Disclamair: Harry Potter não me pertence, essa fic é feita apenas para diversão, não estou ganhando nada com isso.
OBS: Se vocês acharem algum erro ortográfico por favor me avisem para que eu possa corrigir. Obrigada.
" Itálico com aspas " = comunicação telepática com as fênixes.
' itálico e sublinhado com apóstrofo' = leitura de algum livro/ grimório/ bilhete/ carta/ jornal.
Itálico com a palavra FLASHBACK = lembranças atuais ou outra linha do tempo
Somente itálico = sonho/ visão.
"Itálico em negrito com aspas" = língua de cobra.
CAP: 08 – Pedaços da Verdade.
Gina segurou o suspiro prazeroso que queria escapar de seus lábios quando Harry a tocou nas costas a guiando para o jardim leste da casa de Malika, seu coração batia acelerado desde o segundo que o vira e percebeu a forma como ele a olhava. O brilho em seus olhos a aquecia ao mesmo tempo em que a fazia lamentar estar no seu corpo de doze anos. Chegando ao jardim leste ela teve que deixar o suspiro sair ao ver como o lugar estava decorado. Milhares de flores silvestres enfeitavam o lugar que estava iluminado por centenas de luzes de fada.
-Gostou? -Harry a perguntou, ela apenas acenou incapaz de descrever o quanto gostou.
-É...uau! Está... Maravilhoso! -ela finalmente disse, virando-se para ele.
-Que bom que gostou. –ele declarou passando a mão pelo cabelo, um gesto que ela sabia ser de nervoso. –Hum... eu queria te falar...na verdade me desculpar.
-Se desculpar? -ela perguntou incerta.
Harry aproximou-se dela e a puxou para sentar-se em um banco. Ela notou que ele rodava o anel no polegar e aquilo de certa forma a assustou, e se ele iria tentar nega o que sentia apenas porque achava que era o melhor para ela? Ela segurou suas mãos, de certa forma para se acalmar, mas também para o impedir de tirar o anel.
-Se desculpar pelo o quê, Harry? -ela insistiu.
-Eu devia ter te falado sobre o colar, assim que eu soube o significado dele. –ele começou e engoliu em seco. –Eu devia ter te dado a chance de me devolvê-lo, mas eu... –ele puxou suas mãos da dela suavemente e se levantou.
Ela o observou andando de um lado para o outro passando as mãos pelo cabelo e lançando olhares para ela. Finalmente, ele parou de andar e ajoelhou-se na sua frente.
-Eu fiquei tão feliz, extasiado, completamente fora de mim quando descobri que esse colar me faria pensar na pessoa que minha alma e coração realmente amavam que eu não pensei. –ele disparou. –Eu nem ao menos cogitei a possibilidade de isso ia assustar o inferno em você e que você podia não querer isso, eu...
-Eu quero. –ela o interrompeu, colocando sua mão sobre a boca dele. –Não vou negar que me assustou muito, e tudo o que eu conseguia pensar por um bom tempo era que Dumbledore havia conseguido seu caminho até você novamente e eu não queria que você fosse obrigado a sentir o que não sentia... que ficássemos comprometidos por causa de feitiços. –explicou, ele segurou sua mão e a tirou suavemente da boca dele, beijando a palma suavemente.
-Eu sempre tenho verificado minhas coisas, cartas, bebida e até a comida. –ele disse balançando a cabeça. –Olho-Tonto ficaria realmente orgulhoso por quão paranoico eu me tornei em Hogwarts. –ela riu da declaração.
-Luxor me disse. –a ruiva contou. –Depois que Mojaf, um amigo da Academia, me arrastou para falar com o gerente de conta dele e saber mais sobre o colar; Luxor me contou como você estava tendo cuidado extra para não ser enfeitiçado ou colocado sob efeito de poção, mesmo que o anel o proteja.
-Eu realmente te amo Ginevra Weasley e eu soube disso antes mesmo de ver o colar. –ele disse e ela se surpreendeu. –Eu soube que te amava no minuto que te perdi na nossa outra linha de tempo. –explicou. –Eu nunca me senti mais vazio e perdido do que quando segurei seu corpo frio em meus braços. –a voz dele vacilou, ela viu a dor nos olhos dele. –Tudo o que eu queria era morrer pra ficar ao seu lado, eu não me importava mais em viver, pois tudo o que mais me importava era você e eu tinha te perdido.
-Harry... –sua voz saiu tremida. Quando ela começou a chorar?
-Eu vou entender se você não quiser se prender a mim. –ele disse, passando a mão no rosto dela enxugando as lágrimas. –Mas eu me prometo para você Ginevra Molly Weasley. -ele disse, ela deixou um soluço escapar. –Não haverá mais ninguém pra mim que não você e eu...
Ela o calou juntando os lábios dela nos dele. Foi como fogo, gelo e vento explodindo de dentro para fora.
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Harry sentiu todo seu ser explodir em alegria. Ele vagamente registrou a terra tremer sob seus joelhos. Tudo e unicamente o que lhe importava era que Gina o queria e estava beijando-o e era um beijo totalmente diferente dos que trocavam em suas "vidas passadas", esse tinha uma carga de amor e magia livre, sentimentos sinceros e desamarrados. Lentamente ele pediu passagem com a língua, que foi dada de bom grado. Sentir o gosto dela novamente em sua boca foi indescritível além de todas as palavras. Se separaram um pouco para respirarem, suas testas coladas uma na outra, narizes a milímetros um do outro.
-Eu me prometo para você, Harry James Potter. –ela disse e ele voltou a beijá-la.
Lá no fundo de sua mente, bem lá no fundo mesmo, ele registrou o trinado feliz de Luxor e Pretorian.
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Lizzie olhou para Malika e Zaina quando a terra tremeu sob seus pés. Zaina tinha um sorriso largo e Malika estava rindo e se segurando em uma parede. Pelo que parecia Harry ou estava morto ou havia finalmente se entendido com a ruiva. Ela sinceramente esperava que era a segunda opção.
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Harry surgiu na Sala Comunal com Luxor e viu Olívia dormindo na poltrona, o moreno viu a figura animaga de Rita dormindo ao lado da menina, agradecendo silenciosamente a Luxor pela ajuda, ele acordou sua prima.
-Liv. –ele sacudiu o ombro da menina. –Liv você tem que ir pra cama. –ele disse quando ela abriu os olhos sonolenta.
-Não...-ela bocejou. –Não tenho não! Amanhã eu só tenho as aulas da tarde. –outro bocejo. -Isobel mandou uma coruja, ela não vai poder vir amanhã, mas eu já estava vendo matéria de segundo ano então tudo bem. –explicou. –Desembucha, como foi lá?
-Perfeito! -ele disse sorrindo largamente. –Nada poderia ser mais perfeito, Liv. –completou pensando nos beijos entre ele e a ruiva.
-Hei, volta pra Hogwarts! -a menina disse rindo e estalando os dedos na frente dele. –Então ela te aceitou? -perguntou pulando animada na poltrona.
-Sim, ela me aceitou Liv. Ela estava usando o colar da promessa Liv, ela realmente me aceitou! -ele disse puxando sua prima para um abraço.
-Parabéns! -ela exclamou e colocou as mãos na boca, eles olharam para as escadas para ver se tinham acordado alguém. –Realmente estou feliz por você primo. -ela disse. –Quero conhecer a garota que roubou seu coração. –ela disse cutucando-o no peito.
-Você vai, assim que puder vê-la novamente. –ele disse. –Agora vai deitar, bons sonhos pequena. –ele disse beijando-a na testa.
-Bons sonhos, grandalhão. –ela desejou e o beijou na bochecha.
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'HARRY POTTER NAMORANDO?
Informações de fontes seguras afirmam que nosso amado Menino-Que-Sobreviveu está apaixonado e namorando, o nome da felizarda ainda é desconhecido, mas não é o fato que o nosso jovem herói usa, desde o começo do ano, um anel da promessa feito por duendes. Que como muitos sabem é prova incontestável de ligação afetiva com outra pessoa...'
-Namorando? -Hermione chiou jogando o jornal na mesa e lançando um olhar para o moreno a frente dele que pegou o jornal e começou a ler. –Bem?
-Bem o que, Hermione? -Harry a perguntou.
-E você não ia nos contar? -ela perguntou.
-Como ele ia contar pra gente ontem de noite, Hermione? -Rony perguntou depois que engoliu seu quarto prato de comida. –Quando chegamos de Hogsmead ele já tinha saído e quando a gente foi dormir ele ainda não tinha chegado!
-E eu não podia simplesmente acordar vocês. –Harry disse. -Além do mais eu não estou namorando, estamos prometidos. É diferente.
