Notas da Autora

As batalhas continuam...

Capítulo 41 - As aparências enganam

Ele vê uma mulher de cabelos loiros, usando uma roupa que podia ser considerada fashion, com a mesma olhando para a torre, murmurando:

- Quem diria que já está sendo absorvida a magia deles. Talvez nem precisaremos usar o Eisei Mahōjin : Ēterion (衛星魔法陣・エーテリオン).

- Quem é você? Por acaso, foi você que me salvou? - o godslayer pergunta, enquanto lidava com a dor extrema da amputação de seus dois braços.

- Eu me chamo Chloé Bonsour e sou uma dragoa de Dragon Land. Eu o salvei, pois, preciso de você vivo, por enquanto.

- O quê?!

- Sinta-se honrado. Seus poderes serão usados para ressuscitar o lendário Deus dragão supremo da destruição. Já temos a água divina. Precisamos agora do vento e você possui o vento dos Deuses. Eu fui incumbida de reunir todos os elementos de origem divina e quero cumprir com exatidão as minhas ordens, para o meu amado Acnologia-sama. Quero ser a sua favorita. - ela fala sonhadora.

Antes que o godslayer pudesse tentar fugir, debilmente, ela estende uma lacrima especial e murmura algumas palavras, com o mesmo sendo amordaçado.

Willian sente o seu poder sendo arrancado, brutalmente, como se a sua pele fosse arrancada da carne, sentindo que era rasgado, enquanto que a mordaça o impedia de gritar alto pela dor indescritível, que sentia ao mesmo tempo em que ficava aterrorizado pelo fato de que não havia morrido, ainda. A sessão dura cinco minutos, até ela extrair todo o poder do Deus do vento, dele.

O mago das trevas, caí no chão, de boco, com os olhos sem vida, arregalados, com a mordaça desparecendo com um estalar de dedos da dragoa, com a mesma se afastando do local, com um imenso sorriso no rosto.

Ao mesmo tempo, em outro local, Jellal chegava em uma espécie de câmara e ao se aproximar do centro, surgem inúmeras chamas e na parte mais afastada, surge um mago com roupas contendo estampas de chamas e ao se aproximar de Jellal, que estreitava os olhos quando ele chegou perto, o mesmo fala:

- O que achou da minha recepção flamejante?

- Patética. Você chama isso de fogo? - ele fala friamente - Esse fogo não é nada, perto das chamas de um dragão de fogo.

O mago fica surpreso, para depois falar, quando um jato de chama irrompe ao lado de Jellal, que sequer pisca, como se o jato de chama não fosse nada.

- Pelo visto, não poderei me divertir com você. Sabe, eu amo as chamas. Eu me excito só de vê-las.

- Então, é um piromaníaco.

Ele fala desgostoso, pois, a seu ver, a paixão doentia deles pelo fogo, podiam causar vítimas inocentes, além de destruir propriedades.

- Mas, o meu prazer só aumenta quando coloco pessoas, amarradas para queimarem vivas. O sofrimento delas e o desespero é simplesmente maravilhoso. É tão excitante.

Jellal fica estarrecido, frente a monstruosidade e igual perversidade que ele descrevia a sua frente, conforme praticava tais crimes hediondos.

Os piromaníacos já eram monstruosos, pois, a sua paixão doentia pelo fogo o levavam a praticar incêndios, que além de destruir a propriedade alheia, poderiam matar ou ferir gravemente as pessoas.

No caso dele, a sua monstruosidade e crueldade não tinha fim, ao colocar inocentes para queimarem vivos, enquanto os observava. Era um pensamento simplesmente monstruoso e isso enfureceu Jellal.

O sorriso do mago das trevas titubeia conforme ouvia rosnados ensurdecedores vindos de Jellal e inconscientemente, ele recua um passo, até que seca o suor da testa e ignora a forte sensação de medo que ameaçava toma-lo, até que fala, após secar com o seu braço, o suor frio em seu rosto.

- Você parece ser durão. Vou usar a minha técnica mais poderosa!

Ele se concentra e surgem círculos mágicos em ambas as mãos dele, para depois juntá-las, sobrepondo os dois círculos mágicos, enquanto exclamava, com o ataque sendo potencializado:

- Man-eating flames (Chamas devoradores de homens)!

Chamas intensas surgem, gerando uma barreira de chamas em volta de Jellal, sendo que elas ascendiam para o alto, enquanto as labaredas pareciam dançar de forma perigosa, como se de fato desejassem atacar a pessoa dentro da barreira, conforme subiam, até que se juntam no alto.

