No Capítulo Anterior...

"Voltem de onde vieram e me deixem em paz ok?" – disse.

"Espere! E as almas de nossos amigos?" – perguntou Shun.

"Enquanto eu e Haziel ficamos tagarelando, eu devolvi as almas deles a seus corpos. Mas isso não sairá de graça..." – olhou para Saori – "Eu quero minha liberdade, Atena... E para isso, você precisará dar a sua vida em troca" – disse – "Você será capaz de dar sua vida á mim em troca de seus preciosos cavaleiros vivos?".

Boa Leitura á Todos!!


Angels Fall First

Capítulo Três

"Ressurreição"

Beside the cross on your grave

Ao lado da cruz sobre a sua sepultura

"O QUE??".

"Para me libertar, terá que dar seu sangue e seu cosmo praticamente por inteiro... São poucos os Deuses que sobreviveriam. Mas não se preocupe" – sorriu, sarcástica – "Eu sou paciente. Espero o tempo que for necessário para você se decidir. Afinal..." – viram pasmos o enorme par de asas negras manchadas de branco aparecerem em suas costas – "Eu não vou morrer tão cedo" – e levantou vôo, desaparecendo rapidamente pela escuridão.

Silêncio. Estavam praticamente petrificados depois de tanta informação. A proposta dada por ela era incabível!! E o pior: não tinham como negar, já que Seheiah devolveu as almas de seus amigos. Olharam para Atena, que se mantinha parada e com uma expressão séria no rosto. Viram-na suspirar.

"Se esta for a única forma de amenizar a dor de todos e traze-los de volta, eu irei dar a minha vida para que se concretize" – disse.

"Mas Saori..." – começou a dizer Seiya – "Não há outra forma de dar a liberdade que Seheiah tanto deseja?" – perguntou.

"Infelizmente, ela não nos especificou de quem, ou do que ela quer se libertar... Assim fica impossível para acharmos outra maneira... O que nos resta é aceitar" – disse, dando as costas ao local e caminhando em direção á saída, sendo seguida por seus fiéis cavaleiros.

--xxx--

O retorno de Saori e os cavaleiros de bronze foi inesperado, o que assustou Alene imensamente. Do nada, a Deusa e os outros apareceram na sua frente, e como estava distraída observando a estátua dourada de Atena, praticamente pulou do lugar. Passado o susto, reparou que todos estavam sérios demais, principalmente Atena. Preocupada, aproximou-se.

"Deseja alguma coisa Senhorita?" – perguntou.

"Chame alguns guardas Alene... E mande-os para a Casa de Peixes" – disse, séria.

"Sim..." – e desceu as escadarias apressadamente.

Saori continuou na mesma posição, apenas observando o Sol da manhã. Um novo dia, uma nova esperança. Sabia o quanto a volta deles animaria a todos e era exatamente por esse motivo que se sacrificaria: pela felicidade daqueles guerreiros que tanto sofreram. Sem dizer uma palavra sequer, seguiu em direção á Casa de Peixes e em instantes, os cinco cavaleiros estavam logo atrás de si.

Não demorou muito para que enfim chegassem á 12ª Casa. Agora, não havia resquício algum de que aquele lugar esteve coberto por trevas. As belas estruturas claras pareciam feitas de ouro, devido aos raios do sol que nelas tocava. Deixando para trás a beleza do local, entraram na casa e caminharam para o centro dela, onde haviam encontrado os treze corpos. Pararam de andar assim que os viu. Os mesmos rostos, os mesmos cosmos. Eles haviam retornado.

"Bem vindos de volta" – disse Saori, sorrindo.

Os treze cavaleiros estavam sentados no chão, tentando recuperar um pouco de suas forças e tentando entender o que se passava ali. Assim que sentiram o cosmo da Deusa, acabaram por acalmar seus espíritos. O primeiro a se levantar foi Shion, levemente tonto. Em minutos, todos os outros já estavam de pé, mas não ousavam tentar andar, porque sabiam que seus corpos estavam debilitados demais para tal ato.

