Disclamair: Harry Potter não me pertence, essa fic é feita apenas para diversão, não estou ganhando nada com isso.

OBS: Se vocês acharem algum erro ortográfico por favor me avisem para que eu possa corrigir. Obrigada.

" Itálico com aspas " = comunicação telepática com as fênixes.

' itálico e sublinhado com apóstrofo' = leitura de algum livro/grimório/bilhete/carta.

Itálico com a palavra FLASHBACK = lembranças atuais ou outra linha do tempo

Somente itálico = sonho/ visão.

"Itálico em negrito com aspas" = língua de cobra.

CAP: 07 – Noite de Brighid.

Harry observou com cuidado as emoções da sua prima. Na noite que chegaram e ele percebeu a discrepância com a sobrevivência de Olívia, imediatamente ele perguntou a Pretorian e Luxor o que houve de diferente para fazer sua prima ter sobrevivido nesta linha do tempo. Luxor explicara que sua prima havia sido assassinada por envenenamento por sua madrasta, na outra linha, e que nesta Luxor interferiu para a menina viver, já que ela seria importante no futuro, Ditria confirmou que sentiu um cheiro podre vindo do sangue da menina.

No dia seguinte ele arrastara a menina até a enfermeira da escola, apenas confirmando que havia resíduos de veneno, mas ainda não era suficientemente letal. Olívia chorara e confessou que tentou avisar seu pai que sua madrasta não gostava dela e de Mark e que não duvidava que havia sido a mulher que causara o inicio de envenenamento. Depois de anos convivendo com Petúnia e os Dursley, ele sabia o quão dissimuladas as pessoas podiam ser e levou o caso até a diretora de sua casa.

Ele ainda não sabia o que houve, mas não importava, no momento tudo o que ele queria era que o antídoto de venenos funcionasse corretamente, e no momento ele só estava esperando para fazer um novo exame de diagnóstico, enquanto folheava um livro de medi-bruxaria grega, que ele comprara na biblioteca de Alexandria. A biblioteca egípcia tinha um setor de venda de cópias de seus livros de acesso livre, os de acesso restrito tinham que ser copiados pelos interessados pessoalmente e explicar o motivo da pesquisa, sob efeito de veritasserum. Sua sorte foi que sua madrinha era professora da Academia de Magia de Alexandria e tinha acesso total, assim como qualquer pessoa que ela se responsabilizasse.

"O cheiro podre não está mais no sangue dela." Ditria sibilou e ele tirou os olhos da lista de novos feitiços básicos de detecção para doenças. Harry levantou-se da cadeira e tocou com a varinha entre os olhos dela e depois o estômago, sibilando os feitiços de diagnósticos que Lizzie e Isobel o ensinaram, ele viu as luzes sinalizando-a livre de venenos e apenas com um leve stress mágico.

-Fique aqui Olívia, vou só chamar Madame Pomfrey pra confirmar meu diagnóstico. –ele disse e a menina acenou. –Qualquer coisa grita. –ele brincou conseguindo um sorriso leve da criança.

Ele foi atrás da enfermeira e ela o seguiu murmurando algo sobre primos que seguem exemplos de outros primos e alunos que queriam dar diagnósticos por eles mesmo, ele deixou escapar uma risada que logo fingiu ser uma tosse, Ditria estava rindo sob sua manga, a enfermeira o olhou com olhos especulativos depois de confirmar seu diagnóstico e liberou Olívia. A pequena o abraçou e saiu da enfermaria.

-Liv! -ele a chamou. –Lembre-se, se alguém mexer com você use o que eu ensinei ontem de noite!.

-Ok, Harry! -ela disse e saiu do local.

-Hum... Madame Pomfrey, pode fazer um exame de diagnóstico em mim? -ele perguntou. –Só quero confirmar minha taxa de nutrição. Minha madrinha esqueceu de fazer antes de eu vir pra escola. –ele explicou para a bruxa.

-E porque ela faria isso, senhor Potter? -a mulher perguntou crispando os lábios.

-Meus guardiões, os Dursley's, não me davam alimento o suficiente para me nutrir e sustentar minha magia ao mesmo tempo. –ele disse friamente. –Minha madrinha descobriu uma deficiência de nutrientes em mim, quando nos conhecemos.

-Eu nunca detectei nada disso em você! -ela disse ofendida.

-Não há como achar, sem saber o que procurar. –ele disse dando de ombros, a mulher relaxou um pouco os ombros ao perceber que ele não a estava chamando de descuidada. –Pelo que minha madrinha me ensinou, o feitiço de detecção para nutrientes difere dos de detecção para ossos quebrados por um movimento e uma palavra, que por sua vez difere dos de lesões internas pelo mesmo motivo, que por sua vez difere dos de doenças comuns que difere dos de doenças raras. –ele disse e olhou em volta confirmando que não havia ninguém em volta. –Eu sei que eu não posso fazer o diagnóstico em mim mesmo, pois minha magia vai ficar confusa e me dar o resultado errado.

-Como exatamente você tem essas informações, senhor Potter? -a enfermeira perguntou colocando algumas cortinas envolta deles, ele sentou-se na cama encolhendo os ombros e esperou que ela fizesse os diagnósticos.

Ele verificou os movimentos da mão dela, os movimentos da enfermeira eram um pouco mais rígidos do que os de Lizzie, ele sentia a dor vindo dela, era muito sutil, quase como se ela nem notasse a dor, como se ela estivesse lá há tanto tempo que fosse normal. Ele segurou o pulso dela, parando seu movimento, ela começou uma reclamação, mas parou ao sentir a magia dele entrando em sua pele. Ditria circulou seu pulso e apareceu em sua mão, a mulher ofegou e tentou puxar a mão, a serpente envolveu a mão dele e o pulso de Madame Pomfrey. Harry sentiu quando sua magia esquentou levemente seu pulso.

"Osso poroso" ele e Ditria sibilaram ao mesmo tempo ao sentir a magia passar pelos ossos mais do que deveria. Ele abriu os olhos, que nem havia notado que estava fechado. Ditria continuou parada envolvendo os pulsos, ainda segurando o pulso da bruxa ele abriu o livro que estava lendo antes, procurando no índice pela doença da mulher a sua frente.

-Senhor Potter, solte-me imediatamente, se não quiser ser... –ela parou quando Ditria voltou a enrolar-se em seu pulso e ele começou a ler o feitiço em galês antigo.

Ele sentiu a magia dele redirecionar a magia dela para mostrar a falha nos ossos, aos poucos sua magia regrediu e Ditria voltou pra dentro da manga novamente. Harry tirou os olhos das páginas e sentiu a magia da bruxa, a dor havia sumido. Ele a soltou e piscou balançando a cabeça quando tudo a sua volta girou. Praguejando ele deitou-se na cama fechando os olhos e respirando devagar.

-Isobel devia ter me dito que isso ia me deixar tonto. –murmurou.

"Pra mim também, vai por mim, eu não quero ratos hoje" Ditria sibilou e ele riu.

"Tudo bem, sem ratos." Ele sibilou rindo. Harry abriu os olhos e olhou para a enfermeira que abria e fechava a mão, girava o pulso e apertava em alguns locais.

-A dor parou totalmente? -ele perguntou para verificar se não deixou nada escapar, afinal ele ainda estava treinando seus dons.

-Sim, ela... Como você sabia? –ela perguntou logo notando o desconforto dele e começando a agitar sua varinha de modo mais fluido.

-Eu senti. –ele disse. –Tem muita coisa que minha madrinha andou me ensinando. –ele disse, não querendo que ela contasse a Dumbledore sobre suas suspeitas, mas oferecendo uma desculpa para o que aconteceria.

FLASHBACK

Harry piscou sentindo-se um pouco cansado e analisou de perto onde antes havia um corte, ele quase tocou a mão de Isobel para tentar sentir se ela ainda tinha alguma dor, mas a varinha de Ferdinand apontada pra ele o fez mudar de idéia. Respirando fundo e soltando o ar vagarosamente ele sentiu a magia pairando na sala, ele concentrou-se na magia da mulher a sua frente e sentindo ansiedade ele sentiu mais um sentimento, algo bem lá no fundo. O moreno a olhou nos olhos e olhou para a barriga dela, ela lhe sorriu, confirmando sua suspeita.

-Sem dor. –ele disse, não mencionando o bebê, ele não sabia se ela queria que ele falasse na frente de seu colega de trabalho e padrinho.

-Isobel? –o bruxo mais velho perguntou.

-Eu estou bem, padrinho. Harry passou no teste. –ela disse dando uma piscadela marota.

-Hum... o que eu vou dizer se eu tiver que curar alguém em alguma emergência em Hogwarts? -ele perguntou.

Gina havia levantado essa questão, quando ele contara que Isobel e Ferdinand estavam treinando-o para sentir a energia dos pacientes e curar por ofídio-magia. Ele estava acostumado a cura padrão, na sua outra linha de tempo ele era um curador não licenciado, mas ele usava os feitiços somente com a varinha e em idioma normal, ele nunca havia tentado curar só segurando a parte machucada e muito menos usando uma serpente ou a língua das cobras. E essa era a primeira vez que ele tentava algo mais além de só sentir a dor, o arranhão na mão de sua tutora de poções foi a primeira vez que usou magia em língua de cobra e sem usar sua varinha ou Ditria, que estava muito ocupada digerindo um rato e tomando sol na janela ao lado.

-Diga que eu descobri que você é ofidioglota e lhe contratei um tutor para cura em língua de cobra, que o currículo em Alexandria é muito mais avançado do que o de Hogwarts e que eu vou testá-lo a cada verão. –Elizabeth disse tirando os olhos do seu planejamento de aula. –Diga que em Alexandria, os ofidioglotas são treinados em magia de cura com serpentes e com uso da varinha comum, mas que eu dei preferência a magia com serpente, tendo em vista que seria menos exaustivo, como você está dois anos atrasado nessa matéria em especial.

-Mas e a empatia? –perguntou.

-Diga que Ditria funciona como um filtro, lhe passando uma pequena quantidade da dor do paciente. –Isobel disse. –Ela é uma víbora mágica do deserto, essa é uma das suas características de familiar, passar uma parte das emoções em volta para seu dono, assim ele sabe quem é perigoso ou quem está em perigo.

FIM DO FLASHBACK

-Dois anos atrasado em matéria de cura? -a enfermeira perguntou, quando ele deu a desculpa que combinou com sua madrinha.

-Exatamente. –ele acenou. –Ditria me ajuda a filtrar a magia do paciente, assim eu não sinto tanta dor emanando dele. Ela me mostra quem está com dor e onde. –explicou, ele sentou-se franzindo a testa. –Me desculpe se a assustei, eu ainda estou aprendendo a lidar com isso, Ditria e eu ainda estamos trabalhando essa coisa de magia de cura, eu meio que tento curar antes mesmo de pensar.

