Bom, eu sei que a maioria quer me matar, mas gente.. Calma! Minha vida deu um Up! mas já estou resolvendo as coisas. Queria deixar avisado que NÃO abandonei e nem vou abandonar essa fanfic. Eu vou terminá-la nem que seja na marra ò.ó
Mas enfim. Eu aproveitei meio dia de computador e resolvi escrever porque eu devia isso a mim e à voces também! Muito, muito obrigada pelos reviews, nossa. Eles me fazem rir e chorar ao mesmo tempo, de verdade. Eu amo isso tudo, amo escrever e amo saber que o que eu escrevo agrada voces.
Me desculpem se teve algum erro na escrita ou narração ou se fugi do contexto, enfim. Eu não revisei e escrevi correndo, então já sabem. Perdoem-me.
Sem mais delongas, boa leitura.
"Então caminhe comigo, mas em passos lentos. Eu não quero que esta noite acabe. Não podemos fugir juntos?"
Sorri mirando a cama onde Demi dormia. O rosto sereno mostrando a profundidade do sono a qual se encontrava. Suspirei voltando a olhar o celular inquieto que vibrava em minhas mãos. A caixa de entrada do aparelho abarrotadas com as sms que o garoto me enviava a cada minuto. Não imaginava que de uma hora para a outra a berlinda estaria armada novamente. Não queria respondê-lo, não queria atender a ligação, mas só porque não queria enfrentar o que me aguardava em um futuro próximo.
Ouvi o resmungo vindo da cama me fazendo esquecer de qualquer filosofia que minha mente preparava. Deixei o celular sob a mesa do computador indo sentar no colchão que abrigava o corpo nu da Lovato.
- Sel? - Chamou débil tentando abrir os olhos.
- Estou aqui. - Falei baixo tomando as pernas torneadas para uma massagem leve.
- Argh.. - Gemeu baixinho se espreguiçando. Sorri fraco a observando. - Que horas são?
- Hora da senhorita acordar. - A risada rouca soou enquanto abraçava um travesseiro relaxando.
- Seu celular está tocando. - Me avisou olhando fixo para a mesa onde o havia deixado. - Não vai atender?
- Hum.. - Ponderei dando uma atenção mais especial aos pés pequenos. - Agora não.
O silêncio engoliu o quarto assim como a noite. A janela deixava as estrelas bem visíveis no céu azul e a lua logo estaria no alto nos iluminando. Demi se afastou de minhas mãos se enrolando no lençol enquanto sentava na beirada da cama. Os olhos castanhos ainda distantes dos meus, o rosto, antes relaxado, demonstrando tensão e certa ansiedade.
- Selena..
A voz fraca quebrou o silencio assim como afundou meu coração. Alguma coisa não estava bem. Eu sabia, ela sabia.
A observei levantar buscando o celular e após alguns segundos, vendo o que já esperava ver, Demi fechou os olhos com força prendendo a respiração. As mãos antes que seguravam o aparelho, agora esfregavam o rosto inquieto.
- Hey, hey.. - Levantei apressada a abraçando com força, fazendo com que os braços me circulassem antes que as próprias unhas se ferissem. - Demi? Estou aqui. - Avisei no ouvido da mulher sentindo a tremedeira passar pelo corpo pequeno.
Dallas havia me avisado sobre algumas mudanças no comportamento da irmã. Uma delas era o súbito controle incontrolado que a mesma tentava exercer sobre si. Claro, os medicamentos a sedavam e até alteravam seu humor, mas em meio a situações distintas às normais, sempre vinha o medo do descontrole em conflito ao real descontrole que sentia dentro de si, travando assim uma batalha interior que a desgastava completamente.
- Demi, me escuta. Estou aqui. Calma.. - Sussurrei a apertando mais a mim. - Está tudo bem. Eu estou aqui. - Afirmei mais uma vez recebendo um aceno incerto da mais baixa. - Ótimo.. - Soprei relaxando ao perceber que os tremores haviam aliviado. - Você quer um chá? - Mais um aceno fraco. - Ótimo. - Olhei para o céu repetindo ironicamente para Deus.
-x-x-x-
- Obrigada.
Ouvi o agradecimento assim que coloquei a xícara de chá em frente aos olhos castanhos. Estávamos na cozinha e Demi vestia um velho moletom azul marinho meu. Podia ver os olhos se suavizando e a respiração acalmando gradativamente. Tentava entender essa montanha russa que os sentimentos da Lovato era, mas não conseguia. Parecia um campo de minas, um passo em falso e BUM!
- Se sente melhor? - Perguntei sorvendo do chá doce do qual me servi.
