Notas do Autor
Ophis decide...
Ophicius e os outros confirmam...
Capítulo 9 - Shuri e Akeno
Eles conseguem voltar para a viagem no tempo, sendo que as mãos de Ophis pegam o nada com ela olhando para os lados, murmurando:
- Eles se foram... Eles e aquela que lembra Ophis.
Após alguns minutos, olhando para onde eles estiveram momentos antes, ela fica pensativa e se afasta do local, se lembrando sobre o que foi revelado, sentindo que o mais sensato era seguir o que a jovem híbrida disse, embora não compreendesse o motivo de acreditar tanto nas palavras daquela jovem dragoa. Palavras estas que surgiam em sua mente sobre itens capazes de subjugar até mesmo uma dragoa do infinito por mais surreal que fosse tal constatação.
Enquanto isso, alguns anos depois, no Japão, há dezenas de quilômetros de onde estava Gasper, a sua mãe e Valerie, mais precisamente em uma casa tradicional japonesa, mãe e filha meia anjo caído, sendo que se chamavam, respectivamente, Shuri e Akeno, estavam dentro de casa esperando Baraquiel chegar, sem saber que um grupo de humanos cercava a casa.
Conforme os acontecimentos do passado na linha do tempo original, Rias se encontrava próxima da casa para quebrar a barreira de Baraquiel.
Afinal, mesmo que aqueles humanos possuíssem poderes sagrados, não poderiam quebrar uma barreira mágica erguida por um Caído de alto nível. Nem mesmo ela conseguiria plenamente e por isso, estava usando encantamentos há várias horas, atacando sistematicamente a barreira, conseguindo fragiliza-la gradativamente, para depois chegar o momento de rompê-la usando o poder da destruição de seu clã.
Esse grupo de humanos se aproxima da jovem akuma ruiva e o que parecia ser o líder fala, visivelmente desgostoso:
- Vimos que é uma akuma... É humilhante para nós ter ajuda de um ser como você, mas sabemos que não conseguiríamos quebrar essa barreira maldita sem a sua ajuda. Imagino que deseja se vingar desse anjo Caído, já que é uma demônia.
- Pode dizer que sim, de certa forma. - ela mentia, enquanto sorria imensamente, imaginando o êxito futuro do seu plano.
Afinal, somente os estava ajudando a quebrar a barreira, pois eles eram necessários para o seu plano.
Ela já havia planejado a sua fuga, pois sabia que eles iriam ataca-la e após se distanciar, iria modificar a memória deles para não se lembrarem dela, sendo algo demasiadamente fácil para a ruiva, já que apesar de terem poderes sagrados, estes eram inferiores ao poder dela, garantindo a alteração de suas memórias.
Inclusive, ela sabia que em algum momento, Akeno seria atacada novamente, já que o clã da mãe dela desejava extirpá-la daquele mundo, não permitindo que ela continuasse viva.
Portanto, era questão de tempo até que a atacassem de novo e para garantir que chegaria no momento certo, iria usar seus poderes para seguir ela em segredo, sabendo que a híbrida iria culpar o pai pelo que aconteceu a mãe dela e isso a faria ficar sozinha, quando fosse atacada novamente pelo clã.
Quando esse dia chegasse, ela iria surgir como salvadora dela, simulando que precisou pedir ajuda de um dos escravos do seu irmão para salvá-la, conseguindo assim a lealdade incondicional dela que daria o sangue e a alma nas batalhas em decorrência da lealdade intensa que sentiria, assim como, pelo agradecimento incondicional e igualmente intenso, por "salvá-la".
Em virtude disso tudo, Rias tinha certeza de que ela odiaria os Caídos e provavelmente se tornaria akuma não somente pela gratidão e sim, para não ter mais asas de Caída.
Claro que Rias não contaria a ela que mesmo que virasse uma akuma, continuaria tendo asas de caída, pelo menos uma delas.
Além disso, como Akeno julgaria erroneamente que ela foi a sua salvadora, sentiria gratidão eterna e daria o sangue por ela no campo de batalha, sendo isso que Rias queria e precisava. Por isso, queria que os seus escravos a vissem como salvadora deles. Esse era o seu plano para ter os escravos perfeitos e que seriam igualmente ferrenhos nas batalhas em virtude da devoção e agradecimento intenso para com a sua Mestra, que os "salvou", por assim dizer, sem que nenhum deles, desconfiasse que a sua salvadora, foi aquela que armou tudo para tê-los ou que se usou de terceiros para possuí-los, para que assim aparecesse no momento exato, posando assim como salvadora.
Inclusive, a Gremory se encontrava consideravelmente ansiosa para que esse dia chegasse o quanto antes, esperando que o seu plano desse certo, pois havia perdido um escravo quando teve que abandonar o seu plano ao saber que Gasper, a sua mãe e a outra damphir, chamada Valerie, haviam sido levados do castelo por um grupo de akumas dragões e um anjo.