"Atena..." – começou a dizer Shion.

"Não se esforcem tanto, meus amigos... Afinal, vocês acabaram de voltar á vida" – disse, com um sorriso doce estampado em seu rosto.

"Como isso?" – perguntou Shura.

"Quando vocês estiverem recuperados, irei responder as suas dúvidas sim?" – disse.

"Atena..." – voltaram-se para a voz feminina um pouco distante e lá estava Alene, acompanhada de alguns guardas do Santuário e amazonas.

"Obrigada por trazê-los Alene... Acompanhem os Cavaleiros de Ouro até suas casas" – disse Saori, aos guardas.

"Sim" – disseram, sem conter a surpresa ao ver os doze cavaleiros vivos.

"Shion..." – chamou a Deusa.

"Sim?".

"Você virá para a 13ª Casa, está bem?".

"Como a senhorita desejar" – disse.

"Que bom que estão de volta" – disse Alene, sorrindo.

Eles apenas assentiram, mesmo ela sendo uma completa desconhecida para eles. Enquanto os guardas ajudavam os doze a caminharem até suas casas, Alene aproximou-se da Deusa, com uma expressão aliviada e contente. Sabia o quanto a amiga Marin sofria com a morte deles, mas em especial a do leão. E claro, ela não era a única. A própria Atena sofria, junto com algumas amazonas que nutriam respeito e admiração por todos eles.

"Vejo que conseguiu traze-los de volta, Atena" – disse Alene, sem disfarçar a sua felicidade.

"Conseguimos... Mas teremos que pagar um outro preço por isso" – disse, séria – "E me preocupo com o que vai acontecer quando tivermos que pagar essa dívida" – pensou em voz alta.

"Como assim?" – perguntou Alene.

"Você descobrirá, com o tempo" – dito isso, voltou a andar, para fora da Casa de Peixes.

Alene ficou no vazio, já que os cavaleiros de bronze haviam acompanhado os companheiros e Shion foi junto de Atena, sendo ajudado por um dos guardas. Suspirou pesadamente. Sentia um péssimo pressentimento em relação aquele mistério todo que a Deusa fazia. Como um estalo, lembrou-se de seus deveres e logo saiu a toda velocidade para cumpri-los.

--xxx--

Dois dias se passaram desde que a notícia de que os cavaleiros de ouro haviam retornado á vida. O Santuário parecia outro depois da volta deles. Parecia exalar mais vida, mais alegria. E de fato, os habitantes do Santuário sentiam exatamente isso. Marin ia praticamente todos os dias visitar Aioria. Às vezes ela mal acreditava que ele estava ali, na sua frente. Alene continuava extremamente atarefada, tanto que mal se apresentara para os treze cavaleiros. Naqueles dois dias, Saori manteve-se enclausurada em seu escritório e raramente recebia visitas.

Naquela manhã, Mú e Aldebaran resolveram dar uma caminhada pelo Santuário. Queriam sentir novamente aquele ar marinho que envolvia o Santuário e claro, precisavam urgentemente sair de suas casas. No campo de treinamento, depararam-se com o treino das amazonas. E para a surpresa deles, pareciam muito mais em forma e mais fortes do que antes.

"Vejo que perdemos muitas coisas" – disse Mú.

"Cinco anos é tempo demais meu amigo" – disse Aldebaran.

"VOLTA AQUI MOLEQUE!!" – gritou Shina, a plenos pulmões.

"Eu só quero cinco minutos de descanso!! Só cinco!!" – resmungou o menino, fugindo da amazona.

"Acabamos de começar os treinos...".

"Não são treinos, são torturas!!".

"Pára de resmungar Ézio... Parece uma garotinha fraca!!" – provocou Shina.

