Notas da Autora
Acnologia decide...
O cavaleiro dragão descobre que...
Erza acaba...
Yukino está fugindo dos magos de máscaras, quando...
Yo!
Uma curiosidade no capítulo. Ushi (丑) é vaca/boi em japonês e chichi (乳) é seio. Quando o termo UshiChichi é usado por um dragão de Dragon Land para uma dragoa, é considerada a maior ofensa de todas, pois a tradução seria vaca dos seios e também por causa do aspecto histórico. Inclusive, há a explicação no capítulo para a origem desse termo.
Eu me inspirei na personagem que mais odeio no mundo do mangá/anime. A megera da vaca da Chichi ou Vachichi para criar esse termo pejorativo.
Tenham uma boa leitura.
Capítulo 5 - A amazona e o dragão
Na Torre do Sistema- R, Erza, com a ajuda de Rob, em apenas duas horas, conseguiu dominar o nível básico de sua magia, Kansou The Knight (換装 ザ・ナイト - Reequipar - O cavaleiro), antes de ser retirada da cela para trabalhar, juntamente com o grupo das outras quatro celas.
A criança já havia traçado um plano com a ajuda de Rob, sendo que foi espalhado para os outros escravos, enquanto ela treinava. Os relatos do corpo dela brilhar em decorrência de um feixe de luz do céu que a atingiu, fez todos a verem como um sinal dos deuses pela liberdade deles. Ela foi chamada de "miko escarlate", por causa de seus cabelos.
Então, conforme era puxada juntamente com os outros pelas cordas mágicas que saíam de seus pulsos, ela espera, pacientemente, para chegar ao centro da torre, pois, lá, eram designados para onde deveriam ir.
Quando os soldados se viram para definir onde ficariam, ela concentra a sua magia e faz surgir inúmeras armas que acertam vários guardas, os matando, provocando um verdadeiro caos, enquanto ela deixava a sua raiva transbordar, intensificando assim a sua magia.
Os demais escravos percebem que era o sinal combinado e começam a se rebelar, aproveitando o caos que se se instalava no local, propagando-se para os demais setores da torre.
No meio da luta, um grupo de magos se reúne para atacarem a jovem ao identificá-la como líder da rebelião.
Porém, antes que o ataque a atingisse, Rob fica na frente dela, recebendo o dano, enquanto que consegue usar a sua magia para acertá-los mortalmente ao ter as suas esperanças renovadas pela jovem. A última coisa que Erza vê é a marca da Fairy tail nas costas de Rob, antes dele morrer.
- Jii-chan! Não!
Ela exclama e tomada pelo mais puro ódio, a sua magia se intensifica. O grito dela é o estímulo que os demais escravos precisavam. Sua ira alcança níveis inimagináveis e para horror dos soldados, surgem centenas de armas, desde facas até espadas, que começam a perfura-los ou rasgam os seus pescoços na região da jugular, fazendo-os cair em poças rubras, sendo que alguns asfixiavam em seu próprio sangue antes da vida miserável deles abandonar os seus corpos.
O medo se espalha entre os soldados e no caos, os escravos conseguem mata-los com pedras e ferramentas, enquanto que as armas de Erza ajudavam os demais escravos, ao matar sumariamente os seus captores.
O grupo invade os escritórios e juntamente com Erza, começa a matar todos.
Alguns tentam fugir em barcos, mas, são apunhalados pelas costas e outros são degolados, fazendo uma trilha de sangue carmesim, surgir no lado de fora. A ordem era matar todos e não poupar ninguém.
A jovem percebe que todos estão sendo mortos e suspira aliviada, sendo que percebe um grupo que fugia para leste e os persegue com a sua ira, ainda fresca, pelo que aconteceu a Rob.
Porém, em um descuido, eles usam a sua magia nela e iam mata-la, quando o cavaleiro dragão se ergue e usando a sua força física, atira os humanos mortalmente contra as pedras, para depois pegar, gentilmente, a criança humana que está entre a vida e a morte em uma de suas mãos, pois, a criança foi atingida mortalmente por um dos projeteis deles.
