Notas da Autora
Os dragões de Earth Land ficam surpresos, quando descobrem que...
Atlas Flame fica surpreso com um pedido inusitado em relação a certo dragão...
Capítulo 3 - Descoberta
Os dragões de Earth Land se surpreendem ao verem um dragão cujo corpo lembrava o deu uma árvore nodosa, sendo que era imenso e aparentava ser bem antigo, que olhava para todos os dragões com um ar professoral, os surpreendendo.
Atlas Flame, que havia captado a conversa mental entre os dragões, desceu e ficou ao lado de Igneel. Natsu foi abraçar o dragão de chamas que ficou estarrecido com o toque, para depois a criança voltar para as patas de seu pai.
- Meus amigos estão escolhendo crianças para serem dragon slayers. Eu também vou escolher um, mais para frente. Por enquanto, estou colhendo informações através da natureza.
- Da natureza? – Metallicana fica surpresa – É um dragão da natureza?
- Sim. Meu poder compreende vários aspectos da natureza, embora que o meu controle é subjugado pelos dragões que tem seus domínios. Portanto, o único elemento da natureza que eu posso controlar é as árvores e mesmo que eu possa usar outros elementos, o dano não será o mesmo dos que os dragões dos elementos possuem.
- Dragões como você são raros. – Igneel comenta surpreso.
- Posso contar um pouco de nossa história, enquanto eles não chegam.
Nisso, um dragão menor, sendo semelhante ao dragão maior aparece e se curva respeitosamente para todos.
- Este é o meu neto, Fukaimori (深森 - floresta profunda). Eu me chamo Eichiteki (叡知滴 - gota de sabedoria).
- Vocês não são desse mundo - Skiadrum fala.
Nisso, eles ficam surpresos ao verem os seus filhos se afastarem para brincarem perto dali, sendo que eles começaram a brigar por brincadeira, testando o que haviam aprendido.
Eles notam que Eichiteki os olhava bondosamente, para depois olhar para eles e falar:
- Sim. Viemos de outro mundo. Ou melhor, outra dimensão. Ela se chama Dragon Land. Lá, os dragões reinam e os humanos estão extintos há vários séculos. Temos cidades, universidades, prédios de administração... Enfim, temos uma infraestrutura igual ao de cidades, já que possuímos centros urbanos, assim como reinos, divididos por elemento e os neutros. Há um tratado de não agressão entre os reinos. Foi feito após a primeira guerra. A guerra que vitimou os humanos.
Todos ficam surpresos com o relato e Grandinee pergunta:
- Como assim? Que guerra foi essa? Vocês viam os humanos como comida?
- Não. Não foi por esse motivo a guerra e sim, entre dois grupos de dragões. Aqueles que queriam retirar o sistema de castas, assim como expulsar os nobres e os que queriam manter o sistema de castas e se manter no poder.
- Castas? Vocês tinham esse sistema? - Metallicana pergunta surpresa.
- Sim... A casta dos nobres e dos súditos. Relacionamentos entre castas diferentes eram proibidos e havia limitações. Era um sistema que em algum momento, iria provocar uma guerra.
- Quem venceu?
- Ninguém... A guerra destruiu ambos os lados. A população de dragões foi quase dizimada. Espécies desapareceram. Ambos os lados foram forçados a fazerem um pacto de não agressão e um acordo. A nobreza continuaria, mas, perderia todos os privilégios e o sistema de castas seria extinto. Desde então, vem sendo seguido esse acordo por ambos os lados. Porém, nos quase trinta anos de guerra os humanos foram dizimados, pois, nossos ataques destruíam áreas consideráveis e eles não tinham magia. Os ataques não eram direcionados a eles e sim, de dragão para dragão. É um capítulo extremamente vergonhoso da nossa história.
- Então, com esse acordo, acabou a guerra?
- Essa. Logo depois, um grupo de nobres descontentes fizeram outra guerra pelo poder absoluto. Mal saímos de uma guerra, tivermos outra.
- Poder absoluto?