- Um pouco. - Fechou os olhos inspirando. - Na verdade preciso.. sei lá. Sair. Fugir. - Riu olhando para a xícara a sua frente.
- Fugir? - Cruzei os braços sob o tampo da mesa. - E para onde gostaria de ir?
Demi correu os olhos pela cozinha sorrindo divertida.
- Você não faz ideia. - Respondeu marota.
- Ah qual é? - Ri divertida. - Vamos lá. Me diga.
- Quero ir à praia. - Ergueu uma sobrancelha deixando a xícara sob a mesa e levou a atenção até meus olhos. - Com você.
-Flashback On-
A brisa fresca soprava meu rosto e fazia meu cabelo dançar junto ao vestido branco. As ondas beijavam a areia em perfeita harmonia, um ritmo gostoso entre o assovio do vento e o quebrar das ondas. A noite de verão era estrelada e cada detalhe parecia único, desde que o convite até ao jantar na beira da praia.
- E então? - A voz ligeiramente rouca arrancou minha atenção da sinfonia natural me prendendo totalmente ao olhos bem marcados. - Quer dançar? - Um sorriso brincando nos lábios carnudos.
- Aqui? - Olhei em volta notando as redondezas deserta.
- Onde mais seria? - A carreira de dentes perfeitos se revelou em um sorriso divertido. - Vamos, meu amor. Que mau há?
Olhei em volta incerta mais uma vez enquanto a morena se levantava para estender-me uma mão, pisquei e aceitei a mão estendida de Demi sem ao menos pensar.
Tudo havia ficado perfeito, Demi planejou cada detalhe no intuito de termos um primeiro encontro especial, mágico. Desde as flores sortidas em meu quarto com o pequeno bilhete até ao jantar na beira da praia. O tempo era propício, o espaço era propício, a paisagem era propícia, a pessoa era extremamente propícia.
Demi me guiou para além da areia deixando a mesa improvisada perto do carro, o som que saia dos alto falantes conseguia nos alcançar e nos envolver com o ritmo suave. As mãos firmes e delicadas em minhas costas me faziam esquecer de qualquer receio por estarmos ali sozinhas. O beijo casto em meu pescoço nu me fazia arrepiar em um sentimento delicioso.
Corri os dedos pela nuca da morena encostando as testas e respirando seu ar, era tão.. tão..
- O que está pensando? - O sussurro me fez abrir os olhos e encarar os castanhos intensos.
- No quanto voce é incrível e no quanto isso tudo é incrível. - Suspirei fechando os olhos com força. - E no quanto estou completamente apaixonada por voce.
O leve afagar no meu rosto me deixou ofegante. Era tanto sentimento dentro de mim que eu podia jurar que iria explodir. Abri os olhos a encontrando a centímetros da minha boca.
- Completamente? - Perguntou em um tom rouco e perigosamente baixo.
- Completamente.
Os lábios doces se chocaram aos meus de maneira singela e carinhosa, as respirações unidas, as mãos encostando nas peles.
- Esse é o melhor encontro primeiro encontro de todos os tempo. - Sorri com a declaração da Lovato. - É sério. - Continuou. - E eu amo voce. Amo muito voce, Selena.
-Flashback Off-
Umedeci os lábios escondendo o sorriso ao lembrar de nosso primeiro "encontro". Gostava da ideia, mas era arriscado. Arriscado? Céus, o que estava passando pela minha cabeça? Eu não me importava se era arriscado desde que estivesse com ela.
- Isso é um convite? - Perguntei como na primeira vez recostando na cadeira.
- Não é nenhum estádio fechado pra assistir titanic. - Revirou os olhos me fazendo repetir o gesto. - Mas sim. Quer sair comigo?
- Como na primeira vez? - Mordi o inferior segurando a resposta certeira à pergunta.
- Santa Mônica. - Confirmou com a cabeça. - Aquela noite foi uma das melhores da minha vida e eu acho que foi legal pra você também. - Sorriu de lado.
- Então.. - Levantei retirando as porcelanas da mesa. - Quando vamos?
- Agora mesmo.
-x-x-x-
Ajeitei o chapéu na cabeça passando as mãos no rosto. Estávamos a uma distancia considerável do parque e, tirando três garotas histéricas, ninguém mais havia nos reconhecido.
Quanto mais caminhávamos, mais deserto a praia ia ficando. A maré estava calma e a água brincava com nossos pés descalços, a luz iluminando o completo breu da areia. Podíamos ouvir pessoas ao longe, fogueiras sendo acesas, musicas longínquas se mesclando ao som do mar. A mão quente na minha era firme me acompanhando nos passos e divagações aleatórias.