-Mas você contou para sua prima. –ela rebateu, ignorando a informação que ele deu, Hermione não estava gostando de como ela aos poucos foi perdendo os detalhes da vida de seu amigo, antes ele lhe contava tudo agora ela tinha que descobrir pelo jornal?
-Liv estava dormindo no Salão Comunal quando eu cheguei, ela ficou me esperando, eu a acordei para ir para cama e acabei contando logo. –seu amigo explicou. –Não é como se vocês tivessem me esperado também. –completou colocando mais comida no prato.
-Então quem é? -ela quis saber, ele apenas levantou as sobrancelhas pra ela e voltou a comer. –Harry!
-Então é verdade? -Lilá Brown se aproximou deles. –Você está mesmo namorando Harry?
-Não Lilá, eu estou prometido! -ele disse ficando exasperado.
-Que pena. –ela disse.
-Eu não acho. –ele disse depois de engolir a comida. –Eu não poderia achar ninguém mais imperfeitamente perfeita e ao mesmo tempo mais loucamente racional ou logicamente emotiva do que ela.
-Como? -a loira grifinória perguntou confusa.
-Eu quis dizer que não há ninguém igual a ela e que nada e nem ninguém me faria sentir o que ela faz. –ele disse e sorriu. –Mesmo que ela não existisse, eu nunca sairia com alguém como você Lilá. Você é superficial e frágil demais para mim. Eu preciso de alguém que me veja como eu sou realmente, não apenas como o maldito Menino-Que-Sobreviveu, entendeu? -completou. –Com licença, tenho que pegar meu material para as aulas.
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Dumbledore jogou o jornal sobre sua mesa na diretoria, Harry estava namorando e ele não sabia quem era a menina, muito menos sua família, e se era uma armadilha de seus inimigos? Ele pensou que até essa altura Remus já seria intimo de Harry e lhe traria relatórios sobre o menino, mas isso não funcionou, em sua ultima conversa com o amigo do pai do menino, o lobisomem confessara que Harry havia sido bastante magoado por nunca ter tido nenhuma noticia de alguém que conhecia seus pais, antes de vir para Hogwarts. Aquilo fez o diretor refletir, havia sido esse o seu erro? Ele devia ter entrado na vida do garoto mais cedo e ter permitido que ele tivesse contato com os amigos de seus pais em uma idade mais jovem? Seria a mágoa do menino maior do que ele deixava transparecer? Não, ele balançou a cabeça, Harry era um bom menino, eram apenas os hormônios adolescentes. Logo ele estaria falando com Remus e Albus poderia guiá-lo através de Lupin.
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Harry terminou de escrever a carta para Gina e juntou com as de Lizzie, Gui e Malika. As de Tonks ele já havia mandado mais cedo por Pretorian. Ele levantou-se da mesa de estudo e colocou as cartas no bolso. Aquela havia sido uma semana cansativa. Além das aulas normais e de tutoria, seus tutores e madrinha acharam que seria uma boa ideia se ele fizesse provas sobre tudo o que lhe ensinaram até agora, sem falar das meninas de Hogwarts que resolveram descobrir de todas as formas o nome da sua prometida, pobre Olívia foi encurralada tantas vezes que acabou perdendo a paciência e azarando uma menina da Corvinal, seus outros amigos não eram tão perseguidos, mas também tiveram suas cotas de azarações.
Minerva o puxara de lado uma vez e lhe dera uma poção calmante e outra para Liv. Segundo ela, não seria bom se ele matasse as alunas por sua curiosidade. Seu relacionamento com Remus foi se construindo aos poucos, com Ferdinand ajudando-o nas épocas difíceis do mês, o lobisomem e o empata logo foram considerados os melhores professor e tutor de DCAT de todos os tempos, e Ferdinand tinha a vantagem de como era só um tutor, a maldição não o atingiria, pelo menos era o que Harry esperava. O moreno suspirou, o ex-maroto também lhe chamara de lado uma vez e lhe contou que as meninas de Hogwarts reagiram da mesma forma quando seus pais começaram a namorar, só que Lily teve a desvantagem de ser bem conhecida na escola.
Saindo da torre da grifinória, ele encaminhou-se para tomar o café da manhã. Ele não tinha autorização para ir para Hogsmead, mas isso não significava que ele não podia ir para outro lugar. Ele sentou-se normalmente entre Rony e Olívia, Hermione estava à sua frente, sua amiga estava lhe dando um tratamento de silêncio por ele não lhe contar mais de sua vida. Aquilo o magoava muito, ele a via como uma irmã mais velha e vê-la agir assim com ele doía muito. Mas entre ela o ignorar e vê-la sendo manipulada ou torturada para entregar seus segredos, ele preferia ser ignorado.
-Vai querer algo de Hogsmead, Harry? -Rony perguntou.
-Não, obrigado companheiro. –ele respondeu colocando queijo e ovos na torrada. –Eu vou pro Beco Diagonal, tenho que resolver uns problemas em Gringotes. –informou dando um suspiro cansado.
-Espero que resolva. –o ruivo disse.
-Sim, eu também. –declarou, era realmente só burocracia do ministério, mas dois dos seus maiores projetos estavam barrados. –Liv, seu pai vai estar onde eu pedi? -ele perguntou a sua prima.
-Sim, ele vai. –a menina disse. –Ele disse que vai ser um prazer ajudar com os projetos. –ela disse e o olhou intrigada. –Você não vai mesmo me dizer o que é?
-Ainda não pequena. –ele disse. –Tenho que resolver isso primeiro, se der tudo certo, aí eu conto. Quer mandar algo pra ele? Ou que eu pegue algo na sua casa?
-Eu preciso mandar o presente de aniversário do Mark, é na semana que vem! –ela disse enquanto ele comia. –Eu sempre dou o presente uma semana antes, mamãe dizia que ele nasceu uma semana atrasado. –explicou e suspirou melancólica. –Ela sempre dava algo pequeno uma semana antes.
-Que tal você ir comigo? -ele perguntou. –Tenho certeza que Minie vai deixar você ir comigo. -ela riu.
-Se a professora McGonagall te ouve chamar ela assim...
-Assim como senhorita Evans? -a professora de transfiguração perguntou atrás deles, fazendo o moreno se engasgar com a torrada.
-Anapneo. –a professora disse, e Harry sentiu o ar entrar novamente.
-Valeu Minie. –ele disse e tomou um gole do suco de abóbora, sua prima tentou sufocar uma risada.
-Senhor Potter! -a professora repreendeu, ele virou-se para a bruxa mais velha. –O que eu disse sobre me chamar assim?
-Nunca em público, querido. –ele respondeu automaticamente sorrindo, Olívia explodiu em gargalhada, a professora crispou os olhos, mas ele percebeu os cantos dos lábios tremendo.
-Seu protetor de contas do banco estará o esperando com a rede de flúor aberta dentro de meia hora. –a professora disse.
-Liv pode ir comigo professora? -ele perguntou apresadamente.
-Infelizmente não posso permitir. -disse crispando os lábios, mas completou com um leve sorriso. -Não se atrase, Bambi. –e saiu do Salão.
-Eu não acredito nisso! -Hermione bradou batendo o jornal na mesa, ele a olhou espantado. –Isso foi uma total falta de respeito com a professora! Como...
-Olha Rony, ela voltou a falar comigo! -ele disse para o ruivo ao seu lado que ria. –Oh não, ela só está tentando mandar na minha vida novamente! -completou movendo o garfo despreocupadamente, ele tomou mais um gole do suco. –Tenho que ir, se tudo der certo mais tarde falo com vocês. –disse para Rony e Olívia.
-Hei, Harry, quer alguma coisa de Hogsmead? -Fred perguntou quando ele passou perto do time de quadribol.
-Valeu caras, mas estou indo pra Gringotes resolver uns problemas, de lá eu passo no Beco.
-Tente não demorar muito Harry, temos treino hoje as três. –Olívio disse.
-Lamento Olívio, mas não sei o quanto vai demorar, olha prometo que depois eu conto o motivo da reunião, mas isso é bem mais importante que quadribol. –ele disse sério. –Tenho que ir agora, se eu me atraso Minie vai tirar meu couro.
-Sua namorada? -Alicia perguntou balançando as sobrancelhas.
-Não! -ele deu um sorriso digno de maroto. –A professora McGonagall. –explicou, fazendo os gêmeos engasgarem com o suco. –Vejo vocês mais tarde!
Ele seguiu para a sala de Minerva e entrou depois de bater na porta. Remus estava lá, assim como o professor Dumbledore.
-Desculpe professora, posso voltar depois. –Harry disse.
-Não é necessário meu rapaz. –o diretor disse e ele sentiu a leve sondagem de legilimência, ele reforçou os escudos de oclumência e expulsou o homem.
