Disclamair: Harry Potter não me pertence, essa fic é feita apenas para diversão, não estou ganhando nada com isso.
OBS: Se vocês acharem algum erro ortográfico por favor me avisem para que eu possa corrigir. Obrigada.
" Itálico com aspas " = comunicação telepática com as fênixes.
' itálico e sublinhado com apóstrofo' = leitura de algum livro/grimório/bilhete/carta.
Itálico com a palavra FLASHBACK = lembranças atuais ou outra linha do tempo
Somente itálico = sonho/ visão.
"Itálico em negrito com aspas" = língua de cobra.
CAP: 06 – Voltando para Hogwarts.
Harry abaixou o espelho de duas fases. Ele havia acabado de contar a Sirius suas descobertas recentes e suas ações. Ele estava frustrado, ele queria estar com seu padrinho em Zíngaro aquela altura das férias, mas com o novo nível de explosão de magia caótica de Gina no deserto e algumas providencias que ele tomou junto com Gringotes e com as novas informações que o banco lhe passou, ele se viu obrigado a ficar em Londres por um pouco mais de tempo antes de partir para Alexandria. Por sorte, a madrinha de seu pai ainda estava viva e quando soube o que havia ocorrido com ele, lhe tomou sob seu "amadrinhamento" também. Ele só a descobrira depois que ele achou algumas das cartas delas em um baú no cofre da família.
Ao que parecia, Dumbledore havia lhe dito que ele estava bem, feliz e saudável com seus guardiões e que sua "família" não tinha interesse em manter contato com ninguém que não fosse ele. Bufando, ele levantou-se do banco do jardim e caminhou até a escadaria da biblioteca de Alexandria. Harry havia contratado, com ajuda de Rasmuri, alguns bruxos para pesquisar e copiar tudo que havia sobre magia caótica na maior biblioteca bruxa do planeta, ele tinha que encontrar uma forma de ajudar Gina. Pretorian e Luxor estavam ajudando dando instruções, mas segundo as fênixes, eles só podiam interferir com sua magia e conhecimento até certo ponto. Descobrir sobre como lidar com magia caótica deveria ser feito por conta própria, já que cada um tinha uma forma e intensidade de magia e por isso, a forma de lidar era diferente de uma pessoa para outra.
Harry parou no topo das escadarias quando sentiu a magia de Pretorian se aproximando, olhando para os lados e certificando-se de não ser seguido, ele caminhou até os fundos da biblioteca, poucas pessoas iam até aquela parte, ele viu alguns dos bruxos que ele contratou rodeados de pergaminhos e, aparentemente, velhos grimórios. O moreno viu a ave negra empoleirada em uma cadeira no canto do local e foi até ele. Era uma carta de Gringotes e outra de Gina, ele esperava que a ruiva estivesse bem, sua ultima carta havia relatado que Ron estava mais insuportável do que nunca com ela. Dando indiretas sobre como ela estava preocupando sua família e de como mesmo de longe ela estava incomodando seu melhor amigo, que no caso era ele.
-Hum... Harry? -ele ergueu os olhos das cartas fechadas e encontrou os olhos lilases de Ferdinand Rostemberg, um dos seus contratados. –Encontrei algo sobre que talvez seja melhor você ver. –completou entregando um grimório de aparência decrépita e sombria.
As páginas do grimório pareciam ter sido feitas de algum tipo de couro e a escrita parecia ter sido escrita com fogo, ele podia sentir a magia e sentimentos escoarem das páginas o deixando tonto e enjoado. O grifinório colocou o livro sobre a mesa e fechou os olhos respirou fundo e tentando acalmar sua empatia, enfiou as mãos nos bolsos tirando suas luvas de couro de dragão.
Rostemberg o olhou, mas não comentou nada sobre as luvas, ele mesmo sendo um empata sabia como era lidar com o dom no seu começo. Ferdinand era um bruxo sangue-puro de quarenta e poucos anos, meio francês e meio húngaro, alto e de constituição forte, o rosto tinha traços fortes e retos, pele amorenada e cabelos negros cortados como os militares trouxas.
Tendo estudado em Durmstrang, e o primeiro empata em sua família, ele teve que aprender da pior forma possível como controlar o dom da empatia. Gringotes o indicou juntamente com os outros tutores, inicialmente ele seria apenas seu tutor de Defesa Contra as Artes das Trevas e duelos, mas quando o bruxo mais velho o viu, imediatamente percebeu que Harry tinha o mesmo dom que ele. O franco-hungaro não gostou de saber que seus poderes haviam sido suprimidos por tanto tempo.
Harry abriu os olhos quando parou de sentir o enjoo e leu as linhas com calma. Ele fechou os olhos apertando a ponte do nariz, voltou a ler uma e outra vez as linhas, até que ele poderia recitar as páginas decoradas, ele não podia acreditar naquilo. Gina ia preferir conviver com a magia caótica a fazer aquele ritual, mas ele tinha ao menos que avisa-la. Agradecendo o bruxo a sua frente, ele começou a copiar as páginas para mandar para a ruiva depois.
Era inicio da noite quando o jovem bruxo decidiu interromper as pesquisas daquele dia e voltar para a casa da madrinha de seu pai.
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Elizabeth Stuart era uma bruxa suave e gentil, mas com um bom pulso firme e bastante severa quando tinha que ser. Quando James Potter nasceu ela tinha acabado de completar quinze anos e ficou muito surpresa quando seu padrinho a pedira para amadrinhar a criança. Ela sempre foi meio permissiva quando o assunto era seu filhado, o mimava como se fosse seu, o que não foi algo muito bom para o ego da criança, situação que foi corrigida quando ele se apaixonou por Lily. Ah, os Potter's e as ruivas, ela se lembrava bem das histórias de sua madrinha Dórea, que só chamara a atenção de Charlus quando parou de usar seu dom de metamorfomagia e deixou os cabelos avermelhados naturais.
Mas a guerra com Voldemort veio e ela teve que sair da Inglaterra com seus filhos, depois que seu marido foi morto por comensais. Ela clamou, implorou para James sair do país e levar sua família para a casa dela, mas o garoto era teimoso e insistiu em ficar para lutar, pois Dumbledore havia pedido sua ajuda. O velho manipulador sempre teve seu caminho na vida daqueles que continuavam próximos a ele, ela não duvidava que o diretor usasse de feitiços e poções para torcer tudo a seu favor.
Quando James e Lily morreram, ela tentou de todas as formas possíveis ganhar a guarda de Harry, mas o ministério inglês era manipulado pelo velho diretor e o ministro não era nada mais do que um fantoche. Ela tentou localizar a criança para pelo menos visitar e toda sua procura se tornou vã com a interferência do homem. Foi quando estava quase desistindo que uma coruja das neves a encontrou com uma carta do filho de seu afilhado. Na carta o jovem Harry a inquira para saber o motivo de nunca ter entrado em contato com ele, foi quando ela teve certeza de que Albus Dumbledore nunca havia dado nenhuma das suas cartas ou presentes para a criança. Ela contou tudo a ele por uma carta resposta e mandava seu endereço. Sua próxima carta veio com o endereço da hospedaria que ele estava no Cairo, imediatamente ela chamou os elfos domésticos dos Potter's, que a procuraram enquanto não podiam servir ao jovem Potter, a arrumarem o quarto em frente ao seu para ele, enquanto ela ia buscá-lo de imediato.
Elizabeth olhou para o relógio e percebeu que já era quase hora do jantar. Harry havia saído cedo para a biblioteca de Alexandria e não tinha voltado desde então. Quando isso aconteceu da primeira vez, ela perguntou o que ele tanto procurava, talvez ela pudesse ajudá-lo, afinal ela trabalhava na Academia de Magia de Alexandria, que tinha um acesso especial a toda e qualquer área da biblioteca, Harry então contou sobre seu segundo ano em Hogwarts e de como ele resultou em sua amiga tendo sua magia em estado caótico. Ela tinha a impressão de que ele não lhe contara tudo, mas ela esperaria até que ele viesse até ela.
O som de porta batendo chamou sua atenção e ela caminhou até o hall de entrada. Seu protegido andava de um lado para o outro resmungando algo inteligível e passando as mãos pelos cabelos. Isso não era nada bom, se ele tinha o mesmo tique nervoso de James, isso significava que o que quer que ele tenha achado na biblioteca não era nada bom.
-Harry! -ela o chamou fazendo-o parar. –Venha comigo. –completou indicando o caminho.
Ela daria a Dumbledore um pedaço da sua mente quando o visse, a vida do menino que a seguia era um caos absoluto por causa das interferências do velho e ela não deixaria aquele intrometido arruinar a vida do seu mais novo afilhado. Ao chegar na porta desejada ela tirou a varinha e bateu na porta cinco vezes em um ritmo conhecido, girou a maçaneta e fez o menino entrar na sua sala de treino.
-Você precisa extravasar, tire sua varinha e me mostre o que aprendeu em Hogwarts nesses dois anos de aulas. –ela disse fechando a porta.
-Mas eu sou menor...
-Você está em uma região mágica, em uma casa bruxa fortemente protegida. –ela começou. –Não há como nenhum ministério dizer que é um menor de idade ou adulto fazendo magia. Agora me mostre o que você tem!
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Gina olhou para Malika e revirou os olhos quando a mulher lhe sorriu em solidariedade. A ruiva podia sentir seus pais e irmãos a observando e quase gritou para eles pararem de se esconder, sua magia caótica podia tocar a magia deles e lhes dizer exatamente onde eles estavam e o que estavam sentindo. Ela e Malika estavam duelando a quase duas horas e só agora seu bracelete estava começando a esfriar em seu pulso, o que realmente foi bem melhor do que na ultima semana quando era preciso quase o dia todo de duelos e meditação para o bracelete começar a esfriar.
Quase toda sua família foi cuidadosa com tudo o que fazia ou falava perto dela, quase todos, pois Rony estava cada dia mais insuportável, dando indiretas sobre ela estar querendo chamar atenção, incomodando sua família com bizarrices ou sobre ela estar incomodando Harry, de alguma forma seus irmãos ouviram quando Gui contou a seus pais sobre a explicação de Harry sobre Luxor e agora a tensão estava insuportável. Ela sabia que seu irmão só estava com ciúmes do novo familiar do seu amigo e o fato de Harry queria ser amigo de outras pessoas além dele.
Ela não sabia o que iria fazer, mas estava quase certa de que a única maneira de tentar fazer seu irmão ver um pouco de razão seria se ela ficasse longe de todos por algum tempo. Fazia um dia desde que mandara uma carta à Harry falando sobre essa sugestão, até porque aquele seria a desculpa ideal para seu conhecimento quando ela voltasse para Hogwarts, ele ainda não havia respondido. Se jogando no chão ela desviou de um feitiço laranja berrante e mandou um azul escuro, como resposta, Malika desviou com elegância e mandou um outro feitiço. Gina desviou, mas logo se viu presa por galhos que a surpreenderam. Piscando aturdida para sua mentora que ria descaradamente, magia elemental juntamente com magia comum, bem, dois podiam jogar esse jogo.
Estalando os dedos chamas envolveram a planta, a libertando. Com uma girada de pulso e uma sacudida firme, ela transfigurou algumas pedras atrás da outra bruxa e jogando a outra mão a frente, fez uma corrente de ar empurrar a bruxa para os braços disformes da figura humanoide que ela criara. Com um grunhido de Malika mais galhos surgiram do chão e quebraram a estatua libertando sua mentora. Gina gargalhou do olhar zangado da mulher.
-Peste! -Malika bradou.
-Também te amo, Mali! -ela devolveu, recebendo uma azaração egípcia em retorno, que ela deixou atingi-la, não faria nenhum bem, sua família saber da exata extensão de seus poderes.
-Há! -Malika zombou fazendo uma dancinha.
Gina notou quando sua família se esgueirou para fora da sala de treino na casa da sua amiga e foi em direção a sala de espera. A outra bruxa levantou o feitiço e sentou-se ao lado dela no chão. A ruiva colocou a cabeça nas pernas da bruxa mais velha e chorou, ela podia sentir o ressentimento e inveja emanando de Rony, o medo de seus pais e a indiferença, perplexidade e ansiedade de seus outros irmãos.
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Harry largou-se no chão exausto. Os primeiros vinte minutos de duelo com Elizabeth, foram gastos com ele se segurando e ela o analisando. Foi quando ela perdeu a paciência e lhe disse que sabia o que ele estava fazendo e que se não parasse ela iria enfeitiçá-lo enquanto dormia que não importava onde e como ele tinha aprendido os feitiços, mas que era para ele lhe jogar tudo o que sabia. Ele ainda estava tentando decidir se foi uma boa ideia fazer isso. Ele sabia os feitiços e sabia como fazê-los, mas seu núcleo de treze anos não estava acostumado com aquela carga mágica e se exauriu antes de uma hora de duelo deixando espaço para sua madrinha bate-lo com uma azaração de primeiro ano, Petrificus Totalus.
-Muito bom seu conhecimento em magia. –ela disse sentando-se ao seu lado, dois dos seus elfos domésticos trouxeram duas grandes bandejas com comida para eles e colocou na frente deles. –Mas péssima sua energia física e mágica. –completou. –Isso associado ao fato de que provavelmente Dumbledore mentiu pra mim sobre como você era tratado e as cicatrizes que eu tive o vislumbre algumas vezes quando você desviou de alguns feitiços. –ele se mexeu inquieto. –Você não teve o melhor dos cuidados com seus guardiões, isso é certo?
