Notas da Autora
Os seirens ficam surpresos quando...
Mest decide...
Lahar fica...
Em uma campina...
Capítulo 49 - A descoberta de Lahar
A seiren fica surpresa, para depois sorrir tristemente, falando:
- Gostaria que Scorpio pudesse ir conosco, mas, para isso, ele teria que abrir o portão por si mesmo, sendo que ainda tem a sua mestra. Não sei se a magia dele é suficiente para ele se sentir bem nesse mundo por alguns dias.
- Eu poderia doar um pouco da minha magia para ele. Sou uma hoshiryuu dragon slayer. Tenho afinidade com as estrelas. Posso doar um pouco do meu poder para ele não usar o dele. Então, ele somente precisaria ver se a mestra dele permite que vá junto com você. O que acha?
- Você faria isso por um seiren que não é seu? – Aquarius fica surpresa.
- Eu já disse que vocês não são objetos. Vocês são os meus amigos. Os seirens tem vida. Tem sentimentos. Vocês não são algo. Eu amo os seirens e ele é um seiren que irei ajudar e saiba que fico feliz em ajuda-los. – ela termina sorrindo meigamente.
Aquarius sorri imensamente, enquanto que Yukino pergunta:
- Ele é um grande amigo seu?
- É o meu namorado. – ela fala corada.
- Incrível! Eu fico ainda mais feliz em saber que terão um momento para vocês no mundo humano. – ela fala sorrindo.
- Muito obrigada, Yukino. Vou conversar com ele. – ela fala com um sorriso – Até amanhã e obrigada.
Nisso, ela fecha o portão, para depois, Yukino invocar Leo, que também fica surpreso por ter sido invocado.
- Aconteceu algo? – ele pergunta preocupado, olhando para os lados.
- Notei que estava triste e se puder, eu gostaria de ajudar você. Há algo que eu possa fazer?
Leo suspira e fala, olhando para o céu pela janela do hotel:
- Eu gostaria que Áries me acompanhasse no parque. Mas, ela não tem poder mágico, suficiente, para ficar vários dias nesse mundo.
- Bem, como eu sou uma hoshiryuu no dragon slayer, possuo afinidade com as estrelas. Portanto, posso doar o meu poder mágico para ela. Assim, ela não precisaria usar a sua magia e poderia se divertir com você. O que acha?
Leo fica surpreso e pergunta:
- Faria isso por ela?
- Sim. Ficaria feliz em ajuda-los. Ainda bem que posso fazer isso.
- Isso vai ser incrível. Vou conversar com ela. Espero que a mestra dela aceite que ela saia para passear, sendo que sei que ela poderá ser chamada a qualquer momento. Fico feliz em saber que fará isso, mesmo para uma chave de outra pessoa.
- Vocês merecem ser felizes e terem dias maravilhosos. Além disso, eu amo todos os seirens. Vocês fazem parte da minha família. Tudo o que quero é ajudar. É o mínimo que posso fazer pela minha família. Vocês não são e nunca vão ser algo. – ela fala com um sorriso gentil.
- Agora eu percebo que o que eles falavam sobre você é verdade. Sabia que tem muitos seirens ansiosos para fazerem contrato com você. Muitos querem ter a sorte de ter contrato com você.
- Eu não sabia. – ela fala surpresa.
- É a mesma coisa com a Layla. O seu coração é igual ao dela. Ou seja, vocês possuem o mesmo coração.
- Gostaria de poder conhecê-la.
- Quem sabe, algum dia, você não a conheça?
Leo fala com um sorriso, sendo que os seireis sentiam que Layla havia voltada a viver, sendo que ao ver deles, provavelmente, ela foi ressuscitada, embora não soubessem como isso ocorreu.
- Estou ansiosa para conhecê-la.
- Muito obrigado e até amanhã, Yukino. – ele fala, sorrindo, antes de fechar o portão por si mesmo, já que era o líder do Zodíaco.
