Notas da Autora
Enfim, o grupo de Sting se encontra com o cliente e ficam surpresos quando...
Ao chegarem na mansão, descobrem que...
Capítulo 24 - Missão em Shirotsume
Enquanto isso há dezenas de quilômetros dali, a mulher de cabelos loiros como o sol, coloca a mão na cabeça, sentindo uma dor considerável, sendo que o homem sai das sombras e se aproxima, dobrando uma das pernas em frente a ela, para depois tocar gentilmente o rosto dela, falando:
- O médico disse que a dor vai passar. Daqui a meia hora, não terá mais dor de cabeça. Ele acredita que seja pelo golpe que deram em você, na sua cabeça.
Ele sabia que a dor somente aconteceria naqueles minutos, pois, era o efeito colateral ao ser usado tal magia, considerando o estado em que se encontrava. Não foi algo fácil ou igualmente trivial. Por isso, ocorriam alguns efeitos colaterais temporários.
- Golpe? – ela pergunta, sentindo que a dor ficava cada vez mais amena, enquanto ele afastava a mão.
- Sim. Eu a encontrei, desacordada, com bandidos se preparando para estuprarem você. Os bastardos já foram punidos, acredite.
- Muito obrigada. Eu me lembro, somente do meu nome, Layla.
- Pode ser o efeito do golpe na sua cabeça. Com o tempo, irá recuperar a memória. Se desejar, pode ser a minha ilustre hóspede pelo tempo que desejar.
- Não vou incomodar?
- Não. - o homem fala gentilmente.
- Qual o seu nome?
- Acnologia.
- Acnologia... Um nome diferente.
- Pode-se dizer que sim. - fala com um sorriso no rosto - Eu tenho belas roupas no armário que irão servir em você. Pode usar. Sinta-se a vontade. O médico virá vê-la mais tarde.
- Você deve estar gastando muito e...
Então, ela é interrompida, quando Acnologia pega delicadamente a mão dela e beija gentilmente o dorso, fazendo-a corar, para depois falar:
- És uma bela dama. Não se preocupe com isso. Eu considero-me sortudo de conhecer um anjo como você.
Layla fica corada, enquanto sorri timidamente, fazendo Acnologia sorrir, para depois se levantar, falando:
- Uma das minhas empregadas irá ficar junto de você. Se precisar de algo, não hesite em pedir. Vou me retirar para que possa se trocar e ficaria agraciado se descesse para tomar o café da manhã comigo. Se desejar, claro.
A mulher sentia o seu coração se aquecer, sendo que ao fitar os orbes negros como a noite, sentia-se rendida, sendo o mesmo para Acnologia, cujos orbes azuis dela lhe aprisionavam de forma que o fazia se sentir cativo e mesmo sabendo que não era ela, era impossível mudar o que o seu coração sentia, sendo que voltou a se sentir vivo ao vê-la e poder olhar nos seus olhos. A voz, a aparência, o coração e o cheiro eram idênticos, o que era esperado.
Após alguns minutos, quando percebe que ficou tempo demais olhando para o senhor gentil e educado que lhe acolheu, ela sente corar ainda mais, sentindo o seu coração bater acelerado no peito, para depois falar timidamente, ao quebrar o contato visual.
- Claro.
- Sinto-me honrado. Com a sua licença.
- Toda.
Ele curva levemente a cabeça e sai do aposento, dando privacidade a ela, com Layla o olhando até que a porta fecha, sendo que em seguida, entra uma senhora com um rosto rechonchudo e alegre que a cumprimenta, se apresentando como Meiry, para depois mostrar os belos vestidos, deixando Layla deslumbrada, sentindo o toque de seda, para depois perguntar:
- Esses vestidos...
- A senhora ficou inconsciente por dois dias. Ele providenciou tudo, inclusive os vestidos. Uma costureira experiente virá mais tarde para ajeitar o tamanho.
- Mas, deve ter custado uma fortuna! - ela fica estarrecida.
- O senhor Acnologia é rico, senhora. Acredite quando lhe falo que não lhe custou nada. Quando a senhora foi trazida para cá, estava somente com a roupa do corpo. O senhor Acnologia, nunca poderia deixa-la assim.
Nisso, ela olha os calçados, ficando surpresa ao ver que eram de seu agrado, assim como os vestidos que eram do tipo de corte que gostava.
Depois, ela fica em uma perda de palavras com o belo estojo de joias em forma de coração com várias joias, todas lindas, indo desde colares, até pulseiras.
Após recobrar da surpresa que a deixa atônita, ela fala:
- É que eu não quero dar trabalho e quando recobrar as minhas memórias, provavelmente, não vou ficar aqui. Não vou levar nada, comigo. Muito menos essas joias. Elas são lindas, mas, não me importo com joias ou objetos de luxo.
