélia, com dez asas imensas e duas aureolas na cabeça, estava sentada em uma bela mesa, fazendo relatórios, assobiando uma música feliz, até que para ao se lembrar de seu primo, sentindo saudade dele, enquanto sabia que somente estaria segura no Céu.

Ela se tornou responsável por administrar todos os Céus na parte administrativa e de supervisão, exercendo o trabalho com primor, sendo reconhecida por todos por seu excelente e magnífico trabalho.

Além disso, para auxiliá-la em suas atribuições, haviam sido deslocados soldados para ela que não se importavam com o que ela foi, no passado, pois, a mesma os havia cativado com a sua bondade e doçura natural, com eles sentindo a pureza do coração dela, sendo que as suas asas irradiavam a mais pura bondade.

Ela havia feito amizade com todos os anjos, assim como serafins e era amiga pessoa de Gabriel, que sempre parava, nem que fosse por alguns momentos, para conversar com ela, sempre que possível.

Inclusive, o superior dela era Gabriel, pois, a arcanja era responsável pela parte administrativa e havia ficado maravilhada com a habilidade natural de Cléria de administrar, sendo o mesmo para Deus, que elogiou as habilidades natas dela de administração e organização.

Michelle, que havia sido deslocada ao posto de ajudante pessoal de Clélia, até para ela se adaptar ao Céu, após a mesma estudar, se aproxima e pergunta gentilmente em tom de confirmação:

- Estava pensando em seu primo, Diehauser Belial, certo?

Ela para de escrever um relatório, sendo que havia sido dada a parte burocrática a ela, que ficou feliz de não ter que participar de batalhas, sendo que o seu genitor a havia forçado a lutar e que no final, ela agia secretamente, salvando quantas vidas pudesse nos campos de batalha. Ela ficava feliz em poder exercitar o que ela adorava e que era a parte burocrática.

Cléria suspira e fala:

- Sim. Esta Cléria está preocupada com ele e espero que ele tenha conseguido a vaga para coordenar exércitos no Submundo dos akumas, não participando assim, na linha de frente das batalhas. Meu primo é um excelente estrategista e acredito que seria melhor ele ficar longe das batalhas. Espero que a perícia dele em estratégia consiga mantê-lo longe das batalhas. Entendo que ele pode ser uma ameaça a nós, anjos, mas, não desejo vê-lo sendo morto por um anjo ou por um Anjo Caído.

- Entendo, Cléria-sama. Não a culpamos e não achamos ruim, você se preocupar com ele. Compreendemos a sua preocupação. – ela sorri gentilmente, fazendo a serafim sorrir.

Então, após alguns minutos, a Belial fala:

- Por favor. Não precisa me tratar com essa formalidade. Somos amigas. Não somos? – ela pergunta com o seu típico sorriso doce, sendo retribuído pela anja.

- Sim. Mas, aqui, devemos respeitar a hierarquia. Suas dez asas e duas áureas, a tornam minha superiora. Afinal, se tornou uma serafim em virtude de seu poder e eu sou o seu soldado, pois, assim eu pedi, inclusive, para poder ajuda-la também a se familiarizar com os Céus, após ser convertida em anja por nosso Senhor e para ajudar você com a burocracia. Por falar nisso, trouxe esses relatórios do Primeiro Céu e do Segundo Céu. Imagino o quanto seja maçante. Confesso que não tenho a vocação que você tem para administração e não são todos nos Céus, que tem essa vocação que você demonstra.

Ela fala, depositando pastas na mesa de Clélia que sorri com o seu típico sorriso gentil e fala:

- Não acho. Eu gosto de estudar e de ler. Não me incomodo de gerenciar os Céus. No Submundo, eu gerenciava as propriedades de meu chichi-uê, sendo que estava escalada para gerenciar uma cidade humana quando essa guerra terminasse.

- Fico feliz em ouvir isso. Estava preocupada, Clélia-san, que a houvesse sobrecarregado.

Nisso, a dona da voz aparece em uma cruz dourada brilhante com o seu típico semblante inocente e gentil, revelando que era Gabriel.

- Adoro o trabalho que me foi designado, Gabriel-sama. – ela fala respeitosamente.

- Você é incrível, Cléria-san. Sua administração é formidável. Você tem um talento nato para a burocracia. Não são todos que conseguem se adequar.

- Esta Cléria sempre gostou disso e saiba que muitos akumas fogem disso, desesperados.

Nisso, elas riem levemente e Gabriel fala:

- Eu não duvido disso.

Então, elas se põem a conversar, antes de Gabriel voltar ao Quinto céu, pois, seu irmão, Michael, tinha um pedido a ela.