– Espera...
Foi a única palavra que Naomi conseguiu pronunciar. Um dos maiores problemas era a timidez diante de situações como aquela. Apesar dos seus hormônios gritarem dentro de si ao se deparar naquele momento, Naomi conseguiu se enrubescer facilmente e abaixou a cabeça. Uma mão levantou seu queixo.
– Está tudo bem. – disse Hisoka.
Ela olhou o homem em sua frente mais segura, enquanto o homem de trás lhe pegava pela cintura e grudava seu corpo maior contra o dela. Ela sentia suas costas e nádegas serem pressionadas contra o corpo de Eros e aquilo já a incendiava. E as coisas pioraram quando Hisoka delicadamente descia o vestido dela pelo decote, depois descendo pelas alças. Mas aquela timidez que insistia em fazê-la fugir dali...
Apesar daquela insegurança, ela se sentia firme ali. Eros abria o vestido por trás, descendo o vestido por trás. Estava sem sutiã, fazendo Hisoka sorrir maliciosamente em dar de cara com aqueles seios médios e empinadinhos, de mamilos levemente marrons. Ele olhou rapidamente para Eros, como se estivesse trocando alguma ideia com os olhos, e se agachou, puxando o vestido pela saia e a calcinha ao mesmo tempo. O ruivo de trás passou as mãos por debaixo das axilas dela até pegar nos seios que nem preenchiam totalmente sua mão. Naomi fechou os olhos, levando suas mãos até as dele e colocando-as por cima dela.
– Bonito vestido hein... – comentou Hisoka, passando a mão no tecido dele – Vamos indo, rapazes? – foi em direção do quarto dela.
– Vam... ai! – nem deu para Naomi concordar, sendo pega no colo pelo outro homem e sendo levada para lá. Ela colocou as mãos no próprio rosto, rindo incrédula. Ela estava experimentando mais loucuras vindas de Hisoka e também de Eros, que estava sendo um parceiro bem fiel às travessuras que ele aprontava com ela naquela noite. Ela estava entre o amor e a loucura. Com Hisoka ao lado, era no ontem até aquela hora. Para sempre seria assim.
...
Uma noite quente, de pouca umidade no ar, uma gorda Lua cheia iluminando aquela cama macia que conseguia caber perfeitamente três corpos nus. Uma carícia gostosa de mãos macias tocavam os seios e as coxas de Naomi, que parecia uma bonequinha sendo manipulada por quatro mãos e duas bocas que beijavam respectivamente o pescoço e o meio das costas. Ela demorou a responder ao carinho sendo mais ativa, precisando Hisoka puxar as mãos dela e coloca-las em seu peitoral. E Eros descia com os beijos do meio das costas até o começo das nádegas, abrindo-as gentilmente. Naomi só arregalou os olhos um pouco e Hisoka não perdeu o tempo, puxando o rosto dela pelo queixo e beijando-a de língua. Aquilo lhe causava vergonha e excitação ao mesmo tempo. Era um momento mágico e insano para a morena.
Hisoka a puxou pelos braços, ainda beijando, e encostou-se à cabeceira, mantendo-a de quatro. Eros não se atrapalhou, deslizando as mãos por dentro das nádegas até tocar o ânus que parecia piscar timidamente. Naomi, sentindo o fogo ser cada vez mais atiçado em si por ambas as extremidades, apoiava as mãos na cabeceira e correspondia ao beijo do mágico da mesma forma, entrelaçando as línguas com a boca menor colada na outra que parecia engoli-la.
– Como é lisinho aqui... rosadinho também. – o stripper comentou enquanto acariciava o ânus e toda a área em volta antes de deslizar a ponta da língua bem naquele buraquinho e depois oscular a área como se fosse uma boca.
Aquilo foi uma das cereja do bolo naquele momento. A mulher do ménage arqueou o corpo. Com aquele clima todo, não demoraria muito não só para ela gozar, mas os outros dois homens que já se estavam com seus respectivos membros despertados. Mas aquela noite seria longa. Tinha que ser longa. A expectativa dos três.
Ficaram aproximadamente um minuto assim: o ruivo mais velho beijando-lhe a boca e o outro lhe beijando o ânus. O corpo de Naomi já reagia óbvio àquelas estimulações, ficando com o bico dos seios eriçado e a pele levemente úmida de suor. E as intimidades já se lubrificavam. Eros observou aquilo e meteu o dedo do meio na vagina dela, não somente para estimular aquela garota que lhe deixava louco, mas para sentir as dilatações daquela região.