A empregada fica estarrecida, sendo que vê nos olhos da jovem o quanto as palavras eram sinceras, a deixando embasbacada, para depois sorri e falar, gentilmente, notando também o quanto a mulher a sua frente era humilde:
- Não se sinta mal. Eu lhe disse, para o senhor, o que ele gastou é irrisório, se considerarmos a sua fortuna.
Layla fica surpresa e tenta imaginar a fortuna dele.
- Então, ele é muito rico.
- Sim. Ele é empresário e também herdou a fortuna de seus falecidos pais.
- Deve ter sido tão triste, a morte deles... - ela murmura com pena.
- Foi triste sim, senhora. Um dia bem triste para todos nós. - a empregada fala tristemente.
Então, a senhora auxilia Layla a escolher o vestido, sendo que outra jovem entrou e preparou o banho dela, com Layla ficando estarrecida ao ver o luxo do quarto de banho, pois, era enorme, assim como, havia uma banheira luxuosa, sendo que era uma jacuzzi.
A jovem empregada sorridente, pergunta que essência gostaria de usar, deixando-a em uma perda de palavras.
Na sala de refeições, Acnologia bebericava de um chá, conforme se lembrava de tudo o que fez para dar uma história plausível a Layla, pois, a verdade não podia ser revelada. Seria chocante demais. Uma mentira piedosa era melhor.
Ele usou a enorme fortuna depositada mensalmente em sua conta para comprar aquela mansão e contratar funcionários, sendo que manipulou a memória deles, agradecendo o fato dos humanos serem facilmente manipulados. Criou toda uma história, crível, pois, seria estranho que ela soubesse que comprou aquela mansão imensa e toda a área do entorno a menos de cinco dias. Quanto ao médico do local, ele manipulou a memória para fazê-lo acreditar que Layla era paciente dele há vários dias.
Também sabia que a memória dela, do passado, dificilmente voltaria.
Afinal, era um efeito colateral pelo fato de ter sido ressuscitada, após ter sido restaurado o seu corpo em todos os aspectos, inclusive a virgindade, pois, a magia não distingue o que foi danificado pelo tempo ou não. Apenas revitaliza e restaura todo o corpo sem exceção e somente a dragoa da neve poderia fazer isso, sendo que não era qualquer dragão da neve que poderia fazer isso. Somente ela poderia fazer algo assim e agradecia a dragoa, profundamente.
Claro que sabia que não deveria fazer algo assim, pois, não era a sua falecida companheira que era uma dragoa e sim, uma contraparte dela, humana.
Portanto, o certo seria não se envolver.
Porém, não conseguiu. Era impossível ficar incólume quando viu a foto na lápide, pois, várias emoções surgiram desenfreadas. Precisava vê-la viva. Precisava ouvir a sua voz, ver o seu belo sorriso e sentir o seu cheiro.
Necessitava de Layla e essa era a mais pura verdade. Vê-la feliz era a sua prioridade e faria tudo para que assim fosse sabendo que em um determinado momento, não poderia mais mantê-la feliz e isso lhe afligia. Mas, não podia ser mudado. Ou o seu destino poderia ser mudado?
A sua mente traiçoeira na forma de uma voz, o fazia questionar algo que não devia ser questionado, sendo que tal hesitação surgiu, desde que a contraparte de Layra foi ressuscitada, fazendo ele ficar pensativo.
Ele suspira, pois, era plenamente ciente que daria tudo o que ela desejasse e tinha plena consciência que era cativo dela, mas, não achava ruim.
Ao pensar no passado da Layla, humana, considerando o que uma das filhas dela se tornou, sendo que herdou somente a sua aparência, enquanto que Yukiko herdou o seu coração, orava para que ela não se lembrasse de Lucy e nunca tomasse consciência da existência dela, embora soubesse que poderia ser inevitável, o fato de que ouviria sobre a sua filha que herdou a sua aparência, tendo um coração maligno.
Afinal, seria decepcionante a ela e não queria vê-la triste. As suas lágrimas lhe machucariam mais do que qualquer ferimento. Não suportaria ver o seu rosto de decepção. O mais piedoso era ela não se lembrar dela e sim, somente conhecer, algum dia, Yukino, que havia herdado o seu coração e a aparência da avó materna.
Ele acaba se perdendo em recordações antigas, até que a doce voz de Layla, o tira de seus pensamentos.
- Desculpe o atraso.
Nisso, ele se levanta, ficando maravilhado pelo belo vestido, discreto, que usava, assim como as joias que ela usava.
Vai até ela e se curva levemente, beijando o dorso da mão dela, para depois sorrir, conduzindo-a até a mesa, afastando a cadeira dela, para depois aproximar da mesa, fazendo-a falar, timidamente:
- Muito obrigada.
