– Parabéns, Naomi! Será promovida a um cargo maior e será minha subsecretária! – disse Don, abrindo um champanhe e colocando em duas taças em cima da mesa – vamos comemorar!
– Sim... – ela pegou uma das taças e deixou-o pegar a outra para brindar.
– Mas ainda tenho mais uma tarefa para você, valendo a posição de sub-chefe desse andar. Um cargo inferior a mim, apenas. Posso te dar esse poder... desde que me cumpra mais uma tarefa. O triplo do seu salário. O triplo do que ganha como escritora!
Naomi olhou séria e ao mesmo tempo atentada com aquela promoção. Porém, tratando-se de Don, a morena sempre estava com um pé atrás. Mas se fosse possível, faria.
– E qual é essa tarefa agora?
– Verei. Mas breve te direi. Fica atenta. – disse ele, descendo os óculos escuros sem tirar e encarando-a com uma leve malícia.
...
Hisoka espiava os passos de Naomi, sempre rondando a casa dela. Era bom e cansativo ao mesmo tempo. Tudo para protegê-la de longe.
Naomi entrou em casa, trancou a porte e tirou os sapatos. Olhou tudo em volta, aquela solidão silenciosa. De repente, uma vontade de chorar lhe apertou o peito. Medo, insegurança, os fatos ocorridos em sua vida lhe atormentaram em um flash de segundo. Caiu no chão aos choros. Seu choro era alto, dando para Eros ouvir, no momento em que ele ia bater à porta do apartamento dela. Ele olhou confuso, ouvindo aquele "ruído".
– Naomi... você está aí? – ele tocou a campainha também.
Ela quis logo abrir a porta e o recebeu, limpando suas lágrimas. Imediatamente, ele a abraçou. Manteve a pobre criatura acolhida em seus braços musculosos, acariciando-lhe a nuca.
– Vem comigo, vamos ficar lá na minha casa!
Ele a levou para o apartamento dele. Deixou-a no sofá e foi preparar um chá qualquer, achando que isso a acalmaria.
– Droga! Não tenho chá! Serve água com açúcar mesmo, Naomi? – ele perguntou da cozinha, e ela respondeu que sim.
Ele trouxe a água com açúcar para ele e sentou-se ao lado, fazendo cafuné na cabeça dela. Ela ia se acalmando aos poucos, enquanto sorvia aquela água doce.
– Naomi, sei que não tenho muito esse direito de se meter em sua vida, mas acho que deveria procurar um psicólogo. Psicólogos não tratam loucos! – ele foi logo justificando, com medo dela ficar achando que ele estava insinuando que ela estava maluca – eles tratam pessoas que se encontram em terrível conflito psicológico da melhor forma possível. Melhor até mesmo que os amigos!
– Você está certo... – ela deu o copo vazio.
– Eu a acompanharei se quiser, para onde quiser!
Sorrindo, Naomi acariciou o rosto dele. Ele ficou surpreso, porém não falou nada.
– Você... está sendo o melhor amigo do mundo! Tenho tanto medo de te perder! – voltou a chorar, com a cabeça no peito dele. Ele observava a moça, preocupado.
– Eu nunca te abandonarei, Naomi! Nunca... – ele atreveu-se a beijá-la na testa.
– ...quero muito que fique comigo assim... para sempre... meu melhor amigo!
Ele ouviu tudo quieto. A vontade era de consolá-la de uma forma mais "profunda", mas respeitava-a. Tinha uma cisma com esse tal namorado que só vivia de ligações e nunca aparecia.
– Eu... fico só com a pulga atrás da orelha em relação ao seu namorado.
– ...eu também, Eros... – comentou ela, com certa ironia.
– Mas e aí? Vamos sair essa noite?
– Não sei... se até lá eu estiver melhor...
– Em sua casa sozinha você não estará.
– Tem razão... posso voltar ao menos para me trocar?
– Hmmm tudo bem, mas passarei lá em dez minutos!
– Certo.
...
Os dois saiam pelas sete da noite, de moto e indo para o mesmo clube onde ele trabalhava. Estava de férias ainda, mas poderia visitar lá. Daria um jeito para Naomi entrar. Por sorte, ela já era conhecida pelo faxineiro e promotor do local, que a deixou entrar de graça por causa do Eros.