Ele não respondeu, apenas suspirou e levantou a perna da calça mostrando uma grossa tornozeleira com três fileiras de alguns vidros pequenos de poções e pegou as poções de nutrição e reforço de magia, que voltaram ao seu tamanho normal quando retiradas e tomando-as em seguida.
-Vou acreditar que foi você que fez essas poções e que eu estou certa nas suposições. –ela disse e ele apenas acenou começando a colocar seu jantar. –Você tentou me jogar alguns feitiços que ninguém aprende em escolas normais e muito menos só lendo, Harry. –ela comentou colocando o jantar dela.
O moreno começou a comer, na esperança de que ela continuasse falando e lhe desse tempo de inventar uma desculpa plausível.
-De quando exatamente sua mente é Harry? -ela perguntou e ele parou com o garfo a meio caminho da boca e abaixou-o novamente para o prato. –Se você voltou no tempo, deve ser porque o futuro é terrível demais para suportar, eu quero lhe ajudar, não vou contar a ninguém se você não quiser, mas me deixe te ajudar meu filho. –ela pediu. –Você não tem que me falar nada agora, não irei obrigá-lo a me contar se você não quiser, mas saiba que sempre pode contar comigo.
Ele acenou levemente com a cabeça e voltou a comer, Elizabeth o forçou a comer bem mais do que estava acostumado e pouco depois um elfo apareceu segurando um pequeno vidro com uma poção cor de suco de abóbora.
-Essa é uma poção que eu inventei, ajuda a absorver melhor as poções que você tomou durante o dia e também os nutrientes dos alimentos. –ela deu o vidro. –É para tomar pouco antes de dormir, amanhã vou lhe ensinar a fazer o estoque para o resto do mês. –completou e levantou-se do chão. –Tenha uma boa noite criança. –ela despediu-se e saiu do quarto de treino.
Harry olhou para a poção em sua mão e a colocou na tornozeleira. Tirando as cartas dos bolsos ele começou as ler.
'A Vossa Alteza Duque Harry James Potter. - Duque de York - Pela Casa de York; Marquês de Crotone, Conde de Saint-Vailler, Visconde de l´Estoile, Barão de Clérieux, Barão de Sérignam - Pela Casa de Poitiers; Lord da Suprema Corte Bruxa e da Câmara dos Lordes Trouxa - Pela Casa Potter e Casa de York.
Caro Duque Harry. J. Potter,
Gringotes tem o prazer de informar que seu pedido já foi iniciado e que tudo corre perfeitamente bem. O prédio fornecido por sua alteza já passou pelos reparos e proteções necessários. O registro foi feito sob feitiço de sigilo e os beneficiários já estão sendo localizados e informados conforme solicitado.
Que seu ouro flua cada vez mais,
Rasmuri
Protetor das Contas Potter'
Harry suspirou aliviado, pelo menos uma das suas preocupações estava sendo solucionada. Ele passou as mãos pelo rosto cansado. Na outra linha do tempo ele descobriu que muitas crianças bruxas ditas nascidas trouxas, eram meio-sangues, resultado de estupros onde as mulheres não lembravam por ter sido obliviatadas, e cerca de noventa por cento dessas crianças haviam sido criadas ou abandonadas em orfanatos devido aos seus poderes.
Ele lembrou de Sofie Velasques, ela era uma dessas crianças, ela foi adotada por pais que eram religiosos obcecados e haviam inventado mil e uma desculpas para suas magias acidentais, mas quando a carta de Hogwarts chegou, eles a abandonaram em um orfanato e nunca mais a procuraram, durante a guerra a casa de sua família foi atacada e Sofie, sendo um membro da resistência, foi ajudar, acabou morrendo pela mão do próprio pai adotivo, que a acusou de levar a destruição para a casa antes de atirar em seu peito com uma pistola.
A imagem de Rosalie, filha de Duda também invadiu sua mente, o filho de uma puta havia abandonado a própria filha em um orfanato caindo aos pedaços quando percebeu que a menina era uma bruxa, ato que foi apoiado por Valter e Petúnia. Quando ele e Gina encontraram a criança, ela estava muito doente, Rosalie havia sido adotada de certa forma por ele e Gina, em segredo, ela morreu aos onze anos em um ataque em Beauxbatons. A existência se sua pequena rosa morreu com Gina e morreria com ele, eles nunca contaram a ninguém sobre Rosa, ela era seu pequeno segredo, seu anjo no meio do inferno. Ele pegou a carta de Gina.
'Caro Harry
Espero que esteja bem, eu estou treinando com Malika para tentar conseguir algum controle sobre minha magia, ainda não consegui ler o grimório de Genevive e nenhum outro livro que não seja os do meu primeiro ano, mamãe quer me manter sob seus olhos quase o tempo todo e de noite ela vem ao meu quarto a cada meia hora, está insuportável. Por falar em insuportável, Rony está da mesma forma. Eu não sei como, mas os meninos descobriram sobre Luxor ser sua, pelo menos é o que queremos que eles saibam, eu estou conseguindo controlar a legilimência da alma melhor e tento não verificar todo o tempo, até porque os gêmeos já devem ter inventado as orelhas extensíveis ou pelo menos o protótipo delas.'
Harry sorriu, imaginando a expressão do rosto dela.
'Acredito que você já deve ter percebido o quanto meu irmão com complexo de inferioridade foi abalado e quão ciumento e imbecil ele está. Estou pensando em pedir transferência por algum tempo para Beauxbatons ou a Academia de Magia do Cairo ou a Academia de Magia de Alexandria... '
Harry deixou a carta cair e levantou-se passando as mãos pelos cabelos, Gina ia sair de Hogwarts, ela ia deixá-lo... O moreno olhou em volta procurando algo para extravasar, ele viu umas bolas de vidro e começou a jogá-las na parede oposta, as bolas se estilhaçavam e se juntavam novamente, rolando para seus pés. Ela não podia... Gina não podia sair, com quem ele ia conversar? Ele sabia que Luna, Neville, Hannah e McGonagall estariam em Hogwarts, mas ela era diferente. Ele podia conversar com ela sobre qualquer coisa sem se sentir bobo, perdido ou imbecil, ela o colocava em seu lugar quando ninguém mais tinha coragem... Ele precisava dela, ele não podia perdê-la novamente.
Relances de memórias e sentimentos de quando ela fora assassinada vieram a tona e ele caiu de joelhos ofegando, ele precisava dela, ele não podia perde-la novamente, ela era o seu norte, ela era sua força...Ele a amava, sem poções, sem feitiços. Ele a amava e ponto. Esse era o único motivo para as poções e feitiços de Dumbledore terem funcionado tão bem quando foi direcionado para Gina, ele sempre a amou e agora ele ia perdê-la novamente. Estava tão perdido que não viu quando Dobby apareceu na sala e tentou falar com ele, nem quando o elfo sumiu e nem quando Elizabeth entrou correndo na sala e o envolveu em seus braços.
-Shi... vai ficar tudo bem, Harry. –a bruxa o consolou quando ele começou a tremer em um choro silencioso. –Vai ficar tudo bem meu querido.
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Minerva olhou-se no espelho e tocou a marca em sua testa, por tanto tempo ela evitara seu destino e no fim ela acabou sendo o que sempre devia ter sido. A túnica azul escuro estava sobre a cama, assim como seu athame e jóias. Suspirou aliviada, seu orgulho quase havia levado Avalon a destruição em sua outra linha do tempo, mas agora ela voltou com anos antes que a Dama do Lago morresse, as proteções da ilha não cairiam agora, pois ela voltara para sua casa e quando chegasse a hora, ela seria a nova Dama. Sua tia-avó entrou no quarto dela e sorriu, estava na hora dela voltar para Londres e ajudar Harry como ele merecia.
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Harry acordou sentindo um vazio em seu peito, imediatamente ele lembrou da carta de Gina e levantou-se de repente, pulando da cama, que ele não lembrava de ter ido, começou a procurar a carta.
-Coloquei as cartas no criado mudo. –ele virou-se para ver Elizabeth sentada em uma poltrona perto da sua cama. –Eu não li nenhuma, se quiser saber.
-Obrigado. –ele agradeceu e abriu a gaveta e correu os olhos pelas linhas até achar o ponto onde parara.
' ...Estou pensando em pedir transferência por algum tempo para Beauxbatons ou a Academia de Magia do Cairo ou a Academia de Magia de Alexandria. Malika acha que vai ser uma boa desculpa para quando eu voltar para Hogwarts sabendo muito mais feitiços. Pessoalmente estou mais inclinada para Alexandria, eu não sei se aguentaria ir para Beauxbatons e não lembrar de Rosalie.
Sem falar que ficando longe de Ronald e de suas crises de idiotice deve ser mais fácil controlar a magia caótica até que ela volte totalmente ao controle ou pelo menos ao mesmo controle que eu tinha antes de morrer. Luxor diz que a magia deve ter ficado mais caótica do que antes porque você me convocou com a pedra da ressurreição.
Acredito que dois ou três anos deve ser o suficiente para eu ganhar certo controle sobre minha magia novamente, e também será uma desculpa perfeita para eu ir atrás das horcruxes pra você, já que você não poderá ficar saindo de Hogwarts todo o tempo.
Espero que você esteja bem.
Gina
P.S: Quando vamos comprar roupas novas para você? Você prometeu me deixar ajudar com sua renovação de guarda roupa.'
Ele sentou-se na cama respirando fundo, ele tinha esquecido as malditas horcruxes. Mesmo revisando suas memórias, que ele já tinha acessado todas até o dia em quem fizeram o ritual para voltar, ele havia posto o assunto das horcruxes de lado. Harry estava tão envolvido em achar algo que ajudasse Gina com a magia caótica que ele esqueceu totalmente o foco da sua volta. Impedir que a guerra ocorresse. Ele lembrou de Rabicho, ainda vivendo com os Weasley's.
Levantando-se da cama decidido a por o plano em linha novamente, ele entregou a carta para sua madrinha e seguiu para o banheiro, para sorte dele o closet tinha uma porta adjacente para dentro do banheiro. Depois de pronto, ele saiu e encontrou a bruxa pálida, ele ouviu claramente quando ela murmurou "Horcruxes? No plural?" Tomou suas poções para o dia e foi em saiu do quarto para tomar seu café da manhã, ele deixaria Elizabeth pensar na carta e depois ele pediria sua opinião, ele precisava de conselhos de uma mulher, alguém que ele podia realmente falar e no momento Minerva devia estar incomunicável.
Ele terminou seu café e chamou Sirius pelo espelho, demorou umas vinte chamadas para o homem atender.
-Filhote você tem noção da hora? -o homem perguntou aparecendo com o cabelo desgrenhado no espelho.
-Sim eu tenho Sirius. Mas eu preciso que você entre no inferno para me ajudar a pegar uma coisa. –ele disse. –Você tem que ir à casa dos seus pais, eu não posso abrir a casa pra entrar. –completou, antes que o bruxo pensasse que ele estava falando de Azkaban.
-O medalhão. –ele disse e Harry levantou as sobrancelhas. –Hei, não há muita coisa pra fazer no mundo dos mortos, Gina me contou sobre as horcruxes e onde elas estavam. Alguma pista das duas que faltavam?
-Ainda não. –lamentou. –Só agora terminei de acessar minhas memórias adultas e comecei com as memórias de Tom há poucos dias, vai levar um pouco de tempo para ver quais eram todas as horcruxes. –explicou e o ex-maroto acenou com a cabeça.
Harry levantou os olhos quando viu Elizabeth entrar na sala de jantar com a carta na mão.
-Sirius. –ele disse e a bruxa o olhou, com uma expressão que ele não soube dizer qual era, enquanto tomava seu lugar à mesa. –Tenho que ir agora, ainda tenho aula de Defesa e de Deveres de Chefe de Família. –explicou ganhando um grunhido do homem. –Tchau Sirius, vejo você mais tarde.
-Tchau filhote.
O menino colocou o espelho no bolso esperou até que Elizabeth falasse.
-Você conseguiu? -ela perguntou e ele ergueu uma sobrancelha. –Tirar Sirius de Azkaban.
-Luxor tirou. –ela acenou, mesmo sem saber quem era Luxor.
-Eu tentei por anos conseguir um julgamento pra ele ou mesmo permissão para visitar. –ela disse enxugando algumas lágrimas. –Wizengamot e o ministério nunca permitiram por eu não ser da família. Tentei falar com o Conselho Bruxo Internacional, mas nem mesmo consegui uma audiência, o Profeta Diário simplesmente me mandou uma carta dizendo que eu era louca de defender um comensal da morte. –ele ouviu o desabafo da bruxa. –Como se Sirius fosse capaz de algo assim! -ela fungou e usou o guardanapo para enxugar as lágrimas.
-Você sabe o que todos eles têm em comum? -Harry perguntou segurando firmemente o banco da cadeira. –Dumbledore ou o ministério corrupto. –ele cuspiu levantando-se e batendo as mãos na mesa. –Dobby! -ele chamou e o elfo apareceu ao seu lado. –Por favor, me traga pena, tinta e pergaminho. –ele pediu ao elfo que em instantes havia conseguido.
-O que você vai fazer, Harry? -Elizabeth perguntou.
