Notas do Autor
Eles voltam a guilda e...
Em um vale, uma guilda das trevas...
Em uma reunião de Mestre de Guildas, Makarov, Ooba e Bob descobrem que...
Capítulo 53 - Magia infame
Alguns dias depois, eles voltam a guilda, sendo que os laços entre aqueles que se amavam haviam sido estreitados, assim como entre os exeeds com os casais se formando.
Após eles retornarem do parque de diversões, os novos membros, Ur, uma Maga santa recém-nomeada e seus filhos Urtear e Lyon, são apresentados aos demais membros da guilda, ocorrendo em seguida a usual festa para comemorar os novos membros e como sempre acontecia, durante a festa surgiram algumas confusões que originaram batalhas entre magos.
Ur via tal bagunça com um sorriso, enquanto desviava de vários tipos de projeteis, incluindo magos que eram atirados, murmurando com um sorriso que eles eram "entusiasmados".
Já, a sua filha, Urtear. estava estarrecida ao ver os conflitos, enquanto tentava compreender porque a sua genitora murmurou que eles eram entusiasmados, se perguntando se havia algum mago normal dentre eles, para depois ficar com uma gota na cabeça ao ver que o seu irmão adotivo, Lyon, se juntou a confusão com um enorme sorriso no rosto.
E como sempre acontecia nessas confusões, os dragões continham os dragon slayers que se exaltaram ao acertar um golpe em suas cabeças, aplacando-os, com Yukiko afastando Gray ao abraça-lo na cintura, enquanto que Makarov usava a sua magia para ficar gigante, intimidando os demais magos que se encolhem ao ver a forma de gigante dele e a sua voz soando como um trovão.
Tudo isso fez a paz reinar na guilda novamente, enquanto Makarov fazia aqueles que batalharam organizarem o que foi bagunçado com Urtear se oferecendo para usar a sua magia Toki no Ark, começando a restaurar o tempo dos objetos que haviam sido quebrados com Makarov murmurando "muito obrigado" a ela que consentia com uma gota na cabeça pelas lágrimas de gratidão do Mestre da guilda para com ela.
No dia seguinte, todos haviam voltado a rotina da guilda, sendo que os dragon slayers procuravam treinar arduamente, inclusive em batalhas simuladas um contra o outro, sendo que os dragões solicitaram que eles fossem cautelosos ao utilizarem fora dos treinos, os elementos adicionais que adquiriram.
Ou seja, eles somente deveriam usar esses elementos adicionais se fosse estritamente necessário, pois os corpos precisavam estar completamente adaptados.
Afinal, os dragões queriam evitar uma sobrecarga desnecessária em corpos tão jovens.
Além de treinarem os seus poderes, inclusive nas batalhas simuladas entre si, treinavam a transformação parcial de dragão, enquanto que Yukiko treinava magia arcana com Eichiteki e Ryuuzaki, além de lutar batalhas simuladas contra os outros dragões.
Os exeeds também recebiam treinamentos intensos e igualmente rigorosos para que pudessem lutar junto dos seus amigos, incluindo o fato de terem que lutar batalhas simuladas contra os dragões.
Urtear e Lyon também treinavam arduamente sobre a tutela de Ur que era uma mestra exigente, com eles fazendo batalhas simuladas entre eles, além de lutarem contra os outros dragon slayers ao se juntarem aos treinos deles, sendo que preferencialmente faziam batalhas simuladas contra aqueles que detinham elementos que possuíam vantagem sobre o elemento gelo, além de enfrentarem Gray em batalhas evolvendo gelo para treinarem a execução de suas técnicas, sendo que Yukiko se juntava as batalhas simuladas quando não estava estudando magia arcana com Eichiteki e Ryuuzaki.
Ademais, Urtear tinha uma magia adicional para treinar, no caso, a Toki no Ark, conciliando-a com o treino e batalhas usando o Ice Maker, enquanto que Lyon aprimorava o seu Ice Maker, assim como o tempo que demorava em sua criação e na concentração de poder nas suas técnicas, além da durabilidade de suas criações, para que elas não fossem desfeitas facilmente em uma batalha.
Inclusive, Ur costumava enfrentar os pais dos dragon slayers, sem saber que na verdade enfrentava dragões, ficando feliz frente ao fato que tais batalhas exigiam demasiadamente dela, obrigando-a a superar os seus limites, sendo o mesmo para Urtear e Lyon, enquanto ficava surpresa por eles falarem que não tinham interesse em pleitear o título de Magos santos, mesmo sendo tão poderosos.
