Notas da Autora
Os dragon slayers ficam estarrecidos, quando...
Capítulo 43 - Satélite Mágico Etherion
Antes de ficar inconsciente, fica surpresa ao ver Yukino, com asas, sem qualquer ferimento e ao olhar mais atentamente as asas por dentro, parecia que havia um céu escuro com inúmeras estrelas.
Yukino fala, sentindo pena de sua oponente:
- Dragões estrelares não são afetados por magias estrelares. Essas minhas asas são de dragão. Inclusive, podemos nos alimentar de ataques estrelares. Eu me alimentei do seu ataque estrelar. Nós somos mestres das estrelas. Eu sou a última adversária que desejaria enfrentar, já que sou imune a sua magia.
- E é maga celestial... um dragão que pode se alimentar de estrelas. Chega a ser uma dualidade.
Ela fala, antes de mergulhar na inconsciência, sendo que Yukino suspira e fala:
- As estrelas são as minhas amigas e nunca iria devora-las. Apenas aceitei devorar as estrelas que você criou com a sua magia. As chaves são a minha família e eu amo os seirens. Nunca iria feri-los e a minha mãe também, não.
Então, ela se retira, após desfazer a dragon force, sendo que estranha o fato da estrutura no entorno delas não ter entrado em colapso com o ataque.
Na ilha do Sistema R, a jovem Flare passava por um Tori, um portal japonês, sendo que havia pétalas de cerejeira no ar. Ela para ao avistar alguém se aproximando, sendo que usava cabelos rosa e um kimono comprido branco, aberto na parte do ombro e portava uma katana nas mãos, além de usar getas, que eram chinelos de madeira altos, nos pés.
Ela para e se apresenta:
- Me chamo Ikaruga. Quem é você, jovem?
- Me chamo Flare Corona.
- Você foi muito azarada em me encontrar, criança. Eu pertenço a uma guilda de assassinos e sempre mato os meus oponentes, não importando a idade, pois, não há nada que eu não possa cortar.
Flare concentra os seus poderes, transformando o seu corpo em chamas ao exclamar:
- Dragon Force!
Então, Ikaruga fala, sorrindo de canto:
- Esse truque não vai funcionar comigo.
Ela move a espada em um movimento transversal e debaixo de Flare surge um X, fazendo cortes se propagarem, atravessando o corpo da dragon slayer, que pergunta:
- O que foi isso?
- A essência da minha espada, a Mugetsu Ryuu. Rompi os seus nervos, sem cortar a sua pele e roupas.
Para espanto da maga, a jovem se mexe livremente, com Ikaruga perguntando, estarrecida:
- Como isso é possível? O meu corte foi perfeito.
- Isso não é um truque. O meu corpo se tornou feito de chamas. Não é algo sólido, embora eu possa golpear os meus oponentes, além de queimá-los, se eu desejar. Essa é a habilidade de um dos meus tou-chans, o dragão, Atlas Flame, que possui um corpo puramente feito de chamas. Além disso, acho que por ter tornado o meu corpo como de dragão, a sua espada não consegue romper tendões de dragões, pelo visto.
- Dragões? Como assim? Eles são apenas uma lenda.
- Não são uma lenda. Eles existiram e ainda existem nesse mundo. Eu sou uma dragon slayer. Ou seja, sou uma humana, cujo corpo foi transformado em um de dragão, ao ganhar ossos e órgãos de dragões.
- Impossível!
A maga, descrente, começa a lançar inúmeros ataques contra Flare, sendo que sente que as lâminas não conseguem cortar nada, conforme passavam pelas chamas da jovem, que fala:
- Senão parar com isso, perderá a espada. As chamas que recebi do tou-chan Atlas Flame, são muito intensas e a sua espada é feita de metal. Fogo e metal não é uma boa combinação, para o metal, claro. Além disso, pode se machucar.
- Cale-se! Não vou parar até cortá-la, fedelha! Não posso aceitar que exista algo que a minha espada não possa cortar!
Então, após alguns minutos, a lâmina fica tão aquecida que derrete, caindo no chão, enquanto as mãos da maga ficaram com queimaduras de terceiro grau, em virtude do metal derretido, com a mesma sentindo que não conseguiria mexer as mãos. Havia perdido os movimentos, sendo que começa a gritar de dor, enquanto se contorcia, não conseguindo mexer os dedos.