-Acelerar alguns planos. –ele disse e depois de pensar um pouco, suspirou e olhou para sua madrinha. –Pegue algumas poções calmantes, chá ou firewisk, o que lhe acalmar melhor. –ele disse. –Pretorian! -ele chamou e a fênix negra apareceu, fazendo a bruxa ofegar.
"Jovem Lord vai finalmente contar a boa mulher sobre sua missão." A fênix afirmou.
-Sim eu vou, Pretorian. –ele disse. –Preciso que leve isso até Rasmuri e que ele responda o mais breve possível, por favor. –a ave acenou com a cabeça e tomou o pergaminho nas garras e sumiu em um flash de chamas negras.
-Harry...
-Luxor! -ele chamou, interrompendo Elizabeth.
"Jovem Lord quer ver a menina agora? Ela ainda está dormindo" a fênix disse e ele sorriu.
-Perfeito. –ele disse e a sua familiar trinou divertida. –Me leve até Gina, Luxor. –ele pediu. –Eu volto logo. –ele disse para a bruxa que o olhava aturdida.
Harry inflamou em chamas brancas no quarto de Gina e a observou dormir calmamente, era estranho o quanto só estar ali a olhando o tinha acalmado. Tocando levemente seu rosto ele a admirou. Ele demorou tanto para perceber o que sentia por ela, foi preciso quase perdê-la pela segunda vez para ver o que era tão obvio. Ele a amava desde o primeiro segundo que a viu. Os belos olhos castanhos claros, que com o ângulo certo de luz, ganhava o tom de dourado, azulado, esverdeado e até mesmo chocolate, ele amava tudo nela, até as pequenas sardas na ponta do nariz e as pintinhas em forma da constelação da ursa maior que ele sabia que ela no ombro esquerdo e até mesmo quando ela o explodia com sua magia caótica ou temperamento explosivo.
-Gin. –ele a chamou sussurrando. –Gin, acorde.
-Cai fora. –ela murmurou rolando pro outro lado.
-Gin, eu quero te apresentar minha madrinha. –ele sussurrou no ouvido dela.
-Que madrinha, Potter? -ela perguntou, pra logo em seguida ele se ver sendo jogado no chão. –O que você ta fazendo aqui? -sussurrou raivosa. –Se alguém te ver...
-Vem comigo, preciso te apresentar tia Lizzie. –ele disse engatinhando até a cama dela. –O nome dela é Elizabeth, eu não a chamo de Lizzie na frente dela, mesmo que ela tenha pedido. Ela é muito legal e ela descobriu que minha mente é de outro tempo...
-Como?
-Eu estava nervoso com algo que achei na biblioteca de Alexandria e ela me chamou pra duelar e ela percebeu, ela é professora da Academia de Magia de Alexandria, ensina duelo. Ela vem tentando por anos ver Sirius em Azkaban, mas não permitiram por ela não ser da família, ela também tentou dar um julgamento pra ele...
-Harry. –ela o calou tapando a boca dele com a mão. –Respira, você está falando muito rápido. –completou e ele respirou, mas as leves faíscas de choque percorrendo a área que ela estava tocando estava deixando isso um pouco difícil.
Então ele simplesmente sabia o que fazer, não importava se ela um dia iria retornar seus sentimentos, se ela iria querê-lo só como amigo, ele seria somente dela. Mas como ele ia falar pra ela como ele se sentia? Como fazê-la entender que ele não estava sob efeito de poção ou feitiço? Afinal esse não fora o medo dele, desde que recuperara as lembranças? Como fazê-la entender que ele sempre a amou e que o velho Dumbledore, de certa forma, só lhe deu o empurrão necessário para ficarem juntos? Mas e se ela não sentisse o mesmo, ele conseguiria conviver vendo-a e não a tendo? Ele respirou fundo, tantas perguntas e nenhuma resposta. Uma batida na porta chamou sua atenção.
-Gina? -a voz de Gui soou no outro lado da porta.
-Vai embora, depois Luxor me leva. –ela sussurrou pra ele e se afastou, as garras da fênix o pegaram no ombro e o levou pelas chamas.
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Elizabeth ficou olhando para o espaço onde seu afilhado sumiu. Duas fênixes, uma negra e uma branca chamadas Pretorian e Luxor... Protetor e Luz. Ela sabia que seres eram aqueles, eles não eram simples fênixes comuns, e ao contrário do que achavam, não eram simples presságios de mago das trevas ou mago abençoado, aqueles eram espíritos guardiões. Cuja única finalidade eram proteger o equilíbrio no mundo. Ela só tinha visto relatos sobre esses seres quando estava fazendo pesquisas na biblioteca de Alexandria sobre o seu animal guardião.
Ela levantou a varinha e convocou as anotações que tinha sobre aquelas fênixes. Com o canto do olho ela viu Harry voltar e esperou ele sentar-se. Ele esperou com calma enquanto ela confirmava suas suspeitas.
-Quem prejudicou tanto sua magia, a ponto de que as fênixes guardiãs tiveram que interferir no destino? -ela perguntou abaixando as anotações, mesmo que no fundo ela sabia a resposta para isso.
A bruxa observou quando a fênix negra de seu afilhado apareceu e logo em seguida a fênix branca voltou com uma menina ruiva. Ela a vira em uma foto no Profeta Diário, sua família havia ganhado um premio na loteria bruxa, ela era muito bonita e com cabelos de um tom de ruivo diferente, eram como se várias camadas de vermelho e alguns fios dourados se misturassem dando a impressão de fogo. Ela segurou o sorriso, os Potter's e as ruivas. Observou a menina sentar-se ao lado do seu "afilhado" e ele automaticamente procurar a mão dela em conforto. Ambas as aves empoleiradas em suas cadeiras, trinando uma canção reconfortante e que encheu seu peito de um calor agradável.
Harry começou apresentando a menina, Ginevra "Gina" Weasley, e ela para a menina, depois apresentou as fênixes a ela e só então começou seu relato. Ele contou o que aconteceu na noite que seus pais morreram e o que Dumbledore fez depois, sua vida com os Dursley até receber a carta de Hogwarts e após receber a carta, contou sobre tudo o que aconteceu em sua "outra linha de tempo" como ele se referia, a morte de Cedrico no quarto ano e de Sirius no quinto e de como ele se sentiu com cada morte, até o fim do seu sexto ano. Nessa parte ele parou e olhou para a menina, como se pedindo permissão para falar. Ele contou sobre o verão do sexto ano e o ataque aos Weasley no casamento de seu primogênito.
Elizabeth notou que ele encurtou essa parte o máximo possível, algo mais deve ter acontecido naquele ataque, algo que afetou drasticamente a magia da menina e que veio com ela através do tempo, e ela só podia pensar em uma situação para afetar tanto os poderes, ao ponto de deixar caótica, a magia de uma sétima filha. Estupro.
Harry lhe contou sobre como a inércia e corrupção do ministério entregou de bandeja o mundo mágico nas mãos de Voldemort, de como Hogwarts, que além de escola funcionava como abrigo para os que eram contra o lorde das trevas, caiu e as conseqüências para o mundo mágico. Falou sobre como aos poucos toda a Europa foi sendo atingida por Riddle e de como descobriram a cura para muitas doenças usando poções e feitiços das trevas juntamente com sua habilidade ofidioglota, de como descobriram o quão fundo e prejudicial havia sido as manipulações de Dumbledore, para o dito bem maior, o que fez muitos da resistência mudar de lado.
De como a resistência pouco a pouco foi caindo, devido a falta de instrução adequada e preparo por tantos anos. Ele contou sobre o maior ataque que a resistência sofreu que resultou na morte da ruiva ao seu lado e como ele se sentiu e as conseqüências para ele. Ouvi-lo admitir que começou a gostar de torturar as pessoas simplesmente por ele sentir que cada grito de cada comensal, era uma fração da justiça sendo feita, foi perturbador. Harry falou de como quase enlouqueceu e de como Avalon, os duendes e o reino das fadas, há muito envolvidos na guerra, trabalharam em conjunto para criar o feitiço que mandou suas memórias e poderes através do tempo, para eles mesmos, mesmo que algumas das pessoas já estivessem mortas.
Elizabeth não forçou nenhuma pergunta, ela sabia que as partes que ele não contou deviam ser dolorosas além do suportável para lembrar novamente. Quando ele parou de falar, as aves começaram a cantar, uma canção triste, mas calmante e confortadora.
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Dumbledore estava frustrado, por falta de uma palavra melhor. Ele não sabia nada, nenhuma lenda ou algo assim sobre fênixes brancas parecendo para meninos, será que isso significava o mesmo que para as meninas? Harry seria um oráculo? Seria esse o poder que Tom não teria? O conhecimento das várias possibilidades de futuro? Albus olhou para seu monitor, ele tentou mais vez rastrear Harry, mas não conseguiu nada. Ou tinha algo a ver com ele agora ter uma fênix como familiar, ou ele estava em uma área extremamente mágica e indetectável. O fogo da lareira ficou verde e o ministro, Cornélio Fudge, passou, eles haviam marcado essa reunião uma e outra vez, desde que Sirius Black fugira de Azkaban.
-Ah, Cornélio, seja bem vindo! -ele saudou o homem a sua frente e indicou uma poltrona.
-Sim, sim, obrigado Dumbledore! Eu vim falar sobre a segurança do menino-que-sobreviveu nesta escola! -o ministro falou. –Não podemos nos arriscar ter Black machucando Potter, não é? -ele disse.
-Harry, estará muito bem seguro em Hogwarts, Cornélio. –o diretor falou.
-Sim, mas eu resolvi colocar os dementadores em volta da escola mesmo assim! -disse, como se tivesse acabado de contar que descobriu a cura instantânea para febre de dragão.
-Você não vai colocar aquelas abominações em minha escola! -ele bradou.
-Agora, veja bem, Dumbledore! -Fudge aumentou o tom de voz. –Eu sou o ministro, e eu digo que os guardas de Azkaban vão ficar em volta da escola sim! Aqui está o aviso de situação emergencial. –completou colocando um pergaminho na mesa e caminhou para a lareira. –Eles não vão entrar na escola, mas eles vão vir! -disse e entrou na lareira, sendo engolido pelas chamas verdes.
Ele suspirou derrotado, tudo estava saindo do seu controle, onde estava a peça solta que havia desestabilizado tudo? Ele se perguntou. Dumbledore olhou pela janela e viu alguns professores começando a entrar nos terrenos da escola, as cartas logo seriam entregues, e as crianças nascidas trouxas precisavam ser guiadas pelos professores. Um pensamento ocorreu a ele, teria sido ali que ele errou? Ao mandar Rúbeos buscar Harry? Levantando-se de sua cadeira ele saiu do escritório, talvez Hagrid havia contado ao menino sobre algum lugar para ir se quisesse se esconder...
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Minerva caminhou pelo seu quarto em Hogwarts e parou em frente o espelho. Ela certamente iria causar uma celeuma com sua nova aparência. Sorriu abertamente, fazia muito tempo desde que ela se sentira tão... Atrevida. Olhou as cartas que estavam sobre a mesa, ela ainda, teoricamente, teria que distribuí-las entre seus colegas para que cada um fosse buscar um grupo, mas mudou de ideia. Ela iria entregar cada uma delas, usando o vira tempo que havia conseguido para Hermione Granger.
A professora de Transfiguração não tinha a menor intenção de dar tal objeto a criança, ela lembrava bem que a Torre de Gryffindor quase veio abaixo com o stress da menina e a tensão que jogava em cima de seus colegas, em sua outra linha de tempo. Ela iria dar-lhe uma conversa e se necessário, lhe obrigar a escolher somente duas matérias ou no máximo três, como Harry. Ela sabia que o menino só havia escolhido Trato das Criaturas devido sua amizade com Hagrid, caso contrário, teria pegado somente Runas e Aritmancia. Com alguns acenos de varinha, ela tirou os feitiços de compulsão das cartas e as colocou em seu bolso. Segurando uma outra carta ela dirigiu-se ao corujal, passou por Filius e Pomona que olharam para ela com os olhos arregalados, sorriu descaradamente. Como diria senhorita Weasley... Esse ano, ela ia causar!
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Hermione olhou para a carta vaga de Harry. Ele apenas perguntava como estava suas férias e dizia que havia conseguido ler todos os livros do próximo período e fez algumas leituras complementares. Ela estava realmente orgulhosa dele, pelo menos ele estava estudando, ao contrário de Ronald, que tudo o que sabia fazer em suas cartas era reclamar de Gina. De como ela tinha tido autorização para fazer magia fora da escola, de como ela estava recebendo toda a atenção e assim por diante.
Ela havia recebido algumas outras cartas de suas colegas de quarto e alguns presentes de melhoras de McGonagall e surpreendentemente do diretor, ela abriu o do diretor e viu um lindo conjunto de penas. Talvez ela as usasse logo para responder as cartas de seus amigos, ela olhou para os pergaminhos e um pensamento lhe ocorreu. E se Harry estava se dedicando aos estudos agora, não porque seus parentes não reparavam nele, e sim porque ele queria chamar sua atenção? Mordeu a parte interna da bochecha, ele estava ficando bem bonito é verdade, e talvez, pudesse dar certo entre eles, afinal não dizem que o melhor amigo é o melhor marido?
