Disclamair: Harry Potter não me pertence, essa fic é feita apenas para diversão, não estou ganhando nada com isso.
OBS: Se vocês acharem algum erro ortográfico por favor me avisem para que eu possa corrigir. Obrigada.
" Itálico com aspas " = comunicação telepática com as fênixes.
' itálico e sublinhado com apóstrofo' = leitura de algum livro/grimório/bilhete/carta.
Itálico com a palavra FLASHBACK = lembranças atuais ou outra linha do tempo
Somente itálico = sonho/ visão.
"Itálico em negrito com aspas" = língua de cobra.
CAP: 05 – Caos Organizado?
Neville jogou-se contra sua cama com um suspiro cansado, fazia uma semana desde que chegara em casa de Hogwarts e quase cinco dias da explosão de magia onde suas reservas de magias foram exauridas ao máximo. Quando acordara suas memórias estavam desordenadas e ele acreditou por um momento que estava no circulo de pedra de Hogwarts fazendo o ritual que acharam na biblioteca subterrânea da família Lovegood.
Então quando viu a falecida Augusta Longbottom a seus pés, conversando com medi-bruxos, ele decidiu ficar calado e fingiu pensar que tinha seis anos e que seu tio-avô Algi o jogara no lago. A reação da velha Augusta foi cruelmente satisfatória, ele sabia que era injusto, mas hei, ela nunca foi justa com ele enquanto crescia, foi pouco antes de sua morte que ela realmente começou a vê-lo como Neville e não como Frank e foi somente porque Luna havia encontrado uma "poção negra" na biblioteca da sua família e, juntamente com Legilimência, reconstruiu a sanidade dos seus pais. Infelizmente menos de três anos depois, Augusta pereceu ao lado dos recém reintegrados membros da Ordem da Fênix, Frank e Alice Longbottom.
Vamos apenas dizer que depois ele não se importou muito em começar a derramar sangue dos comensais e muito menos torturá-los, depois da forma como mataram sua irmã em tudo, menos sangue, Ginevra Weasley que naquele dia ajudava sua esposa Hannah Longbottom, antes Abbott, a ter seu primogênito. Foi depois dessas mortes que ele e Harry afundaram mais baixo em sua dor e resolveram não ter mais piedade com ninguém.
Esse era seu primeiro dia fora de e havia sido difícil fingir que estava tudo bem quando na realidade ele sabia que outros países já teriam resolvido mais de noventa por cento dos problemas daquele hospital com algumas poções e feitiços. Mas a arrogância de Fudge, o preconceito com ofidioglotas e os chamados "feitiços e poções escuras" estavam barrando e condenando todas aquelas pessoas a vidas incompletas.
Respirou profundo e lentamente, tentando reorganizar suas memórias em ordem cronológica e esconder as "lembranças negras". Ele não soube quanto tempo sua meditação durou e nem quando se transformou em sono e em sonhos. Só que quando acordou, era duas da tarde do dia seguinte e um medi-bruxo o examinava com sua avó do lado.
-Avó? O que está havendo? -Neville perguntou resolvendo se fazer de desentendido e fingir que nunca teve desgaste mágico.
-Você não acordava jovem senhor Longbottom. Eu vim apenas me certificar de que estava tudo bem. –o homem falou, Augusta estava estranhamente... Nervosa? Ao fundo do seu quarto, sentada na sua cadeira da escrivaninha. –O que você se lembra? -ele perguntou.
-Hum... Eu estava olhando para as estufas e hum... –ele fingiu confusão. –E depois quando fui me trocar para o almoço... Eu meio que escorreguei eu acho. –mentiu descaradamente. –E depois senti essa pancada e acordei agora.
-Não tentou nenhuma magia, nem foi atacado ou algo assim? -o curandeiro insistiu.
-Hum... Não que eu lembre. –ele deu de ombros e passou a mão pela parte de trás do pescoço. –Mas eu lembro de ter sentido esse calor sendo puxado de mim e a sensação das pernas tremerem. –deu de ombros como se não fosse nada importante.
-Eu vejo. –concordou e virou-se para sua avó. –Creio que a exaustão mágica do seu neto foi devido o corpo combater alguma doença mágica, Lady Longbottom. Acho que a doença era mais forte do que a magia do seu neto podia deter no momento por isso tivemos o pequeno problema, mas agora sua reserva mágica e lembranças parecem estar ok. –Neville teve que morder a língua para não dar uma resposta atravessada ao chamado medi-bruxo.
-Obrigada, curador Halawey. –a velha bruxa agradeceu. –Neville fique aqui descansando, vou mandar Luli lhe trazer o almoço. –ela ordenou e saiu com o curador.
Ele suspirou pesadamente e jogou-se nos travesseiros. O urubu velho iria ficar de olho nele por um tempo, mas era um preço pequeno a se pagar para ter suas memórias do futuro de volta, sorriu levitando pena e pergaminho para sua cama. 'Ah! As maravilhas de poder fazer magia sem varinha de novo'. Pensou sentindo-se um pouco cansado, ele teria que reeducar seu corpo a não depender de um pedaço de madeira, o jovem grifinório começou a escrever suas cartas. Se o feitiço dera certo, sua Hannah devia ter suas lembranças de voltar pouco antes dele ter acordado com as dele.
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A festa do casamento de Bill havia sido interrompida pelo ataque de comensais da morte. Ela conseguiu ver Harry correr com Rony e Hermione para a linha das arvores, pouco antes dela ser empurrada para o chão por alguém. Ela tentou levantar-se, mas a dor de mil facas a acertou, ela tinha plena consciência de que estava gritando mais do que suas forças permitiam, seu corpo convulsionou no chão e lágrimas quentes escorriam pelo rosto.
-Vejam só o que temos aqui. –uma voz de homem disse, ela viu a figura encapuzada de pé perto dela. –Vamos ver o que você tem aí, princesinha.
Ela foi torturada até que ela não tinha mais forças para levantar um dedo. Vergonha, nojo e ódio a preencheram quando ela teve seu vestido e peças íntimas rasgadas. Ela podia ouvir gritos ao fundo, gritos de tortura e de súplicas enquanto o maldito mascarado a violava, tirando sua virgindade e sujando sua pele com sua semente podre. Durante toda a noite ela e mais outras foram violentadas e torturadas pela cruciatus por comensais que repetidamente zombavam deles. Seus pais foram estripados vivos na sua frente, assim como alguns de seus outros familiares que não conseguiram fugir. Ela estava jogada no chão como um brinquedo quebrado, ouviu os comensais se divertirem usando inúmeras maldições negras para matar sua família e amigos, foi quando o fogo começou primeiro era um circulo perfeito a sua volta, chamas negras começaram a dançar selvagens, furiosas, vingativas, como se exigindo reparação pelos crimes cometidos, logo tudo e todos queimavam entre as chamas. Ela ia morrer, ela não ligava, mas ela ia levar tantos quantos podia. Ela podia ouvir o desespero dos comensais tentando aparatar e fazer chaves de portal, tentando quebrar as janelas e portas, não. Ela não permitiria, ela ia matar um por um, cada monstro que ousou violá-la, cada um que a torturou e torturou sua família, cada ser nojento que possuía a marca de Riddle. A casa desabou sobre todos os enterrando nas chamas.
-NÃO! -a ruiva acordou tremendo, braços tentaram abraça-la, mas ela pulou longe se encostando sobre a cabeceira.
-Tudo bem, filha. Já passou, foi só um pesadelo. –a voz de Molly Weasley tentou acalma-la, ao fundo algo soou quebrando.
A ruiva voltou os olhos torturados para a figura redonda ao seu lado. Ela piscou algumas vezes tentando ver através das lágrimas que caiam em abundancia. Gina podia ver seu pai e irmãos parados na porta a observando assustados, alguns objetos voavam pelo quarto. Vivos, eles ainda estavam vivos, ela constatou se acalmado um pouco, ela sentiu sua mãe a tocar levemente e encolheu-se instintivamente, os objetos caíram no chão quando sua magia começou a acalmar. Haviam sido anos depois do casamento de Gui que ela permitira alguém encostar novamente em sua pele, mas reviver o dia em seu pesadelo a fez sentir-se suja novamente, indigna de contato com mais alguém.
-Filha. –Molly começou. –Você quer conversar? -a bruxa mais velha perguntou, a caçula da família apenas negou com a cabeça, ela sabia o que estava acontecendo e ela não daria armas para o velho manipulador que era Dumbledore, não mais do que seus pesadelos já dariam, mesmo sem sua família saber os detalhes. –Filha...
-Me deixa só. –ela sussurrou apertando os joelhos contra o peito e os abraçando.
-Gina, querida... –Arthur começou.
-EU DISSE PRA ME DEIXAR SÓ! -ela gritou fazendo sua magia jogá-los para fora do quarto e fechar a porta, ela afundou os dedos nos cabelos e chorou mais alto, a dor fantasma da cruciatus vibrava em sua memória, ela quase podia sentir a maldição novamente, assim como quase podia sentir os corpos daqueles malditos sobre ela, esfregando seus corpos no dela e a possuindo repetidamente um após o outro, novamente sua magia fez os objetos no quarto levitarem descontroladamente em volta dela.
Luxor apareceu em sua cama e a olhou tristemente, ela podia ouvir sua família bater na porta tentando abrir para vê-la, mas ela não podia, não conseguia olhar para eles e não ver seus corpos mortos e desfigurados, cada um com um destino sangrento. A ruiva chorou até adormecer, ela não viu quando sua família finalmente conseguiu entrar no quarto e ofegaram ao ver o caos de objetos quebrados pelo lugar e a bela fênix branca trinando e protegendo a menina da magia acidental, ela não viu quando um excitado e ao mesmo tempo assustado Percy Weasley chamou Dumbledore a sua casa e nem quando o diretor chegou, e nem viu o olhar cobiçoso que ele deu a sua familiar.
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-Humildade para servir e coragem para lutar. –Harry leu a tradução do lema da sua família, ele deveria ter feito isso alguns dias atrás, mas ele simplesmente não conseguiu tempo, entre suas lições com Dobby, que realmente sabia muito sobre Casas Antigas e Nobres, conseguir tutores através de Gringotes, suas aulas com Luxor, as tarefas de Hogwarts e a que seus parentes lhe davam, ele mal sabia como ele tinha tempo para comer e dormir.
E por falar em comer, o elfo doméstico era realmente muito útil e entusiasmado em sua nova dieta. Ele sorriu aproveitando o sanduíche realmente divino que o elfo fez. Sua tia Petúnia morreria se descobrisse que ele estava comendo todos os dias e no mínimo seis vezes ao dia – o elfo estava determinado a ver seu mestre bem alimentado, nem que pra isso ele tinha que se esgueirar entre os arbustos para lhe dar um lanche - e com alimentos que ela geralmente reservava apenas para jantares de negócio extremamente importantes para Valter, como queijo de búfala, tomates secos, cogumelos, peru, morangos, amoras, lagosta, salmão e vários outros alimentos que os trouxas achavam realmente caros, além dos mimos do mundo bruxo, como hidromel envelhecido em carvalho, vinho de elfo silvestre, algumas carnes mágicas que faziam você sentir cada pedaço do seu corpo explodir em sensações de bem estar e etc.