- Havia uma joia ancestral, que existia antes de nos dragões aprendemos a falar. Por milhares de anos, vinha sendo passado de mão em mão por um clã dragão. Eles eram da neve e viviam isolados. Seus membros se isolaram do mundo e passavam a orar para a pedra, assim como protegê-la. Diziam que era uma lágrima cristalizada de Tenchisouzou Megami Saikou (天地創造・女神・最高 – Suprema Deusa Criadora). De fato, era uma joia em forma de lágrima, misteriosa. Esse grupo a mantinha pura ao mandar vibrações benéficas para ela, sendo que ficava nas mãos da Miko-hime (princesa sacerdotisa), que era a suma sacerdotisa dos yukiryuus (雪竜 - dragões da neve), Yukihana (雪花 - Flor da neve) e deveria devotar a sua vida apenas a orar para a pedra em forma de lágrima, sendo que ela possuía um segundo par de pulmões, raríssimos, que produzia o gelo da vida, além do tradicional gelo da morte, o branco, como eles chamavam, comum a todos os dragões da neve. O gelo azul era especial. Envolvia ferimentos ou pessoas doentes, curando assim quaisquer ferimentos, restaurando membros perdidos e qualquer doença, mesmo terminal e podia ser usado para preservar a vida de qualquer ser, pois, o ser envolto nesse gelo, parecia estar em uma dimensão à parte. Nenhum ataque podia destruir o gelo que é usado para proteger a vida, pois, é incapaz de cortar ou produzir qualquer dano. Além disso, por eles viverem isolados nos confins do mundo, a guerra não chegou até eles. A Miko-hime nunca tinha filhotes e consta nos livros de história que eles escolhiam a futura Miko-hime entre o clã, após a anterior morrer, sendo aquela que nascia com o segundo par de pulmões. Dizia a lenda que aquele que usasse o poder dessa joia, poderia conseguir poderes incríveis e a capacidade de usar todos os elementos ao mesmo tempo, subjugando assim qualquer dragão, embora que os dragões da neve falavam que a sua alma seria tomada como preço por tal uso e por isso, em tese, não compensaria, pois, se tornaria escravo da joia.
- Nossa...
- Um grupo de nobres se voltou para a joia. Eles queriam a destruição dos outros nobres que haviam pressionado eles a aceitarem o acordo e queriam o sistema de castas novamente. Infelizmente, os outros somente souberam do ataque tarde demais. Os dragões tentaram defender a joia e morreram. No caos, um jovem dragão não pertencente ao lado dos nobres e muito menos dos dragões sacerdotes pegou a joia. Com o poder da mesma, ele destruiu todos os dragões que invadiram o templo, sendo que estes haviam matado todos os dragões e dragoas sacerdotes que lutaram até a morte para proteger a Miko-hime desses nobres e seus assassinos contratados, assim como mercenários. Nesse instante, ao usar tal poder, uma sombra o tomou quando saiu da joia que diminuiu de tamanho. Esse jovem dragão se chamava Sesshouken (殺剣 - espada da destruição vital) e foi tomado pelas trevas, enquanto que a Miko-hime, a única sobrevivente do massacre, pegou a outra parte da pedra. Ela tinha um coração nobre e puro. Acreditamos que por causa disso, a sua alma não foi tomada. Ela não almejava poder para si e sim para proteger todas as formas de vida. Nesse interim, chegaram vários dragões para enfrentar esse jovem dragão, que se auto intitulou Ryuu Kaimetsu Kami (竜壊滅女神 – Deus Dragão da destruição) e que queria destruir toda a Dragon Land, não medindo esforços para isso. Seu poder variava entre os elementos, sendo visível em seu corpo que mudou de forma, para se adequar a tais poderes, quando se fundiu com metade da joia. Ele usava uma das técnicas de destruição em massa, Ki no Sesshou (輝の殺生 - Brilho da destruição vital).
- Como conseguiram vencer esse dragão? Yukihana conseguiu fazer algo?
- Sim. Ela se tornou a Ryuu Tenchisouzou Megami (竜天地創造女神 – Deusa Dragão da criação). Mesmo assim, os poderes dele eram extremos e ela tomou a única decisão que poderia ter tomado. Esses dragões vivam a sua vida, isolados, zelando pela pedra, para protegerem o nosso mundo do mal. Eles se sacrificavam, por nós. Logo, o lógico para ela era...
