Nada como um banho após um dia longo de stress. O ruivo tinha sugerido para sua parceira que tomassem uma ducha juntos. Obviamente, ambos queriam mais que isso. Já despido, o homem entrou no grande box, deixando a porta semitransparente aberta, enquanto ligava o aquecedor.
Ele inclinou-se contra a parede de azulejo de uma cor bem clara de bege, deixando a água que caía do chuveiro sobre sua cabeça ruiva, desfazendo o penteado costumeiro que usava quando estes estavam secos. A outra observava tudo, como se estivesse admirando – e realmente estava. Depois de uns segundos deixando a água cair na cabeça, ele olhou para Naomi. Estendeu a mão, movendo os dedos dela.
– Ora, não vem se lavar? – Hisoka perguntou.
– Claro... claro. – ela "despertou" de sua observação e se desencostou da parede.
Ela começou a se despir e ele se virou para onde ela estava. Agora, era ele quem observava a jovem tirar peça por peça calmamente, colocando as roupas perto das dele. Ela caminhou em sua direção, fazendo o outro curvar os lábios em um sorriso satisfeito.
– Agora si... ops!
Mal a outra pisou dentro do box, sentiu a sola do pé esquerdo deslizar no chão liso e desequilibrou-se, escorregando prestes a cair de costas. No susto, ela só fechou os olhos automaticamente. Só não caiu porque o ruivo a segurou, agarrando-a pelas costas e apertando-a contra o peito dele.
– Pronto... pode abrir os olhos... está segura. – disse ele, sorrindo, admirando aquele par de seios prensados pouco abaixo do seu peito.
– ...eu sobrevivi? – perguntou a outra, descontraída e abraçando-o, pondo a cabeça em seu peito musculoso.
– Sobreviveu sim... e tenha mais cuidado ao pisar em lugares molhados. – disse Hisoka, deixando-a sair dos seus braços, enquanto espalhava a água pelos cabelos com as mãos. E a outra não parava de observar cada movimento muscular do tronco dele. Como se estivesse diante de algo frágil, ela tocou a região das costelas dele, descendo a mão delicadamente até o umbigo. Ele olhou em direção aquela mão feminina, com a língua a mostra no canto dos lábios. Outra parte do corpo parecia reagir bem discretamente aquilo. Ela olhou para ele e sorriu meio encabulada.
– É bem sensível "ele", não? – perguntou ela.
Concordando com ela apenas movendo a cabeça, ele levou a boca em direção ao pescoço dela e passou a língua por ele, fazendo a outra inclinar rendida a cabeça para trás. A água também batia para baixo sobre eles, respingando-os a partir do chão. As mãos dele estão segurando ela por seus quadris, puxando-os para perto de seu próprio corpo. Todo aquele calor... igualando ao tesão que ambos deixavam florescer entres eles... era só sinal de que mais uma noite agradável estava para começar. Para Hisoka, mais do que isso. Ele despertaria em Naomi aquilo que ela tanto queria aprender.
...
– Danchou... mas você não o avisou antes que queria isso?
– Não precisa... uma hora ou outra, nós vamos mesmo ficar frente a frente. – disse Kuroro, confirmando um pedido de luta ao mestre do andar – o que ele tanto queria... vou permiti-lo ter antes de mata-lo.
Machi olhava Kuroro nem séria e nem satisfeita.
– Eu preciso muito livrar-me dele... afinal, temos novos compromissos que não devem ser atrapalhados.
– E... você vai aproveitar e roubar a habilidade dele?
– Talvez... acho interessante a habilidade Nen dele, mas... não tenho mais interesse no poder dele que acabar com essa perseguição dele.
Os dois aranhas saíram dali, caminhando pelos corredores.
– E você acha mesmo que a tal acompanhante dele é uma usuária?
– Acredito que sim. Mas parece que ainda está em um nível de aprendiz. Mas ela ainda não é meu foco... mas tudo depende dele.
– Mal sabe o tipo de homem que está ao seu lado... – Machi, referindo-se a Naomi.
– Ela sabe... mas pelo que vi... ela parece saber disso e não se importar.
– Isso aí é com ela...
Entraram no quarto onde Kuroro estava hospedado, onde estavam Shalnark e Kurotopi.
– Demoraram, hein? – comentou o loiro.
– Mas já chegamos, não? Então não há com o que se preocupar. – disse Machi.
– Faltam alguns dias para nós partirmos para o Continente Negro. – lembrou Kurotopi.
– Sim, eu não esqueci. – concordou Kuroro, sentando-se na primeira cadeira que viu e tirando a faixa que cobria sua testa – só falta resolver umas coisinhas e vamos embora daqui.
– Danchou, você disse que aquela menina que foi nossa refém está com ele... – comentou Kurotopi.
