Disclamair: Harry Potter não me pertence, essa fic é feita apenas para diversão, não estou ganhando nada com isso.

OBS: Se vocês acharem algum erro ortográfico por favor me avisem para que eu possa corrigir. Obrigada.

" Itálico com aspas " = comunicação telepática com as fênixes.

' itálico e sublinhado com apóstrofo' = leitura de algum livro/grimório/bilhete/carta.

Itálico com a palavra FLASHBACK = lembranças atuais ou outra linha do tempo

Somente itálico = sonho/ visão.

"Itálico em negrito com aspas" = língua de cobra.

CAP: 04 – Prisioneiros – Parte I.

Harry embarcou no trem com seus dois amigos atrás dele, ele cumprimentou seus outros companheiros de dormitório e desejou boas férias para alguns outros alunos com quem ele dividia as aulas. Ron e Hermione o olhavam estranho e ele os desafiou, silenciosamente, a falar algo.

Suas aulas noturnas de Oclumência com Pretorian estavam fazendo com que revivesse algumas lembranças recentes e tentasse focar nos detalhes, e o que ele viu o desagradou. O temperamento explosivo de Ron e o jeito mandão de Hermione estavam aos poucos minando suas possibilidades de ter outros amigos. Não que ele fosse totalmente inocente, afinal ele nunca fizera o maior dos esforços para falar com outras pessoas, mas ele estava realmente decidido a mudar isso.

Antes ele não dava tanta atenção aos outros garotos do dormitório ou aos membros da sua casa em geral. Ele tinha começado a mudar isso, no pouco tempo livre que ele tinha entre as aulas com seu familiar, passar seu tempo com Gina e depois com Ron e Hermione, e ler os grimórios, ele resolveu se desculpar com os outros grifinórios.

No começo as pessoas ficavam confusas, mas ele explicava dizendo que, se eles o conhecessem realmente, jamais teriam acreditado na bobagem de que ele era o herdeiro de Salazar Slytherin. É claro que as pessoas ficavam desconcertadas pela forma como o trataram, mas logo aceitavam sua oferta de amizade e se ofereciam para apresentar aos seus próprios amigos. Foi assim que em pouco mais de uma semana ele tinha conhecido toda a torre da Grifinória e até mesmo alguns de outras casas, como Hannah Abbott da Lufa-Lufa e Susan Bones, da mesma casa, elas eram amigas de Neville.

Ele ajudou Ron a levantar o malão dele e de Hermione no bagageiro superior e tocou a placa no seu malão com a varinha o diminuindo magicamente e o colocando facilmente na parte de cima.

-Harry! Você não devia fazer magia fora da escola! -sua amiga o repreendeu, ele levantou uma sobrancelha.

-Eu não fiz magia. –ele disse e levantou a mão a impedindo de retrucar. –O malão está encantado para reconhecer minha assinatura mágica pelo toque de varinha e encolher ou aumentar automaticamente. –ele explicou.

-Oh, desculpe. –pediu envergonhada. -Deve ter custado uma boa quantia de galeões. –ela comentou e ele viu Ron se mexendo inquieto no assento em frente, ele deu de ombros tirando um grimório sobre ofidioglotas.

Era um dos grimórios que ele retirou da Sala Precisa, aparentemente as pessoas que falavam língua de cobra eram mais comuns alguns séculos atrás. Antes que Cécil Gaunt pirasse em meados de 1600 e resolvesse decretar que ninguém em sua família iria se casar com outro que não fosse relacionado por sangue. Graças aos céus o ramo Gaunt de onde Gina estava ligada já havia se ligado novamente com a família Weasley através do casamento de Hecate Gaunt e James Weasley, poucos anos antes.

Esse grimório pertenceu a Demétrio Weasley neto de James e Hecate Ele era aparentemente o único ofidioglota na família ruiva e como os Gaunt estavam começando a ir para o lado das trevas e usar seu idioma particular para prejudicar algumas pessoas, os ofidioglotas estavam sendo perseguidos e por isso escondendo seu dom por meio de feitiços inibidores ou saindo do país.

As anotações no grimório eram apenas explanações sobre as diferenças de executar feitiços em língua humana e língua de cobra, sobre as facilidades que o dom trazia e as dificuldades para quem falava mais no dialeto do que em língua humana, em geral era um tom sibilante soando como uma voz de fundo, como se a língua da pessoa estivesse presa.

Ele lembrou do fantasma de Voldemort quando ele estava na parte de trás da cabeça de Quirrell, a voz do bruxo realmente parecia arrastada e sibilante, como uma cobra tentando falar como um humano, ele deixou um riso divertido escapar, agora que ele pensou na dicção do Lord das Trevas, se ele o visse novamente ele teria o prazer quase doentio de mandá-lo para um fonoaudiólogo. Seus amigos o olharam estranho, mas ele apenas balançou a cabeça negando a informação.

A porta abriu e ele tirou os olhos da página somente para ver Malfoy parado na porta, ele apenas marcou a página e olhou para o loiro idiota arrogante. Aparentemente ele ainda não havia mudado o repertório de insultos sobre seus amigos e o mesmo blá, blá, blá continuava. Como sempre Ron perdeu a paciência cedo e Hermione tentou usar de uma autoridade que ela não tinha.

Ele era o Chefe da Mui Antiga e Nobre Casa Potter, como Pretorian fazia questão de lembrá-lo todas as benditas noites quando o cumprimentava pelo titulo de Lord Potter, e por isso ele tinha que evitar conflitos com possíveis aliados ou pelo menos evitar que eles se tornassem inimigos em potencial. Além do que, querendo ou não o imbecil loiro era seu primo de certa forma, afinal a mãe do babaca foi uma Black, como Gina lhe contara, e ele era neto de uma Black.

