Notas da Autora
Elfman e Mirajane ficam surpresos, quando...
END se surpreende, quando Shadow Zeref...
Capítulo 22 - Monte Hakobe
- Leviatã não é cruel – nisso, vê a face descrente dela – Leviatã sempre hiberna, profundamente. O problema é quando alguém o desperta. Você não ficaria mal humorada se estivesse dormindo e de repente, alguém te cutucasse, acabando por despertá-la, tipo, no meio da noite? Acredito que no seu caso, daria um soco na pessoa.
- Sim...
- Com o Leviatã é a mesma coisa. Só que ele é uma besta e as bestas, usualmente, não conseguem se acalmar facilmente. Normalmente, só quando o objeto de sua fúria é exterminado, ele se acalma e volta a dormir profundamente. Nós eliminamos os demônios fracos que o despertaram. Ele não teve como eliminar a causa de seu despertar e queria se voltar para os demônios pacíficos dessa vila. Precisávamos detê-lo, mas, não mata-lo. Ele era mais uma vítima dos Mizu no Akuma (水の悪魔- demônios da água). Mas, para acalmá-lo, nós precisávamos enfraquecê-lo, deixando-o semiconsciente, para depois eu usar essa ocarina da água, eficaz contra criaturas aquáticas. Como Leviatã é poderoso, ele precisa ser enfraquecido para a ocarina fazer efeito.
- Entendi... Como sabia que ele não era cruel? - Mirajane pergunta.
- Eu posso analisar o coração das criaturas aquáticas e ele não era cruel. É visto como um monstro, pois, várias pessoas ao longo da história, o despertaram, inadvertidamente ou propositalmente. Por causa de poucos, inúmeras pessoas precisaram enfrentar a sua ira. Ele não fazia por prazer e sim, pela fúria, para voltar a se acalmar e hibernar. Um monstro cruel sente prazer ao matar. Ele não. Eis a diferença.
- Posso ver a ocarina?
- Sim. – ele entrega a ocarina para o Elfman – Foi a minha kaa-chan que me deu.
Elfman sopra e nota que não sai nenhum som, passando a olhar preocupado para o objeto, para depois falar:
- Acho que quebrou.
- Não quebrou. É uma ocarina especial. O som dela é propagado através de vibrações harmônicas na água, capitada pelos seres aquáticos. Seria como um apito para cães. Os humanos não ouvem, mas, qualquer ser com audição apurada ouve. Você tanto pode atiçar os seres aquáticos, tanto quanto aplaca-los em um raio de quilômetros, dependendo da melodia. Além disso, ela só funciona comigo e embaixo d´água.
- Legal! Você consegue falar embaixo da água?
- Eu uso comunicação mental aquática. Por ser um Mizukiryuu dragon slayer, eu posso me comunicar, telepaticamente, com seres aquáticos que tenham o mínimo de inteligência para compreender a linguagem oral. Também estudei as linguagens usadas no oceano, conseguindo assim me comunicar, sem qualquer barreira linguística. Alguns dragon slayers tiveram um treinamento ou estudo adicional. No meu caso, foi como aprender idiomas, assim como, a executar as melodias corretas na ocarina.
Mirajane e Elfman ficam surpresos, sendo que os outros dragon slayers já sabiam das aulas e treinos adicionais que alguns tiveram.
Elfman entrega o item para Jellal, que usa kansou para guardar o item em uma dimensão particular.
- Por que não fica com esse item poderoso? – Mirajane pergunta.
- Apesar de ser poderoso, ele não é resistente. Por isso, dominei o nível básico de kansou, apenas para armazenar o item em uma dimensão particular, o invocando quando necessário.
- Jellal é muito gentil e bom. – Laxus comenta – Não estranhem a atitude dele. Ele é contra matar seres vivos, sem ter um motivo muito forte. Ele somente mata se forem cruéis.
- Laxus está certo. - Jellal fala com o seu típico sorriso gentil.
- Ei! Querem provar a minha culinária e a da Lis-chan? - a voz empolgada de Natsu é ouvida.
Nisso, eles observam o casal comendo pedaços dos demônios que assaram.
- Tem gosto de peixe – Natsu exclama.
