O dia seguinte se aproximava. Os primeiros raios de Sol invadiam a janela do quarto de Naomi, que acordava incomodada com aquela luz solar bem na cara. A noite anterior tinha sido agradável em companhia de Don, mas sentia certo incômodo, no fundo. Não sabia explicar para si mesmo o que sentia. Por amar aquele Hisoka, esquivava-se de qualquer intenção de flerte, seja com quem fosse. Levantou-se, indo até o armário que era dela para pegar aquele celular. Checou mensagens, verificou todas as configurações que havia no aparelho, e nada! Nenhum sinal daquele número misterioso que havia ligado para ela.

A pergunta que incomodava a cabeça de Naomi era: valia a pena esperar por ele? A promessa por ele foi feita, mas por que desapareceu aquele número do celular que ele mesmo havia dado para ela? Sentia que deveria tomar uma decisão rápida em relação a isso.

– Oi, bom dia! – a companheira de quarto bateu-lhe levemente o ombro.

– Ah! Er… bom dia! – despertou de seus pensamentos em um leve susto.

– Assustou-se comigo?

– Eu… tava distraída aqui…

– Telefonando? – a amiga reparou no smartphone na mão dela.

– ...sim… mas ele parece que está com problemas… – disse, guardando no armário.

– Problemas? Ué, o próprio Don sabe consertar aparelhos como smartphones. Pede para ele ver o que está havendo.

– É… – Naomi teve uma ideia rápida. – talvez ele possa me esclarecer uma dúvida.

– Isso!

Resolveu fazer o Don tentar descobrir o número perdido de Hisoka, já que, segundo a companheira de quarto, ele era dessas pessoas que sabiam mexer em aparelhos eletrônicos. Apresentou o tal problema ao Don (não conseguia achar um número de contato que poderia estar escondido em algum registro na memória do celular) e ele verificou.

– Olha… estou reiniciando seu smartphone aqui… não vejo absolutamente nada! Parece que nunca foi usado!

– Não há nenhum vestígio de ligações?

– Nenhum, Naomi. Parece que ainda nem saiu do embrulho!

Sem chances. E agora… o jeito era esquecer tudo aquilo… mas não seria fácil. Aquele "bruxo do amor" foi um feitiço estranho e louco que aconteceu uma vez e não irá mais acontecer.

Começo de uma noite fria. Sentado em sua cama, Hisoka apenas descansava em seu tempo livre, assistindo a televisão. Não se sentia tão animado em marcar lutas ou "batizar" usuários fracos e inexperientes em Nen. Estava focado nos meninos que progrediam em suas lutas e, breve, testaria para ver se estavam suficientemente preparados.

Aquela camareira bonitinha ainda não veio fazer seus serviços por dois dias, sendo substituída por aquela velha antipática que não ia com a cara dele. E quando mal começou a pensar nela, a porta bateu. Lá ia ele receber o jantar no quarto, quando teve uma surpresa agradável.

– Oh! Você por aqui?

– Sim, Senhor Hisoka. Estive sumida por esses dias devido a um resfriado que comprometeu toda a disposição.

– Ah, coitadinha! Mas que bom que retornou ao serviço, entra! – ele convidou-a para entrar.

A jovem serviçal foi até a pequena mesa de jantar e colocou o prato de jantar e outros aperitivos que estavam cobertos em cima dela, arrumando tudo caprichosamente. Ele se aproximava dela aos poucos, observando-a. De repente, a moça sentiu alguém quase encostada nela, virando-se rapidamente. O ruivo estava bem próximo a ela, com um sorriso agradável e enigmático ao mesmo tempo. Ela abaixou a cabeça, tímida.

– Não precisa ficar assim… já nos damos bem, não precisa agir como se fosse um simples estranho…

– D-d-desculpe… – ela gaguejava.

