Notas da Autora

Ur fica surpresa, quando...

Juvia está andando tristemente pelas ruas, até que...

Capítulo 15 - Juvia

Há vários quilômetros dali, Ur, Urtear e Lyon estão em uma sorveteria e conversavam, sendo que Urtear comenta chateada:

- Só tenho oponentes fracos. O único que pode me dar um pouco de trabalho é o nii-san e a única que pode me derrotar é você, kaa-chan.

- Saiba que há magos mais poderosos do que eu, filha. - Ur comenta.

- Eu acredito na kaa-san. Com certeza, você encontrará adversários mais fortes. - Lyon fala, enquanto tomava uma colher de sorvete.

- Eu sei, mas...

Nisso, eles param de falar, quando chega um mensageiro do Conselho, com uma carta mágica para Ur, que pega e depois abre na mesa ao circular com o dedo em cima do selo da carta, fazendo surgir um circulo mágico, onde aparece a projeção mágica do líder dos Conselheiros, que fala:

- Ur, maga de Ice Maker. Vim informa-lhe que o Conselho soube de seus poderes imensos e tem o prazer de informar que gostaríamos de vê-la no ERA. Você irá lutar contra um mago santo, para avaliarmos a sua habilidade. Foste uma das escolhidas para pleitear o titulo de maga santa. Aguardamos o comparecimento nesta data.

Nisso, é exibido uma data ao lado da projeção mágica.

- Estamos ansiosos para saber vossa resposta. Por favor, enviei a resposta pelo nosso mensageiro. Tenha um ótimo dia.

Nisso, a projeção mágica cessa e ela comenta indecisa:

- Não sei se seria bom... Assim... é uma grande responsabilidade carregar tal título.

Urtear fala:

- Devia tentar, kaa-chan. Eu adoraria ter uma mãe maga santa. - Urtear fala maravilhada.

- Eu também acho que devia tentar, kaa-san. Há somente três mulheres dentre os magos santos. Seria interessante uma quarta, sendo que usa magia de criação de gelo. Poderia ajudar a divulgar a liberdade que essa magia dá ao usuário. A senhora é poderosa. Com certeza, conseguirá o título e uma posição boa. - Lyon fala, animado.

- Bem... vendo tamanha animação - ela fala com um sorriso e se vira para o mensageiro - a resposta é sim.

- Ótimo. Irei informar ao Conselho.

Nisso, o mensageiro sai e após alguns minutos, a filha dela fala, em um suspiro cansado:

- Kaa-chan. Roupa.

Ur havia tirado a blusa, deixando o sutiã a mostra e estava quase tirando o sutiã, sendo que muitos homens no estabelecimento babavam ao ver ela de sutiã e calça, sendo que ficaram desanimados quando a filha detém o ato dela de tirar a peça íntima.

Para Lyon, era algo normal e não reparava no corpo de Ur, pois, sentia que estaria olhando para a sua mãe e isso o desconcertava. Preferia se fixar em um ponto qualquer, enquanto suspirava, sendo que ela estava demorando em fazer isso, novamente.

- Ops! De novo, não!

Nisso, ela põe a camisa, para desânimo dos vários homens no salão, enquanto que Urtear e Lyon reviravam os olhos, após abanarem a cabeça para os lados, para o hábito que Ur tinha, enquanto que ficavam aliviados de não terem pegado esse hábito dela.

Após ela vestir a camisa, Lyon fala:

- Precisa usar uma roupa diferente no dia, kaa-san. Ir assim não vai prestar.

- Por quê?

- Você tira a roupa fácil. - o mago fala, enquanto pegava mais um pouco de sorvete com a colher.

- Ele está certo, kaa-chan. Você precisa usar uma roupa mágica de corpo inteiro com um zíper para abrir, sendo que é mágico e somente eu possa abrir. Assim, não vai tirar a roupa em frente ao Conselho.

- É uma ideia excelente imouto. - Lyon fala, com um sorriso.

- Eu também acho, nii-san.

Ela e Lyon eram como irmãos e assim era o relacionamento deles e por isso, Lyon via Ur como uma mãe, com ambos evitando que ela ficasse nua.

- Bem... acho que será melhor eu ir com uma roupa mágica. - ela fala sem jeito.

- Que acha de suas roupas serem sempre assim? De certa forma, não poderá tirar elas. - Urtear comenta - No caso, para o dia a dia, deve ter alguma roupa mágica que só permite ser tirado, se for conscientemente.

