Naomi xeretava diversos sites que poderiam dar informações sobre Nen. Encontrou absolutamente nada. Havia descoberto o site dos Hunters, mas não pode entrar por não ter a licença.

– Será que é obrigatório ser um Hunter para se especializar nisso? Hisoka não me explica nada direito! – ela reclamava enquanto teclava e clicava em muitos links em busca de mais importante informação.

Às escondidas, usando seu In para se ocultar, Hisoka observava a outra mexendo no computador na sala de estudos que havia dentro daquela suíte. Ele já imaginava que ela estivesse descobrindo o que queria por conta própria. Emitiu uma aura mais agressiva, apenas para tentar a sensibilidade natural dela. Talvez, se ela tivesse um pouco dessa sensibilidade ativa naturalmente, seria uma boa aprendiz sua. E assim fez. Nada. Ela nada sentiu. Então, mandou uma aura mais agressiva para ver se ela reagia.

Naomi parou de escrever, sentindo um arrepio na espinha. Era como se algo gelado corresse pelas costas dela. Ela olhou para trás e não viu ninguém.

– Hisoka? Está aí? – ela perguntou alto, por instinto.

E ele entendeu o que passou com ela. Manteve-se quieto até ela retornar a mexer no computador. Novamente repetiu sua ação anterior. Naomi sentiu como se alguém estivesse invadindo secretamente aquela área onde estava. Levantou-se, olhando tudo ao redor.

– Hisokaaa! – chamou ela novamente de onde estava.

Apareceu o gatinho na entrada da salinha de estudos. Naomi olhou para o gato.

– Kuro... não me assusta assim. – ela foi até o gato e pegou-o no colo, indo se sentar novamente em frente à tela do computador. Ela ainda olhou para trás e deu de cara com o vulto de Hisoka, que lhe pareceu sinistro, fazendo-a soltar o gato repentinamente; e esse pulou direto para o chão, indo se esconder.

– Assustou-se? – ele perguntou com um sorriso meio malicioso.

– Hisoka! Onde você estava?!

– Estava lá na frente vendo TV... – mentiu – e você, que faz aí? Vim chama-la para ver algumas coisas lá.

– ...navegando na internet, só.

– Sei bem o que está fazendo. – apontou o dedo para a tela do computador.

– ...e o que é que estou fazendo? – virou-se para olhá-lo.

– Descobrindo sobre o Nen por conta própria. – puxou uma cadeira mais próxima e sentou ao lado dela, que estava sentada em sua cadeira giratória – Mas deixo bem claro: não confie nas primeiras informações que vir!

– Nada descubro sobre... parece que é algo restrito.

– Eu não te disse antes? Acredito que também foi procurar no site dos Hunters.

– ...fui. Mas nada pude ver. É restrito... já vi que tenho que ser uma Hunter, mesmo!

– Não exatamente. Eu mesmo despertei essa habilidade em mim antes de prestar o Exame Hunter.

– Ah! Então eu posso, também.

Hisoka deu um suspiro, olhando para ela.

– É algo que exige mais do nosso limite... e vi agora que você tem só quinze por cento de chances de aprender Nen rapidamente.

Naomi se virou de frente para ele e pediu com o jeitinho mais doce que podia, puxando-o levemente pela blusa.

– Ensina para mim. Vai ser muito melhor tê-lo como meu mestre...

O outro apertou os lábios, adorando aquela gatinha se fazer de manhosa para seduzi-lo em sua vontade. "Uma possível Trasformadora... como eu.", pensou ele, enquanto a olhava já com vontade de tirá-la dali e leva-la para a cama.

– Prometo que vou te ajudar.

– Então vai ser meu mestre?

– Mais adiante... – ele aproximou os lábios dos dela para beijá-la, tendo o beijo correspondido.

– Humm... você já foi meu mestre em tantas coisas... por que não nisso também?