- É uma delícia! - Lisanna exclama animada, se servindo de mais um pedaço.
Jellal vai até os pedaços e come, ficando surpreso, sendo que fala:
- Verdade. Tem gosto de peixe.
- Eu gostei. – Hime fala, provando um pedaço.
- Eu passo. – Laxus fala.
- Eu também. – Elfman comenta.
- Eu estou de dieta. – Mirajne fala.
- Eu estou satisfeita. – Yuri fala, pousando na cabeça de Laxus.
- É gostoso. – Yue fala, segurando um pedaço.
- É verdade. – Yugi fala.
- É uma delícia. – Happy fala animado.
- Não sabem o que estão perdendo! – Natsu exclama com vários na boca, fazendo os outros acharem nojento ao ver a comida girando na boca.
- Natsu, você deve comer de boca fechada e não pode encher demais. O que faria se a sua mãe estivesse aqui? Lembre-se. Tem que treinar os bons hábitos. Grandenee-san gosta de bons modos na mesa – Lisanna fala, preocupada – Você pediu para eu lembra-lo disso, para que possa praticar.
Ao pensar em Grandenee, ele passa a comer educadamente, com Mirajane e Elfman ficando estarrecidos com a mudança.
- Grandenee é tão assustadora assim? – Mirajane pergunta surpresa.
- Sim. Acredite... Ela é aterrorizante. – Laxus comenta, tremendo levemente, seguido dos demais.
- Hai, sir! - Happy exclama animado.
- Nunca imaginei que teria alguém mais assustadora que a nee-chan. – Efman comenta, ajeitando a sua gravata, assim como o terno que usava, exibindo o seu típico semblante gentil.
Após alguns minutos, eles vão até a vila que comemora a vitória deles, sendo que Mirajane fala:
- Vocês são demônios bons. Não entendo o motivo de se esconderem.
- Então, vocês descobriram. – Bobo fala, chateado.
Nisso, todos saem, mostrando as suas partes demoníacas e depois, se transformando em demônios.
- Temos medo da reação das pessoas. Por isso, disfarçamos a nossa aparência e os que têm partes demoníacas a mostra, mas, que podem ocultar com roupas, são os que vendem no litoral.
- Entendo o medo de vocês. Mas, podiam tentar fazer amizade com as pessoas no litoral.
- Vamos tentar... algum dia. Imagino que queiram a recompensa. Aqui está. – o líder da vila fala.
Nisso, eles estendem um saco com moedas e uma chave do zodíaco dourada.
Lisanna pega e fala:
- A Yukino-chan é maga celestial, além de dragon slayer, né? Vou dar para ela.
- Ela vai adorar, meu amor. – Natsu fala.
- Bem, pode dar. Não uso chaves. – Mirajane fala.
- Não vejo nenhum problema. – Elfman comenta.
- Ela vai adorar a chave. - Jellal fala com um sorriso.
- Com certeza. - Laxus fala.
Nisso, eles se despedem e no litoral, Mirajane e Elfman usam os seus Take over´s e os dragon slayer, a Dragon force, para voarem até o litoral, seguido dos seus exeeds.
Na mesma praia em que o grupo de Natsu partiu Shadow Zeref e END, conversavam, sem saberem que um pardal mágico os observava.
Então, Etherious Natsu Dragneel fala:
- Os seus demônios foram exterminados.
- Eu sei. Os dotei de uma magia de rastreamento e clonagem de poder. O problema disso é que tive que sacrificar o poder das minhas criaturas. Eram simplesmente patéticos. Inclusive, os demônios daquela ilha poderiam ter derrotados eles, senão fossem tão patéticos. Eles são insignificantes.
- Mas, se são fracos, eles não usaram o seu poder real. - END comenta.
- Não precisa. Isso é uma das características dessa magia que impregnei os corpos deles, sacrificando os seus poderes. O poder é absorvido e mesmo que não use, totalmente, permite analisar, digamos assim, o nível de poder. Claro que farei mais alguns testes. Pretendo criar novos Etherious, poderosos, para integrarem as fileiras dos exércitos do Império Alvarez.
