Notas do Autor

Em uma floresta...

As nekoushous ficam...

Em Quioto...

Capítulo 10 - Kuroka e Shirone

Em uma floresta densa e fechada, Ophicius e os seus meio irmãos aparecem em uma espécie de clareira e rapidamente, passam a farejar o ar para encontrar quem eles vieram salvar, sendo que conseguem encontrar o rastro, assim como outro odor preocupante na direção dos dois odores que procuravam.

Rapidamente, eles se deslocam, pois tinham pouco tempo para as salvarem.

Próximo dali, duas nekomatas mestiças, já que o pai de ambas era um humano, sendo que estavam em suas formas animais, corriam ou mais precisamente, uma delas que era negra como a noite, sendo que a mais velha, Kuroka, segurava na sua boca a mais nova, Shirone, que era alva como a neve e que choramingava em um pranto mudo.

Kuroka corria o mais rápido que conseguia por estarem sendo caçadas por um akuma, sendo que ela orava para que conseguissem escapar, enquanto se questionava porque estavam sofrendo tanto, pois, mal perderam os seus pais e agora lutavam pela liberdade, por terem visto algo na mão dele quando as encontrou e não parecia que ia matá-las, com ela acreditando que iriam ser confinadas ou algo assim.

A mais velha saltava troncos com maestria, além de ignorar a dor em suas patas por correr sem descanso, pois aquilo não importava e sim, somente, despistar o akuma, embora soubesse que as chances de ambas eram ínfimas por serem apenas filhotes e aquele akuma um adulto, além de saber que ele tinha visão noturna.

Portanto, o demônio podia encontrá-las.

De repente, surge um forte clarão na frente de ambas, juntamente com uma densa nuvem de poeira, assim como um barulho ensurdecedor, fazendo a mais velha deter a corrida, acabando por saltar para trás, enquanto a mais nova chorava em um pranto mudo, aterrorizada. A nekoushou negra como a noite tentava saltar para o outro lado, quando uma nova explosão surge na sua frente e assim se segue em qualquer direção que ela tomasse até que outra explosão atinge o solo em frente as suas patas dianteiras, atirando ela violentamente para trás, fazendo-a se chocar contra o solo, com a caçula sendo arremessada para o seu lado, ficando inconsciente.

Kuroka fica aterrorizada ao ver que o akuma avançava com um sorriso maligno e algo na mão em direção a elas.

Porém, mesmo gravemente ferida, ela concentra os seus poderes e erguendo a patinha para frente, gera uma pequena explosão que faz o akuma cair, para depois ele se levantar, colocando a mão na frente dele, sorrindo malignamente, gerando um ataque maligno em forma de uma esfera que atinge a nekomata, a atirando violentamente contra uma árvore, trincando o tronco, passando a gemer de dor, lutando para ficar de pé com o akuma falando:

- Vocês serão minhas escravas, agora.

Porém, antes que se aproximasse delas, recebe um golpe violento no estômago, o fazendo cuspir o conteúdo estomacal, para depois cair inconsciente.

Ao verem um grupo se aproximando, tendo odores diferentes, embora que dois odores em especial pareciam confortá-las, a mais velha tenta fugir, já que ainda estava aterrorizada.

Quando ela tenta fugir, mesmo debilmente, após pegar a sua imouto na boca, um deles invoca uma barreira em volta delas, fazendo a mais velha se chocar, enquanto começava a arranhar desesperada a barreira, miando aterrorizada.

Então, Kuroka assume uma postura defensiva em frente a mais nova que havia despertado e que se havia se encolhido contra a mais velha que eriçava os pelos, mostrando os seus caninos, enquanto um garoto se aproxima delas, não se deixando relaxar pela face gentil do mesmo, até que ele abre as suas seis asas alvas, surgindo uma auréola em cima dele, fazendo a mais nova murmurar surpresa:

- Um anjo...

Kuroka fica chocada e ele fala, se aproximando um pouco mais, para depois erguer as mãos na direção delas que inicialmente ficam alarmadas, até sentirem que os seus ferimentos foram curados, deixando-as estupefatas.

- Agora, não sentem mais dor, né?

Elas apenas consentem, sendo que avistam duas garotas se aproximando, notando que elas eram nekoushous, embora tivessem um poder semelhante ao de um akuma, assim como o de um dragão.

