No dia seguinte, foi a vez de Naomi convidar Eros para passar em sua casa. Porém, ela havia decidido não fazer mais nada naquela noite... até que resolvesse com Hisoka. Às escondidas de Eros, que estava na cozinha ajudando-a com a comida do almoço, Naomi estava ligando para Hisoka, para... acabar com aquele jogo. Estava decidida inicialmente em por um fim naquela relação e abrir o jogo com ele. Mas não havia conexão com o telefone dele – de novo. Isso estava começando a irritá-la.

– Hisoka... atenda, pelo amor dos céus! – Naomi esbravejava enquanto apertava o smartphone em sua mão.

– Naomi! Venha aqui, o que você faz com esse arroz aqui? – Eros pedia socorro lá da cozinha.

Ela desistiu de tentar a ligação e foi ajudar Eros. Enquanto se divertia com as atrapalhadas do ruivo na cozinha, ela pensava bem no que faria. Aquela decisão lhe traria outro golpe, porém confiava em Eros. E averiguaria mais sobre esse mesmo homem. Se fosse de real confiança, ambos teriam suas vidas unidas e conhecidas um pelo outro.

– Desculpa. – disse Eros, enquanto escorria o arroz.

– Desculpa... por quê?

– Pelo que passou ontem.

– Mas... – Naomi começou a rir – não há nada o que desculpar.

– Eu... acho que a fiz trair esse seu namorado... e ainda cobrei como se fosse um programa. Fiz isso com alguém que é amigo.

– Mas eu quis... – disse ela, apoiando a mão no ombro dele – e já estou decidida em relação ao meu namorado. Ele só vive distante de mim, mantendo contato apenas por telefone. Já falei que não quero isso, mas...

Ele olhou para ela, como se estivesse entendendo e se apiedando dela.

– Eros... o arroz está caindo junto com a água! – ela alertou ao desatento.

– Ops! Ah, quase! ...olha, Naomi... realmente, essa relação é muito ruim. Não sou de dar palpites assim, mas... sei lá... viver longe de quem se ama... quando se pode viver junto...

– É...

– Por que não liga para ele? E abre o jogo?

– Eu já fiz isso ainda pouco, mas ele deixa o telefone desconectado... algo assim.

– Ah, isso já abuso, não? – ele comentou, levando o arroz já sequinho até a panela para esquentar.

– Também acho... mas...

– O quê?

– Bem... eu também estou indecisa... ah, é muita coisa na minha cabeça, Eros!

– Depois você me conta, Naomi... vem me ajudar aqui. – ele queria distrair ela para que não ficasse triste. Mas ele não era bobo e tinha uma percepção diante daquilo. Para ele, ela ainda o amava e apenas queria descontar o desejo sexual por esse tal namorado no corpo dele. Como todas as suas clientes faziam. Ou quase todas. Ele já havia ouvido de muitas delas sobre seus relacionamentos frustrados. Ele entendia esse lado de Naomi. Mas ele conversaria com ela antes que ela fizesse alguma coisa que viesse se arrepender... nem que fosse depois do almoço.

...

– Sou eu, Hisoka. – Don estava ligando para Hisoka do seu flat, deitado confortavelmente em sua grande cama.

– Hum... e aí, qual será minha próxima tarefa? –

– Por enquanto ficará só de camarote assistindo o próximo passo do meu plano. Mas quero que observe isso para que, depois, entre em ação e mate esse tal homem de roupas de couro!

– Tudo bem. – respondeu o mágico, tranquilamente.

– Eu decidi primeiramente... dar uma lição nesse cara para ver se toma jeito. Depois, vamos ver se ele entende o que é para fazer [se distanciar de Naomi].

– E qual será esse passo?

– Vou mandar uns caras para dar uns bons socos nesse daí e quebra-lo todo. Quero que apenas supervise e me conte tudo.

– Eu... poderia dar uma sugestão?

– Diga.

– Gostaria de participar dessa missão. Afinal, esse cara só sai daquele lugar com a tal Naomi. Gostaria de ao menos, deixa-la fora disso para que ela não veja. Ele sozinho seria mais fácil para dar essa emboscada.