– ...pensei que tivesse horror de mim antes de nos entendermos. – ele se referia aos tempos em que ela era refém da trupe do Kuroro, nas vezes em que havia abusado dela.

– Tive... mas não na primeira vez em que o conheci, quando se prontificou a me tirar daquele esconderijo... ah, mas isso é passado! Eu não te perdoei?

Hisoka puxou a outra da cadeira giratória para aproximá-la a si e abraçou-a.

– ...obrigado, Naomi. Talvez eu não merecesse esse seu perdão.

– ...eu ainda o amo.

– ...eu também... – acariciou o perfil dela com o dedo indicador, da testa até o queixo – por isso que não quero deixar se arriscar mais, já sofreu o bastante.

– Não... nada me faz sofrer com você envolvido.

– Desde quando ficou mais galanteadora que eu?

Naomi deu um pequeno sorriso, abaixando as pálpebras dos seus olhos amendoados e castanhos. Aquele jeitinho verdadeiramente tímido e meigo que ficava diante dele... lhe passava a impressão que também poderia ser uma Intensificadora.

– Por que não larga essas pesquisas e vem comigo assistir um filme?

– Como quiser. – ela concordou e saiu dos braços dele, indo desligar o aparelho. Ele se levantou, ainda olhando para ela. Ele já estudava a tendência do tipo de Nen que ela poderia desenvolver. Já descartava o fato dela ser Manipuladora ou Emissora. E o mais suspeito era que ela poderia ser uma Intensificadora ou Transformadora.

– Vamos? – ela cortou seus pensamentos.

– Vem. – ele pegou na mão dela e a levou para fora dali – espero que goste de terror.

– Terror? Bem... gosto, não é dos meus favoritos, mas vejo sim.

Era ali que testaria Naomi mais uma vez. Vendo que ela, apesar de assistir empolgada o tal filme que escolheu para ver (o qual até lhe dava sono de tanto que já tinha visto), ficava meio impressionada com as cenas mais impactantes. Também podia ser uma Materializadora.

– Acho que já me diverti com esse filme, vamos mudar para outra coisa?

– Mas já?

– E você fica bocejando, também... parece que tem outras coisas melhores para ver na televisão.

...

No dia seguinte, o casal combinou de se encontrar em um restaurante ali naquele mesmo andar. Hisoka foi à frente para garantir um lugar privilegiado como mestre do andar. Naomi terminava de se arrumar às pressas para não atrasar muito. Enquanto andava pelos corredores, sentiu novamente aquela sensação estranha pelo corpo. Uma sensação que enfrentava perigo. Olhou para todos os lados e não viu ninguém. Voltou a andar com mais rapidez agora. Concentrou-se, tentando se acalmar. Com isso, sentia seu corpo se acalmar enquanto seguia adiante.

Naomi não sabia por que, mas ela sentiu novamente seus nervos ficarem agitados dentro de si. Era como se alguém tivesse a seguindo. Assim que ela entrou no elevador, ela conseguiu se acalmar. A morena tinha que ir logo para o tal restaurante onde havia combinado de se encontrar com o ruivo. O elevador parecia levar bastante tempo antes de chegar ao seu destino. Uma vez que as portas se abriram, não se podia deixar de olhar em choque quem estava ali, diante dela.

– Você por aqui?

Geralmente, quando não se sabe o que fazer a seguir, começa um pânico e era exatamente o que Naomi sentiu naquele momento, mas não por causa disso. E sim, por reconhecer aquele homem. O mesmo que tinha aquela cruz desenhada na testa e olhares grandes que pareciam penetrar nos olhos dela. Havia muitos estranhos ali, mas nenhum deles passava uma sensação tão estranha como aquele homem diante de si. Suas pernas estavam tremendo, assim como os dedos trêmulos e sua respiração estava começando a ficar irregular.

– Ora... não precisa ficar assustada assim... não vou te fazer nada! – disse Kuroro.