-É algo compulsivo? -a enfermeira perguntou franzindo a testa.

-Professora Tompsom disse que é normal no primeiro ano de treinamento, ter a compulsão de ajudar quem está doente. –ele encolheu os ombros. –Segundo ela, é uma forma da minha magia se acostumar com feitiços em língua de cobra mais rapidamente e me exaurir cada vez menos. –completou, a mulher acenou com a cabeça e voltou a acenar com a varinha sobre ele.

-Sim, sua magia está voltando ao normal rapidamente. –comentou.

-E os nutrientes em meu corpo? -ele perguntou e a mulher sorriu.

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Rony observou quando seu amigo terminou de colocar os livros sobre a cama e se jogar na mesma e fechando os olhos. Harry havia mudado muito. Seu amigo estava tendo aulas extras com tutores que vinham todos os dias, incluindo os fins de semana. É claro que ele havia sido convidado a deixar as aulas com o morcegão e com o fantasma, mas seu orgulho não deixou aceitar a oferta de seu amigo, até porque a aula de Binns era o tempo para uma soneca. Ele mexeu-se inquieto, as aulas de história da magia estava praticamente vazia, somente alguns poucos da sua turma iam para a sala do fantasma, ele ouvira dizer que quase todos em Hogwarts haviam pedido tutoria para os professores de Harry, que tiveram que formar turmas para ensinar a todos.

Havia também o fato que desde o acontecido no trem, as meninas pareciam pairar sobre o moreno como abelha no mel e ele simplesmente as ignorava. Nenhum dos garotos estava entendendo. E ainda tinha aquela menina que ele disse ser prima dele, ele nunca havia falado nada sobre ter parentes que não fossem os Dursley's. Tudo estava mudando e ele nem podia culpar sua irmã por isso. Durante toda as férias ele viu como Gina tinha explosões de magia acidental e pesadelos, só quando ela conheceu a tal de Malika foi que aquelas coisas pararam e agora sua irmã estava estudando no Egito. Ele viu o gato de Hermione entrar no quarto e imediatamente colocou Perebas no bolso, essa era outra coisa que estava errada. Hermione estava como as outras meninas, pairando sobre Harry.

Ele podia muitas vezes ser distraído, mas ele havia notado a forma como sua amiga estava agindo com o garoto, que agora parecia dormir, na cama ao lado da sua. Ela arranjava desculpas para ficar perto dele e o tocar, isso claramente deixava o moreno desconfortável, mas ela parecia não perceber isso. Uma batida na porta chamou sua atenção.

-Oi Ron. –Hermione colocou a cabeça dentro do quarto. –Harry está aí? -ela perguntou.

-Dormindo. –ele disse. –Tira seu gato maluco daqui. –completou apontando para o felino.

-Francamente Ronald, Bichento não fez...

-Já estão brigando novamente? -Harry resmungou sentando-se na cama e passando as mãos no rosto.

-Foi Ronald que começou! Como você está? Muito cansado?

-Eu comecei? –ele perguntou ficando zangado. –Eu só pedi pra você tirar esse gato estúpido daqui!

-Ele não é estúpido! -ela disse.

-Ele é doido! -Harry concordou com ele. –Vamos lá, Hermione, você tem que admitir, o seu gato fica perseguindo o Perebas mais do que o normal! -disse e foi abrir a janela para Edwiges.

-É da sua madrinha? -a menina tentou mudar de assunto e pegar a carta.

-Hei! –ele protestou saindo do alcance dela. –Dá licença, a carta é minha! Você está cada dia mais estranha Hermione! Depois a gente se fala Rony. –ele disse juntando os livros dele na mochila e diminuindo o malão para colocá-lo no bolso.

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Hannah foi puxada para uma sala de aula vazia e quase azarou quem fez isso. Foi só quando Neville apareceu na sua frente com uma rosa que ela se acalmou. Ela estava nas nuvens desde que conseguiu vê-lo nas férias. Quase todos os dias eles davam um jeito de se verem e se ela não estivesse em seu corpo de treze anos... os beijos no vagão do trem teriam ido bem mais longe. Mas ela sentia que seu corpo era totalmente inadequado, principalmente quando Neville a viu com todas as curvas nos lugares certos.

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Harry entrou na Sala-Precisa, que tomou a forma do coração de Hogwarts, com todos as estantes abarrotadas de livros que ele vira antes das férias, algumas estantes estavam com prateleiras vazias, mostrando os livros recolhidos por ele, Dobby e Gina. O moreno chamou Dobby e mandou-o convocar todos os elfos da família Potter para ajudar a pegar, arrumar e catalogar os livros. Ele estava perdendo a paciência com as manipulações de Dumbledore, ele notava os olhares do velho o estudando, fazia mais de um mês que as aulas haviam começado e o velho ainda lhe dava esses olhares.

Principalmente depois que o grifinório havia conseguido permissão de McGonagall para trazer seus tutores e darem aulas inicialmente para ele, Neville, Luna, Hannah e Olívia; mas aos poucos outros alunos foram pedindo tutoria à Isobel em poções. E alguns pediram ajuda as irmãs Clio, Calíope, Euterpe e Terpsícore Alessi, que ensinavam respectivamente, História do Mundo Mágico e Não Mágico, Línguas Estrangeiras e Suas Gramáticas, Música e História da Música e, finalmente, Dança e História da Dança.

Mas havia aulas que somente ele, Olívia e seus amigos, que voltaram no tempo com ele, tinham, como as com Aela, irmã caçula de Ferdinand, que o ajudava o empata mais velho a treiná-los em Defesa Avançada e Duelos com Armas Mágicas e Não Mágicas. Britth Le Clairé lhe ensinava Direitos e Obrigações de Chefes de Famílias, além de Costumes e Tradições Antigas e também Constituição e Leis do Mundo Bruxo. Medi-Bruxaria, onde somente ele e Olívia tinham Magia Ofidioglota com Isobel. E também havia Rasmuri, que felizmente havia concordado em lhes tutorar em Costumes, Tradições e Idioma dos duendes. Harry podia jurar que viu um brilho de aprovação nos olhos do protetor de suas contas quando ele fez o pedido. E depois de tantas aulas... Ainda havia o quadribol, Olívio estava enlouquecendo o time com sua obsessão de ganhar em seu último ano.

Harry suspirou deitando-se no sofá do apartamento do seu malão, ele ainda não havia decorado nada, tudo o que ele tentava parecia não agrada-lo e ele simplesmente voltava tudo para o branco. Sua nova carga horária estava deixando-o exausto, mas ele tinha que ter um álibi para seu conhecimento e habilidades, tirou a carta de sua madrinha do bolso e abriu, dentro havia mais duas cartas, uma de Tonks e outra de Sirius. Ele só esperava que esse Halloween podia ser tranqüilo.

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Gina observou quão diferente eram suas aulas em Alexandria, já ia fazer dois meses que ela estava lá e quase podia sentir falta da mudança de clima europeu, se ela estivesse em Hogwarts ela estaria se preparando para a festa de Halloween no Salão Principal, ou se aquecendo perto da lareira para fugir do começo do inverno. Mas em Alexandria o calendário escolar era muito diferente, as antigas festas só seriam comemoradas depois de todas as aulas terminarem e começava no dia marcado, não importava se era feriado ou fim de semana, e como hoje ela tinha aula até as oito da noite e astronomia mais tarde, ela não poderia aproveitar muito a comemoração desse ano, até porque ela estava exausta, seu corpo ainda estava se acostumando com as aulas começarem quase uma hora antes do que as de Hogwarts e terminarem bem depois, sem falar da quantidade maior de matérias.

No primeiro dia de aula ela passou por uma avaliação com os professores, que como a madrinha de Harry, notaram que ela estava se segurando. Sua sorte foi que Elizabeth havia explicado que ela havia sido possuída por um objeto amaldiçoado e sua magia estava caótica. Os outros professores acreditaram que ela estava com medo de machucá-los, então a deixaram em paz, testando-a apenas teoricamente. Malika havia alertado-a para não tentar trapacear na prova de nível e tentar ficar em um nível baixo de propósito, a Academia de Magia de Alexandria tinha como saber se alguém fazia isso. E ela sabia por conta própria, sendo que ela tentou reprovar no seu segundo ano para ficar na mesma sala que uma prima, e segundo sua tutora não foi bonita a reação dos professores.

A ruiva então colocou na prova tudo o que lembrava, o que foi realmente muita coisa, como ela tinha voltado no tempo com seu conhecimento intacto. E como a horcrux de Tom havia forçado sua mente a trabalhar mais rápido, ela devorava de três a quatro livros por dia na casa de Malika durante os intervalos em seu treinamento para controlar a magia caótica dela e a magia elemental que ela descobriu. O que resultou nela agora tendo aulas em uma turma avançada, ela só esperava que quando voltasse para Hogwarts ela poderia escolher continuar com sua turma, pois certamente sua promoção de série só causaria mais ciúme e raiva em seu complicado irmão mais velho.

Ela olhou para o papel a sua frente, era estranho ter que usar objetos trouxas, mas ela tinha que admitir, era muito melhor usar uma caneta e caderno, do que penas e pergaminhos. Traduzindo a frase escrita com Runas Célticas, ela pensou em seus amigos e sua vida na antiga linha do tempo. Será que sua magia teria tido maior controle se a Academia de Alexandria ainda estivesse de pé quando ela soube de seu programa especial para seu problema caótico? Ela, Hannah e o bebê teriam sobrevivido? Ela poderia ter salvado sua Rosalie?

Suspirou cansada de divagações. Abaixando a caneta, ela tocou o colar que usava por baixo da blusa. Era um lindo colar em forma de corrente de nós celtas, quando Harry lhe dera de presente, sua primeira reação foi gritar com ele por ter gasto tanto dinheiro com ela, a segunda foi mandar uma série de azarações e a terceira, depois dele gritar que não comprou e explicar que estava no jazigo da família dele, foi gritar ainda mais por dar a ela algo da família dele e por ultimo ela chorou emocionada e lhe agradeceu. Malika, Luxor e Lizzie até hoje diziam que ela parecia uma mulher grávida brigando com o marido. Ela claro corou com a sugestão e evidentemente corou novamente só com a lembrança do ocorrido. Mas a forma como Harry a olhou quando ela colocou o colar para experimentar foi desconcertante e ao mesmo tempo a fez se sentir única, especial.

-Gina! -ela piscou confusa quando viu uma mão passando na frente do rosto dela. –Até que enfim! -Ayla Harzly, sua colega de classe, riu.