– É... e não seria interessante ela ver o que vai acontecer... ele tem que ficar sozinho, sem chances de alguém gritar por ele... boa observação, Hisoka! Mas... o que quer fazer com a Naomi?

– Hmmm... vejamos... ah! Você poderia chama-la para uma reunião de negócios ou algo do tipo. Ela fica no local de trabalho e ele voltará para a casa ou irá para outro lugar qualquer – ele sempre a deixa no edifício e sai com a moto, isso já observei.

– Mas isso não deve ser feito em plena luz do dia... deve ser quando todos estiverem em suas casas.

– De noite mesmo... já dá para fazer isso sem ser muito notado. E você pode convoca-la e alguns outros funcionários após o expediente... eu mesmo posso fazê-lo ir até um beco isolado e deixa-lo livre para receber a surpresinha.

– ...posso confiar nisso?

– Você quem sabe... foi apenas uma sugestão

– ...vou pensar aqui. Retornarei a ligar depois de decidir. Será o mais rápido possível!

Duas horas após a ligação, Don concordou com a sugestão de Hisoka e o avisou. Acertaram mais algumas coisinhas após decidirem o que fariam.

...

– E então, Naomi? ...vai querer essa noite, também? – disse Eros, abraçando-a na porta e enchendo-a de beijos no pescoço, antes de voltar para o seu apartamento no andar abaixo.

– Não... não ainda... acho que ontem deu para aliviar bastante meu corpo. Devo tudo isso a você! – ela correspondeu as carícias com um mimoso beijo no rosto.

– Que deve, que nada!

– Mas não esqueci os 500 Jenis. Vou lá buscar o dinheiro no quarto antes de ir embora. Espera aí.

– Tudo bem!

Quando ela voltou com o dinheiro, teve uma surpresa. Eros afastou a mão dela com o dinheiro delicadamente.

– Não posso... cobrar de você.

– Ah, mas você me cobrou!

– Esqueça. Guarda esse dinheiro aí. Ontem percebi que não fizemos sexo como um cliente e um garoto de programa; e sim, como um casal apaixonado.

Naomi olhou para baixo, meio encabulada. Mas voltou a encará-lo.

– Então...

– Guarda esse dinheiro. E se quiser que eu a console... é só bater naquela porta. Ou mesmo só para conversar, minha querida... estou ali, está bem? – Eros apontou para baixo, indicando o seu andar.

Ela abraçou o jovem, que retribuiu do mesmo jeito. Naomi afundou bem seu rosto naquele peito tão robusto e macio. O cheirinho de colônia dele lhe parecia tão embriagante quanto uma bebida alcoólica. Ele era como uma bebida viciante que se bebia para esquecer os problemas.

– Adorei ter passado esses dois dias com você... e desculpe por queimar a sua panela.

– Ah, aquela panela já estava velha mesmo... – Naomi nem se importou. Tudo que ele fazia, até desastroso, era engraçado. Ele era como uma criança inocente dentro de um corpo tão pecaminoso.

– Até segunda de manhã!

– Até! – deixou ele descer as escadas para fechar a porta. O telefone estava tocando e Naomi foi ver quem é. O ar sorridente dela se desfez.

– Olá, Naomi.

– Don... como está?

– Estou ótimo! E melhor agora falando com você... desculpa ligar nessa hora de jantar, mas é que precisarei convocar meus subordinados para uma reunião na segunda por ordem do chefão, após o expediente comum. Não sei o que ele ainda vai querer que eu fale para vocês.

– Ah, tudo bem. Segunda estarei sem falta lá.

– E... de lá mesmo, posso te dar uma tarefa de promoção. Que acha?

– Bem... esse cargo em que estou é muito bom e ganho bem... acho que nem precisa me provomer.

– Sério, Naomizinha?

– Sim. Estou com os colegas mais próximos a mim. Uma outra promoção pode até me tirar do setor em que estou.

– ...não quer ficar longe de mim... – ele adoçou sensualmente a voz.

– Bom... e nem de alguns colegas que tenho aí. – Naomi manteve a firmeza que sentia perder ao falar com ele.

– ...parece que ainda tem aquele vínculo comigo... que bom que ainda não acabou.

