Notas da Autora

Fukaimori fica...

O grupo de Gray volta de uma missão e acaba ouvindo...

Capítulo 28 - Lullaby

Juvia fica embasbacada ao ver um dragão imenso na sua frente, concordando que os dragões eram de fato, imponentes, sendo que após a surpresa inicial, fica animada, pois, confessava que sempre quis ver, pessoalmente, um dragão desde que era criança.

Agora, via o quanto os dragões eram imponentes e magníficos, enquanto passava a olhar nos olhos do dragão, que a olhava expectante.

Fukaimori estava atento as reações da sua amada, pois, o comum eram as pessoas fugirem e ao cogitar tal hipótese, sabia que o seu coração seria estraçalhado.

Após a surpresa inicial, ela estende as mãos e o dragão abaixa o imenso focinho, com a maga da água tocando-o, para depois acaricia-lo, encostando em seguida o rosto no focinho dele, suspirando feliz, para depois falar:

- Para Juvia, continua sendo Fukaimori. O coração de Juvia sente todo o amor de Fukaimori. Juvia está feliz por você revelar o seu segredo. Não me importo se é um dragão. Eu o amo, independente do que você é.

O dragão fica emocionado e fala:

- Eu daria tudo o que me pedisse. Se me pedisse a lua, faria de tudo para dar a você. Saiba que sou cativo do amor que sinto por você. Moveria céus e terra por você, minha amada.

A maga da água cora intensamente com a declaração de amor dele e fala extremamente corada e com a voz tímida, para ele:

- Eu também o amo profundamente. Acredito que foi amor a primeira vista. Você é o sol em minha vida.

- Para nós, dragões, há o conceito de ligação verdadeira.

- Ligação verdadeira?

- É o equivalente ao conceito romântico de vocês para almas gêmeas. Estamos unidos, eternamente, com o nosso companheiro predestinado, por um laço que nem mesmo a morte pode romper. Perder o companheiro predestinado é como perder uma parte do seu coração, sendo que um dia irão se reencontrar novamente em uma nova vida.

- Nossa...

Nisso, ele abaixa ainda mais o focinho, ficando com os seus olhos na altura dela, falando:

- Eu acredito, piamente, que tenho a ligação verdadeira com você e que fomos predestinados a ficarmos juntos.

- Juvia também sente isso. - ela fala corada.

- Vou contar algumas coisas sobre nós, dragões. Gostaria de subir em mim para voarmos pelo céu, enquanto eu conto? A vista lá em cima é linda.

A maga da água fica maravilhada e consente com a cabeça, pois, estava ansiosa e maravilhada demais para articular alguma palavra.

Ele deita o corpo imenso e ajuda ela a subir, usando a sua cauda como um elevador, falando:

- Se segure bem.

Nisso, Juvia segura nos chifres dele, que fala:

- Lá vamos nós.

Ele abre as suas asas imensas e alça voo, sendo que usa uma magia arcana ao murmurar palavras que Juvia não consegue discernir, para depois surgir uma espécie de escudo transparente mágico para protegê-la do vento frio por estarem no alto e pelo deslocamento dele pelo céu, enquanto contava sobre Dragon Land, Yukiko e Acnologia, até que algumas horas depois, ele pousa, sendo que Juvia havia adormecido em cima dele.

O dragão usa as árvores para tirá-la gentilmente de cima dele, ao usar a sua magia nelas.

Ele desfaz a forma dragão e a pega no colo, levando-a até o quarto dela em um conjunto de apartamentos.

Ao entrar, a coloca na cama e a cobre, afagando gentilmente os cabelos dela, para depois deitar ao lado dela, por cima das cobertas, para sentir o doce cheiro de sua amada que era simplesmente prazeroso para o dragão, que fica velando o sono dela, perdido em contemplação.

Longe dali, em Tenroujima, o casal Zeref e Mavis estavam dormindo, até que Zeref se debate e se senta na cama, suando, enquanto respirava com dificuldade, segurando o seu peito.

