Capitulo cinco:
Despedida de solteiros
Ao entrar a sua sala comunal, Harry sorriu ao ver a seus dois melhores amigos romanceando em um rincão. Mas não estavam sozinhos, a grande maioria de seus colegas continuavam aí, e o ambiente delatava as horas que passaram celebrando o compromisso de Ron e Hermione.
Tinha copos com suco de abobora por todos os lados, e inclusive Harry conseguiu ver que tinham um barril de hidromel em uma cadeira, bem como bandejas com emparedados e sobremesas.
Em uma das paredes alguém tinha pintado de vermelho os nomes dos dois noivos envolvidos em um coração, esse foi um detalhe que conseguiu que Harry desejasse ter estado aí para ver seus rostos quando seus amigos lhes festejassem dessa maneira.
Hermione foi a primeira que consertou nele, mas assim que lhe viu seu sorriso se apagou. Ronald volteou a olhar e sem dar-se conta de nada, exclamou emocionado o nome de seu amigo.
Isso bastou para que os demais olhassem para a porta esperando ver ao único ausente da festa, e de imediato riram ao uníssono.
Sem saber o que passava, Harry continuou em seu lugar, totalmente aturdido pela estranha reação dos garotos, viu que Hermione sussurrava algo ao ouvido de Ron quem também não parecia entender o motivo de tanto riso. Após escutar a sua noiva, o ruivo abandonou seu lugar como impulsionado por um ressorte, se acercou a seu amigo tomando do braço e lhe puxando para subir a seu dormitório.
Ainda iam pelas escadas quando Harry atingiu a escutar que alguém gritava:
— E quem foi a eleita, Potter?
— Ou eleito! —acrescentou outra voz que provocou que os risos aumentassem.
Harry sentiu que seu rosto se acendia e instintivamente acelerou o passo conseguindo chegar ao dormitório, fechou a porta esperando já não escutar os risos que não cessavam.
— Que caralho lhes passa?
Por toda resposta, Ron voltou a tomar do braço conduzindo em frente a um espelho de corpo inteiro. Harry empalideceu ao ver que por baixo de sua capa aberta levava seu suéter ao revés.
— Sinto muito. —disse Ron tentando luzir apenado, mas a curiosidade estava-lhe matando e não pôde evitar sorrir emocionado. — Tens que me dizer com quem foi!
— Não entendo de que fala, simplesmente me equivoquei ao me vestir, não é algo que só a mim me passou.
— No jantar estava perfeitamente vestido, depois desaparece e… ai, Harry, não tente mentir, sou seu melhor amigo e sempre nos contamos tudo.
— Mas não há nada que contar, só fui ao banheiro, o grifo se descompôs e me salpicou, de modo que tive que me tirar para o secar e já, não é grande ciência.
— Bem, se essa é sua versão terei que a crer.
Ron luzia francamente desiludido, não por crer a mentira de Harry senão por não ter conseguido obter a confissão que esperava. O moreno sentiu-se mau por ter que enganar a seu melhor amigo, mas esse era o trato com Severus, discrição antes de mais nada.
Quando regressaram à Sala Comum, Ron foi o encarregado de fazer saber o suposto mal entendido, conseguiu se mostrar frustrado ao não ter boas novas, mas em seguida sorriu unindo aos garotos em uma nova rodada de tarros de hidromel que conseguiu esquecer o tema. Por sua vez, Harry limitou-se a ignorá-los, foi sentar-se junto a Hermione desculpando-se por ter chegado tarde. Ela não fez perguntas, mas Harry podia sentir sua mirada quase traspassando até seus pensamentos.
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Ao dia seguinte, os Gryffindor tinham classe de poções, e Harry esforçou-se por mostrar-se enfadado com Severus, não duvidava que o professor sabia que sua roupa estava mau acomodada e mesmo assim evitou lhe fazer passar o mau momento. No entanto, o professor nem sequer parecia dar-se conta das olhadas assassinas do Gryffindor e deu sua classe sem nenhuma novidade.
