Advertência: Este capítulo contém relações sexuais entre dois homens.


Descendência

V

Jack moveu-se ritmicamente sobre o corpo do seu amante, acertando na sua próstata uma e outra vez. Ianto cruzou as pernas, abraçando o corpo alheio brilhante pela transpiração e ofegando fortemente.

― Jack! ― gritou o Tea Boy, ejaculando e manchando ambos ventres ― Ah… Haaa! ― gemia sem parar pela onda avassaladora de sensações pós-orgásmicas que potenciavam a intensidade do prazer ao ter o seu ponto doce massacrado repetidamente e sem descanso.

― Só m-mais… mais um pouco… Haaaaaaa! ― O Capitão alcançou o clímax, preenchendo uma vez mais o interior quente e húmido do seu namorado. ― Foi maravilhoso, Yan!

Jack retirou-se do reto de Ianto e levantou-se da cama, abrindo a gaveta da cómoda e retirando uma caixa cujo conteúdo era bem conhecido pelo Tea Boy.

― Aquecimento, check! Hora de cumprires a tua palavra…

Abre a caixa, retirando umas algemas e prendendo Ianto à cabeceira da cama. Regressa à caixa e pega num vibrador, ligando-o na velocidade mínima e deslizando-o pelo mamilo esquerdo, enquanto chupava e mordia o gémeo direito.

― Haaaaa… Não m-me tortur-rr-ahh-es, Jack… ― gemia Ianto, contorcendo-se pela intensa sensação de prazer.

― Ora, mas nós sabemos que tu gostas, Yan! Sempre quis tentar isto… ― O imortal alça um conjunto de bolas chinesas, que provoca uma sensação de secura na boca do menor ao analisar minuciosamente o diâmetro daquela monstruosidade.

― J-Jack, não pensas que é um pouquito grande de mais? ― O receio era perceptível nos rasgos do homem algemado.

O Capitão abre as pernas do amante e fita fixamente a intimidade do menor, causando-lhe um rubor de vergonha, assim como o repentino instinto de tentar fechar as pernas à base de força bruta, mas perdendo a contenda. Jack levou dois dedos à boca, lubrificando-os abundantemente e dirigindo-os de seguida à abertura palpitante de Ianto. Dois dedos entraram no interior fofo e nadaram por entre a semente depositada anteriormente.

― O aquecimento de agora à pouco deixou-te bem dilatado e lubrificado, pelo que vai entrar perfeitamente.

― Mas, Jaaaaahh… ― gemeu sonoramente perante a intrusão da primeira bola, relativamente pequena. O desafio era a última bola do conjunto de esferas rosadas. Com cada nova aquisição, o interior comprimia-se mais fortemente, abraçando e dando as boas-vindas ao novo mimo. ― Haaaa!… J-Jack… Não queraaaahhh… Não… Haa… Bolas… Quero… Haaa… Ti…

Jack sorria ao ver o seu amante contorcer-se de prazer sobre o leito e deixou sair um pouco da sua veia sadista, mas só um pouquinho.

― Se me queres… Tens de retirar as bolas sozinho!

― Mas Jack… As minhas mãos! ― Moveu as mãos violentamente, arrancando um ruído da cama ao puxar as algemas na direção contrária.

― Não precisas das mãos, Yan!

― Como!? ― A expressão de confusão no rosto de Ianto só reforçou a veia sadista de Jack. O imortal colocou-se de gatas sobre o corpo do amante e segredou-lhe algo ao ouvido. ― É impossível!

― Não sabemos senão tentares primeiro. Queres isto? ― Jack sentou-se de joelhos no meio das pernas do Tea Boy, acariciando suavemente a própria ereção. ― Se queres, já sabes o que é que tens que fazer…

Ianto contraía os músculos abdominais, tentando expulsar os intrusos do seu interior, mas o único que obtinha era uma frustração avassaladora. Enfim, a primeira esfera, a de maior diâmetro e o maior desafio, saiu e o homem respirou de alívio e satisfação. Jack deslizou o dedo indicador pela circunferência do ânus do namorado, que gemeu surpreendido. Quando todas as bolas estavam fora, Ianto sentiu uma sensação de auto-realização que não deveria ter, pois aquilo não era algo para se sentir orgulhoso, mas o sorriso luxurioso do seu amante contava outra história.

