Passaram-se uns dias até que Hisoka apareceu novamente, pelos fundos e em direção à janela do quarto de Naomi.
– Mas dessa vez eu não vou pular! Vem, eu abrirei a porta! – disse ela, fechando a janela em seguida. Ela já não o esperava mais tão insegura em ser abandonada. E vendo-o novamente ali, trazia confiança.
– Então, vamos partir agora? – disse Hisoka.
– Bem... espera, vou arrumar as coisas.
– Ainda? – ele se encostou à porta, com os braços cruzados.
– É rápido, tenho poucas coisas. – disse ela, correndo até o quarto para preparar sua mala.
– Ah, uma coisa... não aconselho levar seu gato. Vamos apenas conhecer aquela cidade, não pretendo morar lá e acredito que você também não vai querer sair daqui.
Naomi parou à esquina do corredor que dava acesso ao seu quarto. Voltou para a sala e questionou Hisoka dali mesmo.
– Mas... com quem vou deixar o Kuro?
Os dois se olharam em silêncio. Como se tivessem a mesma ideia.
A campainha tocou. Mesmo ocupado fazendo sua janta, Eros fechou o fogão e foi de avental, com o peitoral despido e calças compridas atender à porta.
– Naomi! Oi, entra! O que deseja?
– Bem... eu não tenho muito tempo aqui... terei que ficar fora por uns dias e...
Explicando a situação, Eros coçou a cabeça. Ajudar Naomi era um prazer enorme, mas cuidar de um gato? Sequer sabia de cuidar de si mesmo direito – o que ele imaginava –, como é que ele cuidaria de um gato que às vezes, era arisco com ele?
– Tudo bem... mas... olha, eu não tenho experiência com gatos...
– O Kuro é só um gatinho reservado... se der comida, água e carinho na coluna dele, ele se afeiçoa a você. – disse Naomi, confiante – às vezes ele é um pouco arisco comigo também, mas te juro que ele não mata!
– Bem, vou tentar... o que não faço pela minha melhor amiga?
Naomi entregou o gato que estava no colo, que por sorte não reagiu indiferente nos braços musculosos do ruivo. De longe, viu Hisoka na entrada do apartamento. E o outro não deixou de olhá-lo em forma provocativa, mas Eros ignorou e voltou sua atenção para a morena.
– Não vou demorar muito. Prometo!
– Tenha todo o tempo para resolver sua vida, Naomi. Volta segura, sim? – disse ele, olhando rapidamente para Hisoka, cujo ser ainda era intrigante e perigoso demais para confiar. Mas sabia que o ruivo mais velho cuidava dela.
– Até mais, Kuro! – ela beijou a testa do gato, que apenas fechou os olhos como se estivesse satisfeito ali.
E ela seguiu Hisoka, que a beijou subitamente quando esta se pôs diante dele. Obviamente para provocar o outro, que fingiu não ter percebido e entrou pegando um saco pequeno de compras que estava no chão. Era a ração do bichano que Naomi se esqueceu de entregar em mãos e que, por sorte, ele viu.
Dentro de casa, Eros colocou o bichano no chão.
– Trate de se... não, não vai aí!
Kuro havia se encantado com um vaso perto da janela da sala e imediatamente se enfiou dentro dele.
– Ah... vai ser difícil ele se acostumar em uma nova casa... e eu em cuidar de um gato!
...
A viagem para Glam Gas Land não foi tão demorada, visto que estava no outro lado do continente em que estava York Shin. Hisoka vinha comentando no caminho histórias aleatórias e Naomi ouvia atenta, não somente por curiosidade em ouvir sobre o lugar, mas em admirar aquela boca que falava e aquela voz quase rouca e firme lhe falando perto de si. O pescoço meio grosso que se movia quando ele olhava para outra direção qualquer. O dedo dele contornando a beirada do copo do uísque que havia pedido. Se não fosse pela descrição e educação que tinha, ela subiria em cima dele e teria com muito prazer o corpo dele dentro do seu ali mesmo, mas estavam em um dirigível público.