Divertiram-se dançando, bebendo e assistindo os strippers. E mesmo assim, Naomi não conseguia se distrair muito. Estava meio irritadiça. Curiosamente, se irritou em ver algumas amigas dele cumprimentando-o de forma tão íntima. Ela mesma não se entendeu. Depois de algumas horas, quis ir embora.
– Mas já, Naomi?
– Hmm... sim. Estou sentindo minha cabeça meio zonza.
– É por causa da bebida. Mas vamos sim! – disse ele, deixando o dinheiro da bebida embaixo do próprio copo e indo embora com ela.
Da ida até a volta, os dois foram seguidos pelo Hisoka – que de noite, não usava ternos incômodos e ficava pelas árvores, ocultando-se. E dessa vez, estava falando no smartphone.
– Eles voltaram.
– E então? Como ele está com ela?
– Parecem dois irmãos. Foi como eu disse antes...
– Acha que eles não têm nada de íntimo?
– Não. E ela parece que vem tão desanimada.
O ruivo observou aquele semblante dela. Meio parecido com o dele. Que realmente escondiam? Até Don estava frustrado. Será que ele realmente tinha só uma amizade com Naomi? Ele não iria confrontá-lo de imediato, mas ele iria esperar até que pudesse avançar por fim. Aquele cara não podia era roubar-lhe o coração. Senão, a chance de tê-la em suas mãos seria totalmente zero.
– Vi que entrou pelos fundos da boate que me falou. – continuou o ruivo.
– Ele é funcionário de lá. Como ele anda encapuzado, não dá para reconhecer o rosto direito. Mas Naomi entrou também por ela?
– Estava com ele.
– Hmmm...
– Que faço agora?
– Bom... amanhã você volta aos seus afazeres. Libero-te por hoje!
– Até mais, então.
– Até!
Hisoka e Don desligaram os telefones. Ele saiu entediado dali, indo para o hotel onde estava hospedado descansar. Enquanto isso analisava seu "cliente". A insistência do loiro em proteger Naomi era meio suspeita para o ruivo.
...
– Agora chega! – Naomi colocou o copo de licor cremoso de chocolate na mesa. Ambos estavam bebendo animadamente e assistindo TV.
– Ah, vou parar, também... sinto algo queimando de leve no estômago... ah, chocolate! – voltou a beber mais um pouco – Quem manda ser tão gostoso?
– Pois é... – concordou Naomi, levantando-se meio zonza. Sentia-se muito bem em casa que no clube.
Ela deu um desvio mal calculado e caiu no colo do amigo, que estava sentado no sofá e com as pernas esticadas. Olharam-se longamente.
– Acho que deveria beber um pouco d'água para passar esse efeito, que acha Eros?
– Se quiser, tem água na geladeira. – disse ele, com os olhos fixados nos dela.
Ela saiu aos poucos, com a ajuda dele. Ela foi até a geladeira e pegou a primeira garrafa que viu.
– Onde estão os copos?
– Dispensa-os! – disse ele, mudando os canais – traga a garrafa, somente. Bebamos nela!
– Tudo bem. – ela assim o fez.
Dividiram a garrafa de água gelada. Ele tirou a camiseta preta, revelando o belo tórax.
– Importa-se? – perguntou para a morena.
– Não... e mais, a casa é sua e o peitoral é seu! O licor é seu, também!
– ...e quem eu mais queria que fosse meu também... não é. – disse ele, calmamente, olhando para ela.
Naomi olhou para ele sem entender.
– ...e o que é que você queria que fosse seu, aqui? – ela passou a garrafa de água, para ele beber.
– ...você. – ele sorriu para ela. E começou a beber do gargalo também.
Ela ficou tão dividida ali. Olhou aquele belo rapaz que sempre estava com ele em todos os momentos. Nunca tinha feito nada de mal a ela. Respeitava-a por "ter" um namorado. Nunca, desde que havia gostado do Hisoka, havia se interessado por um outro homem fisicamente. Quase dois anos depois sem ver Hisoka, isso aconteceu. Talvez, fosse hora de "recomeçar". Faria isso antes se não tivesse tanta esperança em vê-lo novamente. Mas tudo que ele sabia era brincar com o coração dela. Porém... ela ainda o amava. Estava confusa, diante daquele homem que lhe atiçava os desejos carnais.
