– Ei, madrinha! Cheguei! – gritou um garoto adolescente que chegava a uma kitnet simples no centro de Yorkshin.

– Não precisa gritar, avise normalmente! – apareceu uma mulher alta, de corpo voluptuoso, com os cabelos longos e lisos penteados para trás e com um lenço branco e encardido na cabeça, e de avental.

– Mas você não estava perto. – disse o ruivo de cabelos curtos, lisos e de franjas longas, colocando o saco de compras em cima do sofá desgastado.

– Aí que se põe saco de compras, Eros? – a mulher cruzou os braços, aparentando aborrecimento pelo que via.

– Desculpa... – ele tirou e levou o saco de compras para a cozinha.

E ela voltou a arrumar o resto do lugar pobre onde morava. No fundo, Miya se preocupava com a situação em que vivia junto com aquele garoto. Uma prostituta que trabalhava para sobreviver e ajudar a criar o garoto que havia achado abandonado em um terreno baldio, mesmo sem condições nenhuma como uma simples garota de programa de dezenove anos que tentava se virar naquela cidade. Não teve coração para ignorar os choros de um bebê que precisava de cuidados, principalmente de comida. Com a ajuda de algumas amigas, pôde dar ao pequenino o básico para sobreviver. E mesmo com esse pouco, Eros havia se tornado um garoto até robusto e bem saudável para as condições em que vivia. Miya se virava também para ensinar o garoto – já que ele não ia à escola. Só frequentou uma simples escola pública até o começo do ginásio, quando ele foi expulso injustamente por causa de uma briga feia, incitada pelo filho atentado e briguento de um dos professores. Daí passou a estudar mesmo só em casa.

Recentemente, trabalhava em parceria com um cafetão malandro que havia conhecido no ponto onde se prostituía. Ele ajudava-a a bancar a própria vida, mas ela era bem explorada por um homem com certa tendência a ser violento. Já com quinze anos, Eros cuidava da casa para ela, enquanto ela trabalhava às vezes até de dia para aquele cafetão. Nessa fase da vida, ele queria saber mais sobre sua origem, mas tudo o que Miya sabia era isso: que havia encontrado em um terreno baldio, levando-o até o lugar que era depois desse tempo todo cheio de capim grande e com gatos abandonados que se escondiam ali. Eros sentiu-se mal por saber, mas sentia que deveria saber da verdade. Não chorou e nem se revoltou. Tinha Miya como uma heroína para si, só não a chamada de mãe porque preferia chama-la que ela realmente era: madrinha. Uma verdadeira madrinha.

Miya já era dada a bebidas e passou a beber mais. Eros tentava controla-la, mas teve uma época em que ela se envolveu com drogas. Ele descobriu o uso de um famoso estimulante ilegal que era comum entre o ambiente mais pobre de York Shin, chamada vulgarmente de "Pétala Lilás", pelo se formato similar a uma pétala e da mesma cor. Ela era viciante por causar sensação de prazer e um intenso relaxante muscular também, mas que já havia levado a vida de viciados irremediáveis. Quando descobriu, nada falou, mas procurava desaparecer com as pílulas sem usá-las. Um dia, Miya sentiu falta delas e pôs Eros contra a parede, achando que ele as usava, mas foi aí que ele abriu o jogo e falou a verdade.

– Olha aqui... nessas coisas você não se mete! Você não me banca, não tem esse direito!

– Como uma pessoa que depende de você, tenho esse direito, sim! Não sabe que essas coisas não prestam? Ou quer me ver drogar e me destruir para se convencer disso?

A mulher esbofeteou o rapazinho.

– Esconda bem essas "Pétala Lilás" porque vou desaparecer com elas se eu encontra-las! – e se retirou da presença dela, que continuou esbravejando e falando sozinha para as paredes. Ficou tão irritada que proibiu Eros dormir na mesma cama que ela, como sempre dormiu desde quando um bebezinho. Era a única cama de casal que tinha ali. Eros aceitou dormir no sofá. Aceitaria tudo, menos ver sua madrinha se entregar naquele vício.