- Eu disse. – Flare fala, sentindo pena da sua oponente – Acredito que fez queimaduras de terceiro grau. Elas atingem além dos músculos, os ossos.
Então, se vira para sair, quando Ikaruga, transtornada, tenta golpear a dragon slayer, devido a sua ira pela humilhação de perder para uma fedelha, que sequer levantou o punho para lutar contra ela.
Flare vê o punho de Ikaruga a atravessando, sendo que se vira e fala, com o braço percorrendo o lado do corpo ainda em chamas de Flare:
- Por que fez isso? – a jovem dragon slayer pergunta estarrecida – Pare com isso.
Então, o corpo da maga das trevas é envolvida em chamas ferozes, assim como o seu braço, fazendo-a gritar em dor, pois, cega pela raiva, não pensou nas consequências de golpear chamas intensas.
Rapidamente, Flare a joga na água, já que não podia engolir as suas próprias chamas, pois, faziam parte dela e embora soubesse que não era bom o corpo dela cair na água por estar com queimaduras tão severas, não teve escolha.
A maga das trevas cai e depois, usando as suas asas flamejantes, Flare se prepara para pegar a maga, sendo que se quisesse, as suas chamas não queimavam ninguém, assim como era com o corpo em chamas de seu pai dragão.
A dragon slayer tira a maga com queimaduras violentas, sendo que havia desmaiada pela dor intensa, embora Flare acreditasse que ela entrou em coma pela dor intensa e ferimentos.
Deixando a maga em um canto, desfazendo em seguida a dragon force, ela avança para a próxima sala.
Na ponta da torre, Higurashi recitava palavras arcanas, fazendo surgir letras ilegíveis em cima de uma lacrima que possuía um formato estranho.
Enquanto isso, longe dali, no Conselho, ocorria uma reunião sobre o uso do satélite e graças a magia arcana de subjugação de Yamakawa, todos votaram a favor do canhão, menos Yajima, que olhava pesaroso o canhão sendo acionado, para depois olhar com raiva para a dragoa na forma humana, que sorria altivamente, somente esperando o momento certo para matar Yajima.
- Satélite Mágico: Etherion, ativado.
Yajima suspira pesadamente, enquanto se sentia mal por não ter conseguido impedir o uso da arma, ao mesmo tempo que não sabia sobre a podridão que cercava os outros Conselheiros e que ele era o único decente naquele antro de sordidez.
Na ilha Rakuen no To, Yukiko, que havia ficado do lado de fora da torre, assume a sua forma verdadeira, de uma dragoa das neves e voa em direção aos círculos no alto, que brilham para lançar o ataque, revelando assim a localização do satélite mágico.
Quando voava em direção a eles, recebe um forte golpe lateral, proveniente de uma caudada de Chloé, que a atira com violência para o oceano, com a mesma afundando, até que recobra a consciência, voltando para a superfície.
Quando ela volta para a superfície, novamente é atacada, sendo pega no pescoço pelas mandíbulas forte de um dragão adulto, que a arremessa com violência contra o chão.
A jovem dragoa se debate, com a sua pele sendo rasgada pelas presas de sua inimiga, ate que Yukiko consegue se livrar da mordida ao balançar a sua cauda como se fosse um chicote, acertando violentamente a dragoa em seu flanco direito, com o porrete que tinha na ponta da cauda, sendo possível ouvir o som de ossos sendo quebrados pelo impacto, com a dragoa rugindo de dor, pois, havia se esquecido de que a ponta da cauda de um dragão da neve podia ser mais perigosa do que a própria mandíbula do mesmo, devido a capacidade de quebrar ossos de dragões e mesmo sendo jovem, ainda, a ponta já estava endurecida o suficiente para provocar danos, mesmo em um dragão adulto.
Como Yukiko pertencia a uma raça de dragão praticamente extinta, sendo que acreditava que a dragoa a sua frente era a única remanescente dessa raça, Chloé havia se esquecido do detalhe da cauda, que era impar.