Movido pela compaixão, ele faz o ritual para torna-la uma dragon slayer, para que assim sobrevivesse, já que estava fraco demais para usar alguma magia arcana de cura, pelo menos de ferimentos.
A menina abre os olhos e fica estupefata ao ver um imenso dragão que a olhava bondosamente, sendo que o olhar lembrava o de Rob e isso fez lágrimas surgirem em seus olhos, para depois chorar, se surpreendendo ao sentir o imenso dragão ferido, sendo visível o seu sangue e ferimentos, puxar ela para si, tentando confortá-la, sendo que ela se acalma, após alguns minutos e fala, sentindo que o calor era semelhante ao de Rob, quando a confortava:
- Muito obrigada... hã...
- Me chamo Hisenshi (灯戦士 - guerreiro da luz) e para salvá-la, a transformei em uma dragon slayer.
- O que é uma dragon slayer?
- É alguém que se torna um dragão, podendo usar as habilidades do dragão que lhe concedeu o poder. Você ganhou escamas, ossos, órgãos, pulmões, presas e garras de dragão, além de poder se alimentar, no seu caso, de armas, armaduras e escudos, não importando o material, já que não possuí um elemento determinado, recobrando assim os seus poderes e curando qualquer ferimento que tenha adquirido em uma luta, assim como terá a capacidade de se transformar em um dragão, após muito treino. Saiba que não é fácil se transformar em um dragão. Até dominar a transformação, poderá invocar asas para voar pelo céu.
- Nossa... Eu terei o poder de um dragão? E poderei me transformar em um? – Erza pergunta entusiasmada.
- Sim. – o dragão fica feliz ao ver o entusiasmo do filhote - A sua magia é semelhante a minha. Vi as espadas flutuando.
- É chamado de Kansou, no meu caso, é a magia Kansou The Knight (換装 ザ・ナイト - Reequipar - O cavaleiro), segundo o jii-chan Rob, pois, posso dominar um nível acima de só reequipar com armas. – ela fala tristemente ao se recordar dele.
- Você terá um aumento de poder e habilidade, mais do que já possuí, para usar inúmeras armas e conseguirá se reequipar de corpo inteiro, sendo ainda jovem. Sua resistência e força aumentaram. Ensinarei a você técnicas, irá usar o houko, poderá voar com asas e usará as suas garras para estraçalhar os seus inimigos.
- Estou ansiosa para começar a treinar e...
Então, ela se lembra da revolta e corre até a Torre do paraíso, sendo que fala olhando para trás, ao ver o dragão ficar surpreso:
- Somos escravos e estamos nos libertando. Preciso libertar os meus nakamas.
- Entendo... Volte depois para treinarmos.
- Vamos sair juntos, daqui.
- Não posso. Estou muito ferido. Preciso ficar em repouso para que possa me curar.
- Vou arranjar armas e tudo o que tiver de armamento para que coma e se recupere. Basta comer armamentos, né? Além de escudos.
- Sim. Muito obrigado, filhote. Qual o seu nome?
- Erza.
Nisso, ela volta e descobre que eles conseguiram subjugar quase todos e volta a lutar, percebendo que conseguia usar mais armas do que antes ao fazê-las avançar contra aqueles que os escravizavam, fazendo surgir mais ainda, a cor escarlate como os seus cabelos, no chão e nas paredes, conforme suprimiam os captores.
Próximo dali, Acnologia e os outros se aproximam da ilha com a construção do Sistema – R e após usar uma magia arcana para compreender os sons que ouviam, ele pergunta aos outros com um sorriso em seu rosto:
- O que acha de brincamos um poucos com os peões?
- Peões?
- Esse mundo é um enorme tabuleiro e essas peças não são importantes, mas, podem render alguma diversão.
- Bem... confiamos no senhor. – um deles fala.