-Deixe a menina Ayla! -Mojaf Alruf, um outro colega de classe disse. -Desculpe minha prima, pequena. –o garoto disse sentando-se na cadeira em frente a ela.

Ela estava em uma das mesas de mármore do refeitório que ficava ao ar livre. Ela sorriu para seus dois colegas, ela nunca pensou que podia haver duas pessoas mais contraditórias e mais apaixonadas na face da terra do que esses dois. Eles amavam simplesmente irritar um ao outro e se isso significava ir contra tudo o que havia dito um minuto atrás, eles iam fazer justamente isso. Mojaf e Ayla haviam sido prometidos em casamento no momento que nasceram e haviam feito da sua missão de vida fazer as famílias mudar de ideia, mesmo que secretamente Gina e meio Egito sabiam que eles se amavam e iam casar de qualquer forma. Ela achava que eles simplesmente queriam fazer isso por se amarem e não por imposição da família, bem ela e todo mundo que os conhecia por cinco minutos achariam isso.

-Então, o que você estava pensando? -Ayla perguntou.

-Só lembrando de quando ganhei esse colar. –ela explicou e mostrou para a colega que literalmente gritou sem emitir som. –O que foi? -perguntou cautelosa, ela já havia visto aquela reação antes em relação a jóias e haviam duas possibilidades, primeira: era cara o suficiente para colocar Malfoy na vergonha; segunda: era rara o bastante para colocar Luxor e Pretorian na vergonha.

-É um colar da promessa. –Mojaf explicou e a ruiva congelou, seu colega continuava a falar, mas ela não ouvia uma palavra.

Ela começou a guardar suas coisas, pedindo para seus amigos anotarem a aula e avisar ao professor que ela não se sentia muito segura para ficar em perto de humanos, ela saiu rapidamente dos terrenos da escola.

-Luxor! -ela chamou e a fênix branca apareceu a levando no mesmo segundo.

Gina apareceu em uma parte do terreno de Hogwarts e pediu para a ave trazer Harry até ela.

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Nervoso, essa era a palavra para descrevê-lo no momento que ele viu a fênix branca empoleirada na sua cama. Por sorte todos os seus companheiros estavam na Sala Comunal jogando algum jogo ou fazendo as tarefas. Porque ele pensou que esse Halloween ia ser diferente e ele não ia ter algo acontecendo, estava além dele. Ele podia sentir que Luxor estava achando aquilo muito engraçado, mas ele estava tremendo de medo, e se ela devolve o colar? E se ela... A porta abriu atrás dele e seus colegas entraram no quarto, parando quando viram a ave.

-Caraca! Olha só isso! -Dean disse apontando para Luxor, que trinou irritada.

-Ela não é isso, Dean, essa é Luxor. –ele disse engolindo em seco. –E no momento é minha sentença de morte. –completou murmurando, a ave trinou divertida.

"Ora, vamos criança, ela está zangada, mas ela não vai lhe matar!" a ave disse.

-Você diz isso porque pode fugir dela! -Harry disse e seus amigos o olharam esquisito. –Ok, o quão zangada ela está?

"O bastante para algumas azarações e gritos, mas nenhuma magia caótica ou algo assim" o trinado divertido da ave o fez suspirar.

-Eu volto logo... eu espero. –ele disse para seus amigos que acenaram. –Luxor, lembre-se qualquer sinal que ela vai pirar ainda mais, me tira de lá! Eu gosto muito de viver! -ele disse e a ave trinou ainda mais divertida. –Seja o que a Deusa quiser.

Ele foi levado para onde a ruiva estava e imediatamente foi recebido por uma chuva de azarações, que ele nem ao menos tentou desviar ou se proteger, apenas aguentou a dor das azarações o melhor que pode. Quando ela notou que ele estava parado parou de enfeitiçá-lo.

-Imbecil! Por que não saiu da frente ou se defendeu? –ela perguntou levantando as azarações mais dolorosas e abaixando-se ao seu lado. Como foi que ele parou no chão? –Por que não desviou? –ela perguntou batendo-o no peito. –Eu podia ter matado você seu imbecil!

-Luxor ia me tirar se sentisse perigo. –ele disse aguentando os tapas.

-Porque você não desviou? –ela perguntou parando de batê-lo, ele notou com uma pontada no peito que ela não usava o colar.

-Eu acho que mereço. –ele disse sem se mover. –Você não está usando o colar que eu te dei. –comentou olhando para o céu, ele não queria ver a raiva nos olhos dela.

-Eu não... podia. –ela disse. –Harry de quem foi aquele colar? -ela perguntou.

-Minha mãe. –ele disse, ela ficou calada. –E antes dela foi da mãe do meu pai, da mãe do meu avô e foi usado por toda mulher da família Potter. –ele disse e esperou pelos feitiços.

-Por que? -ela perguntou.

-Eu o vi e só podia imaginá-lo em você. –respondeu sinceramente.

-Você sabia o que significava quando me deu? -ela perguntou.

-Não. –ele sentou-se suspirando e a olhou nos olhos. –Quando lhe dei o colar eu não sabia o que significava.

-Mas você sabe agora? -ela perguntou e ele acenou calmamente. –Harry, eu... –ela abaixou a cabeça e viu o anel no polegar dele.

-É o par do colar. –ele explicou, ela respirou pesadamente e levantou-se.

-Eu preciso pensar. –ela disse e em questão de segundos Luxor a levou.

Harry suspirou e deixou as lágrimas caírem. Ele não soube quanto tempo passou, mas quando voltou para o castelo, havia uma comoção no lugar. Ele andou até Rony, o ruivo explicou que informaram um avistamento de Sirius Black no castelo e os professores estavam fazendo uma vistoria pelo local. Ele olhou para Neville que apontou para o relógio, era o seu código para cronograma, e ele apenas acenou levemente com a cabeça. Naquela noite todos dormiram no Salão Principal, bem ele tentou dormir, Gina não estar usando o colar realmente o machucou mais do que pensou que faria. Ele olhou para a menina entre ele e Hermione, ele havia colocado Olívia lá para dar a impressão que ele ficou preocupado com Sirius e para afastá-lo de sua amiga. Ele suspirou olhando para o teto enfeitiçado e deixou seus pensamentos voarem.

O jovem bruxo sentiu quando uma magia maliciosa serpenteou pelo chão. Abrindo os olhos ele sentou-se e olhou em volta, a magia vinha de algum lugar a sua direita, fechando os olhos e respirando calmamente ele identificou a magia, abriu os olhos e fixou-os diretamente onde estariam os olhos de Dumbledore. O grifinório crispou os olhos e mandando a prudência as favas ele convocou Fawkes que apareceu em uma explosão laranja, ele sentiu a surpresa do diretor.

"Fawkes você pode me ouvir?" ele perguntou mentalmente, para a ave empoleirada em seu joelho.

"Sim jovem Lord, eu posso." A fênix vermelha e dourada respondeu acenando com a cabeça.

"Sei que você é familiar de Dumbledore, que você o escolheu, mas eu não posso permitir que ele enfeitice as pessoas para serem leais a ele." Ele informou a ave.

"Eu entendo e concordo. Eu vou cantar e causar uma grande explosão de magia, juntamente com Lady Luxor que já está vindo, isso o ajudará a cancelar a magia que ele lançou e também protegerá os alunos por até o próximo ciclo. E criança, tome cuidado, ele está procurando informações sobre fênixes brancas e negras. "

Fawkes informou e começou a voar em círculos pelo Salão, trinando uma canção desconhecida para ele. Segundos depois Luxor apareceu e se juntou a ele, Harry podia sentir a animação do diretor como se aquilo fosse um sinal de aprovação do que ele fez. O moreno fechou os olhos e colocou a mão sobre o piso, sentindo cada canto da magia de compulsão que o diretor manipulou e cada pedaço da sua assinatura mágica sobre os alunos, quando a grande explosão de luz ocorreu, ele disse o contra-feitiço e o feitiço de proteção. Ele abriu os olhos e viu o diretor de pé, sem feitiço de ocultação, cobrindo os olhos para se proteger da luz. E Olívia olhando tudo extasiada.

-Durma, depois eu apresento você para essas aves. –ele disse e beijou a testa da sua prima, que aos poucos se tornava sua irmãzinha.

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Gina apareceu, tremendo, com Luxor na porta da casa de Malika e ficou batendo rapidamente o mais forte que conseguia na porta até que sua mentora veio atender a porta. Mal a bruxa abriu a porta a mais jovem jogou-se contra ela chorando. Ela não sabia dizer quando se sentiu mais confusa, feliz, com raiva, querendo abraçar e bater em alguém ao mesmo tempo. Malika a puxou para dentro e a levou para o jardim interno onde ficou consolando-a até ela se acalmar.

-Aqui habiba. –uma mulher de cabelos brancos e profundas rugas no rosto, lhe deu uma grande xícara de chá. –Quer falar o que houve? -ela negou com a cabeça. –Tudo bem, vou avisar a professora Stuart que você está aqui e não pode ver o restante das aulas, tudo bem?

-Obrigada, Zaina. –ela murmurou olhando para sua xícara.

"O que houve, criança? Você não ama o jovem Lord?" Luxor trinou pra ela, confusa.

"Eu não sei! E se o que eu sinto é resquícios das poções de Dumbledore? E se eu..."

"Você não está sob efeito de poção ou feitiço, Ginevra. Você pode pedir para Malika a testar, mas eu tenho certeza disso!" a fênix atestou.

"Mas e se ele está enfeitiçado? Você ouviu Luxor, ele disse que penso em mim assim que olhou pro colar e se Dumbledore conseguiu enfeitiçar o colar de alguma forma?" ela pensou desesperada, ela não queria passar novamente pela experiência de ter Harry interessado nela somente por causa de algum feitiço ou poção.

"Então descubra tudo sobre o colar, tenho certeza que você vai encontrar algo na biblioteca de Alexandria sobre ele, já que aparentemente você não vai acreditar no que eu possa te falar sobre ele." A ave trinou, mas sem parecer ofendida.

Gina apenas balançou a cabeça e bebeu o chá que Zaina lhe deu. Quando seus pensamentos já estavam mais calmos ela contou à Malika e Zaina sobre o ocorrido e ambas concordaram com o conselho de Luxor. Naquela noite ela voltou a pegar o grimório de Genevive para tentar desviar seus pensamentos.