Ao chegarem ao destino desejado, ela deparou-se com um cenário até diferente que Hisoka descreveu Glam Gas Land: o aeroporto onde tinham os dirigíveis era bem precário para uma cidade rica em cassinos e diversas casas de shows.
– Não mudou tanta coisa por aqui, não... – disse o ruivo, que vestia uma roupa diferente que costumava vestir. Mas de cores que pareciam não combinar: uma camisa regata rosa escuro que revelava bem os braços musculosos e bem feitos, com uma calça capri amarela com rabiscos em rosa e preto. Seus típicos braceletes estavam adornando os braços e pulsos.
– Esse lugar é tão luxuoso assim? – baixando os óculos escuros para olhar o outro, perguntou Naomi com certo sarcasmo.
– Vai se surpreender quando formos ao centro da cidade! – disse ele, ajeitando os óculos escuros que também eram levemente extravagantes, com pequeninas e discretas pérolas no contorno deles.
Dito e feito: Naomi se surpreendeu ao luxo do centro da cidade. Ambos queriam explorar naquela tarde mesmo, mas precisavam de um hotel para se hospedar. Passaram o resto do dia procurando por um até conseguir, passando a noite nele. Há quanto tempo Naomi não sentia o conforto de um hotel até caro – tendo esse privilégio quando vivia com os pais – e aquilo era interessantemente nostálgico.
Depois de uma noite de sono direto, ambos acordaram dispostos a explorar a cidade. Hisoka queria leva-la aos lugares onde passou parte de sua infância e adolescência. Havia trabalhado em um circo, era de uma famosa caravana de artistas.
– Por isso tem o jeito de um artista circense... mas não que eu esteja chamando de palhaço, viu? – comentou a outra, sentada em um banco de uma praça linda, bem arborizada e cheia de diversos artistas em cada canto se apresentando individualmente para conseguir algum trocado.
– Heh... entendo, Naomi. Já fui de tudo um pouco, mas o que eu sempre me dediquei foi ao universo da magia... do mistério.
E ela resolveu tocar em um assunto mais íntimo, visto que já estava bem próxima a ele.
– E... seus pais também são daqui?
– Não... – disse ele, olhando para um homem que se fazia de estátua e estava rodeado por algumas crianças.
Ele pareceu simples e até rápido em responder. Baixando os olhos brevemente, Naomi piscou os olhos duas vezes seguidamente e voltou a olhá-lo, insistindo em falar – mas com certo cuidado em não ser tão invasiva.
– E... você é originário daqui?
– Não... – também não se estendeu em falar sobre.
– ...será que... se incomodaria em me falar de onde é? Posso saber sua origem... como você soube da minha?
Hisoka olhou para a moça e deu um pequeno sorriso. Acariciou a cabeça dela e olhou bem nos seus olhos.
– ...vai saber com o tempo. É algo complicado de se explicar. Nem eu sei tanta coisa sobre mim, sabe?
O canto dos pássaros destacou-se no silêncio entre os dois. Naomi sentia como se estivesse sendo incômoda para ele.
– Desculpa, Hisoka... eu... não queria ser tão curiosa assim...
Ele a abraçou, deixando-a entre seu braço direito e seu tronco. Naomi se acomodou naquele conforto e fechou os olhos.
– Não há nada de errado em querer saber do meu passado... mas é algo tão profundo... pelo menos os primeiros onze anos de minha vida.
Naomi abriu um dos olhos, olhando para ele. Aquilo já foi algo interessante.
– Hisoka... responda-me: seus primeiros onze anos de vida foram bons ou ruins? – e acrescentou calmamente – Apenas isso... não precisa explicar nada.
– ...bons. Ruins também. Um pouco de tudo.
– Minha vida até sair da casa dos meus pais era tão monótona... tão comum, sabe. Era aquilo: tinha uma mãe devota e rigorosa, um pai atencioso que era viciado em jogos e bebidas... cresci sozinha no meio de um relacionamento confuso e firme ao mesmo tempo. O resto, acho que você já sabe... até queria que você conhecesse meus pais... – disse ela, séria no final.
