Naomi e Eros viviam em uma harmonia que pareciam até irmãos. Ele sempre a levava para sair, fosse para o trabalho ou para curtir a cidade. Isso ajudava Naomi suportar a terrível perda dos pais e a lidar com Don no trabalho, que havia se tornado mais persistente. Principalmente quando ele foi promovido a um dos chefes principais da empresa do jornal, podendo até demitir e contratar funcionários. E ele ainda queria mais. Principalmente dela.
Hisoka hesitou em vê-la novamente ao perceber aquela companhia dela. Um vizinho que estava sempre junto dela, e que saía às noites e voltava bem tarde da madrugada. Agora, era ele que queria saber quem era aquele homem encapuzado até na cabeça e com aquelas grudadas roupas de couro. Ele passou a espiá-los, observando-os de longe sempre "disfarçado" em roupas sociais tão atípicas dele. Só precisava ter a certeza do que pensava. Seria horrível, mas compreenderia. Afinal, ele mesmo se definia como "um pássaro livre". Mas quando se tratava de Naomi, as coisas mudavam um pouco em sua mente. Apesar de amá-la realmente, precisava ter seu território firme para poder voltar para ela seguro. Senão, nada adiantaria. Não a forçaria se caso desistisse dele – já tinha colocado isso em mente. Mas sabia que isso incomodaria muito... e precisaria sair dali logo antes que a loucura e a raiva o fizesse até... matar.
Naomi já se familiarizou com Eros a ponto de duvidar dos seus sentimentos por Hisoka. Esperando por um ano e ele sempre a enrolado em ligações. Precisava por em prova definitivamente se ele a queria. E ele sempre trazia insegurança e más lembranças dos tempos em que tinha sido capturada pelo Ryodan. Porém, ainda sentia por ele uma atração inexplicável, mesmo tendo Eros ao seu lado como um vizinho amigo. Resolveu colocar Hisoka em prova. Em sua casa, ligou para ele naquele celular – por sorte, ele não bloqueava mais o número com o Nen dele. O telefone vibrou no bolso dele, que estava bem perto dela, mais que ela imaginava. Ele atendeu.
– Naomi?
– Hisoka... preciso de uma coisa de você.
– Ora... que curioso! Então, do que se trata?
– Já se passou um ano... e preciso realmente saber se isso entre nós não é brincadeira de sua parte.
Ele sentiu uma gota descer na testa, não só pelo calor daquele terno. Como era que aquele vizinho dela andava cheio de couro pelo corpo normalmente? Ou então era só ele que não se habituava a ternos e roupas sociais.
– ...e o que sugere?
– Quero que se encontre comigo!
– ...mas ainda não é a hora. E já lhe disse que eu serei o que vai dar a sentença final...
– Não quero saber de nada, Hisoka! Você está me angustiando com isso!
A morena foi firme em suas palavras, fazendo abrir um sorriso nos lábios do ruivo. Aquilo era um bom sinal – ou não.
– Quero que juntos possamos definir nossa situação. Não aguento ficar mais te esperando...
A vontade de esfregar na cara dele algo relacionado ao tal vizinho era enorme, mas ele averiguaria isso primeiramente por conta própria. Depois, a questionaria para confirmar se ela estava falando a verdade vista por ele. Controlou-se.
– Ainda não posso envolvê-la em minha vida diretamente. Entenda isso, Naomi. Sei que é forte o suficiente para esperar o momento certo...
– Não aguento mais, Hisoka... não sou tão forte como acha...
Será que ela já gostava daquele cara? E que ela queria pessoalmente lhe falar que já não se interessava mais nele? Ou ela realmente queria vê-lo. Ele sabia que, devido às perdas que ela sofreu, deveria estar muito carente. Talvez aquele vizinho fosse somente uma companhia "comum" e ela realmente estivesse esperando por ele. Muitas incertezas para serem decididas... e era excitante aquilo.
– Vou pensar em seu caso. Juro que vou. Não quero te envolver em meus assuntos com o Ryodan. Ainda estou envolvido com eles. – ele mentiu.
– ...eles ainda estão na ativa?
– Sim... apesar de terem sofrido algumas consequências...