Há vários quilômetros dali, Mest havia conseguido, enfim, colocar as mãos em vários documentos sigilosos graças ao seu teletransporte mágico e havia ido, escondido, até os locais de tais documentos, percebendo que os relatórios ocultos davam uma visão errônea e que a realidade era mil vezes pior.
Inclusive, em decorrência do que presenciou, passou várias horas no banheiro, vomitando, após a descoberta hedionda e imaginava como Lahar agiria ao testemunhar o que ele viu.
Naquele instante, ele estava em uma sala, esperando pacientemente o seu superior, após formar um plano em sua cabeça, sendo que havia solicitado uma reunião urgente com ele e conforme esperava na sala, Lahar surge e pergunta:
- O que houve, Doranbolt? Você disse que era urgente.
Então, antes que Lahar pudesse falar algo, Mest o pega e o teletransporta, magicamente, com ele, até o laboratório onde se teleportou antes e juntamente com o seu superior, ele fica em um canto escondido, já que os prédios tinham a mesma arquitetura padrão.
Além disso, ele já tinha estado naquele local.
Gryder percebeu que Lahar se debatia e desejava falar algo, sendo que Mest agradecia a si mesmo, pelo fato de manter a boca de seu superior, energeticamente, tampada, enquanto falava próximo de um sussurro:
- Apenas veja. Estamos em um dos laboratórios do Conselho mágico. Você pode identificar as vestes e os símbolos do conselho no entorno.
O superior dele fica revoltado por estarem lá, pois, em tese, somente podiam ir se fossem autorizados, sendo que lutava para tentar compreender o motivo de Doranbolt leva-lo até a borda de uma espécie de andaime que estavam.
Afinal, se fossem descobertos, seriam no mínimo expulsos.
Ele vê o seu subordinado inclinar a cabeça para baixo e ao olhar na direção que ele indicava, ele ficou chocado, com a sua mente lutando para acreditar que o que via era real, pois era no mínimo surreal e igualmente, doentio.
Mest solta a boca de Lahar ao perceber que era seguro, pois, o seu superior não conseguia proferir nenhum som, notando o quanto ele estava chocado, para depois colocar a mão na boca, mostrando o mais puro horror em seu rosto, sendo o esperado para qualquer pessoa decente que observasse tais atos abomináveis.
Qualquer mísera dúvida que restasse de que não era um laboratório do Conselho e sim, de magos das trevas, se evaporou da mente de Lahar, assim que ele avistou alguns Conselheiros falando de tais atos como se falassem do clima.
Ele cai de joelhos, absorto no mais puro horror ao ver em várias mesas crianças destroçadas, sendo que outras estavam abertas, enquanto era possível notar pelo sangue que pingava que, provavelmente, estavam vivas no momento da dissecação. Havia mulheres grávidas, mortas, com muito sangue em volta delas, sendo que os seus ventres estavam abertos, enquanto jaziam bebês mortos que foram usados cruelmente.
Havia outros jovens com corpos retalhados e outros, que estavam esticados em uma parede.
Conforme observava aquela cena no mínimo pavorosa, acima de qualquer esfera de maldade que a sua mente tentasse conceber, ele sentia a bile subindo, enquanto que Mest falava com asco e repugnância:
- Eles pegaram as famílias dos condenados. Afinal, quem iria se importar com o sumiço da família de um condenado? Além disso, muitos pensariam que eles fugiram devido a vergonha. Logo, eles podiam ser facilmente sequestrados, sendo usados para experiências atrozes, embora alguns fossem usados como escravos sexuais. Inclusive, crianças.
Ele olha horrorizado para Mest que trincava os dentes e os punhos conforme observava a cena, para depois, o superior dele olhar na direção que o dedo que tremia de ira, apontava.
Seu olhar percorre o dedo e a direção que Doranbolt apontava.