Ela pensa consigo mesma ao se recordar da intensa frustração que sentiu ao perder um futuro escravo:
"Por causa desse grupo bizarro, perdi um futuro escravo excelente... Malditos sejam!"
Então, ao sentir que a barreira chegou a um ponto crítico, ela se aproxima e concentra o seu poder, usando vários selos na barreira enfraquecida, deixando os humanos estarrecidos, para depois usar um pouco do poder da destruição de seu Clã, para terminar de implodir a barreira, após fazer surgir inúmeras trincas no domo de proteção que deixou de ser translúcido.
Em seguida, ela usa um círculo mágico de transporte e sai antes que um deles tivesse êxito em atacá-la, com o ataque deste acertando apenas a terra, pois ela ativou o círculo de transporte alguns segundos, antes.
- Ela fugiu. Perdoe-me. – ele pede curvando a cabeça frente a vergonha de não tê-la acertado.
- Tudo bem. Pelo menos, poderemos eliminar aquela híbrida bastarda.
No ar, longe do alcance deles, os seus olhos brilham carmesim e ela apaga as memórias deles sobre ela, visando evitar qualquer comentário que poderia revelar a responsável que permitiu que eles invadissem o local, assim como a existência de uma barreira.
Claro que enquanto apagava a mente deles, ela "plantou", por assim dizer, uma ordem inconsciente para não matarem a meia caída, focando-se apenas na mãe dela.
Afinal, precisava da híbrida viva e eles somente podiam matar a mãe dela. Por isso, usou esse feitiço antigo para impedir deles matarem quem não era para matar e mesmo eles tendo poderes sagrados, estes eram inferiores aos poderes de akuma dela por causa de seu clã.
Então, antes que eles se aproximassem, sem perceberem que as suas memórias haviam sido alteradas, surge um enorme círculo mágico de transporte no ar e por ele saem inúmeros jovens e antes que pudessem fazer algo, a filha de Akeno se aproxima e os eletrocuta com seus relâmpagos sagrados ao invocar as suas oito asas de Caída, sendo que sorria de deleite enquanto eles gritavam.
Shuri e Akeno ouvem os gritos e rapidamente se escondem, com a criança implorando para que o seu pai chegasse logo.
Após eles morrerem, Ophicius se vira e fala, vendo vestígios de uma barreira.
- Seu avô, Baraquiel, ergueu uma barreira e ela foi quebrada. Veja.
A filha de Akeno olha estarrecida para a barreira e comenta:
- O jii-chan nunca comentou dessa barreira.
- Mas, você chegou a perguntar para ele? – ela nega com a cabeça – E a sua mãe? Perguntaram se ele tentou fazer algo para manter Shuri-san e a sua mãe seguras?
Ela faz que não e Ophicius, comenta pensativa, apoiando o dedo no queixo:
- Talvez a culpa não o tenha feito falar. Bem, eu só sei que é estranho. Afinal, humanos nunca conseguiriam destruir essa barreira. Eles tiveram ajuda. Mas de quem? – após alguns minutos ela fala - Eu aposto que foi aquela vaca que os ajudou, pois ela tinha interesse em ter uma escrava com poderes sagrados. Isso seria bem útil em uma batalha entre akumas.
Nisso, todos concordam, pois sempre acharam estranho o fato dela aparecer no momento certo para transformá-los em escravos.
Afinal, o mundo era imenso e aparecer no momento exato era demasiadamente estranho e isso havia deixado eles desconfiados, enquanto que eles haviam ficado desanimados ao perceberem o quanto as suas mães e "doador de espermatozoide", como se referiam a Issei, tinham Rias em alta estima e mesmo os que não eram escravos dela, a viam como uma amiga querida.
- Bem, temos que partir. Precisamos mudar alguns destinos. – a filha de Koneko fala seriamente.
Traída pela sua curiosidade ao ver que foram conjurados relâmpagos sagrados que atingiram o local onde os humanos se encontravam, sendo que ela havia se afastado para que não fosse detectada por nenhum Caído, Rias acaba se aproximando ao ponto de ser detectada pelo olfato deles que reconheciam aquele odor, mesclado a aquele perfume enjoativo, como sendo de Rias Gremory e ao olharem na direção do odor, avistam a ruiva que fica estarrecida ao vê-los olhando em sua direção e fica ainda mais aterrorizada ao ouvir os rosnados de ira deles, vendo os olhares repletos de fúria dos mesmos.
- Pelo visto, já temos a confirmação de quem destruiu a barreira de Baraquiel e não estou surpresa! – a filha de Lilith exclama irada apontando o dedo em riste para a ruiva.
- Quem são vocês?! Como vocês me conhecem?
- Poderíamos eliminá-la, o que acham? Estaríamos fazendo um favor ao mundo. – a filha de Akeno fala, enquanto concentrava o poder de relâmpagos sagrados em uma de suas mãos.