- É uma ideia excelente e eu acho, também, que deve existir essa roupa. - Lyon fala, sorrindo.

Ur ficava feliz ao ver que o humor de Lyon melhorou, há alguns anos atrás, após saber do fim de Deliora, nas mãos de duas crianças magas, sendo que havia boatos que um deles era um dragão.

Porém, como era algo absurdo, foi logo descartado e todos os sobreviventes haviam ficado estarrecidos ao ver duas crianças que podiam invocar feras de gelo, destruindo Deliora, sendo que viram ao longe, a fera caindo, sendo que um deles, o único visível, voava um pouco acima do demônio.

Ur percebeu que Lyon ficou revoltado no início, pois, ele queria destruir, pessoalmente, o akuma (demônio), sendo que Ur comentou que as crianças podiam ser órfãs como ele por causa de Deliora e que tinha tanto direito de vingança quanto ele.

Então, após alguns dias, Lyon voltou a sorrir e seu humor melhorou, ao superar os sentimentos por Deliora.

- Bem... Senão me engano, tem uma costureira mágica nessa cidade. Acho que vi o cartaz dela em algum lugar. - Ur comenta pensativa olhando para a rua.

- Vamos ajuda-la! Em três, conseguiremos encontrar essa costureira. - Lyon fala.

- Com certeza. - Urtear fala, se levantando também.

- Então, vamos juntos.

A maga do gelo fala com um sorriso, se levantando, sendo que se dirige ao caixa, pagando pelos sorvetes, para depois saírem dali.

Urtear pega o livro que estava lendo e guarda na sua bolsa, com a mãe dela, perguntando:

- O que achou desse livro, filha? Tem uma magia avançada e aquela estranha disse que somente você poderia usar. Ela fez a gente prometer que não tentaríamos aprendê-la.

- Eu não me importo se a imouto tiver outra magia. Eu adoro o ice maker e as minhas criações de gelo são vivas, pois, aprimorei a técnica, sem deixar de usar as duas mãos, para dar estabilidade a técnica.

- E ficou esplêndida, filho. - ela fala com um sorriso, fazendo o mago sorrir.

- É uma magia de alto nível, mas, estou conseguindo aprender e já dominei o básico.

Ur havia ficado preocupada quando uma jovem apareceu, falando que aquela magia devia ser aprendida apenas por Urtear e pediu que prometessem que não aprenderiam, sendo que concordaram.

Depois, ela folheou o livro e ficou surpresa ao ver que se chamava Ark of Time e era uma magia perdida. Folheou o livro em busca de armadilhas mágicas ou alguma maldição, ficando aliviada ao ver que era um livro comum, com uma magia considerada perdida.

Eles não conseguiram ver quem era por baixo do manto e quando a seguiram para um beco, a mesma pareceu desaparecer.

Lyon havia pegado uma edição da Sorcerer Magazine e ficou surpreso ao ler uma matéria, sendo que fala:

- Talvez você encontre algum oponente poderoso nessa guilda, imouto.

Nisso, entrega a revista para ela, que fica surpresa e pergunta para si mesma:

- Fairy tail?

- Sim. Por que não tenta desafiar o mago mais poderoso dessa guilda? Pode ser um adversário a altura.

- Hum... - ela murmura, lendo a matéria.

- Lyon pode estar certo. Tem guildas que tratam os membros como uma família e ouvi dizer que ela é uma das poucas guildas que tem essa filosofia. - Ur comenta.

- Kaa-san, roupas. - Lyon fala, olhando para um ponto qualquer, para não ver aquela que via como mãe, quase nua.

- De novo, não!

Ela já havia tirado o sutiã, para a alegria de todos os homens pervertidos.

Ela rapidamente põe o sutiã e a blusa, sendo que Lyon e Urtear gritam juntos, em usino, após sorrirem malignamente, ao olharem um para o outro:

- Tomem isso, seus pervertidos! Ice-Make: Knuckle!

Surgiram punhos de gelo no chão que acertam os homens que olhavam de maneira pervertida para Ur, enquanto que ela sorria sem jeito, vendo todos os homens caídos no chão.

Após nocautearem os homens, eles batem nas palmas um do outro, ao erguer uma das mãos para o alto.

- Vocês exageraram, não acham? - ela pergunta sem jeito.

- Eram um bando de pervertidos, kaa-chan. - Urtear fala.

- Com certeza. Eu ainda acho que nós fomos gentis, kaa-san. Eles mereciam mais, se quer saber a minha opinião.