Lahar viu corpos, tanto de garotas quanto de garotos, inclusive crianças em posições que indicavam estupros, exibindo marcas de amarra nos pulsos e tornozelos, assim como marcas de chicotadas pelo corpo e de outros ferimentos, sendo que os corpos foram jogados em um canto como se fossem meros lixos, sendo possível ver sêmen em cima deles.
Lahar vê um grupo de Conselheiros e cientistas conversando com uma loira com roupas elegantes e luxuosas, sendo que a roupa estava sendo usada de forma sensual e ela falava:
- Vocês precisam limpar essa sujeira, já que esses lixos não são mais úteis.
- Parece que os cientistas magos querem aproveitar os corpos para algumas experiências, senhorita Heartfilia.
- Entendo. – ela fala olhando para os corpos – Me pergunto para que esses lixos servem...
- Vai saber. – um Conselheiro dá de ombros.
- Quero agradecer pelo envio daqueles escravos. Eu me diverti muito com eles. Ouvir os gritos de desespero de dor daquela escória foi muito prazeroso.
- É o mínimo que podemos fazer, senhorita Lucy, pelo fato de contribuir conosco. Suas doações são muito generosas e necessárias. – outro conselheiro fala respeitosamente.
- Bem, vocês sempre me enviam escravos excelentes, principalmente os bens jovens. – ela fala maliciosamente.
- Muitos de nós preferem os jovens também, sendo que alguns preferem as crianças.
- Já tive crianças. É uma pena que resistem menos que os adultos. Mas, de fato são prazerosos. – a loira fala, sorrindo, ao se recordar do que fez com eles.
Gryder e seu superior ficam chocados ao ver que eles falavam de tais atos hediondos e abomináveis, como se falassem do clima.
Antes que Lahar vomitasse o que ele havia comido no almoço, Mest o leva até o seu quarto, apontando o banheiro para o mesmo que corre até a privada, para depois colocar todo o seu conteúdo estomacal para fora, enquanto que Doranbolt falava:
- Fiquei tão mal quanto você.
Após se recuperar, parcamente, Lahar sentiu muita ira e estava disposto a levar o Conselho para a justiça, sendo que Mest o conteve e o fez se lembrar de que seria a palavra dele contra os dos Conselheiros que, inclusive, podiam eliminá-los, assim como tinham contatos poderosos, além de considerável influência para bloquear qualquer investigação.
- Aquela Lucy Heartfilia não é do Conselho e...
- Ela tem contatos e aliados em várias esferas do poder, assim como possui contatos importantes. Além disso, o ERA iria defendê-la, assim como os aliados deles. Nós não teríamos a mínima chance e creio que você sabe disso em seu íntimo. Eles têm aliados poderosos e igualmente influentes.
- Droga! – Lahar torce os punhos, enquanto exclamava com raiva.
Então, Mest pega um dossiê em cima de sua mesa e estende ao seu superior, falando:
- Quer saber o verdadeiro motivo do Conselho perseguir a Fairy Tail?
- Verdadeiro motivo? - Lahar pergunta ainda enjoado, por causa do que presenciou em um dos laboratórios do Conselho de magia.
Arqueando o cenho, ele pega o dossiê e conforme lia, percebe que tudo convergia em um plano para destruir a Fairy Tail e o motivo era evidente, pois, os documentos indicavam, claramente, o fato de que os Conselheiros eram pagos pelas guildas das trevas, também. Nesse caso, recebiam pagamento da Aliança Baran, para que não fizessem nada contra as guildas das trevas, enquanto que deveriam destruir guildas oficiais que ousassem ir contra eles e a Fairy tail era a principal guilda que combatia as guildas das trevas e por isso, o Conselho estava focado nessa guilda.
Afinal, a Aliança Baran exigia a destruição da Fairy Tail e o fato deles provocarem destruição, auxiliava no plano deles de erradicá-los ao usar tal destruição como argumento para dissolver a guilda.