-Isso não é educado diretor! -ele disse entrando na sala e fechando a porta. –Fique fora da minha mente, e eu fico fora da sua! -ele disse em tom firme.
-Albus! -Minerva exclamou horrorizada.
-Sinto muito meu rapaz, apenas fiquei curioso quanto sua visita a sala de Minerva. –o diretor falou.
-E perguntar estava fora de questão? -ele perguntou sarcástico, ganhando um leve sorriso de aprovação da professora de transfiguração. –E antes que pergunte, só vim usar a rede de flúor para resolver uns problemas meus! Posso professora?
-A rede já está ligada senhor Potter, tente voltar antes do jantar. –a professora disse. –Detestaria dar ao senhor Wood outra detenção por ir além do toque de recolher treinando a equipe.
-Vou tentar professora, com sua licença. –ele pegou um pouco do pó e jogou nas chamas. –O Caldeirão Furado. –ele disse e entrou nas chamas verdes.
Harry saiu das chamas no bar-hospedaria e saiu do caminho da lareira, assim que Tom o viu acenou para os quartos previamente reservado para aquele dia, ele agradeceu com um aceno de cabeça e subiu as escadas para encontrar Tonks e Charlie Evans, o pai de Olívia e Mark, no quarto.
-Senhor Evans. –ele cumprimentou o homem.
-Por favor, me chame de Charlie, Harry. –o homem disse.
-Tudo bem, Charlie. Olá Tonks, obrigado por acompanhar o senhor Evans aqui.
-Sem problema, Harry. –ela disse. –Como Remus está? -ela perguntou.
-Aos poucos está acordando pra verdade. –ele disse sorrindo irônico. –Bem, vamos aos negócios? -perguntou.
-Sim, me explique para o que você precisa da minha ajuda Harry.
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Gina olhou para a poção a sua frente e sorriu. Tudo o que ela precisava agora era um filhote de lobo e um eclipse lunar total, o lobo ela podia conseguir facilmente com alguns contatos, mas o eclipse que ela precisava só ia ocorrer em alguns meses, então ela teria que esperar até a data para acrescentar os dois últimos ingredientes.
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Harry voltou para a escola pouco depois das quatro horas e correu para o campo de quadribol. Olívio estava lá treinando com o restante do time e não estava com o melhor dos humores. O moreno tirou as vestes bruxas que usava por cima das roupas trouxas, colocando Ditria protegida entre as dobras e convocou sua vassoura, ele viu o pomo zoneando perto da cabeça de Olívio e voou em direção o goleiro que empalideceu ao ver seu apanhador indo a sua direção. O pomo saiu em uma descida acentuada e Harry desviou do seu capitão em uma descida íngreme e pegou o pomo poucos metros antes do chão. Subindo novamente ele soltou o pomo e esperou alguns minutos antes de procurar a bolinha dourada novamente.
-Potter! -Olívio o chamou quando desceu da vassoura perto das suas vestes. –Acho bom explicar o atraso, Potter!
-Olívio, ele avisou que tinha que ir para Gringotes! -Kate veio em sua defesa.
-E avisou que não sabia que horas ia voltar! -Alicia completou.
-Você devia estar feliz que ele chegou em tempo de treinar! -Angelina terminou batendo o capitão na cabeça. –Como foi no banco Harry?
-Tudo certo, o ministério não pode mais impedir meus planos. –ele disse dobrando as vestes.
-Harry não se mova. –George disse e tirou a varinha lentamente da luva, o apanhador olhou para onde o ruivo olhava e viu Ditria.
"É melhor ele não me atacar!" Ditria sibilou quando ele se aproximou, apesar dos protestos de seus amigos.
"Ele não vai Ditria, relaxe, eles apenas não sabem sobre você." Harry disse abaixando-se e pegando sua familiar que se enrolou novamente em seu pulso. "Melhor aí?" ele perguntou passando o dedo na cabeça dela.
"Sim, muito melhor!" a serpente respondeu inclinando a cabeça na direção do dedo, o moreno riu.
-Guarde a varinha George! -ele disse olhando para o ruivo. –Ditria não vai me machucar.
-Mas...mas...
-Ela está comigo desde Setembro. –ele explicou. –Ela faz parte do meu treinamento em medi-bruxaria e ofídio-magia. –completou.
-Por que? –Alicia quis saber.
Harry suspirou e indicou o vestiário para o time. Novamente ele viu o besouro, agora no cabelo de Kate e suspirou. Ao entrarem no vestiário ele fechou a porta atrás dele e fez todos se sentarem nos bancos, ele contou a versão pública de como ele ouviu seus parentes discutindo por causa da família da sua mãe, de como ele resolveu sair da casa deles para não ter que suportar Marge, a irmã do marido da sua "tia", da pesquisa que fez sobre a família Evans, aqui ele incluiu a informação de que na verdade sua mãe não era uma nascida trouxa, mas uma sangue puro, filha de dois bruxos abortos de origem francesa, das férias em um acampamento e de como ele encontrou a madrinha do seu pai, que por anos tentou ganhar sua guarda e entrar em contato com ele, mas não havia conseguido, dela o tomar sob sua proteção e começar a treina-lo e instruí-lo de acordo com os padrões da Academia de Magia de Alexandria, onde ela dava aula e de quão atrasado ele estava em relação os outros terceiros-anos de lá.
Também contou de como ele descobriu que seu padrinho era Sirius Black e de que ele poderia ser inocente das acusações já que nunca teve julgamento, ele contou do problema que teve no ministério para criar as duas instituições que ele queria apenas porque ele é menor de idade. Contou do Protetorado Lily Rosalie e da Fundação Lua, contou de como surgiu a ideia e as vantagens que traria, assim como contou que a cura para a licantropia já existia há muito tempo em outros países, mas o ministério inglês barrou por considerar um ritual negro. Quando ele finalmente terminou de contar tudo, devidamente alterado para a versão pública e evidentemente excluindo como conheceu e quem era sua "namorada".
-Você só esqueceu de contar sobre sua namorada. –George disse balançando as sobrancelhas.
-Não me esqueci, não. –ele disse sorrindo. –Apenas não vem ao caso agora e ela é minha prometida, ainda não estamos oficialmente namorando,além do que, ela quer deixar tudo quieto por enquanto, o que eu entendo.
-Por que? -Fred quis saber.
-Ainda tenho que passar pelos irmãos dela. –ele disse. –O pai já deu permissão, e a mãe eu acho que vai aprovar, mas ainda tenho que passar pelos irmãos.
-Você fala como se ela tivesse um monte de irmãos. –Olívio brincou e ele riu.
-Alguns. –disse evasivo. –Bem, tenho que ir. Ainda tenho que contar tudo isso novamente para Rony e Olívia.
-E Hermione? -Fred quis saber.
-Ela não está falando comigo. –ele disse chateado.
Harry se despediu dos amigos e foi para a torre, Rony e Olívia o esperavam no Salão Comunal, o moreno notou que Hermione estava perto o suficiente para ouvir, mas não junto deles, ele aproximou-se dos amigos e passou Ditria para o braço de Olívia que aceitou a serpente de bom grado, sua familiar gostava muito de Liv, ainda mais depois que ele descobriu que a menina era ofidioglota como ele, e pelo que ela lhe contara, Mark também era. Ele pediu para o esperarem que ele desceria logo, subindo rapidamente para o dormitório, ele guardou a vassoura e tomou um banho rápido, trocou de roupa e desceu para falar com seus amigos. Novamente ele contou a história que contou para o time de quadribol e esperou a reação de Rony.
-Uau! -o ruivo disse. –Esse protetorado... é por causa dos seus parentes? -perguntou depois de um tempo pensando.
-Sim, é! Eu não quero que nenhuma criança mágica seja tratada como eu fui só porque não tinha para onde ir. –ele disse. –E o que aconteceu com Liv apenas reforçou minha ideia.
-O que aconteceu? -Hermione perguntou atrás dele, ele virou-se para ela olhando sua aura, ela parecia confusa e arrependida, mas seu orgulho ainda era mais forte.
-Minha madrasta tentou me matar envenenada. –Olívia disse erguendo o queixo. –Harry e Ditria me ajudaram. –completou passando o dedo carinhosamente na cabeça da serpente. "Quem é a cobra mais linda do mundo mágico? Quem é?" a bruxinha perguntou e ele riu quando viu o rabo da serpente balançar como de um cachorro feliz.
-Vai deixar ela com um ego maior do que ela! -ele disse, mas ela e a cobra apenas sibilaram para ele se calar.
-Você é... –Hermione chiou.
-Sim e daí? Todos os bruxos da família são. –Olívia deu de ombros.
-Liv, conseguiu mandar o presente do Mark? -Harry perguntou, mudando de assunto.