- O sacrifício. – Weisslogia fala.
Ao mesmo tempo, Weisslogia lançava olhares fugazes para Metallicana, que não percebia o olhar dele, que apenas suspira, para depois olhar para ela, não tendo coragem de fazer o que desejava há séculos. Faltava-lhe coragem, por temer a reação dela.
- Sim. Ela usou uma magia de alto nível ao custo de sua própria vida. Ela conseguiu se aproximar dele o suficiente para lançar o encantamento arcano ancestral absoluto, usando seus poderes, ao criar uma técnica, contrária a dele, a Ki no Tenchisouzou (輝の天地創造 - Brilho da criação). Ela retirou os poderes dele, fracionando em forma de joias, no total de vinte, que foram seladas individualmente e lançadas aqui, em Earth Land. O corpo dele foi convertido em uma pequena estátua e...
- Mas, porque aqui? – Grandinee pergunta, revoltada por algo tão perigoso estar em Earth Land.
Eichiteki fala, após suspirar:
- Após fazer tudo isso, ela converteu seu poder restante em um forte selo, selando Dragon Land, impedindo assim que qualquer dragão viesse para cá. Originalmente, um dragão não podia vim para cá. A técnica requerida para abrir um portal era de conhecimento exclusivo dos dragões sacerdotes da neve. Ela temia que algum deles tivesse falado no momento de desespero, ou então, um dos dragões que invadiu, tenha forçado a mente de algum deles, através de alguma magia arcana ou poder próprio. Logo, selar por completo a dimensão foi a decisão dela. Ninguém poderia vim para este mundo em busca dessas joias espalhados por todo esse mundo e o corpo estava em Dragon Land. Os dragões daqui não poderiam fazer nada mesmo que colocassem as mãos nesses joias, pois, estavam com um forte selo que não era desse mundo. Portanto, naquela época, aqui era o lugar mais seguro para evitar que alguém tentasse ressuscita-lo.
- Entendo... Foi o desespero. – Igneel comenta.
- Sim. No final, ela converteu a sua energia vital restante em uma magia ancestral, antes que a sua vida abandonasse ao seu corpo ao preço da magia que usou. Uma pequena dragoa alva surgiu com o segundo par de pulmões e a miko-hime somente teve tempo de falar de forma incompleta: "A protejam e...".
- Esse filhote... - Metalicana comenta surpreso.
- Sim. Todos aceitam que é a essência dela, já que ela se fundiu a essa joia. Pelo menos, é o que acreditamos. O corpo dele em forma de uma pequena estátua foi selada pelo meu ancestral em um lugar desconhecido.
- E quanto a esse bebê?
- Foi erguido um palácio e havia servas e guardas dragoas, assim como alguns dragões da neve sobreviventes do massacre. Os nobres ergueram esse lugar, juntos, somente para esse bebê. Ela, que recebeu o nome de Yukihana, já que devia ser a essência da miko-hime, foi isolada de todos para a sua proteção, pois, ela se tornou a personificação da joia e todos os dragões temiam que alguém conseguisse extrair tal poder, embora fosse difícil. Descobrimos que esse bebê não crescia e permanecia pequeno, mesmo após séculos e a mentalidade permanecia igual. E como tal, foi criada como um filhote. Tinha um parque só para si e brinquedos. Somente filhotes pequenos brincavam com ela e quando cresciam um pouco, não podiam mais vê-la. Afinal, todos temiam que ela se machucasse. Ela se tornou o ser mais precioso de Dragon Land. Ela era chamada de Ryuu Megami (竜女神 - Deusa dragão), o símbolo da esperança, caso o mal voltasse.
- Um fardo muito grande para um filhote.
- Sim... Eu sou considerado um dos guardiões dela e sou seu tutor. Isso vem desde várias gerações. O povo considerou um sinal de paz, pois, nunca mais tivemos uma guerra. Não sei se foi uma infeliz coincidência ou...