E ao terminar, Harry já realmente se tinha molestado. Não com Snape, mas sim por não encontrar um motivo para se ganhar uma detenção, esteve a ponto de jogar a perder seu poção, mas Hermione lhe compôs em um segundo, de modo que o moreno se engoliu o "Nãoooo!" que quis gritar quando sua amiga frustrou seu plano e se concretou a lhe sorrir se mostrando agradecido.
O sino soou e, sem mais remédio, teve que ordenar sua mochila para se marchar sem sequer ter conseguido nem uma palavra de seu professor. Estava a ponto de sair quando por fim escutou sua voz lhe chamando.
— Senhor Potter, Senhorita Granger… aonde acham que vão? —inquiriu sem sequer levantar a mirada do pergaminho que revisava.
Harry e Hermione olharam-se entre si compreendendo que estavam em problemas. Rapidamente a castanha empurrou a Ron para que saísse, pois o ruivo também se deteve junto a seus amigos, preocupado pelo que passaria com o tirano professor.
— Sucede algo, Senhor? —questionou Hermione tentando não demonstrar sua ansiedade.
— Menos cinco ponto, Senhorita Granger, por tentar tomar-me o cabelo. Menos cinco pontos por dirigir-se a mim sem permissão, e menos dez pontos por ajudar ao Senhor Potter lhe salvando de uma poção desastrosa.
Hermione fez um gesto de dor pelos vinte pontos perdidos, mas já não se atreveu a contrariar as ordens do Pocionista. Harry seguiu seu exemplo, ainda que já se esperava outra redução de pontos para ele. E não se equivocou, Snape por fim levantou a mirada e nela reluzia uma malévola satisfação ao os ver tão frustrados.
— Menos dez pontos, Senhor Potter. —continuou baixando sua voz a um suave sibilou. — E Menos dez por não pôr atenção a sua classe… agora volte a sua mesa e termine a poção se não quer perder seu direito a exame.
— Mas temos classe de Transformações agora! —atreveu-se a protestar a castanha, preocupava lhe que seu amigo tivesse mais problemas por faltar a sua seguinte classe.
— Quer ficar você também? —lhe increpou o Professor. — Saia agora mesmo e não faça perder meu tempo!
Agora foi turno de Harry de empurrar a sua amiga para fora, e após fechar a porta se cruzou de braços olhando a Snape com o cenho franzido.
— É necessário tudo isto? —questionou-lhe irritado. — Foram menos quarenta pontos, Snape, tens posto a Slytherin na cume dos marcadores!
— Não seja resmungão, Potter, tão só trato de fazer crível meu comportamento.
— Ra! —exclamou incrédulo. — O que creio é que está se aproveitando, e a propósito porque caralho não me disse que levava mau a roupa?
Severus encolheu-se de ombros caminhando até Harry e sem dar-lhe importância a seu enojo, sujeitou-lhe pela cintura inclinando-se para beijar-lhe no pescoço. Satisfez lhe que o garoto ladeara seu rosto lhe dando espaço apesar de continuar enfadado.
— Esse era seu dever, Potter… teve problemas?
— Não creio, mas se alguns duvidam de minha versão já se lhe passará com o tempo.
— De todos os modos não me preocupo, eu me sei encarregar de não ser o suspeito número um.
— Nem o número mil. —aclarou começando a divertir-se também.
— Bom, basta de conversa e me beije.
— E se faço bem… me dará um ponto, Senhor?
Severus grunhiu excitado pelo tom inocente que Harry usou para pronunciar essas últimas palavras, e se apoderou de sua boca a devorando com ansiedade enquanto o garoto gemia de prazer. Ambos desejavam poder fazer mais, a mesa lhes chamava para ser usado em uma nova sessão de amor mas ainda tinham classes às que deviam ir.
Quando Harry se foi, Severus ficou um bom momento olhando a porta.
"Caralho, estou-me acostumando muito a ele" Se disse, a cada vez se lhe dificultava mais soltar de seus braços, mas isso não lhe preocupava porque sabia que regressaria cedo a eles, e ademais, essa relação se pressagiava para um longo tempo.
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Nos seguintes dias Harry teve-os muito ocupados, acercava-se a data do casamento de seus dois melhores amigos e todas as horas livres eram dedicadas aos preparar a todos, não somente para a cerimônia nupcial, senão que seus colegas organizaram uma velada a noite da sexta-feira para fazer a despedida de solteiros.