Olhou para o relógio e viu que já era quase meia-noite, sorriu e relaxou se preparando para mais uma vez observar suas lembranças. Ao contrario do que Pretorian achava, ele realmente foi capaz de ver algumas das suas lembranças de quando seus pais estavam vivos. Seu pai era um brincalhão e o queria no caminho da traquinagem desde cedo. Harry riu ao lembrar do rosto do seu pai ao colocá-lo em cima de uma vassoura pela primeira vez e foi pego pela sua mãe. Ele podia sentir cada pedaço do amor deles. O moreno achava que era seu dom empático aflorando quando pequeno.
Com um grande sorriso ele abriu os olhos para se encontrar em sua cama na rua dos Alfeneiros. Ele devia ter dormido e Dobby o levara para fora do malão. Ele levantou-se da cama quando ouviu a porta ser aberta. Uma imagem de se mesmo mais alto e triste apareceu na porta, ele tinha os cabelos na altura dos ombros e presos em um rabo de cavalo baixo, suas roupas não pareciam mais ser as velhas de seu primo, mas novas e de caimento ideal Ao seu lado a versão mais velha de Gina apareceu. A ruiva vestia roupas escuras, seus cabelos estavam longos e soltos com largas ondas e uns poucos cachos nas pontas, seu cabelo ruivo estava em tons de roxo e lilás a partir do meio dos fios e terminavam em tom de negro azulado.
-Tem certeza que quer ficar aqui? -ela perguntou, seu tom de voz era frio e impessoal.
-Os comensais não sabem que a casa ainda está de pé. –sua versão mais velha disse, tirando uma caixa pequena e a colocando nos pés da cama, com um estalar de dedos a caixa se transformou em um malão. –Podemos ficar aqui e reagrupar no ponto de encontro na data marcada.
-Você sabe que eu vou ter que ir até o circulo de pedra logo para recarregar a pulseira. –a 'ruiva' disse mostrando um bracelete de cobre.
-Gina...eu...
-Não foi culpa sua que eu perdi o controle dos meus poderes Harry. –ela o cortou cruzando os braços.
-Sim, foi! Se eu não tivesse deixado você...
-Sim, se você não tivesse me deixado, você podia ter me protegido! Sim, foi culpa sua que os comensais me torturaram até quase me deixar louca! Sim, foi culpa sua que eu estou marcada pelo resto da minha vida com essas malditas cicatrizes! Sim, foi culpa sua que eu fui violada pelos bastardos e foi culpa sua que eu tive que mata-los e queimar a minha casa! -ela falou furiosa. –Agora está feliz em assumir a culpa pela porcaria de inferno que minha vida se tornou?
-Gina...
-Não! Você se acha muito não é Potter? -perguntou venenosa, o Harry de doze anos se lembrou do tom que Snape usava para falar com ele. –O poderoso Harry Potter é responsável por tudo de ruim que acontece na vida das pessoas. O grande Potter que demorou seis anos para notar que eu sou uma garota, o perfeito Potter que só me notou porque o maldito Dumbledore o encharcou com poções do amor e feitiços de compulsão. O maravilhoso Potter que nunca notou nada nem ninguém a menos que o afetasse diretamente.
-Você não está sendo justa! -ele a interrompeu.
-Justa? Você é que não está sendo justo! -ela acusou. –Minha família morreu lutando porque acreditou que era o certo a fazer, e é a coisa certa a fazer, mas não se ganha uma guerra sem matar e eles não tinham aprendido isso até que fosse tarde demais! Nós escolhemos isso e você não vai menosprezar nossas escolhas!
-Eu não estou menosprezando Gina, mas se vocês não fossem envolvidos comigo...
-Nós teríamos entrado na guerra da mesma forma! -ela gritou e saiu do seu quarto batendo a porta.
Sua versão mais velha chutou a porta e deslizou para o chão segurando as mãos na cabeça.
Abriu os olhos sentindo a dor e arrependimento da sua versão mais velha. Dumbledore o havia colocado sob feitiço de compulsão e poção do amor? Porque ele fizera isso? Olhou em volta e se viu ainda na poltrona da biblioteca de Aritmancia no seu malão. Pretorian estava empoleirado na poltrona a sua frente o olhando pacientemente.
"Olá, Lord Potter. Pela sua magia percebo que suas memórias do futuro já foram liberadas" a ave negra falou telepaticamente com ele.
-Isso é meu futuro? -ele perguntou temeroso. –Gina, ela...
"Sim, jovem Lord, a menina foi muito machucada naquela época, mas esse é um dos motivos para qual você voltou" Pretorian disse. "Agora vamos nos concentrar em organizar suas memórias do futuro". Seu familiar informou. "Anote a visão que você teve, mas não no grimório, apenas em pergaminhos separados, você vai ter reorganizar as anotações depois, e haverá memórias que não serão suas, quando chegar a hora você vai descobrir de quem são".
A fênix sumiu em chamas negras, deixando-o anotar sua mais recente memória. Harry percebeu a cada linha que escrevia que ele não deveria esperar boas lembranças do seu futuro e esperava que ele realmente poderia impedir a dor que ele viu nos olhos da ruiva. Olhando para o relógio em seu pulso ele viu que era pouco mais das cinco da manhã. Pegou um outro pergaminho e começou a escrever uma carta para Gina. Ele esperava que ela pudesse receber sem ser vista, segundo Luxor lhe informou, estava difícil ela sair das vistas da sua família, ela nem ao menos conseguiu ir a Gringotes na outra noite, mas pelo menos seus familiares ainda podiam levar suas cartas sem serem vistos.
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Luna saiu calmamente da biblioteca subterrânea em sua casa, ela mal segurava o livro muito grosso, largo e comprido e de aparência muito velha. Ela sabia exatamente qual era sua parte da missão, ela teria que re-traduzir todas as anotações de sua muitas vezes tataravó Lucíola Swanson. Lucíola foi uma bruxa nascida trouxa e uma das damas da corte que ajudaram ao Príncipe Edward – por direito Rei Edward V - e o Duque Richard de York a fugirem da torre de Londres durante a Guerra das Rosas, que ao contrário do que muitos pensavam, havia sido uma guerra bruxa pelo trono Inglês, mas no fim ficou acordado que uma parte esquecida de abortos de ambas as famílias, que haviam se unido alguns anos antes, iriam assumir o comando do Reino Unido, assim, Henry Tudor - que escondeu o príncipe e o duque sob proteção no mundo bruxo- liderou uma revolta que assumiu o trono.
Ela respirou aliviada ao colocar o livro sobre sua cama, ela realmente esperava que Harry havia conseguido reaver suas memórias e providenciasse os tutores para que pudessem estudar História da Magia e Poções como um "grupo de estudos", uma das partes do plano era tirar o mundo bruxo do atraso em História que Binns os afundou, e o atraso com mestres de Poções, medi-bruxos e aurores que Snape provocou com seu humor ácido que desencorajava qualquer um a seguir os N.I.E.M's do assunto dele.
Honestamente, o fantasma era tão obcecado em mostrar os duendes como sendo a escória do mundo, que se esquecia de mostrar o real motivo por trás das guerras e principalmente esquecia que a História não era feita somente de Guerras de Duendes.
E Snape, francamente, ele podia ser o melhor mestre de poções desde sabe-se lá quanto tempo, mas ele era uma merda no que se tratava de ensinar realmente a qualquer um. Tal teoria foi provada quando Neville, Gina e Harry se tornaram exímios medi-bruxos e mestres de poções não licenciados, já que a resistência vivia na clandestinidade, na sua outra linha de tempo, depois que começaram a estudar o assunto por conta própria.
A loira corvinal prendeu os fios loiros em um coque alto e pegou pena e pergaminhos, abrindo o livro na última página. Luna sorriu ao colocar o livro deitado com a lombada para cima. Lucíola havia sido um tanto paranóica e escreveu suas descobertas de modo que olhos descuidados não veriam as Runas Célticas escritas de trás para frente, deitadas na horizontal e com algumas linhas encobertas que só seriam mostradas se a própria magia do livro detectasse boas intenções no leitor.
Acomodando-se melhor na cama e pré-enfeitiçando o pergaminho, ela começou a traduzir as anotações. Ela queria mais do que tudo ir diretamente para a página onde estavam as poções para os Longbottom, mas ela só poderia fazer isso depois de receberem a confirmação das lembranças de Neville voltaram totalmente, afinal somente ele poderia dar as poções sem ser pego pelos medi-bruxos. Então, enquanto a confirmação não chegava, ela ia adiantando as traduções calmamente.
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Ron acordou com seu estomago roncando alto e a luz do sol iluminando quase todo seu quarto. Os últimos dias desde que chegaram da escola haviam sido confusos, os constantes pesadelos de sua irmã, estavam começando a irritá-lo. Por que ela simplesmente não parava de gritar?
A coisa toda já havia passado, ela estava bem, não tinha motivos para tanto escândalo. Ou talvez ela só quisesse chamar a atenção de seus pais, como se já não bastasse ela ter virado a cabeça de Harry, praticamente roubando seu melhor amigo. Ela nem falava com ele antes, por que tinha que começar a falar agora? Hoje ele teria uma séria conversa com ela e exigiria para deixar seu amigo em paz. Harry não precisava de uma garotinha estúpida ao seu redor tentando chamar sua atenção.
E depois havia aquela ave estranha, ele e os gêmeos ouviram seus pais conversarem com Dumbledore e descobriram que o bicho era uma fênix branca, aves mais raras do que as fênixes vermelhas comuns. O diretor achava que Gina não sabia da ave, já que elas raramente se mostravam aos seus escolhidos, pelo menos era o que ele disse e os orientou a não falar com ela sobre isso. Internamente Ron concordava, seria só uma coisa a mais para ela fazer alarde.
Depois de tomar banho e vestir uma roupa confortável, ele desceu para comer, o almoço já estava na mesa.
-Finalmente acordou, Ron, já estava indo para verificar se estava doente. –sua mãe falou terminando de colocar alguma comida em uma bandeja, enquanto ele se sentava e começava a colocar comida em seu prato. –Fred querido, pode levar isso pra sua irmã? Ela não comeu nada no café da manhã.
-Claro mãe. –os gêmeos falaram juntos.
-Mãe, talvez devemos levar Gina para , para um medi...
-Sua irmã não vai a lugar algum Percival! Ela só precisa de tempo para se recuperar. Tenho certeza que com nosso carinho e atenção ela vai ficar bem. –ela disse e completou diante do olhar incrédulo de Percy. –Professor Dumbledore concorda com isso, além do mais, isso iria marcar sua irmã para o resto da vida. Sabe o que as pessoas acham de quem vê um medi-bruxo de mentes.
-Começando com a nossa própria família, certo mamãe. –uma voz fria soou e todos olharam para as escadas.
Gina havia descido, mas ela estava usando roupas pretas, seu cabelos estavam presos e ela parecia que tinha virado a noite acordada.
-Filha que bom que acordou. –Molly avançou e puxou-a para um abraço não correspondido.