Como se se lembrasse de onde estava, olha para o lado e suspira aliviado ao perceber que Mavis estava viva e que não acordou com o pesadelo que ele teve. O mago negro se sentiria muito mal se o seu anjo acordasse por causa dele.

Ele passa a mão na sua testa, secando o suor, enquanto se lembrava do pesadelo.

Se bem, que não era um pesadelo e sim, uma memória angustiante que o fazia sofrer e muito, mesmo após quase dois séculos e com uma segunda chance de ser feliz, mesmo que não merecesse, após os demônios que criou e que ainda provocam problemas aos humanos, quando no seu desespero profundo, pensamento angustiantes e com a sua mente em caos, os criou apenas para que pudessem mata-lo, sendo que quando morresse, eles desapareceriam.

Portanto, ele sempre achava que era indigno de tal felicidade que parecia quase como uma ilusão, sendo que lutava, diariamente, para acreditar que era real. Ele tinha medo que tudo não passasse de um sonho e que quando acordasse, descobriria que permanecia condenado a viver eternamente só.

A lembrança que era o seu maior pesadelo, era quando realizaram a contradição final, quando ele era um amaldiçoado, ainda.

Apesar dela ser imune a maldição, ele amou ela demais e por causa desse forte amor, a maldição se tornou ainda mais poderosa, proporcional ao seu amor e ceifou a vida daquela que amou com toda a força do seu coração.

A recordação do corpo sem vida dela em seus braços o fazia sofrer. Ele experimentou a dor, a culpa e a desolação a um nível insuportável para muitos. Sua mente ficou ainda mais esmigalhada e o caos mental em que vivia foi ampliado.

Ele sai de seus pensamentos ao fitar a sua amada que dormia a sono alto ao seu lado. Faria tudo por ela e jurou que viveria em devoção, como uma forma de aplacar a dor e a culpa em seu coração por ela ter morrido a mais de um século atrás. Por mais que a amasse, não devia ter sido egoísta. Devia ter se afastado dela, para evitar que morresse. Mas, o seu coração não pensou dessa forma e permitiu o pequeno ato egoísta que fulminou na morte dela.

Ele passa a mão pela face dela, desejando ter certeza que era real, tudo o que vivenciava. Que ter certeza absoluta de que ela estava viva e bem ao seu lado. A respiração calma dela aplacava o seu coração. O calor dela era o seu balsamo. Daria o céu para ela, se a sua amada assim desejasse. Ele era cativo de bom grado dela e assim permaneceria. Ela era a sua rainha, o seu anjo, a sua deusa. Faria de tudo para que ela não sofresse mais. Daria a sua vida para salvá-la sem titubear, pois, não poderia viver sem ela.

Inclusive, as lágrimas de sua amada eram pior do que qualquer ferimento, pois, lhe feriam no coração e na alma. O sofrimento dela era o seu sofrimento.

Zeref desejava ter o poder de protegê-la do mundo, pois, com a sua vivência, sabia o quanto o mundo podia ser cruel e seu anjo não merecia conhecer o pior lado dos humanos que teve o desprazer de conhecer em suas viagens sem rumo, repletas de lamento de sua existência amaldiçoada, que o obrigava a viver na angustiante solidão.

Ele a beija no rosto. Um beijo suave, repleto de amor e adoração, para depois deitar na cama e abraça-la, desejando sentir o calor e o cheiro dela que eram o balsamo para a sua mente e alma que sofriam. Somente com ela encontrava a paz que tanto ansiava e mesmo naquele instante, a felicidade era indescritível. Desejava que fosse assim para sempre.

Porém, sabia que nada era para sempre e que em algum momento, o mundo os alcançaria. Pelo menos, desejava viver naquele Éden, longe de tudo e todos, aproveitando cada minuto como se fosse o último e com esse pensamento, ele adormece, suspirando, enquanto enterrava seu rosto nos cabelos sedosos dela, permitindo-se sonhar, sendo que somente conheceu os verdadeiros sonhos com ela, a sua meiga e adorada fada.

