Angels Fall First
Capítulo Dez
"O Preço a se Pagar"

Tears laid for them
Lágrimas derramadas por eles

Saori estava sentada em sua cama, olhando através da janela de seu quarto. Queria um sinal, apenas um, que mostrasse que ela estava agindo da maneira certa, que havia tomado as decisões certas. Sentia-se horrível toda vez que não era completamente sincera com seus cavaleiros. Era a Deusa da Justiça, mas não estava sendo nada justa com eles. Mas o que podia fazer? Seu Pai tinha sido bem claro. Tinham que ser a isca. Tinham que fazer o inimigo se revelar. Precisavam acabar com aquilo pela raiz. Não bastava destruir os subordinados, precisavam expor o líder. Olhou para a porta de seu quarto ao sentir um cosmo desconhecido. Levantou-se. Estava com um péssimo pressentimento.

Assustou-se ao ver o vidro da enorme janela a sua esquerda se quebrar em pedaços em cima dela e alguém pular sobre si. Caiu no chão em um baque dolorido, que a fez bater a cabeça e ver a sua volta girar. Tudo aconteceu muito rápido. Sentiu seu braço arder, como se mil agulhas em brasa penetrassem a pele. A dor fez com que ficasse mais atenta, a adrenalina correndo solta por suas veias, e então ela focalizou seu agressor. Ficou surpresa. Era um homem de aparência jovem, expressão distorcida e asas negras. Ele sorriu. Sentiu o corpo pulsar e o sangue ferver. Gritou de dor, a visão ficando turva. Viu a sombra de seu agressor sacar a espada e desferi-la em si. Ouviu um grito de dor, mas não era dela.

"Atena!" – Alene segurou a espada com as mãos nuas, onde seu sangue escorria rapidamente.

"Alene?".

"Fuja!" – gritou, agora segurando com uma das mãos o braço do oponente.

"Saía da minha frente humana!" – disse ele, com uma voz afetada – "Vim em busca do sangue de Atena!".

"Você pode me matar, mas jamais permitirei que encoste nela!" – empurrou a espada para trás, conseguindo afastá-lo.

Alene, vendo que Atena estava ferida e incapacitada, pegou-a pela mão e puxou-a para fora dali com uma força surpreendente. Irritado, ele correu atrás delas e saltou, parando em frente á Alene. A jovem podia estar apreensiva, mas colocou Atenas atrás de si, numa forma inútil de protegê-la.

"Me dê Atena... E eu pouparei sua vida" – disse ele.

"Nunca!".

Um clarão fez com que as duas fechassem os olhos. Logo, a luz desapareceu e as duas puderam ver os cavaleiros cercando o inimigo. Alene puxou Atena para dentro de uma porta, que dava para a sala de reuniões. Olhou para os lados, procurando uma saída. Com Atena apoiada em si, foram até a sacada. Seguiram até a porta de vidro do terceiro cômodo. Atena se apoiou no parapeito, enquanto Alene erguia um dos vasos e o arremessava de encontro a porta de vidro trancada. Agarrada a Alene, Atena seguiu pelos corredores da 13ª Casa, os tremores da luta abalando a estrutura da casa a cada passo. Enfim, desceram as escadas para fora da 13ª Casa. Alene respirava descompassadamente, começando a sentir a dor na mão nublar seu raciocínio. Olhou para a Deusa, que parecia doente. Seu rosto estava pálido, os lábios sem cor, e suava com o esforço. Nunca tinha ouvido falar de um Deus suar. Precisava tirá-la dali imediatamente. Uma explosão fez com que as duas caíssem no chão com força e quando se sentaram, lá estavam os cavaleiros a lutarem com dificuldade contra mais dois invasores. Alene viu Saori se levantar e erguer a mão, surgindo nele o seu báculo dourado.

"Não sei o que está acontecendo comigo..." – disse Saori – "Mas não posso deixá-los lutarem sozinhos".