– Está indo rápida, Naomi... – ele comentou, socando o dedo úmido gentilmente dentro dela.
Naomi parou o beijo, deixando escapulir um "ai" de prazer. Hisoka virou o corpo dela segurando-a pelos ombros, deixando de frente para Eros. Ele puxou a mulher pelos pulsos e manteve-os seguros, como se tivesse forçando a ficar ali, assim. Eros segurou nos joelhos dela, abrindo as pernas bem; se deitou de bruços, colocando seus lábios pintados em volta do clitóris e começou a sugar ali. O ruivo de trás cariciava os longos cabelos negros de sua parceira, que gemia entre suspiros abafados, abandonada naquelas ondas quentes de prazer que ambos lhe causavam. Apesar de estar desligada de tudo em seus prazeres, Naomi notou como estavam os corpos dos dois, achava mais excitante aqueles corpos cobertos em um fino suor – embora Hisoka era o que menos suava – e os sons que ambos faziam ao gemer ali. Eros estava com seu pênis tão ereto e ela queria fazer o mesmo que ele fazia com ela, mas agora ela era como uma presa que estava sendo devorada por dois famintos predadores. Observando que Naomi assistia ao outro lhe chupando, puxou levemente os cabelos dela, inclinando para trás, e a beijou com a mesma luxúria de antes. Agora, ele assistia ao que o outro fazia. Eros continuava chupando a outra, agora levando as mãos até os seios dela apertando-os.
– Ela está pronta? – perguntou Hisoka ao Eros, após o beijo.
– Bem pronta... quem vai primeiro?
– Naomi escolhe. – disse o mágico, soltando os pulsos dela e segurando-a pelos ombros, sem perder a oportunidade de beijá-la agora pelo seu pescoço.
Eros também se excitava com aquilo, embora tivesse aquela pontinha de ciúmes do namorado da garota que gostava. Sim, estava sendo pago por aquele serviço que já era experiente, mas sempre se levava pelo prazer daquele trabalho.
– ...decidam por vocês... – disse ela.
Os dois riram por segundos.
– Vamos decidir na sorte? – perguntou Eros ao outro.
– ...vamos.
Jan-Ken-Pon. Hisoka ganhou, tirando pedra e Eros, tirando tesoura. Hisoka pôs Naomi de quatro, de frente a Eros que puxou seus pulsos e a fez passar as mãos pelo seu peitoral e abdômen musculoso. Naomi olhava-o quase como hipnotizada, enquanto Hisoka aquecia seu membro roçando na entrada lambuzada dela por alguns segundos, logo entrando de uma vez só, como sempre costumava fazer. A morena fez uma careta rápida, pois era sempre inevitável aquele reflexo de dor na penetração. Eros lhe acariciava os cabelos, como que quisesse passar tranquilidade e prazer. Ela achava curioso vê-lo ali, tão tranquilo diante de alguém que ele poderia odiar por ter tirado a chance de ficar com ela para sempre.
– ...está tudo bem, Eros? – ela perguntou em um tom baixo, como se quisesse que aquilo ficasse só entre os dois.
– Eu que quero saber se está tudo bem com você... – disse ele, no mesmo tom. Eros estava mais preocupado com o prazer dela naquela aventura que até mesmo o pagamento por aquele serviço (até mesmo porque Hisoka já tinha feito isso). E ele continuou a entreter Naomi após responder a pergunta, agora oferecendo o próprio pênis para ela chupar como ele a fez anteriormente. Sem hesitação, Naomi pegou-o com uma mão e o pôs dentro de sua boca, lambendo-o inicialmente e habilidosamente, indo da base até a cabeça, em movimentos longos e lentos. Eros sorria com os dentes unidos, adorando aquilo.
E o ruivo de trás enfiava seu membro fálico em toda a sua extensão, enquanto as mãos de garras longas e afiadas brincavam maliciosamente com as nádegas roliças e levemente avermelhadinhas. Apertava-as deixando as pontas das unhas pressionarem ali.
– Nossa... você está toda molhadinha... amo vê-la assim – ele comentava, enquanto metia nela em estocadas firme de intervalos longos – assim, acho que vou gozar logo...
