Era curioso em ver como o tempo tinha passado de forma rápida e lenta ao mesmo tempo. Desde o distante dia em que Hisoka conheceu Naomi até o resgate dela naquela semana. Já fazia dois anos que ele não a via? Nem viu o tempo passar. Ou suas ambições envolvendo Kuroro não o fez perceber isso. Mas sim, sentia falta dela. A brincadeira de esconde-esconde já estava terminando. E seria em torno de algumas horas. Hisoka já estava ali atrás do portão enorme de grade levemente enferrujada. Já estava chegando à noite e o céu adquiria um tom roxo, contraste dos raios avermelhados do Sol que se punha e da cor azul escuro que vinha com o anoitecer.

Duas pequenas ruas davam acesso ao portão principal. A entrada se estendia até um denso arvoredo. Grandes áreas gramadas, com um belo paisagismo e caminhos asfaltados, faziam a ligação entre essas duas ruas, cada uma com um destino próprio. Cruzando a entrada principal, dava para se deparar com um amplo jardim, rico em vegetação, brinquedos para crianças e áreas exclusivas para piqueniques.

Chegado o fim do expediente, Naomi saiu logo da empresa do jornal, encontrando-se com Eros que já a esperava na moto.

– Então... você vai encontra-lo naquele parque?

– Vou sim... e a sós.

– ...vou ficar de guarda em volta da área. Já estou avisando.

– Eu até gostaria que fizesse isso... mas... não vai espiar, hein?!

– Ai, ai... – riu Eros, maliciando aquele pedido – eu espero que nenhum guarda faça isso em vez de mim. O mico vai ser maior para uma escritora...

– Ah, vira essa boca para lá! Além disso, sou conhecida apenas por pseudônimo.

– Claire Noir... bom, já pôs o capacete?

– Vou botar.

E depois da Naomi colocar o capacete, Eros se dirigiu até o local. De longe, Hisoka ouviu um barulho de moto. Sentiu que Naomi estava próxima. Em um canto, observou a moto que já conhecia estacionando perto da porta. Naomi desceu e entregou o capacete ao homem encapuzado.

– Qualquer coisa, grita. Ouviu?! – pediu Eros, em um tom mais sério.

– Tudo bem...

Naomi deu o capacete para ele e foi em direção ao portão, correndo tranquilamente pela rua que dava acesso ao local. Era uma expectativa tão gostosa... parece que o medo que ela sentia por ele estava desaparecendo ali. Ao chegar ao portão, Naomi parou, respirou fundo o ar gostoso de plantas. Olhou para os lados, não havia uma alma sequer.

– Hisoka... espero que não se atrase demais... – disse ela, bem baixinho.

De repente, ela ouviu barulho entre os galhos das árvores. Naomi não saiu dali.

– Se tiver por aí, venha! – Naomi arriscou em dirigir sua voz para aqueles galhos.

E por trás de uma árvore bem troncuda, um vulto apareceu, sendo visível para a moça que olhou assustada para trás. Pela luz fraca que vinha dos postes, dava para perceber aos poucos quem era. De repente, seu coração começou a bater mais forte. Um misto de medo e ansiedade. Ela respirou bem, colocando as mãos unidas em direção ao peito.

Aqueles olhos assustados... aquela criatura pequena e frágil... novamente diante de si – aquilo parecia enfeitiçá-lo. O ruivo se aproximava mais, até ficar uns passos distantes dela. Ambos trocaram olhares, sem falar absolutamente nada. Nem parecia que haviam combinado aquele encontro.

A morena desceu as mãos, ficando de frente para ele. Deixou a alça da bolsa que estava no ombro descer, deixando a bolsa cair. Era como se estivessem primeiramente se reencontrando com os olhos. Os dois anos decorridos, desde a última vez que se viram, haviam produzido modificações bem sutis em ambas as fisionomias. Mas a essência de cada um era a mesma.