- Eu também acho nii-san.

- Bem... Melhor a gente continuar a procurar a costureira. Quanto a Fairy tail, o que acha de irmos, após eu passar no Conselho, para procurar um oponente poderoso para você?

- Eu adoraria.

Nisso, entrega a revista para Lyon, que passa a ler as matérias.

Longe dali, Mizuko sorria ao se recordar que viu nas visões que a Urtear em outra linha do tempo, aprendeu a magia Ark of time e ela conseguiu o livro que tinha essa magia, graças a ajuda de Levy, entregando em seguida para a jovem, ao conseguir encontra-la, para que a linha do tempo não fosse mais alterada do que já foi e se recorda quando invocou somente as asas e voou rumo ao céu, enquanto eles estavam abismados, ao verem que desapareceu ao ver deles, para depois ela partir dali, de volta até onde estavam os outros, sendo que eles tinham uma magia arcana semelhante a Ark of Time, que podia ser facilmente executada.

Alguns dias depois, Lucy está na mansão, sentada na cadeia de seu pai, no escritório dele, sendo que ele estava de quatro, sobre o poder da magia, beijando os pés da loira, que o chuta no rosto, com ele se recuperando, para depois perguntar, humildemente, conforme se aproximava engatinhando, novamente:

- Fiz algo que não a agradou, mestra?

- Sim... Me dar para um pretendente, em um casamento arranjado. Fique de pé.

Ele fica de pé e ela se esfrega nele, falando:

- Eu pensei que iríamos ficar juntos... Como pôde, escravo?

- Lamento, mestra.

Então, ela ouve batidas na porta e pergunta:

- Quem é?

- Acnologia.

- Pode ficar a vontade.

Nisso, ele entra e se aproxima dela, que está grudada em Jude, sendo que não percebe o breve olhar de asco do dragão, para uma cena que ele considerava, pessoalmente, infame demais, além de igualmente repulsiva.

Era algo no mínimo grotesco, ao ver do dragão, assim como, igualmente proibido.

Então, Lucy pergunta, sem perceber a face de asco, de instantes antes:

- O que houve, Acnologia-sama?

- Ouvi sobre o casamento arranjado. Eu sinto que eles têm a semente da maldade. Pode convertê-los em seus escravos. Eles farão o que você mandar. Talvez casamentos com famílias ricas, seja interessante para aumentar as suas riquezas. O seu escravo Jude, pode cuidar das finanças.

Ela fica pensativa e fala:

- Verdade... Ele tem a sua utilidade. Mas, eu soube que ele está sendo processado por credores. Portanto, vou chama-los para ter uma conversa sobre os débitos. - ela fala, sorrindo malignamente - Eu que tenho que agradecer pelos poderes, Acnologia-sama.

- Por nada. Estamos ansiosos para conseguirmos mais uma joia.

- Irão conseguir. Pode ter certeza. Vou honrar a minha parte no acordo. Eu ampliei a busca pela joia, no local que você falou. Também mandei grupos para os outros locais que você citou.

- Excelente. Mal vejo a hora de tê-las. De fato, está honrando com a sua parte do nosso acordo. Bem, eu tenho que ir, agora. Tenho alguns compromissos.

- Tenha uma boa tarde. Assim que conseguir as joias, entro em contato através da sua lacrima de comunicação.

- Vou esperar ansioso.

Ele fala, fazendo uma leve mesura, para depois sair do local, sendo que sentia alívio de não ver mais tal cena deplorável, sendo que havia visto o jornal e a notícia dos sobreviventes, que foram parar há vários metros do local, sabendo que graças a uma de suas magias lançadas naquele dia, ela não viu tal notícia, que podia fazê-la questionar o motivo de haver sobreviventes, além de poder fazer algo contra eles e as famílias deles.

A loira chuta Jude para o chão, pondo o pé em cima dele, falando:

- Como foi um menino mal será punido.

- Sim, mestra.

- Vá para os quartos de jogos e me espere lá, nu, como um bom cachorro.

- Sim, mestra.

Nisso, ele sai, enquanto que ela sentava na poltrona reclinável, virando-a para olhar o horizonte, comentando consigo mesma:

- Acho que está na hora de eu arranjar outros jogos, assim como, preciso de brinquedos novos... Será que a família desse meu noivo é gostosa? Ouvi dizer que tem muitos homens. - ela fala, lambendo os beiços, enquanto um sorriso maligno brincava em seus lábios, conforme olhava o horizonte da janela do outrora escritório do seu pai - Vou adorar coloca-los em meu quarto dos jogos. Vou ter vários escravos para usar os meus novos brinquedos neles.