Tentou usar de sua força para ajudá-los, mas novamente sentiu seus sentidos começarem a se perder. Alene ajudou Saori a ficar de pé, já que nem isso ela estava conseguindo fazer.

"É melhor você não se esforçar Atena... Sei que eles vão conseguir" – disse Alene, olhando para os cavaleiros.

Puxou Atena pela mão para se afastar da batalha. Enquanto isso procurava com os olhos uma brecha em que pudessem fugir. Um cosmo assustador se manifestou e viram Shion aparecer em seguida. Lançou seu melhor ataque sobre o inimigo sem pestanejar, mas o único resultado que teve foi alguns arranhões e um ferimento mais profundo, mas não mortal.

"Isso é um anjo caído?" – perguntou Shion.

"Eles não morrem!" – disse Milo.

"Estamos perdendo tempo" – disse o anjo de cabelos castanhos, enquanto desviava de outro ataque de Milo.

"Pegue Atena!" – ordenou o outro, de cabelos curtos e cinzentos.

O terceiro, de cabelos loiros que tinha atacado Atena em seu quarto, partiu a toda velocidade para cima da deusa, que mal se aguentava em pé junto de Alene. Correram para impedi-lo, mas foram lançados longe graças a massa negra que Didrik invocou. Estava a poucos metros de Atena, quando algo bloqueou seu ataque direto com força. Olhava para ela completamente pasmo.

"Se eu fosse você" – Scarlet encarou-o – "Não subestimaria os Cavaleiros de Atena" – e dizendo isso, ergueu a mão livre.

Com a mão repleta de cosmo, ela quebrou a arma dele em vários pedaços e antes que ela pudesse tocá-lo, ele afastou-se, levantando vôo. Ele lançou uma chuva de agulhas para cima de Scarlet e logo seu corpo estava com cortes por todos os lados e algumas agulhas ainda fixadas em sua pele. Parecendo não se importar, o cosmo dela aumentou consideravelmente. Todas as agulhas caíram a seus pés. Ouviram a risada baixa dela e gelaram. Com um salto potente, Scarlet alcançou o caído e o agarrou pelas asas. Xingando e se debatendo, ele tentou agarrá-la, mas com um puxão forte, ela partiu uma parte da asa dele, fazendo-o gritar e perder altitude até cair. Em meio a poeira que se levantou do impacto, Scarlet foi a única que saiu inteira. De alguma forma, em meio a queda, ela havia liquidado o caído.

Didrik olhava para o caído recém abatido e não acreditava em seus olhos. Aquilo era um ser humano? Como se sentisse ser observada, Scarlet levantou os olhos e o encarou diretamente. Seu cosmo aumentava a cada instante, e seus olhos estavam novamente insanos. Ela sorriu, o que fez ele recuar instintivamente. O olhar dela o paralisou completamente, como se sua presença estivesse se enrolando em seu corpo como uma cobra. Ela estava...

"Que decepção".

Faon surgiu pelas costas de Didrik e usou as mãos para segurar suas asas enquanto seu cosmo se expandiu, rodeando ambos em uma bola negra de energia. Foram capazes apenas de ouvir os gritos torturantes de Didrik antes da bola negra descer calmamente até o chão e se dissolver em pequenas partículas, revelando apenas Faon, sem um único arranhão.

Com a morte do líder, os demais caídos tentaram fugir, mas foram surpreendidos pela combinação dos cosmos dos doze cavaleiros, e suas existências rapidamente foram extintas.

Ouviram um grito de dor antes de viraram-se e verem Faon envolvendo Scarlet em seus braços. Seu cosmo lutava com o de Faon, e ela se debatia nos braços do irmão, mas a força dele era tamanha que conseguiu controla-la a ponto de seu cosmo de dissipar e ela voltar ao normal. Ao verem Scarlet abraçar o irmão, respiraram aliviados. Sentindo a atenção em si, ela virou-se para ver o estado deplorável dos cavaleiros. A maioria estava sentada no chão, recuperando o fôlego e avaliando os ferimentos. Faon soltou a irmã e se aproximou deles.