Suspirando pesadamente ele levantou-se colocando o livro no bolso, ampliado magicamente, novamente e puxou Ron para longe dos brutamontes que eram Crabbe e Goyle, assim como tirou Hermione de perto de Malfoy que a olhava como se fosse menos que lixo.

-Malfoy! -ele disse em uma voz firme. –Eu realmente não sei qual o seu problema. Não pode ser pelo simples fato de que eu recusei sua amizade no passado, pois eu sei que sua família jamais aprovaria uma amizade com aquele que tirou o seu Lorde das Trevas Meio-Sangue do poder. Então eu realmente gostaria que, em nome do sangue Black que compartilhamos através de sua mãe Narcisa Black e minha avó Dórea Black, você nos deixe em paz.

-O que você está falando cicatriz? -o loiro perguntou. –Nós não somos parentes! -disse arrogantemente.

-Você como herdeiro da linha Malfoy está bastante desinformado, Draco. –o moreno comentou, inclinando a cabeça como uma criança curiosa. –Eu me pergunto como seu pai reagiria ao saber que o futuro Chefe da família é tão desinformado e se dá a espetáculos infantis como os que você constantemente faz. Eu não fui criado como você, Malfoy, sabendo todas as regras a serem seguidas, mas estou realmente me esforçando para fazer meu titulo herdado de Lorde Potter, Chefe da Mui Antiga e Nobre Casa Potter, valer a pena e não envergonhar minha linhagem. Eu sugiro que você contenha-se caso contrário terei que exigir reparação e você sabe o que isso quer dizer eu presumo.

-Você não pode!

-Sim, eu posso! -retorquiu. –Pela lei bruxa eu herdei o titulo ao completar onze anos Malfoy, e eu estou treinando duro para fazer os meus anos de atraso na educação social se extinguir rapidamente. –ele terminou e Malfoy saiu pálido com seus asseclas.

Harry voltou para seu lugar ignorando a pergunta muda dos seus amigos, ele estava de olho em uma coruja negra que se aproximava rapidamente do trem. Ele abriu a janela e ajudou o animal a entrar e pegou o grosso envelope com o brasão de Gringotes. Ele sorriu e agradeceu ao animal.

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Gina sentou-se na cabine de Luna Lovegood e suspirou cansada, Luna era sua amiga desde que se lembrava, tendo crescido relativamente próximas e sendo as únicas meninas bruxas da região das suas idades. Naquela manhã ela finalmente teve suas lembranças de volta e não era algo que ela queria recordar tão cedo.

-Os sonhos são lembranças dolorosas de um futuro que pode ser alterado. –a corvinal disse para ninguém especial.

-Temos que ter cuidado para não confundir pesadelos com lembranças e lembranças com visões. –a ruiva respondeu e a loira a sua frente lhe deu um sorriso conhecedor e acenou levemente com a cabeça.

-É bom ter você de volta Gina. –a loira disse, perdendo o ar sonhador.

-É bom estar de volta, Luna. –suspirou esfregando as laterais da testa. –Quando você voltou?

-Meu gatilho final foi quando você foi levada. E você?

-Luxor me ajudou a vir aos poucos. Pretorian está ajudando Harry.

-Sim, ele vai ter mais o que organizar. –a corvinal divagou. –Qual o plano agora?

-Luxor me disse que os outros estão perto de voltar, mas temos que esperar até o gatilho maior ser ativado. –a ruiva disse cansada.

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Sonhos. Imagens tão efêmeras, causadas pelo forte desejo de algo. Atualmente era nos sonhos e em sua certeza de inocência que o mantinha ciente do que ocorria a sua volta e lúcido o suficiente. Os sonhos que ele tinha nos últimos tempos eram tão reais que ele às vezes se pegava desejando que Rabicho realmente fosse encontrado apenas por uma foto em um jornal e que seu afilhado o perdoasse por ter sido tão tolo e imprudente, mas eram apenas sonhos.

Ele sentiu o frio diminuindo levemente, então mudou para sua forma humana. A portinhola superior abriu e olhos humanos o analisaram. Sirius permaneceu impassível com os olhos presos na parede a sua frente. Uma tigela com uma pasta nojenta foi jogada por uma porta inferior, o responsável pela gororoba afastou-se e o frio começou a voltar. Ele mudou para a forma canina, mas quando estava se aproximando da tigela um canto soou no ar, preenchendo seu coração com consolo, aquecendo-o por inteiro, então chamas brancas surgiram a sua frente e quando menos esperava as chamas o envolveu e tudo o que podia ver depois era um quarto na cor cinza azulado, antes da musica voltar e o colocar na inconsciência.

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Ela olhou para o homem a sua frente, com desgosto notou as roupas imundas e rasgadas. Ele estava visivelmente desnutrido e no limite de sua reserva mágica, ela sorriu para o belo pássaro branco que a ajudara nos últimos meses, primeiro em seus sonhos e depois pessoalmente. Ela não podia ouvir a bela Luxor em sua mente como Gina e Harry, mas ela podia sentir através do trinado o que a ave queria que ela fizesse. Era como brincar de adivinhar suas intenções, era divertido na maior parte das vezes, mas algumas ela tinha vontade de afogar o bendito pássaro.