Os irmãos de Lisanna, Mirajane e Elfman também se juntavam aos treinos dele para aperfeiçoarem as suas técnicas e poderes, enfrentando inclusive os dragões que os obrigavam a quebrar os seus próprios limites.
Alguns dias depois, há dezenas de quilômetros dali, mais precisamente em uma espécie de vale, um homem que tinha uma barba e sobrancelhas brancas e compridas exibindo magreza em seu corpo, usando um colar de ossos no pescoço, além de vestir roupas indígenas, portando um cajado nodoso em uma das mãos, olhava além do vale e suspira ao observar uma movimentação não muito longe dali, enquanto murmurava em um tom pesaroso e um olhar igualmente triste:
- Como eu queria que esse dia nunca chegasse... Essa infâmia que deveria ter sido apagada do tempo acabará ressurgindo nas mãos desses bastardos e se isso acontecer condenará esse belo mundo.
Uma brisa sopra, enquanto Roubaul fechava os olhos suspirando profundamente, enquanto tomava uma decisão, abrindo os seus olhos para depois se afastar dali, murmurando:
- O tempo ruge e agora, mais do que nunca, preciso deter essa criação abominável. O passado não deve se repetir e preciso garantir que esse mal nunca mais ameace esse mundo.
Na outra linha do tempo, Roubaul teria criado com a sua magia várias pessoas para fazer Wendy feliz, fazendo-a acreditar que havia sido deixada em uma guilda, com ele se apresentando como o Mestre dessa guilda que foi criada por magia exclusivamente para a dragon slayer, sendo que as pessoas criadas magicamente por ele, tinham personalidades distintas para tornar mais plausível o que ele falou a jovem.
Afinal, seria estranho se todos tivessem a mesma personalidade e temperamento.
Em virtude das inúmeras mudanças ocorridas naquela linha do tempo, inclusive envolvendo Wendy, ele não precisou criar pessoas com a sua magia.
Portanto, nessa linha do tempo, a guilda Cait Shelter não existe e por causa disso, ele não estava na Conferência de Mestres da Guilda, formando a aliança para combater a guilda das trevas que ameaçava quebrar o selo do Nirvana.
Não muito longe dali, um grupo de nove pessoas observava uma espécie de escuridão dentre as montanhas, sendo que em volta deles tinham outros doze seres, usando máscaras e mantos negros compridos, sendo que cada máscara era distinta da outra, lembrando uma face de ogro.
Os nove membros se chamavam Oración Oito (八魔将軍) por terem oito membros, sendo que na linha do tempo original, ela seria conhecida como Oración Seis (六魔将軍), já que teria apenas seis membros.
Com as inúmeras alterações que acarretaram em várias mudanças na história original, a Oración Seis se tornou a Oración Oito nesse universo.
Uma mulher fala, usando um belo kimono aberto no colo, expondo quase que metade dos seios com os lábios pintados de vermelho, enquanto usava um coque frouxo:
- Eu ouço a doce melodia da vitória... Nirvana. Enfim, a encontramos. Tão bela e tão mortal. É simplesmente perfeita.
Brain olha para Yumi Komagata (駒形 由美), uma maga que conseguia invadir a mente dos seus oponentes, levando-os a um sonho sem fim. Um sonho que fulminava em suas mortes quando o Shamisen (三味線) que ela tinha em seus braços tocava a bela melodia da morte. Tudo o que o seu inimigo teria era o corpo esquartejado, enquanto era embalado pela doce e mortal melodia, juntamente com o belo canto dela, que gerava um prazer imenso e que cujo preço era a morte de sua vítima.
- Não vejo nenhum problema dela desejar algo assim.
Brain olha na direção da voz que pertencia a Sishio Makoto (志々雄 真実) que se aproximava dele, sendo que era um espadachim mágico que usava uma espada especial onde ele incorporava chamas em sua lâmina para cortar e queimar o seu alvo. De fato, usava magia para conjurar as chamas, mas havia algo de sinistro, principalmente naquela espada que precisava regularmente ser banhada nos corpos dos seus inimigos como se tivesse uma fome insaciável e igualmente eterna. Uma fome apenas saciada pela morte, sendo que o mestre dessa espada sinistra, Sishio, era um sádico que tinha uma visão peculiar do mundo. Muito peculiar.