-Sim, obrigada por mandar Luxor vir me ajudar. –a menina disse, na verdade tinha sido Pretorian pegando o presente, mas eles queriam manter a fênix negra em segredo.
-Mas como você vai achar as crianças? -Hermione quis saber.
-Outras pessoas vão achar pra mim. –ele respondeu. –Eu estou com fome, vocês estão?
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Albus contou novamente até cem. Cada nova noticia publicada por Skeeter perturbava ainda mais a ordem estabelecida, naquele dia pela manhã uma edição especial foi entregue juntamente com a edição normal do Profeta Diário. E nada podia demonstrar mais sua perda de controle do que os fatos relatados.
'MINISTÉRIO BARROU MADRINHA DE HARRY POTTER DE TER SUA GUARDA QUANDO ELE PERDEU OS PAIS.'
'MÃE DE HARRY POTTER NÃO ERA NASCIDA-TROUXA, MAS UMA SANGUE-PURO FILHA DE ABORTOS.'
'HARRY POTTER ESTÁ APRENDENDO MEDI-BRUXARIA EM LíNGUA DE COBRA E OFÍDIO-MAGIA.'
'CURA PARA LICANTROPIA JÁ EXISTE HÁ SÉCULOS! MAS MINISTÉRIO INGLÊS BARRA!'
'ACADEMIA DE MAGIA DE ALEXANDRIA TEM NA VERDADE O MELHOR ENSINO DO MUNDO MÁGICO?'
'HOGWARTS, QUANTO DE ATRASO REAL EM RELAÇÃO AS OUTRAS ESCOLAS MÁGICAS DO MUNDO?'
'POR QUE O MINISTÉRIO ESTÁ PREJUDICANDO O DESENVOLVIMENTO DE NOVAS CURAS?
'OFIDIOGLOTAS: CONHEÇAM AS FAMÍLIAS INGLESAS QUE FORAM OBRIGADAS A SAIR DA INGLATERRA E CONHEÇA SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA AS OUTRAS NAÇÕES.'
'SIRIUS BLACK, PORQUE O MINISTÉRIO AINDA O CAÇA COMO CRIMINOSO QUANDO ELE NÃO FOI JULGADO?'
'SIRIUS BLACK, VÍTIMA DA INJUSTIÇA OU DE COMPLÔ PARA TIRAR SUA GUARDA DO JOVEM POTTER E O SEU DIREITO À FORTUNA BLACK?'
'LISTA DO QUE OCORREU E BENEFICIADOS COM A PRISÃO DE BLACK E LISTA DO QUE ACONTECERÁ COM A LIBERDADE DELE.'
O diretor não sabia onde a mulher conseguia essas informações, mas isso estava indo longe demais, sem falar que Cornélio estava praticamente o soterrando com cartas perguntando o que fazer.
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Harry viu a edição especial do Profeta e sorriu internamente, mais lenha na fogueira e isso só estava começando, os próximos meses iam ser ladeira abaixo para o atual ministério e ele ia ajudar a empurrar. Ele colocou o jornal de lado e voltou a comer seu café da manhã enquanto todos a sua volta conversavam sobre os artigos, muitos sonserinos olhavam para Draco como se prevendo que sua família iria cair, principalmente por que o nome dos Malfoy estava como os principais beneficiados da injustiça com seu padrinho.
Na outra linha de tempo, após alguns anos, ele havia descoberto que além da inércia de Dumbledore e a cegueira de Crouch, Lúcius Malfoy havia subornado Milicent Balgnold para que Sirius apenas fosse trancado em Azkaban, na esperança de que os Malfoy herdariam a fortuna Black, para seu desgosto Sirius viveu muitos anos, fugiu e conseguiu mudar o testamente fazendo de Harry seu único herdeiro.
-Hei cara, como você e o resto vão fazer quando a sua tutora sair de licença? -Rony perguntou enchendo seu prato pela segunda vez. –Vão voltar a ter aulas com Snape? - sua tutora estava se retirando em licença-maternidade e ele só a veria no próximo ano letivo.
-Não, nós já terminamos de ver o material do terceiro e quarto ano de Hogwarts. –ele explicou, ele ouviu Hermione bufar no outro lado da mesa. –E os outros alunos devem estar adiantados também. A professora Tompsom é muito exigente, mas é mil vezes melhor em explicar do que o Snape.
-E suas provas? -Hermione perguntou em tom insultado. –Como vocês vão fazer provas? Ela já terminou as provas adiantadas também?
-Qual o seu problema Hermione? –Harry perguntou cansado da atitude da sua amiga. –Vocês estão tendo aula com Snape porque querem! Eu os chamei para ter aulas com Isobel e o convite ainda está em aberto quando ela voltar no próximo ano letivo!
-Ela não é uma professora de Hogwarts! -a menina disse como se isso resolvesse o assunto.
-Ela é muito mais professora do que Snape! -o moreno defendeu a tutora. –E eu tenho todo o direito de pedir um tutor para substituir um professor incompetente.
-É claro que sim, oh Menino-Que-Sobreviveu! -ela soltou com sarcasmo. Harry largou os talheres sobre a mesa e pegou a mochila a seus pés. –Harry eu...
-Depois a gente se fala Rony. – Ele levantou-se pegando sua mochila e seguiu para a última aula com Isobel.
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Hermione sentiu os olhos marejarem, quando viu a expressão ferida no rosto do seu amigo. Mas o que deu nela para falar aquilo? Ela sabia o quanto Harry odiava a fama que veio com a morte de sua família. Ela só queria que ele falasse com ela novamente, mas ele falava com todos menos com ela. Desde que ela entendeu a mudança de comportamento dele como um sinal para chamar sua atenção e ela começou a tentar chamar a dele, que a situação ficou estranha.
Ela não ia negar que teve uma quedinha por ele desde o dia que lera sobre ele em tantos livros, afinal que garota não ia ter uma paixonite pelo típico cavaleiro de armadura brilhante? Mas com o tempo ela foi vendo que a maioria dos livros não eram baseados em fatos, mas apenas fantasiosos. Porém conhecer Harry melhor apenas piorou sua quedinha, os livros podiam ser fantasiosos em relação sua vida pré-Hogwarts, mas não eram em relação seu caráter altruísta, leal e corajoso, sem falar que era bem bonitinho, mesmo nas roupas surradas que ela o conheceu, seus olhos verdes sendo seu ponto mais marcante. No verão do seu segundo para terceiro ano, ela conversou com sua mãe e a mulher até havia lhe dado uma piscadela cúmplice quando tomaram sorvete no Beco Diagonal com o moreno.
Então ela viu o anel da promessa no dedo dele e seu coração se encheu de esperanças, será que ele ia se declarar pra ela? Será que ele ia pedi-la em namoro? Afinal era isso o que anéis de promessa significava no mundo trouxa, era você se comprometer com alguém firmemente. Mas suas esperanças desmoronaram quando ela percebeu que ele não estava apenas adiando seu pedido como ela havia tentado se convencer, ele realmente estava interessado em outra garota e ela entendeu todo o interesse dele em estudar de forma errada. Hermione havia se afundado em pesquisas sobre anéis de promessa no mundo bruxo e descobriu que eram diferentes do que no mundo trouxa.
Enquanto para os trouxas significava um compromisso que ainda ia virar namoro e com sorte um noivado e casamento; no mundo bruxo isso significava a certeza de um noivado próximo, com a certeza de um casamento, fazendo a detentora da outra parte, um colar da promessa, herdeira automática do portador do anel, mesmo que não viesse a ocorrer o casamento, por morte do noivo. Ela ainda tentou negar as descobertas, tentou se fazer acreditar que Harry não sabia o que aquilo significava, que ele ia tirar o anel no momento que descobrisse, mas a noticia no jornal do namoro e a confirmação de que ele não tirou o anel depois de ver a explicação no jornal o que significava o tal anel, foi como um tapa na cara para a realidade. Harry não estava interessado nela da mesma forma que ela estava interessada nele. Um toque em seu ombro a tirou do torpor, Rony estava ao seu lado, ela olhou em volta e viu que somente eles dois estavam no Salão Principal.
-Vem Hermione, vamos pra enfermaria, você precisa de uma poção calmante. –o ruivo disse a olhando com olhos indecifráveis.
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Harry concentrou-se o máximo que pode em sua poção. Ele não entendia a reação de sua amiga. Ele tinha certeza de que o comportamento anormal dela no começo do período escolar era por conta dos feitiços de compulsão de Dumbledore, mas agora ele não tinha tanta certeza, suspirou exasperado quando sua poção ficou laranja quando devia ter ficado vermelho intenso, acrescentando mais sangue de salamandra ele esperou a poção escurecer. Ele via os olhares de Isobel, sua tutora não perdeu um só movimento, Harry sabia que teria que ficar depois da aula para passar pelo interrogatório ou receber um sermão. Sua sorte era que hoje ele tinha Poção até a hora do almoço, seguido de História da Magia e História Trouxa.