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Hannah olhou para a carta em sua mão. Desde que ela recuperou suas lembranças, ela queria ver e abraçar seu Neville, seu esposo, seu amor. Fazia algum tempo que ele havia recuperado suas lembranças e estava se comunicando com ela, Luna, Tonks, Gina e Harry também já haviam se lembrado, ela ainda não sabia sobre a professora McGonagall e sobre o padrinho de Harry. Desceu as escadas e viu sua mãe se dirigindo para a lareira.
-Oh querida, que bom que já acordou. –ela disse e voltou para lhe abraçar. –Vou fazer uma visita a Augusta Longbottom, gostaria de ir comigo?
-Claro! –concordou tentando esconder a euforia. –Vou me trocar, volto já! -gritou no meio da escada, ela não notou os olhos conhecedores de sua mãe.
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Gina voltou para o hotel, mentalmente e fisicamente cansada. Se Elizabeth seria sua professora de duelo, entre ela e Malika, não teria magia caótica que aguentasse, ela duvidava seriamente que conseguiria fazer um feitiço Lumos no momento.
Diferente de sua mentora, a madrinha de Harry tentava lhe distrair durante o duelo com conversas banais, durante sua primeira aula a bruxa mais velha a fez dizer exatamente que tipo de roupa ela ajudara o jovem bruxo a comprar e qual ela achava que cairia melhor em Harry, o que a fez ser várias vezes acertadas com azarações de picadas quando se distraia pensando em quanto o moreno estava mais... desenvolvido fisicamente, comparado com seu corpo na outra linha de tempo, onde os devidos cuidados com alimentação reposição de nutrientes não foram tomados.
Entrou no quarto e vagamente registrou seus pais no local, ela só queria sua cama e assim, se jogou sobre os lençóis. Ela ouviu movimentos a sua volta, mas não ligou, ela só queria dormir.
-Gina, querida, onde você esteve? -ela ouviu sua mãe perguntar a sacudindo. –Gina.
-Treinando...Me deixa dormir. –ela resmungou puxando o travesseiro pra cima da cabeça.
-São cinco da tarde, Gina, não vai dormir agora. –a mulher a repreendeu.
A ruiva fechou os olhos e reunindo cada pedaço da magia que ainda lhe restava lançou um feitiço de privacidade em volta da sua cabeça, fazendo o silencio acolhe-la. De olhos fechados ela repassou sua conversa com Harry, através de oclumência, sobre ela ir para a Academia de Alexandria, enquanto ela o ajudava a fazer algumas compras na parte trouxa de Alexandria, ela realmente viu o medo e solidão em seus olhos e algo mais, algo que ela não queria pensar, mas ao mesmo tempo lhe enchia de esperança e felicidade.
Ela vira amor. Luxor lhe trinara em particular, enquanto duelava com Lizzie, a ave lhe garantiu que ele não estava sob efeito de poção ou feitiço, que todo e qualquer feitiço que poderia ter atingido-o nas cartas da escola, foram desativadas pelo menino com a ajuda de Pretorian.
Ela e Harry também conversaram sobre como curar sua magia caótica, ele havia achado um escrito antigo de um homem cuja filha passou pelo mesmo que ela e cuja única cura havia sido encontrar e deitar-se com um homem que ela amava durante a comemoração de Beltane. Seu coração acelerou ao lembrar o que ela havia lido sobre tal comemoração. Sua mente vagou para lembranças de quando eles estavam juntos em seu quinto ano, o toque dele em sua pele, as sensações de pequenos choques ocorrendo onde ele lhe tocava, os beijos que faziam seu coração acelerar e as pernas bambearem. Seus pensamentos logo a levaram para o reino dos sonhos.
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Harry apareceu em um beco escuro da Travessa do Tranco com o capuz cobrindo o rosto e Lizzie segurando sua mão, ele finalmente havia começado a chamar sua madrinha da forma que ela preferia, ela também tinha o rosto escondido, Pretorian firmemente empoleirado em seu ombro assustou alguns dos bruxos que abriram caminho para ele. Idiotas, realmente acreditavam que uma fênix negra era sinal de um poderoso bruxo das trevas. Ele sabia, segundo seus informantes, que já rodavam rumores de que o dono da fênix negra era mais terrível que Voldemort e que segundo "testemunhas" ele havia matado, com as próprias mãos, simplesmente por cruzar seu caminho. Bufou quando ouviu os sussurros.
Fazia dois dias desde que ele e Gina conversaram com Elizabeth e Gina foi testada por sua madrinha, ele sorriu quando lembrou do rosto rosado da ruiva enquanto duelava, sua madrinha havia colocado feitiços silenciadores em volta delas e ele não ouviu uma palavra do que elas falaram, mas as bochechas da ruiva passaram por todos os tons de vermelho que ele pensou que era possível.
Piscando, voltou a prestar atenção em seus passos. Fez seu caminho para fora da Travessa, parando pouco antes da saída para que Pretorian fosse para outro local. Com cuidado seguiu com destino a Gringotes, o moreno foi abordado por um duende antes de chegar à fila de um dos caixas, o que não passou despercebido por alguns bruxos.
-Que seu ouro sempre flua forte e seus cofres e bolsos transbordem. –ele disse ao duende que o abordou.
-E que seus inimigos conheçam a derrota pela sua espada. –o duende disse, ganhando um sorriso de Harry. –Mestre Rasmuri pede para lhe falar com urgência, Alteza. Se puder me acompanhar.
-Obrigado. –ele agradeceu. –Seu nome é Grampo, não é? -perguntou reconhecendo o duende.
-Sim, é alteza. Fico feliz que se lembre. – o duende falou o guiando para a porta lateral, Lizzie o seguia logo atrás, o que não passou despercebido pelo funcionário do banco.
-Não se preocupe Grampo, eu confio que ela vai manter o assunto em segredo. –ele disse, o duende acenou e abriu a porta de Rasmuri, depois de receber permissão para entrar.
-Ah, Duque Potter! -o diretor de suas contas o saudou.
-Diretor Rasmuri. –ele cumprimentou com uma inclinação de cabeça. –Que seu ouro transborde como o mar em lua cheia. –ele disse ganhando um riso do duende.
-O seu também, Lord Potter. –o duende disse, olhando para a bruxa atrás do menino.
-Permita-me, Rasmuri, esta é Elizabeth Stuart, tia Lizzie este é o Diretor Rasmuri, ele que multiplica o ouro das contas Potter's. –ele apresentou.
-É uma honra conhecer o responsável pela fortuna Potter ter crescido tanto em tão pouco tempo. –ela disse com uma leve mesura. –Se minhas contas não fossem egípcias, eu certamente as daria sob seus cuidados diretor Rasmuri.
-Gringotes é um só, Lady Stuart. Temos acesso a qualquer conta em qualquer lugar. –o duende disse, antevendo mais lucros e indicando poltronas para sentarem.
-Mas isso não causaria mal estar com meu atual gerente de conta? -ela perguntou.
-Não se você me deixar como protetor geral de suas contas, como acontece com Lord Potter. Todos os duendes de Gringotes tem que responder ao protetor geral da conta e nada acontece sem minha permissão. –ele explicou.
-Foi assim , que tiramos o controle de Dumbledore das minhas contas, tia Lizzie, pedi para o diretor Rasmuri continuar a proteger minha conta e agora meu antigo gerente de conta não pode passar relatórios e nem dar acesso ao diretor de Hogwarts. –Harry explicou.
-Podemos falar sobre minha conta depois então, diretor? Creio que você pediu para falar com Harry sobre outro assunto. –Elizabeth disse, ganhando um sorriso malicioso do duende.
-Sim, sim. –ele disse tirando alguns pergaminhos de trás da mesa. –Alguns papéis precisam ser assinados para terminar de legalizar, você sabe o que.
-Está tudo bem, Rasmuri, tia Lizzie sabe do Protetorado Lily Rosalie Para Seres, Criaturas, Crianças e Adolescentes Mágicas. –ele disse verificando os papeis.
Ele aprendeu a muito custo na outra linha de tempo que os duendes consideravam deselegante e uma afronta não ler os documentos que eles davam para assinar, ao contrario do que muitos pensavam, eles achavam que ler seus contratos era uma valorização do seu trabalho.
–Ela também sabe do Fundo Lua Tranquila, para a preparação e fornecimento da Wolfsbane. –completou e tirou os olhos dos contratos. –Seus contratos estão perfeitos como sempre, acredito que uma gratificação extra pelo seu trabalho duro e desempenho deva ser de direito seu. –ele disse ganhando um sorriso presunçoso do duende. Harry sabia que com isso, tinha ganhado mais um pouco da confiança do duende e assinou os contratos. –Quanto ao assunto das ações do Profeta Diário?
-Estou fazendo o máximo que posso, Lord Potter, mas alguns acionistas não querem vender suas partes. –o duende falou. –Não quando se oferece apenas o que é justo.
-Eu confio que você fará o que for necessário para me conseguir a maioria das ações. –ele disse e viu um brilho predatório nos olhos do seu diretor de contas. -Se não se importa, Rasmuri, enquanto você discute com minha madrinha sobre a conta dela, eu posso ir ver o jazigo da família?
-É claro, vou chamar um duende.
-Se importaria de ser Grampo? –pediu. -Já estou mais acostumado com ele. –explicou antes que o outro perguntasse.
-Que seja.
Harry saiu da sala do seu diretor de conta no mesmo momento que Grampo se aproximou da porta, o duende parecia muito satisfeito consigo mesmo e o guiou até o jazigo Potter. O moreno agradeceu e entrou sozinho no cofre. O aniversário de Gina havia passado e ele havia mandado uma caixa de sapos de chocolates com uma nota explicando que o presente real só iria depois que os outros Weasley's tivessem voltado para Londres, para a família dela não ver. Ele não mentiu sobre o real motivo, mas o segundo motivo era que ele tinha que achar algo que fizesse jus a ela. E ele sabia de algo que só vira uma vez no álbum de fotos dos seus pais e ele sabia que estava ali. Abrindo baús e caixas de jóias, ele procurou um por um até que ele encontrou, escondido dentro de décimo quinto baú, enrolado em um lenço de seda, dentro de um saco de veludo.
O colar que sua mãe usou no casamento. O colar da promessa como era chamado, segundo Remus lhe dissera na outra linha do tempo, era um colar que devia ser passado para a mulher que um Potter escolhia amar para toda sua vida. Era um simples entrançado de quatro fios, um fio de ouro amarelo cravejado com minúsculas pedras amarelas, um fio de ouro rosa cravejado com minúsculos pedaços de pedras rosadas, um fio de ouro branco também cravejado com minúsculas pedras brancas e um fio avermelhado cravejado com minúsculas pedras vermelhas, os fios eram trançados formando uma corrente de nós celtas.
Ele pegou mais algumas jóias e as guardou em um baú, com um acenar de mão, ele diminuiu o baú e o guardou em um bolso. O colar ele deixou separado na bolsa que estava, guardado em outro bolso.
Harry saiu do cofre, usando uma capa que pegou em um dos baús no cofre, guardando a outra e com o capuz abaixado sobre os ombros voltou para a superfície com Grampo, agradecendo o tempo do duende e se desculpando pela demora, ele despediu-se desejando lucros e ouro para o duende. Lizzie o esperava nas portas do banco, ele sorriu para sua madrinha e a acompanhou até a sorveteria. Ela falava de como absolutamente nada havia mudado desde que ela pisara no local pela ultima vez, o que não era um elogio, ela esclareceu. O moreno notou quando um besouro extremamente familiar pousou em seu ombro e indicou para a bruxa, que já sabia sobre Rita Skeeter.
Eles falaram de como o mercado bruxo de Alexandria era muito mais moderno e limpo. Sua madrinha expressou claramente que não sabia como os trouxas ingleses não descobriram sobre os bruxos, vendo como algumas pessoas passavam vestidas para o mundo não bruxo. O jovem bruxo concordou e expressou seu descontentamento com os livros extremamente atrasados de estudos dos trouxas que ele havia lido em Hogwarts para decidir qual matéria fazer com as eletivas.
-Mas também, criança, o que você queria? -Elizabeth perguntou balançando a colher do sorvete. –Estudo dos trouxas em Hogwarts sempre foi ensinado por bruxos puros sangue que nunca viveram um dia sem magia no mundo trouxa, é claro que eles vão ter uma ideia totalmente errada dos trouxas.
-Quando li nos livros que eles consideram eletricidade como uma moda passageira, eu ri de me acabar. –Harry disse balançando a cabeça, ele ainda não podia acreditar no que leu.
-Você sabe que os bruxos ingleses são motivos de piadas nos outros países certo? -ela perguntou, fingindo não querer dar a noticia. –Dizem que a Inglaterra bruxa é tão atrasada que mais um pouco e vocês voltam a viver em cavernas. –ela disse rindo e depois tapou a boca com a mão. –Desculpe querido, isso não devia ser motivo de risada.
-Está tudo bem, Elizabeth, eu mesmo acho isso. –admitiu. –Francamente, penas e pergaminho? Os trouxas não usam isso há mais de um século, e os que usam é mais para fins decorativos ou em peças de teatro. –ele disse. –E vamos encarar os fatos, há mais de cem anos que os trouxas não ensinam as crianças a ler e escrever em casa, existem escolas para crianças, creches que cuidam dos bebês para que as mães possam trabalhar.