Se refazendo da dor do golpe, ela avança para morder Yukiko novamente, que sangrava pelo ferimento no pescoço e ainda lutava para se levantar.
Então, a jovem dragoa concentra um ar extremamente frio em torno dela e os seus pelos se tornam duros como diamante.
Portanto, quando Chloé tenta mordê-la uma segunda fez, descobre que as suas presas se chocaram contra algo duro e esse é o tempo necessário para Yukiko, abrir as suas mandíbulas e disparar uma rajada de neve, com cristais de gelos cortantes em direção a dragoa adulta, que é atingida em cheio, recebendo vários ferimentos, enquanto era empurrada para trás, pois, foi pega de surpresa.
Com dificuldade, Yukiko se ergue e avança, voando, com as garras contra a dragoa adulta que alça voo, escapando do ataque, para depois começar a concentrar magia arcana, recitando palavras, até que uma caudada a desconcentra, a atirando para o lado, sendo que era Hisenshi, que exclama arfante:
- Não vou permitir que machuque a Yukiko-sama!
- Um dragão moribundo como você? – Chloé pergunta em tom de escárnio – Que piada. Não sabia que era humorista.
Então, uma voz masculina, irada, é ouvida atrás de Chloé:
- Dragon force! Yukiryuu no Yoroi Saikou! Yukiryuu no Kagizume (雪竜の鉤爪 – Garras do dragão da neve)!
Gray, irado ao ver o ferimento em Yukiko, enquanto que se culpava por deixa-la sozinha, concentra a sua magia, sendo que havia voado no ar.
Afinal, ao ver Yukiko sendo atacada, a ira de Gray se intensificou, ao ponto da temperatura em torno dele cair inúmeros graus, habilitando a armadura de gelo.
Os punhos, agora cobertos com garras de gelo brilham e uma névoa sai deles, para depois ele golpear a dragoa, que pega de surpresa, é atingida em cheio, sendo que provoca cortes na pele de Chloé, que fica irada, para depois falar, cinicamente:
- Vejo que o guardião dela, apareceu. Mas, saiba que um mísero dragon slayer como você, não pode me derrotar, mesmo recebendo o poder adicional, por ser um Guardião!
Ela abre as mandíbulas imensas, lançando um ataque enorme em forma de uma esfera de energia negra contra Gay, cuja ira ainda não havia abaixado, sendo que surge em suas mãos a espada de gelo, mais dura do que o próprio diamante e o dragon slayer exclama:
- Koori no Kibaryuu!
Ele faz um único movimento vertical e a esfera é cortada em dois, com ambas as metades explodindo ao lado dele, que agiu como senão tivesse acontecido duas explosões distintas, ao lado dele, enquanto avança contra a dragoa.
Enquanto isso, Yukiko abre as suas asas e se dirige até os círculos mágicos no céu, ignorando a dor em seu pescoço, pelos cortes feitos pelas presas da oponente.
Porém, é tarde demais.
Chloé gargalha malignamente, enquanto a rajada de poder atinge a torre, gerando um brilho intenso e igualmente ofuscante.
Na ilha, todos sentem uma pressão mágica imensa, quando o canhão acerta a Torre, enquanto que os dragon slayers olhavam estarrecidos para o disparo do canhão.
Na praia, as pessoas assistiram, horrorizadas, o canhão sendo disparado, através de círculos mágicos.
- Não!
Hisenshi exclama aterrorizado, pois, não havia terminado de recitar a magia arcana, pois, ao ver Yukiko sendo atacada, ele parou para defendê-la e se sentia culpado.
Quanto aos demais na Torre, eles apenas avistam um brilho intenso e depois, uma espécie de explosão direcionada.
A jovem dragoa da neve se sente mal por não ter destruído o satélite e começa a chorar, achando que todos morreram e ao ver Yukiko chorando, a ira de Gray se eleva e avança, voando contra a dragoa, que apenas tem tempo de ver Gray sacando a espada em um corte transversal, exclamando:
- Jyoushyou yukiryuu no moeru!
Um deslocamento abrupto em forma de um corte branco avança contra Chloé, sendo que no último instante, outro dragão adulto, esverdeado, aparece atrás de Chloé e tocando nos ombros dela, a teleporta dali, com o ataque de Gray atravessando o ar, com os dragões se retirando do local.