– Certo. Mas agora vou desligar porque estou fazendo a janta. – ela inventou uma desculpa.

– E... quando voltaremos a sair juntos?

– ...vou pensar. Por enquanto, nem saio de casa.

– Entendo. Mas o convite está de pé.

– Certo. Com licença, meu querido chefe... vou desligar.

– Vai lá, minha linda. Tchau, tchau...

– Até segunda!

Naomi desligou normalmente, mas estava ansiosa para encerrar aquela conversa pretenciosa. Suspirando longamente, recuperava sua tensão. Como aquele homem lhe havia deixado desconfiada! Nem Kuroro havia passado essa sensação de desconfiança tão intensa como Don. E desde que ele havia assumido a posição de subchefe, estava mais pomposo aparentemente. Porém, o mesmo galanteador – um galanteador mais cuidadoso, desde aquela noite infeliz. No fundo, ela não havia perdoado. Mas o passado era apenas o passado. Deveria se concentrar no presente, na chance de encontrar finalmente o sossego nos braços de Eros... ainda amando Hisoka. Sim, ela odiava aquele jogo dele, inclusive ele que nunca esteve presente nos momentos em que passou mais dor. Sempre naquela distância. Não, ela não era o brinquedo que ele achava ser. E aproveitou para ligar novamente para Hisoka naquele maldito aparelho, e nada dele atender.

...

Don inventou uma reunião sobre negócios e de promoção para os caça-talentos, como Naomi era ali. Uma coisa simples e básica para enrolar e prender Naomi enquanto Eros era perseguido perigosamente para sofrer um ataque.

No intervalo da reunião, Don ligou rapidamente para Hisoka, que estava com suas costumeiras roupas e em cima de uma árvore perto do edifício da empresa.

– Tudo pronto?

– Ele saiu de moto e está indo em direção àquela padaria aqui da esquina.

– Sei onde é... vou mandar os rapazes. Você apenas verifica o serviço deles... e se falharem... deixo com você a lição de castiga-los como merece. Só como aquecimento quando for mata-lo.

– Está bem. Devo desligar, vou seguir agora.

– Até, então!

O loiro e o ruivo desligaram ao mesmo tempo. Don se assustou ao dar de cara com Naomi, um pouco atrás dele.

– Don... estão lhe chamando na sala.

– Naomi... ah, que susto!

– Desculpa.

– Nada... estou é ficando velho, mesmo... hehehe... mas vamos!

Os dois entraram na sala onde acontecia a reunião. Naomi mal se concentrava nas palestras dele e de dois novos escritores amadores que propunham suas obras para virarem livros. Coisa que havia feito há anos atrás. Enquanto tentava prestar atenção, sua cabeça era tomada pelas lembranças de Eros e da noite agradável que tiveram juntos...

– ...você é tão perfeito... – disse ela, roçando-se nele enquanto estava abraçada ao tronco dele. Ele abriu os olhos, sentindo o sexo dela sendo atritado contra a lateral do corpo dele. Ele sorriu.

– Ainda não gozou, safada?

– Sim... e quero de novo. – ela começou a beijá-lo no mamilo, enquanto chupava-o também. Com uma das mãos, começou a masturbar o pênis meio flácido.

– ...vai ser uma noite longa... – ele disse entre suspiros.

Ela subiu por cima dele, lambendo-lhe o mamilo. Ele percorria a mão grossa e levemente áspera por toda a lateral do corpo dela, explorando bem as coxas e os quadris dela. Ambos roçavam as pernas uma nas outras, entrelaçando as delicadas pernas dela com as grossas pernas dele, de fraquíssimos pelos de um ruivo pouco mais claro que os cabelos dele. Naomi só soltou o pênis do seu parceiro amoroso quando este a segurou levemente o pulso e a mudou de posição, colocando-a deitada de barriga para cima na cama e abrindo-lhe as pernas segurando pelos joelhos.

– Quer que eu te mostre algumas brincadeirinhas?

– Quero... – disse a moça, apertando os lábios, cheia de luxúria.