"Podia ter sido bem pior...".

"Não sei como vocês conseguiram, mas vencemos graças a vocês" – disse Shura olhando para Faon e Scarlet.

"Tsc. Não pensei que eles iriam aparecer tão cedo. Eu ia treiná-los antes disso" – reclamou Faon.

"O que?" Perguntou Afrodite.

"Eu sou especialista em caídos. Sei como eles pensam, como lutam. Eu ia treiná-los hoje para isso".

"Por isso Didrik o conhecia?" – perguntou Mú.

"Sim. Costumo caçar alguns deles, e bem... Acho que fiquei famoso" – brincou.

"Atena que o trouxe até aqui" Disse Alene, sendo ajudada por Aioria.

Olharam o estado cansado da Deusa e sua aparência doente. Todos se aproximaram, preocupados. Saori ofegava e parecia sofrer algum tipo de dor, só não sabiam se era física ou psicológica.

"Não sei explicar... Quando aquele caído estava para atacá-la com sua espada, ela já estava estranha" – disse.

"Queima" Disse Saori.

Atena movimentou-se, erguendo a mão direita. Era negra. Seus dedos estavam pretos. Apavorada, Alene puxou a manga longa do vestido da deusa. A pele negra ia até a altura do cotovelo.

"O que é isso?!" Perguntou Aldebaran, em choque.

"Não sei. Mas parece se espalhar" Disse Scarlet, apontando para a altura da mancha negra.

"Como iremos ajudar se nem sabemos o que é isso?" Perguntou Mú, preocupado.

Todos começaram a falar ao mesmo tempo. Alene olhava fixamente para a Deusa. Estava preocupada. Não sabia o que era aquilo mas tinha certeza que estava fazendo-a passar mal, incluindo no fato de ter afetado o uso de seu cosmo. Todos estavam falando ao mesmo tempo ao seu lado, deixando-a confusa e estressada. E eles não paravam. Davam ideias de como descobririam o que era aquilo, ou de como fariam para curá-la. Não conseguia pensar.

"Calados!" Berrou Alene.

Olharam em choque para a calma e doce Alene. Ficaram em silêncio. Ela segurou com as duas mãos o braço da Deusa. O ferimento de Alene ainda sangrava, mas ela sequer notava. Respirou fundo e fechou os olhos, se concentrando. Ela ficou assim por instantes que pareciam não passar nunca. Scarlet fez cara feia para Milo quando ele ia pensar em falar. E então, sentiram o tímido cosmo nas mãos de Alene. Era dourado e delicado, mal dava para sentir. Até que ele começou a sair dos dedos de Alene e se transformar em fios dourados a enrolar-se no braço da Deusa. Pareciam dançar de tão calmos que se movimentavam. Aos poucos, deslizaram ao redor do braço e subiram até o cotovelo, cobrindo toda a pele enegrecida. Assim, tornaram-se mais intensos, mais brilhantes e sua presença tornou-se mais forte. Não era um cosmo poderoso, era um cosmo de amor. A energia dourada que cobria todo o braço da Deusa foi se esvaindo e então viram, pasmos, o braço de Saori na cor natural de sempre, sem nenhuma mancha negra. Quando todo o cosmo desapareceu, uma única marca negra permaneceu. Era distorcida e parecia se mover por conta própria. Alene abriu os olhos e eles estavam tristes.

"Isso parece..." Começou Milo.

"Uma maldição" Completou Faon.

Os cavaleiros olharam para Faon. Scarlet se ajoelhou ao lado da deusa e tocou seu braço. Ela parecia desolada. Segurou a mão de Saori entre as suas e abaixou a cabeça.

"Desculpe por não chegar a tempo, Atena".

"Melhor levá-la para descansar" Disse Alene, tocando o ombro de Scarlet.