- Não se preocupem, pois, eu tenho um propósito para isso. Eles são apenas os peões iniciais e vamos "ajuda-los" - ele fala ajudar entre aspas com um sorriso maligno - Para isso, precisamos de disfarces.
- Disfarces?
- Nossas formas humanas com roupas como a que aquele peão usa.
Eles olham para onde ele apontava e compreendem de imediato o que eram ao verem jovens com roupas rotas.
- Vamos brincar de esconde- esconde, inicialmente. Ficaremos invisíveis e iremos auxiliar. Depois, iremos nos infiltrar. Pelo que compreendi, aquele sistema seria interessante para nós e os humanos parecem ser criaturas fáceis de serem manipuladas.
- Parece ser bem divertido, realizaremos duas magias arcanas. Esses humanos são seres patéticos. Os livros não fazem jus a eles. – um dragão fala.
- O livro foi escrito pela culpa. Com certeza, tornaram coisas incômodas sobre essa espécie, bem amenas ou então, inexistentes. Isso não é novidade, considerando que é um livro da "culpa". – Acnologia comenta.
Então, eles assumem a forma semelhante a humana e se infiltram na ilha, sendo que usam magia arcana para ficarem invisíveis aos olhos humanos, para compreenderem melhor os acontecimentos, enquanto que eles se dirigiam até os escritórios ao descobrirem onde eram ao ouvirem relatos de conversas truncadas.
Quando percebem que os humanos encerraram as lutas e se preparavam para fugir, Acnologia usa, enquanto está oculto, o seu houkou por baixo d´água, para destruir a maior parte dos navios, sendo que todos ficam apavorados, pois, foi de repente e todos percebem que somente sobraram três.
Então, com um livro na mão, sendo que Acnologia encontrou em um dos escritórios e usou magia arcana para manipular as palavras, finge sair da torre, afobado, usando a mesma roupa dos escravos, enquanto que todos os humanos lastimavam-se por terem somente três navios, enquanto que não compreendiam como ocorreu a destruição dos outros, com muitos achando que devia ser um sistema do grupo que o escravizou, caso fossem derrotados e que os remanescentes estavam inteiros, pois, o dispositivo mágico deles falhou.
- Esperem!
Muitos olham para o homem que se aproximava com um livro e fala:
- Nesse livro diz que podemos trazer nossos entes queridos de volta a vida com esse sistema! Eu sou um pai e perdi meus filhos. Alguns desses bastardos os mataram por diversão. Esse sistema pode trazer vários de volta a vida e não somente um! Eles queriam trazer Zeref. Nós podemos usar para trazer os nossos entes queridos.
- Nós queremos sair dessa ilha! Queremos liberdade! – alguns exclamam, no caso, os adultos.
Porém, outros adultos que perderam entes queridos e as crianças que perderam os seus pais, sentiam-se tentados a terminar a construção para rever aqueles que amavam.
- O que diz no livro é verdade?
Erza surge dentre eles, que abrem passagem para ela, que era vista como uma extensão dos deuses, sendo que ao imaginar os seus pais e Rob vivos, passava a ver o Sistema - R com outros olhos.
- Sim. Poderemos trazer quem amamos de volta a vida. Se dividimos as funções, sendo que ninguém é escravo, tendo direito a acomodações, roupas e alimentos, sendo senhores de si mesmos, podemos terminar a construção. Requer sacrifícios humanos. Mas, isso não é nenhum problema. O líder do grupo que nos escravizaram está vivo. Ele tentou fugir. Nos o prendemos para usar ele de sacrifício. O que acham? E se precisarmos de mais, basta pegarmos bandidos nas prisões.
Surgem vários murmúrios, sendo que Erza sobe em uma pedra e fala, com todos fazendo silêncio, automaticamente, quando ela levanta a mão:
- Vocês decidem os seus destinos. Ninguém é obrigado a ficar aqui. Quem ficar aqui concorda em terminar o sistema R para ressuscitamos nossos entes queridos. Os que não querem, basta pegarem um dos barcos que sobrou e partirem. A decisão é de cada um de vocês.