– Vamos esquecer isso tudo? – ele se posicionou em frente a ela, ainda sentado no banco. – não quero que sinta nenhuma dor da saudade. Nem você e nem eu.
– Já não sinto mais a dor, sabe... só a saudade.
– Entendo, mas isso a fez mudar de voz... – se levantou e pegou-a pela mão – vou te mostrar um lugar.
– Claro, vamos indo! – disse ela, se levantando.
No local chamado "Princess Hotel", onde Hisoka viu a primeira apresentação do seu grupo e onde também havia se apresentado, Naomi conheceu o verdadeiro luxo de um hotel e cassino. Como ele era um Hunter, ele tinha acesso privilegiado ali.
– Não podemos ficar aqui hospedados? – perguntou Naomi – Visto que gosta tanto daqui.
– Melhor não... apenas vim aqui para te mostrar um dos locais que tanto gosto. – Hisoka parecia levemente comovido. Naomi sentiu isso, mas agia como se não tivesse percebido nada. Com sua habilidade Nen, camuflava-se com sua aura para que ele não percebesse mudanças nela. Foi uma das coisas que haviam sido ensinadas por Hisoka.
– Vamos jogar? – perguntou animada.
– Você quer?
– Gostaria. Mas não quero apostar nada!
– Ahhh... – bufou ele, rindo com certa malícia nos olhos.
– Tenho medo de arriscar dinheiro... não somos tão ricos!
– Quem disse que não?
Naomi fez uma careta. E assim, se divertiram bem no cassino.
– Quero apostar uma coisa. – disse Hisoka, ao pé do ouvido da morena.
– Hummm... o que quer apostar?
– Uma loucura. – falou em sussurro, fazendo a outra sentir um arrepio que foi do pescoço até a lateral da cabeça.
– Loucura? – disse ela, suspirado, sem tirar os olhos do caça-níquel no qual estava jogando.
– Siiim
– E... que tipo de loucura? Envolvendo o quê? – tentava se controlar, mas aquela atitude do ruivo a deixou derretida. Os olhos pareciam pesar com o sussurro e o calor do hálito fresco do outro ao ouvido.
– ...sexo.
Ela riu, fechando os olhos brevemente.
– ...não estou surpresa disso vir de você, amor... mas aceito o desafio!
– Certo. Começa aqui mesmo, de onde estamos jogando.
Hisoka apostou com Naomi um desejo louco qualquer que tivesse, caso ele ganhasse aquela rodada nos caça-níqueis. Se ele perdesse, ele teria que realizar um desejo louco dela. Mas, no fundo, estava convicto que ganharia. E dessa vez, sem trapacear. E assim aconteceu, Hisoka ganhou a tal aposta.
– Ai, ai... o que será que vem de você? Já imagino algo muito louco... vai com moderação no que for pedir, Hisoka!
– Não sei o que é moderação nesse momento... – cerrou os olhos, olhando-a com certa malícia.
Naomi apertou os lábios. Estava excitada e preocupada ao mesmo tempo. Acompanhar as insanidades dele não era algo fácil.
– Quero um strip em um local público, só para mim!
Ela olhou meio boquiaberta.
– O quê?
– Um strip. Quero que tire a roupa para mim e me entretenha em um lugar que eu escolher.
Parecia apetitoso, mas ainda era preocupante. Naomi ainda era uma pessoa tímida, por mais que quisesse Hisoka dentro dela o tempo todo e em qualquer lugar, se pudesse.
– Vai topar, não é mesmo, princesinha?
– ...topo. – disse firmemente.
– Quer uma ajuda minha? – perguntou Hisoka.