Sua família não entendeu o motivo, quando ela anunciou no fim do seu sexto ano de que ela iria tirar algum tempo livre depois de Hogwarts, no começo nem ela mesma entendeu, era mais como uma forte sensação de que ela tinha que fazê-lo, por anos ela começou a guardar dinheiro da sua mesada e fazer trabalhos de tutoria na escola, então nos últimos meses antes de sair da escola os sonhos começaram. Ela no começo achou que estava pirando, mas acalmou-se quando a fênix começou a interagir com ela em seu sonho ajudando-a lentamente.

Agora ela estava longe de casa com a desculpa de viajar o mundo e descobrir se realmente queria ser uma auror, foi fácil conseguir uma ajuda financeira dos seus pais, afinal depois de onze N.O.M's e onze N.I.E.M's seus pais estavam dispostos a ajuda-la a fazer a melhor escolha. Também ajudou que a fênix branca apareceu alguns dias atrás com um vidro de sangue de basilisco, o que lhe rendeu uma grande quantia de galeões para que ela pudesse alugar a casa onde estava no momento. Sorriu quando a ave voltou com uma maleta de cinco compartimentos que deveriam ser de poções preso em suas garras e um bilhete no bico.

'Bem vinda de volta. Cuide bem do nosso amigo, as poções estão etiquetadas no primeiro e segundo compartimento e devem durar cerca de um mês, no terceiro e quarto compartimento há algumas coisas que ele deve precisar, no quinto há alguns galeões e dinheiro trouxa para vocês. Nossa amiga corvinal também voltou em tempo de ajudar. Fique bem. Oráculo'

Ela sorriu e abriu o terceiro compartimento, tirando algumas vestes e roupa íntima limpas. Com um movimento de varinha e mandando sua vergonha para longe, ela moveu a varinha e baniu as roupas imundas dele, alguns feitiços de limpeza depois e ele estava quase aceitável. Levitou o homem a sua frente e cortou seu longo cabelo emaranhado bem rente ao coro cabeludo, assim como sua barba foi cortada bem rente ao rosto, e trocou rapidamente os lençóis para abaixá-lo logo em seguida.

Ela fez o básico para deixá-lo mais confortável, pegou algumas poções e abriu sua boca, despejando algumas doses de poção de sono sem sonho, poção de nutrição e poção de reforço de magia. Ele ia precisar de pelo menos três doses diárias das duas ultimas poções pelas próximas semanas, mas Gina havia mandado o suficiente delas.

Nymphadora Tonks olhou-se no espelho ao lado dela e mudou os longos cabelos castanhos para um channel rosa chiclete. Com alguns outros acenos de varinha ela correu totalmente as finas cortinas brancas e parte das grossas azul escuro e deixando o lugar com meia luz. Ainda seria algum tempo até o anoitecer na Grécia e ela queria seu primo o mais confortável possível.

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Depois do pequeno confronto com Malfoy, e de receber a carta de Gringotes que ele aguardou por tanto tempo, ele foi interrogado pelos seus amigos. Ele deu respostas vagas e ocasionalmente desviou o assunto para outras coisas, como pedir as anotações de Hermione para recuperar o atraso pelo desleixo em seus dois primeiros anos, o que funcionou e depois desviou a atenção deles para uma partida de xadrez e snaps explosivo.

Edwiges chegou carregando sua gaiola quando eles chegaram a Londres, ele a colocou dentro, depois que seus amigos saíram, ele ficou para trás e expandiu o malão quando o colocou no chão novamente. Ele aproximou-se da família Weasley, a mãe de Ron o recebeu com um abraço quebra ossos e o pai dele deu um tapinha nas costas. Eles pareciam tensos, olhando de um lado para o outro como se preocupados com algo ou alguém, só depois que Gina e os gêmeos chegaram foi que eles relaxaram.

A caçula da família tinha o maldito sorriso "Frajola comeu Piu-Piu" e ele ficou em alerta. Os gêmeos riam familiarizados e sustentando sorrisos idênticos. Ele viu as sobrancelhas de Ron e seu pai subirem rapidamente e sua mãe crispar os olhos o que pareceu aumentar ainda mais os sorrisos dos três.

-O que vocês fizeram? -a matriarca ruiva perguntou.

-Mamãe! A senhora nos ofende. –um dos gêmeos disse.

-Sim, nós só estamos felizes em lhe ver. –completou o outro.

-Ou talvez nós simplesmente... –Gina disse dando um abraço no seu pai

-Vimos algo... –um dos gêmeos continuou.

-Que gostamos... –o outro completou.

-Muito! -e a ruivinha terminou.

Quando a senhora Weasley abriu a boca para falar uma explosão ocorreu dentro do trem e uma grande fumaça roxa começou a sair dos vagões onde geralmente os monitores ficavam e como eles eram os últimos a sair, pois verificavam se ninguém tinha ficado para trás, acabaram levando todo impacto, quando saíram estavam todos cobertos de uma gosma roxo fluorescente que era realmente brilhante. Os guardas da estação olharam atônitos por um momento para no outro correrem até os alunos para os ajudarem a se limpar, afinal ninguém poderia atravessar a barreira daquele jeito. Ele olhou para a ruiva que piscou divertida para ele. Vários colegas acenaram se despedindo à distância.

Ainda rindo com seus amigos e ouvindo os gêmeos serem repreendidos por uma senhora Weasley realmente zangada, por levarem sua menina para o mau caminho, eles atravessaram a barreira. Ele viu sua família ao longe e suspirou decepcionado. Gina o abraçou forte sussurrando que ele iria ter que aguentar pouco tempo e depois o deixou para ser abraçado por Hermione que ainda lhe lançava olhares estranhos aos dois.