Miya chegava a casa depois de um dia sem clientes. E ainda teve que ouvir certos desaforos do cafetão, acusando-a que no auge dos trinta e quatro anos já não conseguiria mais clientes e que pensava em acabar com o negócio. Apesar disso, ela possuía uma beleza equivalente ou até superior que muitas jovens modelos por aí. Tinha a pele clara, sem um traço de ruga no rosto e um belo sorriso que enfeitava ainda mais o perfeito rosto oval. Um corpo curvilíneo e de carnes rijas. Longos e lisos cabelos bem negros, naturais, que iam até a cintura. Eros admirava aquela bela figura feminina, mas gostava de respeitá-la como se fosse sua própria mãe. Preocupada, ela implorou que o homem desse mais uma chance para ela. Com isso, boa parte do dinheiro ela investia mais em tratamentos estéticos e medicinais, coisa que ela só usava mais para Eros quando apresentava algum tipo de enfermidade – que, por sorte, ficava raramente doente.

Eros passava boa parte nas ruas, divertindo-se com poucos amigos que viviam na mesma condição que ele. Certa vez, Miya havia tomado dois comprimidos e estava quase sob efeito e resolveu pegar a garrafa de água de Eros da geladeira e dissolveu um destes, guardando novamente e indo para o quarto após deixar um bilhete em cima da mesa para ele. Ela tinha uma ideia em mente. Ele chegava em casa suado, depois de jogar bola, indo diretamente para a geladeira e bebendo cheio de sede. Parou, achando o sabor levemente adocicado da água.

– Será que ela lavou a garrafa com detergente de novo? Deixou com gosto, mas vou tomar assim mesmo! – e bebeu inocentemente todo o resto. Foi até o banheiro tomar uma ducha fria e sentiu uma sensação boa, de repente. Algo que nunca havia sentido, mas que uma sensação de excitação sexual – que isso...

A mulher gritou por Eros, querendo saber se ele estava ali.

– Estou sim, já vou! Estou terminando de me lavar... droga, queria me aliviar aqui, mas deixo para depois!

Terminando de se limpar, ele passando em direção ao quarto, viu o tal bilhete na mesa e leu: "estou no quarto, qualquer coisa venha me ver, te espero lá".

– Já estou indo, Miya! – ajeitou seu roupão de banho e foi até ela.

Quando ele apareceu no quarto, arregalou os olhos quando viu a bela mulher na cama, nua, olhando cheia de desejo para ele.

– Ma... madrinha... – ele exclamou baixo.

– Entra. – ela se pôs de frente a ele, de quatro. Foi inevitável ele não olhar aqueles seios grandes e firmes se balançando um pouco. Já estava se sentindo excitado e aquilo só ajudou a piorar. Nunca imaginou ver aquela figura tão bela e tentadora. Mesmo que fosse virgem, Eros já se excitava normalmente e, já sob o efeito da tal droga sem saber, só tentava lutar contra aquilo. Tentou sair, mas ela foi mais rápida. A mulher, ainda maior que ele, puxou-o contra si, fazendo os corpos ficarem juntos. Começou a tirar o roupão, fazendo o outro olhar para as mãos dela desfazendo o laço da cinta e abrindo-o. A bela mulher olhou lambendo o beiço aquele corpo bem feito que tinha o rapazinho. Foi inevitável a excitação quando ela começou a estimular o pênis já quase ereto entre suas coxas. Eros começou a suar frio, mais por tentar resistir.

– Agora eu sou sua mulher... você já não é mais um menininho, Eros... – ela falava ao pé do ouvido, mordiscando-o, e apertando uma das nádegas roliças do garoto. Com os movimentos dos corpos ali, o roupão desceu pelo corpo dele e ela terminou de tirá-lo, expondo a nudez fresca do afilhado.

– Ugh... espera... – ele pediu quase gaguejando.