- Mas de fato é algo bem tentador. Nirvana. Um belo nome e uma bela promessa. Uma promessa que não será apenas uma utopia.
Um homem usando uma venda e uma espécie de casco comprido nas costas surge. Usava um haori e tinha uma espécie de lança, sendo que usava um bigode fino que era alisado por uma das mãos, enquanto exibia um sorriso no rosto.
Era Usui Uonuma (魚沼 宇水), um guerreiro mágico especialista em lança e escudo, sendo que perdeu a visão em uma batalha e quem destruiu os seus olhos foi Makoto Sishio.
Desde este dia, jurou vingança, passando a segui-lo para ter o direito de ataca-lo quando desejasse e de fato, alguns minutos antes havia tentado matar o espadachim mágico que conseguiu bloquear a sua lança onde ele havia conjurado relâmpagos.
Um homem que tinha um nariz pontudo, uma espécie de capacete e roupa de motoqueiro se aproxima falando:
- Não há nada de mal em ser apressado.
- A magia a qual nos referíamos está escondida aqui, Racer e compreendo o motivo de estarem apressados. Não há qualquer problema e era o esperado. - Shishio fala.
- Sim. A magia que trará a escuridão e destruirá a luz, desu ne.
Quem havia falado era um homem que parecia ter a pele em pedra surge, usando roupas boas e um estranho colar no pescoço, sendo que as suas roupas lembravam as que eram usadas por pessoas abastadas.
Uma jovem usando um vestido que parecia feito de penas e aberto no colo e tórax com um símbolo de asas em seu colo, possuindo cabelos alvos curtos e límpidos olhos azuis, sendo que se chamava Angel, fala em um murmúrio:
- Nirvana... Sempre julguei que seria aplicado a uma utopia. Quem diria que era real?
Enquanto isso, ela pensava consigo mesma:
"Eu espero que consiga encontrar a minha imouto, para impedir que ela seja atingida pelo Nirvana."
Atrás dela estava um homem sentado dormindo em um tapete e que se chamava Midnight.
Angel estava ao lado dele e vê que ele abre um dos olhos e sussurra com ela quase não ouvindo, aproveitando que o que tinha uma super audição, Usui, estava ocupado discutindo alguns pontos contraditórios com Sishio:
- Tome cuidado com esses novos membros... Evite se afastar de mim.
- Mas, o mestre... – ela comenta confusa.
- Isso não importa. Para mim, o que importa é a sua segurança. Não vou permitir que algo aconteça com você. Eu prometo. – ele fala olhando intensamente para ela que cora, para depois ele estender uma espécie de anel com a jovem percebendo que tinha magia no item.
- Através desse anel, vou saber se você estiver em perigo e irei aparecer para salvá-la. Dependendo da situação, nós iremos embora, onde ninguém poderá nos encontrar, após cancelarmos esse selo em forma de link nos nossos corpos.
- Midnight...
Angel murmura, emocionada, para depois consentir sorrindo, sentindo que o seu coração se aquecia com a preocupação dele, além de sentir os seus batimentos acelerados.
Ela sai de seus pensamentos com a voz de Brain, após o mesmo bater levemente o seu cajado no chão:
- A magia lendária... Ela finalmente será nossa.
- É verdade que a magia do Nirvana promete tudo o que nos disse? – Racer pergunta, arqueando o cenho ao olhar para a sombra no vale.
Brain ergue seu cajado e aponta para a área de escuridão, logo a frente deles:
- Contemplem. A terra começou a morrer apenas com a aproximação de Nirvana.
Um dia depois, em uma conferência para Mestres de Guildas oficiais, Makarov, mestre da Guilda Fairy Tail, Ooba, mestra da guilda Lamia Scale e Bob, mestre da Guilda Blue Pégasus, estavam conversando entre si quando ouvem risos oriundos de um canto da sala e ao olharem na direção da mesma, observam um homem com roupas indígenas usando um colar de caveira com um cajado na mão e um cocar de penas na cabeça que demonstrava desespero em seus olhos, assim como tristeza frente ao riso de alguns mestres de guildas.
Arqueando o cenho, Makarov se aproxima dele, assim como Ooba e Bob, enquanto que os outros mestres se afastavam do homem, sendo que um dos que se afastaram comenta ainda rindo:
- Melhor nem irem conversar com esse maluco.