Aquilo era um bom e mal sinal para Hisoka: ela demonstrava sinais de um típico embaraço que uma mulher sente quando um homem que lhe agrada está por perto. Nem de longe ele queria despertar tal sentimento nas funcionárias. Já tinha uma pessoa que havia despertado seu interesse, logo não queria outras. Porém, estava há tanto tempo sem ter por perto algo para se "distrair". Não tinha vícios em satisfazer suas necessidades sexuais em qualquer corpo que encontrasse, sabia conviver sem sexo por meses. A presença daquela funcionária da Torre Celestial já havia despertado nele a nostalgia dos tempos em que esteve com aquela que já foi refém do Ryodan em York Shin. Sua refém, também, pois ele também foi um dos responsáveis pelo seu rapto. A melhor refém que um raptor poderia sequestrar. A saudade dela o deixava levemente excitado, mas nada que o fizesse atrair-se por um outro alguém. Mas aquele momento era diferente.

– Posso… retirar-me agora? – disse a outra, quase encostada contra o corpo do outro.

– Não… – disse ele, com a voz levemente rouca.

Igual a um tigre prestes a dar o bote em sua presa, o ruivo alto pôs suas belas mãos masculinas nos ombros esguios da camareira, fazendo-a recuar um pouco. Ela olhava-o assustada, porém não se desvencilhou quando ele a tocou dessa maneira.

– Hmm… er… deseja mais alguma coisa?

– ...sim. – disse ele, apertando os lábios um no outro e encarando-a com malícia.

Mal terminou de falar, ele pegou aquele corpo bem menor que o dele e colocou em seu ombro como se fosse uma mochila. A outra apenas exclamou um "ui" bem fraquinho. Ele a levou para o quarto, colocando-a no centro da cama. Confusa, a moça o olhou nos olhos e arriscou a perguntar-lhe.

– Por que… por que está fazendo isso… – a voz que já era baixa tornou-se mais melodiosa e agradável de se ouvir.

– … não quer? – já na cama e por cima dela, de quatro, perguntou calmamente.

Não, ele não queria demonstrar imposição. Ao mesmo tempo, queria saciar seus desejos sexuais que estavam despertando seu membro que já pulsava levemente ainda dentro do roupão. Mas imposição nenhuma intimidava aquela que não demonstrava a menor das resistências. Ele sabia a quem e como atacava. E aquela "presa" era perfeitamente disposta para si, não escondendo sua atração por seu "predador". Ele a deitou na cama, segurando-lhe pelos ombros, enquanto a beijava pelo pescoço, quase encravando uma mordida ali. Sem demonstrar resistência, a camareira aceitou aquela atitude tão íntima e intensa sem fazer nada, nem mesmo retribuir da mesma forma que ele. Ainda devorando aquele pescoço macio de beijos, ele começou a tirar-lhe calmamente a roupa.

– Não me respondeu ainda… não quer que eu continue? – ele precisava ouvir de sua boca que estava tudo bem, por parte dela.

Ela apenas confirmou com a cabeça que sim. Aliviado, pode terminar de despi-la sem a menor das preocupações. Estava tudo bem e poderia desfrutar daquele corpo, satisfazer-se daquela intensa vontade de possuir Naomi, mesmo que fosse em um outro corpo.

Inerte e submissa, a morena permitia que ele lhe fizesse íntimas carícias em seus seios mimosos, ao mesmo tempo que ele beijava por todo seu colo. Ele não sentia ainda necessidade dela lhe fazer tais coisas. Ela era apenas só um brinquedo para lhe divertir. Deslizou seu dedo médio do começo do clitóris até a entrada da vagina dela, fazendo a outra antes inerte mover-se entre um gemido longo.

– ...já conhece esse tipo de prazer? – disse Hisoka ao pé do ouvido da outra.

– …

Voltou a respondê-lo com silêncio. Ele deduziu que teria que descobrir por conta própria, já que a outra apresentava a timidez similar à de Naomi. Retornou a deslizar os dedos pelo sexo dela, focando no clitóris dela. A outra gemia baixinho, docemente. Diferente de quando teve seu momento com Naomi, ele estava sendo até gentil... pelo menos naquele momento em que descobria a fêmea que estava à sua frente. Penetrou dois dos seus dedos grossos e de unhas longas nela, que arqueou o corpo. Ele sustentou o corpo dela com o outro braço, já que ela estava quase caindo da cama.

– Fala, mulher…você nunca fez isso? – ele ainda insistiu na pergunta.