– Eu... eu que não esperava vê-lo mais... desde aquela última carta.

– Você não esqueceu aquela carta? – ele pôs a mão perto da boca.

– ...não. E outras coisas que também não esqueci.

– Por favor... venha, venha para fora, está prendendo o elevador.

Naomi olhou para os números do elevador. Realmente, havia dois números precisando daquele elevador em seus respectivos sub-andares dentro do 200º andar. Ela ficou indecisa, temendo a reação do outro enquanto queria fugir dali. E uma ideia lhe veio à cabeça.

– Eu... estou atrasada, desculpa não continuar aqui! – ela apertou o andar de onde veio para o elevador seguir, mas Kuroro barrou com uma força que impedia da porta fechar e entrou nele, soltando a porta.

– Agora sim.

– ...está me perseguindo?

– De modo algum. Apenas... queria pelo menos saber como está.

– Estou bem... como pode ver. E não estou sozinha, fique sabendo.

– Ótimo, é mais seguro para você.

O elevador parou em um dos andares solicitados, e entrou uma mulher alta, meio gorda e de cabelos pretos presos. Os dois pararam de falar e ficaram ao lado um do outro. Kuroro observou algo emanando do corpo dela. Uma aura aparentemente descontrolada. "Será que ela se tornou uma usuária de Nen?", pensou o moreno. Inflexível e inabalável, ele é um observador meticuloso da natureza humana. Pensou nas possibilidades do Hisoka estar sendo um mestre para ela. Será que ela teria habilidades interessantes? Mas como... como descobrir se ela parecia ter o mesmo rancor de dois anos atrás, quando ficou de refém da Aranha. Precisava resolver algumas coisas com Hisoka, mas não queria metê-la no meio disso. Porém... interessou-se em um possível habilidade para roubar.

– Você... então está aqui porque é um lutador?

– Isso mesmo. – disfarçou suas intenções – Só por isso, nada mais. E preciso de um dinheiro extra.

– ...entendo.

– E você?

– Vim acompanhada de uma pessoa, só estou a passeio aqui.

– Oh... interessante.

O elevador abriu no sub-andar de onde ela veio.

– Vou-me agora. Até mais, Kuroro! – ela saiu imediatamente, sem dar tempo dele se despedir dela ali dentro. O outro apenas curvou os lábios em um sorriso frustrado e deu um até logo movendo os dedos. Naomi voltou até seu quarto e ligou para Hisoka.

– Naomi? Está chegando, já?

– Hisoka... desculpa, não posso mais andar por aqui sozinha.

Hisoka se desencostou da cadeira de onde estava folgadamente sentado quando ouviu a outra falar.

– O que houve, Naomi?

– Kuroro está por aqui...

O ruivo ficou sério. "Aquele homem... está usando ela para alguma coisa comigo!" pensou Hisoka.

– Tem certeza? Você o viu quando?

E ela contou toda a trajetória, escutada atenciosamente pelo outro.

– Hum... deixa, eu vou te buscar daí, mesmo.

– ...tudo bem. – suspirou.

– Até daqui a pouco!

– Até!

Ao desligar, Naomi juntou as mãos em pose de prece e levou ao rosto, respirando profundamente. Sentiu-se insegura mais uma vez, mesmo tendo Hisoka ao seu lado. Ao busca-la, Hisoka foi agarrado pela outra, que parecia nervosa. Acudindo-a, ele a colocou sentada no divã que havia no hall da suíte dos dois.

– Sei que está com medo dele fazer tudo aquilo de novo, não é? – ele passou o braço pelo ombro dela, abraçando-a.

– Sim, estou!

– Olha pra mim. – ele pegou no rosto dela e virou-o para o seu, fazendo Naomi olhá-lo nos olhos – Escuta, ele não vai te raptar novamente. Eu vou dar um jeito nele antes mesmo que ele pense em qualquer coisa com você.