Naomi adorava aquela mistura de sensações em cada parte do corpo estimulada. Fechando os olhos brevemente, tinha a impressão que via o pênis do Hisoka se mover por dentro da cavidade vaginal dela. Devia ser similar ao órgão do outro que se movia dentro da boca. De repente, sentiu que podia contrair e relaxar a vagina por vontade própria e isso só deu um aumento em seu prazer, tanto para ela como para Hisoka, que apreciou aqueles movimentos de pressão em seu membro. Fraco demais para resistir o gozo final, ele tirou o órgão de dentro dela e, apertando as próprias bolas com força. Naomi soltou o membro do Eros recuperando fôlego, agarrando uma das coxas dele enquanto sentia não só ser estimulada por dentro como por fora. Gemendo que nem um leão rouco e revirando os olhos e a cabeça, gozou em suas nádegas, fazendo respingar até nas costas da outra. Eros teve sua atenção tomada pela forma meio engraçada que o outro gozava, mas aquela cena que testemunhava dos dois gemendo que nem loucos o estimulou um pouco para adiantar com seu orgasmo controlado – como um garoto de programa, ele tinha controle extremo em seu orgasmo. E ele não queria gozar ainda lá, embora já estivesse a ponto de fazer se quisesse.
Hisoka cai deitado lado de Naomi na cama com os braços jogados para os lados, respirando profundamente. Eros observou aquilo sorrindo em certo desdém.
– Não sabe prolongar uma noite com uma mulher, Hisoka? Oh!... que frustração, hein?! – perguntou de forma aparentemente irônica. E o outro só escutou quieto, relaxando. Naomi olhou para trás, vendo seu amado pegando fôlego com o peitoral subindo e descendo. Rapidamente, o ruivo mais jovem deixou Naomi naquela posição de quatro e subiu por cima dela, se posicionando atrás dela – onde estava Hisoka antes de se deitar ao lado dela. Estava empolgado, decidido a mostrar ao ruivo mais velho como entreter uma fêmea de verdade.
– Você foca demais no seu bel-prazer... – comentou Eros para Hisoka, enquanto acariciava as nádegas da outra, espalhando o sêmen do que gozou primeiro por ali. Naomi gemia em rápidas pausas, adorando aquilo – tem que também focar no que pode causar no seu parceiro, ou na sua parceira, no caso.
Eros estava decidido a ensiná-lo das coisas que havia aprendido a fazer em sua carreira de stripper e garoto de programa. Pressionando as mãos grossas e levemente ásperas das nádegas até as costas dela, Eros se curvava sobre Naomi para beijar seu pescoço por trás. Se Naomi já estava a ponto de bala para gozar, agora se sentia pior.
– Vem... me faça gozar... de novo... – disse Naomi, apesar de não ter se satisfeito totalmente, como Hisoka parecia ter feito.
E ele levou os dedos até o clitóris, pressionando os dedos com certa pressão contra. Ela arqueou o corpo para trás e ele ia observando e agindo conforme as reações dela.
– Viu só? ...ele não foi um cavalheiro em permitir que a dama gozasse totalmente primeiro. – disse ele ao pé do ouvido dela, enquanto brincava com o clitóris dela e fazia se contorcer toda entre gemidos bem audíveis.
E virou-a de frente para ele, puxando-a para si, fazendo-a ficar ajoelhada na cama com ele. Encarou-a com toda aquela luxúria que Naomi já conheceu uma vez. Ela sorriu com os olhos quase semiabertos. Abraçando-a pela cintura, continuou a masturba-la enquanto distribuía beijos longos pelo pescoço, descendo pelo mamilo esquerdo, barriga e depois retornando o caminho feito com aqueles beijos que pareciam sugar a pele.
– Você... parece que tem um vibrador na boca... – comentou Naomi, quase em tom de sussurro. Aí que ele tremia a boca bem no seio dela e depois, em todas as áreas do pescoço.
Hisoka estava ainda acordado, recuperando daquela onda intensa de orgasmo que sentiu. Realmente, foi muito adiantado e descontrolado – como sempre era naquela hora. Ficou de olhos fechados, apenas ouvindo ambos. E como se estivesse em uma daquelas apresentações que fazia no clube, Eros movia o corpo de Naomi de forma dançante, enquanto punha os lábios colados no ouvido direito dela e, ainda estimulando o clitóris dela com a ponta dos dedos, simulava uma dança ali com ela.
– Vamos nos transportar para lá [se referindo ao clube]... está tudo vazio... só nós dançando ali, assim, peladinhos...