-Eu vou lá pra fora. –ela disse.
-Você vai almoçar antes mocinha. –ele viu como sua mãe tentou forçá-la a ir para a mesa, ele apertou os talheres mais fortemente, sua irmã estava novamente fazendo cena pra chamar atenção.
-Não estou com fome. –ouviu Gina dizer, ele a olhou.
Por que ela estava fazendo isso? Ela já tinha atenção suficiente sendo a única menina da família. Por que ela não parava de tentar chamar a atenção com essas cenas? Ele olhou para os gêmeos que pareciam igualmente confusos, eles ainda estavam segurando a bandeja com o almoço dela.
-Você vai sentar e vai comer Ginevra Weasley! -sua mãe exclamou apontando para a cadeira.
-Você não pode me obrigar a comer! -a menina rebateu no mesmo tom, ele e seus irmãos ofegara, nunca ninguém havia enfrentado sua mãe assim.
-Olá, família! -a voz do seu pai interrompeu o que quer que sua mãe ia falar. –Novidades excelentes! -ele continuou não notando ou fingindo não notar a tensão entre as duas bruxas. –Ganhamos na loteria bruxa! Em dois dias vamos para o Egito o que acham?!
A noticia que ele deu tirou todos do mal estar e foram comemorando, mas Ron notou que Gina não parecia surpresa com isso, na verdade ela parecia como se já esperando a noticia, ele não achou que mais alguém notou, mas os olhos da caçula mudaram ligeiramente para uma cor de dourado e voltaram para o tom de costume, ele balançou a cabeça, devia ter sido reflexo da luz.
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Hermione Granger gostava de dizer e provar o quanto ela era racional e observadora. Nos últimos dias após Harry ter resgatado Gina da câmara ele havia mudado. Algo havia acontecido lá que transformou seu melhor amigo de um garoto tímido e recluso em um garoto que agora falava com todos e tentava fazer o máximo de amizade possível, sem falar na quantidade quase igual a dela de livros para estudo.
Ela sabia que tinha algo haver com o fato de Gina ter lhe falado sobre sua posição de Chefe da Casa Potter... Gina... A irmã caçula do seu outro amigo, tinha algo sobre a menina que a incomodava, mas ela não sabia o que era, porém, algo dizia que ser possuída por Você-Sabe-Quem não era o único segredo da ruiva, era algo que Harry sabia, talvez algo que ele sem querer descobriu na câmara ou algo assim. Essa sensação estava lhe incomodando desde que percebeu que ele e Gina estavam se encontrando durante a noite no Salão Comunal. Ela não havia falado nada pois pensou que Harry viria a ela e Ron como aconteceu antes quando algo complicado o perturbava, mas ele nunca veio.
A grifinória também havia notado que durante grandes períodos de tempo Harry e Gina sumiam e voltavam cansados, mas com um brilho estranho nos olhos, como se estivessem armando a maior travessura do século ou algo assim. Hermione só esperava que o que quer que estavam fazendo não acabaria com o seu amigo expulso da escola. Ela voltou sua atenção para seu ensaio de transfiguração e suspirou acrescentando mais algumas linhas.
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Os dias iam passando e Harry ia reorganizando suas memórias do futuro, ele já tinha conseguido reorganizar seu terceiro ano do outro cronograma, às vezes até acontecendo algumas coincidências interessantes, como quando ele tinha acabado de ver a memória do seu tio avisando sobre a chegada de Marge e ao descer para o café, ele recebeu a noticia novamente, isso foi na semana anterior, agora faltava pouco para seu aniversário e ele realmente não iria ficar dos seus parentes em mais um aniversário.
Ele ainda não havia descoberto o que havia acontecido na câmara, mas fosse lá o que ocorrera fez com que sua mente em geral ficar muito mais rápida e clara do que antes, ele já havia lido dezenas de livros e estava quase alcançando o conhecimento que ele teria se tivesse sido criado no mundo mágico, mas ainda tinha muito o que ler.
O grifinório tinha acabado de ver algumas lembranças do seu 'eu adulto' e anota-las em um pergaminho, ele tentaria organizar as anotações depois. Olhou para o relógio de cabeceira, vinte pra meia-noite. Ele estava extremamente ansioso. As três semanas para recarregar as proteções da sua mãe já se passaram e ele poderia sair da casa sem afetar as barreiras de sangue, que ele e Pretorian notaram que não haviam mudado nem para mais fraco ou mais forte desde a sua chegada e era algo Harry teria que verificar depois. Ele iria para uma das propriedades da sua família e esperaria uma carta de Gina quando ela e sua família voltassem do Egito, de acordo com suas lembranças os Weasley foram para o Egito há quatro dias, o que foi confirmado pela caçula Weasley por um bilhete via Luxor. E assim como nas suas lembranças, Ron não avisou sobre isso ainda, será que ele ia receber o recorte de jornal novamente no seu aniversário?
Harry deu de ombros e concentrou-se em ler as ultimas páginas do grimório em suas mãos. Ele teria muito que fazer sobre seu dom ofidioglota e sua posição de Chefe da família, olhou para o relógio da cabeceira, as novas poções de nutrientes e reforço de magia ainda teriam que cozinhar mais setenta e cinco horas, trinta minutos e doze segundos. Ele deitou na cama e suspirou pensando nos acontecimentos recentes, ele tinha descoberto muita informação que segundo as memórias, ele só veio a descobrir depois que os duendes se juntaram a resistência e mesmo assim, havia coisas que só agora foram reveladas pelos documentos que foram perdidos na guerra. Pensou novamente no encontro que teve em Gringotes naquele dia.
FLASHBACK
Ele olhou-se no espelho novamente, ele havia conseguido dominar parcialmente sua metamorfomagia e alongou o cabelo até os ombros, mudou a cor para um castanho acobreado e os prendeu em um rabo de cavalo. Pouco depois o jovem bruxo apareceu em um beco escuro na entrada da Travessa do Tranco em uma explosão silenciosa de chamas negras. Harry soltou a calda de Pretorian e subiu o capuz da capa preta que usava, a ave pousou em seu ombro tranquilamente e ele se dirigiu para as ruas desertas do Beco Diagonal com destino a Gringotes, infelizmente Gina não poderia ir com ele, Luxor aparecera mais cedo informando que sua família estava de olho nela e seria impossível encontra-lo naquela noite.
Ele parou rapidamente nas escadas olhando para o relógio, cinco para meia-noite, respirando fundo ele voltou a subir as escadas do banco e se preparou para encontrar o protetor das contas da sua família. Inclinou a cabeça para os duendes que protegiam a porta e entrou no hall iluminado por várias velas e archotes. Vários duendes andavam de um lado para o outro, levando sacos de dinheiro, pesando pedras preciosas e atendendo vários outros clientes, que ao que pareciam eram vampiros, lobisomens ou alguma outra criatura ou bruxo que preferia o atendimento noturno. Calmamente ele aguardou para ser atendido por um dos duendes.
-Próximo! –o duende mal-humorado chamou sem o olhar.
-Que seu ouro sempre flua e que suas riquezas se multipliquem até seus cofres e bolsos transbordarem. –ele disse como a fênix negra instruiu antes, curvando a cabeça respeitosamente para o duende e depois a levantou, o jovem bruxo podia ouvir todo o movimento dos duendes parando.
-Que a prosperidade também bata a sua porta. –o duende disse pouco depois, o olhando diretamente, Harry escorregou um pouco o capuz, somente o suficiente para o duende ver com quem falava. –O que posso fazer por sua alteza? -ele podia ouvir alguns sussurros ao fundo.
–Eu poderia ver o duende Rasmuri agora? Ele concordou em me receber hoje. –completou sem olhar em volta, voltando a descer um pouco mais o capuz..
-É claro, sua alteza, por favor, siga Growre, eu vou avisar chefe Rasmuri da sua chegada. –o duende colocou uma placa de encerrado em cima do seu balcão e sumiu ao mesmo tempo que um outro duende apareceu ao seu lado.
Harry seguiu o duende chamado Growre para uma porta lateral que ele não teria notado se não fosse indicada, a porta levou ao um longo e largo corredor de chão e paredes brancas, altas colunas cinzentas se erguiam e entre uma coluna e outra vários quadros - que ele acreditava contavam a história dos duendes- enfeitava as paredes, assim como algumas portas altas de madeira escuras e relevos decorados com ouro e pedras preciosas. O duende abriu uma porta a sua esquerda e indicou que ele entrasse.
-Obrigado, senhor Growre, tenha uma boa noite e bons lucros. –ele agradeceu quando o duende fez menção de fechar a porta e deixa-lo sozinho na sala.
-Boa noite, Lord Potter. Que seu ouro se multiplique ainda mais essa noite. –o duende respondeu depois de um momento de surpresa e o deixou só na sala, Harry viu algumas runas escritas na porta e no teto.
Ele ouviu uma porta abrir a suas costas e virou-se em tempo de ver um duende realmente velho entrar no local. Rasmuri era a versão duende do Papai Noel, de forma redonda, barba e cabelos longos, ambos presos por vários pedaços do que parecia ser cordão de couro, ele usava uma bengala negra simples, assim como suas roupas. Quando ele o olhou, Harry viu uma grande cicatriz rosa cruzando todo seu rosto, do alto do lado direito até o lado esquerdo do queixo pontudo. Ele sorriu e indicou a cadeira em frente da dele.
-Boa noite, duende chefe Rasmuri. –Harry falou inclinando-se para o duende, o que foi recebido com uma rápida expressão de surpresa. –Agradeço imensamente por me receber em uma hora tão tardia. Espero que essa reunião no fim faça seu ouro ser multiplicado ainda mais.
-Boa noite Alteza. –ele o cumprimentou, diferente da sua aparência frágil, sua voz era forte, o duende ainda o olhava estranhamente. –Eu entendo que essa é a única hora que conseguiu sair da casa de seus parentes. Por favor, sente-se.
Harry sentou na cadeira a frente do duende e conversaram durante algum tempo sobre suas contas e propriedades, que ele não tinha conhecimento. O jovem bruxo pediu que fosse feita uma vistoria de todas as suas propriedades para saber suas condições estavam habitáveis e se um inventário geral de cada posse atual, para se certificar de que nada foi roubado, não que ele expressou essa preocupação para o duende, além de conferir as proteções de cada local. Começando com uma que ele particularmente se interessava, um palacete na Reserva Natural de Zíngaro na Itália, que de acordo com os documentos que o duende lhe mostrou havia sido um presente de aniversário de casamento de seu pai para sua mãe. Além de pedir por tutores para poções, história da magia e assuntos em geral para chefes de família...
FIM DO FLASHBACK
Harry foi tirado de suas lembranças pelo o som de bicadas na janela. Ele abriu os olhos e levantando-se abriu a janela, Edwiges entrou e logo várias outras corujas entraram uma atrás da outra despejando pacotes em cima da sua cama e saindo logo em seguida, menos por três corujas e Edwiges, Pretorian inflamou em chamas negras e sumiu, ao mesmo tempo em que Luxor aparecia no quarto com um pacote em cada garra e um no bico.