– ...promete? – olhando-o apaixonadamente nos olhos. Não tinha como se sentir bem quando estava com ele, quando era tocada por ele.

– Prometo.

Abraçam-se ali, sentados um ao lado do outro.

– Agora, vamos jantar gostoso?

Naomi conseguiu sorrir, beijando-lhe a mão.

– Viu? Preciso aprender esse negócio de Nen para poder me proteger. – voltou a falar sobre isso.

– Ah, mas é uma coisa complicada... e é preciso que esteja bem calma e segura. Isso exige muito de seu estado físico e emocional. Mas eu lhe prometi, não? Que a ensinaria quando chegasse a hora.

– Quando estava andando pelos corredores... senti como se algo ou alguém me perseguisse. Foi uma sensação estranha! Aí, deparo com ele quando vou até o andar do restaurante. As coisas só pareceram piorar!

Hisoka analisou a aura dela. Será que ela foi "batizada" por esse Kuroro (ou ele tentou isso)? Não sabia que ficaria tão preocupado com alguém assim com uma pessoa em sua vida.

– Esqueça... já passou. Não fica assim... não sei como faço para te acalmar, por isso peço que mantenha seu autocontrole.

– ...você já me conforta bastante... – declarou Naomi, sem soltar daquela mão tão macia e de dedos longos e grossos.

– Que bom. Agora, vamos! – ele usou a mesma mão que ela mimava para lhe segurar a mão cavalheiramente e sair dali. Ao sair, lembrou-se de algo – e o gatinho? Colocou comida para ele?

– Coloquei sim. Sorte que ele dorme o tempo todo na cama, assim não há tanta preocupação dele fugir.

– Na nossa cama?! – o ruivo perguntou de uma forma não muito conformada.

...

Uma noite divertida. Um jantar sofisticado e satisfatório para um dia estressante para Naomi.

– Então... você está decidida em aprender mesmo o Nen, não é?

– Sim. Eu quero. Quando podemos começar?

– Hoje mesmo podemos começar a conversar sobre.

– Mas não conversamos o suficiente, já?

– ...não. Não é algo que se aprende assim de uma hora para outra. Principalmente você que está "crua".

– Hmm... bom, quando você quiser, eu estarei disposta a começar os treinos que me der.

– Tudo bem, Naomi. – limpando a boca com o guardanapo – e então, vai querer comer mais alguma coisa? Eu acredito que não, você comeu muito bem!

– Não poderia perder uma oportunidade dessas! Até mesmo porque você não precisa pagar os serviços do andar por ser um mestre dele.

– ...é, eu sim... não você.

– Ah é? – ela ficou séria – ah...

– E eu estou sem dinheiro aqui, e agora? Quero dizer, vou ver se o dono me permite "pular" dessa vez e pagar no dia seguinte...

– Não seja por isso, eu tenho dinheiro aqui, não precisa fazer fiado! – disse Naomi, sacudindo as mãos negativamente para ele não se incomodar.

– Hahahaha, sua boba! Caiu nessa, não é?

– ...estava mentindo? – ela fez uma careta, confusa.

– Heh... estava sim. Brincadeirinha de hoje

– Ah, Hisoka! Mas... não posso pagar a minha parte?

– De jeito nenhum! Você é minha convidada. Então deixe tudo comigo.

– Mas afinal, não entendi. Você na verdade mentiu sobre esse seu privilégio aqui ou somente você realmente tem esse privilégio e eu não?

– A segunda opção.

– Hummm... mas andei vendo sobre os Hunters, descobri que eles tem direitos exclusivos a diversas coisas.

– Isso é verdade. E... está querendo se tornar uma Hunter, também? – Hisoka perguntou, colocando a mão no queixo, com ar pensativo.

– Parece interessante... mas sinto que isso é um caminho tão distante... até maior que me tornar uma especialista em Nen.

– Tudo para você está bem distante...