- Por nada. Eu que deveria agradecer por ter um belo anjo comigo na mesa, me fazendo companhia. Sinto-me privilegiado.
Layla cora três tons carmesim, enquanto sentia o seu coração bater acelerado, sentindo-se nas nuvens com o tratamento recebido, enquanto que uma empregada se aproximava para servi-la com ela agradecendo, fazendo os empregados verem o quanto ela era gentil, doce e meiga, tratando os empregados em igualdade, com o dragão sorrindo, pois, em tudo, ela era igual a falecida contraparte dela, de Dragon Land, que era uma dragoa. O coração cristalino foi algo que lhe cativou, desde o início, juntamente com a voz e o sorriso em ambas as Laylas.
Então, ela começa a conversar com Acnologia, pois, estava curiosa para saber sobre ele, sendo que ele lhe dedicava total atenção, enquanto pensava duas vezes, antes de responder as perguntas dela.
Há dezenas de quilômetros dali, o verdadeiro Acnologia podia ver, se fechasse os olhos, tudo o que acontecia, graças a sua projeção que se encontrava com Layla, pois, não podia estar com ela, pessoalmente, a não ser em alguns momentos fugazes.
A projeção foi criada exclusivamente para Layla e era uma cópia dele, fazendo tudo o que ele faria se estivesse junto dela.
Naquele instante, ele estava olhando ao longe, o grupo de dragon slayers. Mais precisamente Yukino, que conversava com outro dragon slayer, sabendo que se dependesse dele, a contra parte de sua cria em Earth Land, Yukino, ficaria intocada e por causa disso, não pôde deixar de rosnar de raiva ao ver um macho se aproximando daquela que via como cria, mesmo que não fosse de fato, a sua filha e sim, uma contraparte de Earth land, já que a de Dragon Land era uma dragoa pura.
Porém, era impossível não se sentir protetor, desejando surrar o macho que se aproximava dela, enquanto a olhava, oculto por uma frondosa árvore.
Após alguns minutos, não pode conter uma lágrima, enquanto ouvia a voz de sua única e amada cria e um de seus tesouros, Yukino de Dragon land, em seus pensamentos, em uma das várias recordações que tinha dela:
"Tou-chan."
Suas memórias surgem desenfreadas e as recordações da última vez que viu ambas, Yukiko, ainda filhote e Layla vivas em Dragon land, ou seja, as contrapartes das de Earth land, o fazem chorar, com ele se ajoelhando, enquanto as lágrimas rolavam desenfreadas com o mesmo demorando vários minutos para se acalmar, enquanto que as lembranças do dia fatídico se encontram vívidas em sua mente, juntamente com a dor, desespero e desolação, assim como a imponência que sentiu ao segurar em seus braços os corpos sem vida de sua amada cria e esposa.
Afinal, apesar de serem dragões, foi algo demasiadamente brutal e violento, enquanto gritava em um rugido de desespero e dor extrema, com o seu coração sendo dilacerado brutalmente, para depois abraçar os corpos sem vida, chorando copiosamente, orando para que fosse um terrível pesadelo e não a realidade cruel que lhe arrancou o seu coração, não sobrando nada mais do que fragmentos, ao ser despojado de tudo que amava, abruptamente, sabendo que assim como ele, outros sofreram.
Naquele dia fatídico, várias famílias foram destroçadas, somente restando a dor, o medo e a desolação, sendo considerado um dia negro e de luto por toda a Dragon land, que no final, acabou se convertendo no arauto de dias ainda piores.
Ele cerra os seus punhos, cessando o fluxo de memórias, enquanto se recordava dos motivos de fazer tudo aquilo, fazendo-o se erguer, para depois suspirar, se acalmando, enquanto criava outro pardal negro para poder estar com a contraparte de sua falecida cria, a fim de não levantar suspeitas, agradecendo por não ter um dragão de Dragon land com eles.
Se tivesse um com eles, observar com um pardal feito de magia arcana e com o seu cheiro, seria uma má escolha, pois, seria descoberto, rapidamente.
Após cria-lo, se lembra de seus compromissos e sai do local, sabendo que poderia ver e ouvir tudo com o seu pardal, sendo que escolheu o pardal por ser bem pequeno e quase que imperceptível.
Ele some em um tornado negro sem deixar quaisquer vestígios de que esteve no local, além do leve odor dele, imperceptível para os humanos.
Sem saber que um pardal os observava, mais especificamente Yukiko, o grupo de Sting chega à mansão do cliente e na sala da mansão, o mesmo fala:
- Eu sou o cliente, Kaby Melon. Bom, deixem-me explicar melhor.
- Sim. – Lector fala.