'Eu quero morrer! Meu Eivam está de casamento marcado com Walburga, ele é o noivo misterioso que a família arranjou para ela. Descobri em Hogwarts, quando Eivam finalmente conseguiu falar comigo, ele estava impedido de sair de casa, para que não chegasse perto de mim. Como eles puderam fazer isso? Eivam me contou que sua família percebeu seus sentimentos por mim e no dia seguinte arranjaram o casamento para ele, o trancando dentro de casa até que viemos para Hogwarts. Eivam me garante que vai tentar de todas as formas não se casar com a noiva que escolheram para ele, é a mim que ele quer! E eu o quero também!'

Gina fechou o grimório com força e o guardou na mochila aos pés da cama, jogando-se na cama logo em seguida.

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Albus viu com atenção enquanto Harry Potter se afundava cada vez mais em livros e aulas extras, o relato de Remus de que a suposta madrinha do garoto apareceu e estava treinando-o o perturbou. Quem seria essa mulher? Ele precisava minar a confiança e influencia dela sobre o menino, seus ensinamentos estava mostrando, à ele e a todos que prestavam atenção, de que Hogwarts não era a melhor escola bruxa no mundo mágico, não, Hogwarts já teve esse posto a muito tempo atrás, mas atualmente ela era somente a melhor escola mágica da Europa e estava a muito pouco de perder esse posto para Beauxbatons, devido as políticas restritivas, corruptas e discriminatórias do ministério quanto as informações que entravam no país.

Não que ele fosse contra a retenção de informação, mas havia algumas coisas que deviam ser passadas para as pessoas comuns, a fim de levar a população ao desenvolvimento controlado e administrável. Pegando mais uma bala de limão, ele analisou tudo o que aconteceu até agora depois que o menino sumira. Primeiro ele ficara indetectável, ele apareceu no meio do deserto em meio a uma explosão de magia caótica da caçula ruiva, depois os Weasley contaram que a fênix que ele acreditava ter escolhido a jovem senhorita Weasley era na verdade de Harry, depois ele sumira novamente só mandando ocasionalmente uma carta ou outra para a família ruiva e seu amigo, sendo que em sua maioria eram algumas poucas informações sobre como acalmar as explosões de Ginevra.

Informações estas que ele não sabia onde ele conseguiu, o único lugar que ele poderia pensar que tinha tal informação seria a biblioteca de Alexandria, mas seus informantes não viram o menino na biblioteca, mas o local era enorme e com várias entradas, seria fácil passar despercebido se você tinha os contatos certo e sabia qual setor ir. Mais uma bala de limão e seus pensamentos zonearam para outros pontos do quadro. Minerva também estava diferente, ele não sabia que ela tinha contato com Avalon, a ilha e seus moradores eram praticamente incomunicáveis. Quando e como sua companheira de trabalho entrou em contato com eles? Tinha que ser há bastante tempo, se ela foi feita uma sacerdotisa em suas férias. Mas porque ela não lhe contou? Esse contato seria bastante valioso de ser usado no futuro, quando Voldemort voltasse.

Havia também a mudança em outros alunos. O menino Longbottom parecia bastante interessado na senhorita Abbott. Albus teria que dar um jeito de separá-los. Se Hermione Granger não conseguisse chamar a atenção de Harry, ele teria que tirar os feitiços de atração e compulsão da menina e coloca-los na menina Abbott, sua família sempre foi muito influente no ministério, mas também havia as famílias das senhoritas Chang, Bones e algumas outras cujas famílias podiam ser grandes aliados na guerra. Mas a questão era, Harry Potter deveria, ou mesmo poderia, se envolver com alguém? Ele ainda não sabia nada sobre a relação de fênixes brancas e garotos. E se ele, também, deveria se manter intocado como as oráculos mulheres? Ele apertou as têmporas. Seria preciso uma visita à Alexandria para ele mesmo pesquisar sobre fênixes brancas.

-Entre! -ele mandou quando bateram em sua porta.

-Diretor, a mulher gorda estava desaparecida e todos os grifinórios estavam trancados no lado de fora. –McGonagall disse parada à porta. –Depois de encontrá-la, ela informou que Sirius Black tentou entrar na torre, como ela não permitiu... Ele rasgou sua pintura. –completou franzindo os lábios, sinal de que estava muito descontente com o fato.

-Reúna todos os alunos no Salão Principal. –ele disse. –Precisamos vistoriar o castelo e o máximo possível do terreno. –ele disse andando em direção a porta, ela acenou e desceu em seu caminho. –Minerva. –ele a chamou e ela virou-se para o olhar. –Onde está Harry Potter?

-Ninguém sabe. –ela disse e seguiu para reunir os alunos. Albus sentiu a preocupação aumentar. E se Black encontrou Harry?

Durante muito tempo ele ficou com os alunos, observando-os e tentando ver o garoto em algum lugar, mas nem seus amigos e nem a prima, que Albus não sabia existir, estavam com ele. Só quando o menino entrou no Salão Principal foi que suas preocupações se acalmaram um pouco. Ele notou a rápida interação entre ele e a segunda possibilidade da profecia, o menino Longbottom. Ele observou quando Harry levou a menina Evans pela mão para o saco de dormir ao lado dele, afastando a senhorita Granger dele, ele também viu quando Longbottom e as meninas Abbott e Lovegood deitaram-se perto dele. Ele lembrou-se que fora a senhorita Granger e o senhor Weasley, o estranho grupo estavam tendo todas as aulas adicionais com os tutores que a suposta madrinha de Harry contratou.

Aliais grande parte de seus alunos tinham aulas com esses tutores, principalmente os dos quinto e sétimo ano, sendo o tutor de Defesa o mais solicitado, embora alguns desistiram de suas aulas afirmando que o homem era muito rígido e exigente em suas aulas. Ele teria que desencorajar essas aulas, ele não poderia expulsa-los, pois foram contratados por um aluno, e só o contratante poderia dispensa-los. Então, assim que todos dormiram, ele se lançou um feitiço de desilusão e entrou no Salão Principal em seguida o de compulsão para que os alunos desistissem das aulas extras, foi quando o menino levantou-se e olhou em volta. Talvez um pesadelo ou visão? Harry olhou em seus olhos, e o surpreendeu, aquilo era raiva em seus olhos?

Albus olhou para si e viu que o feitiço ainda estava no lugar, foi quando Fawkes apareceu. Seu jovem aluno ficou olhando para Fawkes e então sua fênix alçou voo e começou a cantar. Ah, com certeza aquilo era a aprovação para devolver a ordem na escola, e então veio a fênix branca e voou com a vermelha, aquilo era um sinal que ele deveria guiar o menino! Sim ele estava certo em seus planos. Mas então veio a explosão branca e ele sentiu todos os seus feitiços de compulsão serem retirados. As aves sumindo em chamas e Harry deitado, dormindo novamente.

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Durante os dias que se passaram após o Halloween, Gina afundou-se em suas aulas na Academia de Magia e em sua busca na biblioteca sobre colares de promessas, mas até agora não havia encontrado nada além de relatos de quem deu ou ganhou um ou eram somente colares de três linhas ou duas. Mojaf e Ayla estavam ficando preocupados, então começaram a fazer companhia durante suas pesquisas. Foi perto do natal que Mojaf e Ayla praticamente a sequestraram e a levaram para o Banco Gringotes.

-Que seu ouro flua mais forte que as correntezas do oceano. –Mojaf disse a um duende que os recebeu, Ayla e ela tiveram que ficar um passo atrás do bruxo devido os costumes da maioria dos bruxos locais. –Temos um encontro com o Gerente Athor, gerente da minha conta, Mojaf Alruf.

-Sim, sim, por aqui. –o duende os guiou até a sala do gerente.

Gina não estava entendendo patavina do que estava ocorrendo, quando o tal gerente chegou, Mojaf falou no idioma do duende tão rápido que ela não entendeu nada do ele disse, até porque ela ainda estava aprendendo o idioma, que era obrigatório na Academia, aliais, muitos idiomas eram necessários, principalmente se eram de outras raças mágicas para garantir que o respeito e entendimento fossem mutuo e não criasse nenhum incidente por palavras erradas.

-Ginevra, o colar. –Ayla lhe sussurrou, ela acenou e tirou a caixa que o guardava na mochila.

-Como você o conseguiu? -o duende resmungou depois e alguns feitiços de detecção.

-Eu ganhei de presente de aniversário. –ela disse e a amiga a cutucou, a ruiva respirou fundo. –Harry James Potter, me deu. Quando ele me deu, ele não sabia que o colar significava, só que quando o olhou ele...

-Imediatamente pensou em você. –o duende completou e devolveu a caixa com o colar.

-Sim, eu queria saber se há algum feitiço que o obrigou de alguma...

-Nenhuma obrigação, só revelação. –o duende disse, parecendo ofendido. –A senhorita sabe quem fez o colar?

-Não. Harry apenas disse que está há muito tempo na família dele.

-Então vou desculpar sua insinuação de que uma joia feita por duendes pudesse obrigar alguém a amar outra pessoa. –o duende falou. –Esse é um colar da promessa com uma linha vermelha e uma de ouro rosa, senhorita, isso significa que no momento que o olhou para o colar ele pensaria na pessoa que seu coração e alma escolheram para amar, caso ele não conhecesse a pessoa ainda, o colar passaria despercebido por ele.

-Me desculpe. –ela disse tentando respirar calmamente. –Mas algum bruxo que pudesse ter visto a joia antes de Harry, poderia ter... poderia colocar um feitiço sobre o colar? -ela perguntou segurando a caixa com força. O duende deve ter notado sua negação em aceitar que Harry realmente a amava, pois deu um sorriso que lhe pareceu estranhamente amável.

-Sei que parece estranho alguém lhe dar algo que significa que só haverá você na vida dela, na sua idade, criança. Mas esse colar não deveria ter sido dado ao senhor Potter até a maior idade se os pais dele estivessem vivos. –o duende disse e seu sorriso aumentou -E você não teria conseguido usá-lo se não retribuísse o sentimento.

-Como assim? -ela praticamente sussurrou a pergunta.

-Sua pele arderia no segundo que tocasse a caixa que o guarda. – o duende disse, ela apenas acenou levemente com a cabeça, sua mente girando mais e mais rápido. –Ele guardará o amor e alma do presenteado e presenteador, nada nem ninguém poderá nublar os seus sentimentos e mente enquanto usarem as jóias. –ela ouviu o duende informar.

Ela não saberia dizer como ela chegou à casa de Elizabeth ou nem como ela chegou ao seu quarto, ela estava agindo no automático. Ela repassou a conversa uma e outra vez em sua mente, um sorriso rastejou por seu rosto. Harry a amava! Harry a amava! Harry a amava! Harry a amava! Harry a amava! Harry a amava! Harry a amava! Harry a amava! Harry a amava! Harry a amava! Harry a amava! Harry a amava! Harry a amava! O sorriso sumiu quando ela percebeu que todo aquele tempo ela não havia mandado nenhuma carta para ele, nada, apenas o total silêncio. Nem mesmo Luxor havia aparecido para falar com ela.

