Amor Impossível

Sinopse Seasons:

Amor Impossível: Descendência – O amor que Toshiko e Tommy nutriam um pelo outro não foi indelével, mas deu os seus frutos e agora uma nova ameaça cinge-se sobre Torchwood.

Amor Impossível: Renascimento – Torchwood viu-se largamente afetada por uma perda inesperada, mas quem mais sofre pela ausência de Ianto é o Capitão Harkness.

Amor Impossível: Inocência


Renascimento

I

A equipa tentou perseguir ambos os criminosos, mas após recuperados do choque, estes já iam longe. Desaparecidos… Tendo recorrido ao uso de manipuladores de vortex, poderiam estar literalmente em qualquer planeta e/ou época.

Toshiko chora o sacrifício do amigo, abraçando firme e cuidadosamente o seu pequeno filho.

Um ano passa, sem que estes consigam descobrir uma única pista sobre o que acontecera a Ianto, após ter sido sugado pela fenda de Cardiff.

Jack está de luto, pela perda do seu namorado, mas como bom playboy que é, busca erroneamente consolo em corpos alheios, cujos nomes nunca chega a descobrir. Homens, mulheres, não importa, desde que sejam capazes de o fazer esquecer, ainda que momentaneamente, a dor causada pelo vazio que Ianto deixara no seu destroçado coração.

31 de Outubro de 2011

O tempo passa, e como tal as crianças crescem a olhos vistos, e Tommy Jr. não era diferente. Com os seus três aninhos recém-cumpridos, era uma criança risonha, com os seus olhinhos rasgados que causavam um sentimento de ternura em quem o olhava. O menino era a luz dos olhos da mamã e do Capitão Jack Harkness, que se auto-denominara padrinho do menino, que Ianto protegera à custa da sua própria vida. Devia-lhe pelo menos isso. O seu Yan tinha-se sacrificado para salvar o pequenino e era o seu dever assegurar-se de que este continuava são e salvo.

oOo

O Doctor regressava por fim à Terra, após uma longa ausência. Este havia perseguido o Master até ao Fim do Universo, onde tudo se iniciara e tentou convencê-lo a mudar, a deixar as suas maldades sem nexo de lado, mas quando finalmente o apanhou e estavam prestes a regressar à era onde Torchwood os aguardava, o loiro desviou o curso da Tardis e jogou o Doctor no meio de um exército de Cybermen e fugiu, recorrendo ao seu manipulador de vortex.

Nota mental do Doctor: Da próxima vez, devo confiscar o maldito manipulador de vortex do Master.

Com uma louca estratégia, digna apenas do Doctor, este aniquilou os Cybermen e salvou os colonos humanos daquele Sistema Solar, mas isso já é história para uma próxima vez.

O Décimo Doutor correu até à Tardis, sentindo a familiar sensação de formigueiro que antecede uma nova regeneração. Escapara do exército de assassinos de metal, mas… não escapara ileso, infelizmente. Fora "deleted", por não ser compatível com o método de conversão, causando que um dos seus corações parasse de bater e logo o segundo faria o mesmo, pelo que devia colocar-se a salvo e passar pelo processo de metamorfose, longe dos olhares curiosos de estranhos.

Abril de 1996

A explosão de energia causada pela regeneração danificou gravemente os sistemas da Tardis, que rodopiava sem rumo fixo, fumegando, caindo por fim no jardim da casa onde uma menina orava ao Santa Claus, para que lhe enviasse um doutor, mesmo não sendo a época anual em que este por norma deveria responder aos pedidos das crianças boazinhas.

A pequena Amelia Pond foi a primeira pessoa que os olhos recém-metamoforseados do Décimo Primeiro Doutor viram. Aquele instante marcou um novo rumo e um novo destino para o Doctor.

oOo

Dezembro de 2011

Jack acorda de abrupto, transpirando abundantemente e olha ao seu redor, tentando localizar-se após uma nova repetição, do seu já habitual pesadelo, que se havia tornado uma constante na sua vida desde que perdera o seu amado, frente aos seus olhos, sem que nada pudesse fazer para o salvar.