– Era isso que tanto desejava? – disse ele, com os lábios curvados em um sorriso maroto.

– ...isso era para ontem... – respondeu Naomi em uma doce ironia, sem acreditar que ouvia aquela voz tão dissimulada tão pertinho, com toque levemente suave ao terminar as falas.

– ...está mais esquiva que antes... você amadureceu mais um pouco. Só espero que isso não tenha te desanimado.

– ...desculpa.

E ela mencionou dar um passo a frente. Ele estendeu as duas mãos, tão pálidas e mais ainda contra a luz fraca dos postes ali. Sentindo confiança, ela caminhou até ele e deu as mãos, e ambos ficaram apertando veemente, um olhando sorridente para o outro.

– Você não imagina... o quanto precisei de você... e não dos outros, exatamente... entende? – ela apertava os lábios, sentindo os olhos umedecerem. Hisoka a achou mais frágil que antes, talvez a única coisa realmente diferente nela – também, por tudo o que ocorreu com ela... talvez fosse por isso que não se enciumou do tal vizinho.

Ele a puxou e a abraçou forte, cortando aquele princípio de conversa. Era bom demais ter o toque dela. Em um flash de segundo, arrependeu-se da demora desse encontro. Naomi desabou em um choro feliz e não amargurado. Hisoka caminhou ainda abraçada nela até mais perto da árvore troncuda onde estava escondido antes. Ele encostou-se à árvore, deixando a outra mergulhada em seu peito, dessa vez amenizando o choro e apenas descansando com a cabeça ali. Estava uma noite fria, mas ambos nem sentiram um arrepio sequer que incomodasse. Ela se aninhou no corpo dele, sem falar mais nada. Havia se acalmado por dentro. Era e melhor sensação que teve desde a época em que tinha conseguido morar sozinha – ou até melhor.

Ficaram assim por aproximadamente um minuto e meio, até que Hisoka tomou uma iniciativa.

– Está melhor agora? Estou cansado em ficar aqui sendo espremido pelo tronco e por você... – mas no fundo estava amando estar com ela assim, apenas queria mudar de posição.

– ...estou. E você? Cansando em ser esmagado por mim?

– Só nessa posição. Agora, quero uma outra... – disse de forma envolvente, puxando-a para baixo, fazendo ambos sentarem no chão terroso. Ele apoiou as mãos atrás da cabeça dela para aproximar e beijar os lábios como beijou na vez em que se separaram. Só que naquele momento o gosto não era mais de saudades. Nem para ele e nem para ela, que correspondeu o beijo da mesma forma, abraçando-o pelo pescoço. E ficaram naquele beijo contínuo por longo tempo, sem se preocupar com a presença de outra pessoa ali. Havia mais pessoas naquele parque, mas estavam longe de onde o casal estava. Ele deslizou uma das belas mãos masculinas e de unhas compridas em torno da parte de trás do pescoço dela, mordiscando levemente seu lábio inferior; ela atreveu-se a mover a língua ligeiramente acima dos lábios dele, querendo morder seus lábios, mas se contentou com outra mordiscada gentil dele.

– ...quer continuar em outro lugar? – perguntou ela em sussurro.

Ele fez com a cabeça que não, voltando a beijá-la da mesma forma anterior. Naomi se lembrou rapidamente da menção de Eros em relação aos guardas que podiam estar rondando ali fazendo a segurança.

– ...e ele vai vir te buscar ou te deixou em minhas mãos? – ele interrompeu os beijos para perguntar uma dúvida que surgiu na cabeça.

– Ah, mas eu aviso para ele... depois... – disse ela, abraçando-o e beijando-lhe o pescoço grosso e macio.