– E você ainda é um membro deles?
– ...não mais... – confessou a verdade – mais ainda estou envolvido em algumas tarefas com Kuroro. – voltou a mentir. Sua missão envolvendo Kuroro estava concluída.
– ...Kuroro...
– Lembra-se dele?
– Infelizmente, sim.
– Heh... entendo. Mas ele está tão inútil como líder do Ryodan... apenas estou ajudando-o em algumas coisinhas... e não quero envolvê-la ainda até que definitivamente me liberte dele. Prometi em ajudá-lo. Logo, estarei totalmente livre. Deixar Ryodan não foi muito fácil para mim. Não sei se já comentei, mas sempre planejei lutar com ele e acabar com ele... principalmente no dia em que ele a abusou na minha frente e não pude fazer nada.
Naomi começou a chorar aos poucos ali, silenciosamente. Não era agradável lembrar dos abusos que sofreu nas mãos do moreno. Seguiu calava ouvindo Hisoka.
– ...jurei para mim mesmo... que acabaria definitivamente com ele... ou ao menos afastaria ele de minha vida, para que não volte a vê-la.
Por um lado, Hisoka falava a verdade: nem de longe, queria que Kuroro voltasse a ver Naomi. O que antes era divertido – aquela "quase" disputa entre os dois por causa dela – agora não lhe interessava mais. E se confirmasse que Naomi realmente estava interessada nele, trataria de eliminar outros possíveis "concorrentes".
– ...mesmo assim... quero muito vê-lo novamente! Há coisas que quero confessar pessoalmente... que não dá para falar pelo celular!
– Não há problemas, esse aparelho não tem como ninguém ouvir e nem gravar nada! Mesmo que quisesse pedir socorro por aí, não adiantaria.
– Como? – Naomi ficou curiosa.
– Ah... depois explico isso... é como uma mágica!
– ...Hisoka... – ela falou de forma entediada que o fez sorrir de forma sacana.
– Isso me motiva mais em agilizar com tudo que preciso resolver... e poder vê-la novamente sem nenhum riscos!
Alguém tocou a campainha. Naomi escutou, mas ignorou e continuou a falar com Hisoka.
– Eu me convenço disso tudo se me explicar esse mistério do telefone.
– Mistério?
– Sim, como é que não posso fazer outra ligação para outros lugares e como essa ligação não tem registros?
– Quer mesmo que eu te explique?
– Sim. Ao menos isso!
– Certo...
E Naomi pode aprender um pouco sobre Nen, apenas pela explicação correta do Hisoka, que apenas escondeu que bloqueava o número no início para que ela não pudesse ligar antes dele decidir em falar com ela – sabia que isso a irritaria. E lá fora, Eros esperava Naomi atender com um presente em mãos.
– Acho que ela deve estar dormindo... amanhã entrego isso. Boa noite, Naomi! – ele disse para a porta, descendo as escadas do andar e entrando em seu lar.
Depois de explicar a tal "mágica", Hisoka pode se despedir dela normalmente, sem mais pressões por parte dela. Isso para ele era enigmático – ou ela realmente sentia uma vontade intensa de vê-lo ou... queria tomar satisfações em relação ao relacionamento distante deles e terminar com tudo. E aquele suposto vizinho que não saía da cabeça do ruivo...
...
Chegando a empresa na moto do vizinho, Naomi despediu-se dele amistosamente e entrou na empresa correndo. Da janela de sua nova sala, Don observou a chegada dela. Já não era a primeira e nem a segunda vez que chegava de carona naquela moto. Decidiu naquele mesmo dia em retornar seus insistentes planos com ela. Nem que fosse à base da pressão. Mandou chamar Naomi em sua sala (agora, ele não ficava mais no mesmo setor e sala dela e ainda era seu chefe secundário na empresa). Naomi foi até a sala dele séria, sempre esquiva e pronta para qualquer coisa. Ao menos, ela achava que estava pronta para qualquer coisa com ele.
– Mandou me chamar, Sr. Don?
– Sem os pronomes de tratamento... sabe que não precisa me tratar com tanto respeito... sente-se aí, tenho algumas coisas para tratar com você. – ele indicou a cadeira em frente à mesa dele. Naomi o obedeceu.