– Ahhh…er… sim. Mas... já faz algum tempo…e sou solteira. – a outra confessou meio encabulada.

– Humm… interessante…

Os traços do corpo da funcionária da torre lhe passavam a impressão de que era realmente virgem, mas quis verificar melhor. Talvez ela até fosse uma, e poderia esconder isso para não "intimidá-lo". Havia homens que, diferente de outros, inclusive o próprio, desistiam de mulheres quando descobriam-lhe a virgindade. Socou dentro dela os dedos com certa força, estimulando-a por dentro. A outra se contorcia em seus braços, jogando a cabeça para trás, totalmente sustentada por ele. De repente, a outra começou a acariciar-lhe o peito ainda coberto pelo roupão já meio frouxo, o que deixou-o mais excitado. Ele puxou-a mais para perto, abraçando o belo corpo nu dela contra o seu que deixava cair o roupão pelos ombos, descobrindo-os.

Aos poucos, ela parecia desinibir-se. Puxando-lhe o roupão, descobriu-lhe da cintura para cima, revelando o tronco musculoso e robusto de cintura meio esguia, em comparação ao peito largo. Os seios se roçavam contra o peito dela a cada vez que ele a apertava contra si. Realmente, parecia conhecer momentos como aquele, de fato não mentiu. "Que sem graça.", pensou ele. Mas como estava a fim de descarregar seus impulsos sexuais nela, apenas focou nisso.

Deitando-se sobre ela, ele terminou de tirar o resto do roupão ameças movendo-se em cima dela, que automaticamente abriu suas pernas, acolhendo-o entre elas. Ele deslizou suas mãos por entre aquelas coxas, abrindo-lhe ainda mais as pernas. Por um momento, fechou os olhos. Sim, Naomi assumia aquele corpo em sua mente. Ainda de olhos fechados, deitou-se completamente no tronco dela e beijava-lhe furiosamente os lábios. Sim, eram os lábios dela. Pegou-a pelos pulsos e colocou-os para trás, quase encostando na cabeceira. Como a fêmea em seus braços já não era mais virgem, não havia preocupação em machucá-la – foi o que pensou logo ao ouvi-la confessar. Pegou gentilmente seu próprio órgão já ereto e mirou contra o sexo dela. Penetrou-a imediatamente, sem nenhuma preocupação com aquela que era possuída luxuriosamente. Aos poucos, acelerava os movimentos dos quadris, intensamente, descontando todos aqueles instintos que quase deixava seu pênis dolorido devido a tensão sexual. A outra parecia uma típica prostituta; de forma saliente, gemia similar ao ronronar de um gato e pressionando os dedos (e unhas) contra as costas largas e musculosas do seu parceiro naquele momento. Era inimaginável para Hisoka aquela tímida e inofensiva camareira ser tão ousada e desinibida naquela hora. As mãozinhas dela percorrera por todas as costas dele, chegando até as nádegas, apertando-as. Aquilo deixou o homem louco, fazendo enfiar com mais força seu membro fálico dentro dela, que já exclamava mais alto seu prazer. Ele enterrou todo seu membro dentro dela, com força, mais rapidamente, saciando-se no início do seu intenso orgasmo. Desligando-se totalmente de tudo, entregou-se ao seu prazer mais potente, sem ligar que fazia a outra gritar também de dor. Era como se fosse os gritos da Naomi. Teve a impressão de tê-la ali novamente. Esmagava o corpo menor sob seu peso. Puxava-lhe os longos cabelos assanhados no coque antes bem preso ao alto da nuca. Mordia-lhe o ombro com força. Arranhava-lhe as coxas. Encravava-se totalmente dentro dela enquanto soltava um baixo grito de orgasmo, finalizando-o com um gemido rouco e longo.

Ao saciar-se totalmente, ele abriu os olhos. Aos poucos, ia se acostumando com a realidade do momento. Longos cabelos negros e lisos tampavam-lhe a visão. O cheiro era de outra mulher. O toque também. Afastou os cabelos dela dos olhos, virando seu rosto para olhar o da sua fêmea ali. Parecia possuída. Os olhos semicerrados, quase virados. A boca aberta. Aquela boca… pedia por um beijo, assim fazendo. Sua boca pequena e aberta parecia seca, o hálito também, mas nada impedia dele desfrutar do beijo de língua.