Imediatamente o pequeno parou de correr e virou-se para a amazona, que também parou de correr e o olhou, curiosa. Ele parecia levemente emburrado com o seu comentário, o que a deixou feliz da vida. Agora teria uma arma para usar contra o pequeno, caso ele resolvesse fugir dos treinos mais uma vez. Quem visse aquela cena e não conhecesse o gênio de Shina, achariam que ela seria mãe dele.

"Eu não sou uma garotinha e muito menos fraco!!" - irritou-se.

"Então pára de agir como uma e volte já para o treino!!" – disse.

Sem dizer mais uma palavra, Ézio pisou duro e caminhou de volta para o treino, deixando Shina surpresa. Aquilo foi bem fácil, afinal, se tratava do Ézio, um discípulo cabeça dura e esperto, ao estilo Seiya e Kiki. Os dois tiveram vontade de rir ao ver a cena que aqueles dois fizeram. Era mesmo raro ver Shina se empenhar tanto com um discípulo que não quer saber de treino. Ou foram ordens superiores, ou o coração duro da amazona de cobra havia dado uma leve amolecida.

"Essa eu não esperava" – disse Aldebaran, com um sorriso.

"Com licença?".

Viraram-se para a jovem que aparecera ao lado deles. Cabelos dourados que cobriam seus ombros e belíssimos olhos âmbar. Ela parecia preocupada, devido á sua expressão. Quem ela era mesmo?

"Desculpem interromper o descanso de vocês, mas vocês viram uma amazona, sem máscara, de cabelos castanhos e olhos verdes?" – perguntou.

"Acabamos de chegar e não vimos nada" – disse Mú.

"Onde ela foi se meter?" – falou consigo mesma – "Mesmo assim, obrigada" – e ela voltou a andar apressadamente, quando parou do nada e virou-se para trás – "A propósito... Me chamo Alene e sou substituta do Grande Mestre. Temporariamente. Se virem alguma amazona com essa descrição, por favor, peçam para que ela venha falar comigo sim?".

"Ahn... Pode deixar" – disse Aldebaran.

E ela voltou a andar. Os dois se olharam, estranhando. Uma substituta do Grande Mestre? Tão jovem? Era mesmo uma grande surpresa alguém tão nova conseguir realizar, mesmo que temporariamente, as tarefas e a função do Grande Mestre.

Quase no fim da tarde, não só eles, como outros cavaleiros de ouro vieram observar o treino dos aprendizes a cavaleiro. O campo de treinamento estava ocupado por amazonas e seus aprendizes. Não só a Shina, como outras pareciam se empenhar arduamente e era muito interessante vê-los treinar. Lembravam a época em que eram iguais aqueles garotos.

"Pelo menos nos livramos de treinar esses pirralhos" – disse Milo, com descaso.

"Não diga uma coisa dessas Milo" – disse Mú – "Não se esqueça que nós, um dia, fomos iguais á eles".

"No meu tempo não éramos praticamente arrastados por nossos mestres a treinar" – resmungou.

"Olha quem fala... Você vivia fugindo dos treinos!" – disse Shura.

"Está certo, eu fugia... Mas acabava voltando ok?" – fechou a cara.

"Ei... Quem é aquela?" – perguntou Máscara da Morte.

Alene vinha correndo na direção das amazonas. Assim que a viram, deram uma pequena pausa nos treinos para dar-lhe atenção. Ela parecia extremamente preocupada com alguma coisa, ou com algo. Teve que parar por um momento para recuperar o fôlego e então se voltou para as amazonas. Curiosos, aproximaram-se lentamente, a fim de ouvir a conversa.

"A Scarlet..." – respirou fundo mais uma vez – "Alguém viu a Scarlet?" – perguntou.

"Não..." – disse uma das amazonas.

"E você Belinda?" – voltou-se para a bela amazona de olhos negros e longos cabelos também negros. Seus olhos eram sérios e misteriosos – "Vocês são melhores amigas... Não a viu?".

"Vou ser sincera com você Alene... Não a vejo faz dias. Mas de vez em quando ela some assim, sem mais nem menos. Ás vezes ela fica uns dois ou três dias, meditando por aí... Porque toda essa preocupação?" – perguntou, curiosa.