-Engarrafem as poções, etiquetem os vidros e podem sair. –Isobel disse, ele esperou todos saírem e aproximou-se da mesa com sua amostra. –Quer me explicar porque, no inferno congelado de Hades, você teve que corrigir uma poção que você fazia de olhos praticamente fechados em Alexandria? -a mulher perguntou sentando-se em sua cadeira e recostando-se com uma almofada, ela descansou as mãos com dedos cruzados sobre a barriga de oito meses e meio.
-Me distrai pensando que talvez eu tenha falhado com algo. –ele disse com um suspiro cansado.
-E o que seria?
-Eu senti minha amiga sob feitiços de compulsão e atração. –ele disse, a bruxa sentou-se mais reta na cadeira. –Eu tentei retirar os feitiços, mas não parece ter funcionado com ela.
-Só com ela? -ela perguntou e ele acenou confirmando. –A verificou para poções?
-Não tenho como fazer isso sem levantar suspeita. –ele disse. –Mas tudo leva a crer que não há poções envolvidas.
-Faça a poção de diagnósticos avançados, peça para alguns amigos lhe dar três gotas de sangue para cada frasco diferente, se alguém perguntar diga que é um último trabalho que lhe passei para as tutorias avançadas de medi-bruxaria. –ela disse se levantando. –Isso deve lhe dar uma desculpa plausível para verificar sua amiga.
-Obrigado Isobel. –ele agradeceu mais aliviado.
-Disponha, agora vá comer criança. Clio está especialmente eufórica para as aulas de hoje. –Isobel disse e ele gemeu.
Clio empolgada em sala era o mesmo que Hagrid achando um novo bichinho adorável, ou seja, altamente imprevisível e com sério risco de interação acima do racional para os alunos, da ultima vez que a tutora de História ficou empolgada um terço da sala teve que se vestir de trasgo de tutu, outro terço de duendes e outro terço com as roupas bruxas mais espalhafatosas do que as do diretor. Ele chegou no Salão Principal e se jogou na cadeira ainda resmungando sobre professora doida, psicótica, poções complexas, aulas extras e precisando de novas férias.
-O que? -ele perguntou quando Rony o olhou com as sobrancelhas erguidas.
-Tudo bem cara? -o ruivo perguntou cauteloso.
-Tudo. –resmungou colocando mais comida em seu prato. –Só um trabalho extra que a professora Tompsom me passou e aparentemente a professora Clio Alessi está empolgada com a aula de hoje. –ele disse e ouviu um gemido do seu lado, ele olhou e viu Neville com expressão de dor.
-Clio está empolgada? -Neville perguntou afundando na cadeira.
-Sim, eu sinto sua dor meu amigo. –Harry disse balançando a cabeça.
-O que houve? -Alicia perguntou sentando-se perto deles, assim como todo o time de quadribol.
-Clio está empolgada para as aulas de hoje. –Neville explicou enquanto Harry comia.
-Oh cara! Ainda bem que minha aula com ela é depois da de vocês! -Angelina disse, acompanhada de murmúrios dos outros jogadores do time. –Espero que ela tenha se acalmado depois de pegar vocês. Mas pelo menos sabemos que vamos ter boas notas nos nossos N.O.M.'s com a ajuda dos tutores que Harry arranjou, sério, eu nunca saberia metade das coisas que hoje sei em preparo de poções se não fosse a professora Isobel, nem saberia que a história bruxa e trouxa estavam tão ligadas e nem saberia que estudo dos trouxas na escola estava tão desatualizadas se não fosse a professora Clio.
-Quem se preocupa com N.O.M.'s? -Fred perguntou se servindo do segundo prato. –Nós não nos preocupamos certo George?
-Não mesmo meu querido irmão. –George perguntou, Harry engoliu e resolveu dar uma mãozinha para os dois, ele sabia o quanto a reação da senhora Weasley havia magoado os dois no outro tempo. –Temos outros planos.
-Bem, é uma pena. –ele deu de ombros. –Ouvi dizer que os Marotos tiveram as maiores notas nos N.O.M's em sua época. –comentou se servindo de mais comida, ele ouviu os gêmeos engasgarem.
-Como você sabe? -um dos gêmeos perguntou, ele não viu quem era.
-Aliais você ainda não nos disse quem eram os outros Marotos! -disse o outro gêmeo.
-Oh, sim, esqueci! -ele encolheu os ombros. –O professor Lupin...
-Ele os conheceu? -os gêmeos perguntaram olhando para a mesa de professores, Harry deu uma olhada e viu o professor olhando para ele, o moreno sabia que a audição sensível do lobisomem estava ouvindo toda a conversa, os lábios levemente contraídos para cima nos cantos dizia isso.
-Como eu ia dizendo. –ele continuou virando-se para os ruivos. –O professor Lupin era o Aluado. –contou e com um aceno de varinha ele convocou a câmera de Colin, para bater uma foto dos rostos deles. –Desculpe Colin, mas essa era uma foto imperdível! -ele falou com o segundo-anista. –Me faz três cópias?
-Claro Harry! -o menino disse feliz em agradar seu herói.
-Você mente! -os gêmeos falaram. –Um Maroto? Professor? -Fred perguntou olhando dele para o professor e para ele novamente.
-Um Maroto jamais faria isso! -George completou, o time da grifinória estava rindo do estado de negação dos seus batedores.
-Eu soube que ele era o verdadeiro cérebro por trás dos planos mais elaborados e que dificilmente era descoberto por um professor. –explicou. –Vocês podem perguntar para ele depois do almoço, Ferdinand me disse que vai substituí-lo hoje. Parece que o professor Lupin tem que resolver um problema em Londres ou algo assim. –completou. –Olha se estou mentindo, eu dou para os dois... –ele fingiu pensar. –Ingressos para a Caixa Alta para todos os jogos da Copa Mundial de Quadribol, com direito a uma tenda mágica. -barganhou e viu quase todos a sua volta engasgarem.
-Mas? -as artilheiras do time perguntaram ao mesmo tempo.
-Mas se o professor confirmar, vocês, Fred e George, terão que tirar sete N.O.M.'s no mínimo cada um e fazer aulas de Direitos e Obrigações de Chefes de Famílias, além de Costumes e Tradições Antigas e também Constituição e Leis do Mundo Bruxo com o professor Le Clairé, além de gerenciamento, gestão, administração de rendas e idioma dos duendes com Rasmuri e...
-O que? Ainda mais? -ambos os gêmeos perguntaram, Rony estava divido entre rir dos seus irmãos e comer o almoço.
-E aprender pelo menos mais um ou dois idiomas com Calíope. –ele disse e se inclinou para os gêmeos. –Ferdinand disse que francês é o melhor para impressionar as meninas. –sussurrou e deu uma piscadela para os irmãos de seu melhor amigo.
-Mas é muita coisa! -George exclamou.
-Ok, o que mais vocês querem se eu estiver mentindo? Eu tenho certeza que Pontas, Almofadinhas e Aluado tiveram as maiores notas da grifinória em seu ano. –o moreno disse e deu uma olhada para o Lupin, ele viu o olhar cauteloso e confuso no ex-maroto.
-Você parece muito certo disso... –Fred analisou.
-Eu estou certo! -ele disse e os deixou pensar enquanto ele voltou a comer, ele notou que Hermione estava sentada ao lado de Rony, ele apenas ignorou sua presença.
-Se perdermos, vamos ter que fazer muita coisa... –George analisou. –E você disse apenas três dos marotos.
-Os marotos eram somente três! -ele disse firmemente. –O quarto ser que os acompanhava, foi um verme traidor que merecia ser dado aos dementadores para receber o beijo. –ele disse apertando os talheres.
-Então... Hum... –George começou tentando quebrar o clima que ficara tenso. –Pontas era seu pai, James Potter. –Harry acenou com a cabeça. –Aluado, segundo você diz era o professor Lupin. –disse com descrença.
-Exato! -ele disse.
-Certo, queremos saber o nome da sua namora e... –Fred disse e parou ouvindo algo de Olívio. –Fala sério Olívio, eu não vou pedir isso.
-O que foi Olívio? –Harry perguntou.
-Novas vassouras para o ultimo jogo da temporada, para esmagarmos Sonserina. –ele disse.
-Feito. –ele disse, ele não precisava dizer que as vassouras iriam chegar no próximo fim de semana, dia dos namorados, para o time, como presente de aniversário atrasado para cada um deles e como um gesto de afeição.
-Harry, não! -os gêmeos e as meninas do time protestaram, ele só sorriu.
–O que você fez? -As meninas perguntaram.