Hisoka deixou para lá sua dúvida, visto que agora ela queria só ficar com ele. Soltando seus lábios, ela começou a beijar a trilha longa do pescoço até seu queixo. Ele ergueu seu queixo com um sorriso curvando os lábios meio finos, assim facilitando Naomi a alcançar melhor sua garganta. Com os olhos semicerrados, ele a deixava beijar e acariciar seu tórax por cima da roupa, fazendo-o arfar e erguer seu tórax. Sem contar que, mais embaixo, ele já estava erguido. E como se fosse um golpe recebido, o ruivo tinha caído de costas no chão ao Naomi quase subir por cima dele. Não fez nenhuma menção de se levantar; como se aquilo não tivesse sido mais que uma carícia, enquanto controlava seus gemidos. Os olhos castanhos ainda tinham um brilho inocente, mesmo por trás daquele jeito todo dela existindo uma pessoa faminta por toques, carícias... sexo.

– Quer ser esmagado por mim assim, agora?

– ...se não tenho saída... – disse, lambendo os lábios após terminar de falar.

Ela imediatamente o beijou, sem deixa-lo lamber os lábios direito. E assim, fizeram uma fusão maravilhosa de línguas e lábios, num beijo cheio de desejos totalmente sexuais. O tempo parava ao redor deles. Naquela hora, enquanto os olhos castanhos encaravam aqueles olhos dourados, pareciam que tudo a redor sumia e tudo era apenas eles dois. Não havia mais nada ao redor, naquele ataque erótico entre os corpos, a não ser eles. Um ritmo conhecido... e que há muito tempo não eram experimentado pelos dois.

Naomi desceu com as mãos pelo seu torso e abdômen definido, puxando a camisa por dentro daquela cintura apertada. Ele se torceu quando ela acariciou com os dedos ao redor do seu umbigo. Seu pênis estava ereto e erguido. Mas esse o próprio teve a atitude em descer um pouco as calças e soltá-lo. E olhando para ela cheio de luxúria. Desinibida, a morena envolveu o pênis com uma de suas mãos pequenas e delicadas, acariciando da ponta à base. Ela olhou para cima e seus olhos se encontraram com os dele. Curvou-se e lentamente começou a chupar a ponta do órgão fálico grosso e comprido, saboreando-se em seu desejo carnal. Foi impossível para o outro se conter em caretas e gemidos, enquanto a mão subia e descia, massageando seu comprimento cobrindo seu pênis, lubrificando-o com a saliva e fazendo carinho. Sentindo o órgão pulsar louco por penetrá-la, Hisoka pegou-a pelos ombros, fazendo-a tirar a boca em torno do pênis para estendê-la no chão, desabotoando a calça comprida e puxando-a rapidamente até o calcanhar dela, afastando-lhe as pernas uma da outra segurando-a pelos joelhos.

– Renda-se, Naomi. Agora é hora da minha vitória! – ele começou a brincar como se fosse uma luta, ajeitando seu órgão na entrada da vagina dela.

– Acha mesmo que vou deixá-lo me vencer assim, tão facilmente? – entrando na brincadeira, ela desabotoava a blusa e levantava o sutiã, exibindo os mimosos seios.

Ele caiu de rosto em cima dos seios dela quando a penetrou, movendo-se com ânsia de gozar. Ela gemeu, jogando um pouco seu quadril para frente. E ele seguia metendo fundo dentro do corpo dela, enquanto ela simulava empurrar de volta seu pênis, soltando por um momento e ligeiramente. E ela repetia esse movimento com os músculos da vagina, o que só o fez enlouquecer e murmurar algo ininteligível entre os seios cheirosos dela.

– Aaaahh... ah, sua... ahhh... – ele finalizava seu gozo que nem um louco, quase virando os olhos e quase também encravando as unhas nos joelhos de sua mulher ali.