Naomi assumiu um semblante triste ao ouvir aquilo. Hisoka apertou levemente a ponta do nariz de sua companheira naquela noite.

– Não é algo impossível, Naomi. Não quis te desmerecer... olha só, vou te contar um segredinho: sabia que o próprio exame Hunter oferece um curso secreto de aprendizagem de Nen?

– Sério?

– Agora que sabe, deixou de ser segredo para você. Espero que saiba guardar isso, viu?

– Prometo. – ela cruzou os dedos indicadores na frente da própria boca e os beijou. Um típico símbolo de juramento.

– Hum... vamos para nossa "casa"?

– Vamos!

Ambos voltam para a suíte onde estavam. Hisoka foi à frente dela, tentando ver se Kuro estava na cama – a ideia de deixar um gatinho em cima da cama onde dormiam não lhe agradava muito, por mais que fosse o gatinho de sua amada. Mas Kuro foi imediatamente aos pés do mágico – que estava vestido (quase) elegantemente com um paletó branco e de camisa e gravata vermelhas.

– Você estava na cama, que eu sei! – disse Hisoka, repreendendo de forma brincalhona o gato, enquanto Naomi verificava se o gato tinha feito algo "extra" naquela cama. Por sorte, tinha só deixado uns pelinhos negros, os quais foram imediatamente limpos pela morena.

– Quer vir para a cama, já?

– Não... vou tomar uma ducha. Vem comigo, vamos dormir limpinhos

Ela parou. Lembrou-se de uma certa vez... em que compartilhou uma ducha com ele, enquanto esteve no cativeiro com Kuroro e outros do Ryodan.

O ruivo puxou-a novamente, mas para se levantar. Naomi sentia as pernas moles, parecia que não conseguia ficar em pé se não fosse por ele. Sentia seu ventre formigar, suas áreas genitais pareciam que se queimaram por dentro. Hisoka puxou a moça, pegando-a no colo como se fosse uma noiva, sob os protestos da outra.

– O que vai fazer agora?

– Você vai se limpar dessa "sujeira" toda.

– Espera! – disse ela se movimentando naqueles braços musculosos – não quero que eles...

– Eles estão dormindo que nem rochas! – disse-lhe o outro, ao pé do ouvido.

Hisoka levou a outra até o banheiro, pondo adentro da banheira vazia, enquanto o outro retornou até o quarto para pegar o resto das roupas. Naomi ficou observando o corpo. Tudo parecia a mesma coisa, com exceção das marcas de aperto nos seios, as das unhas levemente na cintura e nas coxas, e vestígios de sangue que tinha em uma das virilhas. Ela levou o indicador e o médio direito até a entrada de sua vagina e depois os retirou. Era uma mistura daquele líquido turvo e de cor clara e do vermelho do seu sangue.

Aquilo representava (geralmente) a primeira vez de uma mulher, quando esta e um homem qualquer se copulavam. Era uma união de prazeres, era a mistura dos gozos que os faziam um só. Só era lamentável que tinha sido de uma forma dolorida... apesar de ter conhecido um tipo de prazer que só havia imaginado. O outro retornava com as roupas de ambos. Ainda despido que nem ela, o mágico entrou na mesma banheira, e ligou o chuveiro.

Mas naquela situação foi tudo diferente do que era agora. E no fundo, sentia-se feliz por ter sido ele seu primeiro homem. Há dois anos, nem se lembrava se tinha ódio ou não quando teve seu corpo possuído de uma forma tão brusca e loucamente prazerosa por Hisoka.

– ...eu? Com você? – perguntou ela, como se não estivesse acreditando no que ouvia.

– Ora... não me diga que tem algum tipo de pudor entre nós? – perguntou o ruivo, já sem camisa, com as mãos na cintura.

– Não... claro que não. – concordou, olhando meticulosamente cada músculo daquele tronco.

– Então vem! – entrou novamente no refinado banheiro da suíte. E Naomi o seguiu.