- Maluco? – Bob pergunta arqueando o cenho.
- Ele falou de uma magia bizarra que transforma a luz em escuridão e vice-versa. Era um tal de Nirva-não-sei-o-que e que precisava urgentemente da ajuda de guildas, sendo que sequer tem dinheiro para pagar pelo serviço. Nós, Guildas, não operamos com caridade.
Após ele se afastar, os três mestres suam frio, sendo que Makarov murmura:
- Ele estava falando da magia lendária Nirvana?
- Nirvana? Mas, ela desapareceu há muito tempo e era tida como uma lenda. – Bob comenta.
- A magia infame, Nirvana... Uma magia que precisa ser abolida. Ela pode mergulhar o mundo na destruição e caos.
- Melhor verificarmos. Além disso, é raro alguém conhecer essa magia.
Makarov fala e eles consentem se acercando rapidamente do homem que exibia alívio em seus olhos ao vê-los se dirigirem até ele, voltando a ter esperança que alguma guilda reconhecesse o perigo do Nirvana, embora duvidasse que somente uma guilda conseguisse deter uma das três maiores guildas das trevas.
Eles se aproximam do homem, sendo que Makarov pergunta:
- O senhor está falando da magia infame, Nirvana?
O homem fica aliviado ao ver que alguém, além dele, sabia da magia Nirvana e as suas consequências, caso fosse libertada para o mundo.
Então, ele responde:
- Sim. Eu me chamo Roubaul e preciso de ajuda. Apesar de também ser um mago, sou apenas uma pessoa. Uma guilda das trevas encontrou o Nirvana e pretendem quebrar o selo dela.
Os três mestres ficam estarrecidos e Bob pergunta:
- Sabe o nome dessa guilda das trevas?
- Sim. É a Orácion Oito que faz parte da Aliança Baaram.
- Orácion Oito?!
Makarov fica estarrecido, assim como os outros dois mestres que se entreolham, sendo que não acreditavam que o homem na frente deles mentia. Ele sabia sobre o Nirvana e em seus olhos havia somente a verdade, assim como o profundo desespero.
De fato, o homem na frente deles estava desesperado em busca de ajuda para deter uma das três maiores guildas das trevas.
- Eu não acho que uma Guilda sozinha conseguiria. Eu sou um Guardião, por assim dizer, da área onde foi selado o Nirvana e assim como os Guardiões anteriores a mim, eu usava a minha magia para fazer qualquer um que a visse, esquecer-se do que viu – ele preferiu mentir, pois não achou indicado revelar a verdade sobre a sua relação com o Nirvana – Mas, não estamos falando de simples pessoas ou de magos comuns. Minha magia não teve efeito nos membros dessa Guilda das trevas e que para piorar, não havia somente os nove membros usuais e sim, a adição de doze membros, sendo que estes usam máscaras e mantos negros compridos com cada um deles tendo uma máscara que lembravam a face de um ogro.
Roubaul fica aliviado ao ver que os mestres não faziam nenhuma perguntar para comprovar a autenticidade do que ele falava, enquanto que acreditavam nele, com o mesmo orando para que aqueles três mestres que sabiam sobre o Nirvana, ajudassem ele a impedir que tal magia infame fosse ativada, novamente. Uma magia extremamente perigosa, criada por um mago inconsequente e que agora, a irresponsabilidade desse mago corria o risco de afetar o futuro, recriando os eventos do passado. Um passado que era demasiadamente perturbador e que não deveria se repetir em hipótese nenhuma.
Ele se aproxima dos três mestres e pergunta expectante:
- Vocês irão me ajudar? Nós precisamos dos magos mais poderosos que tiverem. A Orácion Oito é temida mesmo dentre as demais Guildas das trevas, com exceção das duas primeiras que dividem o mesmo status deles e como devem saber, não tenho como pagar, sendo que o pagamento será evitar que a história infame não se repita novamente. Se o selo daquela máquina for rompido com a mesma sendo controlada por uma Guilda das Trevas, o mundo será tomado pelas trevas. Inclusive, o ideal seria encontrarmos algum meio de destruir essa máquina para que ela nunca mais possa se converter em uma ameaça ao mundo. É inerente e igualmente necessária a sua destruição. Algo que nenhum dos meus predecessores conseguiu fazer.