"Maldita droga que ela usa! Ela nunca faria isso comigo antes!", pensou ele. E ela continuou a mover as coxas delicadamente com o pênis ereto do outro, que não correspondia ao abraço que ela dava enquanto acariciava as costas largas do garoto. Quando ele começou a fraquejar as pernas, ela parou e puxou ele para a cama, deitando-o nela. Subiu por cima dele e começou a olhar aquele corpo que não era de um homem maduro, mas já era bem desenvolvido em comparação a muitos adolescentes naquela idade.

– Fiz bem cria-lo... para que se tornasse meu homem particular... Eros!

– Não me vê... Alias... nunca me viu como um afilhado?

– Não... isso só quando você era pequeno... – passou a mão pelo peito dele, acariciando os mamilos de um tom rosa bem clarinho. Nunca Eros imaginou ver seu pênis daquele jeito. Parecia ter vida própria justamente diante de Miya.

Ela parou de conversar e, direcionando a boca pintada de vermelha até o membro fálico do garoto, começou a chupar delicadamente, segurando-o pelas coxas. Eros não resistiu, gemendo alto e respirando mais intensamente. "Poxa, isso é bom demais! Mas... não posso!" ele pensava, enquanto ela sugava com força, quase levantando a pele do púbis que havia pouquíssimos pelos de um ruivo quase amarelo. Ele apertava os lençóis com as mãos. Naquela cama... justamente ali que ele perderia sua virgindade... e com ela?! Sua cabeça estava entre sua sanidade e os efeitos que relaxavam bem os músculos, fazendo com que ele se movesse apenas por reflexo de prazer. Ela, acostumada, se movia com mais facilidade sobre ele. Ao parar de chupá-lo, ele tentou se deslizar sobre a cama como se sentasse sair, mas não adiantou. Mais rápida, ela montou em cima dele e pegou o membro, introduzindo na vagina extremamente úmida. E começou a imitar com a vagina os movimentos com a boca, fazendo o garoto gemer, quase revirando os olhos. O peito subia e descia com a respiração do garoto, o que deixava a prostituta mais louca de desejo. Ela deslizava as longas unhas de cor roxa bem intensa nos mamilos do garoto, que já sentia vir o gozo. Mesmo que ele quisesse tirar o órgão, estava aprisionado até mesmo pelos músculos da vagina de Miya, que experiente nisso, prendia o pênis dele, assim estimulando-o ainda mais.

– HAAAAAAAHHHH! – gritou o adolescente, após experimentar um insano e intenso gozo, fazendo com que automaticamente movesse os quadris, atritando seu órgão contra a vagina dela, que gemia bem safada enquanto levava as mãos para apertar os seios, sempre olhando cada reação do seu "homenzinho".

– Ahhhmmm... Eros... não te fiz nascer como um menino, mas sim como um homem, agora... – puxou o garoto pelos antebraços e o fez abraça-la, ainda dentro dela – hmmm... não é melhor ser um homem que um menino, hein? – abraçava-o, colocando o rosto entre os seios dela. Ele estava em êxtase.

– Hmmm... eu quero você... – ele falava com a boca entre os seios dela.

– Vem, meu amor... – ela trocou a posição, se deitando na cama e abrindo as pernas, exibindo a região bem depilada e lisa, úmida da região da vagina até o clitóris.

Eros terminou de satisfazer-se dentro dela, apoiando as mãos em cada lado da cabeça dela, olhando-a todo o corpo, absorvendo a beleza dele, até gozar pela segunda vez dentro dela... despreocupado... livre de qualquer dor dentro de si. Aquilo ainda era melhor que suas masturbações típicas de um garoto na adolescência. Descobriu na cópula algo mais potente. Cansando, caiu sobre o corpo dela, que a abraço, acariciando os cabelos. Eros adormeceu profundamente, logo Miya em seguida.

...

Ao acordar, nu e deitado de bruços, Eros lembrou-se imediatamente do que aconteceu. Tinha um gosto de flor na boca. Não havia tomado nada além da água após ter tido relação sexual com Miya, que agora estava na cozinha preparando café da manhã. Ele se levantou, pegando o roupão que estava jogado no chão. Só apareceu na cozinha porque queria comer alguma coisa. Não quis dar bom dia para ela.