- Vocês devem destruir um livro que está em posse do Duque de Everlue, Daybreak. Queimar também serve.
Levy se mexe inquieta a menção de destruir o livro, com Gajeel sabendo que ela não aprovava a destruição de livros.
- Considere o trabalho feito. – Rogue fala, se levantando.
- Daqui a algumas horas, estaremos de volta. – Sting fala.
- Vocês sabem que eu aumentei o valor?
- Aumentou? - Yukino pergunta surpresa.
- Sim. Para dois milhões de jewels
Todos ficam estarrecidos, menos Levy que estava chateada, embora procurasse disfarçar.
- Voltaremos antes do fim do dia.
Minerva fala, enquanto eles saíam, sendo que todos haviam estranhado o fato que a casa não tinha o odor do casal, começando a comentaram entre si o provável motivo disso.
Então, conforme saíam da mansão, Yukino pergunta preocupada:
- O que houve, Levy-chan?
- Não gosto da ideia de destruir um livro. Eu amo ler livros. Inclusive decifrar escritas, runas e códigos antigos. Principalmente de idiomas há muito esquecidos.
- Bem... missão é missão. – Lector sentencia.
- Levy-chan tem o direito de ficar triste. – Luna, a exeed dela, fala, estreitando os olhos.
- Ei, Levy, missão é missão, como o Lector disse. Ás vezes, temos que fazer o que não gostamos. – Gajeel fala, apoiando a mão no ombro dela.
- Posso ler antes de destruirmos?
Gajeel e os outros se entreolham e depois consentem com a cabeça, fazendo-a sorrir, com Minerva falando:
- Use os seus óculos de leitura rápida, quando pegarmos o livro, para que possa ler bem rápido.
- Sim.
Após alguns minutos chegam na mansão, sendo que não sabiam que estavam sendo observado por uma esfera mágica, escondida dentre as copas das árvores.
O Duque, da sua sala, os vê e fala:
- Mais magos tolos, apareceram. Ainda não aprenderam nada? - ele vê o símbolo da guilda deles - São da Fairy Tail dessa vez?
Sem saberem que estavam sendo observados, os dragon slayers decidem entrar escondidos pelo alto e os exeeds deles o levam para o alto em silêncio, sendo que a exeed da Levy, leva Gajeel também. Eles aguentam um peso considerável por terem treinado, tanto voando próximo de dragões, que exigiam muito deles por causa dos vórtices de vento violentos das asas imensas deles, quando se deslocavam pelo ar, assim como carregando pesos, enquanto voavam e se esquivavam de ataques.
No alto da mansão, Rogue se transforma em uma sombra e passa por baixo da porta balcão de vidro, abrindo-a pelo lado de dentro, para que eles entrassem, fazendo o mínimo de barulho possível.
Eles entram e Yukino comenta:
- Aqui é o closet. Eu também sinto magia residual de seirei. Tem um mago celestial, por aqui.
- Um hoshiryuu é incrível.
Levy comenta animada, sendo que murmuravam baixo ao ponto de um humano ter dificuldade em ouvir senão estivesse próximo deles.
Yukino sorri timidamente, sendo que Sting sorria e concordava que achava ela linda quando sorria e que desde que o seu olhar se encontrou com o dela, não conseguiu mais parar de pensar nela.
Então, furtivamente, eles começam a explorar os cômodos da casa, até que Yukino vê um banheiro com detalhes dos moveis em ouro e que o assento da bacia tinha o rosto do duque, também em ouro e comenta:
- Que mau gosto, além de ser um desperdício de dinheiro.
Nisso, os outros vão até ela e ao verem a tampa da bacia que era feita de ouro, assim como os outros detalhes de ouro no quarto de banho, concordam com o que Yukino disse, enquanto ela fechava a porta.
Então, enquanto eles pensavam que já tinham visto o cúmulo da extravagância e ostentação, descobriram a grande estátua de ouro do Duque na sala de estar.
- Esse cara tem graves problemas... - Gajeel comenta.
Nisso, todos acenam, concordando.
- Eu me pergunto se é para compensar algo. - Minerva fala com uma voz divertida.
- Provavelmente. - Yugi, o exeed dela, fala.
Nisso, todos exibem sorrisos divertidos com exceção de Yukino, Frosh e Luna que não compreenderam o que Minerva disse e o motivo dos sorrisos de diversão deles.
Então, enquanto caminhavam pelo andar de cima, surgem quatro empregadas de aparência estranha, armadas com bastão. Elas surgem do chão, deixando eles estarrecidos, enquanto exclamavam:
- Intrusos localizados!
Então, surge uma empregada imensa de cabelos rosa, curtos, com Yukino sentindo a magia dela, comentando com os outros:
- A maior é uma seirei.