Ao vê-la aceitar, ele pediu uma bebida para ambos. Um coquetel. Naomi sabia que aquilo era para ajudar a se desinibir. Ela lembrou-se de Eros e da performance dele. Tentava se imaginar fazendo os mesmos movimentos eróticos que ele. Ficava rindo sozinha, aleatoriamente, enquanto bebia. Hisoka já achava que o primeiro copo já estava fazendo um efeito nela e decidiu que ficariam ali mesmo naquela dose.
– E... onde quer que eu faça? Não me diga que é aqui mesmo?
– Não aqui, exatamente. Venha comigo!
Ele a levou para outra área. Um salão silencioso, com poucas pessoas ao redor. Havia uma pequena chafariz no meio do salão. Um lugar maravilhoso.
– ...aqui?
– Sim!
– Bem... e se eu propusesse um clube privé? Podemos ir em um... lá, uma performance assim em qualquer lugar não chocaria muito...
– Aqui mesmo, Naomi. – ele piscou os olhos – Sei que consegue.
Hisoka queria mais que uma apresentação particular para si, no meio de algumas pessoas que estavam distribuídas pelos cantos do lugar. Queria testar a malícia de Naomi diante daquele desafio. Sua inteligência. Sua habilidade Nen.
Ele a levou até o chafariz e se sentou à beira dele.
– ...o que espera... Naomi?
O lugar era parcialmente iluminado. E com luzes de cor roxa e branca. Ela deslizou os dedos pelo colete preto que vestia por cima do vestido que parecia uma roupa tipicamente executiva. Voltou a olhar para ele, que sonsamente esperava vê-la se despir e dançar que nem uma dançarina erótica.
Foi então que lhe veio sua habilidade de invisibilidade. Mas se tornasse invisível para todos ali, tornar-se-ia para Hisoka também. Olhou novamente para os lados, com os dedos na boca. Como procederia ali? Era um desafio aceito e não queria decepcionar Hisoka.
– Vem... tira a roupa para mim... me surpreenda... – ele falava sensualmente.
O lugar parecia emitir um frágil eco nos ouvidos de Naomi. Então ela se concentrou, respirando fundo. Deixando se envolver pela provocação quente do ruivo. Então, ativou seu In, mas concentrando-se em ocultar para todos, exceto Hisoka. E assim começou a bailar o corpo levemente, fazendo o outro curvar os lábios em um sorriso safado. O barulho doce da água que caía no chafariz soava tão erótico aos ouvidos dela, que resolveu imaginar aquele som como a música que ritmaria aquela apresentação erótica.
Desabotoando o colete, apertou os próprios seios por cima da blusa listrada que ainda vestia, logo levando as mãos até os cabelos presos, soltando-os. Usando ocultamente seu Nen, Hisoka avaliou a aura da bela que desabotoava a blusa devagarinho, e percebeu a "jogada" dela. "Já imaginava!" pensou Hisoka, pegando o colete que Naomi havia jogado para ele.
E ela continuava a bailar os quadris, tirando a saia e ficando de lingerie e as meias de cinta-liga. Removeu a cinta-liga primeiramente, de costas para Hisoka e empinando bem o bumbum para ele, que discretamente já mexia em direção a sua braguilha.
– Sabe me excitar rápido... como sempre. – comentou ele, baixinho, sem tirar os olhos das coxas roliças e bem feitas. A admiração de Hisoka deixava a outra mais assanhada e, ao tirar o sutiã e a fina calcinha preta de renda, ela se virou de frente e entrou na água do chafariz. Hisoka arregalou os olhos, cobrindo a boca com uma das mãos. O baile da mulher dentro da água foi inesperado. Agarrando-se a uma das colunas do chafariz, enroscava o corpo todo ali, principalmente os seios e a vulva de poucos pelos. Girou naquela coluna, posicionando de costas para ele e levando a mão até o meio das nádegas, acariciando o ânus. Ele assistia extasiado. Quase hipnotizado também.
