Notas da Autora
Everlue decide...
Todos ficam surpresos quando...
Em Tenroujima...
Capítulo 26 - Dear Kaby
O duque cava o solo, desaparecendo, para depois elas escutarem o som de algo na parede, graças a sua audição apurada.
Rapidamente, ambas saltam, se afastando do duque que fica irado por não pegar a azulada.
- Saia da minha frente, baranga alva - nisso, olha para a azulada - Pista de algum bem? Algum tesouro?
Ele fica irritado quando a azulada o ignora, enquanto que Yukino fala indignada:
- Você é muito grosso.
Então, pega uma chave do zodíaco.
Normalmente, ela lutava com as chaves, pois, queria evitar ferir as pessoas o máximo possível e era preferível usar chaves e depois os punhos, pois, seus golpes feriam mais do que as chaves. Só usava os poderes de dragão em último recurso.
- Uma maga celestial?
- Sim. - Yukino fala.
O duque pega uma chave e exclama, virando a para baixo:
- Portão da Donzela, abra-te! Virgo!
- Portão do Siri Gigante, abra-te! Câncer!
Ambos os portais abrem ao mesmo tempo, com o seirei surgindo ao lado de sua invocadora, Yukino, que agradece com um sorriso gentil no rosto:
- Obrigada por vim, Câncer.
- Por nada, Yukino.
Virgo pergunta, surgindo do chão:
- Chamou, mestre?
- Virgo, pegue a garota e o livro!
Ela se prepara para socar Levy, sendo que Yukino se desloca para ficar na frente azulada, enquanto brilhava levemente, com o brilho envolvendo o seirei dela, sendo que Câncer avança contra a outra seirei e no confronto, Virgo é nocauteada, sumindo em uma fumaça, enquanto que ele permanecia intacto ao lado dela, sendo que como Yukino era uma hoshiryuu dragon slayer, ela podia fortalecer o poder das chaves ao se concentrar.
Portanto, mesmo que originalmente tivessem o mesmo nível de poder, bastava ela se concentrar e seu seirei teria um aumento no seu nível de poder, assim como podia destravar formas ainda mais poderosas que dificilmente eram usadas, sendo que alguns seireis tinham essa segunda forma oculta.
Somente uma maga celestial poderosa e que tratava eles como iguais, além de amá-los, tendo um vínculo poderoso, podia destravá-las, tal como foi com Anna, há séculos atrás, depois Layla e agora era Yukino, que podia libertar a verdadeira forma deles que era a forma oculta e que naquela batalha não libertou a forma verdadeira dele, pois, o aumento de poder seria absurdo e ela não queria ferir gravemente Virgo.
Portanto, optou apenas pelo aumento de poder, sendo que poderia ter aumentando mais, se desejasse.
Levy fala, olhando irada para o duque:
- Esse livro revela tudo o que você fez, seu bastardo!
"Tudo?!" - ele pensa estarrecido, consigo mesmo.
- Como assim? Eu li a história e era uma porcaria.
- Você o obrigou a escrever. Está escrito no livro. É uma história horrível cujo personagem principal é você, Everlue!
- E daí? Eu amo ser o personagem principal. Dive! Mas, a historia era uma droga. Kemu Zaelon podia ter escrito coisa melhor!
Ele falava, enquanto cavava buracos no chão e nas paredes graças a magia Dive, saindo deles, assim como rasgava o chão, conforme fingia nadar.
- Saiba que ele encarou o seu orgulho como um mestre Ferreiro! Se ele não escrevesse, a família seria punida. Mas, como autor, ele não conseguiria escrever um livro com você como personagem!
- Como sabe disso?
- Por que está tudo aqui. – ela mostra o livro.
- Mas, como? Eu li o livro e Kemu Zaleon nem aparece nele.
- Se o ler normalmente, parece uma obra de arte comum! Mas, saiba que Kemu Zaleon era um mago!
Ele para de usar Dive, enquanto exibia uma face estarrecida.
- Então, ele...
- Ele usou toda a magia que lhe sobrava e pôs um feitiço no livro.
- Então, esse era o plano? Quando o feitiço acabasse, eu viraria um livro difamado?
- No livro fala tudo o que você fez e como foi escrito! Mas, as palavras que Kemu Zaleon deixou aqui eram muito superiores! O verdadeiro segredo é outro.
- Verdadeiro segredo?
- Sim. Não terá o livro e eu não vou perdoá-lo. Você o forçou a escrever! Seu egocêntrico! Ameaçou a família dele quando disse que podia revogar a cidadania deles, impedido assim que eles entrassem na Guilda dos Ferreiros Mercadores. Sem opção, ele teve que concordar e você fez questão de prendê-lo na prisão por anos por causa da recusa inicial dele, até que ele terminasse o livro. Aqui também fala dos vários crimes que você cometeu usando a sua influência e status. Você provocou sofrimento a ele e a sua família. Nunca entendi o motivo dele ter decepado o próprio braço. Agora, com o segredo desse livro, eu descobri.
