Notas da Autora
Makarov fica estarrecido quando descobre através de Mest, que...
Na guilda da Fairy Tail...
Na ilha do Sistema – R, Erza decide...
Hisenshi decide...
Yo!
Eu fiz uma homenagem a um personagem de livro/filme e o outro é um personagem de anime.
Tenham uma boa leitura. ^ ^
Capítulo 36 - A esperança de Hisenshi
Makarov fica surpreso ao ver que a feição dele voltou a ser de um membro do Conselho, olhando com arrogância para ele, para depois Mest sorrir, desfazendo a feição e perguntando:
- O que achou? Eu também posso manipular os meus sentimentos. Caso falem mal da minha guilda do coração, eu não vou demonstrar. Ao contrário, vou compartilhar da opinião deles.
- Excelente... Bem, o que quer me falar?
Nisso, Makarov ouve o que Mest fala, ficando estarrecido, para depois perguntar:
- É mesmo verdade esses boatos?
- Não sei... por enquanto, são apenas boatos. Mas, notei que Yajima-san tem estado bem nervoso, ultimamente.
- Entendo... Podem estar relacionados. – o mestre da guilda comenta pensativo.
- Eu acredito que sim. Bem... Eu tenho que voltar. Ninguém pode saber que estou em contato com o senhor. Assim que tiver mais informações, eu volto a falar com o senhor, nessa mesma hora e aqui nessa sala. Graças a minha magia, posso me teleportar até aqui, sem que ninguém me veja.
- Sim. Boa sorte. – ele fala sorrindo.
- Obrigado, mestre.
Antes que ele usasse o seu poder, Makarov pede:
- Poderia me fazer um favor?
- Sim. Qual, mestre?
- Se algo acontecer ao Conselho use os seus poderes para salvar Yajima. Por favor. Ele é um grande amigo meu e a única pessoa decente dentro do Conselho.
- Pode deixar. Também acredito que ele seja o único decente.
Sorrindo, ele consente com a cabeça, para depois se teleportar dali.
Dois dias depois, após anoitecer, Makarov está sentado no sofá e na sua frente está Mest, que fala com um rosto taciturno:
- Vim até aqui, mestre, pois, o Conselho descobriu atividade de magia negra em uma ilha.
- Magia negra? De Zeref?
- Talvez. O que importa é que toda a magia negra é proibida.
- Sim. Isso é fato.
- O Conselho pretende usar o Satélite Mágico: Etherion (衛星 魔法 陣 · エ ー テ リ オ ン Eisei Mahōjin: Ēterion), sobre sugestão da Conselheira Yamakawa.
- Mas, esse canhão, segundo o que me disse... – ele fala estupefato, não acreditando que o Conselho usaria uma das armas tidas como lendárias contra uma ilha.
- Isso mesmo. O poder destrutivo dele é absurdo. Eu ouvi sobre a existência de mais duas armas extremas que podem ser usadas e que foram criadas para intimidar outros reinos que desejassem invadir o reino de Fiore. Estou procurando investigar, discretamente, para conseguir mais informações sobre ela. Mesmo sobre esse canhão, só sei o seu poder. Ainda não sei como funciona.
- O canhão pode destruir uma área considerável de um continente... É uma arma extrema. É um absurdo usar tal arma em uma ilha. Irá gerar tsunamis violentos que irão destruir cidades litorâneas, matando inúmeras pessoas.
- Yajima-san está tentando, inutilmente, remover essa ideia do Conselho, mas, não está conseguindo.
- Que horror... – ele fala aterrorizado – Como eles podem querer usar uma arma tão perigosa?
- Seria bom termos o Lahar conosco. Ele tem mais acesso do que eu.
- Duvido que ele faria isso. Você disse que era um homem integro e justo, que nunca trairia o Conselho ou o que acredita.
- Eu acredito que há alguma podridão envolvendo os Conselheiros. Ainda não consegui reunir uma quantidade razoável de documentos que permitisse ter uma noção completa dessas sujidades. Acredito que se conseguir provas incontestáveis, transformando-as em um dossiê, poderia fazer Lahar me auxiliar. Afinal, ele possui fortes valores morais e de integridade. Acredite. Ele nunca compactuaria com sujidades ou qualquer irregularidade. Ele é muito íntegro.