-Sem falar na tecnologia avançada deles. –ela comentou. –Os trouxas estão tão avançados que será apenas questão de poucos anos até que todos saibam da existência dos bruxos.
-Eu sei o que você quer dizer. –ele concordou e fingiu pensar um pouco tomando sorvete. –Lizzie... –ele começou parecendo constrangido. –Posso perguntar uma coisa? Um assunto totalmente diferente?
-Claro que sim. –ela concordou, sabendo exatamente o que ele ia perguntar.
-Se meus pais queriam que você tivesse minha guarda, caso meu padrinho, Lupin ou os Longbottom não pudessem cuidar de mim. –ele começou e parou fingindo pensar com cuidado nas palavras. –Porque você nunca me procurou?
-Eu procurei sim, Harry. –ela disse abaixando a colher na taça de sorvete. –Eu tentei ficar com sua guarda quando soube o que houve, mas o ministério ignorou a vontade de seus pais e os deixou com a irmã de Lily. Eu apelei para todos os meios que eu podia e todos me negaram sua guarda, quando percebi que era em vão, eu mandei tantas cartas para Petúnia ler para você e brinquedos pra você brincar que perdi as contas.
-Eu nunca recebi nada. Eu nem sabia o nome dos meus pais até que Hagrid veio me dar minha carta. –ele disse, decidido a esconder sua infância com os Dursley's.
-Eu não entendo isso, Harry. –a bruxa disse balançando a cabeça. –Quando Petúnia não respondeu nenhuma das cartas, eu pedi para Dumbledore dar minhas cartas e brinquedos pra você, mandei tantas fotos de Lily e James...
-E meu padrinho? -ele perguntou, Lizzie se mexeu na cadeira fingindo estar incomodada, ele podia sentir Rita ficar animada em seu ombro. –Qual era o nome dele?
-Harry, seu padrinho foi acusado de algo que não fez e por isso ele foi para Azkaban, a prisão dos bruxos. –ela começou. –Eu tentei de todas as formas conseguir um julgamento pra ele, mas Wizengamot e o Conselho Bruxo Internacional apenas me enxotaram de lado, sem me ouvir, eu tentei até mesmo apelar para o Profeta Diário na época, mas o ministério deve ter abafado o caso. –ela disse, fazendo toda uma cena.
-Ele foi preso sem um julgamento? -Harry perguntou crispando os olhos. –Do que ele foi acusado?
-De ser um seguidor de Voldemort e entregar seus pais pra ele. –ela disse e ele encostou-se na cadeira. –Harry, ele nunca faria! Ele daria a vida para proteger seus pais e você!
-Porque não o julgaram? -ele perguntou.
-Eu não sei.
-Mais alguém teve a mesma acusação e não foi julgado? -ele perguntou.
-Não. Todos tiveram julgamento, até mesmo os Lestranger's, que eram um degrau abaixo do próprio Voldemort.
-Se ele era um seguidor de Voldemort...
-Ele não era, Harry! -Lizzie protestou.
-Se ele era, porque o ministério não o interrogou para saber o nome de outros comensais? -Harry perguntou, fingindo perguntar para si. –Quem iria ganhar com isso? E o que?
-Harry...
-O nome dele Lizzie, qual é? -ele perguntou.
-Sirius Black. –ela disse.
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Amélia Bones estava furiosa. Ninguém se atreveu a ficar em seu caminho enquanto ela marchava em direção o escritório de Fudge. Na sua mão uma edição especial do Profeta Diário anunciava com letras gigantes a incompetência do seu setor ao apoiar uma injustiça. Invadindo a sala do ministro, que estava lendo uma revista sobre Quadribol, ela jogou o jornal no colo dele.
-Explique Cornélio! -ela exigiu.
-O que Amélia? –ele perguntou pegando o jornal e vendo a primeira página.
'INOCENTE CONDENADO AO BEIJO?
SIRIUS BLACK CONDENADO SEM JULGAMENTO!
BLACK ERA REALMENTE CULPADO?
BLACK ÚNICO A NÃO TER JULGAMENTO!
QUEM GANHARIA COM SUA MORTE EM AZKABAN?'
-Adivinhe o que descobri procurando o julgamento de Black para poder responder a isso, Cornélio. –ela pediu com uma voz perigosamente calma. –QUE BLACK REALMENTE NÃO TEVE UM JULGAMENTO! -ela gritou.
Todos que estavam no corredor ouviram o grito da Chefe do Departamento de Execuções das Leis Mágicas. Em segundos todo o ministério sabia e até o fim do dia a ordem para o beijo havia sido retirada e os dementadores recolhidos para Azkaban novamente.
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Harry sorriu quando viu os Weasley's passarem pela sua janela no Beco Diagonal. Fazia uma semana que ele havia voltado para Londres, sua madrinha havia alugado um apartamento no nome dela no Beco Diagonal e ele estava lá com Dobby e mais dois elfos da família Potter, às vezes indo para Alexandria ou Zíngaro com Pretorian. As vezes Gina iria se juntar a ele, com a desculpa de treinar com Malika, e eles iriam com as fênixes e Sirius, devidamente disfarçado, para algum lugar trouxa ou bruxo e montar um novo guarda roupa para eles.
Claro que a parte das roupas da ruiva foi um pouco mais complicado de negociar quem pagaria e no fim Sirius acordou que as roupas dela seriam o pagamento por ela ajudá-los com as poções. Acordo que só durou até ela ver o valor da primeira conta e mais uma vez eles tiveram que tentar fazer outros acordos com ela.
Sorrindo com a lembrança de uma ruiva tímida por ganhar tantas roupas, ele colocou a camisa de mangas longas para esconder suas tatuagens e Ditria, sua serpente, havia demorado muito, mas ele finalmente convenceu Lizzie a autorizar as tatuagens. Claro, eles tiveram que fazê-las na parte bruxa de Alexandria, onde ele não correria o risco de parar nas páginas de um jornal e nem Elizabeth seria presa, já que é um costume dos bruxos egípcios tatuarem as crianças quando completam dez anos.
Respirando fundo ele foi até a família ruiva, ele sabia que Gina havia ficado com Malika e que iria estudar em Alexandria, ele havia falado com ela na noite que a família dela voltou para Londres, quando Pretorian o levara para ele dar pessoalmente o presente de aniversário dela. O presente havia lhe rendido três azarações de picada, e teria lhe rendido mais se ele não tivesse gritado, enquanto corria, que ele não havia gastado nada com o presente. Ele ainda estava devendo à Malika e Lizzie por terem ficado só rindo e olhando enquanto ele corria da ruiva. Balançando a cabeça, ele seguiu calmamente, como se só estivesse olhando as vitrines, foi quando ele viu, a mais bela, inigualável, esguia e brilhante... Firebolt. Ele tinha certeza que estava com cara de cachorro vendo frango girar no espeto, mas o que ele podia fazer, Aquela havia sido a ultima vassoura TOP de linha a ser fabricada antes da guerra começar.
Com um sorriso sonhador ele entrou na loja e admirou a vassoura de outro ângulo enquanto comprava uma coleção completa de braçadeiras, caneleiras, luvas e kit's para cuidados de vassouras, ele pegou um mostruário e marcou as vassouras que queria e a quantidade. Ele ganhou um olhar questionador do vendedor, mas ao ver a cicatriz em forma de raio, sorriu e tentou jogar mais produtos pra ele. O moreno pediu para o vendedor mandar na data, local e pessoas indicadas, assinou a ordem de pagamento e saiu da loja. Da loja de Quadribol ele foi para a loja de animais comprar alguns petiscos especiais para Edwiges que estava amando levar cartas para tantas pessoas durante o verão, ele ouviu as serpentes sibilando atrás dele ao sentir o cheiro da pequena serpente enrolada em seu braço.
Ditria, era um filhote de uma víbora mágica do deserto, tinha pouco mais de dez centímetros, foi presente de sua tutora de poções, Isobel Tompsom, que era uma ofidioglota por si só. Sua família havia saído da Inglaterra há mais de duzentos anos, perseguidos por serem línguas de cobra, e se instalaram em Paris, quando ela percebeu que ele entendia as cobras, lhe explicou que se ele quisesse mesmo aprender feitiços e curas em língua de cobra, ele ia precisar de uma cobra mágica, para agir como um filtro, por assim dizer. Ditria o escolheu, pois as outras cobras temiam ajuda-lo, pois não eram poderosas o suficiente, pelo menos foi o que a víbora disse. Isobel havia enfeitiçado-a para seu veneno só sair em caso de perigo e se saísse seria o suficiente para dar tempo de conseguir curar a vitima.
Harry comprou mais alguns petiscos para fênixes e mandou embrulhar pra presente. O vendedor comentou algo sobre ter ido muito ao escritório de Dumbledore também em seu tempo de aluno, o garoto apenas sorriu, afinal, se o vendedor achava que era pra Fawkes, quem era ele pra falar algo. Ele saiu da loja e foi pra a sorveteria, pegando um grande Sunday de caramelo, flocos, chocolate e melado azedo, sentando-se em uma das mesinhas bem a vista para eles o verem. A primeira a aparecer foi Hermione, bronzeada e com os cabelos mais revoltos do que nunca, ele cumprimentou os pais dela e ouviu enquanto ela tagarelava sobre sua viagem a França e das coisas que aprendeu, quando os Weasley's apareceram, ele resolveu ver como a situação estava com Rony.
-Onde está Gina? -ele perguntou, e ele notou seu amigo parecer alegre demais e aquilo foi Hermione inquieta?
-Ela vai ficar no Egito, algo sobre conseguir um treinamento especial na Academia de Alexandria. –ele disse irônico, o moreno crispou os olhos. –Como se ela precisasse.
-Ela está com magia caótica. –Harry sibilou para o amigo que pareceu indiferente. –Você por acaso pesquisou o que magia caótica faz quando não controlada a tempo, Ron?
-Difícil de controlar? -ele deu de ombros indiferente.
-Mata o portador. –ele disse, o ruivo empalideceu. –Você quer que ela morra, Ronald? -ele perguntou ao irmão de Gina que empalideceu e negou com a cabeça. –Então porque você não tentou ajuda-la e pesquisou como eu fiz? Tenho certeza que a Biblioteca do Cairo tem muitos livros interessantes.
-Harry querido! -ele ouviu a senhora Weasley e sorriu para a mulher. –Você está tão grande! E bem mais forte, aqueles trouxas estão alimentando você melhor?
-Eu não fiquei muito tempo com eles senhora Weasley! -ele disse. –Eu fui para uma colônia de férias bruxa na Itália. –ele não mentiu totalmente, afinal ele foi pra Itália, mas não havia motivo pra dizer que era sua casa.
Ele ainda lembrava da alegria sobre-humana de Elizabeth e Sirius ao se reencontrarem e de como ela o tratou como seu filho, verificando sua alimentação e fazendo todos os milhares de exames de diagnósticos que sabia. O resto do dia ele ficou caminhando com seus amigos, ele já havia ajudado o vendedor da Floreios e Borrões a lidar com os livros de Trato das Criaturas, o que lhe rendeu uma abraço digno da senhora Weasley, de uma estagiaria novata, a garota era muito bonita, mas nem se comparava a Gina, ele tinha que ir para Alexandria naquela noite ver a ruiva, ele sorriu, ele havia percebido que ela não tirava o colar que ele lhe dera, mesmo que tentasse esconder dele, Pretorian havia comentado como as fêmeas eram estranhas, o que lhe rendeu o que parecia ser um sermão de Luxor, ainda bem que para ele eram só trinados raivosos, algo lhe dizia que ele não ia querer ouvir o que a ave branca falou.
Mas ele não concordava com a ave negra. Ele entendia Gina, ela devia estar com medo de que estava apenas enfeitiçado novamente, mas ele não estava, ele sabia disso. Toda carta que recebia era checada por ele, Lizzie e Pretorian, ele chegou cumulo de pedir a Lizzie verificar seu sangue para poções do amor, o que rendeu uma semana de chacota de sua madrinha e familiar. Ele estava simplesmente apaixonado por Ginevra.
-Harry! -Rony o chamou.
-Desculpe o que? -perguntou saindo de seus pensamentos sobre Gina.
-O que você estava pensando? -ele quis saber.
-Umas coisas que eu andei descobrindo. –ele deu de ombros.
-E o que foi? -Hermione perguntou tocando seu braço.
-Só algumas coisas. –ele desviou de assunto e foi para o outro lado de Rony, ele passou a mão pelo cabelo para tirar os fios do rosto, ele resolveu deixar os fios pouco abaixo das orelhas, o que acalmou um pouco os fios rebeldes na parte de trás.
-Oh, meu Deus! -Hermione ofegou. –Harry! Esse é um anel de promessa? -ela perguntou com os olhos brilhantes.
-Sim, é. –ele admitiu e mostrou o polegar para Ron e Hermione, era um anel largo de ouro branco com nós celtas em corrente circulando em vermelho. Ele havia sido de seu pai, do seu avô, e assim por diante, quando ele o viu na caixa tinha o nome de sua mãe na parte interna, mas no momento que o tocou, o nome mudou para Ginevra.