- Egocêntrico? Eu sou um grande homem! É uma honra para aquele que escreve o meu livro! Se ele e a família sofreram é tudo por culpa dele. E se de fato, está tudo escrito nesse livro, é mais um motivo para tomar de você, sua baranga, assim como descobrir que segredo é esse. Aliais, todas as mulheres aqui são barangas.
Nesse instante, Gajeel e os outros chegaram, a tempo de ouvir o duque falando, inclusive a chamando de baranga.
- Ele é suicida, por acaso? – Sting comenta, estarrecido.
- Sim. Só pode ser. – Gajeel comenta – Ele está ferrado.
- Vai ser um massacre unilateral. – Rogue comenta, suando frio.
- Com certeza. – Lector fala.
- Levy-chan, arranque as tripas dele pelo avesso! Esmague o crânio dele! O castre com uma ferramenta enferrujada! – Luna exclamava, animada.
Minerva foi para frente, com um sorriso maligno no rosto, com o seu exeed próximo de Luna.
Nisso, os exeeds e os demais olham para a exeed de Levy, falando isso, ainda mais tendo uma aparência fofinha.
Os outros exeeds se escondem atrás de seus amigos, tremendo, enquanto que os mesmos tremem, com Yukino comentando assustada:
- Ela é assustadora.
- Concordo. – Tsuki fala.
- É uma cópia de sua amiga, ebi. – Câncer fala assustado.
- Detonem esse bastardo! O virem do avesso! Quebrem as pernas! Esmaguem os ossos! - Yugi exclamava animado.
- Correção. Ambos são como as suas amigas. Simplesmente assustadores. - Câncer fala e todos concordam.
Nisso, um rosnado feral gutural ensurdecedor é ouvido de Levy, sendo pior do que qualquer fera.
Yukino recuou, pois, sabia que o rosnado significava que mais ninguém podia se aproximar da presa de ambas e Câncer faz o mesmo, sendo que os demais também traduziram o significado daquele rosnado de gelar o sangue.
Além disso, Everlue era a presa original de Levy e parece que ela iria compartilhar a sua presa com Minerva.
Então, Yukino sente ser puxada por Sting que a tira dali, sendo que os demais também fugiram, com Rogue pegando Frosh, assim como o seirei fugia, deixando as duas dragon slayer para trás, pois, não queriam ter pesadelos.
Afinal, o sorriso maligno delas os aterrorizou.
Sting a tirou dali, pois, notou a inocência de Yukino e não queria que ela perdesse tal inocência, assim como tremia e muito ao imaginar a ira de uma dragoa por ele ter permitido que a sua filha testemunhasse atos atrozes, pois, era suicídio, assim como insanidade, provocar a ira de um dragão.
Nem mesmo os Deuses eram loucos de provocar a ira deles, pois, eles eram fracos perante um dragão adulto.
Alguns Deuses foram loucos, ou melhor, suicidas, ao provocarem a ira de dragões adultos, na época que havia inúmeros dragões no mundo e por causa disso, foram exterminados perante as presas dos dragões, desaparecendo assim do panteão onde os Deuses viviam.
No final, somente os que não provocaram nenhum dragão, ainda viviam.
Everlue ficou aterrorizado e quando ia usar o Dive, Levy exclama:
- Arashi no donmaid (嵐のドンマイヂ – Tempestade de donmaid)!
Então, toda a área fica coberta pelo cristal, quando surgiu asas translúcidas atrás da jovem, gerando uma espécie de vento forte com inúmeros cristais.
Quando o Duque tenta cavar, descobre que não consegue, enquanto que Levy se aproxima com um sorriso macabro no rosto, falando:
- É o donmaid. É mais forte do que o diamante, imbecil – nisso, ela estala os punhos – Não bastava destruir Kemu Zaleon. Precisava fazer sofrer a família dele, também. Você é um verme e olha que estou ofendendo o próprio animal.
- Do que você nos chamou? De barangas, né? – ela pergunta malignamente.
O duque tremia, pois, parecia que estava em frente a dois dragões ferozes de presas pronunciadas, sendo que podia sentir o hálito dos dragões se chocar contra o seu rosto.
Levy o chuta na virilha, o atirando para o alto, sendo que ele grita fino, com elas o usando como bola, sempre chutando na virilha para garantir que ele ficasse infértil, sendo que jogavam ele uma na outra.
Então, após vários minutos, já tendo esmigalhado o membro do duque, começam a soca-lo, para depois, quebrarem os ossos do braço dele, lentamente, com o mesmo gritando, mesmo com a garganta ficando em carne viva, enquanto evacuava, além de mijar nas calças.