– Ei... não vai me dar bom dia? – perguntou a mulher, de camisola e fritando algo bom no fogão. E com o hálito similar ao gosto que Eros sentia dentro da própria boca.

– ...bom dia. – disse sem ânimo, indo pegar sua garrafa de água que estava vazia. Ela abraçou Eros por trás, mordiscando a orelha direita.

– Quer parar com essa marra?

– Não está cozinhando no fogão? Atenção aí!

– Já acabei de fritar as panquecas, seu bobo! – beijou-o no pescoço. Eros quase fechou totalmente os olhos. Sentia-se culpado por não resistir àquela mulher – vem, senta à mesa. Deixa que depois eu lavo sua garrafa.

– Não precisa, já lavei!

Foi quando ele percebeu algo estranho dentro da garrafa: era algo semelhante à farinha, ao fundo dela. Ficou intrigado com aquilo, visto que ele somente bebia água ali. Quando Miya saiu, ele pegou um dos comprimidos que havia escondido dela e fez um teste em um copo separado. Fazendo um teste para comprovar o que inconscientemente desconfiava, Eros se deu conta que ela havia dissolvido a droga dentro de sua água. Ficou irritado, mas nada fez. Sabia que ela estava viciada naqueles comprimidos e que ela o queria viciar também. Mas ele jurou que seria mais esperto, nem que fizesse alguma loucura. Apesar disso... sentia-se envolvido pela noite em que a possuiu e se sentia errado por isso. Mas o pior era vê-la se acabando assim.

Passando os dias, notou como ela o assediava, não tratando mais como o "afilhado". Eros resistia, até que teve uma ideia louca – não tão diferente que estava acostumado a ver.

– Quero propor uma coisa. Nós sairemos bem.

– Do que fala? – Miya o olhava nos olhos, não com a mesma luxúria. Estava sem tomar o comprimido e estava até normal como sempre.

– Quero fazer contigo o que você faz com seus clientes.

– O... quê? ...mas...

– Ué, agora vai negar o que houve entre nós? ...pois bem. Eu sou agora seu homenzinho, concordo. Mas para que eu continue aceitando isso pacificamente, terá que me pagar... e com uma coisa.

– Ah... ah, Eros! Olha, se quiser fazer o que eu faço, aconselho deixar mais para frente porque...

– Não, não vou me prostituir para os outros... só para você.

Miya o olhou de cima para baixo, curvando os lábios num sorriso malicioso.

– Hum... e o que é que me propõe, homenzinho?

– Vai me pagar com aqueles seus comprimidos.

– Ah, eu sabia! Você está tomando eles mesmo, não é?! – a mulher se alterou um pouco.

– Sabe que não faço uso deles... senão não dissolveria na minha garrafa d'água, como fez antes. – acabou não aguentando e falou, notando que os olhos dela arregalaram – E eu não quero ser drogado por ninguém, nem mesmo por você... então é isso. Só serei seu cliente particular se me pagar com todos seus comprimidos. Não estou usando e nem quero que você use.

– Para com isso, garoto! Está achando que pode me chantagear assim? – a morena ficou louca, jogando uma longa mecha dos cabelões para trás.

– Desde que me fez tal sujeira... posso sim. Você me drogou para transar comigo, justo eu! – agora Eros é quem alterou a voz, no final.

Ela se afastou, sentando-se no sofá velho e começou a chorar.

– Desculpa... bem, mas é isso mesmo! Ou me paga ou não me tem! – Eros conseguiu manter a firmeza com dificuldade. "Será que agora ela toma jeito?", pensou o jovem ruivo.

Miya foi parando de chorar e, após um suspiro, olhou para Eros e disse calmamente.

– Aceito.

Eros quase bateu na testa desacreditado, achando que ela tinha realmente tomado consciência dos fatos.

