Nota 1: Oi, gente! Olha eu aqui de novo. Bom, esse é o último capítulo da fic. Uma vez mais eu gostaria de agradecer a você leitor e também as pessoas que marcaram "follow", "favorite" e deixaram comentários. A história está bastante diferente da anterior, mas as razões (como eu já havia mencionado antes) são que os personagens estavam SUPER OCs (não que eles ainda não estejam um pouco) e depois de reler a história um milhão de vezes eu optei por um final mais sútil e, de certa forma, um pouco mais fiel aos personagens. Muito obrigada mesmo e espero que vocês não fiquem decepcionados com o final. Eu estou sempre aberta a sugestões e críticas construtivas. Abraços!
Depois do baile de Ouran, eu e os outros anfitriões ficamos um tempo sem nos encontrar. Tamaki voltou para a França com o intuito de visitar a mãe, enquanto o pai enfrentava a ira da matriarca Suoh. Hunny e Mori-sempai passaram uma parte do tempo treinando para os mundiais e a outra treinando os novos funcionários da força policial da minha família. Já os gêmeos optaram por acompanhar a mãe em suas viagens.
Haruhi dividia o seu tempo em estudar, ajudar o pai com as tarefas de casa e um trabalho de "andadora de cães." Durante esse período de separação, eu meditei bastante acerca de como eu deveria me aproximar. Num momento de loucura, pensei em me confessar - todavia, eu percebi que essa não era uma idéia muito boa. Verdade seja dita, eu não tinha uma percepção completa de como ela se sentia em relação a mim e nas poucos vezes que pude observá-la, ela me tratou com respeito e reserva, nem mais nem menos.
Decidi mudar de tática e busquei me aproximar de uma forma mais sútil. Eu me ofereci para ajudá-la com as matérias em que tinha dificuldade. De início ela riu, depois me olhou meio desconfiada e já disse: "O que você ganha com isso?"
Não posso negar que aquilo me deixou um pouco triste. Até mesmo porquê a forma com que ela havia me defendido do meu pai me deu esperanças que ela via algo além em mim. Mas tudo bem, pra se vencer na vida um homem deve ter e exercer paciência.
- "Haruhi, você compreende que a sua posição como bolsista depende das suas notas, correto? Se você não se manter no topo há uma grande chance de você ser expulsa e esse cenário seria menos que o ideal para o Clube do Anfitrião." - dei a ela a resposta que ela esperava e não me surpreendeu quando ela aceitou a minha oferta com apenas um pequeno resmungo de "rico bastardo."
Os dias foram passando e os momentos que passamos juntos possibilitaram novas experiências, um espírito de camaradagem e - se o meu coração não estiver me enganando - um sentimento único.
Os seus olhares que antes eram focados e desconfiados começaram a ficar mais brilhantes, a distância foi diminuindo e a intimidade crescendo. Mais bonito que amar é ver o amor nascer, aquele semente plantada germinar e se mostrar exuberante.
- "Kyouya? Acho melhor eu voltar pra casa, eu ainda tenho que fazer o jantar pro meu pai." - sua voz parecia um pouco cansada e seus olhos menos luminosos.
- "Você poderia jantar aqui, se quiser é claro. Posso mandar Tachibana providenciar algo para o seu pai." - eu respondi preocupado. Ela estava diferente hoje e ela não quis dizer o motivo. Seus olhos se encontraram com os meus e repentinamente ela perguntou:
- "O que você ganha com isso?" - seu olhar me fixou no lugar e um sentimento de frustração se apossou de mim.
- "Eu pensei que você já havia entendido, Haruhi. Será que tudo tem que ter uma razão?" - seus olhos se desviaram dos meus. Suspirando, eu percebi que tudo tinha que ter uma razão, inclusive, com ela. Então, eu respondi:
- "Você, Haruhi. O que eu ganho é você. O que eu quero que você compreenda é que eu não sei agir de outra forma. Eu observo, eu planejo e eu executo planos. É isso o que eu faço de melhor, mas se você me permitir eu gostaria de compartilhar tudo isso: a minha vida, a minha história com você. Eu não vou forçar os seus sentimentos, entretanto saiba que eu nunca desisti de nada nessa vida e não pretendo começar agora."
- "Eu não amo você." - ela respondeu com toda a naturalidade pela qual era conhecida. "Mas, se existe alguém com alguma chance...esse alguém é você." - ela voltou a face para mim e sua expressão não estava mais guardada, mas aberta e eu senti a minha esperança ser renovada.
- "Então, você gostaria de ficar para o jantar?" - eu perguntei com um pouco de receio.
- "Seria ótimo." - ela sorriu.
Tudo tem um começo, inclusive o amor. O nosso foi naquele sorriso.