"É que quando os cavaleiros de bronze, acompanhados de Atena foram mais uma vez para Hades, ela me contou algo que me preocupou e eu preciso urgentemente tirar isso a limpo com ela" – disse.

"E o que seria isso que te preocupou, hã?" – perguntou Milo, se intrometendo na conversa.

"Desculpe-me... Mas quando eu tiver certeza absoluta do que ela me disse ser real, prometo informar vocês sim?" – disse.

"Como você é intrometido" – disse Shina, encarando o escorpião.

"Estou de bom humor e não vou ligar para seus apelidos carinhosos, querida" – provocou, fazendo-a ranger os dentes.

"Desculpe Alene... Não tenho como te ajudar" – disse Belinda.

"Será que ela voltou?" – perguntou.

"É uma probabilidade" – disse Belinda – "Quer que eu te leve até a casa dela?" – perguntou.

"Seria ótimo" – disse.

"Então vamos... Hayden!" – chamou a atenção de seu discípulo, que conversava com outro – "Comporte-se até eu voltar. Se você me aprontar uma, você se verá comigo" – disse, lançando-lhe um olhar mortal, assustando-o.

"S-sim me-mestra" – disse o pequeno de grandes olhos negros.

Belinda caminhou em direção ao território das amazonas, deixando um certo escorpiano curiosíssimo. Bem que tentaram impedi-lo, mas quando Milo mete algo na cabeça, não há Deus algum que consiga tirar. Seguiu-as de longe, ocultando seu cosmo para não ser descoberto. Atravessaram a cerca e ele foi obrigado a segui-las pelo lado de fora. Por sorte, a casa onde Scarlet dormia ficava praticamente em frente á delimitação do território. "Droga...". Pena que não tinha como entrar lá. Depois da ultima vez que quase fora morto por elas, nunca mais iria se arriscar.

A casa de Scarlet não era lá uma das mais organizadas, principalmente por causa da sala toda desarrumada e vários objetos espalhados pelo chão. Desviando do "campo minado", entraram no quarto dela. Quem sabe não encontravam uma evidência de que ela esteve ali? Alene parou de andar assim que escutou o barulho de água, vinda de dentro do banheiro. Voltou-se para Belinda.

"Será que é ela?" – perguntou.

"Só pode... Nenhuma outra amazona seria louca de invadir a casa da Scarlet" – disse.

Entraram no pequeno banheiro e viram uma silhueta sentada debaixo do chuveiro. Alene aproximou-se, chamando por Scarlet, mas quem quer que estivesse dentro daquele box não movia-se um milímetro sequer. "Estranho".

"Scarlet? Vou abrir..." – avisou, abrindo a porta e olhando para dentro.

Scarlet estava com roupa e tudo, sentada debaixo do chuveiro, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Seus olhos estavam fechados e sua face pálida o que deixou Alene preocupada. Aproximou-se dela e tocou seu braço. Foi impossível não deixar de surpreender-se.

"Meu Deus... Ela está ardendo em febre!" – disse Alene.

Continua...

And those forever burning candles

E aquelas velas que queimam eternamente


Oi Pessoal!!

Mais um capítulo que saiu á jato né? XD

Ele não foi lá aquele capítulo super interessante, mas contêm informações importantes mais para frente... E também, eu não queria fazer a história correndo, para chegar logo na parte de luta e tal... Então, vou aos poucos e isso pode resultar numa fic razoavelmente grande... rsrsrs

Espero que, mesmo que fraco, o capítulo tenha saído legal...

Estou caprichando nos capítulos para que não deixem vocês entediados... E claro, os finais dos capítulos são só para atiçar a curiosidade de todos (risada do mal) XDDD

Reviews!!

Qual ficwritten não gosta de reviews? Eu não conheço nenhuma kkkkk

Reviews Por favor?? (olinhos brilhando)

Beijos