Rasmuri havia explicado em sua ultima reunião que era uma joia feita por duendes e ligada à linha de sangue, ou seja, enquanto um homem de sangue Potter existir, as joias continuavam na família, mas quando a linha morresse, elas voltariam para os duendes. O duende também explicou que o fio vermelho era uma espécie de liga de metais de duende, especialmente enfeitiçado para proteger o amor dos detentores das joias de promessa. Isso também significava que Gina só poderia usar o colar se ela realmente o amasse. Quando Rasmuri deu essa informação, Harry ficou fora de si e abraçou o duende, alem de lhe dar mil galeões de presente de natal adiantado. Claro que o diretor financeiro não entendeu, mas ficou feliz com o presente.
-Então? -Hermione perguntou, ele para Rony que estava sem entender nada.
-Então o que Hermione? É um anel de promessa e daí? -ele perguntou e Ron a olhou estranhando também.
-Qual é o nome que está ai dentro? -ela perguntou, sua voz parecia esperançosa?
-Eu não vou dizer, não até que ela saiba o que eu sinto por ela. –ele deu de ombros, ela pareceu ansiosa agora.
-E quando você vai contar?
-Na noite de Brighid. –ele disse sorrindo quando viu uma floricultura. –Com licença, vou mandar um presente pra ela.
-Você não pode dar pessoalmente? -Hermione perguntou, ok, agora ele tinha certeza que algo estava muito errado.
-Não Hermione, ela está muito longe. –ele disse e foi na direção da floricultura.
Ele estava escolhendo flores silvestres quando seus amigos chegaram. Sua amiga vez ou outra dando indiretas bem diretas de que flores gostava, a vendedora olhou pra ele como se esperando ele seguir o que ela dizia.
-Tem certeza que são essas, querido? -a vendedora perguntou olhando para Hermione, atrás dele. –Acho que ela pode querer outro tipo...
-Não. Essas são as preferidas dela. –ele disse. -Tem como mandar um bilhete com uma musica de fundo? –perguntou.
-Claro.
-Como faço pra gravar...
-Harry. –sua amiga o interrompeu. –Tem certeza de que ela está longe?
-Absoluta Hermione. –ele disse virando-se para começar a escrever o que queria. –Fuso-horário totalmente diferente. –ele disse e a vendedora pareceu ficar com pena, ele olhou para sua amiga e a viu triste?
-Oh... Eu vou até a loja de animais, meus pais me deram dinheiro pra uma coruja. –ela disse com um tom de voz estranho, ele acenou com a cabeça, fingindo não ver a confusão que ela estava, era melhor o velho intrometido é melhor não ter enfeitiçado sua amiga.
-Eu vou com você. –Ron disse. –Tenho que comprar um tônico para Perebas, ele anda doente.
-Acho que eu vejo vocês no trem amanhã! -ele se despediu.
-Você não vai ficar no Caldeirão? -Ron perguntou.
-Não sei. Eu vou ficar na casa da minha madrinha, qualquer coisa amanhã eu explico melhor. –ele disse e voltou a escrever o bilhete.
Depois de escrever um poema clichê que ele sabia que Luxor e Malika iam rir e Gina ia querer sua pele, ele começou a escrever algo que talvez a impedisse de matá-lo. Sorrindo amplamente, depois da quinta gravação, pois ele começou a rir no meio do poema falso, ao imaginar o rosto dela vermelho, ele finalmente escreveu o endereço e pagou alguns galeões extras para a entrega ser mais rápida. Sua sorte era que Gina iria ficar em regime aberto na escola, ou seja, o dia na escola, mas a noite ela voltaria com Lizzie e Malika para casa.
-Oh querido, é realmente bem longe, hein. –a vendedora comentou. –Pensei que estava só despistando aquela jovem.
-Não. –ele balançou a cabeça. –Ela é como uma irmã pra mim, mas essa... –ele mostrou o bilhete. –Eu tenho certeza que amo diferente. –ele disse, a mulher ofegou ao ver o anel da promessa. –Sua palavra que vai ficar em segredo por algum tempo?
-É claro que sim, senhor Potter. –ela disse acenando com a varinha para o cartão.
-Obrigado. Tenha um bom dia. –ele despediu-se e olhou para os lados, resolveu jantar no Caldeirão Furado para que Tom avisasse Dumbledore que eu fui visto.
Como no outro cronograma, a família ruiva dormiu no bar-hospedaria, Hermione comprou Bichento e o gato começou a perseguir Perebas. Hermione ficava soltando indiretas sobre o anel da promessa, o que o fez um alvo para os gêmeos, que ele devolveu a altura.
-Mais uma palavra e eu não conto algo que eu descobri com uma pessoa que conheceu um grupo de desordeiros que lhe dariam uma corrida pelo seu dinheiro. –ele disse.
-E quem seriam esses? -Fred disse, Gina o havia ensinado as diferenças sutis em suas magias.
-Que você diz que seriam páreo... –disse George.
-Para nós. Exemplos de traquinagem...
-Nós que tanto nos...
-Dedicamos a nobre arte do caos...
-Vocês já viram os armários com o nome marotos? -ele comentou, fazendo os gêmeos se calarem e o olharem em expectativa. –Acho que sim. –disse cortando um pedaço de bife. –Vocês querem saber quem são eles? -ele perguntou.
-Francamente Harry, não dê mais lenha para eles. –Hermione disse.
-Você sabe? -George perguntou.
-Quem são? Podemos conhecer? -Fred perguntou quase subindo na mesa.
-Vou dizer o nome de um, por enquanto, afinal eu preciso do ano todo sem brincadeiras. –ele disse, e o resto da família riu da barganha.
-Prometemos! Sem brincadeiras com você o resto do ano, se você nos disser quem são eles. –George disse.
-Eu digo o nome de um, o resto eu digo amanhã no trem. –ele disse se levantando. –Tenho que ir, minha madrinha vai ficar louca se eu demoro muito. Até amanhã Sr e Sra Weasley. –ele disse.
-Espere! -os gêmeos falaram quando ele já tinha se afastado um pouco da mesa. –Você não disse. –falaram ao mesmo tempo.
-Oh que cabeça a minha. –ele bateu na testa e passou os dedos nos cabelos. –Senhores Gred, Forge, os senhores Pontas, Almofadinhas e Aluado tem o prazer de apresentar o senhor Pontas Junior. –ele se curvou e piscou para os gêmeos que estavam de boca aberta. –Malfeito Feito. –ele disse e riu, quando a realização tomou conta deles.
Harry abriu a passagem para o Beco Diagonal e andou rapidamente até o apartamento que Lizzie arranjou pra ele. O jovem grifinório podia sentir alguém o seguindo, parou e olhou por cima do ombro, provavelmente uma capa de invisibilidade. Ele entrou em um beco próximo a silenciosamente chamou Luxor que apareceu e o levou em um piscar de olhos.
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-Você tem certeza, Alastor? -Albus Dumbledore perguntou ao seu amigo e ex-auror.
-Absoluta! O menino tem sentidos de auror da velha guarda. –Alastor "Olho-Tonto" Moody comentou orgulhoso, tirando a velha perna de madeira. –Eu não poderia tê-lo treinado melhor! No segundo que me aproximei dele para conferir se era Potter, o garoto olhou para trás e examinou cada centímetro antes de acelerar o passo e sumir com a galinha branca. –ele disse e Fawkes reclamou. –Sim, sim, fênix branca, melhor assim? –a fênix vermelha trinou satisfeita.
-E como ele estava? -o diretor quis saber. –Parecia preocupado, ansioso, algo assim?
-Não, calmo como se tivesse entornado um caldeirão de poção calmante. –ele disse. –Mas vi um anel de promessa no polegar do garoto.
-Um anel de promessa? -o diretor ficou levemente pálido. –Você reparou se ele tinha linhas vermelhas ou douradas nele?
-Faz diferença? -Moody perguntou.
-Sim, Alastor, faz muita diferença. –respondeu, pedindo à Merlin para ser dourado.
-Acho que vermelho. –respondeu colocando a perna de volta. –Bem, acho que já vou indo, ainda tenho que ver se os novos recrutas estão inteiros hoje. –ele disse e sumiu nas chamas verdes da lareira.
Albus afundou em sua cadeira, seus planos estavam desmoronando cada dia mais. Uma anel de promessa feito por duendes iria proteger o menino de todo feitiço e poção do amor e compulsão que ele poderia fazer. Ele tinha que arranjar uma forma de tirar o anel dele ou algum feitiço que pudesse passar por ele. Era imprescindível que Harry ficasse com quem ele quisesse. Com quem ele sabia que lhe era leal, como a senhorita Granger, que a essa altura já devia estar atraída para Harry.
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Harry acordou na manhã de primeiro de setembro as sete da manhã. Pretorian estava dormindo em sua vara ao lado da cama e Edwiges em sua gaiola, ela havia chegado na noite passada com um livro de Sirius, ele ainda não tinha lido, mas parecia ter sido feito a mão, um fecho de cinto impedia as folhas de pularem da capa, aliais o cinto parecia ser a única coisa que segurava tudo junto. Puxando o livro para si, ele analisou o objeto. Marcas de dedos marcavam com tinta a lombada, a capa e parte do fecho, na parte de trás parecia que um tinteiro havia virado em cima, algumas páginas estavam dobradas e grandes enxertos aqui e ali levantavam as páginas, como anotações ou pacotes pregados. Ele abriu com cuidado e foi saudado por folhas totalmente em branco, um sorriso malicioso nasceu em seu rosto e colocando fechando o livro novamente, ele pôs sua mão em cima da capa.
-Juro solenemente não fazer nada de bom! -ele disse.
Imediatamente letras douradas apareceram na capa. Ele sentiu os olhos lacrimejarem e enxugou as lagrimas que caíram.
'Os Senhores Almofadinhas, Aluado, Pontas e Rabicho têm o prazer de apresentar o maior livro educativo do milênio!
O DIÁRIO DE AVENTURAS, INVENÇÕES E EXPERIMENTOS DOS MAROTOS.
O senhor Aluado avisa para apreciar com cautela!
O senhor Almofadinhas diz: CAI DE BOCA!
O senhor Rabicho concorda com senhor Almofadinhas!
O senhor Pontas diz: Teste em quem merece!'
Harry abriu e folheou as páginas e viu rabiscos para o mapa do maroto, feitiços que não deram e os que deram certo, como melhorar as poções e feitiços. Uma lista com nomes de garota, ano, casa e uma data, ao lado do nome de um dos marotos. Foi com espanto que ele viu o nome do seu pai somente uma vez, ao lado do nome de Lily Evans. A data parecia ser o Halloween do sétimo ano deles. O som de uma aparatação o alertou, mas era somente Dobby lhe trazendo roupas limpas.
-Harry Potter, senhor, deve se arrumar! -o elfo disse. –Ainda tem que tomar as poções e comer, Dobby não vai deixar mestre sair sem comer, não mesmo! -o pequeno ser disse balançando o dedo pra ele.
-Eu já vou tomar banho, Dobby. –ele disse. –Muito obrigado por cuidar tão bem de mim. –agradeceu, o elfo ficou em um tom escuro de verde. –Como estão os outros elfos da família Potter?
-Estão muito bem senhor! Estão felizes em voltar para as casas e poder limpar e consertar tudo!
-Bom. –acenou. –Dobby faça um bom café da manhã, eu estou faminto! -completou e foi tomar banho para se aprontar.
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Hermione não entendia, todos os sinais estavam lá, certo? Será que ela interpretou errado? Não, mais provável seria que Harry passou os sinais errados sem querer. Mas ele estava tão alto e tão atlético quando o vira. A pele levemente bronzeada, músculos magros começando a se definir e ele definitivamente tinha ganhado uns bons quinze centímetros ou mais. O cabelo maior dava um ar meio desleixado, mas ao mesmo tempo combinava com ele. Suas roupas novas se encaixavam nele corretamente mostrando que ele ia definitivamente virar a cabeça de muita menina em Hogwarts.
Ela suspirou terminando de pentear os cabelos lanzudos, e guardou sua escova no malão. Quando tinha visto o anel de promessa, ela realmente chegou a pensar que ele diria que tinha o nome dela, ou talvez ele não disse por causa de Rony? Será que ele mandara as flores mesmo para a menina que tinha o nome dentro do anel? Ele disse que tinha uma madrinha não foi? E se ele disse isso só para despistar e faze-la sair de perto para escolher um lindo buquê de suas flores favoritas? Um sorriso rastejou por sua boca, tinha que ser isso. Afinal, Harry pode ter dados os sinais certos e ele só ficou com vergonha de falar na frente de Rony.
Ela desceu a escada da hospedaria e pagou pela noite e esperou os Weasley's descerem. A porta dos fundos abriu e Harry entrou. Ele estava vestido com uma calça jeans e tênis pretos, uma camisa social de botões azul claro, aberta os dois primeiros botões e uma jaqueta de couro negro. O cabelo partido no meio e meio preso atrás das orelhas. Ele falou alguma coisa com Tom, o barman, e deu alguns galeões pra ele e ao que parecia o seu malão também. Que foi posto do outro lado do balcão sob o olhar atento do moreno, pouco tempo depois o malão foi devolvido diminuído novamente e ele agradeceu e ficou conversando com o barman. Passos apressados foram ouvido e logo a família ruiva estava tomando seu café da manhã com ela.
-Onde está o Harry? -um dos gêmeos perguntou olhando em volta.
-Conversando com o barman. –ela respondeu e os meninos se viraram.
-Aquele com a jaqueta de couro de dragão? -o outro perguntou espantado.