– Oi… – chamou Hisoka, quase beijando-lhe a face.

– Hmmm… – parecia um gato ronronando. – ahhh… por que parou?

Ela parecia não satisfeita ainda em seu prazer. Por que as mulheres sempre demoravam mais para chegar ao orgasmo? Isso o incomodava levemente. Além disso, não era ela quem decidiria as coisas, e sim ele.

– Descansa aí… enquanto vou ao toalete. – disse ele, levantando-se e deixando-a lá, jogada na cama como se realmente ele tivesse tido trabalho em fazê-la ceder.

Foi jogar uma água gelada no corpo. Apesar da época fria do ano, ele sempre sentia seu corpo ferver antes e depois do sexo e nada como refrescar-se. Além disso, precisava se refrescar; e aquela mulher na sua cama também. Voltou do mesmo jeito que entrou no chuveiro, procurando pelo roupão que estava jogado no outro lado da cama. Hisoka apreciava a visão que tinha daquele corpo esguio, de seios médios e duros, curvas delicadas e pernas roliças.

– Hmmm… não vem se deitar? – disse a outra, contorcendo-se na cama insinuosamente.

– Vou jantar, estou com fome. Se quiser, fica a vontade para descansar o resto da noite aqui.

– Ah... sim… – concordou a outra, disfarçando sua frustração.

Naquele resto da noite, ele permitiu que ela tivesse livre uso do chuveiro e da cama para descansar em sua folga. Sorte que ela não tinha mais trabalho naquela hora. Ao perceber que ela havia dormido, Hisoka pode também fazer o mesmo. E assim, pode descansar tranquilamente para acordar cedo e verificar de perto aqueles meninos que tanto queria enfrentar, principalmente aquele garoto chamado Gon.

Aquela torre lhe parecia chata. Naomi chegou a ver algumas lutas, mas achava tudo aquilo tão tedioso. Mas para não decepcionar seu amigo Don, nunca reclamava. Somente achou curioso em saber que havia crianças competindo seriamente naquele andar.

– Ah, essas lutas dos garotos nem me interessam! – disse o loiro, ajeitando os óculos escuros.

– A mim também não interessa muito… mas não achava que encontraria crianças lutando aqui de igual para igual com veteranos e experientes.

– É… aqui é um lugar de surpresas…

– É… nosso período de férias aqui está terminando…

– Temos mais uma semana, Naomi. Poderemos fazer muitas coisas aqui, juntos!

Don sempre passava maior tempo com Naomi. Isso fez os respectivos companheiros de quarto deles fofocarem uma possível "amizade-colorida". Mas ela não tinha nada mais íntimo com ele e vice-versa. Por ele, essa amizade seria mais que uma simples amizade. Mas a morena não confirmava seu pedido de namoro. De fato, o loiro não interessava a Naomi a não ser em ter uma relação amistosa.

Mas Don não andava 24 horas por dia ao lado dela. Tinha outros funcionários da empresa ali que se dava bem ou então ficava sozinho quando queria. E em uma dessas andanças pelos corredores do 200º andar, teve a oportunidade de ficar frente a frente com o famoso "Mágico da Morte", o lutador Hisoka. Impressionou-se com tal figura de porte ostentoso. Parecia que emitia uma energia sinistra. Ao ser observado, o mágico virou-se para Don. Ambos trocaram olhares desafiadores.

– É lutador novo por aqui? – Hisoka atreveu-se a perguntar primeiro.

Don sentiu o sangue fever. Não de raiva, nem de medo. Mas de euforia. Secretamente, adorava estar diante de perigo e de gente perigosa, mesmo que não fosse tão forte o suficiente quanto a adversidade diante de si.

– E… se eu for um? – Don respondeu tranquilamente.

Hisoka sorriu irônico. Sabia bem analisar as pessoas e geralmente acertava.

– Hehehe… bem cômico, você.