Ele aproximou-se dos seus parentes e completamente ignorou os grunhidos do seu tio. Ele tinha apenas de manter a cabeça baixar e fingir ouvir tudo, depois ele tentaria lidar com eles. A viagem de volta foi rápida e silenciosa por sua parte, seus parentes estavam reclamando do incomodo de ter que pega-lo e perder tempo com ele. Ao chegarem na Rua dos Alfeneiros seu tio jogou seu malão dentro do armário e o trancou, logo sendo despachado para tirar as ervas daninhas do jardim.

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Acordou com a luz no rosto e estranhou. Estava quente, confortável e aconchegante, ele realmente sentia-se descasado como há muitos anos não se sentia. Ele moveu-se e sentiu lençóis macios abaixo e acima dele. Será que ele finalmente morreu? Ele se perguntou e abriu os olhos relutantemente.

Ele estava em um grande quarto azul claro com móveis na cor de caramelo. A luz vinha de uma imensa janela com cortinas azuis escuro abertas e finas cortinas brancas impedindo levemente a visão externa. Sirius sentou-se na cama onde estava e apoiou-se nos travesseiros fofos.

Onde ele estava? Como chegara ali? Quem o levou ali? O que queriam com ele?

Eram as principais perguntas que corriam por sua mente. Ele viu roupas limpas postas em uma cadeira ao lado e levantou-se só então notando que estava completamente nu. Suas sobrancelhas subiram e ele olhou em volta. Agora a situação estava mais estranha ainda. Se ele teve alguma diversão ele pelo menos gostaria de se lembrar.

Ele olhou uma porta à direita da cabeceira e viu um imenso banheiro totalmente completo com uma grande janela com uma vista deslumbrante de um mar de águas azul esverdeado, ele aproximou-se da janela como se hipnotizado e viu uma praia maravilhosa de areias brancas.

Sirius olhou melhor o banheiro onde estava, o lugar inteiro era pelo menos dez vezes o tamanho da sua cela em Azkaban, e ele estava feliz com isso, entre a banheira e a janela ele viu uma outra porta que ele imaginou ser onde ficava as roupas, ele abriu e viu uma espécie de sala toda em madeira com bancos em madeira e uma janela um pouco menor e de aparência mais grossa que do banheiro, ele fechou a porta e foi quando viu uma placa escrito sauna à seco . Pegando as roupas limpas no quarto ele voltou para o banheiro, colocou as peças sobre a pia e olhou-se no espelho, seu cabelo e barba estavam cortados bem rentes a sua pele, sua pele pálida e macilenta lhe dava uma aparência doentia e enlouquecida, ele viu frascos de xampu, sabonete líquido, óleos aromatizantes, espuma de barbear, poções cicatrizantes e poção pós-barba.

O ex-prisioneiro procurou pelas gavetas do aparador da pia e achou uma toalha de mão e a levou consigo para o chuveiro juntamente com o vidro de sabonete líquido e o xampu, foi um longo banho, onde todo o vidro de sabonete foi usado para tirar toda a sujeira da prisão bruxa e meio vidro de xampu foi usado para lavar o couro cabeludo.

Enrolando a toalha na cintura fina ele foi para a pia onde terminou de raspar a barba e o que sobrou do cabelo com uma navalha. Olhou os vidros em cima da pia e dentro das gavetas novamente, finalmente achou uma poção de crescimento capilar e aplicou algumas gotas na cabeça e espalhou em todo couro cabeludo; o efeito foi rápido e logo ele estava com fios nascendo e crescendo até os ombros magros.

Pegou as vestes e vestiu-se, pela primeira vez ele sentiu-se limpo e confortável em sabe-se lá quanto tempo ele esteve trancado. Ele saiu do banheiro e viu uma garota de não mais do que dezoito ou vinte anos de cabelos curtos e rosa-choque colocando o café em uma mesa na varanda no lado de fora do quarto.

-Bom dia, Sirius! -ela disse alegremente quando o viu parado na porta do banheiro. –Não lembra de mim? -ela perguntou e depois riu. –Nymphadora Tonks, filha de Andrômeda. –ela esclareceu e apontou para a mesa com várias frutas, pães, leite e uma infinidade de outros alimentos. –Fome?

-Sim. –ele acenou e com cuidado aproximou-se da mesa. –Como...

-Primeiro tome essa poção de nutrição e essa de reforço de magia. –ela disse lhe entregando dois frascos que ele encarou com suspeita. –Olha, se eu quisesse te matar eu teria te deixado em Azkaban para aquelas coisas te matarem aos poucos.

-Desculpe. –ele pediu com a voz rouca e tomou as poções.

-Bom garoto. Agora coma o máximo que puder e se possível um pouco de cada. –ela instruiu, ele apenas assentiu. –Agora respondendo a pergunta que você não terminou. Luxor tirou você de lá. Ela é um dos familiares de Gina Weasley. –a filha de sua prima explicou.

Tonks como ela gostava de ser chamada, lhe explicou que os sonhos que ele estava tendo não eram simplesmente sonhos, mas lembranças de uma vida já vivida e que ela iria ajudá-lo a relembrar de tudo, para que pudessem ajudar a mudar tudo o que viveram antes.

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Olhou para fora do seu quarto olhando as estufas da família. Uma pontada na nuca o fez cambalear apoiando-se na parede mais próxima, zonzo, tentou chegar até sua cama, mas a inconsciência o atingiu ele ouviu alguém gritar por ele, mas não sabia dizer quem era, somente a escuridão o envolvendo.