"Feliz aniversário, Lord Potter" a ave desejou.
-Obrigado Luxor. –ele agradeceu aproximando-se da fênix branca e tirando os pacotes dela.
Ele foi para a cama e olhou para o relógio de cabeceira e calendário acima da cama, era seu aniversário, há vinte minutos ele tinha treze anos e ele nem notara o tempo passando. O moreno tirou o pacote e carta de Edwiges e depois de Errol e das outras duas corujas marrons que saíram tão logo se viram libertas de suas cargas. Sua coruja nevada voou para seu poleiro e ele levou a coruja dos Weasley com ele. Voltando para seus presentes, ele viu que recebeu exatamente as mesmas coisas de Hermione, Ron e Hagrid haviam mandado na outra linha do tempo. A quarta carta ele viu era de Hogwarts, ele decidiu que abriria por ultimo.
Ele olhou para os outros presentes e se surpreendeu em quantos presentes recebeu somente por ele ter saído da sua zona de conforto e ter falado com outras pessoas.
"Seus novos amigos lembraram da data, jovem Lord" Luxor disse, ela deve ter ouvido seus pensamentos ou sentido sua surpresa, ele apenas balançou a cabeça e começou a abrir os presentes.
Ele puxou primeiro os que a fênix trouxe, o primeiro que ele pegou era de Tonks, ela mandou dois livros sobre medi-bruxaria para ofidioglotas e um de poções gregas raras, na carta ela lhe dava as "boas vindas pelas lembranças" e não via a hora de vê-lo novamente, ele sorriu com a carta da sua velha amiga. O próximo presente era de Gina, um pequeno baú de madeira escura com dois fechos, ele abriu o primeiro e viu alguns pergaminhos e uma carta selada em cima deles, ele abriu a carta.
Querido Harry,
Feliz aniversário! Espero que logo possamos nos ver, Pretorian me contou que você já tem muitas lembranças então você deve saber do que os pergaminhos se tratam e as poções que eu mandei junto, espero que não se importe que vendi um pouco do veneno e sangue de basilisco que colhemos. Tonks e Almofadinhas vão estar indo para Zíngaro em duas semanas, se não for seguro, por favor avise. Por falar em Zíngaro, como foi em Gringotes com Rasmuri? Ele já sabe que voltamos no tempo?
Algumas coisas começaram a mudar, acho que Ron está com ciúmes até agora por você ter feito amizade comigo e com outras pessoas, ele fica me dando esses olhares e ainda teve a audácia de mandar eu ficar longe de você, porque você era amigo dele e não meu, eu disse que você decide quem pode ser seu amigo e ele saiu zangado. Realmente se eu não soubesse que ele vai casar com Hermione e que ele é só um imbecil ciumento, eu poderia jurar que ele tem uma queda por você.
Mas por falar em Hermione, ela me mandou uma carta, me perguntando nas entrelinhas se ando escrevendo pra você e como eu estou, ela deve desconfiar de algo, você a conhece, sabe que se não tomarmos cuidado ela vai descobrir e contar para Dumbledore ou para alguém que vai falar pra ele. Por falar no velho manipulador, Luxor me disse e eu vi na aura de Percy, um dia quando tive um pesadelo minha família o chamou depois que eu dormi. Temos que ter cuidado extra, ele viu Luxor me acalmando durante o sono. Devemos estar voltando do Egito no meio de Agosto, mamãe e papai querem passar meu aniversário aqui com Gui.
Gui me ensinou feitiços silenciadores, sim eu já os conhecia, mas ninguém pode saber do que já sabemos, certo? Enfim, espero que você aproveite sua liberdade e tente não explodir sua tia ok? Espero vê-lo logo.
Abraços,
Gina.
Harry sorriu levemente com a carta da ruiva, ele gostava dela. Gina era forte, decidida, não tinha medo de enfrentá-lo e coloca-lo no lugar. Mas ele tinha medo de que o sentimento era apenas alguma sensação fantasma das poções do amor ou feitiços de compulsão da sua outra linha do tempo. Empurrando esses pensamentos para o fundo da sua mente, ele guardou a carta no compartimento do baú e fechou o primeiro fecho abrindo o segundo, dentro haviam alguns itens raros para poções que ele logo reconheceu quais poções seriam feitas, mas ele precisaria estar em um lugar calmo e seguro para isso, fechou o compartimento e abriu o terceiro pacote que Luxor trouxe, era um espelho, ele reconheceu como sendo o espelho duas fases que Sirius lhe dera no natal do seu quinto ano em sua outra linha de tempo, ele respirou fundo e guardou o objeto dentro do baú que Gina lhe mandara.
Ele abriu seus outros presentes e cartas dos seus novos amigos, em sua maioria eram doces, alguns que eram de famílias de sangue-puro e sabiam de sua posição e como foi criado, lhe mandaram alguns livros de gerenciamento de herança, costumes e tradições. Felizmente os grimórios que ele e Gina haviam tirado de Hogwarts eram mais completos e precisos do que muitos disponíveis no mercado, mas não custava dar uma olhada ou outra.
Guardou todos os presentes dentro do seu malão, juntamente com todas as suas coisas, deixando apenas sua carta de Hogwarts e a do Gringotes sob a cama, ambas ainda lacradas. Trocou seu pijama por uma calça jeans velha de Duda e uma camiseta cinza igualmente velha, olhando para o relógio viu que ainda eram quinze para as cinco. Apenas por consideração escreveu um bilhete avisando que ele foi para a casa de um amigo e só voltaria no próximo verão, deixou o bilhete sobre a mesa da cozinha e voltou para seu quarto. Tocou o malão com a ponta da varinha e ele encolheu, guardou o objeto em uma mochila velha e mandou Edwiges e Errol para o Caldeirão Furado, Luxor inflamou em chamas brancas e logo em seguida Pretorian estava de volta. A fênix negra voou para seu ombro e logo chamas negras o envolveram.
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Dumbledore olhou mais uma vez para sua penseira. O velho diretor cogitou pedir uma poção para dor de cabeça do estoque pessoal de Severo. Ele havia acabado de repassar sua conversa com um de seus informantes e estava preocupado. Uma fênix negra havia sido vista na Travessa do Tranco e isso o preocupava muito. Seus planos teriam todos que ser revistos?
Ele tinha tido uma discussão com Minerva sobre contar a Harry de seus direitos e deveres no mundo mágico, com muito custo ele convenceu sua velha amiga de que ele falaria com o menino durante o verão antes das aulas recomeçarem. Pouco depois ele estava realmente nas nuvens ao ver a fênix branca aos pés da menina Weasley e aquilo havia reforçado sua idéia de que ela deveria ser levada de uma forma ou de outra a ficar com Harry, mas nem dois dias haviam se passado em suas pesquisas e ele achou algo que o fez desistir dos planos de juntar ambos. Segundo as lendas, fênixes brancas apareciam somente para uma menina, quando poderosa oráculo nascia, e segundo seu conhecimento, era necessário conservar a virgindade da oráculo. Ele teria que achar uma outra menina de uma família que lhe fosse fiel, era extremamente necessário que Harry continuasse a vê-lo como um guia e mentor, somente ele poderia guiá-lo a vitória contra Voldemort.
O velho bruxo olhou para Fawkes, que agora dormia. Então quando ele estava repensando seus planos, a noticia de uma fênix negra o abalou e ele se viu diante da possibilidade de um bruxo das trevas mais terrível e poderoso do que Voldemort, quem seria o dono de tal ser? De onde ele viera e quais suas intenções? Seu informante havia descoberto que os duendes haviam chamado-o de alteza e fora levado imediatamente a um dos diretores. Dumbledore levantou-se e pegou um pouco de pó de flúor ele iria para o bar do seu irmão talvez Aberforth havia ouvido algo sobre isso.
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Harry observou quando Pretorian sumiu em chamas negras, levando uma carta e uma bolsa com alguns galeões, certificando-se que ninguém o via, tirou o malão do bolso e o ampliou ao seu tamanho normal com um toque de varinha, seguiu em frente e entrou no Caldeirão Furado com o capuz do casaco levantado, Tom – o barman - estava no balcão atendendo um homem de vestes surradas, o jovem bruxo aproximou-se e congelou a poucos passos do balcão. Era a voz de Remus, ele puxou o capuz um pouco mais e baixou a cabeça. O velho amigo de seu pai seguiu em direção as escadas dos quartos, então ele aproximou-se do dono do local.
-Posso ajudar? -o barman perguntou.
-Oi Tom. –Harry disse ao homem levantando a cabeça. –Eu posso ficar em um dos seus quartos por uns dois ou três dias, em segredo, por favor?
-Sim, você pode. Mas você não devia ficar sozinho, há um fugitivo de Azkaban a solta por aí. –o barman disse e depois de balançou a cabeça. –Alguém sabe que você está aqui?
-Sim, sabe. –o moreno disse e o homem pegou uma chave atrás do balcão e o levou até um quarto.
O garoto observou a sua volta com calma, o movimento pela manhã cedo era bem mais calmo e ao mesmo tempo, sombrio. Ele entrou no quarto e agradecendo mais uma vez o barman, ele trancou a porta e abriu a janela na parede ao lado, de onde ele podia ver todo o Beco Diagonal e o começo da Travessa do Tranco. Harry jogou-se na cama e logo estava dormindo pacificamente.
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O Egito era um lugar de extremos, os dias com o sol escaldante e as noites eram frias, dignas do começo do outono inglês. Gina olhou para o homem ao seu lado, Gui era seu irmão mais velho e uma fonte de inspiração por assim dizer. Ele tinha tudo que ela poderia pedir em um irmão perfeito, todos os seus outros irmãos eram diferentes entre si, no caso de Carlinhos, protetor demais; no caso de Percy, egocêntrico demais; no caso dos gêmeos Fred e George, brincalhões demais e no caso de Ron, imbecil demais.
Mas Guilherme era perfeito e por isso era seu preferido. Ele não a tratava como uma inútil ou queria moldá-la a sua imagem de perfeição como quase toda sua família. Não, ele a via como ela era, ele sempre a vira como Ginevra Weasley. Ela sorriu quando ele se virou em sua direção e olhou-a com confiança, ele sabia que algo estava diferente com ela e que não havia sido somente a Câmara ou a experiência de possessão. Ele sabia que era algo mais, mas não a pressionaria. Da mesma forma que ele fingiu não vê-la roubar as vassouras do galpão quando pequena, ele fingiu que ela havia lhe contado tudo.
Gina desviou o olhar e enxugou as lágrimas que caíram, ela sentira muita falta de sua família quando todos morreram no decorrer da guerra, mas ela sentiu muito mais a falta dele. Gui era seu melhor amigo e confidente, seu exemplo e apoio. Respirando fundo ela olhou em volta e aproveitou um momento de distração da sua família e entrou em um pequeno beco das ruas do mercado egípcio bruxo e com algumas transfigurações leves com a varinha da sua avó, ela esgueirou-se até achar a casa que ela procurava.
