Notas da Autora

Após despertarem, Gray decide...

Yukiko descobre que...

Capítulo 8 - Profecia

Longe dali, Gray acorda e percebe que Yukiko ainda está inconsciente, enquanto olhava para o alto, para a queda absurda que tiveram, se surpreendendo por estar vivo e bem, sendo que antes havia sido surrado quase até a morte e sobreviveu a uma queda imensa.

Ele fica surpreso ao ver a carroça do caçador e depois fica alarmado, olhando para os lados, até notar que o caçador não estava por perto e ao ver, ao longe, uma fera de Gonzo correndo, solta, acredita que o caçador foi atacado por um e morreu.

Gray também percebeu que está mais forte do que antes.

Portanto, consegue colocar a dragoa inconsciente na carroça, para depois sair dali, sendo que colhe neve das folhas, armazenando na carroça para quando ela acordasse. Ele pega um pouco de neve e come, pois, estava faminto e estranhou o fato que parecia que ele estava comendo comida de verdade e que também achou o gosto da neve, maravilhoso.

Algumas horas depois, ela acorda e inicialmente fica alarmada ao ver que estava em uma carroça, até que ouve uma voz conhecida:

- Já acordou, Yukiko-chan? Fico feliz em ver que acordou. Eu peguei neve para que possa comer.

A dragoa se levanta e vai até o garoto, o abraçando, para depois esfregar a bochecha nele, com ele retribuindo, até que comenta:

- Sobrevivemos a uma queda fatal. Eu notei que estou diferente. Eu tenho dentes afiados na boca e minhas unhas parecem afiadas, além de adorar o gosto de neve. Também me sinto mais forte e resistente. Eu olhei em um pequeno espelho e notei que meus olhos estão azuis.

Enquanto ele falava, uma voz na mente da dragoa explicava o que aconteceu, enquanto que pedia para manter em segredo o fato que havia alguém que falava com ela.

Yukiko aceita.

"O seu nome é lindo. Com certeza, eu usaria esse nome na minha cria".

- Tudo bem? - Gray pergunta preocupado, vendo a dragoa ficar corada e coloca a mão na testa dela.

Yukiko cora com o toque, não entendo porque estava sentido o calor nas bochechas, até que fala:

- Eu estou bem. Apenas me senti estranha com o seu toque.

- Você tem pais?

- Não me lembro. Na verdade, não me lembro de quase nada. Lembro-me de muros e um local cercado. Outros dragões me chamavam por um nome, que não me recordo. Na verdade, essas lembranças estão embaralhadas.

- Por falar em outros, porque eu estou diferente?

- No desespero para salvá-lo, eu meio que em transe, o transformei em dragon slayer.

- O que é um dragon slayer?

- É alguém que se torna um dragão, podendo usar as habilidades do dragão que lhe concedeu o poder. Você ganhou escamas, ossos, órgãos, pulmões, presas e garras de dragão, além de poder se alimentar do elemento que domina, no caso gelo ou neve, recobrando assim os seus poderes e curando qualquer ferimento que tenha adquirido em uma luta, assim como terá a capacidade de se transformar em um dragão, após muito treino. Não é fácil se transformar em um dragão. - ela fala se lembrando das palavras que a voz usou para explicar o que era um dragon slayer, assim como falou que iria ajudá-la no treinamento dela e dele.

- Nossa... Eu tenho o poder de um dragão? E poderei me transformar em um, se treinar? – Gray pergunta entusiasmado - Será demais!

- Sim.

- Tenho que treinar, né?

- Sim. Nós precisamos treinar. Eu preciso aprender a lutar também. - ela fala timidamente, com um sorriso gentil nas mandíbulas.

Então, quando a carroça se choca em uma pedra, eles ouvem um tilintar e Yukiko vai investigar, sendo que volta com uma bolsa imensa e abre, mostrando ao Gray, que fica maravilhado ao ver o dinheiro e várias joias.

- Isso é muito dinheiro!

- O que é dinheiro?

Ele explica o que era e a dragoa fala:

-Bem, para mim é bastante e há outros sacos como esse lá atrás.

- Temos uma pequena fortuna! Posso comprar roupas novas!

Nisso, ele olha para a coleira em seu pescoço e coloca a mão, falando:

- Queria me livrar dessa coleira de metal.

A voz gentil surge da mente de Yukiko, explicando o procedimento, até que a pequena fala:

- Posso soprar levemente para criar gelo de um dos meus pulmões para quebrar, no caso, o do gelo branco.