– Sim. – confirmou fazendo uma cara de quem estivesse confirmando algo incrédulo.
– Nossa... parece que ela nutriu um sentimento por um dos raptores... a Síndrome de Estocolmo, não é? – Shalnark.
– E com o pior dos piores... – comentou Machi, jogando sua mochila sob o grande sofá do local e se sentando ao lado do loiro.
– Bem, quero que prestem atenção. Shal, Kuro... vou precisar de uma mãozinha por parte de vocês. Quero que me "emprestem" temporariamente sua habilidades, quando eu for lutar com Hisoka.
– Não precisará da minha habilidade, também? – Machi se prontificou.
– Não, esses dois já são o suficiente para mim...
– Entendi.
...
Ele amava sexo oral. E ela era muito boa nisso. Havia algo sobre a sensação de uma boca o deixava tão duro que ele não podia controlar-se, ainda mais quando ela o fazia – e muito bem, por sinal. E era muito bom sentir a água escorrer pelo corpo, enquanto ensaboava e estimulava ao mesmo tempo. Assim também ela pensava, enquanto estava ajoelhada diante dele e estimulando o membro dele com a boca, enquanto ele lavava os cabelos dela enchendo de xampu. Após tirar toda a espuma dos cabelos dela com o chuveiro, ele sentiu as pernas perderem um pouco a firmeza quando ela acelerou os movimentos com a boca e apertava com certa força os testículos.
– Hmmm... espera... só mais um pouco... – pediu, retirando o pênis dentro da cavidade bucal dela, que pode recuperar sua respiração normal. Mas ela foi subindo com as duas mãos por todo o abdômen e peitoral dele, enchendo-o de beijos. – Vem, agora você me lava os cabelos... depois vamos terminar o resto na cama.
Ela concordou com a cabeça. Havia dois banquinhos de banho ali e Hisoka puxou para si um, sentando-se. Sua parceira simplesmente se ajoelhou por trás dele, cuidadosamente lhe desembaraçando as mechas do cabelo e lavando-o da mesma forma que ele fez. Mas estando fogosa como estava, a morena ainda levou uma das mãos ensaboadas até o membro já ereto e começou a subir e descer a mão fechada naquele pedaço de carne.
– Mas você... hmm... não sabe esperar... – ele falava gemendo, quase rouco. Mas no fundo, deleitava-se com tudo que ela lhe fazia, já tão experiente e maliciosa, diferente de quando a conheceu.
E ela seguia, massageando o couro cabeludo do outro enquanto o masturbava. E ele levou sua mão até a dela que estava em sua cabeça, pegando-a e fazendo passear por cada mamilo eriçado. A outra se excitava mais, roçando seus seios pelas costas dele e beijando o pescoço por trás, pressionando a ponta do pênis com a mão fechada. Foi inevitável para outro começar a liberar o pré-gozo, e por fim gozar na mão dela, jogando a cabeça para trás, entregando-se ao prazer que queria descarregar após aquele banho. Ela continuava o que fazia, agora beijando sua bochecha longamente e descendo com os beijos até o pescoço grosso e levemente musculoso.
– Você... quero você... – falava a outra, roçando-se toda nele.
– Hmmm... parece quem alguém está muito impaciente... – comentou ele, meio rouco, descansando nos braços dela que agora o abraçavam.
Depois de um breve tempo, ele saiu dos braços dela e se levantou, puxando-a, pegando-a no colo segurando-a pelo bumbum. Saindo com cuidado ali após fechar a ducha, ele levou-a para a cama, onde a deitou imediatamente e se pôs por cima, esfregando os lábios por todas as partes do corpo dela sem beijar até chegar à região do clitóris, friccionando a boca e a língua em uma velocidade moderada, mas o suficiente para a outra se contorcer na cama possuída de desejo.
– Vem em mim... vem... – ela pedia por penetração, fazendo o ruivo sorrir malicioso e lamber o dedo cheio da lubrificação dela. Posicionando-se para satisfazê-la como queria e cobrindo seu membro com sua goma elástica – como geralmente fazia, ele entrou com seus dezoito cm de pênis em riste diretamente na vagina de sua parceira, fazendo a outra arquear o corpo, gemendo alto.
– Como quiser... – disse ele, sussurrando-lhe.
O gatinho dela, que estava perto do criado-mudo deitado calmamente se levantou, chamando brevemente a atenção do ruivo. Mas Kuro simplesmente entrou debaixo da cama, como se quisesse sair dali. Achando graça daquilo, voltou a se concentrar nela e movia os quadris contra os dela, com estocadas nem rápidas e nem lentas. Era ali mesmo que a despertaria a capacidade de absorver a energia Nen, abrindo-lhe os pontos vitais. Em um momento em que ela estivesse bem sensível e volúvel. Com isso, absorveria com facilidade.
