Selena's POV

Já faziam 2 semanas desde que eu havia aberto meu coração para Demi no banheiro daquele bar, e com isso, 2 semanas que eu não tinha notícias da mesma. Demi não havia voltado para casa naquele dia, e nem no outro, e no terceiro dia, eu passei a me preocupar. Algo me dizia que ela estava com Naya, mas isso já era o bastante para me preocupar. Eu estava estranhando o fato dela não ter voltado para casa, não por mim, mas sim pelos bebês. Ela não era do tipo que os abandonaria, eu via o amor que ela carregava em seus olhos quando ela olhava para cada um deles.

Continuei a amamentar Claire que estava pendurada nos meus seios há 10 minutos, quase sonolenta, enquanto seu irmão ainda dormia. Logo Ashley, a babá que tinha ficado com eles na noite que eu fui ao bar, chegaria. Eu havia tomado a decisão de contratá-la, para que eu pudesse logo voltar a trabalhar e ocupar minha cabeça, eu estava sofrendo muito pensando só em Demi.

O toque estridente do meu celular tocando na cabeceira da cama fez Claire choramingar, então a coloquei no berço e a acalmei até que ela pegasse no sono novamente. Quando peguei no celular ele já tinha parado de tocar mas havia 1 ligação perdida de Taylor. O que será que ela queria tão cedo? Eram quase 9:00 da manhã e eu sabia que a loira só acordava mais tarde. Sem me importar liguei de volta e no primeiro toque a chamada foi atendida.

- Selena! - A Swift exclamou parecendo um pouco urgente.

- Oi Taylor, bom dia. - Eu dei risada do comportamento da mulher.

- Acho que sei onde Demi está!

- O quê? Como assim? Onde ela está? - Meu coração parou de bater por alguns segundos.

- Tenho certeza que acabei de vê-la sentada na cafeteria perto da sua casa, com uma morena. Eu estou do lado de fora meio escondida observando. - Ela pausou. - Selena, ela não me parece bem.

- Ela está com Naya... - Eu suspirei. - Mas o que você está fazendo aqui perto de casa? Você mora do outro lado da cidade.

- Eu estava indo para sua casa. - Ela disse soando óbvia.

- Tudo bem, fiquei aí onde está, eu chego em 10 minutos. - Desliguei o telefone sem esperar uma resposta.

Eu precisava agir rápido para chegar a tempo então coloquei o primeiro vestido e sapatilha que vi no meu guarda-roupa. Fiz um rabo de cavalo no cabelo e passei apenas um batom. Por sorte, Ashley havia chegado na hora certa e já estava cuidando dos meus pequenos.

- Até mais tarde, Ashley. - Gritei antes de sair do apartamento.

Peguei meu carro rapidamente e sem rodeios dirigi para a cafeteria que ficava a 3 quarteirões de minha casa. Demi adorava tomar café ali, e eu sempre implicava porque o lugar era bem próximo ao apartamento de Naya e eu não queria correr riscos de esbarrar com aquela mulher. Eu não gostava dela desde a primeira vez que nos vimos no aeroporto, e passei a gostar bem menos quando a peguei quase transando com Demi na sala de casa quando ainda não namorávamos. Eu sei que era implicância boba por ela ser ex namorada de Demi mas algo naquela mulher simplesmente não me descia, ela parecia ser muito certinha, e geralmente essas são as piores pessoas, porque vivem atrás de uma máscara.

Estacionei o carro um pouco afastada da cafeteria para não correr o risco de Demi me ver e sair dali de imediato. Assim que desci do carro pude ver Taylor sentada em um banco do outro lado da rua, olhando para os lados, até que me avistou.

- Onde ela está? - Eu disse assim que atravessei a rua e alcancei Taylor.

- Ainda está lá dentro. - Taylor apontou para a cafeteria e pelo vidro da frente pude ver apenas Naya sentada. - Ela se levantou a pouco tempo, deve ter ido ao banheiro. - A loira explicou.

- Eu vou lá. - Disse decidida.

- Não, Selena... Pra quê?

- Ué, Taylor, se eu não quisesse falar com ela eu não teria vindo aqui. Ou você acha que eu só vim espionar? - Dei risada.

- Mas Selena, aparentemente ela não quer te ver, se não ela teria voltado para casa.

- Eu não estou nem aí se ela não quer me ver, mas ela tem um dever comigo. Temos filhos juntas!

- Tecnicamente, vocês não tem. Você tem filhos com Harry... A Demi não tem obrigação nenhuma com você. - Taylor disse cuidadosa.

- Eu sei Taylor. - Suspirei. - Mas mesmo assim, aquele apartamento é dela. Ela deveria voltar.

- Em todo caso, Demi não parece estar bem. - Taylor se rendeu. - Vá lá, fale com ela.

Eu não compreendi quando Taylor disse que Demi não parecia estar bem. O que ela queria dizer com aquilo? Que a aparência dela não estava boa? Suspirei ao imaginar uma Demi completamente acabada e me culpei pelo motivo ser eu. Atravessei a rua determinada a confrontar Demi e entrei no café, me dirigindo a mesa dos fundos onde Naya ainda estava sentada sozinha.

- Onde está Demi? - Disse friamente sem me dar ao trabalho de comprimentar a mulher.

- Oh, olá, querida. - Naya sorriu falsa. - O que faz aqui? Demi não quer saber de você.

- Onde está Demi? - Eu disse entredentes mais uma vez, ignorando o comentário da morena.

- Ela está no banheiro. - Naya disse. - Você provavelmente não vai querer ir lá... Digamos que, ela esteja com alguns problemas. - Ela riu irônica.

Revirei os olhos e dei as costas para a mulher, caminhando em direção ao banheiro.

- Demi? - Chamei assim que entrei no banheiro.

Olhei ao redor e estava vazio. Mas uma cabine estava trancada, e de dentro lá pude escutar um som parecido com um fungado.

- Demi? - Chamei mais uma vez batendo na porta da cabine.

- O que está fazendo aqui, Selena? - A voz de Demi saiu rouca.

- Eu vim para conversar com você. Você não volta para casa tem duas 2 semanas.

- Não estou com condições de conversar com você agora, por favor, vai embora. - A voz da garota era completamente rouca e falha.

- O que está acontecendo Demi? - A preocupação na minha voz era evidente.

Não obtive resposta. Mas eu não sairia dali até que ela saísse daquela cabine. Em um ato desesperado, empurrei a porta da cabine com força até que a tranca frágil se soltasse, o que foi muito fácil.

Mas o que eu vi não era nada fácil. Demi estava sentada no chão, a mão direita segurando uma seringa com a agulha que estava injetando algo em seu braço esquerdo. Ao redor de Demi, alguns saquinhos plásticos com um contéudo branco. Cocaína. E o que Demi injetava nela mesma... Heroína.

- O-o quê? - Eu disse espantada cambaleando para trás com o choque.