A sala comum de Gryffindor converteu-se em uma festa que não guardou nada de compostura. Dumbledore permitiu que os irmãos de Ron fossem e a presença de Fred e George fez que a tranquila reunião se transformasse no evento do ano.
Colocaram barreiras de silêncio para não importunar aos meninos de graus menores e que não tiveram permissão de se desvelar, dessa maneira conseguiram subir a música a todo volume provocando que até os habitantes dos retratos se marchassem em busca de um lugar onde passar uma noite tranquila.
Era quase meia-noite quando Fred propôs o clássico jogo da garrafa. Hermione franziu o cenho sem estar muito conforme com a ideia, mas sorriu ao ver que Ronald se apressou a ocupar um lugar em frente a ela, de tal maneira que as probabilidades de que jogassem entre eles aumentasse.
Por sua vez Harry tentou fugir, mas George lhe puxou obrigando-lhe a sentar-se junto a Ron. De imediato teve um mau pressentimento, a maioria olhava-lhe sem dissimular as vontades de que o bico da garrafa lhe assinalasse precisamente a ele.
— Não é momento para graciosas fugidas, Harry. —riu Fred tomando a garrafa e ofereceu-a a um dos participantes para começar a jogar. — Seus admiradores te aclamam.
— Pois temo-me que se aborreceriam, não há nada que contar.
Nem bem Harry tinha terminado a frase quando Dean já tinha girado a garrafa e o bico apontava ao abrumado garoto de lentes. De imediato a maioria dos presentes vitoriou entusiasmada.
Harry tremeu ao ver o brilho malévolo nos olhos de seu colega de casa.
— A ver, faz em uns dias descobrimos-te infraganti. —disse o irlandês. — E queremos a verdade.
— Bem, isso é fácil porque já a disse.
— Alguém crê a versão de Harry? —Ron e Hermione apressaram-se a levantar sua mão, mais por apoio a seu amigo que por ter caído em sua mentira, mas ninguém mais lhes imitou. — E como eles não contam… —prosseguiu Dean. —… é momento de que cuspa a verdade e nos diga quem é sua galã.
— Ou galã. —insistiu agora Seamus.
— Já lhe disse que não é ninguém.
— Não te cremos. —disse Dean. — E por isso temos trazido um pouco disto.
O ruivo sacou um frasco do bolso de seu calça, por sua transparência Harry identificou-o de imediato como veritaserum.
— Como lhe conseguiram?
— Descuida, não é o que pensa. —aclarou George. — Não é verdadeiro, isso nos traria problemas legais… mas isso não quer dizer que não funcione.
— Agora nós fazemos as perguntas com quem esteve essa tarde? —prosseguiu Dean excitado pela possibilidade de usar o líquido.
— Com ninguém. —insistiu Harry rodando os olhos. — Estive só.
Ao ver que Dean se dispunha a insistir e quiçá a usar a imitação do veritaserum que eles mesmos tinham levado à festa, os gêmeos decidiram pôr mãos à obra. Apesar de que também se morriam de curiosidade, Harry era seu amigo, se olharam entre si por uns segundos dantes de estalar em gargalhadas.
— E vocês de que se riem? —increpou Ronald temeroso de que saíssem com alguma broma pesada.
— Acho que Harry já disse bastante. —seguiu rindo Fred até o ponto de quase chorar.
— Bastante? —queixou-se Seamus. — Mas se não tem dito nada.
— Oh vamos, não lhe vou achar que vocês não se encerraram ocasionalmente em algum banheiro… "sozinhos".
Bastou um segundo para que todos captassem o que Fred quis dizer e se uniram a seus risos enquanto Harry se corava no ponto de sentir que suas bochechas estalariam em lumes.
— Bem, suficiente de Harry. —arquejou George esforçando-se por deixar de rir e assim mudar rápido de tema. — Cabeça oca afortunada, toca-te a ti.
Ron franziu o cenho a seu irmão, mas tomou a garrafa fazendo-a girar, ainda que sem muito impulso para que ficasse olhando para Hermione, e o conseguiu. Os lábios da garota curvaram-se em um sorriso em espera da pergunta de seu noivo.