A ruiva parou enfrente a porta de madeira vermelha e respirou fundo, olhando para os lados e certificando-se que ninguém a vira, ela bateu na madeira em um ritmo familiar e aguardou. A porta foi aberta por uma mulher vestida com uma longa túnica verde pálido e um lenço branco cobrindo os cabelos que ela sabia serem longos e de um loiro quase cor de ouro. A mulher olhou-a intrigada e com toda a coragem que conseguia, Gina passou o indicador no limite da testa e do cabelo em uma meia-lua pequena e depois tocou o local e depois entre os seios, fazendo a mulher ofegar.
-As-Salamu Aleikum. –ela murmurou uma saudação em árabe para a mulher.
-Aleikum As-Salaam. –a mulher falou dando passagem para ela.
Elas entraram em silêncio e foram direto para o andar superior onde outras mulheres estavam no local. Gina repetiu o gesto e aguardou até que o burburinho acalmasse. Ela engoliu em seco quando se viu diante de um enorme espelho elemental de água, isso ia ser demorado e ela sabia que ia ouvir muito quando voltasse para o hotel. Mas ela já tinha começado no momento que decidira se juntar à verdadeira Ordem da Fênix, não o grupo de pseudo-espionagem de Dumbledore, no seu tempo anterior e não ia mudar de ideia agora.
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Minerva McGonagall era severa com seus alunos, disciplinada e controlada. Uma figura estoica que a todos os alunos respeitavam quer admitissem ou não. Ela tinha orgulho de dizer que suas emoções não sofriam rompantes e ela não tomava decisões precipitadas. Mas no momento que ela acordou naquele dia, ela tinha toda a vontade de usar cada pedaço da sua magia para azarar Alvo Dumbledore até o fim do mundo e de preferência com transfiguração permanente.
Ela olhou para a fênix branca empoleirada na poltrona próxima a janela. E agradeceu ao seu trinado calmante. A bela Luxor havia começado seu canto no momento que a bruxa abriu os olhos. Suas lembranças vieram em uma enxurrada durante a noite anterior quando finalmente pudera sair de Hogwarts, e assim do alcance da Legilimência do diretor. Assim, vestindo-se rapidamente ela fez uma nova mala com roupas trouxas e logo chamas brancas a envolviam.
-Minerva, há quanto tempo não nos vemos criança. –uma mulher de aparentemente noventa anos, com longos fios loiros platinado e branco trançado, a cumprimentou sem tirar os olhos do tear a sua frente.
Minerva McGonagall observou a mulher silenciosamente, tentando acalmar seu temperamento, ela sentou-se ao lado da mulher e observou os dedos da anciã bordando um entrelaçado de fios negros de seda de acromântula com fios de ouro e uma espécie de prata com brilho azulado sobre couro vermelho. A professora de transfiguração olhou em volta e viu várias outras roupas de couro de várias cores penduradas no lado direito da sala e várias outras roupas semelhantes, somente na cor negra, no lado esquerdo do local.
A mulher estava muito concentrada terminando o bordado ao longo da costura inferior da roupa, murmurando algo que parecia ser galês antigo ou algo assim. A vice-diretora olhou atentamente para a bruxa mais velha. Sua antiga mentora usava uma longa túnica em estilo grego antigo em tom de azul meia-noite, contrastando com os fios e pele branca. Quando a mulher terminou de bordar, ela tirou os olhos do tear e virou as orbes brancas leitosas para a professora.
-Fiquei me perguntando quando você aceitaria seu destino Minerva. –a mulher falou em tom suave, o tom aliviado não escapou a bruxa mais nova.
-É mais difícil de engolir o orgulho quando se está errada, minha senhora. –respondeu abaixando o rosto em humildade.
-Sim, é sempre mais difícil reconhecer que erramos. –a mulher disse levantando-se e andando até uma porta no fundo do quarto ao lado, uma pequena bola rosada brilhava em seu pulso a guiando pelo local. –Dumbledore descobriu quem você realmente é? Ou de onde você veio?
-Não minha senhora. –ela disse observando cuidadosamente quando a mulher voltou segurando uma túnica preta. –Dumbledore é muito centrado em si mesmo, para notar que não me parecia com minha família adotiva.
-Ah, a arrogância dos homens... –a mais velha comentou balançando a cabeça. –Venha, vamos preparar você para testar seus poderes e ver de onde continuaremos seu treinamento.
-Sim, Dama do Lago. –acatou a ordem.
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Gina havia voltado para o mercado com sua nova/antiga mentora, Malika estava ao seu lado e segurava sua mão como uma adulta ajudando uma criança perdida. A mulher ao seu lado tinha um olhar divertido ao fim da reunião, a ruiva olhou o bracelete de cobre e obsidiana no seu braço esquerdo, seus poderes estavam descontrolados pelo abalo emocional, além da viagem temporal que ela tivera e aquele bracelete iria ajudar em re-controlar sua magia, assim como fizera na outra linha do tempo.
Ela também tinha o seu athame de volta e bem preso a sua coxa, no cinto de utilidades, juntamente com algumas poções que ela não poderia fazer com sua família olhando-a tão de perto, isso estava irritando-a muito, fazia dias desde que ela não lia o grimório de Genevive. A jovem bruxa ouviu alguém gritar por seu nome, mas ignorou. Sua acompanhante olhou-a penalizada. Murmurando algo em árabe sobre falta de educação, Gina olhou algumas jóias com Malika ignorando completamente os gritos histéricos de sua mãe que ficavam cada vez mais alto.
-Ela é sempre assim? -Malika perguntou em um inglês perfeito sem tirar os olhos de alguns braceletes da vitrine da loja.
-Sim. Zaina teria um bom tempo em dar alguma educação pra ela. –ela respondeu. –Não me leve a mal, eu amo minha família, mas eles são tão... –Gina balançou a mão sem encontrar a palavra certa para descrever. –E ela ainda diz que eu não me comporto como uma menina deve se comportar. Hunf, o sujo falando do esfarrapado, não?
-Sim. –Malika concordou rindo e indicou um colar magnífico na vitrine e começou a negociar na porta mesmo com um vendedor, em árabe.
Pelo reflexo da vitrine ela viu sua família se aproximando e aproveitou para entrar na loja, chamando a atenção da mulher que a acompanhava. Gina olhou para os anéis e pulseiras expostos nos balcões, os dedos fracamente desenhando suas formas por cima do vidro. Um vendedor, bastante jovem aproximou-se e falou sobre as jóias e como combinariam com seu cabelo vermelho em árabe pra ela. Gina fez sinal que não entendia o que ele falava, o que era mentira, mas afinal ninguém poderia saber que ela sabia falar outros idiomas - pelo menos não ainda -, mas ele estava muito obstinado em vender mesmo assim, arranhando muito mal algumas frases em outros idiomas que eram comuns entre os turistas, até que ele arranhou algumas palavras em inglês e ela riu.
A jovem bruxa olhou a vitrine e pelo reflexo viu sua família entrando na loja, Mohamed Aldij era o nome do vendedor, que parecia bem entusiasmado com sua cor de cabelo, pois continuava a mostrar muitas jóias com rubis, ela riu com ele e aceitou um fino e delicado anel com o desenho de um pássaro de perfil com um olho de rubi. Ela sentiu uma mão no ombro e viu seu pai parecendo bastante sério a olhando, sua mãe estava ao lado dele com o rosto vermelho.
-Malika! -ela chamou e a mulher, que agora estava no balcão ao lado pegando suas jóias, olhou-a. – Meu pai me achou. –ela disse, indicando o bruxo com a cabeça.
-Oh, que maravilha! -ela disse batendo as mãos, com desenhos em henna. –Não precisamos mais ir até as pirâmides atrás do seu irmão. –comentou rindo. –Senhor, senhora. –a mulher cumprimentou sua família com um aceno de cabeça.
-Belo anel você tem aí, Gina. –Gui aproximou-se enquanto Malika puxava seus pais de lado para dar seu lado da versão combinada. –Parece bem caro.
-É o que estou tentando dizer pra ele, mas ele não parece entender inglês e eu não sei falar a língua dele. –desculpou-se indicando o vendedor. –Você traduz pra mim? -perguntou com um sorriso.
Gui explicou para o vendedor, eles estavam falando em um tom que ela não conseguia ouvir, e depois ficou bastante sério com a resposta que recebeu. Ele pegou o anel da mão dela e falou algo em um tom bastante serio com o vendedor e a puxou pela mão para fora da loja.
-Gui? O que ele disse? -perguntou preocupada com a expressão dele.
-Ele queria lhe comprar como noiva. –ele explicou e ela abriu a boca em um 'Oh!'. –Gi, aqui as coisas são diferentes, você não pode aceitar nada das mãos de um homem ok, mesmo que seja um vendedor.
-Certo. –ela concordou e virou o rosto atrás da mulher que a acompanhou, Malika estava saindo da loja com seus pais e irmãos.
-Ginevra Weasley, o que eu disse sobre ficar longe de nós mocinha! -sua mãe exclamou, chamando a atenção de algumas pessoas.
-Podemos discutir isso no hotel? -ela perguntou calmamente. –Eu não quero dar um escândalo no meio do mercado, isso não seria bom para reputação de Malika. –ela disse e virou-se para a citada. –Muito obrigada pela ajuda, Malika, espero ver você em Londres, quando você chegar na Inglaterra me manda uma coruja.
-O prazer foi meu habiba. –a mulher disse. –Lembre-se do que eu disse. –ela disse tocando o rosto dela. –As-Salamu Aleikum. –ela disse inclinando a cabeça.
-Aleikum As-Salaam. –Gina e Gui disseram ao mesmo tempo, a mulher virou-se e sumiu com a multidão.
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Harry acordou no meio da tarde e olhou em volta para o quarto no Caldeirão Furado. Ele havia acabado de sonhar com um lugar horrivelmente rosa e cheio de babados chamado Madame Puddifood, pelo que lembrava foi ou seria um encontro terrivelmente desastroso com uma corvinal chamada Cho Chang. Ele estremeceu quando lembrou da menina que só chorava e falava sobre o ex-namorado, Cedric Diggory, que ele sabia ser o apanhador da Lufa-Lufa, segundo suas lembranças do terceiro ano da outra linha do tempo.
Levantando-se, o grifinório pegou a carteira fornecida por Gringotes para seus clientes terem acesso mais rápido aos cofres e um casaco com capuz. Ele saiu do quarto com o capuz levantado e rapidamente, com um leve aceno para o barman, ele passou para o Beco Diagonal. Harry praticamente correu para a Floreios e Borrões, entrando na loja, pediu para ver o gerente. O homem logo o reconheceu e o levou para o escritório na parte de trás da loja. O jovem bruxo estava já algum tempo se correspondendo com o dono e gerente da loja, que estava ajudando-o a entrar em contato com todos os autores das "estórias, relatos e contos" sobre ele. Foi pouco mais de uma hora depois que a reunião terminou e um Harry carregando vários livros e com a garantia de quaisquer livros grátis por mais alguns anos, saiu da loja e foi em direção a loja de animais para comprar alguns agrados para sua coruja e depois ao boticário comprar provisões para poções.