A amazona moveu a cabeça positivamente, e em silêncio, se afastou. Aldebaran se prontificou para ajudar Alene a levar Saori para seu quarto na 13ª Casa. Quando a levantaram, perceberam que Saori não conseguia sustentar-se de pé. Aquela coisa em seu braço parecia drenar toda a sua energia. Abriram a porta e um cosmo familiar se fez presente, chamando a atenção de todos. De pé no meio do salão principal, estava Seheiah, esperando-os. Altiva, majestosa, mas de certa forma, diferente. Alguma coisa na aura dela havia mudado.

"Ela foi marcada" – disse, extremamente séria – "Outros virão para levá-la e vocês não estão preparados para impedi-los".

"Do que está falando?" – perguntou Shion, saindo de trás de Aldebaran.

Os demais cavaleiros se juntaram a ele, a fim de proteger Atena do que quer que fosse.

"É a Maldição de Lúcifer. Apenas seus maiores inimigos são 'dignos' de receber tal marca" – ela parecia sofrer enquanto falava sobre isso – "Isso significa uma coisa: o Santuário vai se tornar o inferno".

"Explique-se" Disse Alene, desafiadora.

Seheiah olhou para Alene por um tempo. As duas pareciam se encarar e se enfrentar de um jeito silencioso.

"O que vocês querem saber?" – perguntou.

"Vai mesmo colaborar?" – estranhou Aioros.

"Vou... Mas sejam rápidos, antes que eu mude de ideia" – disse.

Eles se olharam, estranhando cada vez mais a atitude de Seheiah. Não estavam acreditando que ela iria finalmente colaborar. Resolveram não testar a paciência da outra e foram logo tirar suas dúvidas. Seheiah ficou um tanto impaciente com a demora deles, então bufou.

"Andem logo... O que querem saber?" – perguntou, fixando seus olhos em Alene.

"Porque você mudou de ideia quanto à sua liberdade?" – foi Kamus quem fizera a pergunta.

Seheiah direcionou seus olhos verdes sem vida ao cavaleiro de Aquário. Porém, só ficou daquele jeito: olhando-o, sem falar nada. Enfim, depois de instantes que pareciam intermináveis, ela moveu-se, caminhando na direção dele e parando a pouco menos de um metro dele.

"Não. Próxima pergunta" – disse, autoritária.

"Não foi você que disse que iria colaborar conosco?" – disse Kamus, no seu típico tom de voz frio.

"Pensei que vocês estivessem preocupados com Atena, não com o que se passa comigo" – fez uma pequena pausa – "Próxima pergunta".

Kamus lançou um olhar para Shura. Ele moveu a cabeça positivamente. Era melhor se preocupar com Atena antes de qualquer coisa. Depois sim, podiam insistir naquela questão. Todas as perguntas sumiram da cabeça dos presentes ao ouvirem o grito de Saori. Imediatamente, todos se voltaram para a Deusa, nos braços de Aldebaran. Ela se contorcia e seu rosto expressava cada vez mais dor. Seheiah, de forma imperceptível, se aproximou dela e ficou observando sua expressão por algum tempo, enquanto os cavaleiros começavam a ficar desesperados. O caído pegou uma das mãos da Deusa e a segurou entre as suas. Seu cosmo se expandiu, envolvendo tanto a Deusa quanto Aldebaran. Os cavaleiros ficaram tensos, mas Aldebaran fez um gesto com a cabeça para que não se preocupassem. Saori parecia se acalmar.

"Essa dor virá e nunca irá passar. Toda vez que você usar de seus poderes, você a sentirá. E quanto mais força usar, mais forte ela virá" – ela olhou para os cavaleiros – "Foram essas palavras que há muito tempo foram proferidas pelo próprio Lúcifer. É melhor vocês se acostumarem a vê-la sofrer desta forma" – ela voltou a olhar para a deusa, surpreendentemente preocupada com o estado dela.

"Não existe uma forma de reverter isso?" – perguntou Aldebaran, observando o semblante da deusa, agora mais calmo.

"Existe somente uma, mas é praticamente impossível" – disse, de forma vaga.

"Por favor, diga-nos. Não importa que as chances sejam mínimas. Queremos pelo menos tentar" – pediu Mú.

