Epílogo

Minha mãe não era católica; nem os amigos dela. Ainda assim, comemorávamos coisas como o Natal, a Páscoa e o Ano Novo Cristão. Incoerente? Talvez. Mas o péssimo gosto de minha mãe dizia que ela não poderia perder oportunidades tão gloriosas de juntar todos os amigos e pregar a comunhão. E, é claro, arranjar um namorado para a filha solteira.

Mais uma vez... eu não estava realmente solteira. Mas eu temia qual a reação que ela teria caso eu dissesse: "Não precisa me apresentar a esse homem que você acha perfeito para mim, mãe, por que eu estou morta de apaixonada por Sesshoumaru Taisho. Lembra dele? Aquele cara que você me apresentou da última vez. Sabe... Aquele para quem você falou aquelas barbaridades sobre ser 'escrava sexual'. Se eu virei escrava dele? Mãe... A senhora não vai querer saber".

A propósito, estamos na Páscoa. E eu estava de ressaca. De novo.

Dessa vez, juro que a culpa não foi minha. Sesshoumaru foi o culpado. Os amigos dele o forçaram a ir um bar (ele ficou zangado quando eu aleguei que ele não tinha amigos), e já que ele seria obrigado a sair, achou que era boa ideia me levar em um encontro na mesma oportunidade — ah, o que seriam das cajadadas sem os dois coelhos.

— Por que você sempre está doente quando vem nos visitar? — minha mãe perguntou, amargurada, como se o meu objetivo de vida fosse boicotar seu sonho de ter doze netos.

Dei de ombros e entrei na casa.

— Venha, quero te apresentar a alguém. — Olhei em volta, procurando meu namorado, meu irmão ou meu pai. Qualquer um serviria. Ninguém surgiu. Minha mãe me arrastou até um cara baixinho de cabelos escuros, mal havia me aproximado, e ele já estava sorrindo como bobo para mim— Oi, Sasoki, essa é minha filha, Kagome, aquela de quem te falei.

Ele segurou minha mão e ergueu até os lábios. Eu simplesmente odeio que façam isso. É o tipo de coisa que só completos babacas fazem.

— Ela me disse que você é solteira, Kagome, e simplesmente não consigo acreditar. — o desgraçado disse, numa tentativa de flerte. Como eu posso dizer educadamente que não está funcionando?

— Deve ser porque ela não é solteira. — A voz do meu namorado soou atrás de mim, enquanto ele enlaçava minha cintura com um dos braços — Kagome, pensei que você já tivesse falado para sua mãe que estávamos namorando.

Claro que você sabia que não, maldito!

Olhei de relance para minha mãe, que parecia estar à beira de um ataque de pânico. Como ela não disse nada, apenas saiu puxando o meu novo-ex-pretendente para longe de mim, resmungando que deveria querer privacidade com o meu namorado.

Gente... Como ela aceitou rapidamente a situação. Devia ter arranjado um namorado decente há mais tempo!

— Sua mãe queria que você namorasse aquele lixo? — Sesshoumaru resmungou revoltado. Sorri. Então eu me voltei e olhei para ele. Não conseguia ver nada além do coelho da páscoa bordado na camisa dele. O quê?!

Tentei impedir o riso, mas foi incontrolável. Ele me olhou com uma expressão zangada.

— Deus... Sua madrasta odeia você! — exclamei, rindo.

— Nem tanto. Devia ver o que ela fez com o filho dela. — Ele apontou para a janela — Meu meio-irmão está lá fora, brincando com as crianças, vestido de coelho.

Arregalei os olhos.

— Sua família é pior que a minha. — constatei.

— Ah, sim... Obrigado por dizer isso. — ele resmungou e se inclinou na minha direção, beijando-me. Eu deveria me sentir envergonhada de ele estar me beijando na frente da minha família, só que eu simplesmente amava demais ser beijada por ele para ser capaz de reclamar.

Ouvi meu pai gritar um "o que isso significa?!" do canto da sala, mas minha mãe o impediu de se aproximar de nós e fazer uma cena.

Nunca pensei que diria isso, mas... Obrigada, mamãe.


Como sou dessas que surta, tá aí o Epílogo.

UHAUHAUAUHA COM DIREITO A LICENÇA POÉTICA DOS EXCERTOS DO IGOR RAMOS (Aka Rasemifrag)

Espero que tenham gostado da história. Ai lembrei ontem que Mary e eu temos uma fic chamada Como Seduzir um Ranzinza, Sesshome, que é meio que a mistura dessa fic com Personagem Fictício, então vou ver se posto aqui depois.

Mamãe ama vocês.

Beijos da Ladie