Jellal está cabisbaixo, torcendo os punhos, sendo que o seu corpo tremia de nervoso. O mago das trevas pensou, erroneamente, que o tremor dele era pelo medo e o mago das trevas fala com a voz excitada:

- Será formado um domo de chamas que vai queimar você vivo. Com certeza, quando elas queimarem a sua pele, você vai gritar!

- Seu bastardo!

Jellal exclama irado, enquanto uma torrente de água surge de vários círculos mágicos em torno dele, apagando instantaneamente as chamas, com o mago das trevas ficando estarrecido, conforme a água apagava as chamas da sala, sendo que a água se acumulou atrás de Jellal, até que ascendeu para o alto, formando uma espécie de pescoço e cabeça de dragão que rodeou o dragon slayer. O vilão ficou abismado com o controle da água do mago a sua frente.

- Você conhecerá a irá de um dragon slayer! Irei vingar os inocentes que você matou!

O mago podia jurar que viu um dragão azul imenso e feroz atrás de Jellal, como se fosse uma áurea que ganhou a aparência de um dragão feroz e ele podia jurar que ouviu rosnados ensurdecedores oriundos da água.

Ele aponta para o homem e a espécie de pescoço e cabeça, na forma de um dragão, avança no mesmo, que inutilmente usa as suas chamas, que são eliminadas, sumariamente e quando tenta fugir, é pego pela água, sendo aprisionado em um vórtice opressor de água, com a sala ficando submersa, com a água não saindo pelas janelas.

As correntes ascendentes que circundam o corpo do mago passam a se assemelhar a lâminas cortantes de água que retalham a pele do mesmo, tingindo a água em volta do mago de sangue, até que a técnica cessa, com a água do local saindo por uma pequena janela, juntamente com o sangue do mago, até que o mesmo cai de boco no chão, de barriga para baixo, com a pele completamente retalhada.

Jellal fala, conforme saía do local, com o mago agonizando pelas dores lacerantes e indescritíveis:

- As lâminas cortaram os seus tendões. Você não poderá andar ou mexer os braços. Eu contive o seu sangramento com a força da água, para que não morresse pela perda de sangue. Graças a isso, o sangue nos cortes coagulou. Você não merece morrer e sim, sofrer pelo resto de sua vida, patética, preso em seu próprio corpo. Agora irá sofrer com essas dores lacerantes, também.

Então, ele sai da sala, deixando um mago das trevas agonizante, enquanto Jellal percebia que o poder de ambos parecia ter sido absorvido, justificando assim o fato de que a estrutura havia aguentado a sua magia.

Não muito longe dali, Levy chega até um quarto e desvia do ataque de uma lança de água que se desfaz, sendo que pelo olfato, encontra o responsável, que estava oculto nas sombras.

- Vejo que é um mago das trevas.

- Isso mesmo. Sou Walter e sou um mago que usa a água.

- Você cheira a sangue. – Levy fala, torcendo os punhos, enquanto estreitava os olhos.

- Eu gosto de retalhar as pessoas usando as minhas lâminas. Vê-las implorando por suas vidas patéticas é tão excitante.

- Seu bastardo! – ela começava a rosnar, enquanto sentia a sua raiva aumentar, gradativamente.

- Prefiro mulheres com um corpo bem generoso. Estou deprimido ao ver que irei enfrentar uma tábua, praticamente falando. Fala sério. Não posso sequer me divertir, retalhando você.

- Do que me chamou? – ela estava cabisbaixa.

- De tábua, sua surda. Senão fosse o cabelo e o rosto, acharia que era um homem.

Então, ele ouve rosnados violentos dela, sendo que sente o sangue gelar, enquanto tentava compreender o que ela era, com ele secando o suor em seu rosto com o dorso do braço, até que decide atacar, concentrando a sua magia, exclamando, ao surgir um círculo mágico:

- Uzu no Ketsueki (渦の血液 - Turbilhão de sangue)!

Um turbilhão formado por lâminas finas de água avança contra Levy, que exclama:

- Dragon force! Donmaid (ドンマイヂ) Armor!

Surge uma armadura de donmaid, sendo que nos seus punhos, surgiam garras do mesmo material, que cobria as suas garras, enquanto um par de asas brotava dela, ao mesmo tempo em que os seus rosnados aumentavam cada vez mais.

Com um movimento de suas garras, ela corta o turbilhão, exclamando:

- Donmaidryuu no Kagizume (ドンマイヂ雪の鉤爪 - Garras do dragão de Donmaid)!

O mago da guilda das trevas está estarrecido, sendo que, inconscientemente, recua para trás, enquanto Levy caminhava em direção a ele, com o rosto abaixado:

- Do que me chamou mesmo? Foi de tábua, né? – ela pergunta friamente.