- Um dos pulmões?

- Eu tenho dois pares de pulmões. Cada par, de pulmão, tem um tipo de gelo diferente. Também poderei, com bastante treino, criar nevascas. Eu acho que um pequeno sopro resolve esse problema.

- Pode tentar. Eu confio em você. - ele fala sorrindo, fazendo-a corar.

Ela se concentra e após três tentativas, consegue acessar o pulmão de neve branca e o pequeno sopro, congela a coleira de metal da criança que o quebra com as mãos ao concentrar a sua força.

Ambos ficaram vários dias passeando, alimentando a criatura que puxava a carroça, assim como pararam para treinarem, sendo que ambos já dominavam o houkou e naquele momento, estavam treinando um golpe com garras, usando uma pedra.

Eles se alimentavam de neve, sendo que Gray congelava peixes para ela comer, sendo que a dragoa fazia o mesmo, assim como comiam animais.

Claro que havia um pequeno problema. Yukiko tinha pena em matar algo fofo. Ou seja, ela não conseguia caçar animais pequenos ou fofos. Já, Gray, manipulando lanças de gelo, conseguia abater animais com essa lança, evitando pegar lebres e outros animais "fofos", pois, a última vez que matou um, ela ficou deprimida e adorava vê-la sorrir, sendo visível pelas mandíbulas.

Alguns dias depois, após dominar a habilidade de criar seres de gelo que se mexiam, como Yukiko fazia, Gray acordou com alguém o abraçando. Uma criança menor que ele, só que nua, fazendo o menino corar, assim como gritar, despertando a menina que gruda nele, assustada, olhando para os lados e depois para ele.

Ele vê os cabelos alvos, o símbolo de estrela azul na testa, assim como os olhos azuis, a reconhecendo e pergunta:

- Yukiko-chan?

- Sim. Tem alguém malvado por perto? – ela pergunta o final, preocupada, o abraçando.

- Não.

- Então, por que gritou?

- Porque você está nua.

- E qual o problema? – ela pergunta inclinando a cabeça para o lado, com curiosidade no rosto. – Eu dominei tarde da noite essa magia e estava tão cansada, que eu adormeci junto de você.

Ele olha para ela, confuso, para depois falar, forçando a memória:

- Vi uma vez minha mãe gritar, quando um dos nossos vizinhos saiu para fora, se esquecendo de por uma calça. Ele saiu só de cueca e quando perguntei a minha mãe, ela falou que gritou, pois ele estava quase pelado.

- Que estranho...

Então, se lembra de que ela estava nua e rapidamente, corado, a cobre com um lençol, com ela estranhando, até que ele fala:

- Fique com o lençol ate chegarmos a uma vila. Eu vou comprar roupa, urgentemente, para você.

- Sim... Mas, porque preciso me cobrir? Você está só com uma bermuda.

- Não tive tempo de comprar uma roupa, ainda. Já, você não pode andar nua, pois, é um corpo feminino. Nem se fosse um menino poderia.

- Por que não pode?

- Hã... - eles se entreolham e ele fala confuso - Não sei. Okaa-san sempre disse que não podia andar nu.

- Isso é tão estranho... mas, senão não pode, não pode. Vou ficar embrulhada no lençol.

- Ótimo. Fique coberta.

- Sim. - ela dá o seu típico sorriso doce que Gray tanto adorava.

Eles chegam até uma vila, sendo que antes, Yukiko tinha medo dos outros humanos ao descobrir o que eram, até que encontraram homens e mulheres boas, fazendo a pequena perceber que havia seres bons e ruins em qualquer espécie.

Eles nunca deixavam a carroça sozinha. Um deles sempre ficava na carroça, defendendo o dinheiro. O último ladrão que tentou assalta-los foi revestido por um gelo de cor azul. Ela havia explicado que era o gelo da vida. Ou seja, era um gelo que não matava. O gelo branco matava, pois feria. O azul não.

De fato, após eles se afastarem, o ladrão é liberado do gelo, sendo que é capturado pelos Rune Knights, que o avistam segundos depois que ele foi liberado e o menino notou que ele estava vivo e parecia desorientado, com a pequena explicando que a pessoa perdia a noção do tempo no gelo azul e era normal haver alguma desorientação, passageira, sendo que não se lembrariam do que aconteceu, causando uma amnésia retrógada.