Eros percorreu as mãos pelo corpo dela, apertando levemente os seios, depois a barriga lisa até chegar nas coxas, apertando na direção das virilhas. A outra se contorcia na cama, sem tirar os olhos dele... e do sexo dele. Ele subiu por cima dela, até ficar com os quadris perto do rosto dela. O enorme membro ainda relaxado bem perto do rosto dela.

– Estimula o garotão com a boca, umedeça-o bem com a saliva!

Naomi segurou os quadris dele pela lateral e abocanhou com cuidado aquele pênis que mal cabia em sua boca. Grande até mesmo relaxado. Ralos pelos pubianos da mesma cor que os pelos das pernas. Eros não movia os quadris, apoiando as mãos na cabeceira e dando as instruções do que ela tinha que fazer.

– Deixa ele bem babado... não economiza essa saliva quente.

Então ela fez o que ele recomendava. Ele pegou as mãos dela e levou-as até seu abdômen, em direção à região umbilical e manteve-as ali, segurando-as.

– Molha ele bem, até escorrer saliva...

Aquilo já atiçava novamente Naomi, mas ela fazia apenas o que ele mandava.

– Deixou-o bem úmido? Agora vou tirá-lo...

Ele tirou de dentro da boca, já apresentando uma fraca e segunda ereção. Apenas com a ponta do pênis, começou a deslizá-lo em volta dos seios e passando também pelo bico deles. Aquilo parecia loucamente prazeroso. Ela não fazia nada na cama, embora estivesse louca para que ele a afogasse em um coito ainda mais intenso. Os músculos dele no reflexo da luz do abajur dava aquele toque sensual, podendo ver cada movimento naquelas ondas de músculos que tinha em seu abdômen. Mas a atenção dela era naquela ponta grossa e rosada que parecia um dedo, percorrendo pela barriga dela, fazendo cócegas no umbigo e passando longe do sexo dela, indo para as pernas delicadamente até chegar aos pezinhos dela. Nunca sentiu cócegas de prazer, e adorava sentir aquela ponta quente deslizar como se fosse a ponta dos dedos.

– Faz isso... em suas clientes, também?

Ele respondeu que sim movendo a cabeça e com um sorriso safado nos lábios. E acrescentou.

– Já fui pedido... para fazer coisas piores... piores mesmo.

– Quero ver tudo...

– É? ... – ele perguntou, pegando os pés dela para beijar e chupar os dedinhos, deixando as pernas dela suspensas no alto.

Ajoelhado na cama e com as pernas meio afastadas uma da outra, Eros roçava seu tronco e seu pênis nas pernas dela, friccionando-os. Aquilo pareceu tão prazeroso como penetração, fazendo a morena jogar a cabeça para trás, e apertar o único travesseiro naquela pequena cama de casal. Enquanto friccionava todo seu sexo nas pernas dela, introduziu-lhe o dedo médio na vagina, imitando os movimentos que o órgão fálico faz ali dentro. Aí que ela se contorceu na cama, gemendo que nem uma atriz de filme pornô, e só não abria as pernas porque ele segurava as duas firmemente, mantendo juntas enquanto roçava todo o másculo corpo nelas, gemendo com menos intensidade.

– Quer mais um dedo? – Eros perguntou, controlando sua voz.

– Hmmm... dedo... mais um?

– É... quer mais um dedo dentro dessa seu corpinho?

– Hmmm... ahhhh... vai doer... mas quero.

– OK.

Retirando o dedo médio, introduziu-o novamente junto com o indicador. E socava os dois dedos dentro dela. Eros ia ficando pertinho de gozar naquela fricção do pênis e dos testículos contra as coxas dela, mas experientemente tinha o controle de tudo e estava esperando satisfazê-la primeiramente.

– Mais um dedo, gatinha?

– Oh... mais... um? – disse ela, quase em estado inconsciente de tanto prazer. Sentia o clitóris pulsar como se fosse um pênis e, com as pernas juntinhas e com os movimentos dele, sentia a fricção do seu pequeno botãozinho entre as próprias virilhas.

– Uhum...

E nem esperou ela concordar. Agora, metia o médio, o indicador e o anelar.

– Aiiihhh... ahhhhh... vai enfiar a mão inteira?

– Como quiser.