Após vários murmúrios, um grupo de adultos sobe no navio. Outro grupo de adultos fica e as crianças, sendo que eles exclamam:
- A Miko escarlate será a nossa líder!
Nisso, outros o seguem e Erza cora, concordando com o título.
- Bem... Precisamos voltar e terminar o Sistema- R. Também precisaremos ter dois guardas na cela onde ele está preso, pois, será o sacrifício. Um deles. Depois, pegaremos bandidos para serem sacrificados. Iremos nos concentrar nos piores elementos. Também precisamos remover os corpos. Vamos joga-los no mar. Parece que há alguns barcos menores no outro lado da ilha. O usaremos para irmos comprar comida nas vilas pequenas. Iremos revirar as roupas deles em busca de joias e itens que podem virar dinheiro, além das roupas deles nos costureiros e costureiras dessa região. Devemos nos lembrar de que aparecerão outros canalhas que irão trazer novos escravos. Vamos deixa-los atracar na praia e aí, iremos fazer um ataque surpresa para libertar os escravos, com eles tendo o mesmo direito de escolha, como o que tivemos. Também iremos revirar os corpos e navio atrás de riquezas e pegaremos as roupas dele para vender o tecido.
- Sim, Miko escarlate! – eles exclamam em usino.
Acnologia e os outros sorriem malignamente, satisfeitos ao verem o quanto os humanos eram facilmente manipuláveis, principalmente no quesito sentimentos.
No barco, longe dali, um dos adultos fala:
- Vamos informar ao Conselho sobre o Sistema R. As crianças precisam ser livres. Elas não têm noção do que escolheram e os outros adultos são inconsequentes.
- Concordo.
Outros concordam, também.
Porém, antes que pudessem falar algo mais, surge uma imensa dragoa roxa na frente deles que sorri malignamente, para depois, soltar um houko que destroça o navio, sendo que faz questão de pescar os humanos que sobreviveram, os matando em suas mandíbulas, sendo um dos dragões que seguiam o líder deles, Acnologia.
Afinal, a torre deveria ser um segredo. Eles compreenderam através da magia arcana "ouvir", que a torre era algo proibido por ser de um mago chamado Zeref, que compreenderam como sendo um mago das trevas, cujas criações eram repudiadas, pois, eram de magia negra.
Satisfeita, ela volta à ilha, voltando a assumir a forma humana com as roupas semelhantes a eles.
Erza, que fora eleita líder e que ganhou o título de "miko escarlate", passando a usar o Escarlet como sobrenome, coordenava o trabalho de limpeza e aproveitamento de tudo que podia gerar dinheiro. Os cadáveres eram jogados nus com pedras em seus corpos, sendo que os organismos no fundo do mar iriam decompor os corpos.
Enquanto Acnologia e os outros ajudavam, um deles, mais especificamente uma dragoa, sai de dentro da Torre, pois sente um cheiro familiar.
Acnologia percebe o movimento e sorri de canto, decidindo segui-la.
Após caminhar por alguns minutos, a fêmea avista um dragão familiar, se surpreendendo por ele estar vivo.
- Veja só, o que temos aqui! Hisenshi! - exclama com um sorriso maligno no rosto.
- Os odores que senti agora há pouco... eram de vocês! Bastardos! Estão usando magia arcana de manipulação de aparência!
- Isso mesmo. Vejo que sobreviveu.
- Nos cavaleiros dragões não morremos tão fácil, UshiChichi 丑乳 - vaca dos seios)
A dragoa fica irada e exclama:
- Como ousa me ofender dessa forma, bastardo! O meu nome é Yamakawa (山川 - Rio da montanha)!