– Uma relação, uma cartela inteira do Pétala Lilás, sem nenhuma falta de comprimido!

– Eros!

– Não poderá forçar mais seu afilhado... porque dessa vez vou me defender. Não permitirei ser mais forçado a nada que eu não queira. Mas... se fizer assim, posso me calar. – ele cruzou os braços – Você ainda me quer?

Miya sentia naquele momento ódio, mas admiração pela astúcia dele. No fundo, estava gostando de vê-lo esperto diante daquela situação, mas não queria abrir mão do Pétala Lilás. Era o que confortava seu espírito perturbado, mesmo sabendo que em excesso era arriscado. E já nutria uma inconsciente atração pelo ruivo quando foi entrando na adolescência, mas havia passado dos limites ali.

A partir dali, Eros vendia seu corpo para sua madrinha em troca das cartelas, que eram todas queimadas quando o ruivo as tinha em mãos. E Miya passou a usar menos daquela droga, visto que se divertia mais transando com aquele adolescente, e também aproveitava para ensiná-lo tudo que um homem e uma mulher gostavam na cama. Também o ensinava a evitar engravidar – até por que ambos nem pensavam em ter filhos e nem deveriam.

– Queria que seguisse uma carreira diferente da minha , Eros... espero que você esteja fazendo só comigo. – falava enquanto o beijava pelo pescoço enquanto estava na cama com ele, ambos nus.

– E estou... tudo para te ver livre dessas coisas. – ele apenas acariciava aqueles cabelos tão sedosos, cheirando-os.

E a vida parecia que melhorava aos poucos. A própria Miya ia se libertando da droga, chegando a se desculpar com ele ajoelhada aos seus pés. Eros havia perdoado, afinal... agora já a amava. Já a desejava, sem depender de ser seduzido a base de drogas. Afinal, ela havia criado ele com muito custo.

– Eros... você me ama? Mas como uma mãe ou como uma mulher?

– A amo como madrinha, o que você é ainda para mim... mesmo desajuizadinha! – assanhou os cabelos dela de forma brincalhona e carinhosa.

– Pare com isso! – ela se esquivava, sorrindo – acha-me muito velha, Eros?

– Não, olha só... e ainda por cima tem a beleza e a juventude do corpo melhor que muita moça com menos de vinte... e isso que é juventude. Não os números da idade, e sim a saúde perfeita!

Ela acariciou o peito nu do outro. E foi descendo a mão até o membro dele, acariciando o comprimento e mimando-o como se o próprio fosse um bichinho.

– Você cresceu bem para um adolescente... olha esse "pipiu"... quando era bebezinho, parecia uma minhoquinha gorda!

Eles dois começaram a rir.

– Você é terrível, madrinha!

Ela olhou para ele longamente. Algo acendeu um fogo no corpo dos dois e, instintivamente, ambos aproximaram os lábios um do outro e se beijavam apaixonadamente. Eros não conseguia controlar-se e beijava-a louco, quase devorando aquela boca cheia de dentes brancos e alinhados perfeitamente. Era praticamente uma deusa da beleza. Seu nome de guerra – Afrodite – caía-lhe como uma luva. Não merecia servir-se para os outros assim... era o que ele achou naquele momento.

– Chama-me de Miya a partir de agora, Eros... sinto-me melhor assim. E... acho que não sou mais tão "madrinha" assim...

– Tudo bem... Miya... se... eu conseguisse um emprego, você abandonaria a prostituição?

– Um dia... isso vai acontecer. Eu vou ficar realmente velha e você vai ter que cuidar de mim... essa fase vai ser chata, pois você nem fará mais sexo comigo!

– Até lá também estarei velho e nenhum de nós dois teremos mais tanta necessidade para aliviar nossos órgãos (sexuais). Vai ser uma fase mais tranquila para a gente... eu acho.

– Espero que tudo até lá esteja assim... isso falando de situação econômica.

– Se nos mexermos agora... entende? Nós vamos chegar lá... você e eu. – ele pegou a mão dela e beijou-a longamente.