Ele encolheu os dedos e fez a mão ficar menor, e penetrou-a com a mão desse jeito. Naomi gritou. Mas não era somente um grito de dor. Ela tinha os órgãos estimulados por dentro e por fora. Ele já estava no limite. Roçava com mais força todo seu corpo contra as pernas dela, já eliminando o pré-gozo do seu pênis. Naomi chegava ai clímax como se estivesse possuída por algum espírito insano, quase rasgando os lençóis que segurava com força. Viu Eros e Hisoka num mesmo corpo, e a lembrança do outro ruivo a tocá-la a fez chegar ao ápice do gozo. Com isso, Eros se entregava ao seu próprio prazer, encravando as unhas sem ferir nas panturrilhas dela, enquanto se saciava totalmente no meio das coxas roliças de sua parceira.

Eros parava de se mover aos poucos, vendo-a ofegante e um pouco sorridente, com os olhos semiabertos. Ele soltou as pernas dele logo após tirar a mão umedecida de dentro dela. Ofegante também, ele caiu deitado ao lado dela. Ambos se olhavam. Naomi pegou a mão úmida dele e começou a lamber o próprio gozo entre os dedos dele, fazendo-o sorrir exausto.

– Ei, Naomi! Naomi! Terra chamando Naomi, Terra chamado Naomi! – Don a sacudia levemente, tirando-a da viagem mental que fazia.

Aos poucos, Naomi caia na real. Viu o loiro e alguns outros colegas em volta preocupados com o estado de transe dele. Todos perguntavam ali o que havia de errado com ela.

– Ela está bem?

– Perdeu a consciência!

– Parece hipnotizada!

– Devemos chamar um médico?

– Não precisa, ela está voltando ao normal. – disse Don para os seus subordinados – Naomi... oi?

– Ah... oi... – ela esfregava os olhos e a testa.

– Está tudo bem, isso deve ser cansaço. Já acabou a reunião chata, hehehe! Se quiser, eu a levo para casa.

– Não! Não precisa! – disse ela subitamente, ajeitando-se da mesma forma – eu... só sinto a boca seca e...

– Vou pegar água para você! Fica aí sentadinha! – virou-se para uma das funcionárias – Não a deixa sair daí até que eu volte com um copo d'água!

– Mas... já estou melhor agora!

– ficará aí até se recuperar totalmente.

Naomi se recuperava da distração totalmente relaxada. Nunca um pensamento a tomou a consciência dessa forma. Obedientemente, ela esperou Don trazer a água para aliviá-la por dentro – pois isso era a única coisa que ela precisava dele.

Enquanto tudo isso acontecia, Hisoka seguia o bando contratado por Don para surrar Eros. Não era exatamente um bando, mas seria três contra um só, uma atitude totalmente covarde. Mas Hisoka tinha planos diferentes aos de Don, mas guardava para si. E só faria o que ele achasse necessário.

Ao dobrar a esquina de uma rua vazia, Eros foi cercado por três brutamontes.

– Ohh... o que querem? Não tenho nada de valor, caras!

Um deles já foi chegando e puxando a gola do ruivo encapuzado, que reagiu com um soco bem dado, porém havia levado um chute de outro deles por trás dos joelhos que o fez cair. Hisoka assistia, vendo até onde isso chegaria. Eros não se intimidou, apesar de não ser tão bom de briga e mesmo diante de três. Como experiente nas técnicas de Nen, Hisoka pode perceber a aura de Eros e surpreendeu-se com a aura dele. Mesmo consciente de sua fraqueza ali, não se deixou levar pelo medo. Atingido por um soco na lateral da cabeça, Eros caiu no chão novamente, vendo tudo quase girar. Mas levantou-se assim mesmo e tirou o casaco de couro, exibindo os braços atléticos e os punhos apertados. Quando atacou o que lhe golpeou a cabeça, sentiu um deles por trás vindo atacar e, rapidamente, disferiu o soco em quem estava atrás.

– Se acham que vou gritar por socorro... fiquem sabendo que morrerei com disposição em lidar com covardes quem nem vocês! – e cuspiu no chão, em provocação.

Hisoka achou graça aquela reação. Ao mesmo tempo em que analisava aquele que sempre estava cuidando de Naomi por ele.