-Luxor. –ela disse e a fênix apareceu.

"Finalmente acredita quando eu digo que o menino te ama?" a ave perguntou presunçosa.

-Harry? -ela perguntou temerosa, a fênix deu um trinado triste. –Luxor, como está Harry?

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Treinar, estudar, comer, fingir que estava tudo bem, falar com seus amigos, jogar quadribol, era tudo o que ele fazia. Depois do fatídico Halloween, Harry fazia de tudo para ocupar sua mente e não pensar em Gina. O anel de promessa ainda estava em seu dedo, só existiria ela pra ele, se não fosse para ficar com a ruiva, ele não ficaria com mais ninguém. Harry já havia mandado uma cópia de sua vontade e avisou Olívia, que se um dia algum bruxo mal o matasse enquanto ele era criança ou adolescente e sem herdeiros de sangue, ela, Mark e os Weasley's seriam seus principais herdeiros.

Com o pouco tempo que se conheciam, a menina havia se tornado parte essencial de sua vida. Ele a via como sua irmã caçula e ela o via como seu irmão mais velho, a menina podia ser considerada a Grifinória mais Lufa-Lufa que Hogwarts já viu. Luxor e Pretorian aprovaram a forma como ele estava guiando a menina, e quando ele apresentou as três fênixes à menina, a pequena ficou extasiada, mas entendeu a importância de manter segredo.

Ele olhou para o grimório em suas mãos. Ele estava se dedicando totalmente em se esgotar o suficiente para desmaiar na cama e não sonhar, ele não queria correr o risco de sonhar com Gina. Ainda doía pensar nela sem o colar e partir sem nem olhar para trás. Apenas a ruiva não estava em contato com ele, Sirius o avisara que conseguiu pegar duas das seis horcruxes totais e que agora só faltava as ultimas duas de antes e a que estava dentro de Gringotes, ele teria que falar com Rasmuri para saber como resolver esse problema. Na linha do tempo anterior, Gringotes estava caído e invadir as ruínas e arrombar os cofre não causou problemas com os duendes, pelo contrário, eles viram isso como uma vingança contra Voldemort e seus lacaios, mas a situação era diferente agora.

Isso o frustrava, ele sabia que tinha as informações que precisava, mas quanto mais ele avançava pelas memórias de Tom, apenas parecia que mais ele aprendia sobre Artes das Trevas, mas ele não conseguia chegar até as memórias dos dois objetos amaldiçoados que faltavam. Fechando o grimório e encostando-se em uma arvore, ele esfregou as têmporas, sua cabeça estava começando a latejar.

Harry sentia, em todas as refeições, a magia de Dumbledore tentando colocar os alunos sobre os feitiços de compulsão e isso estava testando sua paciência no limite. Minerva também não estava muito satisfeita com isso, principalmente levando em conta que após a intervenção, do jovem grifinório e das fênixes, os conflitos entre casas, famílias e alunos haviam diminuído drasticamente, até mesmo a magia no ar parecia mais leve. As únicas pessoas que não haviam mudado era a atitude do quadro de funcionários. Seus amigos disseram para desacelerar um pouco o ritmo, e cada um pegou um pouco das responsabilidades dele para si. Foram poucas coisas, como ajuda-lo a providenciar novos suprimentos de poções e petiscos para seus familiares. Muito a contra gosto, depois de um tempo, ele pediu para Edwiges ficar com Sirius, enquanto Luxor e Pretorian ficavam mais em Alexandria com Elizabeth do que com ele, Ditria compreendia seu pouco tempo e não lhe exigia muito, o que era muito bom.

Até mesmo Ron havia percebido seu esgotamento e havia jogado Olívio para fora do dormitório, quando o capitão do time tentou acorda-lo às cinco da manhã em pleno Novembro chuvoso para treinar. Seus outros amigos na torre também tentavam ajuda-lo, sabendo que ele estava tentando recuperar o tempo perdido em seu treinamento como Chefe da Casa Potter, de vez em quando alguém viria e o ajudaria a não perder as datas de entrega dos deveres, alguns alunos mais velhos, Percy incluído, muitas vezes iriam pegar seus ensaios e corrigir só para que ele não tivesse que rever tudo o que escreveu. Estava se tornando uma visão bastante comum ver Harry acordado até meia-noite ou depois, fazendo ensaios e estudando grossos grimórios e livros.

-Harry? -alguém o chamou, ele abriu os olhos e olhou em volta.

-Gina. –ele a cumprimentou engolindo em seco.

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Fazia uns três dias desde que ela teve a conversa em Gringotes e dois dias desde a sua conversa com Luxor. A fênix havia lhe contado como Harry havia se jogado de cabeça em seu treinamento e estudos, tendo há muito tempo superado as expectativas para um sexto ano de Hogwarts e seu treinamento como Chefe da Casa Potter, a ave lhe contou quão perto do colapso ele chegou se seus amigos não tivessem interferido e diminuído parte da carga dele. Ela se sentiu culpada, ela havia se concentrado tanto em seu aprendizado na nova escola e com seus poderes parecerem estar tão perto de serem controlados, que ela se esqueceu do real motivo de voltarem no tempo, ela deixou sua missão e amigos de lado. Uma carta para Neville e McGonagall se desculpando, foi respondida com outras explicando que Harry havia avisado-os que ela precisava primeiro se re-acostumar com a magia caótica antes de voltar a missão e que ninguém deveria incomodá-la com nada sobre planos e metas. Isso piorou seu sentimento de culpa, mas nada se comparava ao ver o estado dele pessoalmente.

O Harry a sua frente era um garoto cansado, pesadas e escuras olheiras estavam em baixo de seus olhos que já não brilhavam mais como antes, sua pele estava pálida e contrastava fortemente com cabelos negros que agora alcançavam o meio do pescoço, mas ao mesmo tempo ela podia perceber que ele havia se dedicado em seu treinamento físico tanto quando o mágico e mental, o tradicional suéter Weasley, provavelmente daquele ano, marcava levemente os músculos magros que começava a se formar, assim como a calça jeans escura que ele usava.

-Hum... Eu vim entregar meu presente pessoalmente. –ela disse tirando um pacote da mochila. –É um coldre para varinha e poções. –explicou. –Eu sei que você já deve ter um, mas é sempre bom ter dois deles.

-Obrigado. –ele agradeceu pegando o presente. –Eu ia mandar o seu essa noite... Você vai pra Toca? -ele perguntou, os olhos fixos no coldre que estava prendendo no braço esquerdo.

-Eu vou. –disse se aproximando e ajudando-o a prender o objeto, ela percebeu o leve tremor na mão dele, assim como o anel que ainda estava no polegar da outra mão, aquilo a aqueceu. –Onde está Ditria? -ela perguntou ao perceber que a víbora não estava em nenhum dos pulsos dele.

-Ela está fugindo da neve. –ele disse se afastando um pouco. –Isobel a levou para passar uns dias em Alexandria.

-E você vai para Alexandria, também? -ela perguntou o olhando, ele desviou os olhos para o lago.

-Não... Eu vou para Zíngaro, passar o feriado com Sirius e Lizzie, os filhos dela não vão poder passar o feriado com ela, então vamos ficar com Almofadinhas, Tonks vai voltar para passar o feriado com os pais dela. –ele disse. -E acho que está na hora de finalmente ativar os retratos.

-Entendo. –ela disse forçando um sorriso. –Eu... Tenho que ir. –disse, ele acenou com a cabeça levemente.

Luxor a levou em uma explosão de chamas de volta para a casa de Malika, Gui iria buscá-la no fim do dia, para ela pegar uma chave de portal para Londres de onde iria usar o flúor do ministério para voltar para casa. Gina não percebeu o quanto tremia e nem as lágrimas que ameaçavam cair, ela não percebeu Zaina a embalando em seus braços.

-Eu o perdi. –ela murmurou com a voz quebrada, ela virou-se para a mulher, finalmente a percebendo. –Eu perdi o Harry, Zaina. –esclareceu.

-Não, criança, não perdeu. –ela disse, ao que a ruiva discordou acenando fortemente.

-Você não o viu Zaina! Ele... ele estava distante, nem mesmo me olhou! -ela rugiu se soltando dos braços da velha bruxa. –Ele nem ao menos notou que eu estou usando o colar!

-Talvez ele estivesse com medo, criança. –a mulher disse, a fazendo parar de andar de um lado para o outro.

-Medo de que? -Gina perguntou.

-Medo de não ver o colar em você. –ela disse. –Medo de que você lutasse contra o sentimento, medo de ser rejeitado por você... Medo de que você se sinta obrigada a ficar com ele só por ele ter lhe dado o colar.

-Mas isso é besteira! –bradou. –Eu não...

-Você disse isso pra ele? -a avó de sua mentora perguntou e ela fechou a boca sem responder. –Foi o que pensei.

-O que eu faço? – perguntou sentando-se aos pés da mulher e colocando a cabeça no colo dela.

-Primeiro vamos organizar um plano. –a mulher disse com um tom decidido.

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Os dias do feriado de Natal e Ano Novo foram bastante estranhos, principalmente para Neville. Ele havia notado que desde que ele começou a se corresponder com Hannah nas férias, sua avó vinha lhe dando esses olhares estranhos, assim como a frequência da família Abbott havia aumentado em sua casa, bem como as visitas de sua avó à eles. O herdeiro Longbottom terminou de arrumar o casaco e desceu para tomar café da manhã, as poções para seus pais estavam prontas para serem usadas e bem presas em seu coldre de varinha, assim como sua própria varinha, que seu amigo havia providenciado como presente de aniversário. Harry o encontraria no hospital em pouco tempo, com a desculpa de levar presentes para a Ala de Danos Permanentes, como eles sabiam que a maioria das pessoas lá tinha a mentalidade de uma criança, seria a desculpa perfeita.

O grifinório comeu seu desjejum em silencio com sua avó, que vez ou outra lhe lançava mais olhares estranhos, terminada a refeição, eles foram para a lareira e de lá seguiram para a sala do médico responsável por seus pais. Um rápido olhar pelas prateleiras e Neville viu que os livros de medi-bruxaria do homem não passava por uma atualização há algum tempo.

-Interessado em ser curador, Neville? -o curador perguntou.

-Neville não teria cabeça para isso, ele é muito esquecido. –sua avó disse.

-Eu posso falar por mim mesmo, avó! -ele disse surpreendendo a mulher. –E sim, curador Wayne, eu estou pensando em ser curador. –ele respondeu ao homem. –Mas eu vejo que seus livros são bastante...