O moreno sorriu e chamou Dobby, mandando o elfo levar seus livros para o quarto na hospedaria, ele entrou no boticário e começou a pegar vários potes de ingredientes e colocar em um cesto encantado da loja, ele podia sentir o olhar desconfiado do balconista sobre ele e foi com certo prazer que ele apreciou o olhar espantado do mesmo quando ele pagou pelos produtos e encomendou mais alguns produtos para aquela semana. Ele sabia que suas propriedades haviam estufas para plantas usadas em poções e viveiros para diversos animais também para a mesma finalidade, mas ele ainda não sabia se estavam em condições de uso imediato e ele precisava fazer o máximo de poções possíveis e o mais rápido que poderia. Principalmente as poções nutrientes e reforço de magia que ele e Sirius estavam usando todos os dias e também algumas de sono sem sonho.
Quando ele voltou para seu quarto no Caldeirão, ele lembrou-se das duas cartas guardadas e as pegou abrindo a do branco bruxo primeiro. Era uma carta de Rasmuri o informando sobre a situação das casas e liberação de algumas propriedades, um grande sorriso surgiu quando viu que a propriedade de Zíngaro estava liberada e as estufas e viveiros estavam em condições de ser usados a qualquer momento. O moreno estava prestes a abrir a carta de Hogwarts quando Pretorian inflamou no quarto e tomou a carta de suas mãos com seu bico prateado.
-Pretorian! -Harry exclamou certificando-se que a ave negra não lhe arrancou os dedos ou as unhas.
"Minhas desculpas jovem Lord, mas essa carta está enfeitiçada" explicou-se o familiar.
Harry pegou a carta novamente e moveu a mão em padrões floreados sobre o envelope que brilhou em tons de azul, roxo, amarelo e grafite, indicando feitiços de compulsões de lealdade, atração, impulsividade e aceitação. Ele sentiu a sensação de traição queimar pelo peito e jogou a carta, ainda lacrada, em cima da mesa perto da janela. Ele não sabia o que fazer ou o que pensar no momento, então resolveu recostar-se na cama e verificar novamente seus sentimentos em seu terceiro ano no outro cronograma. Harry não soube dizer quanto tempo ele ficou ali repassando suas memórias e concentrando-se em tentar sentir suas próprias emoções, tentou avançar para alguma outra memória e foi então que percebeu. Gina não havia sido a primeira garota que ele havia sido atraído por feitiços de atração, Cho Chang havia sido a primeira e mais tarde Susan Bones e Emily Crowley.
O grifinório abriu os olhos e percebeu que já era noite, Edwiges e Errol haviam saído, provavelmente para caçar, e Pretorian ainda o olhava. Levantando-se da cama e pegando um casaco ele saiu do quarto e saiu em direção a Londres trouxa, ele pensou ter ouvido alguém chamar seu nome, mas não prestou muita atenção em quem foi e ele no momento não se importava, tudo o que ele precisava era ficar sozinho. Ele não sabia dizer quanto tempo andou ou onde exatamente ele estava, só que havia muitas arvores e ao fundo ele podia ver uma grande torre de relógio. Sentando-se sob uma grande arvore ele fechou os olhos e respirou fundo tentando não pensar em nada.
"Pretorian" ele chamou em pensamento e a ave apareceu na sua frente. Harry levantou-se e pegou as penas da fênix sumindo em chamas negras.
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Gina olhava para o lado de fora da janela do seu quarto, sua mãe continuava a gritar sobre como ela poderia ter se perdido e blá, blá, blá. Suspirou entediada, ela amava sua mãe, amava mesmo, mas a mulher era arrogante, desmedida, controladora e preconceituosa. A ruiva realmente não sabia como seu pai havia se apaixonado pela mulher e continuava assim por todos esses anos. Não que Molly fosse má, ela não era. Mas sua regra de 'Faça o que eu mando e não o que faço' lhe dava nos nervos. Ouviu vagamente seu nome ser chamado e virou para olhar para seus pais. Seu pai a olhava com um olhar indecifrável e sua mãe estava vermelha e inchada ao perceber que ela não ouviu nada do sermão e logo começou outro sermão sobre respeito, erguendo uma sobrancelha ela voltou sua atenção novamente para a janela em tempo de ver Pretorian inflamando no outro lado da rua em um beco e a figura encapuzada, que ela sabia ser Harry, sair do local e descer a rua em direção o mercado.
-GINEVRA WEASLEY! -sua mãe gritou e ela encolheu-se automaticamente levanto as mãos aos ouvidos. –Você não faça pouco caso da nossa preocupação mocinha! Você não sabe o que passamos.
-Cale-se. –Gina sussurrou sentindo o bracelete aquece no braço enquanto absorvia a magia excedente. –Cale-se agora! Eu estou farta de você me dizendo o que fazer! Encare a verdade mamãe, EU NÃO SOU VOCÊ! -desabafou assustando seus pais com sua explosão. –Estou cansada de você querendo me mudar, estou cansada de você querer que eu seja uma dama quando você não é! Estou farta de você humilhando todos a sua volta e pisando em seus sonhos e gostos só porque você não suporta ver os outros fazendo o que querem quando você ficou presa em um casamento infeliz só porque casou grávida!
-Você... você não pode... eu sou ...
-Ginevra. –ela ouviu seu pai falar em um tom triste. –Você não devia falar assim com sua mãe, querida.
-Encare a realidade papai e tome uma atitude, volte a ser o homem da casa ou pegue de uma vez por todas as saias da mamãe! –Gina cuspiu antes de se controlar. –Porque todos sabem que se o casamento bruxo não fosse um contrato mágico ela já teria largado esta família há muito tempo.
Tão logo as palavras saíram, ela se arrependeu ao ver a dor nos olhos de seu pai e a expressão desolada da sua mãe, pegando um casaco e uma mochila que estavam em uma cadeira próxima, saiu do quarto antes que eles tivessem alguma reação. Ela passou correndo pelo corredor, vagamente notando seus irmãos parados nas portas dos seus quartos e olhando para a porta de onde ela veio.
Gina desceu as escadas do hotel ao sul da cidade do Cairo e colocando o casaco por cima das vestes que usava, ela saiu para a noite egípcia, ela podia ouvir alguém chamando seu nome ao fundo, mas ela não podia ficar ali. Ela precisava de Malika, ela precisava da sua mentora com urgência. Seu bracelete continuava quente e ela temia romper a obsidiana perto de pessoas comuns.
Ela aumentou o ritmo dos seus passos, correndo cada vez mais rápido e mais desesperada, alguém continuava a chamá-la, mas ela não pararia. Lágrimas começaram a correr por seu rosto, ela precisava mantê-los a salvo dela, ela era perigosa para eles, seus poderes ainda a governavam. Seu humor e seus poderes eram tão ou mais instáveis do que na outra linha de tempo e ela não poderia ficar perto de ninguém agora. Parando um pouco para se orientar, ela se viu fora da cidade e no meio das areias do começo do deserto. Olhou rapidamente para trás e viu as auras de Gui e seus pais. Xingando em todos os idiomas que conhecia, voltou a correr pelas areias.
Gina não podia arriscar aparatar ou chamar Luxor; aparatar poderia causar um esplichamento e a magia de Luxor somada a dela poderia causar um estrago maior ainda. A ruiva parou de ouvir as vozes de seus familiares e finalmente parou de correr, caindo exausta e chorando no chão. Tirando o bracelete ela deixou sua magia vazar e mover as areias a sua volta.
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Guilherme Weasley sempre amou sua família, embora ele claramente preferisse sua pequena Gina, ele não era cego para o que acontecia com o resto da sua família. E quando seus irmãos e pais chegaram no Egito ele sentiu que algo estava muito errado. Sua mãe sempre foi muito controladora, arrogante e até mesmo um pouco preconceituosa, mas ela parecia estar no limite dos dois primeiros adjetivos, demandando ordens e controlando cada passo de todos os seus filhos, principalmente a caçula da família e ele podia ver que Gina estava chegando no seu limite.
O ruivo suspirou olhando em volta para as areias do deserto e seus pais ofegantes atrás dele. Ginevra havia explodido naquela noite depois de se perder no mercado e ser ajudada por uma mulher local. Durante a busca pela pequena, seu pai lhe deu um resumo do motivo do desespero da sua mãe; basicamente não era pelo primeiro ano de sua irmã, como a ruiva havia lhe contado no primeiro pesadelo que ela tivera e ele a acalmou até voltar a dormir. Não o histerismo da matriarca Weasley era por que uma fênix branca apareceu para sua irmã e Dumbledore havia lhe contado da importância de impedir sua irmã de ficar longe do alcance de visão, já que ela ainda era uma oráculo jovem, sem controle dos novos poderes.
E para completar, a fênix do diretor havia aparecido naquela manhã com uma carta para seus pais. Aparentemente uma fênix negra havia sido vista em Londres e segundo ele, fênixes negras eram típicos familiares de bruxos das trevas que geralmente caçavam donos de fênixes brancas, seus pais é claro ficaram ainda mais controladores com Gina. O primogênito dos Weasley não entendia o poder que o diretor tinha na vida das pessoas. Quando em Hogwarts, ele viu Albus Dumbledore como um homem a ser seguido não importasse o motivo, mas depois que foi para o Egito e ficou sem contato por tanto tempo, ele não conseguia imaginar a razão de tanta devoção cega, esse pensamento deu um alerta em sua mente e ele parou voltou seu olhar novamente para seus pais. Fazia algum tempo que ele não usava sua visão de auras em pessoas da família, mas talvez ele deveria fazer uma verificação mais tarde.
Voltou novamente sua atenção as areias a sua volta e se concentrou em achar a aura da sua irmãzinha, ele podia ouvir sua mãe oscilar entre lamentar atrás dele por ter sido tão dura com sua menina e bradar raivosa pelo comportamento da mesma. Esse tipo de comportamento instável era típico de quem sofreu muitos feitiços mentais ao longo dos anos, mais um motivo para verificar sua família.
-Achei! -ele exclamou e voltou a correr quando viu a aura de Gina iluminar seus olhos.
E por tudo o que era sagrado e poderoso a aura da sua irmã era incrível. Ele percebeu quando parou em seu caminho até ela. Gina devia estar a uns bons trezentos metros de distancia dele, mas ele podia ver claramente sua magia e aura crepitar a sua volta como uma grande fogueira. Uma ingestão de ar anunciou seus pais ao seu lado e então deixou sua visão voltar ao normal. Ele ainda podia ver sua irmã e cara ele ainda podia ver sua aura e magia. Gui olhou para seus pais ao seu lado e confirmou que ele estava sem sua visão de auras. Voltando seus olhos para a ruiva mais nova ele viu quando sua magia conjurou um imenso circulo de fogo a sua volta e começou a girar as chamar, puxando as areias do deserto para cima e criando um tufão de fogo, vento quente e areia.
Era uma visão aterrorizantemente hipnótica. Gina estava no centro do tufão com os braços abertos, as palmas e rosto para o céu. Ele vagamente podia ouvir a voz dela misturada ao vento, mas não conseguia entender uma palavra do que ela falava.