- Você me contou sobre as suas suspeitas e se elas forem de fato, reais, o pior disso tudo é que não podemos fazer nada. Eles têm muitos contatos importantes e influência, que podem protegê-los de qualquer investigação.
- Sim. Mas, apesar de não podermos fazer nada, podemos usar a sujidade deles, para tornar Lahar nosso aliado. Pelo menos é o que eu espero.
- Você sabe que há a hipótese dele não se aliar e largar o Conselho? É difícil prever o que ele faria ao descobrir tais sujidades.
- Isso não iria intervir em minha situação atual. Tenho uma ficha demasiadamente respeitosa. Já fiz inúmeras missões.
- Entendo... Bem, podemos tentar. Tem a minha aprovação.
- Obrigado, mestre. Vou colocar em prática após reunir vários documentos para convencer Lahar. Ainda é cedo.
Ele se levanta e após se despedir, se teleporta magicamente até o seu apartamento.
No dia seguinte, os dragões estavam nas mesas, tomando alguma bebida ou beliscando algo com os seus companheiros, enquanto que as crias dele escolhiam missões, sendo que Jellal inclinou o pedido para se juntar aos grupos, pois, havia prometido mostrar o fundo do oceano para a sua amiga, Hime, que estava ansiosa para observar as diferenças daquela parte do oceano. A sua mãe a avó iria acompanha-los.
Além disso, era imprescindível que Jellal confirmasse o seu título de príncipe da água naquela parte do oceano. Mizuko iria apresenta-lo como seu filho, obtendo assim a submissão dos seres marinhos. Inclusive, havia uma comunidade de sereias e tritões não muito longe da costa, que ele precisava conhecer, sendo que a exeed estava animada para vê-las pessoalmente.
Os outros exeeds e os demais dragon slayers também queriam ver, assim como Yukiko, com ele prometendo que levaria os demais na próxima vez, quando se apresentasse formalmente a aquela parte do oceano.
Minerva também havia declinado o pedido de se juntar a um grupo, pois, precisava se apresentar a natureza daquela região, juntamente com o seu pai e avô. Era essencial, uma vez que estava vivendo naquela região. Seu amigo, Yue, iria acompanha-la.
Os casais dragões estavam unidos em mesas, sendo que eles se abraçavam e beijavam, como senão houvesse um amanhã, com exceção de Kibaryuu que olhava com adoração Wendy, sorrindo, quando a via feliz, ao comentar algo com os amigos.
Kireihoshi que estava em uma mesa a parte, tomando uma bebida, via os casais e comenta, sentindo inveja por eles terem encontrado os seus companheiros e ela, não:
- Vão para a caverna namorar!
- Não precisa ficar mal humorada. Um dia, vai encontrar aquele que tem a ligação verdadeira com você. – Metallicana comenta, enquanto era abraçada por Weisslogia.
- Isso mesmo. Não precisa ficar assim. – Grandenee fala, abraçando ainda mais Igneel.
- Veja. Nós demoramos séculos. Mas, enfim, ficamos juntos. – Eichiteki fala bondosamente, abraçado a Ryuuzaki.
Os demais dragões colocam a mão no rosto, gemendo, sendo que o dragão mais velho não compreende o que falou de errado, ao olhar o rosto dos outros dragões, até que vê Kireihoshi ficando deprimida, com a cabeça deitada na mesa, fazendo círculos com o dedo no tampão da mesma, enquanto suspirava pesadamente, imaginando quantos séculos demoraria em encontrar a sua alma gêmea.
Enfim, o casal mais velho percebe e ficam com gotas na cabeça, percebendo que não deveriam ter falado que demoraria séculos.
- Por que vocês tem que ir para uma caverna para namorar?
O sangue dos dragões gelam nas suas veias, quando Lisanna pergunta inocentemente, sendo o mesmo para Wendy, Kinana, Flare e Yukiko, que o olham curiosamente, sendo que ouviram eles, assim como a jovem Strauss.