– Eu... disse algo que não gostou? – Eros interrompeu seu silêncio longo.
– Er... não... fiquei desatenta por uns segundos... acho que eu vou dormir.
– Pode ir para minha cama, se quiser. Durmo aqui no sofá.
– ...tudo bem.
Ela se levantou e foi até o quarto dele. Ao passar pela porta que dava acesso ao corredor, olhou para trás. Só viu a cabeça ruiva e assanhada por trás do encosto do sofá. Aqueles cabelos... aquela cor...
Sentindo-se observado, ele olhou para trás. Naomi foi pega de surpresa e não sabia o que fazer. Ficou quieta ali mesmo. Depois de alguns segundos, ele desligou a TV e foi até ela. Pondo-se diante dela, fitou bem a criatura bem menor que não escondia o olhar de luxúria.
– ...não sabe onde fica meu quarto?
– Nunca entrei ainda...
– Eu a levo.
Ele foi à frente, para também arrumar a cama cheia de roupas espalhadas.
– Desculpa a bagunça, querida.
– Não se incomoda com isso.
– Pronto. Vou voltar para a sala, qualquer coisa você grita, está bem? – ele ia saindo do quarto, mas ela pegou na mão grossa dele. Ele apertou os lábios, e voltou a olhá-la.
– O que quer mais?
– ...aquele que me quer. – disse ela, respirando fundo. Ele viu aqueles seios subirem e descerem com a respiração.
– ...está tudo bem?
– ...não queria passar sozinha... mas se quiser ficar na sala, eu entenderei. – ela soltou a mão grossa e macia dele.
Nem Naomi se reconhecia naquele momento. Mas de uma coisa estava certa: precisava extravasar tudo que a atormentava por dentro. E Eros era o único que merecia sua confiança.
– ...eu faço programas, você sabe disso. Verei isso como um. – ele disse, vendo como ela reagiria. Ele suspeitou que ela estivesse sob o efeito da bebida e não queria se aproveitar disso.
– E quanto você cobraria, se isso fosse um programa?
– Humm... vejamos, sempre cobro mais de 500 Jenis. Sou relativamente caro.
– Mas dá para mim.
Eros desconfiou da bebedeira daquela noite.
– Achei que gostava de mim... – ela puxou-o pelas mãos, levando-o para a cama. Falava em tom baixo, sedutoramente – não imaginei que cobraria de mim.
– Sei que está assanhada por causa da bebida... e eu não quero me responsabilizar por isso, se acordar amanhã e ficar zangada comigo!
– Não me entrego a ninguém se eu não quiser... mesmo se eu estiver bêbada.
Sentaram-se na cama. Naomi começou a acariciar o peito dele. Um peito macio, musculoso. Lembrou-se dele dançando como stripper. Da vez em que a pegou para dançar.
– Naomi... – ele estava incrédulo. Sentia o sangue correr quente por todo o corpo, uma energia forte que se concentrava em seu sexo. Ainda mantinha-se quieto, deixando-a acariciar o peito e os braços – você quer ser minha ainda assim? Mesmo se eu cobrar? Pelo menos hoje eu vou, não tenho certeza desse seu desejo inesperado.
– Não me importo... preciso que me console de verdade. – ela terminou beijando os mamilos dele, roçando o rosto entre eles. Ele apoiou as mãos nos ombros dela, descendo a alça do vestido vermelho escuro. Em um ataque impulsivo, ele apegou pelos braços e a beijou furiosamente, intensamente, fazendo a outra gemer enquanto correspondia ao beijo da mesma forma. Ela não parava de acaricia-lo onde pudesse tocar. Ele meteu a mão no decote dela e desceu o vestido, revelando os seios médios e duros, de bicos pequenos e pontudos. Agora, foi a vez dele explorar aqueles mamilos com o rosto e a boca, que os chupavam ao redor.