Naomi apertava os lábios sorrindo, sentindo as faces queimarem um pouco. Aliás, o corpo inteiro dela queimava, tremia um pouco. Não conseguia falar, apenas suspirava entre os gemidos baixos que emitia. Embora amasse o ruivo mais velho, eram irresistíveis aquelas brincadeiras eróticas que o Eros fazia em suas apresentações no clube. E ele tinha certa afinidade que ele não veria em outro dançarino. Ela estranhava Hisoka ainda ali, mas nada falou e sequer o incomodou. Deixou ali, pois estava parecendo que dormia. E ela bem que queria seu amado ali brincando junto...
Depois de um bom tempo sendo entretida por ele, Naomi começou a gozar ali, nas mãos dele, sem penetração.
– hmmm... também não me esperou, é?
– Ah... não... eu quero ainda mais... – ela dizia mais solta, agarrando o bumbum dele com um apertão e beijando-o longamente no peito.
– Como a rainha quiser! – parou de estimulá-la, lambendo o gozo dela – e como vai querer me fazer gozar? Deitada, de pé, de quatro...
– Como você quiser...
– Tudo bem, amada.
Ele a pôs de barriga para cima. Encheu-a de carícias, beijos, como se coloca lenha na fogueira. Sentia-se o rei ali. Ele também estava curioso, achando que ele apagou ali. Não imaginava que ele fosse tão "desmotivado". Convencia-se mesmo que era especialista nisso – afinal, pelas experiências que tinha, acreditava que Hisoka era apenas mais um típico homem que só pensava no orgasmo próprio que o da parceira. Por um lado, agradecia a vida por ter lhe dado a oportunidade de ser "dessas bandas": nada mais prazeroso que dar e receber prazer ao mesmo tempo. Talvez por isso que muitas mulheres casadas procuravam garotos de programas, como os homens casados procuram as prostitutas em geral; os profissionais do sexo sabiam lidar com seus clientes de forma mais afetiva e criativa também, e menos corriqueira.
Então ele colocou a cabeça do seu órgão bem devagarinho e foi empurrando aos pouquinhos, e ela não falava nada, sequer fazia caretas – já estava úmida e havia gozado recentemente. Naomi surpreendeu-se ao sentir de novo mais uma nova onda de prazer vindo, pois achava que apagaria logo que nem Hisoka. Por cima dela e acomodado entre as pernas, Eros mordiscou aquele belo par de peitos firmes e macios, fazendo a morena se contorcer de tesão. Tudo ocorria como Eros já manjava, até que uma estranha mão começou a correr por suas nádegas, fazendo-o parar de brincar com os seios de Naomi e piscar os olhos mais de duas vezes. Não. Não podia ser. Não era o combinado... pelo menos não havia sido questionado em relação ao que lhe veio em mente ao sentir aquele toque.
Naomi ainda nem tinha percebido a reação dele, apenas o puxava pela cabeça e abraçava-a, colocando entre seus seios novamente. E a tal mão corria pelas costas musculosas de Eros calmamente, quente, macia. Eros ainda não estava acreditando.
– Pode continuar... afinal, é a sua vez de devorá-la... não é? – a voz em um frio tom de sussurro lhe dizia.
E suas coxas se chocaram com as coxas de quem estava por trás. Eros permitiu aquilo e voltou a se concentrar nela, afinal... estava sendo pago por aquele serviço. Mas... aquilo era novo para ele. Estranho. Ele voltou a se mover dentro de Naomi, sustentando seu corpo com a cabeça dela entre os seus cotovelos e os joelhos na cama. Naomi estava com os olhos fechados ainda, respirando profundamente, parecendo em transe nas mãos dele. Um dedo percorreu pelo final da espinha do ruivo mais jovem e penetrou-o no ânus, que abriu com certa dificuldade.
– Vou seguir seu conselho, Eros... temos que nos concentrar em dar prazer ao parceiro, em vez de só preocuparmos com o nosso exclusivamente
Era a vez da pequena vingança particular de Hisoka. Não que sentisse tanta necessidade de provar também daquele belo corpo masculino que era até maior que o dele... mas estava adorando aquela deliciosa competição e rivalidade em forma de ménage. Queria ver se o orgulhoso Eros seria profissional e experiente diante daquela situação. E mostrar que ele era quem dava as rédeas ali. Mas agia normalmente como um cliente que queria ter um pouco de prazer com o garoto de programa. Naomi deslizava as mãos pelos braços fortes e musculosos de Eros, enquanto Hisoka deslizava as mãos por dentro das coxas musculosas e firmes dele. O ruivo de cabelos mais assanhados e longos olhou para trás sem mover muito a cabeça, como se quisesse ver o que o outro aprontaria ou alertá-lo que não poderia entrar nele assim sem nenhuma lubrificação. Hisoka entendeu e apenas lhe deu um sorriso malicioso. Este se ajeitou com o membro levemente ereto e abriu-lhe as nádegas. Eros não estava se concentrado muito, e se não fosse pela Naomi estar ali sendo entretida sexualmente, ele acertaria as coisas com ele. Mas ele não queria que Naomi visse aquilo, torcia para que ela ficasse assim, parecendo hipnotizada nas mãos dele. Ele sentiu algo úmido e quente correr pelo seu ânus, imaginou que fosse a saliva do outro que lhe meteria naquele orifício anal.