A melhor sensação ela não poderia sentir fora das garras dele. Era assim que Naomi se sentia sendo possuída daquela forma por Hisoka. Podia sentir o sexo dele pulsando lentamente dentro dela, que estava tão molhada. Um calor agradável percorria por cada centímetro de sua pele. Fechando os olhos, ela apreciou a sensação de satisfação completa. Ele descansava entre os seios dela confortavelmente como se fosse um bebê. O fraco perfume dela o agradava. Apesar de satisfeito, um calor começou a afoguear seu corpo, mexendo-se levemente dentro dela, que parecia encharcada de tão úmida. Naomi soltou um leve suspiro. Aos poucos, vinha o cheiro de terra ao olfato deles, e eles ainda não perceberam que estavam sujos de terra.

– ...Hisoka.

– ...sim?

– Venha ficar comigo lá no apartamento... – ela pediu enquanto acariciava-lhe os cabelos ruivos e macios, até mais que os do Eros, que eram levemente ressecados e porosos nas pontas.

– Quer que eu more ali?

– Sim.

– Mas não se lembra... que eu quero que saia dali?

– ...sim... mas... não queria sair da minha moradia.

– Por quê? – ele desconfiava que fosse por causa do Eros, mas nada mencionou para que ela não se aborrecesse.

– ...eu já me acostumei ali... há anos... e não me vejo morado em outro lugar... a não ser que você esteja comigo, pelo menos.

– Ah, bom ouvir isso agora...

– Mas queria que passasse a noite comigo hoje.

– ...lá?

– Onde mais seria? – terminou a pergunta beijando-lhe a nuca.

– ...tudo bem. Só por esse nosso reencontro, aceito.

Era difícil para ele resistir aquelas carícias todas. Mas ele realmente planejava tirá-la dali. Levantaram-se, ajeitando as roupas. Riram ao perceberem a sujeira de terra neles.

– Eu... vou avisar para o Eros para que não venha verificar se estou bem... – pegou seu outro smartphone.

– ...não usa aquele que deixei com você?

– Aquele eu deixei apenas para receber suas ligações. Desde quando me entregou.

Hisoka apreciou ouvir aquilo. Era um bom sinal.

– Espera um momentinho, Hisoka... alô? Eros, sou eu... está tudo bem! Sim, incrivelmente bem! Não se preocupe, deu tudo certo aqui... e ele mesmo vai me levar para a casa... ele quer, fazer o quê?

Hisoka ria baixinho daquela conversa.

– ...sim, entendo... mas vou retornar a ligação, caso precisar. Não se preocupa comigo, promete? Pode deixar, beijos... até mais! – e ela encerrou a conversa no telefone – ganhei um irmão zeloso, nesse tempo...

– Ele parece bem protetor da minha Naomi.

Naomi deu leve tapinha no ombro dele.

– Não precisa ter ciúmes.

– Quando chegarmos à sua casa, vamos colocar muitos assuntos em dia.

– Claro! Vamos logo, então! Já estou começando a sentir um friozinho...

Ele abraçou-a, para caminhar junto com ela.

– Vamos então.

Alguém estava ali, um pouco mais distante do portão principal da praça. O casal decidiu pegar o primeiro táxi que alcançasse, assim fazendo. E a moto os seguiu, vendo aonde aquele táxi pararia.

...

Eros seguiu os dos bem disfarçadamente. Hisoka já suspeitava isso, mas fingiu que nada tinha percebido – apesar de ter visto por acaso a moto pelo retrovisor do táxi. Os dois chegaram até aquele apartamento de dois andares.

– Agora você vai entrar pela porta da frente.

– É... só conheço seu lar do quarto para a janela dele... e aquela árvore em frente.

– É.

Naomi foi à frente, subindo pelas escadas um pouco apressada e abrindo a porta.

– Entra... só não repara meu humilde lar.

Hisoka achou tudo tão simples e agradável... e para uma menina que cresceu numa mansão... surpreendia-se como era feliz ali, em seu "ninho".

– Hisoka... vou trocar essas roupas e tomar uma ducha... se quiser, pode vir também.

– Vou depois... antes gostaria de beber alguma água, será que posso...