Nisso, em suas mãos, surgem cristais de cores diferentes do tamanho de uma joia pequena, com ele falando:
- Agora que eu estimo um nível de poder, possuo uma base para trabalhar, para que possa dar poder aos meus outros akumas, antes de criar, enfim, os Etherious poderosos, graças a essa amostra dos poderes dos dragon slayers. Dos humanos não me interessa. Quando tiver terminado os meus estudos, aumentarei os seus poderes e habilidades, END, assim como, criarei demônios mais poderosos como disse, anteriormente, além de usar esse conhecimento, para aumentar o poder dos meus exércitos. Vou recolher uma amostra de todos os dragon slayers. – ele fala com um sorriso maligno - Além disso, vou dar um jeito dos demônios dos livros terem acesso a esse conhecimento. Vou dar novas ordens deles. Quero ver como age um exército de demônios criados com base humana e quero que eles testem primeiro, antes de criar o meu exército pessoal de Etherious. Pretendo também encontrar uma forma de obter sangue de dragões. Como seria um dragão demoníaco?
Ele pergunta a si mesmo, com um sorriso maligno.
- Eu estou ansioso para ficar mais poderoso.
- Você ficará END. Você é a minha maior criação. O Demônio Etherious mais poderoso. Vamos, preciso pegar uma amostra do poder dos outros.
Nisso, eles saem dali.
Há centenas de quilômetros dali, na mansão Heartfilia, Jude, que era mantido por uma forte magia de subjugação por ter um sentimento negro dentro dele, estava administrando as finanças e o império dele crescia, cada vez mais, enquanto que destruía provas de transferências bancárias milionárias ao seu verdadeiro mestre.
Em Croccus, no Castelo real, a princesa herdeira do trono, Hisui E. Fiore estreitava os olhos ao ver a sua prima em sexto grau, Kikyou (桔梗), lendo um dos vários livros que pegou para ler. Os pais dela, primos em quarto grau do rei, haviam morrido há anos atrás, quando o barco em que eles estavam foi destruído por ondas violentas, segundo os parcos sobreviventes.
O que eles não sabiam é que foi uma dragoa irada, Yamakawa, apelidada de Vachichi, que tinha destruído a embarcação em alto mar para extravasar a sua raiva. Não do barco e sim, pelo que aconteceu na ilha do Sistema R.
Hisui confessava que a invejava e igualmente a odiava. Ela era adorada pelos funcionários do castelo e servos, assim como era inteligente, amável, gentil, carinhosa, educada, humilde, culta e justa, sendo que ouviu murmúrios que ela parecia, realmente, uma princesa, sendo que o pai de Hisui, Toma, deu o título de princesa a Kikyou.
Ela nunca aceitaria a jovem como irmã adotiva, uma vez que o rei a declarou sua filha, em público, pois, ela não fazia parte do reino e confessava que mal via a hora de ser rainha para expulsá-la de volta a terra natal dela, ao escorraçá-la, como se fosse uma cachorra sarnenta.
Afinal, por causa dela, a seu ver, perdeu a atenção exclusiva do seu pai, que procurou ficar bastante ao lado de Kikyou, desde que ela veio ao castelo, pois, havia acabado de perder os pais em um trágico acidente. Ele lhe dispensou atenção, pois, tinha um coração nobre e gentil, sendo que já ouviu comentários que o coração de Kikyou era como do rei, Toma.
Isso aumentou ainda mais a inveja e ciúmes de Hisui, que até pouco tempo atrás, detinha a atenção exclusiva dos servos e empregados.
Era no mínimo revoltante, a seu ver, a atenção que era dispensada a jovem que sempre exibia um semblante gentil e terno, irritando a princesa herdeira do trono, por ter sido filha única de Toma. Ela nunca aceitaria dividir o seu título com outra pessoa.
Kikyou se vira para ela, sorrindo meigamente, se levantando em direção a ela para conversar, quando Hisui estreita e os olhos e se afasta, exclamando:
- Não quero conversar com você!
A jovem leva a mão ao tórax, juntando-as, enquanto olhava tristemente para Hisui que se afastava, sendo que suspira, para depois voltar a pintura, segurando as lágrimas em seus olhos, até que um pequeno pássaro pousa no ombro dela, fazendo-a sorrir, ainda mais ao vê-lo voar no céu.