A mais velha delas fala emocionada por ver a sua mãe jovem, sendo a mesma coisa para a filha do futuro da Shirone:

- Nós vamos levá-la até o centro da Facção dos youkais em Quioto. Lá, vocês vão estar seguras e Shirone pode ser amiga de infância de Kunou. Nós sabemos que quando ela era filhote, sentia falta de brincar com os outros filhotes. Shirone-chan e Kunou-chan podem ser grandes amigas no futuro.

- Falam da Líder da facção youkai, a Yasaka-sama e a sua filha, Kunou-sama? – Kuroka pergunta estupefata.

- Sim. Ela despreza akumas que tentam escravizar, mesmo os meio youkais como vocês e possui um bom coração. Vai acolher vocês, ainda mais por terem quase sido convertidas em escravas. – a filha de Shirone fala sorrindo.

Então, uma jovem que exalava a akuma, dragão e odor de raposa, sendo a filha de Kunou no futuro, se aproxima, falando gentilmente ao se lembrar do quanto a sua mãe se lamentava por não ter tido amigos da sua idade no palácio quando era pequena. Era algo que ela havia repetido a sua filha várias vezes.

Portanto, ela esperava que a presença de Shirone, pudesse evitar da mãe se sentir sozinha quando era pequena, desejando brincar com outro filhote que não a visse como uma divindade ou algo assim, como era no passado, fazendo com que ninguém brincasse com ela por a verem como uma deusa, por assim dizer, por ser filha da lendária raposa de nove caudas, Yasaka.

Ela fala ao se aproximar das filhas das nekoushous e das mesmas:

- Eu acredito q eu Shirone e Kunou serão grandes amigas. Afinal, nós sabemos que quando ela era filhote, ele sentia falta de brincar com outros filhotes que não a vissem como uma Deusa ou algo assim.

- Entendo. – Kuroka fala ainda ressabiada, pois era bom demais para ser verdade, até que percebe algo, piscando os olhos - Como sabem os nossos nomes?

Elas se entreolham e depois, a filha de Shirone fala com uma face triste:

- Lamento, mas não podemos revelar como sabemos os seus nomes.

Após alguns segundos, a voz de Shirone é ouvida com ela caminhando até ficar ao lado da irmã:

- Acho que podemos confiar nelas, nee-chan. Eles nos salvaram e esse anjo nos curou. Por algum motivo, sinto confiança nas palavras dessas duas garotas, principalmente a mais nova. Além disso, sinto que a conheço de algum lugar. É uma sensação estranha e o cheiro delas me faz feliz. No caso, a da mais nova, sem saber que ela é a sua filha do futuro.

Kuroka olha para Shirone, ficando pensativa, sendo que era o mesmo para ela, mas em relação a mais velha das garotas. Era uma sensação desconcertante, mas agradável e que também a fazia acreditar nas palavras dela, não sabendo que aquela jovem era a sua filha do futuro.

- Verdade. Eu também me sinto assim, mas para a mais velha – nisso, ela olha para ela e pergunta – Nos conhecemos de algum lugar?

- Não. Mas pode-se dizer que somos parentes e que nós estamos aqui para salvá-las, as levando em segurança até Quioto. Mais precisamente, até o palácio de Yasaka-sama.

Após suspirar, a mais velha consente e ambas assumem as suas formas humanas, sendo que usavam quimonos comportados.

Kuroka nota que o akuma foi imobilizado e que tiraram estranhas peças dele, com os jovens notando o olhar curioso delas, com Ophicius explicando:

- É um conjunto completo de Evil Peaces. É assim que eles encarnam qualquer um em akuma, seja quando a pessoa morre ou quando ela está viva ao assimilarem essa peça no ser, o tornando um akuma, assim como, um escravo daquele que introduziu a Evil Peace nele, podendo ser comercializado entre akumas, seja por troca ou venda. Só não funciona com seres que tem grandes poderes sagrados tipo Buda e similares, pois bloqueiam essas Evil Peaces. Nós vamos entregar a alguém que terá muito interesse em estudá-las.

Kuroka olha para o akuma imobilizado por correntes mágicas poderosas e pergunta:

- O que vão fazer com esse bastardo?

- Vamos dá-lo para que alguns de nós, que apreciariam se "divertir" com ele, por assim dizer, antes de matá-lo. – o filho da Xenovia fala – os akumas são bem resistentes. Portanto, dá para torturar com mais liberdade, por assim dizer, segundo a explicação dos sádicos do nosso grupo.

Nisso, Kuroka nota o olhar sádico da jovem que era filha de Akeno e de outros que exibiam sorrisos extremamente sádicos, confessando que sentia muito prazer ao saber do destino dele.