-Parece. –Rony resmungou enchendo o prato de comida.
-Vejo você depois, Tom! -ela ouviu Harry dizer rindo e se aproximou deles. –Bom dia! -desejou alegre.
-Bom dia querido! Venha tomar café. –a sra Weasley ofereceu.
-Obrigado senhora Weasley, mas minha madrinha já me fez comer até não entrar mais nada. –ele disse rindo e olhou para trás.
-Harry James Potter! -uma mulher de no máximo quarenta anos exclamou vindo em sua direção, ela estava com os cabelos roxos e em estilo moicano.
-Tia Lizzie, penteado novo? -ele perguntou, ganhando risos dos gêmeos.
-Eu nunca fui tão insultada desde que James aprendeu a misturar poções com meus xampus! -ela disse apontando o dedo pra ele.
-Então passei no teste? -ele perguntou sorrindo.
-Oh meu... –a sra Weasley exclamou. –Querida eu tenho certeza que Harry não quis fazer isso. –a mulher ruiva tentou se desculpar.
-É claro que eu quis! -Harry disse parecendo ofendido.
-É bom mesmo! -a mulher que Harry chamou de tia Lizzie disse. –Porque eu nunca estive mais orgulhosa do meu projeto de maroto! –ela exclamou batendo as mãos.
-Projeto de maroto? -os gêmeos perguntaram ao mesmo tempo.
–É claro que sim, quem você acha que treinou o pai de Harry a ser um brincalhão? Agora, Pontas Junior, qual foi a poção que você usou querido, eu tenho que voltar pra casa, eu tenho uma reunião no trabalho logo mais.
-Reunião ou encontro com o senhor Alefh Al Halmud? -ele perguntou balançando as sobrancelhas.
-Harry! -ela exclamou batendo no braço dele. –A contra poção, por favor!
-É só lavar de novo com o mesmo xampu que deixou assim. –ele deu de ombros. –Você não jogou fora, né?
-E se seu tiver?
-Vai ter que esperar cinco horas pra sair.
-Eu vou te deserdar. –a mulher rosnou. –Ou melhor, vou falar para uma certa mocinha o que você fez comigo. –Harry notou que os gêmeos pareciam prestes a pedir Lizzie pra ser sua nova mãe ou algo assim.
-Ow, aí foi abaixo da linha da cintura, Lizzie! -ele disse. –Vinte mililitros de poção crescimento de cabelo com cinco mililitros de poção de absorção e trezentas gramas de raspa de gengibre. –ele disse. –Mistura tudo sem esquentar aí coloca trinta mililitros de água, cinco voltas em sentido horário e duas voltas no sentido anti-horário, esquente por cinco minutos e tira do fogo, passa no cabelo quando esfriar. –completou.
-Bom menino. –ela disse batendo no topo da cabeça.
-Você não vai contar pra ela, né? -ele perguntou sorrindo.
-Ainda não. –ela disse e começou a andar pra saída.
-Ah, bom. Porque eu achei que ia ter que contar ao Gabriel que ele vai ganhar um novo pai. – ela parou e se virou pra ele.
-Você, não...
-Me tente! -ele disse.
-Pontas Junior!
-Perdendo a pratica madrinha? -ele perguntou descarado, ganhando um grunhido e em seguida a mulher saiu para o Beco Diagonal.
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A viagem para a estação foi recheada com louvores dos gêmeos, perguntas de Rony e represália da senhora Weasley, Hermione e Percy. Harry ignorou isso terminantemente. Ele estava tentado fazer com que Rony parasse de ter inveja dele e visse a família maravilhosa que tinha. Ele fingia que não, mas seu dom empata o fazia perceber cada emoção a sua volta, no dia anterior ele deixou seu dom suprimido para não invadir o espaço dos seus amigos, mas com a confusão que viu no olhar da sua amiga, ele achou melhor mandar a cautela pro espaço e Gina concordou com ele, quando ele contou pra ela naquela noite, depois dele ir com Pretorian até a casa de Malika, onde ela estava.
Assim que colocou os pés no Beco Diagonal ele pode sentir a vibração, cada nuance de magia impregnada nas pedras, ao passar pela entrada da Travessa do Tranco uma onda de enjoo e tontura passou por ele, acelerando o passo e chegando ao Caldeirão Furado, ele percebeu que Tom estava levemente chateado com ele, depois de conversar com o barman e explicar que ele não mentiu, só aconteceu de que o diretor não conhecia quem sabia que ele estava aqui. Depois de algum tempo ele comprou algumas cervejas amanteigadas e pediu para ele colocar no seu malão.
Mas a chave de ouro do dia foi ver sua madrinha de cabelos roxos, ela havia realmente ficado feliz, ele sentiu isso, ela via isso como um sinal de que ele estava começando a se abrir pra ela. Ao chegarem na estação os aurores ajudaram a descarregar os malões dos Weasley's e Hermione. Sua amiga estava claramente enfeitiçada, ele podia a magia envolvendo-a, com certeza era algum objeto, Minerva havia garantido que todas as cartas dos alunos, que ela havia visto, tinham sido liberadas dos feitiços de Albus e o encanto no corujal que colocava os feitiços automaticamente nas cartas, também foi retirado.
Ele cruzou a barreira por ultimo e sentiu o pai de Gina o levar para o outro lado da plataforma, ele sabia o que o ruivo ia dizer, mas Harry estava decidido a mudar o foco do homem. Com um sutil gesto de mão, ele colocou proteções de privacidade em volta deles.
-Harry, eu tenho que lhe dizer...
-Senhor Weasley eu também tenho algo pra falar com o senhor. –ele começou. –Eu posso falar antes de perder a coragem? -perguntou e o ruivo concordou. –Eu gosto da sua filha! Muito mesmo, quase todo dia quando Luxor ia olhar Gina de longe, eu estava junto e eu... –ele parou passando a mão pelo cabelo, cara isso era muito diferente do cronograma original, mas hei essa era a ideia. –Senhor Arthur Weasley, eu Harry James Potter, Chefe da Mui Antiga e Nobre Casa dos Potter's, peço permissão para cortejar sua filha se for da vontade dela também. E também peço que mantenha segredo disso até que eu diga de ela aceitou. –ele pediu e o ruivo o olhou aturdido.
O trem apitou, assustando-os, eles olharam em volta e viram alguns alunos correndo para subir no trem, o relógio indicava cinco minutos para partir.
-Senhor Weasley, precisa de tempo para pensar? -ele perguntou.
-Não.
-Não, eu não tenho permissão ou não, não precisa pensar? -perguntou só pra ter certeza.
-Não preciso pensar. – o ruivo disse. –Se Gina quiser, vocês podem namorar, mas eu peço que espere até pelo menos treze ou quatorze. E sim eu vou guardar segredo até ela dizer que aceita.
-Pra guardar segredo de todos. Inclusive da Sra. Weasley e do diretor Dumbledore. –ele disse.
-Está bem. –concordou depois de um tempo.
-Obrigado senhor Weasley. –ele agradeceu ao pai da ruiva, o apito soou novamente. –Tenho que ir agora.
-Espere Harry, eu...
-Harry! -a senhora Weasley gritou chamando-o. –Você vai perder o trem!
-Tchau senhor Weasley! Tchau senhora Weasley! -ele fritou pulando no trem quando ele começou a andar, acenou para os ruivos mais velhos e entrou atrás de seus amigos.
Ele caminhou para o primeiro vagão e cumprimentou todos que conhecia, um compartimento trancado emitia a assinatura mágica de Neville, ele nem tentou interromper seu amigo que devia estar matando saudade de Hannah. Os quietos eram sempre os piores, ele pensou balançando a cabeça. Ele falou com Olívio e o resto do time, alguns novos amigos o apresentou para outras pessoas, claro que em uma conversa e outra, ele soltava que ia pedir permissão para McGonagall para ter um tutor em poções e história da magia, algum adulto, pois não queria atrapalhar seus outros amigos, e discretamente ele foi conseguindo mais pessoas para seu "grupo de estudo".
Quando finalmente chegou ao vagão dos seus melhores amigos quase uma hora e meia já havia se passado. Rony estava emburrado com alguma coisa e Hermione estava lendo. E como na outra linha do tempo Remus dormia encostado na janela.
-Hei pessoal, o que houve? -ele perguntou tirando o malão do bolso magicamente expandido e voltou o objeto ao tamanho normal, ele tirou um livro sobre cura ofidioglota que Isobel havia lhe mandado do mesmo bolso e abriu na página marcada.
-Você sumiu. –Ron comentou e ele levantou as sobrancelhas.
-Eu estava falando com as pessoas que conheço Rony, você devia fazer o mesmo, sabe, aumentar a quantidade de amigos, fazer as pessoas te conhecer e conhecer as pessoas. –ele disse dando de ombros.
-Você não era assim. –o ruivo falou, enquanto o moreno corria os olhos pelas linhas do texto.
-As pessoas mudam, cara. É bom conhecer outras pessoas. –explicou. –Você ficaria surpreso com as coisas que você aprende conversando com outras pessoas. Hei, eu vou pedir permissão pra McGonagall para eu ter um tutor em poções e em história da magia, para não ter mais aulas com o Snape e o Binns. –seu amigo fez uma cara estranha. –Segundo a carta de fundação de Hogwarts eu posso substituir um professor por um tutor desde que permaneça dentro do castelo, eu só preciso de autorização do meu Chefe de Casa e do Tutor. Você quer vir também?
-Mais aula? Você está doido! -o ruivo disse e pegou uma revista de quadribol.
Harry suspirou cansado e passou a ler o grimório. Ele não entendia como seu amigo podia ser tão relapso e depois ficar com inveja do sucesso de quem se dedicava, era totalmente absurdo. Ele olhou para seu anel da promessa e depois para uma foto de Gina tirada em Zíngaro, a ruiva sempre teve pouco tempo pra ficar com eles no local, mas foi perfeito pra ele. Gina estava sentada no degrau da escada de entrada observando o mar a sua frente, ela tinha os cabelos soltos e uma camiseta verde e um short jeans na altura das coxas. Ele havia batido aquela foto quando ela estava distraída. Ele passou a mão pelo contorno do cabelo e rosto dela.
-Querem doces queridos? -a mulher do carrinho passou, tirando-o do torpor, ele fechou o livro com a foto dentro.
-Não obrigada. –Hermione agradeceu, tentando ver a foto.
-Você teria uma sacola ou uma cesta? Minha madrinha ama sapos de chocolate. –Harry disse, ele não estava mentindo, mas na verdade ele estava pensando em mandar para Gina que amava chocolate.
-Claro querido. –ela disse puxando uma sacola pequena.
-Ela é maior por dentro? -perguntou e a mulher pegou uma outra sacola e começou a colocar chocolate enquanto ele puxou a carteira mágica. –Pode colocar mais, aqui, dez galeões. –ele deu as moedas quando ela fechou a sacola.
-Mas tudo não deu sete galeões, querido. –a mulher disse.
-Eu sei, o resto é pra mim e meu amigo aqui. –ele disse e ela pegou mais sapos de chocolate.
Ele chamou Dobby e depois de sussurrar a ordem para o elfo, o pequeno ser se foi em um som de POP alto. A viagem foi tranquila depois disso, Rony o chamou para jogar xadrez bruxo e ele aceitou. Neville veio, juntamente com Hannah e Luna pouco depois.
-Hei Neville! Oi Hannah, Luna. –ele as cumprimentou. –Esses são Ronald Weasley e Hermione Granger, pessoal, essas são Hannah Abbott e Luna Lovegood. –apresentou as meninas aos seus amigos. -O Neville vocês já conhecem.
-Olá! -Hermione saudou, mas pareceu analisar cada uma delas.
-Oi. –Rony olhou brevemente pra elas e voltou sua atenção para o xadrez bruxo.
-Vocês viram a Gina? –Luna perguntou.
-Ela vai fazer um intercambio em Alexandria. –Harry disse rapidamente.
-Oh que bom! Espero que saiba me dizer então se há algo contra os... –ela parou quando o trem parou. –Dementadores.
-Eles estão recolhidos em Azkaban. O ministério tem total controle sobre eles. E o feitiço para afastá-los é o Expecto Patronum, que vamos aprender no sétimo ano. –Hermione disse com um tom de voz quase insultante, ele e Luna levantaram as sobrancelhas para ela.
-Não Hermione, ela disse que há dementadores por perto. –Harry disse, subindo seus escudos de oclumência e tirando sua varinha, quando sentiu o frio começar. –Eles não deviam estar aqui.
-Não, não deveriam. –Hannah disse quando a cabine começou a ficar mais fria. –A tia de Susan disse que o ministro ordenou todos voltarem para Azkaban.
-Fiquem aqui. –ele ouviu a voz de Remus, quando as luzes falharam deixando-o no escuro, ele ouviu um ofegar ao seu lado, onde Luna estava.
-Expecto Patronum! -Harry bradou e um grande cervo apareceu da ponta da sua varinha atravessando a porta. –Expecto Patronum! Expecto Patronum! -exclamou novamente e outros dois cervos surgiram.