Ela estava entregue ao ruivo. Sentia tirar de si um peso grande. Ela entendeu ali que passou tanto tempo arrasada e irritada com tudo que aconteceu em sua vida. Desde o stress em lidar com um chefe pretencioso e perigoso até suportar essa longa espera que o Hisoka a fazia esperar estava acabando com ela. Ele a trouxe para um abraço apertado, roçando seu corpo contra o dela. Ele iria abraçá-la com força e deixá-la satisfazer-se o quanto ela precisasse. No fundo, sentiu-se mal em cobrar aquilo, mas não queria apenas ser usado por ela apenas para consolá-la por estar distante do tal namorado. Ele fazia programas para lidar com casos quem nem o da Naomi e ganhar dinheiro extra.
Eros a deitou na cama e retirou o vestido, deixando-a de meia-fina que iam até o meio das coxas. Colocou as pernas dela entre seus braços e as beijava intensamente. Perninhas torneadas e delicadas, tão diferente das dele, que eram enormes e musculosas.
– ...seu namorado já chegou a te dar prazer, assim? – ele perguntou.
– ...há muito tempo... – disse ela, observando-o em suas atitudes – mas hoje você é meu amor. É de você que preciso.
Eros sorriu maliciosamente, e voltou a beijá-la nas pernas e ia avançando nela. Beijava por todo o ventre dela, chupando-lhe o umbigo pequeno e não muito fundo. Ela fechou os olhos, suspirando longamente.
– Quero muito que me ensine tudo o que sabe... sobre isso.
– Isso... o quê?
– Isso o que você faz com suas clientes... tudo que as dá prazer... quero saber tudo! – disse ela, mexendo nos cabelos dele e vendo ele se deleitar com ela.
– Em uma noite só?
– Hmmm... você quem decide... mas eu gostaria de aprender muitas coisas hoje.
Sem dialogar muito, ele se concentrava em piorar o delírio dela. E de descontar seu desejo nela. Ela tinha o gosto de uma música favorita que se toca. Seus gemidos eram como a batida dessa música favorita. E tudo que ele queria era dançar naquelas ondas das curvas do corpo dela. Ele sentiu seu pênis voltando à vida, e pegou a mãozinha dela para levar até lá. Ela sorriu discretamente, não muito encabulada, e começou a atritar o órgão enorme dele com sua mão.
– Seu pênis é pesado... – ela comentou com a voz rouca.
– Isso porque ainda não está totalmente rijo... – Eros disse cheio de malícia e desejo. Ele adorava impressionar as pessoas (clientes em geral) com dizeres grosseiramente eróticos. Juntamente com seu sorriso selvagem e seus olhos marcantes e até frios, mas ardentes.
Ele tirou totalmente as calças, se livrando totalmente de suas roupas enquanto ambos tocavam-se um ao outro, da forma mais ousada. Diretamente, o ruivo empurrou Naomi gentilmente na cama e abriu as pernas, posicionou-se bem de cara na região pubiana dela. Com suas mãos enormes, segurou as pernas dela, deixando-as abertas. Naomi olhava para o teto. Ele começou a deslizar a língua em torno dos grandes lábios até alcançar o clitóris, fazendo a outra se contorcer na cama. A morena entrou em transe. Ao mesmo tempo em que se deleitava com aquele homem que a despertava o fogo, também apreciava as lembranças da vez em que foi tocada pelo homem que esperava há um bom tempo. Foi um momento onde ela matava as saudades de ser tocada pelo "outro" ruivo. Ela se desligava de tudo, entregando-se ao prazer e a alegria de reviver seus desejos sexuais. Sentiu-se bem por nenhum trauma impedir de gozar. E ela gozava intensamente, chegando aos poucos no ápice dos sentidos. Ele começou a usar os dedos para estimular também, rondando na entrada da vagina. Ela sentia a carne de seu corpo tremer em leves espasmos.
Depois de alguns minutos assim, ele viu que o corpo dela implorava por ele dentro.
– Você vai amar isso tudo aqui dentro de você... – disse ele, se posicionando em cima dela.
Com certo cuidado e sem delongas, ele introduziu-se dentro do corpo dela. Naomi não pode evitar um gritinho abafado. Estava como uma boneca em seus braços. Uma bela garota como aquela se acabando em uma depressão... era um crime. Aquilo era um pedido de socorro dela, diante de tantas dificuldades e tragédias vividas. Não era uma simples traição. Era uma emergência que até Eros achava que deveria ser esse tal que deveria socorrê-la. Como um namorado poderia viver assim tão longe daquela garota? Sem nunca vê-la? Nem mesmo quando ela havia perdido os pais naquele acidente! Aos poucos, a culpa sumia da cabeça do ruivo de olhos pintados e boca pintada de vinho. Vê-la calma, excitada e feliz era a melhor coisa que podia. Ele se via louco, empolgava-se ainda mais quando a possuía, quando a tocava, apertava, cheirava.