O mago das trevas tenta fugir, desesperado, quando surge uma barreira de donmaid nas portas e janelas o prendendo na sala, com ele ficando desesperado.

Então, tudo o que se ouve da sala são os gritos de terror e de dor do mago, enquanto as paredes eram tingidas de carmesim.

Ao mesmo tempo, próximo dali, Wendy chega até uma espécie de porão e então, ouve um som absurdamente alto, ainda mais para ela, que era uma dragon slayer, até que concentra a sua magia e exclama, surgindo círculos mágicos:

- Jōtai Ijō Taisei Enchanto Rirēze (状態異常耐性付加リレーゼ – Condições anômalas Resistência adicional – Reerguer) !

Com isso, ela consegue poupar a sua audição, enquanto procurava a origem do som, avistando um homem com maquiagem branca, cabelos negros compridos, uma tatuagem de Skeelton no tórax e usando roupas negras de rockeiro, identificando a origem do som, que era oriunda da guitarra e passou a julgar que ele, provavelmente, usava o som como seu ataque primário, conforme o analisava, sendo que aprendeu a analisar o seu oponente e era isso que ela fazia, naquele momento, após conseguir lidar com o som extremamente alto em forma de ondas, pelo que pode sentir pelo deslocamento de ar.

O mesmo grita junto com o som, até que exclama com um sorriso insano:

- Show ao vivo do Inferno! Destruir!

- Então, é um dos magos das trevas contratado para atacar os invasores? – ela pergunta em tom de confirmação.

- Sim. Sou Dokurokai, da Guilda dos Assassinos! Faço parte da Trindade do Corvo! Vidaldus Talka, eu mesmo! Rock You!

Então, o cabelo dele fica maior e os fios agem como chicotes, sendo que Wendy desvia facilmente de todos, com o mago das trevas ficando surpreso ao ver que ela lidava facilmente com o seu ataque.

- Eu achei incrível o fato de você desviar facilmente do meu ataque. Pensei que era somente uma fedelha.

- Me chamo Wendy Marvell e sou uma dragon slayer. Eu treinei com oponentes mais poderosos do que você. Na verdade, você não passaria de mera poeira perto deles. – ela ia falar dragões, mas, se lembra da recomendação de seus pais.

- Interessante... dragon slayer. Acho que nunca tive uma escrava desse tipo.

- Escrava? O que é escrava? – Wendy está confusa com o termo que usou, pois, nunca ouviu antes.

O mago das trevas gargalha de forma ensandecida e fala descrente:

- Como pode ser tão inocente? Isso só me deixa com mais vontade de corromper! – ele passa a olhar maliciosamente para ela, pegando a sua guitarra – Eu já decidi. Você será meu súcubo!

- Súcubo? – ela percebe que ele pegou a guitarra.

Então, concentra os seus poderes, gerando uma corrente de vento em torno de si, sendo que o mago não percebeu, por estar demasiadamente ansioso para transformá-la em uma súcubo.

- Rock of Succubus!

A guitarra começa a emanar ondas de som roxas em direção a jovem, que compreende como um ataque, fazendo surgir círculos mágicos, aumentando o forte vento que a rodeava, usando os mesmos como um escudo, deixando o mago das trevas aturdido.

- Como isso é possível! Minhas ondas de som não conseguem influenciá-la!

- Seus ataques primários usam o som. O som desloca o ar enquanto se propaga. Eu manipulo o ar a minha volta. Portanto, o som, ou seja, os seus poderes primários são inúteis, perante uma dragon slayer dos céus. – ela fala concentrando ainda mais os seus poderes, formando um turbilhão de vento em cada braço dela, para depois juntá-los, enquanto exclamava – Tome isso! - Tenryuu no Yokugeki (天龍 の 翼 撃 – asas cortantes do dragão dos céus)!

- Não! – o mago das trevas exclama, enquanto é atingido em cheio pelo ataque de Wendy.

Ele é preso em uma espécie de tufão extremamente violento, cujos ventos cortavam a pele dele, devido a violência, o atirando para o alto, fazendo ele se chocar violentamente contra o teto, para depois cair com intrépido no chão, levantando uma densa nuvem de poeira, enquanto formava uma pequena cratera.

Ele sentia a maior parte dos seus ossos quebrados e golfava sangue, enquanto observava aterrorizado a jovem se aproximando, sendo que achava era assustadora.

Wendy quebra a guitarra dele e fala, se aproximando:

- Se não fosse malvado, eu curaria você. Eu não sabia que você era tão fraco. Bem, eu preciso treinar mais, para controlar mais os meus poderes.

Então, ela se afasta, enquanto o mago ficava aliviado, sendo que orava para nunca encontra-la novamente. O poder dela era simplesmente aterrorizante.