E foi o que ele fez. A mulher embaixo de si sentiu uma sensação curiosa, diferente das outras vezes em que teve relações com ele. Mas achou que aquilo eram reflexos do orgasmo que estava tendo e voltou a desligar-se de tudo entregue ao ruivo. Porém, era uma sensação como se algo estivesse pesando contra o corpo dela, e não era o corpo do Hisoka (que estava por cima, mas não deitado sobre o corpo dela). Uma coisa estranha e diferente de tudo que sentiu antes. Naomi tinha os pontos vitais do corpo estimulados pela energia que os abriam. Ela abriu os olhos lentamente.
– Hisoka...
– Que foi?
– Sinto algo diferente dentro de mim...
– Normal. Apenas faça de conta de essa energia está fluindo naturalmente pelo corpo... como se fosse o sangue que corre nas suas veias... – ele analisava a reação dela enquanto movia-se deliciosamente dentro dela, sentindo vir novamente uma onda de prazer, depois de minutos após ter gozado. Parece que ele também estava sensível compartilhando sua energia com ela.
– Isso... ahhh... é tão... novo... – ela jogava a cabeça para trás, fazendo o que o ruivo havia aconselhado. Era como se sentisse mais forte, mais desperta...
– Novo? – perguntou enquanto aproximava os lábios aos dela, beijando-os apenas.
– Hmmm... sim...
– Vamos... goza para mim agora... como gozei para você... – ele a estimulava sexualmente, beijando e mamando em cada um dos seios médios da morena, que parecia entrar em transe – vou te dar um presente essa noite...
– ...presente? – perguntou sem olhá-lo, começando a gozar enquanto o segura pelos braços musculosos que lhe sustentavam a massa corporal enquanto a penetrava mais e mais profundamente.
– ...sim... – concordando enquanto chupava longamente o bico do seio de sua parceira. – mas só depois que gozar pra mim...
Com isso, ela sentiu seu aperto vagina em torno de seu pau, gozando aos gemidos com sonoridade de gritos, sendo abafada por um beijo agora bem dado do homem que gozava quase rosnando, logo após dela ter gozado totalmente. Ele caiu sobre o corpo dela, levemente ofegante. Com a sua cabeça deitada em seus seios, ficaram assim por algum momento. Naomi estava quase caindo no sono quando sentiu sua mão acariciando seu rosto.
– Ei... você ainda está acordada? – Hisoka sussurrou baixinho, com os lábios perto do queixo dela.
– Hmmm... sim. – ela disse, abrindo os olhos e deparando-se com uma bela face de pele pálida, lisa e ainda levemente úmida. Deu-se conta que estava toda úmida, pois ele havia trazido para a cama sem uma toalha sequer – E... e as toalhas?
– Toalhas? Quer que eu pegue alguma?
– Bem... sim, a janela está aberta e não é bom pegar esse ar...só estamos quentinhos porque estamos juntos...
– Verdade. – ficando ajoelhado na cama, ele puxou as cobertas de forma desordenada e enrolou-a todinha naquelas colchas.
– Vai assim pelado buscar as toalhas?
– Não tenho problema com essas coisas. – afirmou piscando o olho, indo até o banheiro e procurando pelo armário as toalhas. Trouxe duas grandes toalhas de cor marrom escura e deu uma para Naomi, e enrolou a outra na cintura. Foi até a janela enorme para fechar. Ela observava tudo que ele fazia, quietinha debaixo das cobertas.
– Pronto. – ele se enfiou dentro das cobertas, enquanto a morena enrolava os cabelos na toalha grande, sem sair debaixo dali. Era uma sensação gostosa demais para ambos... Para ela, era como se estivesse em coma profundo e sonhando tudo aquilo.
– Depois daqui, para onde iremos? – perguntou ela.
– Para onde você quer ir?
– Eu... bom... francamente, queria voltar para o centro de York Shin. Podemos ver outra moradia, se não quiser morar ali naquele apartamento.
– Eu queria que você conhecesse um lugar. Um lugar que foi muito especial para mim...
– Onde?
– Uma cidade ao norte do continente onde fica York Shin... chamada Glam Gas Land.
– Hein? Nunca ouvi falar.
– Um lugar maravilhoso, desde a última vez em que estive lá... também conhecido como a "Cidade de Prazer". Certeza que nunca ouviu falar nela, visto que não é tão distante de onde vive?
Naomi sacudiu a cabeça negativamente.
– Mas me conta... é de lá que você veio?
Hisoka ficou sério de repente. Naomi observou aquilo e teme que o tivesse incomodado.