— Que foi o que mais gostaste de mim?
Hermione sorriu com ternura e fez-se um silêncio esperando escutar por fim o grande mistério que todos se perguntavam.
— Gosto de fixar-me reptos complicados na vida. —disse a castanha sem deixar de sorrir. — E saber que, passe o que passe, sempre vou ter a razão ao final.
— Ao final, ao princípio e em meio. —respondeu o ruivo sem importar-lhe a broma, estava demasiado apaixonado para não achar que passaria sua vida se sentindo o homem mais afortunado do mundo.
Hermione modificou seu sorriso e Ron soube que assim que estivessem a sós seria recompensado por sua resposta.
— Bah, demasiada açúcar pro meu gosto. —interrompeu Seamus. — Toca-me.
Fez girar a garrafa e novamente o bico assinalou a um abrumado Harry Potter.
— Têm enfeitiçado isso. —queixou-se assinalando a garrafa.
— Ninguém tem feito armadilha, agora a seguinte pergunta… em quem pensava quando estava sozinho no banheiro?
— Seguem com isso? Não há ninguém em especial. Porque não lhe perguntam algo a Neville? Ele segue sem jogar. —propôs Harry sem dar-lhe importância a que seu tímido amigo quase se afogasse com o suco de abobora que bebia.
— Potter, tem que responder ou usamos o veritaserum.
Harry compreendeu que não os ia deixar tranquilos até que lhes desse uma notícia o suficientemente interessante para satisfazer sua curiosidade.
— De acordo, lhe direi. —assumiu resignado. — Em quem pensava era em… em Ron.
Após isso, alguns guardaram silêncio, outros mais gritaram emocionados, Harry escutou que Seamus lhe dizia a Dean "Me deve um galeão!". Soube que tinha conseguido seu propósito convencendo a seus colegas, mas não se atrevia a levantar a mirada e ver a reação de Ron, muito menos a de Hermione.
De repente sentiu-a acomodando em um lugar entre ele e Ronald, foi então que alçou o rosto e um peso se lhe tirou de em cima ante a expressão de fingida indignação de sua melhor amiga.
— Sinto muito, Harry, mas eu te ganhei. —disse-lhe a castanha.
— Assim é parceiro. —afirmou o ruivo. — A minha princesinha não a troco por ninguém.
Ron abraçou a Hermione, mas acima de seu ombro fez um piscou pícaro a seu melhor amigo o que voltou a desatar o riso dos demais. Harry aproveitou o momento para terminar com o jogo fingindo ter que ir ao banheiro, não podia se expor a que seguissem lhe fazendo perguntas.
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A seu regresso, foi sentar-se junto a seus dois amigos, por fortuna os demais já não lhes punham muita atenção e podiam falar baixo o resguardo da música.
— Obrigado por apoiar-me. —disse o moreno. — Sinto muito ter-te envolvido, Ron, mas não se me ocorreu outra coisa.
— Isso quer dizer que não é verdade que morre por mim?! —exclamou Ronald levando-se exageradamente as mãos ao coração como se sofresse de uma enorme desilusão.
Harry sorriu, tranquilizava lhe que seu amigo pudesse seguir caçoando ao respeito. No entanto, igual sentia dever-lhe uma explicação, mas de só pensar em lhe confessar que se deitava com Severus Snape se punha muito nervoso. A notícia inclusive a ele lhe parecia absurda e assustadora, não achava que Ronald pudesse reagir de uma maneira diferente.
— Harry? —chamou-lhe Hermione, preocupada por seu silêncio.
— Vocês são meus melhores amigos, mas…
— Não nos deves nada. —interrompeu lhe Ron. — E se tenho de ser sincero, também não estou seguro de querer que me diga seu segredo, melhor sigamos como estamos, tão só quero que saiba que pode contar comigo se me precisa.
— Obrigado, em realidade não é nada grave só que sim, prefiro que ninguém se inteire, gosto como estão das coisas assim.
— Também gosto das coisas como estão. —respondeu sorrindo apaixonado enquanto abraçava a Hermione a seu lado, ela lhe correspondeu com um sorriso.