Para uma dragoa de Dragon Land era a pior ofensa que podia existir, pois, UshiChichi existiu e foi uma dragoa que buscou poder ao subjugar pelo prazer inúmeros dragões durante uma das guerras, para que quando terminasse, ela dominasse todos os outros.
No final, acabou morrendo em uma emboscada e era dito que ela tentou seduzir o líder dos assassinos para poupá-la, sendo que ele recusou, pois, segundo o mesmo, ela havia se deitado com inúmeros dragões. Foi considerada pela história a maior prostituta de todos os tempos e com o tempo, seu nome se tornou ofensivo quando dirigido a uma dragoa, pois, se tornou um termo vulgar para prostituta.
- A verdade dói, não é? - ele pergunta com um sorriso irônico no focinho.
- Vocês cavaleiros dragões são bem irritantes, isso sim... Mas, a sua vida termina agora. Você já serviu aos meus propósitos e o fato de me ofender, fez essa Yamakawa desejar tortura-lo até a morte.
Ela começa a concentrar magia, sendo que ele está fraco demais e sabia que se ela lançasse qualquer magia seria fatal a ele, por mais que ela enfraquecesse o poder para tortura-lo. Mesmo assim, iria tentar lutar contra ela, para ter uma morte honrosa.
Então, a dragoa fica surpresa quando a sua mão é segurada por Acnologia, com ela suprimindo o ataque, enquanto arqueava ao cenho para ele, que fala com uma voz aveludada, provocando calafrios de prazer na dragoa:
- Yamakawa, a líder desses humanos é a dragon slayer dele. Portanto, deve tê-lo em alto apreço. É desaconselhável mata-lo.
- Mas, ele pode ser uma ameaça. Além disso, deveríamos matar a tal miko escarlate de forma que parecesse um acidente. Além disso, Acnologia-sama, ele me ofendeu! Me chamou de UshiChichi, o nome infame na nossa história e cujo significado é altamente ofensivo. É a pior ofensa para uma dragoa.
Ele a abraça e segura o queixo dela, falando sedutoramente:
- Ele está fraco por causa da magia arcana que lancei nele. Hisenshi não pode fazer nada. Para um dragão cavaleiro ser enganado e ser condenado a viver enfraquecido, observando a maldade, sem poder fazer nada, é o pior dos castigos. Acredite, ele sofrerá mais do que mata-lo, mesmo após tortura-lo. A única forma dele se recuperar é com uma contra magia arcana. Dragon slayers não podem usar tal poder. Mesmo que tente ensiná-la, ela não poderá dominar. Além disso, ele é somente um e somos vários, sendo que há ainda uma forma de fazê-lo ficar em silêncio. E se ele a ofendeu, foi uma tentativa débil para você mata-lo. Afinal assistir tanta injustiça e maldade sem poder fazer nada para impedir, é mil vezes pior do que a morte, que pode ser com honra ao tentar detê-la. Se quer se vingar dele, o deixe vivo.
- É verdade, mas... e a dragon slayer? – ela fala rendida nos braços dele, acariciando as costas dele, sensualmente – E como assim, podemos fazer esse bastardo ficar em silêncio?
Ele aproxima seus lábios do ouvido dela e fala roucamente, após mordiscar a ponta da orelha dela, arrancando um gemido sôfrego da dragoa:
- Erza é a líder desse povo. Eles a seguem como devotos. Não é sábio matar tais líderes. Ela é mais útil viva. Além disso, é apenas uma peça. Uma peça irrisória e mesmo que possa ter algum valor no futuro, será divertido ver as tentativas patéticas dessas peças. Ou por acaso, não adoraria ver um espetáculo?
- Só se for com você, Acnologia-sama. – ela fala rendida.
Ele se afasta com um sorriso de canto e fala:
- Vamos deixa-lo brincar com a sua "filhinha", desde que ele fique quieto sobre nós. Poderíamos ir a outro lugar, mas, estou interessado em ver como essas peças se comportam.
- Esqueci que adora um jogo. – Yamakawa fala com um sorriso sensual.