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Susan e Hannah foram escoltadas por dois aurores até o ministério da magia, pois o pai de Hannah e a tia de Susan estavam tendo problemas no ministério. Aparentemente um prisioneiro fugiu de Azkaban, da área de alta segurança. Ao chegarem ao ministério viram os vários cartazes de procurado exibiam a foto de Sirius Black, Hannah parou em choque, a próxima coisa que aconteceu foi à escuridão tomar conta dela.

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Era sua segunda noite na Rua dos Alfeneiros e Harry estava se segurando para não mandar a maldita proteção de sangue -que Pretorian lhe informou de existir alguns dias atrás- para o inferno. Naquele dia ele tinha descido para ser cumprimentado com o usual desprezo e ordens, sua tia lhe deu uma torrada com um pedaço pequeno de queijo e o mandou para "seus serviços".

Ele tinha adubado os canteiros de flores da sua tia, aparado a grama, pintado a cerca e lavado o carro do seu tio. Sua roupa estava suja de terra, suor e tinta, ele entrou pela cozinha e sua tia indicou uma tigela com uma sopa rala e fria com um pedaço pequeno de pão duro. Ele forçou-se a engolir aquilo e subiu para o quarto.

-Dobby. –ele chamou em voz baixa, assim que fechou a porta.

-Mestre... O que aconteceu com mestre? -o elfo apareceu com um estalo e perguntou ao ver seu estado.

-Meus parentes me forçam a trabalhar aqui. –ele disse dando de ombros. –Escute, eu preciso que você pegue meu malão no armário sob as escadas, ninguém pode te ver ou ouvir, está certo?

-Sim mestre. –o elfo disse e sumiu em um estalo.

Não demorou muito e o elfo voltou com o objeto, Harry pegou a varinha escondida no cós da calça e diminuiu o objeto o escondendo debaixo da cama, ordenou Dobby ir preparar um bom jantar para eles dois na cozinha do malão e depois saiu para tomar banho, de banho tomado, pegou um par de roupas velhas no armário e vestiu a contra gosto. Ele ouviu os Dursley se recolherem e puxou o malão do esconderijo. Com um toque de varinha o objeto se expandiu.

Harry tocou o ultimo fecho do malão e sentiu um calor aquecer sua mão, era um feitiço de reconhecimento, sibilando a ordem de abrir em língua de cobra, o fecho brilhou em prata então ele abriu a tampa. Ele pisou no fundo do malão e imediatamente começou a descer como um elevador trouxa. O 'elevador' parou no topo de uma escada em madeira negra que terminava em uma grande sala de estar, ligada a sala de jantar e cozinha, com exceção do piso e da escada, tudo eram branco, ele decoraria depois, segundo as instruções, ele deveria tocar a varinha em um móvel ou parede e dizer o nome da cor que queria. Os móveis também poderiam ser mudados de forma ao pronunciar a palavra mudar e pensar cuidadosamente como e onde a mudança seria. Ele não estaria fazendo o feitiço em si, tudo no malão já estava previamente encantado para mudar de acordo com seu gosto, ele só teria que imaginar e tocar com a varinha.

Ele aproximou-se da sala de jantar e viu uma grande quantidade de comida servida, peru assado, arroz à grega, salada de verduras, salada de legumes, salada de frutas, suco de abóbora, leite, ovos mexidos e a sua sobremesa favorita, torta de melado azedo. Seu estômago roncou alto, ele estava realmente faminto. O jovem bruxo convidou o seu elfo domestico para jantar com ele, pedido que foi recebido com olhos úmidos e olhar extasiados.

Depois de jantar, Harry dirigiu-se para uma porta lateral e caminhou para a biblioteca de Defesa e Arte das Trevas. Ele sentou-se na poltrona em frente à lareira e olhou para os pergaminhos na mesa de centro a sua frente. Pretorian o fez começar a escrever todas as suas lembranças para que ele começasse a juntar tudo em um grimório próprio, segundo a ave negra, Gina estava fazendo o mesmo com Luxor. O jovem bruxo fechou os olhos e deixou sua respiração abrandar, entrando lentamente em suas próprias lembranças.

Cada vez mais retrocedendo e desenterrando seu passado, ele conseguia ver bruxos a sua volta o observando e tentando passar despercebido, isso só servia para aumentar sua raiva e desconfiança de Dumbledore. O velho diretor sabia sobre sua vida, ele sabia o que ele passava e nunca fez nada para mudar isso. Ele abriu os olhos quando suas lembranças ficaram dolorosas demais para aguentar. O moreno respirou fundo e pegou pena e tinteiro, começou a escrever suas lembranças e o que ele conseguiu observar ao redor. Ele esperava que pudesse alcançar suas lembranças a respeito de seus pais. Seu familiar havia avisado que dificilmente ele vai ter uma lembrança mais clara a respeito dos seus três ou quatro primeiros anos de vida, mas ele queria tentar, ele queria ver e ouvir sua mãe e seu pai, ele queria tanto que doía.

Colocando a pena de lado ele releu tudo o que escreveu, sua prática em escrever com pena estava ajudando a melhorar sua caligrafia, agora não era mais um emaranhado de rabiscos e borrados de tinta, sua letra estava ficando mais pura e havia poucos borrados. Satisfeito com o progresso daquela noite, ele colocou o pergaminho com os outros em cima de uma das mesas de estudo e em seguida andou até a biblioteca de Aritmancia/Finanças onde a carta de Gringotes estava guardada juntamente com o pergaminho com as anotações sobre as habilidades herdadas.