- Por que chama de infeliz? – Igneel pergunta, arqueando o cenho.
- Por mais de quatrocentos anos ela viveu confinada. Mesmo sendo um belo lugar, era uma gaiola dourada. Ela nunca conheceu Dragon Land. Sua vida ia até os muros do palácio. – ele fala tristemente – Queria que ela fosse livre e lhe fosse dado o direito de escolher. Porém, não...
- Como assim?
- Como eu falei, em Dragon Land, temos intuições de ensino, que ensinam tudo, inclusive magia. Podemos usar magias chamadas de arcanas, independente do elemento do dragão. Um jovem dragão chamado Acnologia...
- Acnologia?! – todos exclamam estarrecidos em usino.
- Ao contrário do Acnologia daqui que já foi humano, o de Dragon Land é um dragão puro. Um gênio. Desde filhote dominou inúmeras magias arcanas. Ele era e ainda é um prodígio no mundo da magia arcana. Ninguém notou o perigo de tamanho conhecimento e poder nas mãos de um jovem dragão. Com o tempo, ele tomou conhecimento de magias demasiadamente avançadas e mergulhou na história de Dragon Land. Se bem, que não posso falar muito dos outros, pois, demorei em perceber os sinais, mesmo com ele sendo ensinado por mim. O resultado de tamanha cegueira por parte de todos e infelizmente, minha, fulminou em um evento inevitável. Desde então, me culpo por ter reconhecido os sinais, tardiamente e as minhas medidas foram ineficazes. Ele se juntou a um grupo. Um grupo de dragões cruéis e inconsequentes, sendo que também são excelentes em magia arcana.
- Deve ter aprontado algo muito severo... Se considerarmos a contra parte dele nesse mundo.
- O crime que ele cometeu é o pior crime que existe. O dragão e todos os participantes serão condenados a tortura lacerante e morrerão pela dor, quando lhe for permitido morrer, pois, outros dragões irão cura-los, até que fosse o suficiente. É um dia para cada cinco anos de vida do dragão. É a única punição cruel e bárbara, assim como brutal que possuímos, somente aplicada sobre uma condição.
- Qual?
Quando o dragão ia falar, ele arregala os olhos e todos notam que ele fica pálido, para depois perguntar:
- Onde foi selado o Acnologia?
Todos os dragões ficam surpresos com a pergunta e Atlas Flame fala:
- Em uma ilha isolada no oceano. Mas, o selo deve estar fraco. Foi feito à custa da vida deles e minha. Eu fui o pilar para a execução da magia. Quase sem vida, voei debilmente, até chegar ao litoral e adentrei na mata, para depois deitar em uma pilha de pedras e meu corpo se tornou apenas chamas. Uma vila foi erguida no entorno, sendo habitada por gigantes, que pelo visto me adoravam como se eu fosse um fogo sagrado, pois minhas chamas não se apagavam e queimavam por si mesmas.
- Precisamos ir até o local! Se o que eu desconfio é verdade, não podemos permitir que ele consiga concluir o seu plano, se for o que eu estou pensando.
- O Acnologia de vocês?
- Sim. Veio-me a mente uma magia arcana ancestral que poderia ajudar no plano dele. É ancestral, pois, transcende o tempo e quebra as regras da magia. Pertencem as magias de alto nível na magia arcana e normalmente faz-se necessário um grupo considerável de apoio, com um nível de controle de magia absurdo, pois, se falhar, irá se voltar contra quem o recitou.
- Acnologia é poderoso. Seria loucura ir contra ele. – Atlas Flame fala – Ele matou sozinho, inúmeros dragões. Não estamos falando de qualquer dragão.
- Podemos ir? Depois eu volto a explicar. Inclusive o que aconteceu a vocês, aos dragon slayers e sobre os feixes de luz. Talvez eu possa usar uma magia arcana para torna-lo impossível de ser localizado pelo outros e posso detê-lo, se for necessário.
Os demais dragões duvidavam que um único dragão conseguisse tal proeza, com exceção do neto dele, que sentia orgulho e uma admiração imensa pelo seu avô.