– Pronto. E então?
– Bem, estamos avaliando os escritores novatos que trabalham aqui para ver se posso promover aqui, sob a avaliação do chefe superior, obviamente. E você está nessa lista. Você já não é mais tão novata aqui, já tem um bom tempo e em seus três livros publicados aqui, estamos ganhando bom dinheiro... principalmente esse último, aquele que teve aquela confusão com aquelas feministas em frente a nossa sede, lembra? – relembrou aquele fato rindo, e nem assim a fez sorrir junto. Naomi estava séria, tranquila, ouvindo o que seu chefe tinha a dizer.
– Sim, lembro.
– E eu estou interessado em promover a minha amiga aqui! Que acha?
– Bem, claro que seria muito bom para mim! – comentou ela, agora se mostrando meio sorridente.
– E o chefão lá já havia mencionado que queria te promover aqui e encarregou-me de cuidar disso. Claro que... dependendo do que vai fazer aqui, deverei agir como um profissional da minha categoria. Posso tanto te promover como te reduzir aqui, entendeu?
Naomi o olhou seriamente, duvidosa com aquela afirmação.
– Hahaha, não me olha assim! Você nunca faria algo tão grave, assim! Não... você, não.
– E... como serão essas tarefas?
– Vou organizar aqui... – ele começou a mexer nos papéis em cima da mesa sem interromper a conversa – as tarefas que selecionei para você. Primeiramente, vou testar sua habilidade em marketing. Vou querer que participe em alguns eventos literários que vamos promover e que seja promotora de novos talentos... será uma típica caça-talentos, como eu comecei aqui.
– Claro, faço isso com prazer. E quando será o evento em que poderei começar a trabalhar nisso?
– Tem um tempo ainda. Mas desde já, promova esse evento literário pelas matérias que vou te pedir para que escreva no jornal. Vai ser uma tarefa divertida e terei a honra em poder acompanhar seu progresso.
– Certo.
– Bom... isso é só 70% da sua tarefa completa. Para concluir os 30% que lhe resta... – ele fez um pequeno e rápido suspense – quero que saia comigo na próxima sexta.
– O quê?! – ela se levantou da cadeira.
– O que é que eu disse demais? E será uma saída de negócios, Naomi. Fica calma, achou que te levaria para aquela boate de novo?
– ...eu... bom, tenho meus motivos...
– Não, Naomi! Nada disso terá a ver com o que já passou... fica tranquila! Será um jantar de negócios e alguns de nossos colegas também vão. Logo, ...não há o que desconfiar. Apenas quero que seja a minha companheira. Como sempre foi nas nossas saídas.
– Mas será tudo tranquilo?
– Claro, Naomizinha!
– ...tudo bem. – ela se sentou.
– Então, estamos combinados? Bom, já pode voltar para sua sala. E não se esqueça: no fim do expediente de sexta, vamos juntos sair. Não me falte ao compromisso... faz parte do seu trabalho... e garanto que não se arrependerá quando tiver uma boa promoção!
– Tudo bem. Com licença, Don. – ela se levantou e saiu. Don assistiu sorrindo a retirada dela e pensou: "é só o começo da segunda parte do meu plano... será menos sanguinário e mais prazeroso!".
Naomi já começou a trabalhar naquela tarefa envolvendo o tal evento, promovendo pela internet jovens talentos como escritores para aquele jornal. Mas sua cabeça estava naquela proposta que parecia não estar relacionada à tarefa da empresa. Talvez fosse certo que fizesse parte, se realmente fosse um jantar de negócios. Mas Don não era mais aquele que havia conhecido... e promovido, parecia mais altivo e poderoso – porém não perdia o charme com ela. Mas ela não queria se submeter aos caprichos dele, seja por causa da promoção ou por algo pessoal. Don não era mais de confiança, disso ela tinha certeza.
Ao voltar para casa, viu Eros arrumando a moto para sair para o trabalho dele na boate. Ele parou o que fazia para falar com ela.
– Ah, esqueci-me de te entregar uma coisinha hoje de manhã, quando te levei para o trabalho.
– É?