FLASHBACK

Era mais de meia-noite quando todos do dormitório dormiram e ele pode finalmente descer para o Salão Comunal, tirando dois frascos com a poção do malão e a capa de invisibilidade saiu do dormitório e desceu para encontrar a ruiva esperando-o sentada na poltrona perto da lareira, ela estava perdida em uma conversa silenciosa com Luxor, ele sentou-se de frente para Gina e a olhou, um rastro de lágrimas marcava seu rosto.

A fênix branca o olhou e deu um trinado triste, passando sua cabeça suavemente pelo rosto da ruiva. Como se lamentando algo que a menina pensou. Com um flash de fogo branco a ave desapareceu, mas ele podia ouvir seu canto ecoar pelas paredes da torre. Gina secou o rosto e forçou um sorriso pra ele.

-Hei. –ela sussurrou o olhando. –Pronto para o teste? -perguntou desviando o olhar do rosto dele e pegando uma faca de prata.

-O que houve? -ele perguntou preocupado.

-Lembranças, só isso. –ela tentou fazer soar desinteressante, mas ele ouviu a quebra na voz.

-Você quer falar sobre isso? -ele perguntou, ela só negou com a cabeça.

-Vamos fazer o teste? -ela perguntou forçando entusiasmo.

Ele acenou concordando, quando ela quisesse falar com ele, ela o faria. Retirou os dois frascos do bolso da calça que usava e colocou sobre a mesinha entre eles. Harry observou com cuidado quando ela abriu um dos frascos e cortou o dedo dele com a faca, deixando o sangue pingar dentro do vidro até que a poção incolor mudou para a cor lilás-claro como o texto orientava; depois ela vedou novamente a poção e balançou o vidro algumas vezes até que a poção mudou novamente para uma cor vibrante de laranja, enquanto ele fazia um feitiço de cura simples.

Respirando fundo ela derramou a poção no pergaminho sobre a mesa e depois derramou um tinteiro. O pergaminho brilhou em várias cores enquanto a poção e a tinta se misturavam com ele e aos poucos uma lista começava a surgir.

'Duque Harry James Evans Potter, Sangue-Puro, Chefe da Mui Antiga e Nobre Casa Potter por nascimento, direito e sangue;

Pai: Duque James Charlus Black Potter, Sangue-Puro;

Avô Paterno : Duque Charlus Richard York Potter, Sangue-Puro.

Avó Paterna : Duquesa Dorea Cassiopéia Potter antes Black, Sangue-Puro.

Mãe: Lily Marguerite Rosalie Potter antes Evans, Sangue-Puro;

Avô Materno: Cristhofer Edward Poitiers Evans, Aborto.

Avó Materna: Catherine Elizabeth Rosalie Evans antes Juneu, Aborto.

Casas Por Direito de Conquista:

Chefe da Mui Antiga e Nobre Casa Slytherin;

Casas Por Herança:

Chefe da Mui Antiga e Nobre Casa Potter (Linhagem Bruxa);

Herdeiro da Mui Antiga e Nobre Casa dos Black (Em espera);

Casas Por Linhagem:

Chefe da Casa Evans (Linhagem Abortos / Bruxa) - Titulo passado somente para os descendentes de sangue bruxo;

Chefe da Mui Antiga e Nobre Casa Hitchens (Linhagem Abortos / Bruxa) - Titulo passado somente para os descendentes de sangue bruxo;

Chefe da Mui Antiga e Nobre Casa York (Linhagem Bruxa) – Duque de York – Titulo passado somente para os descendentes de sangue bruxo;

Chefe da Mui Antiga e Nobre Casa Poitiers (Linhagem Abortos / Bruxa) - Marquês de Crotone, Conde de Saint-Vailler, Visconde de l´Estoile, Barão de Clérieux, Barão de Sérignam – Títulos passados somente para os descendentes de sangue bruxo;

Chefe da Mui Antiga e Nobre Casa Potter (Linhagem Bruxa);

Habilidades Herdadas por Sangue:

Metamorfomagia – Herdado de Dórea Cassiopéia Potter antes Black (ativado parcialmente por magia acidental).

Ofidioglota – Herdado de Eivam Gaunt (ativado por magia negra).

Magia Elementar – Herdado de Jean Antoine Louis Poitiers (bloqueado por feitiço externo - atualmente desbloqueado).

Animagia – Herdado de James Charlus Black Potter (adormecido pela magia pessoal).

Empatia – Herdado por Charlus Richard York Potter (bloqueado por feitiço externo - atualmente desbloqueado).

Legilimência da Alma – Herdado por Catherine Elizabeth Rosalie Evans antes Juneu (bloqueado por feitiço externo - atualmente desbloqueado).'

FIM DO FLASHBACK

Harry abaixou o pergaminho com a lista de habilidades, sua maior surpresa foi descobrir que seus avós maternos eram abortos, Gina havia explicado que muitas famílias bruxas encorajam as crianças sem magia a viver fora do mundo mágico, como uma forma de poupar a criança a trabalhos que ninguém quer, e também como uma forma de esconder sua vergonha. Principalmente se os abortos são consequências por quebra de contratos ou juramentos mágicos.

Ela até chegou a explicar que mesmo sua família tinha preconceitos com abortos e de certa forma exilou um primo aborto, por parte da família da sua mãe, que agora vivia no mundo dos trouxas e trabalhava como contador. Tirando seus pensamentos da caçula da família ruiva, ele pegou a carta do Banco Gringotes e quebrou o lacre de cera.