Longe da mansão, Acnologia havia se aproximado de uma lápide, que estava aberta, sendo que os homens mexiam nela e pergunta curioso:

- O que estão fazendo?

- Vamos tirar o corpo dessa mulher e jogar no pântano, conforme ordens da Heartfilia-sama. Parece que ela odeia essa mulher e não quer mais o corpo dela, aqui.

Ele se aproxima e ao ler o nome da lápide, fica surpreso e passa a olhar mais atentamente para a foto, murmurando, enquanto sentia as suas pernas fraquejando, ao surgir várias memórias em sua mente, embora soubesse que era apenas parecida.

Mesmo assim, era impossível para ele pensar dessa forma e murmura:

- Layra...

Então, ele concentra a magia e paralisa os humanos, após murmurar algumas palavras, deixando-os em estado semelhante ao de hipnose, para depois se aproximar do caixão, estendendo a mão na direção do mesmo, começando a murmurar algumas palavras, até que exclama:

- Et incarnatus est de umbra spatium receptae invoco. Spatium! Si servire me! Shrink, et custodiunt! Subjugation spatium defensiva! (Pelo poder das sombras, eu invoco a subjugação do espaço. Espaço! Se subjugue a mim! Encolha e proteja! Subjugação protetora do espaço!)

Nisso, o caixão brilha, para depois encolher de tamanho, passando a ficar em uma espécie de esquife, que ele pega, colocando no colar que ele usava, conforme ficava pensativo.

Então, ele se afasta, mas, não sem antes modificar a memória dos trabalhadores, para eles pensarem que já haviam despejado o caixão na espécie de pântano.

Quando eles despertam, sendo que antes os seus olhos estavam vidrados, eles começam o processo de tampar o tumulo vazio, assim como outros trabalhadores, destruíam a lápide elaborada de Layla Heartfilia, julgando que já haviam desprezado o caixão.

No dia seguinte, há dezenas de quilômetros dali, os dragões, na forma humana e suas crias, com seus amigos exeeds, andavam por Magnólia.

Juvia, uma jovem maga da água estava se dirigindo a Phantom Lord, pois, era uma guilda, cujo mestre que encontrou na rua, disse que a aceitaria apesar dela ser uma mulher da chuva e como esperado, naquele instante chovia.

Ela estava tão distraída, que acaba esbarrando em Fukaimori, que não sofre nada, enquanto que a maga de água acaba caindo, fazendo um ferimento.

- Me perdoe. Você está ferida. Pode deixar. Eu irei curar o seu ferimento.

Nisso, com ela ainda confusa, ele se curva e murmura palavras incompreensíveis a Juvia, pois, era uma magia arcana de cura e a jovem fica surpresa ao ver que o ferimento sumiu.

Então, Fukaimori ergue o rosto e Juvia vê o homem em um terno, sendo que sentia o seu coração bater acelerado, assim como corava, enquanto surgia sentimentos que ela nunca sentiu antes por nenhum homem, mesmo os ditos namorados dela, sendo algo forte e intenso, senquanto que estava perdida nos orbes verdes como esmeralda do dragão.

O dragão fica hipnotizado pela humana, sendo que acha ela linda, enquanto sentia-se perder nos orbes azuis como o céu, sentindo o seu coração bater rápido por ela, sendo que sentia que era algo profundo e questionava-se, se eles tinham a ligação verdadeira.

Eles ficam perdidos no olhar um do outro, enquanto todos viam a cena sorrindo, sendo visível nos olhos de ambos o forte sentimento entre eles.

Então, Juvia sente os raios de sol no rosto e ao olhar para o céu, as nuvens se afastam e surge o sol, com ela comentando, surpresa:

- Juvia nunca viu o sol antes. Juvia era a triste mulher da chuva.

- Alguém tão bela quanto você, não devia ficar triste. Eu adoro a chuva. A chuva é essencial as plantas e aos animais.

O dragão fala, acariciando gentilmente o rosto de Juvia, que cora intensamente, sentindo que estava prestes a desmaiar, sendo que ninguém havia elogiado a chuva, antes. Somente criticavam e tal elogio a deixou agradavelmente, surpresa.

O dragão fica de pé e estende a mão para a maga, que está corada, enquanto é erguida, sendo que ambos não quebraram o contato visual um com o outro.