Ela permanecia com suas roupas de sacerdotisa para honrar a memória dos seus amáveis e carinhosos pais que eram sacerdotes de um templo, somente a tirando e pondo um vestido real para os bailes ou quando recepcionavam convidados, sendo que somente o rei sabia que ela era uma Tsukiryuu (月竜) no dragon slayer (dragon slayer da lua), graças a um lacrima.
Só foi implantado o lacrima em seu corpo, pois, quando ela era criança, estava gravemente enferma e iria morrer, pois, nada mais podia ser feito por ela.
Um grande amigo de infância de seus pais, que era arqueólogo, entregou a lacrima que encontrou há décadas atrás em uma escavação.
Ele também estava enfermo e via Kikyou como uma filha amada, sendo que era o padrinho dela. Por isso, decidiu dar a lacrima a ela, em vez de usar nele, que a seu ver, já tinha uma idade avançada, sendo que não poderia viver sabendo que poderia salvar aquela que via como filha e que sempre o chamava de ji-chan, com um doce sorriso nos lábios.
Como a criança estava a beira da morte com o seu coração dando as últimas batidas, eles implantaram a lacrima e a sua vida foi salva.
O rei preferiu que somente ele soubesse disso, pois, temia que ela pudesse se tornar alvo de um sequestro, já bastando ter um título real.
Há centenas de quilômetros dali, mais precisamente na base do Monte Hakobe, Gray, Natsuki, Yukiko, Natsuko, Wendy e Charl, foram recebidos pelos habitantes da vila, após mostrarem os seus emblemas.
A líder da vila olha para eles e comenta:
- Por que mandaram jovens? A missão era clara. Matar vinte e cinco Vulcans. Pensei que mandariam magos adultos.
- Acredite senhora, nos somos suficientes. Só pararmos aqui para nos apresentar e para confirmar a provável localização deles. - Gray fala, seriamente.
A líder e os moradores se entreolham com um deles, falando:
- Tem certeza, jovens?
- Sim.
Gray e os outros mostram olhares de determinação.
- Não podemos fazer nada, senhora. É a escolha deles. – um aldeão fala com a líder que suspira pesarosa.
- Em cima desse monte, os Vulcans se concentraram. Vários moradores foram possuídos. Se vocês os derrotarem, eles voltarão ao normal. Tudo começou com um mísero Vulcan.
- Entendi... Não podemos mata-los.
- Lembre-se que eles possuem as pessoas. Irão possuir vocês, se perderem. Ainda assim querem lutar contra eles?
- Sim. Acredite, não vão nos possuir. Afinal, todos nós somos dragon slayers.
Ele fala isso e todos saem da vila, enquanto que os moradores queriam saber o que significava ser um dragon slayer.
Após algumas horas de caminhada pela neve, sendo que eles conversavam entre si, eles chegam próximos de uma caverna e nisso, surgem vinte Vulcans, os rodeando.
- Pelo visto, a diversão vai começar. – Gray fala com um sorriso.
- Com certeza. – Yukiko fala com um sorriso, concentrando a sua magia.
- Lembre-se que não podemos mata-los. – Wendy fala.
- Vamos nos dividir e cada um pega uma quantidade. – Gray fala e nisso, ele vai em direção ao norte, Yukiko para Oeste, Wendy para o sul e os exeeds para o leste.
Somente um Vulcan vai atrás dos três exeeds. Os outros se separam.
Gray para, quando oito Vulcans o rodeiam, com ele falando com um sorriso no rosto:
- Pelo visto, estão ansiosos para virarem picolé.
- Vamos mata-lo!
Então, eles saltam em cima dele, que desvia habilmente dos socos, fazendo questão de bloquear alguns, deixando-os estarrecidos, para depois saltar para o lado, exclamando:
- Patéticos! Yukiryuu no Houkou (雪竜の咆哮 – Rugido do dragão da neve)!
Um forte rugido envolve os Vulcans, fazendo eles caírem, sendo que se levantam parcamente, enquanto que Gray avançava, exclamando:
- Yukiryuu no Yokugeki (雪竜の翼撃 – Asas cortantes do dragão da neve)!