Gray pegou um pedaço de gelo azul afiado e descobriu que não cortava nada. Testou em peixes e não foi feito um único corte. Inclusive, o gelo curou um corte do peixe quando passou em cima.

A voz gentil na mente dela vinha dando aulas para que ela compreendesse o que eram os seus poderes, auxiliando-a e por isso, ela sempre descobria algo novo.

A voz falou a ele que o gelo azul podia curar inclusive doenças, mesmo terminais, sendo que nenhum dragão podia destruir o gelo azul caso envolvesse alguém. Parecia que o gelo pertencia a uma dimensão própria, sendo que usava as palavras da voz em sua mente, enquanto que Yukiko não havia compreendido por completo, essa parte, sendo que a voz prometeu dar uma nova aula para ela.

Então, a voz fala, enquanto ela olhava para Gray que dirigia a carruagem.

"Há uma profecia contada entre os yukiryuus, os dragões da neve, desde tempos imemoráveis, que se perdeu quando o clã foi exterminado. Eu quero que você ouça. Quando eu pedir para contar a mais pessoas e dragões que eu autorizar, deverá falar que surgiu na sua mente."

"Sim. O que é uma profecia?"

Nisso, a voz sempre gentil explica para ela, que compreende, para depois falar a lenda transmitida oralmente entre os sacerdotes e sacerdotisas dragões da neve:

"Arqui-inimigos opostos, desde o princípio do tempo e da existência, irão se harmonizar, aniquilando o principio do fim. Regras podem ser quebradas. A gota do amor curará as sombras da dor e do desespero. O tempo é mutável. O fim é o início da vida. A vida e a morte irão andar juntas".

O filhote fica surpreso, assim como feliz ao saber de uma profecia extinta.

Então, a carruagem para, a tirando de seus pensamentos, quando chegam em uma vila.

Após Gray acenar para ela, se despedindo, ele vai até uma loja de roupas, sendo que pegou algum dinheiro, enquanto Yukiko ficava atenta a qualquer som ou movimento estranho para com a carroça.

Na loja de roupa, Gray está escolhendo uma roupa para ele, sendo que usava uma espécie de capa com um pedaço de lençol.

Ao olhar as roupas dele, o vendedor pensou em tira-lo da loja, até que Gray fez as moedas em um saco tilintarem, enquanto sorria de lado, vendo o vendedor fazendo mesuras a ele, enquanto se mostrava extremamente prestativo, sendo o oposto de instantes atrás.

A criança havia escolhido além das roupas, calçados, sendo que escolheu, também, vestidos e outras roupas femininas colocando em cestas, com o lojista ficando maravilhado, pois, ele comprava sem ver o preço. Também comprou calçados para ela.

Uma voz feminina chama a atenção dele:

- É um pequeno homem! Que fofo! Parece gente grande fazendo compras.

Ele vira e olha uma mulher de cabelos negros e curtos.

- Kaa-chan! Eu escolhi a roupa! O Lyon também!

Uma menina exclama surgindo atrás da mulher, olhando para a genitora.

- Separem para nós passamos no caixa. - ela fala, olhando para trás. - Eu tenho que ir. Me chamo Ur.

Ela fala o final olhando para ele, que fala:

- Eu me chamo Gray Fullbuster, prazer.

- O prazer é meu. – ela dá as mãos e ele a cumprimenta – Desculpe meu entusiasmo. É que eu acho fofo quando vejo crianças agindo como adultos. Vocês ficam tão fofinhos, pois, parecem gente grande.

- Kaa-chan! – a menina exclama.

- Sensei! Eu já escolhi! – era a voz de um garoto de cabelos alvos curtos, que surgia atrás da menina, olhando com admiração para Ur.

A mulher suspira e fala:

- Eu tenho que ir. Prometi leva-los a um parque de diversões que tem na cidade. Também tem um circo. Você pode pedir para os seus pais levarem você e aquela menininha fofa da carruagem. É a sua irmãzinha?

- Sim. É a minha imouto. Meu pai está na fazenda. Mas, vou falar para ele do parque de diversões e do circo. Muito obrigado por falar.

- Por nada. Qual o nome da sua irmã?

- Ela se chama Yukiko Tsukishiro.

- O nome é tão fofo quanto ela! Adeus, Gray.

Nisso, ela vai em direção a sua filha e Lyon, deixando Gray, que volta a escolher as roupas, enquanto imaginava ao quanto Yukiko iria se divertir em um parque de diversões e no circo, já que ele foi uma vez e adorou.