Harry sentiu-se muito feliz por eles, mal podia achar que essa seria sua última noite de solteiros, mas Ronald luzia imensamente ilusionado e convencido de que queria unir sua vida à de Hermione para toda a vida.
Os olhos verdes fixaram-se nos lumes da lareira, desejou em um dia experimentar a sensação de formar uma família. Ainda que não tinha muitas esperanças, nesses momentos lhe era impossível se imaginar com ninguém que não fosse Severus Snape.
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Tentando esquecer-se um pouco de Severus, Harry uniu-se aos demais jogos que seus amigos faziam, mas quando notou que o perigo estava a ponto de voltar com suas perguntas incômodas, desviou a atenção para uma caixa de madeira esquecida em um rincão.
— E isso que é?
— Ah, é nosso surtido rico. —respondeu George tão entusiasmado como se tivesse chegado novamente a Natal.
Ele e seu irmão se apressaram à abrir extraindo toda classe de fogos e bengalas que já produziam em sua loja de bromas.
— Este é incrível. —disse Fred mostrando-lhes um coreto vermelho com estrelas douradas. — Ainda está em etapa experimental, mas lhes asseguro que se divertirão.
Sem perder tempo para responder às perguntas de Hermione sobre a segurança do jogo, Fred acendeu o explosivo. Em um princípio sozinho saíram pequeninhas faíscas douradas que deixou a todos com desencanto esperando ver algo mais espetacular, mas de repente, a cada uma dessas faíscas cresceu se multiplicando e estalando ruidosamente fora de controle.
O primeiro instinto de Harry foi cobrir a Hermione com seu corpo enquanto Ron fazia o mesmo do lado oposto. E ao sentir como uma dessas faíscas que já eram tão grandes como uma pelota de quidditch, lhe golpeou nas costas, se girou varinha em mãos.
Fred e George já tentavam as apagar mintas que os demais corriam a guarecer-se depois dos cadeirões, o qual não era uma garantia de segurança, pois alguns almofadas começavam a arder.
Não foi fácil, mas uns minutos depois conseguiram ter todo baixo controle, ainda que a sala comum de Gryffindor parecia uma zona de guerra. Os tapetes e almofadões escorriam de água, e tinha zonas fumadas na cada uma das paredes. Isso sem contar com que quase ninguém resultou ileso, ainda que por fortuna, nenhuma das feridas era de gravidade.
— Garotos, supõe-se que não deveriam introduzir produtos tão perigosos ao colégio. —lhes repreendeu Hermione enquanto revisava uma feia queimadura no braço de seu noivo.
— Não eram perigosos quando os trouxemos. —asseverou Fred indignado, e depois girou-se buscando a Neville que olhava o estropício em silêncio. — Pedimos-te que subisses essa caixa enquanto George e eu íamos pelo hidromel que fizeste com ela?
— Eu não fiz nada.
— Alguém a enfeitiçou. —interveio George revisando o resto dos coletores. –Fred, temos que levar em seguida ou pode estalar.
— Querem que lhes ajude?
— Não, Harry, obrigado. —sorriu-lhe George para despreocupa-lo enquanto colocava um feitiço sobre a caixa que a mantivesse segura. — Não comentem nada disto a ninguém, é melhor não ter problemas.
— Estão loucos? Eu devo levar a Ron com Pomfrey.
— Estou bem. —grunhiu o ruivo. — E se dizemos algo não nos permitirão ter mais festas aqui.
Hermione não estava muito convencida de querer ficar calada, Harry também não luzia tranquilo, mas ambos assentiram compreendendo que a principal preocupação de Ronald, ainda que não o dissesse, era que seus dois irmãos ficassem castigados e não se lhes permitisse voltar a ingressar ao colégio.
E ainda que provavelmente o resto de seus amigos achasse que todo tinha sido um descuido dos gêmeos, ou no pior dos casos, uma broma muito pesada, nem Ron, nem Harry nem Hermione estavam tão seguros disso.
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Nota tradutor:
Mas então quem será que enfeitiçou a caixa?
Vejo vocês no próximo capitulo
Comentem!
Ate breve
Fui…