-Interessantes, grossos? -o homem perguntou com uma sombra de sorriso.

-Ultrapassados. –ele disse, o curador levantou ambas as sobrancelhas. –A madrinha de um amigo, ensina na Academia de Magia de Alexandria.

-Ah, sim! Ouvi dizer que eles ensinam os alunos desde o primeiro ano em curas básicas. –senhor Wayne disse.

-Sim, e como meu amigo quer ser curador, o treinamento dele é um pouco mais intensivo. –ele começou com o plano combinado. –Você veja... A madrinha dele, providenciou tutores para que ele fosse ensinado pelos padrões de Alexandria, já que ele quis permanecer aqui em Hogwarts, e eu andei vendo os livros que ele tem que ler.

-E você viu algum deles aqui? -o curador quis saber, parecendo muito interessado.

-Na verdade, se não me engano, ele já leu todos esses. –O curador ficou realmente surpreso, tanto que deslizou para a frente da sua cadeira. –Eles são leituras obrigatórias para os dois primeiros anos na matéria de cura na Academia.

-Você quer dizer, que os livros que eu vi na escola de curadores, são matérias triviais na Academia de Alexandria? -o curador perguntou.

-Exato, e só se formam os alunos que podem com absoluta certeza executar os feitiços de cura com perfeição. –ele disse dando de ombros. –Meu amigo disse que a madrinha dele contou que conforme os anos vão passando, muitos alunos pedem transferência para outras escolas, por não aguentar o ritmo de lá, mas quem se forma na Academia, pode seguir qualquer carreira que quiser. Se você quiser, posso pedir que ele empreste alguns livros dele para você.

-Não seja tolo, Neville, é claro que seu amigo estava zombando de você! -Augusta desdenhou dele.

-Só porque a senhora não me respeita, avó, não significa que meus amigos não o façam! –ele disse, se dirigindo até a porta. –Vou ver meus pais e eu espero que a senhora não venha, eu preciso ficar com eles, sem a sua presença negativa, mesquinha, desdenhosa e mórbida. –desabafou e saiu batendo a porta, ele não viu o quão pálida sua avó ficou no escritório.

Neville seguiu para o quarto de seus pais, alguns enfermeiros e curadores o cumprimentavam e desejavam boas festas, ele tentou ser o mais educado possível com eles, afinal ninguém tinha culpa se sua avó não pensava nada de bom dele. Ele entrou no quarto e viu seu amigo lá o esperando, as mangas do suéter estavam levantadas mostrando Ditria em seu braço esquerdo, a familiar de seu amigo não parecia feliz em estar aqui, o que parecia estar divertindo o outro garoto.

-Hei, Neville! - o menino o saudou. –Podemos fazer isso logo e depois conversar? Ditria quer voltar para o sol de Zíngaro.

-Claro! -ele concordou tirando as primeiras poções do coldre. –Mamãe. –ele chamou Alice que o olhou sonhadora. –Você pode tomar umas poções para mim? -ele perguntou abrindo o frasco e colocando-o na mão dela. –É para você ficar bem. –disse levantando a mão dela com as suas, a mulher sorriu e tomou todo o conteúdo do frasco.

Neville agradeceu a mulher e a fez tomar outros três vidros de poções diferentes, sinalizando para Harry, ele se afastou e ficou na porta, vigiando qualquer aproximação. Seu amigo trabalhou na sua mãe por pelo menos dez minutos até que ele ouviu a voz da sua avó e o medi-bruxo. O jovem bruxo tirou a varinha e fechou a porta com vários feitiços de privacidade e bloqueio, aquilo daria pelo menos uma hora, que era o tempo que eles precisavam para terminar com sua mãe. O som de aparatação soou e um elfo vestindo o que parecia ser um uniforme surgiu, ele deixou uma grande cesta de piquenique no quarto e desapareceu novamente.

-Neville? -a voz de uma mulher soou incerta e rouca, ele olhou para sua mãe, a mulher estava com o olhar mais focado e o ar sonhador desaparecera, dando lugar a um semblante cansado.

-Mãe...

-Vem... aqui... filho. –a bruxa murmurou e ele avançou para a mulher.

-Eu pensei que você fosse demorar mais. –comentou olhando para seu amigo, sem soltar de sua mãe.

-Ditria me ajuda a não me cansar tão rápido. –o moreno disse. –Mas preciso descansar por alguns minutos. Quanto tempo você acha que pode segurar a porta?

-Quanto você precisa? -ele perguntou e seu amigo sorriu sentando-se no chão perto da cesta e abrindo-a, pegando um grande sanduíche e dando uma generosa mordida, ele empurrou a cesta na direção deles.

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Gina estava no seu quarto com Hermione e Luna, a amiga de seu irmão estava tentando conversar sobre deveres, então automaticamente sua mente se desligou disso, o que foi bem fácil tendo em vista que sua amiga corvinal estava escovando seu cabelo lentamente, o que a deixou incrivelmente sonolenta.

-Então o que você acha? -Hermione perguntou colocando um livro em seu colo, o que a trouxe de seu torpor.

-O que acho do que? –ela perguntou.

-Você não ouviu uma palavra do que eu disse? -a menina perguntou.

-Desculpe, Hermione, mas você estava falando de deveres da escola e aulas. –ela explicou. –Eu estou querendo relaxar das aulas, não querendo lembrar das pilhas de livros que vou ter que ler quando voltar para Alexandria. –completou.

-Mas você devia estar ansiosa...

-Granger! Nem todo mundo espera ter todas as respostas do universo em livros como você! -Luna a cortou. –Você pode ler o quanto quiser, mas nunca vai aprender a lidar com as pessoas somente lendo. Um bom exemplo disso foi a forma patética como você tentou dar em cima de Harry durante esses meses.

-O que? -Gina perguntou praticamente pulando da cama e olhando de uma menina para outra.

-Não foi culpa minha, se ele deu os sinais errados e eu confundi meus sentimentos! -a grifinória se defendeu.

-Ora, nenhum livro seu te ensinou nada sobre isso? -a corvinal perguntou venenosa, fazendo a menina corar. –Foi o que pensei. Largue um pouco os livros e comece a viver, Granger, ou você vai acabar como Madame Pince. Velha, seca, solteira e sem nunca ver nada além do que livros velhos e embolorados.

-Parem! -Gina exclamou. –Como assim, você deu em cima do Harry? -ela perguntou olhando para a amiga do seu irmão.

-Como eu disse, Harry deu os sinais errados. –ela tentou se desculpar.

-Ele nunca deu nenhum sinal, Gina. Ela que pirou na batatinha e pensou que o único motivo porque ele agora estava estudando mais era para impressiona-la.

-Bem...sim...mas isso não tem nada a ver com você, Gina. Afinal você já esqueceu a sua paixonite por ele certo? -a menina perguntou como se o assunto estivesse resolvido.

-Gina! –Luna a chamou. –Respira, lembra do presente que ele te deu? Lembra do significado? –a corvinal disse percebendo que ela estava perdendo o controle. –Gina...

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Hermione observou quando a ruiva ficou com os olhos desfocados e as coisas no quarto começaram a tremer. A grifinória olhou para a loira ao lado da ruiva tentando acalma-la, doeu ouvir tudo o que a corvinal disse pra ela. Hermione realmente procurara em livros e revistas como se aproximar de Harry e mostrar que ela estava interessada nele também, mas tudo o que conseguiu foi agir de modo patético e vergonhoso, ela até mesmo usou batom e tentou prender o cabelo, mas nada chamou a atenção de Harry, tudo o que ele queria era estudar e estudar, vez ou outra ele o viu observar uma foto que ele guardava dentro de qualquer livro que ele estivesse lendo, ela viu o amor, adoração, medo e dor nos olhos dele enquanto olhava quem quer que estivesse na foto.

Um flash de luz branca surgiu e ele viu uma grande ave branca surgir com Harry, ela abriu a boca para falar com ele, mas ele ignorou tudo a sua volta e só puxou pela cintura Gina contra seu peito e murmurou algo no ouvido dela. Ela observou como ele parecia perdido em um mundo particular só deles, ignorando ela e Luna que estavam no quarto, ele até mesmo ignorou a família da ruiva que irrompeu no quarto com o diretor. Seu amigo apenas murmurava algo para a menina que a acalmou, o som de algo estilhaçando chamou sua atenção, ela olhou em volta e não viu nenhuma janela ou perfume quebrado.

-Oh merda! -Gina exclamou, ganhando um riso de Harry e Luna.

-Ginevra Weasley! -a senhora Weasley a repreendeu.

-O que aconteceu? –o senhor Weasley perguntou.

-Gina quase perdeu o controle da magia, mas Luxor foi me pegar antes que ela explodisse, senhor Weasley. –Harry explicou

-Senhorita Weasley, talvez eu possa lhe ajudar com sua magia caótica. –Dumbledore se ofereceu.

-Não obrigada, Malika e a Academia de Magia de Alexandria já estão me ajudando o bastante. –ela disse olhando para um bracelete, ela viu que a pedra que ficava no meio do bracelete estava faltando, ao olhar para o chão viu pedaços da mesmo perto dos pés de Harry e Gina.

-Talvez...

-Ela só perdeu o controle porque a obsidiana chegou ao limite, professor Dumbledore! -Harry interrompeu o diretor, ela ofegou pelo desrespeito. –Luxor! Nos leve para Malika, precisamos de outra pedra mais resistente. –ele falou e a ave branca os envolveu em chamas brancas e logo eles não estavam mais no local.

Hermione piscou confusa por um momento e observou a família sair do local, conversando entre si e com o diretor. Luna havia recolhido os pedaços da pedra que estava no chão do quarto e os guardou enrolados em um lenço e colocou sobre a penteadeira. Ela estava confusa, o que foi tudo aquilo? Ela sabia que a caçula Weasley estava com problemas em sua magia desde a câmara, mas o que Harry tinha com isso? Mais tarde ela cobraria explicações da ruiva ou de Harry quando voltassem para a escola. Naquela noite a irmã de Rony não voltou, apenas a ave branca voltou com um bilhete para os pais da ruiva. O que rendeu resmungos de Rony, mas diferente das cartas nas férias, esses eram resmungos de preocupação. Gina só voltou dois dias depois com uma nova pedra no bracelete, era uma pedra aparentemente preta, mas quando a luz batia ficava em um tom de vermelho forte e um sorriso que vez ou outra brincava em seus lábios quando ela olhava para a pedra.