Longe dali, em algumas casas, Acnologia criou uma espécie de projeção astral dele, para estar nelas ao mesmo tempo, após ler a mente dos credores, descobrindo as ordens deles, após serem subjugados por Lucy.

Usando a sua magia, ele retira as esposas e filhos deles da casa, colocando-os fora da moradia, um pouco longe delas, enquanto que havia criado clones de magia ao pegar um fio de cabelo das esposas e dos filhos, os substituindo nas casas.

Os credores, subjugados, cumprem as ordens de Lucy, estuprando esposas e filhos, mesmo pequenos, amarrando-os por garantia, sem saberem que eram clones, para depois colocarem fogo na casa, sendo que saem do controle, minutos antes da estrutura fumegante cair em cima deles, os matando, enquanto gritavam de medo e desespero ao se recordarem dos estupros.

Nisso, ele sai do local, após as viaturas chegarem, enquanto que magos da água que faziam parte do corpo de bombeiros usavam magia da água para apagar o fogo, sendo que outros magos da água, dos bombeiros, modificavam os seus corpos para entrarem no ambiente, procurando sobreviventes.

Os médicos socorriam as mulheres e crianças desacordadas do lado de fora, comprovando que estavam em uma espécie de coma induzido, sendo que era leve, indicando que em breve despertariam.

Longe dali, no dia seguinte, os outros dragon slayers montaram grupos e cada um dos grupos pegaram missões, sendo que Gray, com Natsuki em sua cabeça e Yukiko, com Natsuko em sua cabeça eram os últimos e olhavam atentamente o quadro, até que Natsu, Lisanna e Wendy, seguidos de seus exeeds, se aproximam deles, os cumprimentando, para depois Natsu falar:

- Podemos pegar uma missão com vocês?

- Por mim, tudo bem. - Gray fala, arqueando o cenho - Pensei que iam pegar missões com os irmãos Strauss. Até porque, Lisanna precisa repor o tempo que ficaram longe.

- Sim. Era o nosso plano. Mas, nesse momento, Elf-nii está treinando o novo Beast soul dele, o Leviatã. Mira-nee o está ajudando. Por isso, vamos procurar alguma missão, para pegarmos experiência. O Jellal pode ir junto? - Lisanna pergunta com um sorriso gentil.

Nisso, Jellal aparece com a sua exeed no ombro, Hime, os cumprimentando, seguido de Wendy e Charl.

- Eu não vejo nenhum problema, Gray-kun. Mesmo a Wendy-chan pode ir conosco. - Yukiko comenta, sorrindo.

- Concordo. Será interessante. - o yukiryuu dragon slayer comenta com um sorriso - Bem, com tantos, vamos pegar uma missão que vai exigir bastante de nós.

- Com certeza. - Wendy comenta.

Nisso, Jellal pega uma missão e mostra para eles, falando:

- O que acham dessa? São um grupo de monstros imensos, liderados por um, maior ainda. Eles estão causando problemas em uma vila longe daqui e tem uma excelente recompensa.

Ele entrega para o grupo que analisa e consente.

Então, Gajeel e Levy se aproximam deles e a jovem pergunta:

- Podemos ir junto com vocês?

- Não vejo nenhum problema. - Gray comenta, sorrindo - parece que terá monstros imensos para tudo mundo.

Então, Jellal mostra o papel da missão a Makarov, que consente. Os dragon slayers se despedem de seus pais, que estão em uma mesa conversando, para depois saírem.

Alzak se aproxima do quadro, junto de Macao, Wakaba, Jet e Droy.

Então, Alzak comenta:

- É impressão minha, ou todas as missões envolvendo monstros imensos estão sumindo, rapidamente?

- Os dragon slayers pegaram as missões mais difíceis. Eles estão em treinamento e precisam de adversários a altura. - Igneel responde a pergunta dele, enquanto se servia de uma bebida fumegante.

Nisso, Alzak nota uma pilha ao lado do Makarov e questiona:

- São missões?