Jack adentrou-se novamente em território Ianto e aceitou o abraço de boas-vindas que as paredes anais lhe ofereciam…

oOo

Era plena madrugada e Ianto estava de rastos. O Tea Boy duvidava seriamente que lhe fosse possível mover-se nesse preciso momento. A exaustão era tal, que só desejava dormir até chegar o fim de semana seguinte, quando este ainda nem sequer terminara.

Constatando o bom-humor palpável no ar, Ianto procedeu a tomar a deixa e revelar ao seu amante as circunstâncias do desaparecimento de Toshiko. Jack levanta-se de rompante, pega no telemóvel, prestes a ligar à mulher para lhe pedir prestações. Num último e colossal esforço, Ianto puxa o Capitão de volta para o leito e convence-o a fazerem amor até perderem a consciência, adiando assim o raspanete que a japonesa receberia por parte do seu sexy namorado.

oOo

Owen não conseguia esconder o choque que levara ao descobrir as andanças passadas de Toshiko. Sempre a dera por garantida, sabedor dos sentimentos que esta professava por ele, nunca ponderara nem por um segundo que esta se envolveria intimamente com outro homem. Estupidez a sua!

Ofendido por ter sido "substituído", Owen começou com as suas habituais palermices.

― Não podemos deixá-lo viver! A sua simples existência poderia desmantelar toda a linha temporal.

― Não te pareceu importar quando abriste a fenda!? ― disse Gwen acidamente, apoiando Toshiko na busca pelo amor verdadeiro além fronteiras espaço-temporais.

― Se bem me recordo… Tu foste uma das que teve a ideia! Querias salvar o Rhis, não é verdade? ― cuspiu o médico de regresso.

― Não fui eu que baleei o Jack… Se ele não fosse imortal, estarias agora mesmo a apodrecer numa cela por homicídio.

― Já chega! Primeiro salvamos Tommy Jr. para devolvê-lo à mãe. Depois pensamos em como preservar a linha temporal.

― Ma…

― Ninguém aqui vai atentar contra a vida de um infante. Fiz-me entender, Owen? ― A mirada ameaçadora de Jack fê-lo recuar levemente.

oOo

Fevereiro de 2009

Uma mulher embalava um bebé com cuidado e carinho. Ela não era familiar sanguínea do infante, mas o carinho surgido ao tomar conta de uma criança é forte e inabalável, pelo que quando escutou por acidente os planos dos seus empregadores, mesmo não os compreendendo de todo, teve de tomar uma decisão fatídica.

― Tens a certeza que vai funcionar?

― Tem de funcionar! Já arruinei a minha própria linha de tempo ao interferir com o meu "eu" passado e impedir que tome as decisões que me trouxeram aqui. Em breve o paradoxo será demasiado e serei apagada… ― respondeu a mulher que realizara o parto da japonesa meses antes.

― E a mãe? Não é uma ameaça? ― perguntou o desconhecido, escondido na penumbra do escritório.

― Miss Toshiko Sato não representa nenhum problema para os nossos planos. Não pôde mexer nem sequer um dedo quando lhe roubei o bebé.

― Devemos prosseguir com os planos. A energia temporal divergente da criança ainda não está no seu ponto máximo, pelo que teremos de aguardar…

― Sim! E depois poderemos realizar o sacrifício que a fenda requer…


Notas da Autora:

Esse é o nosso Ianto, sempre disposto a se "sacrificar" pelos amigos! E que sacrifício…

Como é que ele conseguiu andar no dia seguinte?

Não faço a mínima ideia! Maravilhas da ficção, não é mesmo?