Um forte vento de neve e gelo se forma em seus braços, sendo que ele lança o golpe duplo contra os Vulcans.
Então, após serem derrotados, a possessão termina e as pessoas voltam ao normal.
Próximo dali, Yukiko é cercada por oito Vulcans e um deles fala:
- Que linda! E parece deliciosa! Mulher! Mulher! Comer!
- Eu não sou comida. Por que falam que eu sou deliciosa? - Yukiko não entende e olha confusa para eles - Assim, eu sou feita de carne. Isso é fato. Mas, mesmo assim... Me chamar de comida é exagerado e não acho que tenho um gosto bom.
Nisso, eles riem ao verem que era extremamente inocente, para depois avançarem nela, exclamando:
- Gostosa! Itadakimasu!
- Não vão me devorar, monstros! Não sou comida!
Ela desvia, voando para o alto, ao fazer surgir uma versão menor das suas asas, nas costas, deixando eles estarrecidos, ao verem asas de verdade, para depois, a dragoa bater as asas fortemente para frente, gerando vórtices de nevasca que os atingem, fazendo, eles caírem no chão, derrotados, com as pessoas voltando ao normal.
Próximo dali, Wendy é cercada por oito Vulcans, sendo que um deles fala:
- Que gracinha! Mulher gostosa!
- Eu não sou comida! – Wendy exclama, irritada – Não vou deixar que me comam! Apesar de ser feita de carne, não sou comida!
Então, eles avançam nela, que desvia dos socos, deixando eles embasbacados, sendo que os golpeia, com eles sentindo a violência do golpe, que os deixava estarrecidos, pois, parecia frágil.
Então, ela salta para trás, concentrando a sua magia, para depois exclamar:
- Tenryuu no Houkou (天龍 の 咆哮 – Rugido do dragão dos céus)!
Ela lança um rugido em forma de um ciclone horizontal contra os Vulcans, fazendo eles serem arremessados contra as árvores cobertas de neve, sendo que eles tentam se levantar, parcamente, para depois, receberem mais um golpe de Wendy quando ela salta para o alto.
- Tenryuu no Yokugeki (天龍 の 翼 撃 – asas cortantes do dragão dos céus)!
É formado um turbilhão de vento em cada braço dela, para depois, lançar em cima dos Vulcans, os derrotando, cancelando assim a possessão, com eles voltando a serem humanos.
Não muito longe dali, um Vulcan ria, enquanto falava:
- Tive sorte! Tenho presas fáceis!
- Se eu fosse você, iria rever o seu conceito, macaco! – Charl fala com um sorriso triunfante – Vocês se lembram do que expliquei.
- Sim! – Natsuki e Natsuko exclamam em usino.
- Lembrem-se. Controlem a magia, não podemos mata-lo. Afinal, é um humano possuído por um Vulcan.
O Vulcan gargalha e fala:
- Sou o original. Não sou nenhum humano possuído. Os outros sim. Eles derrotaram os meus irmãos, mas, se ferraram e foram possuídos.
- Então, é um Vulcan original, né? – Charl pergunta com um sorriso satisfeito.
- Sim. E vou devora-los!
- Vamos! Poder total! Esquadrão exeeds!
Nisso, eles abrem as asas e avançam, sendo que instantes antes de atingirem ele, os exeeds endurecem as asas com magia, avançando contra ele, exclamando:
- Setsudan Tsubasa (切断翼 - Asas cortantes)!
Nisso, cada um deles corta o Vulcan, que acaba morrendo, ao cair na neve, com o seu sangue manchando a neve alva, enquanto os exeeds comemoravam.
- Isso é o que eu chamo de trabalho em equipe. – Gray comenta, conforme chegava ao local.
- Gray! – Natsuki voa até ele, o abraçando, com ele afagando a exeed - Aprendi um golpe novo!
- Yukiko!
Natsuko voa até a dragoa e abraça ela, com a mesma afagando-o-, para depois ficar na cabeça dela, falando, animado:
- Eu também aprendi!
- Que bom. Fico feliz por você.
- Você sabe liderar, Charl. – Wendy fala com um sorriso.