- Sim.

- Pensei que Hinya iria colocar no quadro.

- São missões envolvendo monstros e demônios. Ou seja, missões difíceis, quase missões Classe S. Estou reservando para os dragon slayers.

- Por que essa preferência?!

- Com exceção deles, somente Mirajane, Elfman, Mystogan, Cana e Gildartz poderiam dar conta dessas missões, sendo que os três últimos preferem outros tipos de missões. Mas, eu os avisei que estou reservando missões e se eles quiserem pegar, tudo bem. Inclusive, como devem se lembrar, Gildartz e sua filha pegaram a missão de vinte anos. Já, Mystogan, pegou uma missão de dez anos. Portanto, não vão voltar tão cedo para a guilda.

- Eu acho isso injusto, mestre.

- Há muitas missões mais fáceis que dão o mesmo valor que essas e outras, cuja recompensa é maior do que essas. Eu coloquei algumas que já foram pegas por eles e essas novas, irão ficar comigo. Não se preocupem com o valor. Há muitas fáceis, cujo valor das recompensas é maior do que essas ou igual. Injustiça seria eu dar as missões mais valiosas para eles em detrimento dos outros. No caso, eu peguei as mais difíceis, envolvendo monstros e demônios poderosos e imensos, não me baseando na recompensa e sim, na dificuldade. Ou seja, são missões extremamente difíceis.

Eles fazem juntas feias e passam a olhar as missões, enquanto que Makarov suspirava.

- Temos que agradecer por fazer isso. - Atlas Flame comenta.

- Considerando o perigo que o mundo corre, preciso fazer o máximo que consigo para garantir maiores chances do mundo ser salvo.

- Tomou uma sábia escolha, Makarov. - Eichiteki fala com um sorriso.

Makarov sorri e torna a ficar pensativo.

Yukiko, que havia avisado a Sting que não ia em uma missão, deixando o dragon slayer chateado, vai até a sua mãe dragoa e fala:

- Eu vou salvar uma estrela que não pode voltar ao céu, segundo o jii-chan Makarov.

- Com certeza, você conseguirá. Afinal, é a minha filha. - Kireihoshi fala maternalmente, para depois abraça-la.

- Aqui é o local da missão dele. Por favor, salve-o. - Makarov pede, enquanto entregava a localização para ela, que consente.

Então, ela se despede e sai, junto de sua exeed, Tsuki.

Longe dali, após alguns dias que o grupo de Gray partiu da vila para deter o grupo de monstros, eles voltaram, arrastando os mesmos para que pudessem provar a morte deles aos habitantes, sendo que eles haviam comido algumas partes.

O povo da vila ficou estarrecido ao ver que jovens magos conseguirem derrotar monstros imensos.

Após pegarem a recompensa, eles partem dali e após alguns dias, decidem parar na cidade vizinha, Onibas, em um bar frequentado por magos, para beberem algo.

Gray, Jellal, Gajeel e Natsu pedem algo alcóolico. Lisanna, Wendy, Levy e Yukiko pedem suco e os exeeds pedem leite. No caso de Yukiko, a bebida dela foi com bastante gelo, sendo o mesmo para o Fullbuster.

Então, eles ouvem uma voz masculina reclamando:

- Cadê a birita? Manda logo! Que saco!

Eles olham para uma mesa onde havia três magos e um deles comenta:

- Justo quando encontramos Lullaby, descobrimos o maldito selo.

- Não tenho a menor ideia de como quebra-lo.

- Falem baixo! Não precisam se exaltar. Posso cuidar disso sozinho. Voltem para a guilda.

- Kage-chan? Vai mesmo sozinho?

- Diga a Erigor-san que volto com a Lullaby em três dias.

Nisso, ele saí e depois os outros fazem o mesmo.

Após dez minutos, o grupo percebe que Levy começa a tremer e Gajeel pergunta preocupado, sendo que os demais compartilhavam da preocupação dele.

- Levy? O que aconteceu?