– Acha? – ele avançou um pouco mais, caminhando contra ele que estava de braços cruzados olhando para aquela figura que, para ele, era patética.

– Sim, e até corajoso demais para desafiar inimigos dos mais ceifadores. Meus parabéns! – Hisoka mirou sua mão contra ele, usando uma fraca barreira de Nen para impedi-lo de avançar. Uma pessoa normal seria brutalmente lançada longe com aquela barreira fraca, mas surpreendeu-se ao vê-lo avançar facilmente aquela barreira. Chegou a uma conclusão.

– Então, é usuário de Nen, não é?

– Sou. Surpreso? – Don sorria maroto, encarando o ruivo.

Hisoka percebeu que estava diante não só de alguém que sabia usar Nen, mas de um Hunter profissional. Nunca tinha visto antes aquela figura alta e altiva no site dos Hunters. Hunters em geral conheciam-se uns aos outros. E pelo jeito, era um Transformador. Da mesma laia que o ruivo. Mentiroso, insinuante e caprichoso.

Don parou finalmente diante dele. Com uma mão no bolso da calça, encarando-o.

– É uma honra estar diante de um dos meus preferidos lutadores! – disse o loiro, sem parar de encará-lo daquela forma.

– Eu agradeço… mas terei que expulsá-lo daqui, já que estamos na área exclusiva dos lutadores…e sei que é apenas um expectador.

– Hehehe… teria essa capacidade, Hisoka? Afinal, já fui um lutador que nem você em um distante passado, quando era apenas um vagabundo que lutava só por dinheiro e sobrevivência. Sei me virar muito bem por aqui, no meio dessa gentinha de lutadores…

Aquilo soou meio arrogante para o mágico, que fez aparecer entre seus dedos a carta do Coringa da Morte. Com um sorriso torto, Don tirou sua mão do bolso, pronto para se defender.

Foi em questão de menos de um minuto. Don tentou golpear-lhe o pescoço para nocauteá-lo, enquanto Hisoka passou sua carta pela lateral dele, conseguindo feri-lo na região das costelas. Ainda ferido, Don atingiu-lhe o braço com um chute intensamente forte, e o outro aproveitou repelir o corpo dele com uma intensidade de Nen alta, fazendo-o chocar gravemente contra a parede, que chegou a ser quebrada. Ele foi até o loiro e pisoteou com força a cabeça já ensaguentada do outro, que estava meio inconsciente.

– Muito bom, senhor. Deve ter sido um excelente lutador quando jovem! Até mais, espero vê-lo novamente! – disse ele, saindo em seguida.

Inconsciente, Don nem pode ouvir direito o que Hisoka falava, tão pouco responder. E o loiro ficou ali, até ser encontrado por um funcionário da Torre Celestial, que chamou reforços que o levaram até o hospital do andar. Foram chamados todos os seus colegas funcionários que estavam com ele. Naomi ficou preocupada ao vê-lo com a cabeça e a costela enfaixadas, ambas tinham sido quebradas por causa de quem nem imaginava que estivesse tão perto…

– O que houve?

– Ora, ele se meteu em alguma briga! – disse o companheiro de quarto dele.

– Mas… ah, eu deveria estar perto dele!

– Saberia protegê-lo, Naomi? – disse o outro, com certo sarcasmo.

– Apenas ocuparia ele com outra coisa, evitando qualquer princípio de briga, apenas isso!

O outro sorriu, achando que realmente Naomi estivesse tendo um caso com Don.

– ...deve ser tenso ver a pessoa amada em conflitos assim. Eu te entendo, Naomi! Mas isso não é motivo para preocupações, ele vai ficar bom logo, logo!

Naomi olhou de lado aquele homem. Parece que sua amizade estava sendo confundida com outra coisa. Mas não deveria se importar com isso antes da saúde de Don. Resolveu ficar mais perto dele, no fundo não queria que nada de mal acontecesse com ele.

Enquanto esteve com Don convalescente no hospital, toda a Torre Celestial se animava com a esperada luta entre Hisoka e Kastro. Mas ela nem ligava em ver as lutas, apenas ali, sempre ao lado dele até que ele ficasse melhor.