- Droga!
Então, após alguns minutos, a Torre muda de aparência, parecendo ser feita de cristal e todos ficam surpresos.
Após o brilho, todos ficam surpresos ao verem que estavam bem e enquanto tentavam compreender o que aconteceu, a jovem dragoa não perde tempo e já sabendo a localização do Satélite Mágico: Etherion avança contra o mesmo.
Longe dali, quando o sistema de lacrima mostrou que a ilha estava inteira, Yamakawa fala:
- Pelo visto, resistiu ao canhão. Mas, vejam as rachaduras. Não vai resistir a um segundo. Devemos eliminar essa magia negra de Zeref, o quanto antes.
Não tinha quaisquer rachaduras, mas, como todos estavam sobre o seu julgo, concordaram com a existência das rachaduras inexistentes.
- Chega de usar o canhão mágico! Por favor, ele é uma arma altamente destrutiva! – Yajima fica desesperado – parece que há pessoas na ilha e a onda da explosão, fará surgir tsunamis violentos que vão matar inúmeras pessoas que habitam próximo da costa, ao arrasarem o litoral. Além disso, não vejo rachadura nenhuma.
- Você devia usar óculos, Yamajima-san. Estão bem visíveis as rachaduras. - uma conselheira fala, indignada.
- Quanto as pessoas, devem estar mortas com o primeiro ataque e quando as outras que irão morrer, é o preço que pagamos para deter a magia negra de Zeref. – uma conselheira fala – a prioridade é destruímos essa Torre e se estão lá, é porque ajudaram a construir. Portanto, são criminosos. É proibido o uso da magia negra de Zeref, como devo recordá-lo.
- Isso mesmo. – Outro conselheiro fala.
Nisso, um murmúrio geral de aprovação se segue, com os sapos mágicos em volta deles que andavam de forma bípede e falavam, sendo que aqueles que lidavam com o satélite mágico, estavam estarrecidos frente a decisão deles de usarem novamente o canhão.
Yajima estava desesperado, enquanto se condoía pelas pessoas que estavam na Torre, sendo que lançava um olhar cheiro de ódio para Yamakawa, que sorria arrogantemente, enquanto todos votavam pelo uso do canhão, novamente, com exceção de Yajima, que pensa consigo mesmo:
"Eles só podem estar loucos... usar o Satélite Mágico: Etherion, novamente? Há pessoas na torre e inúmeras pessoas vivem no litoral. São seres vivos. Isso é uma sandice sem tamanho."
Na ilha do Sistema R, Yukiko avança velozmente em direção aos círculos mágicos que ficavam na estratosfera, enfileirados, verticalmente, sendo que em cima deles, havia um objeto.
O frio absurdamente intenso da estratosfera, apenas ampliava os seus poderes e como era um dragão, podia lidar tranquilamente com a privação de oxigênio. Até porque, em uma nevasca, o oxigênio se tornava quase inexistente em lugares demasiadamente altos, sendo o lugar preferido dos dragões da neve e dos dragões de gelo, por causa das temperaturas congelantes.
Portanto, ar rarefeito ou ausência de oxigênio, não eram nenhum inconveniente aos dragões, principalmente os que preferiam lugares extremamente frios.
Se lembrando da distância que devia manter, percebendo que eles brilhavam, provavelmente, se preparando para um ataque, ela concentra a sua magia e lança uma rajada de neve com flocos de gelo cortantes, como se fossem lâminas, juntamente com o ar congelante em direção aos círculos.
Enquanto isso, na ponta da Torre, Kagome fica surpresa com a quantidade de magia reunida pelo lacrima especial e murmura consigo mesma:
- Pelo visto, temos magia adicional. Quem diria que os dragon slayers dariam tanto poder assim? Acnologia-sama ficará tão satisfeito. Com certeza, vai me notar!
- Então, está aí, desgraçada? – Higurashi ouve uma voz irada e vira para trás, ficando surpresa ao ver os recém-chegados.
Notas finais:
Yo!
Quero agradecer ao comentário de: Emily272009.