Um casal de desconhecidos dormia a perna solta sobre a cama, as alianças reluziram com um tímido raio de sol, que trespassou o fino e branco tecido das cortinas. O imortal recordou as últimas palavras que Ianto pronunciara e real motivo dos seus tormentosos sonhos.

"Amo-te! Lembra-te de mim…"

oOo

Jack entra no Hub com uma expressão cansada e profundas olheiras, que em breve desapareceriam, graças à sua peculiar genética.

― Preparem-se! Temos um novo caso…

― Alguém precisa de uma bela médica? ― perguntou uma mulher morena, esboçando um sorriso de falsa arrogância, que arrancou um bufido de desdém dos lábios de Owen.

― Não, obrigado! Já temos um médico sexy! A vaga está preenchida… ― respondeu Owen Harper cortantemente, fulminando a mulher com a sua gélida mirada.

oOo

A equipa entrou nas instalações, após escutar o relato detalhado de Martha Jones sobre as experiências realizadas em aliens e a descrição quase gráfica do sofrimento ao qual estes haviam sido submetidos. Num ato final de misericórdia, Torchwood realizou uma eutanásia massiva nos aliens ali encarcerados, pois não havia margem de recuperação. O dano era demasiado extenso, apenas os cabos e agulhas a eles conectados, os mantinha forçosamente vivos e uns poucos espécimes dolorosamente conscientes.

Quando estavam prestes a escapar daquele Iinferno, o cientista encarregue da investigação e dono da instituição onde decorriam as pesquisas e experiências, que quase havia tirado a vida a Martha, ao infetá-la com um parasita de origem alienígena, apareceu por detrás deles e apontou um revólver na direção da pessoa mais próxima.

― Owen! ― gritou Toshiko, assistindo ao colapso do médico em câmara lenta. Este tinha recebido a bala que fora dirigida a ela e agora estava à beira da morte.

― Fui um idi...idiota… ― Owen tosse fortemente, cuspindo um pouco de sangue.

― Shh! Não fales, Owen. Martha! ― gritou, chamando a morena que correu até ao ferido, debruçando-se sobre ele e examinando a cavidade, que resultara ao ser a carne perfurada por um projétil de alta velocidade.

― Perdi-te por ter s-sido idiota… Mereces me.. m-melhor, Tosh…

A mão que antes segurava a da japonesa, resquício dos seu último esforço, cedeu à força da gravidade ao mesmo tempo que os seus olhos se fechavam para sempre e a chama da vida escapava lentamente do corpo, agora, inanimado de Owen Harper.

oOo

Ano 1580

O Décimo Primeiro Doutor com a sua sempre fiel gravata borboleta e o seu cabelo volumoso digno de um anuncio publicitário da L'Oréal Paris, abre as portas da Tardis, revelando o destino que escolhera para a Lua de Mel de Amy e Rory Pond, como este insistia em dizer, pois quem mandava naquela relação, era sem dúvida alguma, a ruiva.

As ruas de Veneza brilhavam pela riqueza de cores e os pormenores das roupas dos residentes daquela bonita e romântica cidade, caso não considerassem o odor nauseabundo dos canais, claro.

Os recém-casados passeiam pela cidade, conversam com os moradores e desfrutam da oportunidade de passar um merecido momento a sós.

Enquanto isso, o Doctor observa as informações que o levaram verdadeiramente a escolher aquele ano e cidade em particular como destino. As fotos mostravam diferentes versões de Ianto Jones, sempre a mesma face, mas em diversas épocas e em diferentes Sistemas Solares. Iantos humanos e Iantos aliens, mas sempre com os mesmo rasgos faciais. As informações que a Tardis lhe cedera quando pedira para pesquisar sobre Ianto Jones, eram extremamente detalhadas.

Pegou numa pintura de um jovem nobre veneziano e voltou a guardar tudo numa pasta, que por sua vez, escondeu por detrás de um painel no piso da Sala de Controles.


Notas da Autora:

Para quem possa estar com curiosidade…

Não, não vou ressuscitar o Owen… Não é disso que a história trata e como tal não me vou desviar demasiado do tema central e acabar por me perder desnecessariamente pelo caminho…

Já viram a confusão que seria encontrar o caminho de regresso sem um GPS aceitável!?