'A Vossa Alteza Duque Harry James Potter - Duque de York - Pela Casa de York; Marquês de Crotone, Conde de Saint-Vailler, Visconde de l´Estoile, Barão de Clérieux, Barão de Sérignam - Pela Casa de Poitiers; Lord da Suprema Corte Bruxa e da Câmara dos Lordes Trouxa - Pela Casa Potter e Casa de York.'

'É com grande surpresa que recebemos sua carta direta. Tendo em vista que todos os nossos contatos foram feitos diretamente com seu tutor mágico Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore (Ordem de Merlim - primeira classe, Grande Feiticeiro, Bruxo Chefe da Suprema Corte, Cacique Supremo da Confederação Internacional de Bruxos, Diretor de Hogwarts).'

'Devido a natureza da sua carta, assumimos que todas as informações que passamos nos últimos anos não lhe foram re-passadas anteriormente, então juntamos todos os relatórios referentes as suas contas desde a época que Sua Alteza Duque Charlus Richard York Potter assumiu as finanças da família, segue também em anexo uma cópia da sua Árvore Genealógica, apenas bata com a varinha no centro e a tapeçaria irá expandir-se em sua totalidade, claro que os serviços prestados de coleta de informação e copia de tudo em anexo tiveram algum custo, mas que também está descrito nos livros de controle, também a serem expandidos por toque de varinha.'

'Pedimos que qualquer dúvida entre em contato diretamente com Rasmuri, Diretor Chefe do Departamento de Contas e Heranças e atual designado como protetor de vossa conta. Nosso assunto será mantido em total segredo, mesmo do seu guardião, até que o diga o contrário. Também segue em anexo um livro separado com os valores retirados e depositados em suas contas desde que se tornou o único membro de sua família.'

'Também em anexo segue os livros que pediu sobre explicações de como funciona a mudança de dinheiro não bruxo para o dinheiro bruxo, assim como suas taxas atualizadas e câmbio para outras moedas existentes.'

'É com grande prazer que apreciamos um jovem bruxo interessar-se por seu ouro e herança, devo informá-lo que desde seus onze anos Sua Graça encontra-se elegível para assumir suas responsabilidades, se lhe for de vontade, perante Gringotes. Devo alertar que ao assumir tais deveres para com o Banco Gringotes isso não o tornará automaticamente maior de idade perante o seu Ministério.'

'Embora já detenha seus títulos no momento que seus pais faleceram, só poderá pleitear sua emancipação a partir dos treze anos, idade de consentimento de acordo com a Lei 203-457 em vigor desde Janeiro de 1550 - não sendo mudada desde então-, porém para conseguir a emancipação são necessários alguns detalhes, maiores explicações podem ser encontradas em um livro em anexo sobre as Leis Bruxas.'

'Que seu ouro sempre flua,'

'Ragnok'

'Duende Chefe.'

'Diretor Administrativo de Gringotes.'

Ele virou o envelope sobre a mesa e doze livros grossos magicamente diminuídos caíram sobre a mesa, juntamente com uma tapeçaria de vinte centímetros, na cor verde claro, com bordas e linhas centrais na cor dourada. Um brasão estava localizado no centro superior, curioso, tocou a varinha na tapeçaria e o objeto flutuou a sua frente se expandindo e fixando-se sobre a parte superior da lareira.

O brasão era na cor vermelho sangue com um leão caramelo apoiado nas patas traseiras no lado direito e um cavalo branco empinado nas patas traseiras no lado esquerdo, as cabeças de perfil dava a impressão que um animal estava lutando com o outro, três elmos estavam sobre os animais, o do centro tinha uma coroa dourada acima dele, a coroa tinha uma cruz no centro e uma em cada lateral e entre elas uma espécie de folha, uma boina vermelha por cima e jóias na base da coroa, o elmo central estava aberto e os das laterais se inclinavam sobre cada animal. Plumas e lírios ornamentavam suavemente em volta e desciam pelas costas do leão e do cavalo, em baixo deles uma faixa dizia: 'Humilitas et servire dimicaret animus'. Ele anotou para pesquisar depois o significado. A tapeçaria tinha muitos nomes e muitos poucos com ligação dupla, que ele sabia, pelas aulas de biologia na escola trouxa, que eram casamentos consanguíneos.

Olhou para o velho relógio de pulso que foi de Duda, nove e meia. Harry pediu a Dobby para buscar um dicionário de latim que ele vira rapidamente entre os livros tirados da Sala Precisa. Tocou os livros do banco com a varinha e eles se expandiram em grossos e largos livros e começou a folhá-los, ele não entendia muito bem, mas pelo que parecia muitos cofres de investimentos e jazigos com móveis, livros e outros objetos guardados estavam em espera, sem render juros.

Ele olhou para o que parecia ser o mais velho dos livros e verificou que embora sua família tinha uma excelente situação financeira na época que seu avô assumiu as finanças; Charlus Potter havia conseguido multiplicar muito os números, que de acordo com o livro mais novo, poderia fazer os investimentos iniciais parecerem meros salários mensais de seu tio.

Algum tempo depois Harry Potter finalmente estava sentindo o peso da sua responsabilidade como Chefe da Casa Potter. Ao tentar estudar os números e descrições de tudo ao que tinha direito ele viu que teria que pedir ajuda de outra pessoa, alguém confiável e que poderia lhe explicar e ensinar tudo em detalhes, para que ele não colocasse tudo a perder. Ele pensaria nisso depois, ele decidiu fechando o livro que segurava e se recostando na cadeira passando as mãos no rosto.

-Mestre Harry precisa descansar senhor. –a voz de Dobby soou perto dele e ele olhou em volta, para ver o elfo organizando os livros que o banco mandara e o dicionário que ele pedira em cima da mesa de centro.