– Sim, tem água na geladeira! – disse Naomi, lá de dentro do banheiro.

Ao caminhar até a cozinha, Kuro apareceu em sua frente, chiando.

– Ei, gatinho... você mora aqui?

E ele olhou em volta, vendo uma cama de gato perto da porta e uns brinquedos de gato espalhados pelo chão. E uma discreta porção de fezes felinas perto do sofá.

– Então, ela não passou assim tão sozinha... e para de chiar, eu sou amigo! – disse ele passando pelo gato com cuidado para não espantá-lo.

Quando Naomi saiu do banheiro, de roupão, foi até a sala e viu Hisoka sentado no sofá, bebendo um copo d'água enquanto esperava a morena aparecer. Ele olhou para trás, como se tivesse pressentido a presença dela. Ambos sorriram. Naomi foi até ele e sentou ao seu lado.

– E então... vai passar mesmo a noite aqui, não? – disse ela, de um jeito sedutor.

– ...não consigo recusar um convite seu, nesse momento. – disse ele, indo até perto do ouvido dela e beijando-o seguidamente, fazendo a outra se contorcer um pouco.

...

Parado em frente de casa, Eros estava pensativo se voltava para seu apartamento ou curtia o resto da noite. Naquele dia, não tinha trabalho na boate. De repente, resolveu o que queria e, colocando seu capacete, saiu dali. A noite o esperava. Naomi estava bem acompanhada por aquele cara dentro de casa. E se ela queria mesmo ficar com ele... nada deveria fazer ali então. E se ela já tinha seu par, por que ele deveria "insistir"?

De repente, deu uma raiva de si mesmo. Acelerou mais a moto, cortando entre os carros. Deveria ter mesmo cobrado aquela noite em que tiveram sexo – afinal Naomi estava mesmo descontando a saudade de ser possuída pelo namorado nele. Era um programa mesmo e ele não quis cobrar. Tinha se vendido de graça pela primeira vez... por um amor que não seria correspondido. Mas o pior era que... ainda sentia amor por ela. Aquele amor, não simplesmente o amor de um grande amigo.

Parando em frente a um pé-sujo, resolveu beber um pouco e ouvir uns blues. No mesmo balcão em que ele estava sentado, havia outras pessoas – a maioria de perfil jovem – curtindo a noite ali naquele lugar meio escuro, com uma iluminação baixa. Estava se acostumando a beber menos nos horários de folga há mais ou menos um ano, visto que sempre tinha o costume de beber e se embriagar quando quisesse – e principalmente fora do trabalho. Ele tinha começado a beber em uma idade precoce - não é realmente surpreendente, considerando o fato de que vinha de uma família de fumantes e alcoólatras. E aquela noite, ele queria se embriagar mesmo. Queria dormir ali mesmo, no bar. Não queria voltar para seu apartamento tão cedo. Não queria ver Naomi sair com o tal Hisoka naquele portão. E tampouco imaginar o que eles estariam fazendo dentro do apartamento dela.

Antes que viessem as imaginações, pediu um forte licor ao balconista. Aquele simples barzinho tinha uma pequena pista de dança e uns quartos no andar de cima rentáveis, usados por prostitutas de ambos os sexo. Conhecia aquele bar, mas nunca tinha feito um programa ali. Ali, só costumava beber e relaxar em seu tédio, sequer dançava ou pagava prostitutas para se divertir em algum quarto de aluguel.

Quando percebeu que sua pequena taça já estava vazia novamente, o ruivo encapuzado acenou para o barman e ele encheu o copo mais uma vez, sem muito barulho. Ele tomou um gole do líquido quase num sorvo só que pareceu queimar seu esôfago e então virou as costas para o bar, deixando pernas ainda confortavelmente abertas, espalhadas, com os pés inda no seu banquinho giratório. Como se fosse um convite inconfundível para quem estivesse interessado.