-Por que vocês perguntam isso? -ele perguntou se fazendo de desentendido.
-Você deu o mesmo sorriso que os gêmeos, quando eles aprontaram algo.
-Eu não sei o que estão falando, bem eu vou indo pra aula. –ele disse e saiu para as aulas.
O dia passou mais rápido do que esperado e quando menos esperou a noite subia e Harry jantava com seus amigos no Salão Principal, o anel de compromisso queimava em seu bolso, ele havia simplesmente esquecido de dar à Gina na noite de Brighid. Mas talvez fosse algo bom. Afinal ele ainda tinha que falar com o senhor Weasley, como o ruivo o pedira para esperar até ela ter treze ou quatorze anos. E fazia pouco tempo desde que Sirius o contou sobre as fases do compromisso tradicional bruxo, durante uma a conversa antes da noite de Brighid. Vagamente as conversas dos seus amigos chegavam a seus ouvidos. Assim que terminou o jantar, ele se despediu com a desculpa de precisar procurar um livro na biblioteca. Virando em uma passagem escondida ele tirou o mapa do maroto do bolso e murmurou a senha de ativação. Hermione estava se aproximando rapidamente de onde ele estava.
"Luxor?" ele chamou incerto.
"Jovem Lord precisa ir a algum lugar?" a ave branca perguntou aparecendo em uma explosão branca.
"Me leve até o senhor Weasley, por favor." Ele pediu, a fênix o segurou no ombro e o levou em uma explosão de chamas.
Harry apareceu no quintal da Toca, ele viu a silhueta dos pais de Gina e respirando fundo ele caminhou pela relva vagarosamente, mentalmente repassando o que ele queria falar com o patriarca da família. Reunindo toda a coragem que tinha, ele bateu na porta da cozinha e aguardou. A Sra. Weasley abriu com o rosto confuso.
-Harry! –ela exclamou o puxando para dentro. –O que você está fazendo aqui querido? -perguntou olhando para o quintal atrás de alguma outra pessoa.
-Hum... eu posso falar com o senhor Weasley, por favor? -ele perguntou, o dito homem aproximou-se trazendo um prato vazio.
-Olá Harry. – o homem disse com um leve sorriso. –Conselhos? -perguntou, seus olhos brilhavam em diversão.
-Hum... sim. –disse coçando a nuca.
-Vamos para o meu galpão. –o ruivo disse se dirigindo para o quintal.
O moreno o seguiu em silencio, o caminho para o galpão foi rápido e ao mesmo tempo tranquilo e confortável. Ao entrarem no local o homem mais velho agitou a varinha algumas vezes e luzes surgiram no alto do galpão. Iluminando todos os aparelhos trouxas desmontados que o homem tinha, em um canto pilhas de tomadas e interruptores de diferentes tipos, tamanhos e formas se empilhavam.
-Então, você está namorando mesmo? -o ruivo perguntou levantando uma sobrancelha.
-Skeeter exagerou, mas ela não sabe de tudo, então... –ele disse encolhendo os ombros. –Eu... hum... Falei com a Gina e eu...hum... me prometi à ela. –disse ficando vermelho, o homem sorriu placidamente acenando devagar. –Eu queria saber...Bem, me disseram que se prometer, comprometer e namorar eram diferente no mundo bruxo.
-Sim isso é correto. –Arthur Weasley disse puxando dois banquinhos e indicando um para ele sentar. –Você se prometeu para minha menina, acredito que ela fez o mesmo?
-Hum...sim. –respondeu sentindo o rosto queimar. –Depois de várias semanas sem falar comigo depois que foi explicado o que o colar que eu dei de presente significava. –ele disse desviando o olhar, o ruivo ficou calado aguardando, com um suspiro cansado Harry contou a confusão por causa de como ela descobriu. –Você vê, quando Hermione reconheceu o anel de promessa.
-Você pensou que Gina também havia reconhecido o colar.
-Acho que sim, ou eu só estava com medo que ela me rejeitasse. –confessou passando a mão pelo cabelo.
-Aprender amar nunca é fácil. – o homem comentou.
-Isso devia vir com manual de instrução. –resmungou ganhando uma risada do ruivo.
-Sim, devia, ia evitar muita dor de cabeça. –Arthur concordou. –Mas então, qual a duvida que você tem agora?
-Eu quero me comprometer com ela. –confessou mostrando o anel para o pai de Gina. –O senhor acha que é muito cedo? -perguntou duvidoso.
-Você tem que ter certeza absoluta de que é ela que você quer, Harry. Têm certeza de que não vai mudar de ideia. –disse devolvendo o anel para ele. –o compromisso bruxo é quase como um contrato mágico.
-Eu sei que é ela que eu quero, senhor Weasley. –ele disse girando o anel de promessa no dedo.
-O anel de promessa mostra o nome dela ou o da sua mãe, Harry? - o homem perguntou sério.
Harry pensou por um momento medindo as consequências e tirou o anel, mostrando para o ruivo. O homem ficou levemente pálido ao ver o nome da sua menina na parte interior do aro e com longas respirações acenou aturdido.
-Se ela aceitar o compromisso, quando você pretende pedi-la em namoro? -o ruivo perguntou quase hesitante.
-Próximo aniversário dela ou no natal eu ainda não tenho certeza. –confessou.
-Só me prometa uma coisa Harry. –Arthur pediu deixando os ombros caírem.
-O que?
-Cuide bem da minha menina. –pediu suavemente.
-Com a minha vida senhor Weasley. –ele prometeu firmemente.
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Dia dos namorados chegou e Gina acordou com seu quarto cheio de flores silvestres e rosas de todas as cores, o cheiro de panquecas com calda de chocolate a fez praticamente pular da cama.
-Bom dia! -ela sorriu quando viu Harry arrumando uma bandeja aos pés da sua cama.
-Bom dia. –respondeu juntando os cabelos e os torcendo. –O que está fazendo aqui?
-É nosso primeiro dia dos namorados, onde você acha que eu estaria? -ele disse e lhe deu um selinho. –Além do mais, se você vai querer me azarar pelo presente que eu comprei, pelo menos eu tenho que estar por perto.
-Ok. –ela disse cautelosa. –Me dê uns momentos. –ela pediu e ele saiu do quarto.
Gina tomou banho e vestiu-se mais rápido que o de costume. Ela puxou a caixa longa e estreita do arco de azevinho que ela encomendara em Gringotes, a ruiva pensou durante algum tempo sobre o que dar à Harry como primeiro presente de dia dos namorados, mas nada veio a sua mente, foi somente durante as aulas de luta armada que lhe veio a ideia do arco, ainda bem que ela inda tinha uma grande reserva do basilisco. Ela esperava que ele gostasse do presente. Quando o moreno voltou para dentro do quarto, ele trazia consigo um pacote longo e grosso, como um livro, nas mãos. Harry colocou seu presente sobre a cama e colocou a bandeja sobre ele.
-Primeiro tome seu café. –ele disse apontando para a bandeja. –Depois, o presente.
Rolando os olhos, ela pegou o garfo e partiu um pedaço da panqueca. O café da manhã foi tranquilo e recheados de conversas leves. Harry chamou um dos elfos e pediu para levar a bandeja, ela viu quando ele deslizou, hesitante, o presente na sua direção. A ruiva deu-lhe o dele. Ela desfez o laço lateral e puxou o papel de presente, no momento que o papel caiu totalmente a caixa aumentou de tamanho, as letras douradas formando suas iniciais pareciam brilhar. Cautelosa ela abriu a caixa e soltou um grito surpreso. Todo material para ela jogar quadribol da linha das Harpais de Holly Heade estava lá, luvas, braçadeiras, cotoveleiras, caneleiras, joelheiras, seu próprio jogo de bolas de quadribol, além de quite para manutenção de vassouras e uma vassoura. Mas não qualquer vassoura, era A vassoura. Uma Firebolt com seu nome gravado também em dourado no cabo da vassoura. Pelos primeiros segundos ela ficou em choque ao ver seu presente, mas antes que ela jogasse feitiços em seu amado ela lembrou-se que seu próprio presente para ele também não havia sido dos mais baratos e nem dos mais fáceis.
-Eu amei! -ela exclamou jogando-se nos braços do moreno e o enchendo de beijos pelo rosto.
-Que bom! -ele disse, seu tom era aliviado e divertido. –Tenho algo mais.
-Como? -ela perguntou separando-se dele. –Mas isso já...
–Aqui. –ele colocou uma caixinha entre suas mãos a interrompendo.
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Harry observou enquanto Gina abria a caixinha e tirou o anel o olhando encantada, seus olhos marejaram e ele ajoelhou-se aos pés dela. O grifinório pegou a joia delicada e deslizou pelo dedo anelar esquerdo e beijou o aro, depois os nós dos dedos e virando a mão beijou a palma e a parte interna do pulso, tudo sem desviar os olhos dos dela.