- Eu acho que nasci para isso. – ela fala com um sorriso.
- Eu acredito.
- Bem, vamos voltar a vila, para pegarmos a nossa recompensa. Também precisamos leva-los de volta.
Ele aponta para as pessoas que estão surpresas por eles libertarem eles da possessão, apesar de serem jovens demais, os deixando surpresos.
Em uma casa luxuosa, erguida em um local isolado, há dezenas de quilômetros dali, havia um homem sentado, sendo que usava uma armadura negra e imponente, principalmente nas ombreiras, cravejada de joias arroxeadas, com uma capa imensa negra, usando também uma espécie de elmo negro com joias arroxeadas, sendo que parecia estar em estado de torpor, olhando para um ponto qualquer, enquanto que Acnologia estava próximo dele e fala:
- Em breve irá ter a sua consciência total. Não se preocupe... Sesshouken. Se bem, que isso irá significar... Não. Não importa. Eu prometo que vou conseguir lidar com o Deus Dragão da destruição.
Ele apoia a mão no ombro do dragão e sai
Ele suspira, enquanto saia da casa, quando para de andar ao olhar uma cerejeira florida com as pétalas alvas como a neve, sendo que permite tocá-las, perdido em pensamentos e recordações, para depois sair dali, pois, precisava fazer algo que era sua responsabilidade.
No quarto imenso onde Sesshouken estava ele havia virado levemente a cabeça, ao olhar um globo antigo com neve que caía. Apesar de estar em torpor, o globo havia chamado a sua atenção e sente fagulhas de memórias que queriam se manifestar, sendo que sentia a mente torporosa.
Próximo dali, antes de Acnologia sair, um dos seus servos se aproxima e fala:
- O nosso plano para escravos poderosos está sendo um sucesso.
- Fico satisfeito em ouvir isso.
Em uma reunião, há anos atrás, surgiu a ideia de dragon slayers, sendo que seriam pessoas ruins que receberiam tal poder e para impedir que eles se voltassem contra eles, ficou determinado o uso de uma magia arcana, para matar instantaneamente o dragon slayer, sendo que foi implantado durante o ritual para dotá-los do poder de um dragão. Os requisitos eram a maldade no coração e a capacidade de matar sem sentir remorso.
- Como eles são malignos, com certeza, irão nos trair. Vocês executaram o feitiço arcano, Explosão, em todos? Caso tentem atacar um de nós?
- Nós executamos essa magia neles, senhor. Afinal, senão nos convir mais mantê-los vivos, os descartamos. Além disso, nos precisamos nos precaver.
- Quero que continuem treinando eles, insanamente. Serão peças divertidas. Além disso, só irão se deslocar, se eu assim ordenar. Compreenderam? Somente eu poderei mandar neles. Quero relatórios atualizados sobre os progressos deles.
- Sim, senhor. Eles foram informados disso.
- Ótimo. Acima de tudo, é importante garantimos a obediência deles, para que eu possa ter peças novas no meu tabuleiro.
- Quero avisar o senhor, também, que chegará um carregamento na mansão daquela humana idiota. É a nova leva de joias.
- Excelente. Depois de encontrarmos todas as joias, daremos prosseguimento a segunda fase do plano. Você irá se juntar ao grupo que protege essa casa. Se precisar sair, reveze com outro. Quero manter um número mínimo de seguranças.
- Sim, senhor. - ele fala curvando-se levemente.
Acnologia sai do local, enquanto que este dragão olhava com orgulho, pois, o dragão que saiu era poderoso e capaz de derrotar todos os que os serviam. Ele e os outros se entregaram ao desejo que nutriam e confiavam na liderança de Acnologia.
Após meia hora, há vários quilômetros dali, em uma bela casa, uma mulher de vinte e seis anos, loira e de olhos achocolatados, desperta, sendo que estava deitada em uma bela cama de casal de dorsel, trajando uma camisola elegante e discreta que ocultava todo o seu corpo, somente deixando a cabeça, mãos e pés descobertos.
Era um quarto amplo e belíssimo com moveis requintados e igualmente elegantes.
Ela estava desorientada, até que uma voz gentil surge no recinto e fala:
- Já está melhor? Eu estava preocupado.