– Melhor perfume, pior veneno... – disse ele ao ouvido dela. Aquela voz grossa e rouca a fez jogar a cabeça para trás.
Naomi estava fora daquele mundo, enquanto ele terminava em gozar com tanta força que sequer sentiu dor. Até a dor daquilo lhe dava prazer (se realmente estivesse sentido a dor física). Abriu os olhos castanhos e brilhosos, olhando para o teto. Depois, olhou par ao lado, vendo aquele ninho ruivo na cara dela, as costas enormes e de músculos ondulados em cima dela. O calor dele lhe causava arrepios. Os gemidos dele no seu pescoço. Finalizando, Eros caiu sobre ela, respirando intensamente. Ele era pesado em cima dela, mas não incomodava. Ela gozou e queria mais. Queria brincar com aquele enorme corpo. Ela se moveu por baixo dele, querendo sair dali. Percebendo, ele moveu o corpo para o lado, ficando de barriga para cima. Naomi deitou-se de lado para admirar aquela estrutura. Era realmente um deus grego. Aninhou-se naquele peito robusto, enquanto acariciava o braço dele mais próximo.
– ...você é tão perfeito... – disse ela, roçando-se nele enquanto estava abraçada ao tronco dele. Ele abriu os olhos, sentindo o sexo dela sendo atritado contra a lateral do corpo dele. Ele sorriu.
– Ainda não gozou, safada?
– Sim... e quero de novo. – ela começou a beijá-lo no mamilo, enquanto chupava-o também. Com uma das mãos, começou a masturbar o pênis meio flácido.
– ...vai ser uma noite longa... – ele disse entre suspiros.
...
Naomi abria os olhos devagarinho. Sentia-se renovada, leve, feliz. Viu seu amante dormindo de bruços. Sentou-se na cama, admirando aquela visão de trás dele. Olhou o relógio, eram sete da manhã. Atrasada para o trabalho. Mas nem aquilo lhe tirou o bom humor. Calmamente, ela se levantou e pegou seu vestido, colocando-o. Foi até a cozinha e abriu a geladeira, vendo se tinha algo para fazer o café. Queria agradá-lo como uma forma de agradecimento. Enquanto fazia o café, Eros apareceu atrás dela, sem roupas, beijando-a no pescoço. Quase que ela deixou a água quente cair, mas ele pegou o bule.
– Deixa o café da manhã comigo. – disse o homem.
– Mas eu quero fazer para você.
– Tudo bem... mas cuidado com a água quente, hein?!
– Beija-me.
– Agora?
– Sim. – ela parou tudo e se virou para ele. Olhou de cima para baixo com malícia. Correspondendo aquilo com um beijo selvagem, Eros a colocou sentada no balcão, enquanto deslizava a mão pelo tronco dela. Ela fazia o mesmo com ele. Só parou quando se lembrou do café – Pronto... agora posso terminar o café melhor.
– Tudo bem. – deixou a outra descer do balcão.
– Não sei se vou trabalhar hoje. Que desculpas eu vou dar ao meu chefe chato? – ela começou a coar o café.
– Que está adoecida. Também, não poderá sair por nada de sua casa por nada. – ele foi pegar as xícaras para ela.
– Verdade.
– Quer ficar aqui hoje?
– Hmm... tive uma ideia. Por que você não fica em mnha casa hoje?
– ...vai me querer na noite desse dia, também? – voltou a beijá-la pelo pescoço, acariciando as bochechas dela com a ponta dos dedos.
– Hmmm não sei... quem sabe? – ela beijou a ponta deles.
– Lembrando que já são 500 Jenis.
– Mais 500, 1000. Certo?
Eles sorriram e voltaram a se beijar. Parece que Naomi ainda não tinha acordado daquele sonho erótico. Estava confusa ainda, porém tudo lhe parecia tão mais calmo... mas algumas decisões já havia tomado. E uma delas, era conversar com Hisoka e finalizar aquele joguinho de uma vez.