-Eu me comprometo com você, Ginevra Molly Weasley. –ele disse olhando-a firmemente. –Quando chegar a hora certa eu a farei minha namorada, noiva, esposa, amante e companheira.
Lentamente ele avançou para mais perto e a tocou no rosto, ela fechou os olhos suspirando, um sorriso cálido surgindo em seus lábios. Ele beijou seus olhos úmidos primeiro, depois suas bochechas, nariz, testa e por último seus lábios.
O beijo começou com um encostar de lábios tímidos, reconhecendo o caminho de forma lenta e carinhosa. Ele deslizou a mão do rosto para a nuca e aprofundou um pouco mais o beijo, um gemido de prazer escapou de ambos quando as línguas se encontraram. Ele sentiu as mãos de Gina deslizarem por seu cabelo e o puxar de encontro a ela. Seu pulmão queimou em busca de ar e eles se separaram relutantes. Ele a olhou nos olhos castanhos e viu desejo queimando nos orbes castanhos claro.
-Eu me comprometo com você Harry Potter, e quando a hora chegar serei sua namorada, noiva, esposa, amante e companheira. –disse e murmurou. -Me conheça.
-Mas não até o fim. –ele disse, ele queria que a primeira vez deles fosse especial, e ele de certa forma podia sentir que ainda não era o tempo certo para ele.
-Ainda não. –ela concordou o puxando novamente para ela e o beijando novamente.
Harry deslizou a mão da nuca até a cintura dela e a segurou firmemente a subindo para o meio da cama e deitando-se com ela ao seu lado. Os lábios ainda juntos. Sua outra mão deslizou pelos contornos do corpo dela. Ombros, braços, seio, barriga, virilha e coxa. Deslizando os lábios pelo pescoço dela, acariciou sua perna. Colocando-se entre suas pernas ele ergueu sua blusa deixando a barriga exposta, Harry beijou o novo pedaço de pele a mostra e deixou as mãos vagarem pelos seios dela ainda em formação, mas que cabiam perfeitamente na concha de sua mão. Um gemido de prazer soou dela, quando ele friccionou os mamilos dela entre os dedos. Subindo de volta para olhá-la nos olhos, ele tirou-lhe a blusa e abaixou-se abocanhando o seio esquerdo enquanto acariciava o outro com a mão direita e a esquerda, pousada em sua coxa, deslizava entre a parte externa da coxa e a interna, fazendo o polegar deslizar pela linha da virilha da ruiva.
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Hermione olhou para o time de quadribol e Rony, todos estavam caçando Harry o dia inteiro depois que receberam vassouras com kits de cuidado cada um, mas parecia que o moreno havia sumido do mapa. Aliais todos na torre havia ganhado algo do moreno com um bilhete de agradecimento por fazer parte da vida dele e serem seus amigos. A maioria das meninas do primeiro e segundo anos recebeu um urso de pelúcia com um vale compra para a Floreans Fortescue, a sorveteria no Beco Diagonal; algumas das meninas do terceiro para cima receberam maletas com maquiagens, poções para cabelo, poções para pele e um vale compras válido para dois anos para a loja Belos Trapos - Roupas para Todas as Ocasiões e Madame Malkins, também válido pelo mesmo tempo, ela havia recebido somente os vales para as lojas de roupas, um vale para a Floreios e Borrões, além de um livro sobre bruxos de famílias trouxas que fizeram sucesso, mas não a maleta.
Escondida entre as cortinas da cama do dormitório ela chorou, os feitiços silenciadores impediam as outras meninas de ouvirem seus soluços. Doeu ver que Harry não a via como uma garota, era como se ela fosse mais um dos caras, ela se perguntou o que havia de errado com ela. Demorou algum tempo, mas ela finalmente se acalmou e desceu para pegar as carruagens para o fim de semana em Hogsmead, pelo caminho, ela podia ouvir algumas meninas das outras casas, que falavam sobre quem recebeu presentes de Harry, que mesmo sendo igual para todas, parecia encantar cada uma delas. Ela bufou com isso, será que só ela não havia recebido a maleta?
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Rony observou o presente sobre sua cama e abriu a boca espantado, ele olhou em volta e viu que todos os caras haviam recebido presentes também e pareciam meio temerosos de abrir o pacote sobre suas camas. Ele viu quando Neville abriu o dele e depois soltou uma vasta série de xingamentos, e algumas palavras em outros idiomas que pelo som parecia ser mais xingamentos, enquanto tirava algo que parecia ser mudas de plantas e sacos de sementes. Ele rapidamente olhou para o dele e viu um bilhete em cima do seu presente, ele reconheceu a letra como sendo de Harry, o bilhete apenas agradecia por ser um grande amigo e que esperava que ele gostasse do presente.
Rony abriu o presente e sugou o ar com força quando o pacote de expandiu em um malão laranja com duas letras 'C' negras , com a mão tremula ele abriu o malão e viu a coleção completa de itens do seu time de quadribol favorito, além de uma Nimbus 2000 com um envelope anexado no cabo, ele pegou o envelope e abriu somente para seguir Neville na série de xingamentos, ele tinha ingressos vitalícios para assistir os jogos dos Canyon's e ingressos para a Copa Mundial de Quadribol na Caixa Alta. Vagamente notou um álbum entre as coisas e ao abrir, sua voz sumiu, no álbum , havia várias fotos de atuais e antigos jogadores e técnicos de quadribol do time laranja e negro com autógrafos e dedicatórias na parte inferior de cada foto.
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Os professores do castelo também receberam sua cota de presente do moreno grifinório, até mesmo aqueles que não suportava o garoto, como Severo Snape, que olhava intrigado para o presente anônimo que recebera, a caixa contendo alguns ingredientes mais delicados para poções e alguns livros de venda restrita incluídos, tudo isso veio acompanhado de apenas uma nota, agradecendo-o por ser o maior e mais corajoso mentiroso sangue-frio da face da terra. Ele não entendeu e estava se preparando para jogar carta e envelope no fogo quando ele notou letras aparecendo no pergaminho quando colocado contra o fogo.
O mestre de poções ofegou, aquele era um truque que só ele e Lily usavam para mandar cartas um ao outro, um velho truque trouxa de escrita escondida, juntamente com alguns feitiços de ocultação. Aquecendo o pergaminho contra o fogo, ele viu as letras se formarem. Era uma carta de Lily, a data era da noite de sua morte.
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Minerva McGonagall observou com carinho o pequeno pandemônio que Harry Potter havia causado ao dar presente para todos seus amigos e professores, até mesmo Alvo havia recebido um grande pacote de balas de limão e petiscos para Fawkes. A professora de transfiguração teve que suprimir o sorriso petulante quando viu o olhar confuso do velho manipulador que era o diretor.
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Molly Weasley começou o dia bem cedo como de costume, e logo notou que sua casa estava mais limpa do que de costume. Ela olhou a sua volta e viu a escada mais brilhante e as paredes mais claras, toda a casa havia sido pintada durante a noite e ela não havia notado? Percebeu ao terminar de descer as escadas que seu sofá havia sido re-estofado e nova almofadas descansavam sobre o encosto. Sua cozinha parecia maior e mais arejada e iluminada, com as paredes em tom de caramelo suave, ela viu que as janelas estavam maiores e novas assim como um novo, moderno e maior armário de mantimentos com novos feitiços que avisavam quando um alimento estava perto de estragar e re-aquecia sozinho um alimento posto em uma parte especifica, assim como resfriava os alimentos também. O fogão também era novo e com mais bocas, três fornos completavam o utensílio. Novas panelas e louça, além de uma nova e maior mesa de jantar com lugar para doze lugares, uma carta estava sobre a mesa, ela pegou o envelope e leu, ficando sem palavras ao ver que tudo aquilo era um presente que o amigo de seu filho lhe mandara no dia dos namorados. Arthur aparentemente recebera um presente também pois estava descendo a escada com uma caixa flutuando atrás dele e um grosso livro que pela capa parecia ser sobre invenções e avanços dos trouxas, uma parte do presente dele pelo que pode perceber. A bruxa olhou novamente para os vales em suas mãos e sorriu como um gato que acabara de comer um pássaro especialmente delicioso.
-Molly? -a voz de Arthur soou cautelosa.
-Sim querido? -ela perguntou sentindo uma velha chama reacender em seu peito.
-Porque você está sorrindo como os gêmeos? -ele perguntou e ela riu. Oh, isso ia ser tão maravilhoso! Isso é claro, depois que ela mandou um berrador para o jovem Harry por gastar tento dinheiro com eles, pelo canto de olho ela viu um grande laço vermelho se aproximando, ela piscou quando viu um casal de elfos-domésticos se aproximando dela.