Luna, a exeed de Levy, falava animada:
- Isso mesmo! Quebra lentamente! Chuta de novo a virilha!
Yugi, o exeed de Minerva falava animado:
- Arranquem mais um braço! Desfigurem ele! Isso mesmo! Agora, chutem novamente!
Elas quebraram os membros dele, sendo que depois, fizeram questão que ele perdesse um braço também, como Kame Zaelon fez, enquanto que Levy e Minerva exibiam sorrisos imensos conforme torturavam o duque que implorava por clemência, com o braço cortado dele sendo destruído.
Após vários minutos, Everlue está caído, todo sujo de urina e fezes, com os membros quebrados, sem um braço, em uma poça de urina e sangue, sendo que estava levemente acordado, para depois gritar aterrorizado, sendo que não saia som, pois, as suas cordas vocais foram destruídas frente aos seus gritos, enquanto tinha a ilusão que dois dragões estavam voltando para estraçalha-lo.
Quando eles percebem que é seguro entrar, Gajeel fala, sendo que Sting não permitiu que Yukino visse a cena:
- Não acham que exageram?
- Eu acho que fui gentil. – ela fala com um sorriso.
- Eu também. Ele merecia mais. Eu fui piedosa. – Minerva fala, tranquilamente.
Nisso, todos ficam com gotas, mas, resolvem concordar, pois tinham amor a sua vida.
A policia mágica é chamada e uma equipe médica recolhe Everlue, que provavelmente ficaria, pelo menos, um ano preso em um leito hospitalar.
Com o livro na mão, Levy conta para eles tudo o que ele revelava, deixando-os chocados, compreendendo que a surra não era só pelo xingamento.
Além disso, um grupo entrou na casa e conseguiu as provas que confirmaram o que o escritor relatou em seu livro.
Então, os policiais magos fazem uma cópia do livro onde contém todos os crimes dele, sendo que davam ordem de prisão para o duque, enquanto que Yukino chamou Câncer para receber os créditos com a polícia, junto com ela e seus outros amigos.
Os fotógrafos tiravam fotos do grupo com Câncer aparecendo ao lado de Yukino, enquanto que um grupo de jornalistas tentava se aproximar deles para fazerem uma entrevista.
Enquanto Yukino estava escutando a explicação de Levy, Câncer se aproxima, sendo que todos notaram que ele tomou um caminho mais longo para desviar de Levy e Minerva, sendo que ninguém podia condená-lo.
Então, o seirei fala:
- Yukino? – ele fala o nome dela, pois, ela pediu para chamarem ela assim, já que todos eram companheiros dela.
- Sim? – ela se vira, sorrindo.
- Virgo pediu para eu entregar a chave dela a você. Com a prisão dele, o contrato foi quebrado, ebi.
Nisso, ela pega a chave da mão de Câncer, sorrindo:
- Muito obrigada Câncer. Pelo visto, teremos mais uma amiga e companheira para lutar junto conosco.
- Com certeza, ebi.
Com o grupo conseguindo fugir da imprensa, eles voltam a casa de Kaby Melon, que fica estarrecido ao ver o livro inteiro, sendo que Câncer estava com eles.
- O que é isso? Lembro-me de ter pedido que destruísse ele.
- Destrui-lo é simples. Você mesmo consegue, Kaby-san. – Levy entrega o livro para ele.
- Vou acabar com ele! Não aguento nem olhar!
- Nós sabemos por que não suporta esse livro. É para proteger a honra do seu pai. Você é filho de Kemu Zaelon, não é?
- Como sabe?
- Já leu esse livro?
- Não. Eu não tive coragem. É um lixo. Meu pai disse isso. É uma pena que o meu pai tenha escrito Daybreak, há trinta e dois anos...
Nisso, ele conta sobre o desaparecimento do pai por três anos e o ato dele ao chegar em casa, que foi de amputar o braço que usava para escrever.
Depois, no hospital, ele falou que sabia que o seu pai iria se arrepender de ter aceitado escrever aquela porcaria e que o pai dele respondeu que "o dinheiro era bom".
Ele falou que não entendeu o motivo de seu pai sorrir ao falar que terminou o "lixo", como se referia ao livro e que acabou condenando o seu pai por ignorar a família por três anos e que ele respondeu que sempre pensou nele, seu filho. Mesmo assim, conta aos magos que o condenou, falando que deveria ter escrito algo decente e que largou o orgulho de escritor e da família. Também havia falado que ele fez bem em parar de escrever e que não merecia ser escritor e nem o pai dele.
Então contou que o seu pai havia se suicidado, logo depois, sendo que o odiou desde então.