Tantos erros e tantos acertos, para no final nada importar. Naquelas horas era só eu e você. E sempre era para ser assim; Eu e você.
- Do que você tem medo? - Ouvi a pergunta tímida e olhei para nossas pegadas na areia.
- De perder isso que temos outra vez. - Confessei sendo afetada pela lua. - E você?
Senti a mão soltar da minha e vi a Lovato correr para se jogar no mar.
- Sua louca! - Gritei observando a garota rindo da água. - Sai dai! Vai acabar pegando uma gripe!
- Deixa de ser chata. Vem cá! - Chamou mergulhando em uma onda pequena.
Suspirei e gruni em seguida olhando ao redor. Soltei as sandálias que segurava e tirei o chapéu. Tinha a impressão de que se ela me pedisse para pular de um penhasco com ela, se eu não pudesse a impedir, eu pularia.
Entrei na água sentindo a temperatura estranhamente gostosa e mergulhei para a alcançar.
- Doida. - Chamei logo que ficamos frente a frente.
- Por você. - Completou risonha me abraçando em meio a água.
- Você está bem? - A abracei com segurança para que a maré não nos separasse.
- Eu estou ficando. - Concluiu me olhando nos olhos. - Você está bem?
Repetiu a questão para mim e eu não sabia o que responder. Eu estava bem? Não? Sim? Balancei a cabeça sorrindo para mim mesma.
- Vamos sair dessa água. - Pedi deixando um beijo delicado em sua testa.
- Aqui. - Puxou sutilmente meu rosto para baixo capturando meus lábios.
A língua dançou para dentro da minha boca em um aprofundamento rápido antes de sairmos da água.
A observei fitar o mar enquanto sentávamos na areia. Tomei uma de suas mãos entre as minhas traçando padrões pelos dedos graciosos. Havia uma barreira incomoda entre nós que eu tinha medo de atravessar. Talvez pelo desastre que havia sido da primeira vez, mas.. Como proceder se meus instintos me empurravam para além daquela fronteira?
Subi no colo de Demi colocando uma perna de cada lado do seu corpo, precisava de contato, precisava do contato dela.
- Dems.. - Chamei a prendendo com o olhar. - Do que voce tem medo? - Repeti sem desviar o olhar.
- De me perder de novo. - Pausou reconsiderando as palavras. - Quer dizer, eu nem sei se me reencontrei.
Forcei um sorriso acariciando a face pálida, queria que se abrisse para mim, que voltássemos a ser uma como sempre.
- Eu posso dizer que voce esta se reencontrando. - Afirmei a vendo abaixar os olhos. - Demi, voce está lindado com isso melhor do que qualquer um. Voce.. - Pausei procurando as palavras. - É inspiradora. É arrebatadora. - Soltei e ouvi a risada seca da mulher. - Sério. Voce está sendo incrível.
- Mas não o bastante para ficar com voce ainda, Selena.
A faca penetrando meu estomago era a unica sensação que eu sentia. A ultima coisa que eu queria era Demi pensando em mim, pensando em nós, se preocupando com coisas que eu mesmo havia fugido. Por um momento desejei uma garrafa de tequila, no outro já tinha minha completa atenção nos olhos castanhos a minha frente.
- Voce está comigo, Demi. - Conclui a fazendo me encarar outra vez.
- Voce pensa em voltar com ele? Sabe, se voce voltar, eu entendo. De verdade. Mas eu preciso saber, com sinceridade. Voce pensa em voltar com ele? - Soltou de uma vez me fazendo prender o ar.
- Voce pensa em me deixar outra vez? - Perguntei segurando as lágrimas que chegavam aos meus olhos. - Pensa?
Demi umedeceu os lábios olhando em volta inquieta, podia ver sua pele arrepiada, podia ver os olhos voltando a ficar turbulentos.
- Eu não quero te deixar, Selena. Estou tentando lutar por voce, mas.. - Arfou me fazendo estremecer. - Eu estou tendo que lidar com tantas coisas que... - Fechou os olhos apoiando as mãos na areia e jogando o rosto pra cima.
- Calma. - Pedi alisando o pescoço exposto. - Por favor. Vamos aproveitar o agora. Por favor? - Pedi beijando o queixo desenhado.
- Podemos. - Suspirou recebendo meus beijos pelo pescoço quente. - Preciso dos meus remédios hoje. Pode dormir lá em casa?
Alisei o rosto bonito a analisando, os sinais da depressão estava se revelando aos poucos e sim, ela precisaria mesmo dos remédios para poder se estabilizar por completo.
- Posso, mas só se voce falar que me ama.
Um sorriso maroto apareceu na face cansada e os braços firmes me prenderam em seu corpo com força.
- Eu te amo.