– Sim, vamos até meu apartamento. Entrego para você o presente e vou direto para lá (na boate)! Ah, voltarei bem tarde hoje, não dá para a gente ficar um tempo juntos.
– Tranquilo, Eros. Mas um presente para mim? Para que foi se incomodar?
– Nada, você merece! Espero que goste de chocolates.
– Chocolates? Adoro! Ah, Eros! Você não comprou algo tão luxuoso, não é?
– E deveria ter comprado! Mas acredito que vai gostar do que eu vou te dar, vem! – ele puxou ela pela mão e levou ela até o apartamento dele. De longe, Hisoka – que estava observando tanto ela como aquele cara – fitou meio boquiaberto, por vê-lo pegar na mão e leva-la para dentro. Aquilo... lhe soou estranho. Mas poderia ter várias razões, não poderia ser justamente o que ele pensou naquela hora. Saiu dali e aproximou-se do lugar onde moravam ambos. Pulou pelos telhados até aquela famosa árvore em frente à casa dela, que estava fechada. Ele tinha uma audição aguçada, poderia ouvir bem as vozes de dentro do apartamento dela – principalmente se fossem para o quarto dela, onde a arvore justamente estava bem próxima.
– Ah, Naomi... será? – ele indagou para si mesmo.
No apartamento de Eros, ele entregou uma caixa grande e cheia de chocolates.
– Eros! Isso... é tão lindo!
– E comestível também, hahaha...
– Lógico! Ah... fico sem jeito em receber um presente assim!
– Não precisa ficar sem jeito! É um prazer enorme ter uma amiga como você... ao menos uma amiga.
Ambos trocaram rapidamente os olhares. Naomi voltou a olhar para a caixa e começou a chorar repentinamente.
– O que foi?
– ...nada, não. Eu ainda estou abalada com as coisas que me aconteceram recentemente...
Ele a puxou em um abraço, mantendo a cabeça dela encostada ao peito – quase um pouco abaixo do peito, por ele aparentar ser maior até que Hisoka.
– Você parece que caiu do céu em minha vida...
– Eu te digo o mesmo, Naomi. Mas, olha só... vou ter que ir agora porque estou atrasadíssimo! Mas me liga se estiver se sentindo triste. Se você quisesse agora, poderia te levar comigo!
– Não, Eros... vão achar que estou sendo interesseira em entrar sem pagar por sua causa! Não quero que isso atrapalhe seu trabalho, lá!
Ela abraçou aquele tronco largo. Sentiu-se tão bem naquele abraço forte, grosso e quente. Ele estava com uma jaqueta de couro apenas, revelando lindos e fortes braços masculinos. Soltaram-se do abraço. Ele limpou as lágrimas dela com as mãos. E retirou-se em seguida com ela, que foi para seu apartamento e ele foi pegar sua moto, colocando as luvas e o capacete e partindo para a boate.
Ainda na árvore, Hisoka escutou o barulho de moto que provavelmente era daquele cara. Estava focado em ouvir algum sinal de vida dentro do apartamento de Naomi. Ela chegou em casa e a primeira coisa que fez foi pegar cinco daqueles bombons e comer. Depois, guardou a caixa e foi se banhar antes de jantar. No chuveiro, terminou aquele choro que precisava botar para fora. Hisoka pode ouvir bem de longe barulho similar ao de chuveiro aberto. Ela deveria estar se banhando. Sozinha ou acompanhada? Ele sacudiu a cabeça e voltou a se concentrar no que ouvia. A janela do quarto ainda estava fechada e breve, teria que sair dali quando ouvisse os passos dela em sua direção. Ao terminar a ducha, ela foi preparar o jantar calmamente e depois de jantar, foi ver um pouco de televisão até que chegasse o sono. Nenhum sinal que "denunciasse" Naomi, para Hisoka. Mas ficou ali, sentado em um grande galho mais distante da janela dela.