-GINEVRA! -ele alguém gritar e viu a mulher do mercado aparecer correndo. –GINEVRA SOLTA! -ela voltou a gritar. –SOLTA LOGO! VOCÊ VAI SE MATAR ASSIM! -ela gritou e ele olhou para sua irmã novamente.
Gina estava erguendo os braços como se cada um pesasse vários quilos, as chamas se aproximavam dela e algumas labaredas subiam furiosas por suas pernas e braços.
-GIN! -ele gritou junto a seus pais.
-Menina estúpida! -a mulher exclamou já ao lado dele e começando a descer em direção ao tufão de fogo que envolvia sua irmã. –AH! -ela gritou quando foi arremessada longe e caiu a seus pés.
-GIN! -ele chamou sua irmã. –GIN SOU EU, GUI, POR FAVOR TENTE SE ACALMAR, SUA MAGIA ESTÁ CAÓTICA, TENTE SE ACALMAR PARA EU TE AJUDAR! -voltou a gritar pedindo aos céus para ela não ficar muito ferida com essa explosão de magia acidental.
-GINA! -outra voz soou e logo um garoto de cabelos negros e uma fênix branca seguiram em direção a sua irmã.
-Oh Merlin, Arthur! É Harry Potter ! –sua mãe exclamou e ele claramente ouviu a mulher, Malika xingar em árabe.
-Se abaixem! -ela exclamou puxando-os para o chão poucos segundos depois que o menino passou pelas chamas com a fênix e uma grande explosão branca aconteceu.
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Arthur Weasley abriu os olhos devagar e viu sua mulher desmaiada no chão brilhante e liso, balançando a cabeça para clarear a visão, ele notou que as areias em baixo dele haviam virado uma grossa camada de vidro brilhante e sólido. Ele olhou em volta e viu que pelo menos um raio de meio quilometro havia sofrido o mesmo. Um movimento ao seu lado chamou sua atenção e viu a mulher do mercado, Malika, erguer-se falando alguma coisa no idioma dela, seguido pelo som de Gui e Molly se erguendo.
-Minha Gininha. –Molly murmurou com os olhos fixos a frente dela.
O patriarca dos ruivos seguiu o olhar desolado da esposa e viu sua filha e o menino Potter no chão. O menino parecia ter tentado amortecer a queda do corpo de Gina com o dele. Eles se aproximaram das duas crianças e os viu deitados um ao lado do outro com um pálido tom dourado envolvendo a pele de ambos e uma redoma branca perolada em volta deles. O garoto Potter tinha a mão direita abaixo da cabeça de Ginevra e a esquerda segurava a cintura mantendo-a presa de costas contra seu peito. Tentaram se aproximar mais, mas uma barreira os impedia de se aproximar.
-Isso foi pior do que a primeira explosão. –ele ouviu o garoto de cabelos negros murmurar sem abrir os olhos ou se mover.
-Desculpe. –sua menina respondeu da mesma forma. –Malika vai me matar. –ela gemeu e Arthur olhou para a mulher que olhava as crianças dividida entre divertida e exasperada.
-Eu defendo você. –ele murmurou e completou. –Depois que eu dormir um pouco.
-Tudo bem. –ela concordou virando-se nos braços no menino e se aconchegando no seu peito. –Harry.
-Hum.
-Eu os magoei. –ela murmurou ainda inconsciente das pessoas a sua volta, Arthur olhou para Molly que chorava silenciosamente.
-Não foi você. –o menino disse. –Foi sua magia. –ele disse abraçando sua filhinha, ele olhou para seu filho mais velho que concordou com um aceno. –Magia caótica te deixa explosiva lembra?
-Eu odeio magia caótica. –ela murmurou um pouco mais baixo.
-Minhas costas também. –o menino brinco, conseguindo um riso fraco da ruiva mais nova. –Boa noite.
-Noite. –ela disse ao mesmo tempo que o brilho dourado e redoma sumiram e eles puderam finalmente se aproximar deles.
Arthur abaixou-se para tocar sua filha, mas Guilherme segurou sua mão. Ele tirou sua varinha e com alguns padrões intricados que emitiu alguns brilhos avermelhados e azuis em volta das crianças, ele os fez flutuar até a altura da sua cintura.
-A magia deles os colocou para dormir, mas ainda está protegendo seus corpos. –o seu primogênito explicou. –Principalmente a magia caótica da Gina. Se alguém os tocar vai ou se queimar ou levar um choque desagradável no melhor dos casos.
-Ela vai ficar bem. –a mulher chamada Malika disse pegando a mochila da sua filha e uma espécie de bracelete que estava no chão. –A explosão dela foi menor do que a minha. –explicou tocando o bracelete em alguns lugares e logo o objeto apareceu no braço da bruxa mais nova.
-Você é Malika El Hassur? -Guilherme perguntou surpreso e Arthur observou a troca ainda zonzo pelo que ele observou sua filha fazendo.
-Sou. –a mulher riu. –Acho que os revertores de magia acidental não gostam muito de mim depois que eu fiz metade do Sahara parecer uma floresta tropical.
-Não gostam mesmo, nem o esquadrão de obliviatadores, foi bastante difícil manter a imprensa trouxa de chegar perto. E os duendes também não gostaram quando tiveram que nos ceder para ajudar o esquadrão de reversão. –quebrador de feitiços riu.
-Vão para o hotel, eu cuidarei de tudo. –ela disse e indicou o bracelete. –Não tirem isso dela, vai impedir que ela tenha pesadelos e cause novos acidentes.
Arthur apenas concordou com a cabeça levemente e aparataram para a borda da cidade, eles estavam chegando ao hotel quando a fênix branca apareceu novamente e com um vôo rasante envolveu Gui e as crianças em chamas brancas e desapareceram.
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Molly olhou para o marido voltar para o quarto com a expressão cansada, tudo estava saindo de controle e ela não gostava disso. Sua família devia ser perfeita, mas não adiantava o quanto ela tentasse, nada saia como ela queria. Seu marido tinha uma obsessão ridícula pelos trouxas, seu filho mais velho trabalhava para os duendes, seu segundo filho estava estudando dragões, seus gêmeos eram incontroláveis com suas brincadeiras, seu menino mais novo parecia ter um espírito aventureiro, seu único orgulho era Percy. Seu terceiro filho era tão centrado e estudioso, com certeza teria um grande emprego no ministério.
E então havia sua menina, sua princesa nunca fora a jovem dama que ela queria. Sempre correndo e brigando com os irmãos, subindo em arvores e nunca se atendo ao serviço da casa, querendo voar e trabalhar depois da escola. Trabalhar... Uma mulher não devia trabalhar, sua família quase a deserdara quando ela sugeriu ser medi-bruxa quando estava no quinto ano. Naquela época Arthur havia apoiado a idéia, mas poucas semanas antes de terminar seu sétimo ano ela engravidara e todos os seus planos tiveram que ser revistos. Foi quando ela viu que sua família tinha razão, afinal como ela ia cuidar da família e dos filhos se estivesse trabalhando? Uma bruxa digna devia ficar em casa e cuidar da família, era dever do marido trabalhar.
Ela voltou sua atenção ao seu marido que olhava para o corredor através da porta aberta, esperando que Gui voltasse com as crianças. A matriarca da família Weasley abafou um soluço ao se dar conta de seus pensamentos, ela era tão cruel quanto sua filha dissera. Como Arthur ainda a amava estava além da sua compreensão. Quando ela ficara assim? Quando ela começou a ser tão mesquinha e desprezar a felicidade de sua família? Afinal fora ela que incentivara seu marido a trabalhar no que gostava. Embora verdade seja dita, isso foi bem antes das contas entrarem pela porta e o dinheiro fugir pela janela. Ela chorou e seu marido a abraçou consolando-a. Tudo estava errado, ela queria que tudo voltasse ao normal. Queria sua menina de volta e que o maldito pássaro branco a deixasse em paz com sua família.
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Harry acordou quando a luz do sol iluminou fracamente seu rosto. Ele podia sentir um corpo pressionado ao lado do dele e o cheiro de flores silvestres. O jovem bruxo conhecia aquele cheiro muito bem, na sua outra linha do tempo ele acordou muitas vezes sentindo aquela magia e cheiro em seus braços depois de um surto de magia caótica de Gina, é claro que ele tinha que sair antes que ela acordasse e percebesse que ele a vigiou durante a noite. Ele estava sobre algo macio e suave, repassando a noite anterior ele praguejou em cada língua que lhe era conhecida. Abrindo os olhos ele se viu em uma construção de pedra vermelha.
Acima dele, o teto de pedra vermelha era recortado em uma grande abóbada de quatro faces com detalhes em madeira escura esculpidas como folhas de era e no centro um grande lustre de ouro e cristais. Ele ergueu levemente o corpo e viu quatro colunas a sua volta, cada uma em uma cor de mármore diferente, afastando-se do corpo de Gina suavemente ele percebeu que estava em uma espécie de altar forrado com seda branca bordada em ouro. Ele olhou para a ruiva dormindo com a cabeça no travesseiro também forrado em seda branca, os fios ruivos, agora alcançando os ombros, não lembrava em nada os longos fios vermelhos, roxos e negros que ele viu, na ultima vez que a observou dormir tão tranquila.
Levou a mão até o rosto dela e colocou uma mexa, que caia na frente dos olhos, atrás da orelha. O som de passos soaram perto e ele levantou os olhos a tempo de ver o mais velho dos irmãos Weasley's o observando, o moreno sentiu um nó na garganta subir quando o viu ali, vivo. Ele e Gui ficaram muito próximos na outra linha do tempo quando Gina estava quebrada depois do ocorrido no casamento dele e Ron estava muito ocupado se culpando por ter fugido e não ter lutado com o resto da família. Gui também havia se culpado por ter levado Fleur para longe da confusão, mas na época a recém casada estava grávida e eles não haviam contado a ninguém. Harry lentamente tirou os olhos do outro bruxo e abaixou para a menina adormecida, com cuidado terminou de levantar-se sem acordá-la. E com um aceno de cabeça indicou a grande porta que parecia ter sido de onde o homem veio.
-Luxor. –ele chamou calmamente, fazendo o irmão de seu melhor amigo levantar as sobrancelhas quando a fênix branca apareceu. –Cuide de Gina pra mim, por favor. –ele pediu recebendo um trinado reconfortante e sumiu em outra explosão de chamas.
-Pensei que a fênix fosse de Gina. –ele ouviu Gui comentar e o olhou com uma sobrancelha erguida.
-Quando você viu Luxor? -ele perguntou.
Harry, Luxor e Pretorian haviam chegado a uma desculpa para a presença de Luxor perto de Gina e ao mesmo tempo tirar Dumbledore do pé da ruiva. Ela já tinha problemas de mais com sua magia caótica, para ter que se preocupar com o velho manipulador.
-Minha família a viu protegendo Gina quando ela teve um surto de magia acidental em casa...
-Depois do primeiro ano. –ele completou e o ruivo acenou o observando atentamente. -Luxor é a minha fênix. –o moreno disse surpreendendo o quebrador de maldições. –Ela veio para mim na Câmara Secreta e me ajudou juntamente com Fawkes, a salvar Gina. –completou, fingindo estar constrangido, passando as mãos pelo cabelo. –Eu não contei a ninguém, eu já chamo atenção demais sem saberem dela.