- É que namorar dá sono, sabe? – Igneel fala sem graça.
- Quando o Kibaryuu namora comigo, não fico com sono. – Wendy comenta inocentemente.
- É a mesma coisa com o Natsu e comigo. – Lisanna inclina a cabeça, confusa.
- Igual a quando namoro o Eric. – Kinana fala pensativa – Não me lembro de sentirmos sono.
- É que somos dragões. Por isso. – Hanashi fala com uma gota na cabeça.
- Hanashi-san está certa. Eles são dragões. Com o Fukaimori-kun é a mesma coisa. A caverna é a melhor forma de restaurar as forças deles. – Juvia fala corada, com um sorriso gentil, com os dragões a agradecendo com o olhar.
Então, para alívio dos dragões e de Juvia, as jovens concordam com a explicação, para depois se juntarem aos seus grupos, sendo que o líder de cada um deles apresentava as missões que iriam pegar, sendo que Jellal estava pensativo, pois, estava ansioso para saber quando encontraria aquela predestinada a ele. A sua amiga exeed Hime também desejava ter um namorado, sendo que sempre corava ao imaginar um galante cavaleiro.
Afinal, ela adorava os contos de cavaleiros e de donzelas em perigo.
Na ilha do Sistema - R, Hisenshi dormia.
Afinal, por causa dos ferimentos e da magia arcana complexa realizada contra ele, o mesmo não tinha forças e sua magia estava precária, dificultando a saída da ilha, sendo acrescentando o fato de que a ameaça velada em relação a sua cria e aos demais inocentes daquele lugar, o fazia ficar obediente e isso o deixava irado.
Naquele instante, ele estava sonhando, novamente, com um local repleto de neve, sendo possível ver as suas patinhas afundando na neve fofa, identificando que era apenas um filhote. Podia sentir o frio congelante contra o seu corpinho, enquanto olhava em volta e via apenas árvores cobertas de neve, assim como rochas, além do silêncio que era quebrado por alguém falando, sendo que não conseguia se recordar e muito menos olhar na direção de onde o som vinha.
Não compreendia, também, os sentimentos que surgiam nele, além de sentir extrema confiança na voz que ouvia, para depois outro som surgir na sua frente, percebendo que era um vulto distorcido e quando tenta olhar na direção do outro som, ele desperta.
Hisenshi suava e muito, conforme se recordava do sonho, questionando se era mesmo um sonho, apesar de parecer um, estranhando o fato que tal sonho o perseguia desde que era filhote, sendo que no íntimo sabia que o ser que estava ao seu lado não era aquele que lhe criou como neto. Era uma sensação desconcertante, que o deixava ainda mais confuso, sobre a identidade daqueles que apareciam em seu sonho.
De fato, havia sido encontrado sozinho na neve, encolhido embaixo de uma árvore, por um dragão branco idoso, com um corpo esguio, sendo que era peludo e tinha orelhas grandes, além de um focinho.
Ele possuía um coração nobre e gentil, que se apiedou dele e o levou da floresta, o criando como se fosse um neto. Seu nome era Falcon e era conhecido como um dos dragões mais sábios que tinha, sendo que era um amigo de infância de Eichiteki.
Quando o levou para casa, a companheira dele, que também possuía um coração gentil e amável, sendo conhecida como uma das dragoas mais sábias de Dragon land, o acolheu como um neto querido.
Ela era rosa, sendo uma cor incomum a um dragão, assim como tinha um focinho felino e chifres pretos. O seu nome era Magnadramon.
O casal criou ele como se fosse um neto deles, dando-lhe amor e carinho, não se importando se ele não tinha magia elemental e inclusive, falaram que iriam apoiar ele, incondicionalmente.
Uma lágrima escorreu de seu focinho ao se lembrar do amor que recebeu do casal que via como avós, com eles falando que ele era neto do coração.
Ele agradecia o fato de que o amável casal não estava vendo a sua queda, pois, sentia vergonha de si mesmo, por ter sido um tolo e que por causa disso, pagou um preço amargo.