O relato dele os deixou irados, já que sabiam o motivo dele ter ficado afastado por três anos e o sacrifício que fez pela família, mas, conseguiram conter a sua raiva, pois, Levy os havia advertido que algo assim aconteceria.
Afinal, Kemu Zaelon queria evitar que a família enfrentasse o duque, que poderia fazer algo contra eles.
Portanto, ocultar a verdade e suplantar para si o ódio de seu filho, assim como de sua família, foi a forma que ele encontrou de protegê-los.
Yukino não sentia ódio, mas, pesar, pois, o homem na frente deles não sabia o que o seu pai passou e quando descobrisse a verdade, iria se arrepender, ainda mais, por cada palavra que proferiu contra o seu genitor, há mais de trinta anos atrás e sua amiga exeed, Tsuki, concordava.
- Mas, conforme os anos passaram, meu ódio virou arrependimento. Mas, meu pai não está mais aqui para me ouvir. Por isso, achei que o mínimo que podia fazer era me livrar do livro. Queria elimina-lo do mundo pela reputação do meu pai. Ele concordaria com isso.
Então, ele ascende um fosforo com o livro embaixo do antebraço, sendo que Levy fala:
- Está enganado.
Nisso, ele não entende, até que o fogo do fósforo é apagado e ela fala:
- Começou.
O livro na mão de Kaby brilhou, fazendo surgir um círculo mágico com as letras do título do livro saltando da capa, com Levy falando:
- Kemu Zaleon... Não. Seu nome verdadeiro era Zekua Melon. Ele colocou um feitiço no livro.
- Feitiço?
Nisso, as letras da capa começaram a ser realinhadas e Daybreak se torna Dear Kaby, assim como é realinhado o nome do escritor para o nome verdadeiro do pai dele.
- Querido Kaby?
- Sim. Foi escrito a seu querido filho, Kaby. O feitiço rearranjava as letras de toda a publicação!
Nisso, o livro flutua, brilhando, enquanto que ele abre sozinho e o texto salta em tiras no ar, para que as letras fossem rearranjadas com Levy falando:
- Ele não parou de escrever porque escreveu o pior livro de todos e sim, porque escreveu o mais impressionante deles! Este livro incrível é uma carta para você, Kaby-san.
"Sempre pensei em você." – as palavras de seu pai surgem na mente de Kaby.
O livro para de brilhar e volta para a mão de Kaby.
- Este é o livro que Kemu Zaleon deixou para você.
Kaby se ajoelha no chão, abraçando o livro, enquanto falava emocionado:
- Otou-san, obrigado. Não posso queimá-lo mais. Por favor, me perdoe por tudo o que disse a você.
- Bem, vamos indo. Temos que voltar à Magnólia. – Sting comenta.
- Com certeza... Quem sabe, não consigo alguns ferros gostosos por aí. – Gajeel comenta.
- Mas, como assim, vão embora sem a recompensa? – Kaby pergunta visivelmente, surpreso.
Então, Yukino fala com um sorriso:
- Nós vamos voltar para casa. O senhor também pode voltar.
- Vocês sabiam? Mas, como?
- O cheiro de vocês não está na casa. Nós, dragon slayers, temos um olfato excelente. – Minerva comenta – Assim que entramos aqui, percebemos que a casa não era de vocês.
- Mas, por que aceitaram?
- Estamos em treinamento. Além disso, nos acreditamos que houvesse algum motivo forte para essa farsa e pelo visto, estávamos certos. – Rogue comenta.
- Bem... adeus. – Sting acena, assim como todos que sorriem e nisso, todos saem para voltar a Magnólia.
Mais para frente, eles usam a dragon force, usando as asas para voarem até a guilda com os seus amigos exeeds acompanhando eles, enquanto Câncer voltava ao seu mundo.
Há dezenas de quilômetros dali, em Tenroujima, Mavis estava descansando, apoiada lateralmente em Zeref, sendo o mesmo para ele. Ao lado deles havia uma cesta de piquenique e um pano estendido no chão.
Eles haviam feito um passeio pela ilha, sorrindo, assim como rindo quando conversavam, sempre de mãos dadas, para depois arrumarem o pano para o piquenique e após conversarem sobre as suas aventuras, com Zeref evitando falar sobre o mal do mundo para com o seu anjo, eles aproveitaram a leve brisa que soprava naquele instante para relaxarem, acabando por adormecerem de mãos dadas, encostados em uma frondosa árvore de tronco nodoso.
Próximo do casal adormecido, uma fada curiosa os observava, mais precisamente, Mavis, sendo que outras fadas, inclusive machos, se juntam aos que observavam a fundadora e primeira mestra da Fairy Tail, Mavis Vermilion, enquanto sorriam, sendo que conversavam entre si, para depois se afastarem para conversarem com a rainha deles.