Seheiah mais uma vez ficou em um silêncio absoluto. Seus olhos estavam fixos no cavaleiro de Áries. Puxou blusa que usava até a base dos seios, e na barriga, na altura das costelas, havia uma marca negra, praticamente idêntica à de Saori.

"Precisam do cosmo e do sangue de um Deus por inteiros. Ou então, do sangue de Lúcifer".

"Mas como? É a mesma marca?" Começou Milo.

"Sim. Só que a minha foi feita a muito mais tempo" Disse ela, abaixando a blusa.

"Então, era por isso que você fez seu trato com Atena em troca das nossas almas?" Perguntou Aioria.

"Sim".

"Você é caçada pelos caídos" Falou Alene.

Seheiah olhou para ela, como se tivesse levado um tapa na cara. Estava surpresa com aquela constatação. Os olhos de Alene eram firmes e não se abalavam com a presença de Seheiah. O caído moveu a cabeça positivamente.

"Há alguns séculos, sim" Disse, ainda olhando para Alene.

"Porque só agora resolveu pedir sua liberdade?" Perguntou Alene.

Houve um momento de silêncio. Seheiah analisava Alene.

"Porque só agora os caídos estão organizados em legiões. Agora... O inferno têm um exército e, o mais preocupante, um líder para organizá-los para a guerra".

"O que?!" Falaram em uníssono.

"Quem é o líder?" Continuou Alene.

"Humana impertinente" – resmungou Seheiah – "Como eu vou saber quem é o líder se eu não posso me revelar para os caídos?".

"Só falta uma pergunta..." Começou Alene.

"Eu já respondi a tudo que interessava. Chega" Disse Seheiah, dando as costas a eles, pretendendo deixá-los.

"O que a fez mudar de ideia sobre a sua liberdade?" Continuou Alene.

Seheiah parou. Olhou para um ponto qualquer no fundo do salão e ficou assim por uns instantes, até que falou baixo.

"Vocês" – ela então se virou para olhá-los – "Porque vocês têm como escolher".

E ela sumiu em um piscar de olhos, como se sua presença não passasse de uma ilusão. Eles ficaram em silêncio inicialmente, digerindo o que ela tinha dito. Agora, sentiam certa compreensão em relação à ela. Amaldiçoada e presa a um ciclo que nunca teria fim. Sempre tendo que fugir ou matar seus caçadores. Sem poder escolher. As coisas agora faziam mais sentido.

"Vamos Aldebaran. Precisamos colocar Atena para descansar" Disse Alene.

Os dois foram até as escadas para levar Atena até um quarto. Enquanto isso, os cavaleiros continuaram em silêncio. Uns se olhavam, outros apenas olhavam para onde Atena estava sendo levada. Apenas Saga tinha outras coisas na cabeça. Como por exemplo, o fato de Alene saber manipular o cosmo o suficiente para curar Atena. Porém, naquele momento, tinha algo ainda mais importante em mente. Saga olhou para seus companheiros.

"Vamos ver os estragos pelo Santuário" – começou ele – "Shaka, Aioros, e Máscara da Morte, façam uma ronda por todas as casas. Precisamos saber se isso foi só um ataque a Atena ou se tinham outro objetivo".

Ao terminar de falar, os três cavaleiros foram cumprir suas tarefas. Saga voltou a olhar para as escadas aonde Alene, junto da Deusa, se dirigiram. Havia alguma coisa ali, algo que o deixava inquieto. Afinal, de onde ela veio?

Continua...

Tears of love tears of fear
Lágrimas de amor, lágrimas de medo


Fiquei surpresa ao ver que a minha última atualização foi a quase um ano atrás. Não acho que mereço desculpas, só quero que saibam que não esqueci daqui, por mais ausente que eu esteja. Essa é a vida: a gente cresce e algumas coisas infelizmente tem mais prioridade do que outras.

Ladainhas a parte, espero que tenham curtido a continuação. Caso vocês tenham paciência para seguir, tenho várias emoções preparadas para essa história.

Um beijo!