Hisenshi se lembra de que quando encontrou Falcon, sendo que na época só sabia o seu nome e nada mais. Inclusive, ele e a esposa haviam falado que podiam sentir um selo em suas memórias que nunca conseguiram desbloquear.
Segundo eles, era poderosa demais e quem fez isso, tinha um poder imenso. Mas, esperavam que com o tempo o selo enfraquecesse, conforme as lembranças, que eram provavelmente os sonhos que ele tinha, podiam ajudar a romper esse selo.
Então, ele sai de seus pensamentos e apura a sua audição, ao capitar sons de cadeira, acreditando que a sua cria estava começando a reunião com todos que estavam na ilha, enquanto suspirava deprimido, pois, cada vez mais, se aproximava o dia que ele mais temia.
Em um salão enorme na parte de baixo da torre, várias pessoas se reuniram, sendo visível em uma elegante poltrona almofadada, Erza, a miko escarlate, acompanha de seu fiel amigo, Knight, um gato falante com asas que se destacava por cauda da armadura que usava, sendo que adorava os contos sobre cavaleiros e donzelas em perigo.
Após alguns minutos, a miko escarlate se levanta e fala:
- Meus amigos e amigas! Enfim, terminamos a Construção da Torre do Paraíso! Não teríamos conseguido sem a ajuda de todos vocês. Juntos, tornaremos realidade os nossos sonhos de rever os nossos entes queridos, vivos, novamente!
Nisso, ocorre uma comemoração imensa, sendo que Knight, o exeed dela, voava ao seu lado, sorrindo emocionado ao saber que o sonho de sua amiga se realizaria em breve.
Então, ela ergue a mão e todos se silenciam, para depois Erza falar:
- Em alguns dias faremos alguns testes, para nos certificarmos que todos os sistemas estão em funcionamento. Também iremos conferir se há uma quantidade de criminosos, suficientes, para usarmos como sacrifícios. Portanto, hoje vamos comemorar!
Então, todos começam a comemorar, enquanto a miko escarlate olhava todos, sendo que sorria e muito, ao imaginar os seus amados pais vivos, embora estranhasse o fato de que o sistema não parecia ter poder suficiente para realizar tal procedimento complexo. Isso era algo que a deixava ressabiada, enquanto analisava todo o sistema.
Em um canto da sala, Higurashi sorria malignamente ao perceber que o seu plano em breve seria concretizado, enquanto agradecia o fato dos humanos serem facilmente manipulados. Ainda mais, quando era usado os sentimentos deles.
De fato, achava que os humanos eram criaturas absurdamente patéticas e que a extinção deles em Dragon Land foi algo excelente. Foi bom para a dimensão ter se livrado dessa escória ao ver dela.
Ela havia notado que Erza estava suspeitando do sistema, de certa forma, sendo algo que ficou forte nos últimos anos, sabendo que a mesma não desconfiava de que o sistema precisaria de um intenso poder mágico para funcionar, somente sendo possível encontrar uma única fonte para isso, através dos humanos e que o sistema somente podia trazer uma pessoa de volta a vida e não várias, como ela e os demais acreditavam.
Confessava que estava curiosa para saber qual seria a reação dela e dos demais, ao descobrirem que foram enganados. Frente a essa visão, Higurashi se deleitou, pois, imaginava o desespero e terror no rosto deles.
No lado de fora, Hisenshi ouviu perfeitamente o que a sua cria falava e sentia uma angústia imensa, pois, quando fosse confirmado que estava operacional, seria a sentença de todos.
Portanto, em um último recurso, usou um pouco da magia que conseguiu acumular por anos e enviou pelo oceano em forma de uma onda de poder, propagada pela água, ao usar uma magia arcana, orando para que a rainha ou a princesa das águas, capitasse a magia arcana, identificando a origem, além da mesma, conter uma mensagem, sendo que o método somente permitia mensagens curtas.
Ele havia reservado uma grande parte do poder que reuniu para usar em um último recurso, caso as piores previsões se tornassem realidade.