– ...não precisa explicar se não quiser...
– Nada, garota! Não se preocupe.
– Ah, a propósito... disse para mim que tinha um presente. O que é? Estou curiosa.
– Ah, sim... – virou-se de lado para ela, ainda encostado à cabeceira da cama que nem ela – não queria aprender o Nen?
– Sim, claro! – virou-se para ele também.
– Então... amanhã mesmo vou começar a treiná-la.
– Ahhh! – abraçou-o, quase fazendo cair deitado.
– Espera... vou cair da cama!
– Obrigada! Eu sabia que poderia ter um mestre de confiança! – e começa a beijá-lo seguidamente no rosto, fazendo o outro rir. Vê-la feliz e totalmente entregue a ele era um momento mágico para ele. Conseguindo se firmar na cama, segurou-a pelos braços e a pôs sentada diante dele novamente. A aura de Naomi estava mais ativa, provavelmente por causa das reações dela. E porque os pontos vitais dela ainda estavam abertos, porém ele não revelou que tinha despertado o Nen dentro do corpo dela. Mas ela deveria relaxar para não gastar muita energia corporal. Naomi bocejou, já se sentindo sonolenta.
– Estou com sono.
– Normal... vem, vamos dormir. Ah, tira isso da cabeça. – ele tirou a toalha enrolada dos cabelos já meio secos.
– Ah, estava esquecendo!
Ele puxou levemente o corpo dela e ajeitou-a ao seu lado na cama. Deitou ao seu lado, segurando as mãos dela.
– Conta mais sobre essa cidade... somente o que quiser falar dela.
– Tudo bem...
Glam Gas Land, a Cidade dos Prazeres. A caravana Glam, uma tribo de imigrantes, chegaram ao local totalmente rodeado de montanhas de terra vermelha e de minas de gás. Ali, fizeram da matéria prima recurso de sobrevivência, criando assim uma riqueza inigualável devido a sua gestão de recursos.
Com isso, investiram na urbanização da cidade e nos diversos recursos para enriquecê-la: começaram com cassinos. Um grupo circense migrou até a cidade para conseguir bons trabalhos não só em cassinos como hotéis e diversas casas de shows. E foi esse grupo que acolheu um garoto que foi encontrado aparentemente morto na fronteira inicial da cidade. Esse garoto viveu ali o suficiente para recomeçar sua vida destruída desde muito cedo. Era Hisoka.
Mas o ruivo não contou detalhes maiores de sua vida ali, apenas concentrando-se em falar da origem e urbanização daquele lugar deserto e abandonado que cresceu às custas de imigrantes de todas as partes do mundo que vinham investir seus negócios ali. Falava suavemente, deixando sua amada dormir enquanto ouvia-o contar sobre Glam Gas Land. Parando de falar baixinho para ela, ele se ajeitou a cama e dormiu. Satisfeito. Há quanto tempo o passado não lhe trazia aquela sensação de nostalgia.
...
No dia seguinte, bem cedo, Hisoka já estava de pé, ainda com a toalha amarrada à cintura. Foi até a escrivaninha e notou que havia recebido uma mensagem de fax enquanto dormia. Pegou o papel e foi até a cama, sentando-se. Leu o conteúdo, sacudindo a cabeça, incrédulo.
– Então ele quer lutar comigo... melhor acabar com ele de uma vez!
O papel em questão era uma requisição que qualquer lutador do andar que desafiava outro qualquer lutador que quisesse enfrentar. E na mensagem pessoal no fim da requisição: "vamos resolver isso logo de uma vez". Ele olhou novamente para Naomi, que dormia profundamente. Não se afastaria dela mais uma vez por causa de uma luta que tanto desejou e não pode obtê-la, achando que Kuroro havia ficado incurável da maldição de Nen. Ele sabia das diversas possibilidades de vitórias e derrotas. Mas tudo que ele queria era manter a segurança dela, caso ele... não conseguisse sair vivo disso.
Mas estava decidido.
Seu corpo emanava sua aura assassina, ansioso por acontecer essa luta. De onde dormia, Naomi acordou subitamente, aparentemente assustada, sentindo algo arrepiante.
– Que sensação é essa? – ela se enrolou ainda mais nos cobertores, como se estivesse sentindo um frio incômodo por todo o corpo.
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A parte que envolve o passado do Hisoka em Glam Gas City NÃO é minha criação, e sim do mangaka Sui Ishida, que escreveu um one-shot sobre uma parte do seu passado (gostaria q ele escrevesse mais sobre xD) e estou usando aqui como realmente o passado dele.
Quem quiser ler para entender futuros capítulos aqui, recomendo: /leitor/Hunter_x_Hunter_-_Hisoka_Original_Story/01