Depois de um tempo, Naomi sentiu sono e foi para a cama. Ouvindo passos mais próximos, Hisoka abriu os olhos e manteve alerta. Naomi foi dormir sem abrir a janela. O ruivo não ouviu nada mais além dos passos dela. Pelo visto, foi sozinha para a cama. Mas ainda ficaria de olho dela. Saiu dali e foi para outro ponto estratégico que pudesse observar a entrada daquele apartamento antigo de apenas dois andares. Ficou até umas três horas da manhã observando se voltaria aquele cara das roupas de couro, que só chegou do trabalho as cinco da manhã. Eros tinha sido contratado para uma despedida de solteiro, onde teve que entreter as mulheres com sua dança erótica. Teve que ficar nu em seu strip-tease e permitir-se ser tocado e apreciado por mulheres de diversas idades e estilos. Durante isso, lembrou-se de Naomi do nada e teve que se esforçar para controlar a ereção. Nunca havia se permitido ficar nesse estado quando tinha que apenas dançar, sendo aquela a primeira vez. E pela primeira vez, ficou constrangido diante daquelas mulheres, que pareciam se derreter para ele. Mas ele se recompôs e terminou seu trabalho normalmente.
Não chegou cansado em casa, pelo contrário: precisava aliviar aquela tensão sexual que teve que engolir durante sua apresentação. Tirou suas roupas com rapidez e entrou debaixo do chuveiro e aliviou-se em uma masturbação meio longa e intensa. Era assim que aliviava sua tensão pensando em alguma mulher, jamais as possuindo de forma bruta. E ele suspeitava que Naomi tinha sido vítima desse tipo de violência quando ele havia socorrido na rua naquela noite terrível para ela. Ele se sentia atraído por ela de duas formas: como uma fêmea e como uma possível namorada. Mas ele a respeitava. Porém, jamais tinha visto Naomi com esse namorado e ele sequer aparecia ali. Nem mesmo quando ela perdeu os pais. Seria um relacionamento distante? Ele não entendia direito e nem estendia assunto sobre esses detalhes, para não aborrecer a morena.
Eros se concentrava muito mais no prazer que na figura de Naomi, no final de seu sexo solitário debaixo daquela ducha de água fria. Deixava a água correr pelo corpo, ajudando a esfriar-se e refrescar-se enquanto saciava seu enorme e grosso pênis entre seus dedos também grossos e longos. Controlava os gemidos para não gritar – não queria acordar principalmente a musa inspiradora daquela imaginação sexual. Ao terminar, escorreu pela parede e caiu sentado no chão, respirando mais intensamente para pegar fôlego. Abriu os olhos e olhou para o chuveiro. Levantou-se e foi fechar aquele desperdício de água.
Depois de uma boa macarronada de micro-ondas, ele foi dormir para recuperar as energias. E Naomi despertava aos poucos, olhando para o teto do seu quarto. Lembrava-se do sonho que teve e se sentia culpada. Havia tido um estranho sonho erótico com justamente aquele que estava pensando nela enquanto se satisfazia debaixo do chuveiro. E o sonho vinha melhor em sua mente: aquele safado beijava-lhe as costas nuas enquanto e se esfregava todo nela, despido. Como sua carne era fraca! Ela sequer lhe oferecia resistência, subindo por cima daquele corpo, fazendo o mesmo que ele fazia em suas costas. Dono daquele momento e daquela mulher, Eros conduzia ela a esfregar seu sexo contra o dele, e ela fazia movimentos pra cima e para baixo, tanto que não durou muito tempo ela já estava extremamente excitada, implorando para ele "entrar". Foi quando ele colocou-a virada de bruços e retornava a beijá-la beijava tão ardentemente desde o pescoço até o final da coluna que Naomi acordou. Ela sentia-se molhada por baixo. Havia gozado apenas em sonho. Havia traído quem amava até então em sonhos... pelo menos, ela ficou com essa impressão. Mas aquele sonho... ela podia sentir até o cheiro dele, o calor dele... do seu vizinho atraente e sensual. Levantou-se, tomando uma ducha gelada meio contra sua vontade, mas precisava esquecer aquele sonho e também se preparar para mais um dia naquela empresa. Acalmou-se quando lembrou-se de Don e aquela proposta em relação ao seu desempenho e promoção do trabalho. Aquilo a tirou daquela fantasia e a fez voltar para a realidade cruel – era o que ela queria até então.