No começo, aquele orifício resistia na entrada, mas Hisoka foi com calma ao penetrá-lo. Estava adorando ainda mais a tensão dele em manter aquela postura de profissional experiente do sexo diante de Naomi. Eros apertou os lábios e conteve o gemido da dorzinha que sentiu. Agora, entendia o porquê de muitos não gostarem daquela região ser penetrada. Voltou a se concentrar em sua gatinha, acariciando-lhe as faces e pousando os lábios dela num beijo terno. Mas aquela experiência nova... parecia que ele estava lhe penetrando até nos testículos. Era uma sensação... estranha e curiosamente prazerosa em ser estimulado por dentro assim. Mas ainda não se sentia atraído por homens, e só via Hisoka então como um mero cliente junto com Naomi – o que de fato era.
De repente, Naomi abriu os olhos só um pouco, olhando para onde estava Hisoka, não o vendo ao lado. Então... deveria estar por trás dela ou em outro lugar. Queria sabe onde ele estava, mas o prazer em estar sendo devorada por aquele predador não a deixava sair dali. E vinha de novo mais uma onda de prazer que fazia levantar o corpo da cama, e Eros a sustentou pela cintura com apenas um dos braços. Ele gemia de prazer... ao mesmo tempo que estava intrigado com o outro que dava as mesmas estocadas que ele dava em Naomi naquele momento.
Finalmente, Naomi satisfazia-se totalmente nos braços dele, parando exausta e satisfeita por baixo de Eros, que se mantinha dentro dela para disfarçar aqueles gemidos baixos de prazer. Depois de alguns minutos assim, Hisoka sentiu vir pela segunda vez sua necessidade de se satisfazer totalmente dentro daquele buraco tão apertadinho – até mais que o de sua amada- sempre atento àquela "marra" do Eros, que acabou gozando junto com ele, mas dentro dela. Foi a atitude mais estúpida e não-profissional por parte dele, mas foi uma ideia bem sacana que teve, só para incomodá-lo um pouco. Da mesma forma que Hisoka o estava fazendo. Só torcia para que não tivesse a sorte – ou azar – de engravidá-la.
Terminando, Hisoka saiu de dentro sem nenhum cuidado e se sentou na cama, olhando seu gozo escorrer pelo ânus do outro. Sentindo arder por trás, Eros se retirou de dentro dela e se manteve sentado na cama sem encostar a área afetada. Olhou para Hisoka com seriedade. O outro respondeu com sua atitude cínica de sempre.
– Você foi ótimo, rapaz... – disse ele, com certa ironia em seu tom de voz.
Eros nada respondeu; voltou a olhar Naomi, que parecia dormir de verdade. Moveu-se na cama para sair dela com cuidado, indo pegar suas roupas espalhadas pelo chão e pela cadeira da escrivaninha do quarto.
– Meu serviço termina aqui. – disse Eros, pegando uma pequena caixa de lenços do casaco de couro e tirando um lenço de papel limpo, passando pelos órgãos sexuais e pelo ânus.
– E agradeço por ele. Meu pagamento extra valeu bem nessa noitada. – comentou Hisoka, encostado folgadamente na cabeceira e com as pernas afastadas. Sentia seu sexo queimar mesmo depois de tê-lo satisfeito duas vezes naquela "despedida de solteiro", como ele se referia.
Arrumando-se, Eros despediu-se normalmente de Hisoka e, abrindo a porta da frente, Eros saiu e apenas encostou a porta por fora, deixando que eles trancassem. Hisoka começou a rir de tudo aquilo e daquele jeito sem graça do garoto de programa. Voltou a olhar a dorminhoca toda nua e aberta na cama, e ficou admirando uns minutos antes de se ajeitar ao lado dela e pegar no sono também.
– Como eu te tornei safada, hein?! – disse ele baixinho, fechando os olhos e se entregando ao sono.