-Preciso aprender muita coisa, Dobby. –ele disse cansado. –Eu sou Chefe de várias casas e eu nunca fui ensinado sobre nada disso. –completou indicando os livros com um gesto largo de braços.

-Mestre Harry quer Dobby ensinar, senhor? -o elfo perguntou surpreendendo o jovem bruxo.

-Como? -perguntou espantado.

-Dobby ajudar tutores de jovem Malfoy, mestre Harry. –o elfo explicou balançando as orelhas, feliz em ajudar. –Dobby sabe tudo sobre comando de Antiga e Nobre Casa, senhor. Os Malfoy esperam que Casa Potter passe para comando da Casa Malfoy, eles esperam que mestre Harry Potter não leve nome adiante, então casa de mestre passa para antigo mestre de Dobby, senhor. –ele explicou e depois colocou as mãos na boca. –Dobby mal, Dobby mal! -exclamou batendo a cabeça na mesa.

-Dobby pare! -o moreno ordenou e o pequeno ser obedeceu. –Eu o proíbo de se machucar a menos que eu ordene. E eu ordeno que você me conte tudo o que sabe sobre as intenções dos Malfoy com a Casa Potter.

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Sentada no peitoral da janela, ela olhava a paisagem sem ver realmente. Desde que Luxor a ajudara a destrancar suas memórias que ela não conseguiu uma noite inteira de sono. Ela agora sabia que esse era um dos motivos para só agora as lembranças voltarem, ela teria uma desculpa perfeita para seus pesadelos, secou o rosto com as mãos tremulas. Mãos que verteriam muito sangue inimigo se o futuro não fosse mudado.

Gina voltou para dentro do quarto e saiu com cuidado para o corredor, sua mãe estava na cozinha então ela teria quer ter muito cuidado para não ser ouvida. Por sorte seus irmãos estavam no lado de fora desgnomizando o jardim. Apontando a varinha de sua avó para o alçapão do sótão fez a porta abrir e a escada descer o mais silenciosa possível, ouviu com cuidado a sua volta e acalmou-se ao ouvir sua mãe usando as panelas.

A ruiva subiu as escadas rapidamente, mas antes de entrar no local acendeu a varinha com feitiço Lumos Solem, imitando os raios solares, ela ouviu o Ghoul resmungar e se arrastar para um canto escuro. Luxor apareceu em um clarão de luz e pousou em seu ombro, a ave emitia um brilho prateado próprio. Ela direcionou sua varinha em sua volta e viu o que o ser do sótão guardava. Cinco grandes malões de nove fechos, eles pareciam ter por volta de cem anos ou algo assim e dois outros malões comuns que pareciam bem mais antigos.

Quatro dos malões "mais novos" eram de madeira escura com cobras detalhes de prata nos cantos e nos fechos, as alças eram circulares em uma cadeia de nós celtas, o quinto malão era em cor caramelo queimado com detalhes em bronze, mas nos lugares das cobras, somente laços triplos enfeitavam seus cantos, as alças eram argolas simples. Os dois malões mais antigos eram de madeira avermelhada e sem muitos detalhes, as alças argoladas eram de ferro fundido, assim como os detalhes nos cantos.

Luxor voou para os malões e com alguns clarões de idas e vindas, todos os objetos estavam fora do sótão. A caçula Weasley desceu a escada novamente e fez a porta se fechar com um aceno de varinha, soltou o ar que ele nem ao menos notou que segurava e olhou em volta, tudo igual a quando ela subiu.

Voltou para seu quarto e abriu os malões mais novos e os olhou por dentro. Eles eram quase iguais ao que Harry havia comprado, a diferença desses eram que todos eram grandes bibliotecas com apenas uma lareira, uma pequena sala intima e uma grande mesa de estudo em cada biblioteca, vários outros malões com diferentes quantidades de fechos estavam dentro das bibliotecas.

Em seu outro futuro, ela só havia descoberto os malões tarde demais, quando estavam limpando os restos queimados da Toca, o único livro que escapou das chamas foi um dos grimórios de sua avó Cedrella, onde havia algumas informações realmente interessantes pena que estavam incompletas, já que o grimório que o completava foi perdido pelas chamas.

Muitos condenavam a casa Sonserina por serem das trevas, e até mesmo sua família fazia isso. Ela achava muita hipocrisia, já que sua avó foi uma Sonserina. Mas os membros da casa das cobras só eram mais focados em seus objetivos, eles determinavam o que queriam e iam por todos os caminhos para conseguirem. É verdade que muitos se perdiam para o mal, mas hei muitos outros das outras casas também caiam em tentação.

Ela voltou para seu quarto e diminuiu os malões para o tamanho de caixas sapos de chocolates e os guardou em sua mesinha de cabeceira, enfeitiçando a gaveta para manter seus irmãos longe dos malões e do seu grimório que também estava na gaveta. O som de passos se aproximando alertou-a da chegada de alguém. Rapidamente sentou-se em frente a penteadeira e tentou disfarçar os olhos vermelhos.

-Gina, mamãe mandou descer para o almoço! –a voz de Ron soou na porta e logo os passos soaram se distanciando apressados, nem mesmo esperando uma resposta.

Uma explosão escura apareceu, anunciando a chegada de Pretorian, a ave negra deixou um bilhete em sua cama e desapareceu.

'Se puder, me encontre hoje à meia-noite em frente Gringotes.'

N.A: Obrigada aos que estão lendo minha fic, por favor comentem ok? bjs