-Então, por que o professor Dumbledore não sabe disso? -Gui lhe perguntou desconfiado.
-Tem muita coisa sobre mim que ninguém sabe. –comentou olhando em volta e caminhando até uma escadaria e sentando no degrau.
-Mais do que a fênix? -Harry ouviu o tom cuidadoso na voz do ruivo que se sentou ao seu lado no degrau.
Suspirando Harry tirou o casaco e levantou a blusa que usava, deixando suas costas com cicatrizes a mostra, ele ouviu a pequena ingestão de ar e voltou a cobrir as marcas. Respirando fundo ele decidiu o que contar ao homem que estava ao ali seu lado.
-Desde que me lembro eu fui posto pra dormir no armário sob as escadas, tratado como um cachorro sarnento indesejado, posto pra trabalhar como um elfo-doméstico para ter o direito de ter uma e com sorte duas refeições ao dia, que juntando a da semana toda não dá a décima parte do que o Rony come em um lanchinho entre as refeições. –começou contando o básico que ele já havia contado ao ruivo da sua outra linha do tempo. –Essas marcas nas minhas costas, foram causadas pelas surras que eu recebia por ser melhor que meu primo na escola, por ter mais educado que meu primo, por ter pedido ajuda a um professor e a uma enfermeira na escola trouxa. –ele deu um riso amargo. –Onde é claro o meu parentes me acusaram de mentir e ter me machucado de propósito para chamar a atenção.
-Mas alguém acreditou em você certo? -Gui perguntou.
-Era só alguém perguntar ao meu primo e ele iria dizer que eu estava mentindo, então quando chegássemos em casa, eu ia ser trancado no armário dias a fio recebendo um pedaço de pão duro e um copo com água para o dia todo e as vezes era tudo o que eu ia receber por até uma semana. Talvez eles pensaram que assim me matariam de fome e se livrariam de mim, alegando que eu me recusei a comer ou algo assim. –ele deu de ombros. –Quando eu descobri que era um bruxo eu vi minha chance de me libertar deles, mas quando cheguei ao mundo bruxo... Todos tinham idéias sobre o que eu devia fazer, o que eu devia falar, com quem eu devia andar. Todos pensam em mim como o herói perfeito, o garoto de ouro do mundo mágico, mas eu sou só Harry! Eu não sou perfeito, eu odeio que todos me comparem e esperem que eu aja de acordo com os meus pais e mais especificamente o meu pai. Bem, eu nunca conheci nenhum deles, eu nem sabia seus nomes até Hagrid me contar que eu era um bruxo! -ele explodiu levantando-se e começando a andar de um lado para o outro.
-Como assim Hagrid? -Gui perguntou.
Harry olhou para o ruivo e contou tudo o que aconteceu desde sua visita ao zoológico com os Dursley's até o momento que ele Luxor sentiu que Gina estava tendo dificuldade com sua magia caótica e o levou até ela no deserto. É claro que ele pulou alguns detalhes e modificou algumas, para que ele pensasse que Luxor estava observando e cuidando de Gina a seu pedido, assim como ele havia pesquisado sobre feitiços para acalmar magia caótica.
-Onde você achou esses feitiços calmantes? -ele perguntou.
-Biblioteca de Alexandria. –ele disse, ele não mentiu, ele só não disse a data que conseguiu. –Eu me esgueirei durante o fim do período escolar com Luxor e com alguns galeões nos lugares certos eu consegui o pergaminho com a informação que precisava. –deu de ombros e ergueu a mão para impedir o ruivo de protestar. –Olha, se ela não tivesse pegado o diário das minhas coisas, para me proteger, ela não teria sido tão drenada e não estaria assim! Eu sei que foi escolha dela me proteger e eu sou muito agradecido. Mas eu tenho condições de ajudar e eu vou fazer de tudo para ajudar.
-Dumbledore acha que Gina é uma oráculo por causa da, como é o nome...Luxor?
-Dumbledore acha muita coisa e faz muita coisa baseado nas informações que tem, e nem confirma se as informações são certas. –Harry disse em tom mordaz.
-O que exatamente Dumbledore fez pra você, além de colocar você com sua família, não que isso não seja motivo suficiente. –Gui quis saber, e o moreno pensou por um momento. –Harry...
-Ele manipulou toda a vida dele. –a voz de Gina soou atrás deles e eles se viraram para olha-la.
A ruiva estava de pé no umbral da porta com Luxor pousada em seu ombro, ela passava o dedo pelo bracelete e olhava para o irmão dela. Gina lhe contou sobre as suspeitas deles sobre o estranho comportamento da senhora Weasley, sobre as faltas de informações para ele e como ele sempre sutilmente era empurrado para confrontos com bruxos das trevas ou artefatos amaldiçoados. Quando ela terminou de contar as desconfianças deles, Harry contou sobre a carta enfeitiçada e sobre como sua fênix –ele não disse o nome de Luxor ou Pretorian, que Gui não sabia- sentiu os feitiços na carta e o impediu de abrir o envelope.
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Dizer que o ruivo ficou com raiva seria um eufemismo enorme. Guilherme Weasley estava pronto para mostrar ao diretor de Hogwarts várias das maldições egípcias que aprendeu durante seu tempo como quebrador de maldições. Levou algum tempo e o canto de Luxor para que ele se acalmasse. Depois de Harry se despedir e inflamar com Luxor, a fênix voltou para levar um bilhete a seus pais e para levá-los em seguida de volta para o quarto de hotel onde sua família estava reunida. Seus pais os receberam com um forte abraço do qual sua irmãzinha conseguiu se desvencilhar e tecnicamente se isolar sentada na cama.
Gui pediu para os meninos saírem e quando se viu somente com seus pais e Gina, ele contou de forma resumida o que aconteceu e o que descobriu com Harry.
-Então a fênix é de Harry? -ele confirmou com um aceno a pergunta da sua mãe.
-Vocês saberiam antes se tivessem me perguntado. –Gina disse em um tom sarcástico.
-Gin, respira, não deixa sua magia irritá-la. –ele disse e seus pais o olharam em expectativa. –Harry conseguiu informações sobre magia caótica. A magia caótica de Gina vai deixá-la mais suscetível a explosões emocionais e explosões de magias acidentais por algum tempo.
É claro que ele não mencionou a desconfiança sobre Dumbledore para eles, se eles estavam mesmo sobre feitiços de compulsão seria imprudente alertar o diretor sobre suas suspeitas.
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Dumbledore ouviu com cuidado o relatório de Amélia Bones, chefe do Departamento de Execuções das Leis Mágicas, fazia uma semana que Tom, o dono do Caldeirão Furado, havia hospedado Harry em sua hospedaria e há quatro dias o menino havia saído do local, depois de sair uma noite inteira totalmente transtornado e voltar no outro dia com uma expressão raivosa. O barman não o avisara, pois o menino havia avisado que sabiam que ele estava no local e ele pensou que a família do menino estava ciente. Bem... Ninguém que Dumbledore conhecia estava ciente do paradeiro do menino e isso só o preocupava ainda mais.
Com Sirius Black a solta, ele poderia chegar até Harry e sabe-se lá o que aconteceria, Albus tinha duvidas sobre a culpa de Sirius e por isso ele não fizera um maior esforço em conseguir um julgamento para o ex-maroto e se Harry descobrisse que tinha um padrinho e que possivelmente era inocente... O velho bruxo suspirou cansado, tudo tinha virado de cabeça para baixo e quando ele pensou que havia reorganizado seus planos, eles tiveram que ser mudados novamente. Poucos dias depois da carta que ele enviara por Fawkes para os Weasley's, eles mandaram outra via coruja. Onde contavam sobre a explosão de magia da caçula da família e de como Harry havia aparecido com a fênix branca. Segundo Harry contara para Guilherme Weasley, a fênix era dele e estava cuidando de Ginevra enquanto ele achava uma forma de controlar sua magia caótica.
Com uma despedida cansada para Amélia, ele saiu do ministério. Harry estava pesquisando sobre outros tipos de magia e isso podia ser perigoso, não porque ele poderia ser tentado pelo poder, uma fênix como familiar garantiria que ele sempre seria do lado da luz, mas ele podia ficar muito independente e ele perderia o controle sobre o menino. Ele chegou ao ponto de aparatação no ministério e com POP alto, ele sumiu do local reaparecendo no Beco Diagonal. Talvez os duendes poderiam lhe dizer se Harry havia feito alguma retirada, afinal como seu tutor mágico, ele tinha o direito de interferir no controle das abobadas do menino.
-Bom dia, por favor, o gerente das contas Potter. –ele pediu a um duende que o olhou com desprezo, o bruxo ignorou isso, afinal era comum dos duendes desprezar os bruxos.
-As contas Potter só podem ser acessadas pelo senhor Potter! -o duende falou asperamente e saiu do balcão colocando a placa de encerrado.
O diretor de Hogwarts franziu as sobrancelhas, algo não estava certo, ele era tutor de Harry, devia ter acesso aos relatórios. Agora que pensou sobre isso, o relatório do semestre que devia ter chegado no começo das férias de verão não chegou até ele. Ele tentou um outro duende que lhe deu a mesma resposta.
-Algo mais? -perguntou o duende mal-humorado.
-O gerente das contas Dumbledore, por favor. –ele pediu com uma nova abordagem, afinal era o mesmo duende que cuidava de ambas as contas.
-Um momento. –o duende saiu e algum tempo depois voltou com um outro duende. –Acompanhe Frampton.
O bruxo agradeceu com um sutil, quase inexistente, aceno de cabeça e seguiu o duende até uma sala privada onde o seu gerente o esperava.
-Bom dia gestor Rampton. –o bruxo cumprimentou o bruxo.
-Bom dia senhor Dumbledore. Algo que posso ajudar com sua conta? -o duende perguntou, Albus não perdeu a ênfase em qual conta seria discutida.
-Só alguns conselhos de investimentos. –ele disse cuidadoso, internamente amaldiçoando que ele não poderia executar legilimência no duende.
Durante algum tempo eles discutiram sobre investimentos que o bruxo aprovou ser feito em seu nome, algumas verificações sobre os rendimentos e serviços. Ele tentou levar a conversa para as contas de Harry, só para ser informado de que Rampton não tinha mais acesso a conta Potter e somente Lord Potter teria acesso as informações daquele ano em diante. Dumbledore saiu do banco com um mal pressentimento de que tudo estava saindo do seu controle rapidamente, mas o que mais lhe incomodava era não saber onde ele começou a perder o controle. Ele precisava encontrar Harry Potter com urgência, só então ele teria certeza de ter controle novamente.
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N.A: Obrigada a todos que estão lendo a fic. Desculpem o atraso a atualização, mas aqui está um novo capitulo e bem maior do que os outros! Por favor comentem!
Raquel Costa : Obrigada por me apontar o pequeno erro na definição do estilo da fic, juro que eu não tinha visto que tava como mistério. Espero que tenha gostado do capitulo, bj.