Aquela pele clara, úmida e levemente arrepiada era ricamente iluminada pela escassa luz local. Fixou os olhos nos seios duros e de bico eriçado. Aquelas pernas e nádegas pareciam ainda maiores. E assim Naomi continuou seu strip tease para o ruivo, dentro daquele chafariz e toda molhada. Ele apoiou as mãos à frente de onde estava sentado, com olhos famintos de predador acompanhando cada movimento. E a outra se sentia como nunca havia se sentido antes: livre. Livre em seu erotismo. Nua em público, despindo-se para aquele homem. Ainda no controle de sua invisibilidade de Nen.
Ela andou ainda dentro da água em direção a ele, parando bem em frente. Imediatamente, ele a puxou em seu colo, molhada, e pôs o corpo despido em cima de si. Imediatamente, sem tirar os olhos dos dela, abriu a braguilha e colocou seu pênis rosado e totalmente ereto para fora, mas para encaixar dentro dela e começar o baile de quadris de ambos. Ele a movia em seu colo, para cima e para baixo. Uma das pessoas presentes ali olhou em direção ao chafariz e viu apenas um homem se movendo sozinho, sentado na beira do chafariz. Achou aquilo estranho, mas discretamente voltou-se para o enorme quadro o qual estava olhando.
– Ahhhhh! – Naomi jogou a cabeça para trás, sentindo perder as forças nos braços que se firmavam nela abraçando a cintura com força.
– Naomiiii... – exclamou o ruivo, fechando os olhos e gozando intensamente dentro dela, quase em voz alta e ignorando o fato de que ele não estava invisível como ela.
Ao terminar de gozar, agarrou-a, apertando-a contra si em um abraço forte. Ela correspondeu na mesma forma, deitando a cabeça no ombro dele.
– Seu louco... eu te amo. – disse Naomi, fechando os olhos e apreciando aquele momento tão íntimo dele.
– Eu também... sua mulher invisível! – terminou de falar beijando o pescoço dela, que sorriu ao ouvir aquilo. Parece que alguém havia percebido sua técnica de se ocultar ali. Olhou para os lados. Ninguém estava olhando para eles. Então... sua ideia havia dado certo.
– Hmmm... sinto um frio... – comentou a morena, se aconchegando no homem vestido.
– Oculte-se para ele também... mas por enquanto... oculte-o me abraçando... bem forte!
E ficaram assim por uns minutos, até que Hisoka a liberou e, somente depois de vestida, Naomi liberou-se de sua aura invisível.
– Está se aprimorando cada vez mais, Naomi. Isso me deixa empolgado, sabia?
...
Já na suíte em que estavam hospedados, Naomi dormia nua e profundamente na enorme cama ao lado de um Hisoka também nu e acordado que olhava fixamente para o teto e os detalhes ricamente criativos que o enfeitavam, querendo pegar no sono. Após aquele momento de descontração no salão do cassino, agora lidava com uma insônia que o incomodava. Não era bem a insônia que o incomodava. Eram certas coisas que vinham em mente e que não achava bom nelas.
Quando resolveu ir com Naomi até aquela cidade onde tinha boas recordações, não imaginava que viessem outras que não lhe faziam bem. E recordações que havia esquecido desde o primeiro dia em que se encontrou em Glam Gas Land.
Levantou-se com cuidado, para não despertar Naomi, e foi até a enorme sacada da suíte. Olhava para o céu estrelado.
– Por que tudo isso tinha que voltar em mente? – perguntou para as estrelas.
As perguntas de Naomi sobre suas origens não eram novidades. E mais uma vez ela queria saber, tão discreta e tão preocupada em não irritá-lo. Odiava que suas origens fossem questionadas por qualquer um, pois sabia que a curiosidade alheia não se importava se ele gostasse ou não. Naomi parecia ser a única pessoa em sua vida que se importava com o que ele pensasse. Não por medo, exatamente. Sentia que ela o amava de verdade. Ela fazia as loucuras que ele queria. Ela se arriscava por ele. Ela esperava por ele, sempre. Ela merecia ter todas as dúvidas respondidas. Mas... como lidar com algo que sempre foi delicado em mexer?
As partes mais sensíveis eram as partes mais incômodas de seu passado turbulento...