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Harry voltou para a casa em Zíngaro, depois de deixar Gina em casa, ele havia tentado se controlar desde que a abraçara no quarto dela, ele tinha visto um vislumbre do colar da promessa escondido sob sua blusa. Quando eles voltaram para o Egito, Malika ficou sem saber qual pedra colocar no bracelete, no fim eles tiveram que apelar para Gringotes, então se disfarçaram e seguiram até o local. Ele não sabia como era a rede de comunicação do banco, mas parecia ser bem eficiente, pois os duendes do Egito o trataram exatamente da mesma forma que os da Inglaterra, com a diferença que grande parte da conversa foi na língua dos duendes, a seu pedido é claro, o que foi aceito pelos funcionários do branco. Depois de passar o dia quase todo no banco foi verificado a necessidade de uma pedra difícil de se conseguir, uma ônix de dragão.

A pedra era especialmente difícil de conseguir, pois ela era literalmente tirada do coração petrificado naturalmente de um dragão, ou seja, era preciso achar o antigo cemitério dos dragões e procurar algum fóssil de dragão cujo coração havia sido petrificado e não apenas comido pelos insetos e bactérias. Claro que por uma quantia, que ele não deixou a ruiva saber qual, ele conseguiu a bendita pedra dos duendes. A parte mais difícil foi tirar o bracelete de Gina, eles sabiam que o bracelete era uma ancora mesmo sem uma pedra de acumulação, mas eles precisavam tirar o objeto para os duendes forjarem a pedra no metal.

Naquela noite ele dormiu abraçado a ruiva como nos velhos tempos, só para ter certeza que ela ficaria bem, e como antes ele saiu antes dela acordar. O moreno sorriu ao lembrar da sensação de tê-la em seus braços, seu calor e magia emanando dela o acalmava. Ele suspeitava que era mais o fato dele ter certeza que ela estava viva e segura ao seu lado que o acalmava. Harry jogou-se no sofá da biblioteca e esperou até que sua madrinha e padrinho voltassem das compras na cidade.

Ele observava as cortinas cobrindo as paredes que ele sabia serem os vários retratos de sua família. Ele ainda não tivera coragem de falar com seus pais ou qualquer outro. Embora ele soubesse que nenhum deles iam julgá-lo por voltar no tempo, ele não queria ouvir a pergunta que talvez viesse. O por que dele não mandar somente Sirius de volta no tempo, para o tempo que Pettigrew foi feito o guardião secreto. Suspirou cansado e levantou-se do sofá e caminhou a passos largos para o quarto. Ele não podia fazer isso, não ainda.

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Ano novo veio e com ele a liberação dos Longbottom. O Hospital St. Mungus estava em êxtase que dois dos seus pacientes mais graves haviam sido curados e ao mesmo tempo estavam furiosos, pois foi uma mulher completamente estranha que curou os Longbottom. Neville ajudou sua mãe a recolher seus desenhos da parede do hospital, quando Harry os curou, ele precisou da ajuda de sua tutora Isobel, para curar seu pai, pois ele havia se cansado mais do que percebera ao curar Alice e o estado do homem era muito mais sério.

Então eles resolveram que Isobel ficaria com os créditos pela cura, é claro que o hospital e Augusta tentaram processar Isobel. Sem falar no Ministério que tentou prendê-la por praticar magia negra, mas Neville, juntamente com seus pais, que estavam tão lúcidos quanto antes do ataque, defenderam a mulher.

Verdade seja dita, todo a confusão era porque a curadora era língua de cobra e havia usado isso para curar o casal de aurores. Curador Wayne foi o único a realmente ficar realmente abalado ao ver a extensão do preconceito da sociedade e no que aquilo estava condenando-os e ajudou a defender a cura pelos caminhos que ele, Neville, "achou". Como agradecimento pelo esforço, Harry mandou algumas cópias de descobertas médicas no mundo trouxa e vários livros de descobertas e tratamentos médicos bruxas que eram padrão em Alexandria, para seus alunos, afinal Neville não mentira quando disse que os livros do curador eram leitura padrão para os alunos da Academia, só exagerara um pouco ao dizer que eram livros para os dois primeiros anos, na verdade eram livros para os primeiro quatro anos, mas hei, quem ia conferir?

Ele olhou para trás e viu seu pai parado conversando com o curador Wayne. Um besouro pousou em seu ombro e o menino sorriu malicioso.

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O feriado estava acabando e os alunos já estavam de volta para o castelo. A noticia em letras maiúsculas na primeira página do Profeta anunciava que desde o feriado de Natal os Longbottom, antes tido como causa perdida, haviam sido curados por uma curadora Francesa usando magia em língua de cobra. As páginas seguintes eram sobre como os outros países haviam avançado em cura usando o dom dos ofidioglotas, antes expulsos da Inglaterra por seu dom e acolhidos de braços abertos pelos outros países, o jornal também destacavam os avanços em poções e feitiços, descobertos por outros ofidioglotas.

Dumbledore passou as mãos pelo rosto cansado, Rita Skeeter há muito vinha publicando noticias que ele queria escondida ou ditas de modo diferente, ele teria que achar uma maneira de parar a repórter. Ele observou seus alunos tomando o café da manhã e comentando a noticia no jornal, até mesmo seus professores estavam comentando, menos Minerva que parecia muito calma comendo seus ovos mexidos e torrada.

-E você Minerva, o que acha da mais nova mentira da Skeeter? -Pomona Sprout perguntou.

-Ela não mentiu. –a professora de transfiguração disse calmamente, mas parecia que havia gritado, pois todo os a olharam.

-Como? -Flitwick perguntou.

-Rita Skeeter não mentiu! -ela disse um pouco mais forte. –Por séculos ofidioglotas tem sido espezinhados e perseguidos na Inglaterra, eles acabam saindo do país e os outros países usam seus dons para avançar.

-Mas somente Salazar...

-Francamente Pomona! Você deveria ler os livros de história da magia ou ter aulas com os tutores do senhor Potter! Está claro para mim, que todos se atem ao fato de Slytherin era o único ofidioglota como se isso fosse fato incontestável, somente porque Binns nunca parou de falar sobre as suas malditas guerras. –a professora disse, baixando seus talheres. –Com sua licença que eu tenho que preparar a sala de aula.

Albus observou sua velha amiga levantar-se e sair do Salão Principal sob o olhar atento de seus alunos, quando ela sumiu de vista todos voltaram a conversar, os únicos alunos que pareciam não ver muito interesse nisso eram os que tinham tutoria em História da Magia juntamente com Harry Potter. Aquela iria ser uma longa semana.

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Harry olhou novamente para a foto de Gina, essa ele havia tirado escondido enquanto ela dormia, na ultima vez que se viram, ela estava tão serena e despreocupada. Ele deslizou o dedo pelos contornos do rosto dela e sorriu, ele daria um pouco mais de tempo para ela se acostumar com o colar e os sentimentos dele por ela, um movimento o alertou da aproximação de alguém, ele tirou a foto e guardou no bolso interno das vestes, no caso de Hermione pegar o livro de suas mãos, ela estava com essa mania agora, ele nunca notara antes, mas sua amiga era extremamente controladora e obcecada por descobrir tudo que lhe parecesse ser um desafio. Ele viu Hermione e Rony se aproximarem dele, os olhos da bruxa foram direto para o livro em suas mãos.

-Cara, você precisa descansar! -Rony exclamou jogando-se em uma poltrona próxima. –Você vai pirar estudando assim!

-Ele tem que estudar, Ronald, e você também deveria...

-Na verdade não, Hermione. –ele cortou sua amiga, como ele nunca notou como ela humilhava todos a sua volta? E como Rony acabou casando com ela? Poções também? -Professor Le Claire disse que tudo o que ele poderia me ensinar, ele já ensinou, agora ele só vai me aconselhar se eu tiver alguma duvida.

-Isso é brilhante, companheiro! Menos aulas e mais descanso! -o ruivo o felicitou.

-Sim, eu estava precisando de mais tempo livre! -ele disse antes que sua amiga falasse algo. –Estava vendo a hora de ir parar na Ala Hospitalar. –comentou. –Madame Pomfrey disse que eu estava estudando tanto ou até mesmo mais do que um sétimo ano estudando para os N.I.E.M's. Eu preciso de mais tempo pra mim, meus amigos e família.

-Sim, até agora você não contou, que história é essa, da Olívia ser sua prima. –Hermione comentou sondando.

-Foi durante as férias, eu disse que tinha descoberto umas coisas, lembram? -ele inventou. –Eu ouvi uma discussão de Valter e Petúnia sobre a parte da família dela e ela disse que mesmo morando perto, ela nem mesmo falava com eles. –completou dando de ombros. –Foi quando eu saí de lá e pesquisei na Biblioteca Bruxa de Londres, achei o jornal anunciando o casamento dos meus pais e saí para saber sobre quem eles falavam, foi fácil. Depois eu fui pra o acampamento e deixei para lá, eu não esperava que meus primos fossem bruxos também, eu ia me apresentar nesse verão.

-Eles eram como os Dursley's? -Rony perguntou.

-Não, pelo menos Liv e Mark não, eu não conheci o pai dela muito bem. –respondeu. –Vou guardar esse livro e volto já.

O moreno entrou no quarto e pegou a foto no bolso, olhando-a mais uma vez, ele a guardou dentro do livro e trancou o baú, o diminuiu colocando-o no bolso.

-Porque você faz isso? -a voz de Hermione soou atrás dele. Ele virou-se e viu seus dois melhores amigos. –É sempre quando você coloca essa foto dentro. Porque você não quer que ninguém saiba quem é? Você não confia em nós? Nós somos seus amigos, Harry! Você contava tudo pra gente antes, o que houve?

-Hermione! -ele a chamou. –Vocês podem ser meus amigos, meus melhores amigos. Mas há coisas que eu não conto para vocês e nem adianta tentar me azucrinar Hermione, eu não fico lhe perguntando cada segredo seu. Respeite meu espaço, eu tenho direito a ter meus segredos! -ele disse se zangando com a amiga.

Os dias se passaram com Rony surpreendentemente mais maduro do que Hermione, o ruivo entendia que havia coisas que não se contava para ninguém, Harry quase perguntou qual era o segredo dele, mas deixou por isso. Hermione por outro lado ficava soltando indiretas, perguntando se havia algo que ele queria contar para ela, pois ela tinha alguns segredos para contar. Como a menina mais inteligente academicamente falando, podia ser tão obtusa com relacionamentos e sentimentos, ainda era um mistério para ele. Fevereiro começou e Harry estava mais nervoso que nunca, suas mãos suavam e ele realmente não sabia o que esperar. Ele olhou para as jóias a sua frente e ficou sem saber qual escolher, desistindo totalmente de escolher sozinho, ele pegou as jóias e caminhou até o escritório de Minerva.