- Como assim não falarei a verdade? - Hisenshi exclama revoltado, ao ver o quanto foi tolo ao entregar o seu coração a aquela fêmea vulgar.
Acnologia se aproxima e fala com um sorriso que não chegava aos seus olhos:
- Eles não são necessários. São peças descartáveis. O que planejo, posso conseguir em outro lugar. Estou aqui por comodidade e para saber a reação dessas peças. Se elas se rebelarem contra mim, irei erradica-las e não poderá fazer nada. Após o crime que nos ajudou a cometer, quer o sangue desses inocentes em suas patas ou então, daquela que acolheu como filha?
- Seu...! – ele rosna, sentindo muito ódio, assim como vergonha, por ter que se curvar a Acnologia.
- Cavaleiros dragões como você têm honra... mas, depois de tudo, será que lhe resta alguma honra? – Acnologia pergunta com um sorriso frio como o próprio gelo, para depois se afastar dali.
Após alguns minutos, eles se afastam e meia hora depois, Erza surge e pergunta animada, após trazer armas com os seus poderes, depositando na frente do dragão:
- Qual será o primeiro treinamento? Eu disse que ninguém podia se aproximar daqui e eles vão manter distância desse local. Quando não estiver coordenando, virei treinar com você.
Ela nota o dragão triste e pergunta, abraçando o focinho dele:
- Aconteceu algo?
- Só me lembrei de algumas coisas.
Ele olha para ela e para a torre em construção onde havia inúmeros inocentes que dependiam de seu silêncio para viverem, enquanto eram enganados por eles e questionava como seria visto este ato dele e se ele tinha alguma honra, ainda.
Nisso, olha para Erza e acreditava que talvez, transformá-la em dragon sayer para salvar a vida dela, pode ter sido um ato de redenção, embora que não sabia que destino ela teria, pois, podia se converter em uma ameaça, ainda mais se fosse adorada daquela forma. Ele precisava reverter a adoração que podia ser maléfica em tenra idade.
Ele abana a cabeça para os lados, para depois falar:
- Eu estou bem, meu filhote.
Erza acredita e sorri, enquanto se preparava para o treino, sendo que estava ansiosa para começar.
Há centenas de quilômetros dali, os gigantes estavam comentando sobre os últimos acontecimentos, quando avistam o "Deus das chamas sagradas" voltando.
Rapidamente, todos se curvam, enquanto ele pousava em cima das pedras cujas chamas dele haviam queimando por séculos sem apagar e fala:
- Eu vou escolher um de vocês para treinar. Sou um dragão e irei escolher um dragon slayer para treinar.
Os gigantes se entreolham e um deles pergunta, respeitosamente:
- O que é um dragon slayer, Deus do fogo sagrado?
Ele explica o que era e os gigantes ficam entusiasmados, para depois falar:
- Me chamo Atlas Flame e escolho esse pequeno bebê. Quando essa fêmea crescer um pouco, irá ser transformada em dragon slayer.
Ele aponta para o bebê que ressonava tranquilamente na mão do gigante que a adotou.
- O senhor escolheu a Flare-chan?
- Sim.
- É uma honra senhor... mas, não quero ficar longe dela.
- Ela será treinada aqui, embora que terá que se ausentar por algumas semanas comigo. Eu tenho alguns compromissos.
- Entendo... Muito obrigado pela piedade, Kami-sama do fogo sagrado, Atlas Flame.
Nisso, todos os outros organizam uma festa em homenagem ao dragão que assistia entediado, enquanto que eles organizavam tudo, fazendo- o suspirar cansado, pois, ele teria que esperar o bebê crescer para poder treiná-la.
Ao mesmo tempo, há milhares de quilômetros dali, a jovem Yukino, que estava escondida na floresta, ainda chorava em um pranto mudo, até que se alarma com som de passos e corre, se embrenhando ainda mais na mata, até que acaba se chocando contra uma jovem com roupas de artes marciais.