- Jii-chan! Se o senhor usar a técnica que estou pensando, ela vai drenar muito da sua magia. Eu vou junto com o senhor.
Ele olha para o neto e consente com a cabeça, vendo a dor nos olhos dele, pois, ele e Acnologia foram amigos de infância e por isso, o seu neto ficou horrorizado com a traição dele, que foi brutal ao ver dele.
Atlas Flame olha ambos atentamente e suspira, olhando para os outros que consentem com a cabeça.
Há dezenas de milhares de quilômetros dali, Acnologia havia quebrado os selos que o deixaram selado por séculos e voa pelo oceano, até que, estanca o voo ao perceber um dragão igual a ele, um pouco menor, acompanhado de outros dragões, sendo que sentia que eram diferentes dos dragões daquele mundo e pergunta irado:
- Quem são vocês?! E por que é parecido comigo? Inclusive possuímos o mesmo cheiro
O dragão igual a ele tinha um colar estranho no pescoço, sendo que algo no colar gelava o sangue de Acnologia, quando o olhou, ao mesmo tempo em que não compreendia o motivo de ficar aterrorizado com algo.
Então, vê o portador do mesmo se curvar, respeitosamente e falar:
- Prazer. Chamo-me Acnologia também. Fico feliz e satisfeito em conhecer a minha contraparte deste mundo. Você não sabe o quanto é importante para nós.
- Por acaso, querem que eu me junte a vocês? Sabem quem eu sou?
O dragão semelhante a ele apenas mantém a postura respeitosa, sorrindo, embora que Acnologia notava que todos o olhavam atentamente, percebendo que eles murmuravam algo em um idioma incompreensível, como se recitassem, sendo que a sua contra parte estava na frente deles, também murmurando palavras que ele não conseguia decifrar.
Então, ele exclama irado:
- O que estão fazendo seus idiotas?! O que murmuram?! Vou estraçalha-los, por ousarem fazer tal proposta a este Acnologia!
Após exclamar, irado, avança contra eles.
Ao mesmo tempo, longe dali, no local onde Acnologia estava selado, sendo que não havia restado quase nada da pequena ilha, Eichiteki pousa no resto, com Atlas Flame o olhando do alto, comentando mal humorado:
- Eu disse que aquele bastardo se libertou.
- Sim... Mas, sabia que há magias arcanas poderosas. Os Dragões em Dragon Land não estão limitados as suas magias de elementos. Claro que para domina-las precisa estudar, assim como ter um poder latente. Dragões como eu e os meus amigos, somos chamados de dragões magos. Os dragões magos nascem com isso. Claro que um descendente de um dragão mago será um dragão mago. Mas, podem nascer em outras famílias. O jovem dragão Acnologia, que foi o meu aluno junto com os outros, sendo que era brilhante, praticamente um gênio primoroso na arte da magia arcana, veio de uma família de dragões comuns. Ele nasceu com essa magia e por isso se tornou um dragão mago.
Atlas Flame fica estarrecido ao saber sobre dragões magos e passa mentalmente essa informação aos outros, enquanto via o dragão pousando no local, se concentrando, colocando as duas patas no solo, começando a entoar uma espécie de canto em um idioma que não compreendia, enquanto que uma luz esverdeada o rodeava, até que ele exclama:
- Per virtutem naturae occulta potentia veniat! Audiens site! (Pelo poder da natureza, eu invoco o poder arcano! Audição do local!).
Atlas Flame fica estarrecido com as espécies de ondas que se propagam dele, indo além do horizonte, ate que se encerram quando retornam a ele, que exclama aterrorizado:
- É tarde demais! Mesmo se voássemos rápido não poderíamos detê-lo! Ele vai mesmo...
O imenso dragão cai de quatro e abaixa a cabeça, sendo que Atlas Flame via as lagrimas, assim como o neto dele, sendo que o mesmo torcia os punhos, enquanto cerrava as mandíbulas, sendo visível a sua ira intensa, enquanto ele murmurava:
- Aquele bastardo...
Eichiteki comenta, amargurado:
- Ele é mesmo um tolo irresponsável...