Harry guiou os patronos pelos vagões verificando se os outros alunos estavam bem, principalmente os primeiro-anistas. A senhora do carrinho estava no fim do corredor encolhida, ele lhe disse para comer um pouco de chocolate, ele podia sentir Remus ao seu lado o observando com cuidado. Ele pegou o carrinho com chocolate e saiu distribuindo para os alunos, seus patronos patrulhavam o corredor andando de um lado para o outro. Ele verificou aluno por aluno, até mesmo os sonserinos, mesmo que não quisessem admitir muitos foram mais afetados do que pareciam.
-Fred, George, vocês estão bem? –ele perguntou aos gêmeos que estavam pálidos, mas nem um pouco comparado com Olívio e Alicia. –Aqui, peguem e comam logo, chocolate ajuda com os efeitos de um dementador. –ele disse dando três chocolates para cada.
-Que animais são esses? -Kate perguntou vendo os cervos.
-São patronos, é a única coisa que afasta dementadores. –explicou. –Minha madrinha me ensinou nas férias. –completou.
-Isso é feitiço de N.I.E.M's. –Remus comentou.
-Na Academia de Magia de Alexandria, onde ela ensina, isso é um feitiço padrão que começa a ser ensinado para os primeiros anos, e só se forma quando podem fazer um corpóreo como o meu. –explicou, e não era mentira, Lizzie ficou aborrecida ao extremo ao ver quão pouco incentivo e desafios os alunos de Hogwarts recebiam o que acabava prejudicando a educação e desenvolvimento mágico como um todo. Afinal quem em seu juízo perfeito formava um bruxo que mal sabia se defender?
-Você me... ensina? -Alicia perguntou.
-Claro. –concordou. –Eu tenho que ver os outros vagões.
Ele seguiu até os vagões dos monitores e depois ao maquinista, que estava em um estado de nervos pior que Olívio. Depois de alguns chocolates e ficando perto dos patronos, ele acelerou o trem para chegar a Hogwarts, o jovem bruxo conjurou um outro cervo para ficar na cabine com o condutor.
-Vou pegar uma coruja no bagageiro para mandar uma mensagem. A propósito, sou Remus Lupin, novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. –ele apresentou-se.
-Não precisamos de corujas, professor Lupin. –Harry disse friamente. –Patronum Communicatio. –ele disse criando mais um cervo. –Communicare, Professora Minerva McGonagall. Professora, o trem foi atacado por dementadores, o maquinista está acelerando nossa chegada, não confio nos primeiros anos indo pelos barcos, chame Madame Pomfrey. Relinquo. –finalizou apontando na direção do castelo.
-Sua madrinha também lhe ensinou isso? -Remus perguntou, ele podia ouvir a descrença em sua voz.
-Minha madrinha acha o currículo de Hogwarts muito atrasado, por isso fez de tudo para me colocar de acordo com os padrões de Alexandria. –ele disse, erguendo a cabeça o máximo que pode, para olhar o ex-maroto nos olhos. –Ela tem expectativas e eu vou cumpri-las, eu sou o ultimo dos Potter's, professor.
-Eu sei. –ele disse, o moreno podia ver a dor em seus olhos.
-Então sabe que eu tenho deveres a serem cumpridos e que perder meu tempo com brincadeiras não é uma opção. Eu sou o Chefe da Casa Potter e representarei minha linhagem no meu melhor, falhar não é aceitável. Com sua licença. –ele disse e se despediu com uma mesura de cabeça.
O jovem bruxo sabia que tinha sido muito duro com o amigo de seu pai. Mas Remus ainda era um fantoche do velho e ia falar com Dumbledore, ele sabia, e se dependesse de Harry o velho ia ver somente o que ele queria que fosse visto. Talvez o chapéu estivesse certo, talvez ele fosse realmente um sonserino, ele pensou dando um sorriso confiante para os primeiro-anistas que pareciam estar esperando-o amontoados no fim do corredor.
-Senhora, quanto a senhora acha que seria o justo pelos sapos de chocolate que eu peguei no seu carrinho? -ele perguntou para a vendedora de doces que estava sentada no chão perto dos primeiro-anistas, ela estava dando mais alguns chocolates para os pequenos, ele a ajudou sua mão tremendo um pouco ao ver uma menina muito parecida com sua Rosalie.
-Esqueça isso querido. –ela disse. –Você salvou nossas almas de serem sugadas por aquelas abominações! -completou com a voz quebrando no final.
-Shi... está tudo bem. –ele bateu levemente na mão dela. –Desculpe, eu nunca perguntei, qual o seu nome? -ele perguntou conjurando um lenço, o moreno tinha pleno conhecimento que algumas pessoas, meninas principalmente, estavam olhando nas portas, tentando ver os patronos que ainda andavam pelo corredor.
-Magda Ruterford. –ela disse aceitando o lenço e enxugando as lágrimas. –Eu vi meu marido...ele...
-Foi morto na guerra também? -ele perguntou, ela acenou com a cabeça.
-Estávamos... visitando nossos fi... filhos em Hogsmead quando... tudo foi atacado. –ela contou fungando. –Ele me protegeu... –ela disse e começou a chorar.
-Eu ouço meus pais, eles tentaram me proteger. –ele disse oferecendo seu relato. –É a única vez que eu posso lembrar de ouvir suas vozes. –ele disse, é claro que não disse que não era somente isso que ele ouvia. –Acho que chegamos. –ele disse quando o trem parou novamente. –Fiquem aqui até eu confirmar que não são outros dementadores! -ele disse e os alunos começaram a entrar nas cabines e fechar as portas, mesmo os sonserinos.
Só por segurança ele conjurou mais dois patronos para segui-lo, enquanto ou outros três permaneciam dentro do trem patrulhando o corredor e entrando e saindo das cabines. Harry observou a saída com cautela e saiu do trem, olhando em volta. Todos os professores estavam lá, incluindo o diretor, ele ouviu uma ingestão de ar ao ver seus patronos, ele olhou para Minerva e viu o sinal em sua testa, sorrindo levemente ele curvou-se tocando rapidamente a testa e o coração ao se erguer.
-Senhora. –Ele disse e voltou para o trem, quando ela acenou levemente com a cabeça, confundindo os professores, bateu na porta dos monitores.
-Podem sair. –ele disse. –Chegamos em Hogsmead. Vão tirando os alunos, dois vagões por vez, os primeiro-anistas sairão por último comigo. –ele instruiu, ele sabia que sua voz podia ser ouvida pelos professores.
Em pequenos grupos os alunos começaram a sair. Mesmo com o chocolate, muitos ainda estavam tremendo, mas conseguiram ir para as carruagens. Harry pediu para os menores o esperar e convocou o baú da cabine e tirou suas vestes escolares, ele tirou a jaqueta e a colocou no malão, colocando as vestes da escola por cima da roupa trouxa e diminuiu o malão novamente o colocando em uma caneleira que ele comprado para complementar a tornozeleira. Ele piscou para os primeiro-anistas que olhavam admirados por tanta mágica junta antes mesmo de entrarem no castelo.
-Todos os alunos já saíram, Harry. –Percy disse. –Somos os últimos.
-Ok, Percy, obrigado. –ele agradeceu ao ruivo e virou-se para os pequenos e a senhora Ruterford. –Muito bem, vamos fazer duas filas, uma de meninas e uma de meninos. Senhora Ruterford fica atrás de nós, tudo bem? Ótimo, crianças, este é Percy Weasley, ele é monitor chefe e é da casa Grifinória, ele vai nos ajudar a ir para o castelo tudo bem?
O moreno seguiu Percy, guiando as crianças para fora do trem, juntamente com Magda e o maquinista. Madame Pomfrey concordou com ele e disse que as crianças não tinham condições de irem pelos barcos, até porque estava ameaçando chover. Relutante, Dumbledore concordou em quebrar a tradição e chamou as carruagens que já haviam deixado os alunos na escola. Harry confirmou com Percy se Ron, Hermione, Neville, Luna e Hannah haviam saído bem do trem, o que foi confirmado. O moreno descansou um pouco a cabeça no encosto da carruagem e passou as mãos pelo rosto.
-Como você sabia o feitiço do patrono? -o ruivo perguntou. -Eu tentei ano passado mas não consigo fazer nem a fumaça.
-Minha madrinha me treinou durante as férias. –ele disse. –Segundo ela o currículo de Hogwarts está atrasado em relação a escola onde ela ensina, ela disse que o feitiço do patrono começa ser ensinado para os primeiros anos, assim como todo feitiço essencial para segurança e saúde, e só se forma quem consegue executá-los com perfeição. –explicou. –E ela disse que vai me testar todos os verões. –o ruivo acenou pensativo.
Ao chegarem ao castelo, os grifinórios ficaram para trás e contaram todas as crianças e verificaram novamente para terem certeza de que todos estavam lá e bem. A menina que parecia com Rosalie veio e segurou a mão dele, ela tremia gelada e seu rosto estava pálido. Ele a confortou e os guiou para dentro do castelo. Professora McGonagall os aguardava no alto da escada já.
Bem diferente de seu primeiro ano, a professora estava com um olhar menos severo, suas vestes normalmente em um verde escuro que cobria braços e pescoço, agora era de um azul fechado com um levíssimo decote nos ombros, deixando o pescoço a mostra embora os braços continuassem cobertos; os cabelos geralmente presos em um coque apertado, agora estavam soltos alcançando a cintura; no lugar do chapéu pontudo agora havia uma espécie de tiara de fita ou algo assim, deixando a marca cicatrizada em forma de meia-lua a mostra. O moreno teve que cutucar Percy para o ruivo fechar a boca.
-Senhora. –ele cumprimentou-a novamente se curvando e tocando a testa e ao erguer-se tocou o coração.
-Aqui, eu sou apenas sua professora, senhor Potter. –ela disse ainda de modo severo. –Somente nas férias, eu sou uma sacerdotisa de Avalon. –completou sorrindo. –Você e o senhor Weasley podem ir para o Salão Principal, eu tenho que dar os avisos as crianças.
-Sim professora. –eles disseram ao mesmo tempo e saíram para o Salão, bem Harry teve que garantir a menina que segurava sua mão de que a professora ia protegê-la se algo acontecesse.
Quando ele chegou no Salão Principal, os murmúrios pioraram, cabeças o seguiam e dedos apontavam, bem, ele ia ter que voltar a se acostumar com isso. Sentando-se com seus amigos e acenando para Luna e Hannah que estavam em suas mesas, ele aguardou os primeiro-anistas. Harry olhou para a mesa dos professores, Hagrid já estava lá e a maioria dos professores, menos Remus, Dumbledore e Snape. Os três chegaram pouco antes de McGonagall chegar com as crianças. Remus colocou o banquinho e o chapéu em cima e foi sentar-se em seu lugar a mesa. As crianças iam sendo chamadas e selecionadas, as que iam para Grifinória acenavam para ele. Mas só tinha uma que ele queria ver ser selecionada.
-Evans, Olívia. –a professora chamou e a pequena que parecia com Rosalie caminhou para a frente, por isso ele a achou parecida com sua menina, era sua parente.
Foi durante a guerra que ele descobrira que os Evans algumas ruas acima da rua dos Alfeneiros era seus parentes também, o senhor Evans era primo de sua mãe e Petúnia, logo a menina a sua frente sentada no banquinho era sua prima em terceiro grau, a irmã de Mark Evans, um dos grandes lutadores da resistência, em sua outra linha do tempo Olívia havia ficado seriamente doente e morrido durante o verão, ele teria que perguntar a Pretorian o que mudou para ela ainda estar viva.
-Grifinória! -o chapéu selecionou e ele aplaudiu.
Ela correu em sua direção ele afastou-se um pouco para segura-la quando ela pulou em seus braços.
-Muito bem priminha. –ele disse e ela sorriu.
-Como você sabe? -ela perguntou.
-Mágica. –ele disse rindo, fazendo-a sentar-se ao seu lado. –Como eles reagiram? -ele perguntou, seus amigos o olhando sem saber o que ele estava falando.
-Papai quase foi na Petúnia dizer que não adiantava fugir, sempre ia nascer um bruxo na família. –ela disse e ele riu imaginando a cena.
-Ia ser interessante ver a cara da tia Petúnia ao saber que mais alguém na família tem sangue bruxo. –ele disse. –Não se preocupe eu vou cuidar bem de você aqui, prima. –ele disse, e ouviu um ofegar, ele levantou a cabeça pra ver Lilá o observando com cuidado. –Algum problema Lilá? -ele perguntou.
-Ela é sua prima? -a outra grifinória perguntou.
-Prima em terceiro grau, mas sim, ela é minha prima. –ele esclareceu, ele sabia que seria questão de segundos para toda Hogwarts saber dessa informação.
Quando a seleção acabou, todos estavam comentando duas coisas: A prima de Potter e o novo visual da Professora McGonagall. O jantar ocorreu com Harry contando para sua prima o motivo do alvoroço por eles serem primos. Ele também disse que ela não iria assistir aulas de poções e história da magia com os professores padrões de Hogwarts, se ele pudesse evitar.
N.A – Uma atualização mais rápida para compensar a demora do capitulo anterior! Espero que gostem, eu realmente não sou boa com títulos.
Sarah W P Black: Eu não abandonei, é só que eu passei por uns problemas de saúde e de família e estava sem tempo de entrar na net. Mas agora as coisas estão se alinhando novamente. Sim, eu também nunca entendi como a horcrux de Harry não rompeu na Câmara nos livros, mas acho que foi porque ela sempre quis de certa forma matar o Harry, você sabe, começou com um AK e terminar com o AK.