-Harry? -uma voz soou atrás dele e ele virou-se para ver Remus vindo em sua direção com alguns pergaminhos. –Não devia estar em Hogsmeade? -Remus perguntou se aproximando.

-Eu tenho outras coisas para ver. –ele deu de ombros. –O senhor viu a professora McGonagall?

-Ela foi para a vila com alguns professores. –o lobisomem disse e o moreno suspirou. –Talvez eu possa ajudar. –ele se ofereceu, Harry olhou bem para o ex-maroto e permitiu-se olhar sua aura, seu desejo de ajudar era sincero, na verdade ele estava descumprindo uma ordem do velho manipulador.

-Acho que uma mulher me ajudaria mais. –ele disse passando a mão pelo cabelo, o homem a sua frente riu.

-Problemas com garotas? -o professor de DCAT perguntou indicando o caminho para sua sala.

-A garota, no singular. –ele esclareceu entrando na sala do professor e seguindo para o escritório adjacente, o lugar estava da mesma forma que ele lembrava-se da sua outra linha do tempo.

-Seria a senhorita Evans? -Remus perguntou e ele levantou as sobrancelhas. –Notei que vocês são bem próximos.

-Não, Olívia é como uma irmãzinha, ela é um dos poucos membros da família que eu gosto realmente. –ele disse. –Eu a escondi e o irmão dela algumas vezes do meu primo e a gangue dele. –explicou dando de ombros, ele não mentiu, foram apenas quatro vezes que ocorreu antes da pequena vir para Hogwarts, mas ele realmente o fez.

-Entendo. –Lupin sentou-se em sua cadeira. –Então, quem é? Se não se importa que eu pergunte.

-Você pode perguntar, mas é somente para eu e ela sabermos a resposta. –ele respondeu dando uma piscadela, o ex-maroto ficou levemente pálido. –Algum problema professor?

-Você pareceu incrivelmente com seu pai agora. –ele disse. –Eu o conhecia, estudamos na mesma época.

-Eu sei. Minha madrinha me contou sobre os melhores amigos do meu pai. –ele disse fazendo pouco caso.

-Você sabia? -perguntou surpreso. –Mas porque não me falou antes?

-Você nunca me procurou, nunca tentou falar comigo nem mesmo me falou a verdade sobre quem era no trem. Porque eu deveria procurar quem nunca me procurou? -ele perguntou friamente. –Desculpe, foi um erro aceitar sua ajuda, tenha um bom dia professor. –ele disse levantando-se da cadeira e caminhando para a saída.

-Eu tentei. –Remus disse. –Mas Dumbledore era o único a saber o endereço. –explicou. –Ele colocou a região onde você mora sob um tipo de fidelius. É um tipo de feitiço...

-Eu sei o que é o Fidelius professor. –o moreno sibilou fechando as mãos fortemente.

-Esse novo feitiço repele alguns tipos de...

-Criaturas classificadas como das trevas, como lobisomens, no caso você. –ele completou, o homem ficou pálido. –Professora Isobel contou que a cura existe há muito tempo, mas foi classificada como ritual das trevas. –o moreno explicou oferecendo perdão, afinal havia sido mais uma vez culpa do velho intrometido, que o homem ficou longe dele.

-Como? -ele levantou-se da cadeira, visivelmente tremendo.

-Eu não sei muito bem, ainda estamos na introdução de feitiços de cura que foram proibidos, mas eu posso perguntar melhor. –ele disse e realmente não mentiu dessa vez, essa era uma parte que ele não tinha estudado em sua outra linha de tempo.

-Por favor. –o homem disse sentando-se na cadeira. –Tem certeza de que eu não posso ajudar? Como uma forma de recomeçar... –ele parou no meio da frase, o moreno pensou por um minuto.

-Podemos recomeçar outro dia. –ele disse cauteloso. –No momento eu não confio no que pode sair da minha boca. –explicou e com um aceno de cabeça, ele saiu da sala.

Harry estava andando pelos jardins quando a imagem de um grande cão negro surgiu a beira da floresta, balançando a cabeça ele certificou-se que ninguém estava olhando e foi na direção do animal.

-O que veio fazer aqui, Almofadinhas? -ele perguntou e segundos depois um homem estava no lugar do cão.

-Ver meu afilhado ora essa! -ele disse puxando-o para um abraço. –E mantendo o cronograma, mas você parecia meio perdido agora pouco, o que foi?

-Presente para Gina. –ele disse frustrado. –Eu não sei o que dar pra ela.

-Quais as opções? -o mais velho perguntou, Harry tirou a caixa de jóias do bolso e com um movimento de pulso a caixa expandiu-se para um malão médio.

-Em quantas partes você acha que vai te picar se você mandar o malão todo? -Sirius perguntou divertido.

-Muitas! E é por isso que eu ainda não mandei o malão todo! -Harry exclamou jogando as mãos para o alto. –Eu já vou ser azarado o suficiente por mandar uma dessa, não quero causar minha própria morte por mandar tudo. –lamentou-se apenas ganhando risos do mais velho.

-Às vezes o melhor, é o menor. –o ex-maroto disse pegando uma pequena caixa com um anel prateado onde no centro havia uma sequência de pequenas rosas ligadas umas as outras e minúsculas pedras brilhantes no centro de cada flor. –Não conte a ruiva, mas o anel é de platina e as pedrinhas são diamantes. –ele piscou. –Seu pai deu como anel de compromisso para sua mãe, foi feito especialmente pra ela, as rosas são porque sua avó se chamava...

-Rosalie. –ele murmurou pegando a delicada joia.

-Sim... Como sua mãe, mas isso era uma forma simbólica de manter sua avó perto de Lily. –o maroto disse. Harry respirou fundo escondendo suas emoções e abraçou o padrinho. –Assim ela pode manter sua Rosa perto dela também. –o homem murmurou. –Como eu disse, não há muita coisa para fazer no mundo dos mortos. –explicou quando ele o olhou meio surpreso.

-Obrigado, Sirius. –agradeceu e diminuiu o malão, colocando-o no bolso e a caixa com o anel no outro bolso.

-Feliz em ajudar, agora vamos ter uma conversa sobre suas intenções com a ruiva! -Sirius o puxou para o chão e colocou alguns feitiços em volta deles.

O resto do dia passou e ele estava cada minuto mais ansioso. Olívia o observava divertida, enquanto ele andava de um lado para o outro murmurando o que ia dizer a ruiva, ele olhou no relógio, ela ainda estava na escola aquela hora, ele praguejou contra o fuso-horário o que ganhou apenas uma gargalhada da sua prima. Ele conferiu novamente o anel no bolso e passou as mãos pelo cabelo, há muito tempo solto do rabo de cavalo que ele havia feito, ele olhou para o relógio.

-Você sabe primo, o relógio não vai andar mais rápido se você ficar olhando pra ele todo segundo. –Olívia disse e ele lhe lançou um olhar cortante, pelo menos ele tentou, já que ela começou a rir. –Você gosta muito dela não é? -a menina perguntou.

-Mais do que você pode imaginar, Liv. –ele respondeu, rodando o anel da promessa no polegar, ambos totalmente alheios ao pequeno besouro escondido nas sombras da poltrona.

-Você vai pedi-la em namoro? -a menina perguntou praticamente pulando na poltrona.

-Se eu conseguir pelo menos falar, sim, eu pretendo pedir. –ele disse rindo nervoso. –Você acha que ela vai gostar? -ele ajoelhou-se perto da prima e mostrou o anel.

-Ela vai amar! -a pequena quase gritou. –Você vai levar flores também? -perguntou, fazendo-o ficar pálido. –Você lembrou de comprar flores, não é Harry?

-Er...Não. –ele murmurou guardando o anel. –Acha que professora Sprout pode ajudar? -ele perguntou.

-Se você correr... –ela deu de ombros deixando a frase em aberto. –Que tal eu ficar aqui te esperando para saber a novidade e você vai correr até a professora?

-Certo. Volto logo! -ele disse e saiu em disparada procurando pela professora de Herbologia.

Parando no meio do corredor, ele bateu na testa e entrou em uma sala de aula vazia, ele se concentrou em sua magia e percebeu alguém se aproximando rapidamente da sala onde ele estava, ele não iria arriscar, chamando Luxor silenciosamente, ele e a fênix sumiram da sala de aula. Rita Skeeter nunca soube como perdeu o menino de vista. Harry reapareceu na parte de trás do Caldeirão Furado e usando sua metamorfomagia se disfarçou e foi até a floricultura de antes, pagando por um grande buquê de flores silvestres ele foi até um beco escondido e sumiu novamente, mas dessa vez com a ajuda de Pretorian. A noite chegou e com ela, as comemorações da Noite de Brighid.

Harry havia conversado com Lizzie e Malika, ambas o ajudaram a passar pelo crivo de Zaina que via a ruiva como sua neta e a protegia como tal. Mas por ela, ele passaria por um exército de dragões fêmeas de Rabos-Córneos-Húngaros em nidação que valeria a pena. Quando ela chegou, o jovem bruxo perdeu o fôlego, nada mais existia para ele, uma noção muito vaga de Ferdinand tentando chamar sua atenção passou por ele, mas nada tiraria seus olhos dela. Gina estava com um vestido de um ombro só, em estilo túnica romana, na cor azul royal que contrastava lindamente com sua pele e cabelo, os cabelos estavam presos parcialmente no alto, mas longas mexas com cachos largos caiam pelo rosto e costas. Os olhos tinham uma leve sombra esverdeada que destacava os olhos castanhos claros dela, e os lábios, céus ele praguejou por ter novamente o corpo de treze anos e ter que se comportar como tal, os lábios naturalmente rosados estavam com uma camada de brilho dando um destaque a mais. Mas o que mais o alegrou foi o colar, ela estava usando o colar da promessa, que combinava perfeitamente com o bracelete no braço esquerdo dela e um cinto cor de cobre na cintura pequena.

-Fecha a boca que já está babando. –Aela disse batendo-o no queixo e rindo, ele corou. –Vai logo falar com ela, garoto. –sua tutora o incentivou. –O jardim interno leste já está isolado e preparado como você implorou. –a bruxa falou, não perdendo a chance de zombar, ele não ligou para a brincadeira, ela apenas acenou e tomando coragem foi até a ruiva.

N.A: Obrigada por aguardarem o novo capitulo pessoal! Espero que todos aproveitaram as festas! A propósito... FELIZ NATAL E FELIZ ANO NOVO atrasados! Comentem o novo capitulo ok? Eu vi que tantas pessoas leram, mas tão pouquinhas comentaram...bjs e até o próximo.