A filha de Lefay conjura rapidamente uma magia arcana junto do poder sagrado de anjo do filho de Irina com Rias ficando apavorada ao ver que não conseguia usar o círculo mágico de transporte, pois algo purificava o círculo ao fazê-lo "congelar", sendo este a melhor descrição que ela podia chegar pelo comportamento estranho do círculo mágico de transporte do seu clã, sendo que do nada surgem correntes, pois a filha de Lefay não perderia a oportunidade de prendê-la.
Então, um dos jovens fala:
- E quanto a "ele"? Se fizemos isso, ele...
A filha de Akeno olha para ela e cancela o seu poder, pois Ex, junto de Sirzechs e Millicas, eram os únicos Gremory´s que prestavam, sendo que Ex sempre os tratou como irmãos e nunca como bastardos, além de brigar com outros akumas nobres quando ousavam destrata-los, além de odiar a genitora, pois desconfiava que os encontros com os outros fossem armação dela, além de desprezá-la por trata-los como bastardos e indignos de se aproximarem dela que fazia cara de nojo, como se eles fossem lixo, apenas por serem bastardos, sendo que o único filho oficial de Issei para os outros akumas era Ex. Eles não passavam de bastardos.
Enquanto a filha de Akeno ficava irada por não poder destruir Rias, todos sentem um deslocamento de poder e olham para trás, ficando surpresos ao avistarem os indivíduos que haviam acabado de chegar ao local.
- Demoramos demais, nyah... – a filha de Kuroka fala em um gemido.
Afinal, ao descobrirem o responsável pela quebra da barreira, sendo que alguns já desconfiavam que fosse a Gremory, eles se esqueceram de que precisavam se retirar do local o quanto antes e acabaram ficando mais tempo do que deviam.
Ophicius segura fortemente o objeto, sendo que todos procuram estar perto dela, esperando que pudessem usar o objeto sem verem, pois já haviam decidido quem eles iriam ajudar depois de Akeno.
Além disso, a filha de Akeno tinha algumas plantas de equipamentos em suas mãos, sendo um deles, um dispositivo que permitiria que humanos pudessem ficar em locais que originalmente não poderiam ficar. Foi um dispositivo que ela inventou e que queria deixar de modo que Azazel pudesse analisar e por em prática.
Baraquiel estava com a sua usual face de poucos amigos, sendo que Azazel estava ao seu lado, além de vários Caídos, sendo que ele pergunta em tom de confirmação, olhando dos jovens para Rias.
- Então, foi essa akuma que destruiu a minha barreira? E esses indivíduos mortos pretendiam matar a minha amada Shuri e minha filha querida?
Eles acenam a cabeça de forma afirmativa, percebendo que ao ouvirem a voz dele, Akeno e Shuri saem da casa, passando a ficar atrás do Caído que fala:
- Eu senti que o poder que enfraqueceu a minha barreira veio dessa akuma ruiva, agora que consigo sentir o padrão do poder dela por vocês terem conseguido detê-la e percebi que estão escudando a minha casa, após derrota-los. Estou em débito com vocês por salvarem a minha família. Eu teria chegado tarde demais.
Ele concentra os seus poderes sagrados em uma lança feita de relâmpagos, visando acertar a ruiva que se amaldiçoava por não ter lutado para fugir antes, mesmo que tivesse ficado paralisada pelas correntes, enquanto ficava aterrorizada ao sentir a concentração de poder sagrado que iria purifica-la, sumariamente.
Porém, antes que ele lançasse a sua lança de relâmpagos sagrados, a filha de Lefay liberta Rias das correntes, já que eles não podiam mata-la. Infelizmente, ao ver deles, com a mesma conseguindo fugir, sendo que eles seguram o objeto em suas mãos e se teleportam dali o mais rápido possível, passando a viajar pelo tempo e espaço para a sua próxima missão de salvamento.
Antes que saíssem do local, a filha de Akeno deixou os projetos no chão para que Azazel pegar, após eles se retirarem do local com sucesso.
Os Caídos ficaram surpresos ao verem que o grupo desapareceu em um piscar de olhos, com a maioria olhando para os lados, procurando os híbridos em virtude dos vários tipos de poderes que sentiram dos jovens, ficando surpresos ao sentirem o poder hibrido de um anjo com humano, algo que os deixou estarrecidos.
Afinal, se um anjo tivesse relações com um humano, se tornaria um Caído e seu filho, seria um meio Caído e não um Anjo. O rapaz tinha asas alvas, indicando que era um anjo.
Tal conhecimento, o fez questionar a si mesmo como era possível tal união, enquanto que Baraquiel sentia muita ira, por não ter conseguido destruir a akuma.
Azazel caminha até os rolos de papéis e ao abrir eles, fica estarrecido, pois eram invenções e uma delas poderia ser útil para Baraquiel, visando aumentar a proteção de sua família, uma vez que era demasiadamente perigoso, deixa-las sem um nível de proteção muito maior.