- Também vamos nos livrar da família odiosa deles. Nenhum deles presta. Só ele não vai dar para a "diversão". – a filha da Akeno fala com um dedo nos lábios, se deleitando ao imaginar as torturas que aplicaria – Além disso, evita termos que dividir um brinquedo para nós.

Nisso, um grupo se separa, ficando no local, sendo que o outro grupo fica com as nekomatas e o filho de Irina fala:

- Vamos leva-las até Yasaka-sama.

- É seguro deixa-los sozinhos? – Shirone pergunta preocupada – Podem surgir mais akumas.

- Sim. É seguro. Na verdade, eu tenho pena dos infelizes que atrapalharem eles em sua diversão, pois seria um ato suicida, no mínimo.

Nisso, elas ficam aliviadas e aceitam caminharem até o círculo mágico de transporte que teleporta todos eles, sendo que a filha de Kunou do futuro é que iria cuidar do transporte, pois precisam entrar no campo de proteção do palácio da avó dela, sem provocar muito alarde.

Enquanto isso, o outro grupo havia colocado o akuma em um círculo mágico especial, murmurando palavras sobre orientação da filha de Le Fay, para depois surgirem mais pessoas, todas da família dele que ficam confusas até serem imobilizados por cordas que os impedia de concentrarem os seus poderes para atacar ou para chamarem a sua, realeza.

Uma mulher ordena arrogantemente:

- Sabem quem nos somos? Nós libertem, agora!

Nisso, todos agem arrogantemente, notando que o grupo os ignorava, para depois a face arrogante despencar, enquanto começavam a ficar desesperados ao perceberem que não conseguiam se soltar, além de sentirem fracos, ficando ainda mais apavorados ao verem que estavam dividindo eles entre si.

Então, um de cada é pego e os que eram crianças, tiveram as suas memórias manipuladas para que quando fossem interrogadas ou se lessem a mente delas, elas contassem que havia sido um grupo de akumas que os sequestraram, para depois enviarem eles de volta, inconscientes.

Então, eles decidem usar a espécie de vínculo dos akumas com as suas realezas por causa das Evil Peaces que eram propriedades deles.

Apesar de não ser o suficiente para chama-los, mas apenas para puni-los brutalmente usando as Evil Peaces, todos eles usam magia avançada para atingirem mentalmente a realeza deles, manipulando as suas memórias, assim como os ataca a distância, os fazendo ficarem feridos, simulando que haviam lutado para que os seus mestres e famílias não fossem sequestrados, fazendo assim com que não fossem culpados pelo sumiço deles.

Claro, não era uma magia fácil e consumia muito poder mágico para ser realizado e por isso, dificilmente era usado.

No caso deles, eles eram poderosos e estavam usando em dupla, com dois jovens poderosos executando o encantamento sobre orientação da filha de Le Fay Pendragon, que mesmo sendo jovem, era uma maga tão poderosa quanto a sua genitora e igualmente, habilidosa.

Depois, eles começam a torturar todos, sendo que a filha de Le Fay tinha um lado sádico e usava encantamentos para provocar o máximo de dor possível em suas vítimas.

Longe do local da tortura, mais precisamente no palácio de Yasaka, em Quioto, os guardas de Yasaka e a mesma ficam alarmados ao verem que um grupo surgia no jardim da imponente mansão, apesar das barreiras de proteção, indicando que eram demasiadamente poderosos para atravessar a proteção, com eles não percebendo que o grupo não precisou invadir a barreira, já que a mesma que era mágica reconheceu a filha de Kunou do futuro como um membro da família, através do vinculo sanguíneo, autorizando o círculo mágico de transporte dela.

Rapidamente, Yasaka e a sua filha Kunou são escudadas pelos guardas, que já haviam preparado os seus ataques mágicos, para depois lançarem contra o grupo.

Todos, sem ser Ophicius por causa de Ophis, que podia detectar a sua magia, algo que ela não desejava, ainda, pois já bastava lidar com a Facção Youkai, criam facilmente uma barreira que bloqueia o poder deles, com os mesmos tentando atingi-los até que cessam por estarem cansados, caindo de joelhos no chão, arfando, pois os seus ataques sequer arranharam a barreira mágica poderosa erguida em torno deles.

Notas finais

Eu quero agradecer ao comentário de: sonic. Muito obrigada.

sonic:

Eu fico feliz em saber que gostou do capítulo.

Muito obrigado pelo comentário.