- Agora que eu sei que a Fairy Tail sempre esteve no lado da justiça e que protegia não só Fiore, assim como o mundo, fazendo questão de ir contra as guildas das trevas, não importando se com isso suscitassem a ira dos magos das trevas, se tornando alvo de ira das guildas das trevas, que graças a sua influência, ordenaram ao Conselho que fizesse tudo para prender os membros, assim como, para acabar com a guilda, estou me inclinando a ajuda-los, de alguma forma. Eu fiquei revoltado ao saber que perseguia uma guilda por ordem, indireta, da Aliança Baram e por ordem direta de monstros cruéis que ousam usar a alcunha de humanos.
Lahar ouve o que Mest falava e consente com a cabeça, sendo que fala, em seguida:
- Pode me levar até a minha casa? Eu preciso pensar, assim como preciso digerir o que vi, hoje. Não estou em condições de articular nenhuma ideia ou convicção. Eu preciso de tempo. Por sorte, eu tenho o dia de folga, amanhã.
- Claro.
Nisso, ele o teleporta, magicamente, até a sua casa e ele fala, pondo a mão no ombro do seu subordinado:
- Obrigado por revelar a verdade, Doranbolt. A única coisa que posso falar em minha defesa é que não sabia dos atos monstruosos deles.
- Você não pode se culpar, Lahar. Nós não sabíamos. Nós tínhamos o ideal de que o Conselho era o guardião da paz e da ordem. Como poderíamos saber que obedecíamos a monstros e a Aliança Baram, como seus subordinados? O que importa é que agora nós sabemos a verdade.
- Vou sair do Conselho.
Mest suspira e fala:
- Se ficarmos em nossos cargos, há uma chance de conseguirmos desmascarar esse Conselho hediondo. Eu também pensei em sair quando descobrir a verdade. Mas, depois, percebi que se fizesse isso, não poderia fazer nada pelos inocentes que sofreram nas mãos desses monstros. Precisamos ficar para encontrarmos uma forma de mostrarmos a verdade ao mundo. Pelo menos, é o que eu penso. Inclusive penso em levar as provas a Fairy Tail, assim como proteger, nas sombras, uma guilda inocente que é caçada pela Aliança Baram e por Conselheiros comprados pela Guilda das trevas. Talvez eles possam fazer algo.
Lahar olha surpreso para Mest, para depois virar para frente, suspirando, enquanto observava um ponto qualquer na frente dele, falando:
- Preciso descansar e raciocinar. Compareça na minha casa via teletransporte mágico, amanhã, na parte da noite.
Ele consente e se afasta se teletransportando, enquanto que Lahar caminhava até a sua cama, para depois deitar na mesma, ainda com as suas roupas, passando a fitar o teto, lutando para assimilar tudo o que descobriu e o fato de que as suas visões e convicções sobre o ERA, caíram como um castelo de cartas.
Após várias horas, ele adormece em decorrência do desgaste mental.
Sem Lahar saber, Mest se teleportou, magicamente, até a sala da casa de Makarov, encontrando o mesmo esperando por ele, que pretendia contar como foi a reação de Lahar frente a verdade que ele descobriu sobre o Conselho. Na sala, também estava os dragões na sua forma humana.
Há dezenas de quilômetros dali, Brain olhava impaciente para uma floresta, sendo que a caveira em seu cajado, falava com o seu típico mau humor:
- Ele está demorando muito.
- Eu sei. Estou impaciente. Mas, o que ele prometeu, me interessa e muito.
Então, após alguns minutos, Shadow Zeref, junto de E.N.D. se aproximam de Brain que olha para ambos e depois em volta, perguntando:
- Não estou vendo o que me prometeu.
- Irei cumprir com a minha promessa. Desejo, apenas, que cumpra com a sua.
- Irei cumprir. O que deseja de mim, não me interessa. Portanto, irei entregar a você.
Shadow Zeref o olha longamente e fala com um sorriso maligno no rosto:
- Acordo feito. Eis o que lhe prometi.
Nisso, ele estala os dedos e Brain sorri maravilhado com o que vê.