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Quando Harry voltou para o castelo já era hora do jantar no castelo. Mesmo tendo levado Gina para um jantar romântico na Veneza trouxa, ele deslizou para o Salão Principal apenas para ver seus amigos. Seus amigos de outras casas vieram até ele agradecer a lembrança, as meninas especialmente, embora por mais de uma vez ele teve que reafirmar que era realmente só um presente de amigos. Ele não perdeu o olhar sujo que Hermione lhe lançou, Harry se perguntou no que ele errou seu presente. Rony, assim como Neville e o time de quadribol estava dividido entre xinga-lo e agradecer o presente, ele apenas riu ainda mais alegre, seu dia era perfeito. Ele olhou para a mesa dos professores e deu uma onda para os funcionários, as bruxas pareciam especialmente mais suaves.
O jovem bruxo seguiu o conselho de seus familiares e com uma pequena ajuda de Ditria que espionou cada um dos professores, despercebida, ele conseguiu pelo menos setenta por cento dos desejos dos professores, afinal se ele desse exatamente tudo o que eles queriam ia ficar suspeito demais. Minerva lhe piscou rapidamente e parou a taça de suco em seu caminho aos lábios por um segundo, em um agradecimento mudo e discreto.
-Harry! -vozes soaram impacientes.
-Oi? -ele perguntou olhando para seus amigos.
-Perguntamos onde você esteve o dia todo. –Rony disse. –Procuramos você em todo lugar!
-Eu fui passar o dia dos namorados com a minha futura namorada. –ele explicou como se fosse estivesse falando com uma criança de cinco anos. –Sabe, eu tinha que dar seu presente pessoalmente.
Ao seu lado Dean fez o som de chicote estalando e todos, menos Hermione, começaram rir. A conversa zoneou com todos falando sobre a revolução que os presentes para amigos em pleno dia dos namorados causaram no castelo e do berrador da senhora Weasley que explodiu no meio do Salão Comunal quando a coruja não conseguiu encontra-lo. O moreno riu e serviu-se de suco de abóbora, Olívia veio agradecer seu presente e ele ouviu um bufar vindo de sua melhor amiga.
-Você não jantou até agora! -Olívia disse depois de contar a reação das meninas do primeiro ano.
-Eu já jantei pequena. –ele disse tocando a ponta do nariz dela levemente com o dedo.
-Onde? -Hermione finalmente falou, mas seu tom era levemente raivoso.
-Veneza, com a minha futura namorada. –ele disse, decidindo ignorar o tom de sua amiga. As meninas em volta que ouviram suspiraram, ela levantou as sobrancelhas.
-Como você conseguir ir e voltar tão rápido? Aliais como você conseguiu sair de Hogwarts? -ela inquiriu, seu tom agora era mandão, ele levantou as sobrancelhas.
-Ele é o Chefe da Casa Potter, Hermione. –Alicia disse. –Chefes de famílias nobres têm permissão e chaves de portais especiais cedidas pelo ministério, para o caso de precisarem resolver algum assunto de família ou negócios importantes. –a artilheira disse e ele a olhou. –Eu quero trabalhar no ministério, então eu andei lendo algumas coisas. –explicou seu conhecimento.
-Mas isso não foi nem um nem outro. –Hermione disse petulante.
-Sim foi, Hermione. –ele disse calmamente. –Hoje eu firmei minhas intenções dando o anel de compromisso, isso significa que da próxima vez que eu falar com o pai dela, vai ser para pedi-la em noivado. –explicou, ele viu desconcertado, os olhos dela marejarem, os meninos em sua volta explodiram falando todos de uma só vez.
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Remus Lupin engasgou com seu suco de abóbora ao ouvir o filho do seu melhor amigo, declarar para seus amigos, que ele estava praticamente noivo aos treze anos. Desde que embarcara no trem para ensinar em Hogwarts, o ex-maroto observou Harry com cuidado, ele era muito parecido com James fisicamente e tinha o gênio de Lily pelo que pudera perceber, a inteligência de ambos seus amigos e o dom de se meter em problemas, como os outros professores lhe contaram, de James. Mas ele era muito mais maduro do que muitos adultos que conhecera, mesmo que às vezes o menino era tão volátil e incerto como um adolescente devia ser. O lobisomem se perguntou que tipo de vida ele levou para ter amadurecido tão rápido.
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Gina observou-se no espelho novamente e passou as mãos pelo cabelo solto, que agora alcançava a base da coluna, em largas ondas e terminavam em cachos, ela finalmente havia perdido a paciência e usou um pouco da poção de crescimento rápido de cabelos. Malika estava ao seu lado com uma tesoura e um pente. Poucos minutos se passaram e ela agora possuía longos cabelos ruivos, cortado em camadas e uma bela franja dupla, a maior terminava na altura do queixo e a mais curta terminava pouco abaixo das sobrancelhas. Ela agradeceu sua tutora e jogou os fios cortados em um fogareiro. Olhou para a roupa em cima da cama e suspirou, ela amava Zaina, mas as vezes ela tinha vontade de matar a bruxa mais velha.
Colocando a longa saia púrpura em corte de lírio invertido e o top, ambos amplamente bordados com pedrarias e fios dourados, ela pegou dois véus e amarou um em cada braço, um outro na cintura, prendeu as pontas de outros dois no cós da saia e os cruzou na frente de seu corpo prendendo as outras pontas em cada alça, cobrindo os cabelos com outro e finalmente pegou o sétimo e menor véu cobrindo o rosto. Seu Athame estava bem preso a coxa, ela conferiu tocando-o sobre o tecido da saia. Quando finalmente abriu a porta do quarto o som da música preencheu-a, hoje era um dia somente de meninas, um dia que faria sua mãe enfartar depois de dar um sermão sobre comportamento adequado para uma dama se visse como metade das meninas dançavam.
Racks el Sharqi significa dança do leste, mas é mais conhecida no ocidente como dança do ventre, era uma dança extremamente sensual, era perigosamente fácil parecer vulgar ao dançá-la, era perigosamente fácil ser confundida com uma qualquer. Era uma dança antiga que em seus primórdios visava reverenciar a deusa Ísis e preparar o corpo da mulher para a reprodução, ela mexia com todo o corpo, alma e mente da mulher, deixava a mulher mais feminina, mais segura de si, mais conhecedora de seu próprio corpo. Os movimentos ondulatórios e batidas de quadril, alguns imitando movimentos sexuais, fortaleciam os músculos internos e externos da mulher, melhorava a oxigenação do sangue, em especial a oxigenação do útero.
Ela olhou em volta, ao entrar na sala de festas. Nenhuma daquelas mulheres seguiam o padrão de beleza esquelética do ocidente. Eram todas mulheres voluptuosas, com grandes seios e de formas arredondadas, grande parte delas já haviam parido mais de três ou quatro filhos, algumas estavam grávidas e exibiam com orgulho os ventres preenchidos com a vida. Sorriu e com a cabeça erguida acenou para Zaina a introduzir.
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Harry terminara a poção de diagnóstico avançado e examinou todos na torre da Grifinória, alguns de seus amigos ele teve que mandar para a enfermaria com o frasco, pois a poção sinalizou que estavam ficando doente com alguma doença mágica. Mas pelo menos ele confirmou que ninguém estava sob o efeito de nenhuma poção de compulsão ou poção do amor, nem mesmo Hermione, que finalmente começara a baixar o tom de voz ao falar com ele. Ele ainda estava intrigado com o que estava acontecendo com sua amiga quando um pensamento improvável o bateu, quando percebeu que a menina o olhava por cima do livro que fingia ler, ele fingiu não ter percebido. E se Hermione gostava dele? Ele balançou a cabeça, e suspirou cansado, como ele faria para ela entender que ele só a via como uma irmã?
O som de um grito soou no dormitório masculino e Rony veio trovejando pelas escadas com o lençol da cama, ele suspirou, ele não deixaria seus amigos brigarem por causa do rato maldito. Ele interrompeu a discussão entre os dois.
-Olha o que o maldito do gato dela fez! - o ruivo exclamou mostrando o lençol. –E tinha pêlo lá no dormitório!
-Rony! -ele exclamou. –O Bichento não o matou, cara. –ele disse. –Escuta! -bradou quando o ruivo abriu a boca. –Eu vi o Perebas correndo escada abaixo quando eu desci mais cedo, eu só não corri atrás dele porque eu segurei o gato. –mentiu. –E ele ta ali até agora. –apontou para o gato embaixo da cadeira de Hermione, Rony bufou. –Agora, porque você não se desculpa com Hermione? O gato dela pode ser doido, mas isso não é motivo para você acusa-la como se ela fosse culpada.
-Mas é culpa dela! -seu amigo insistiu teimoso.
-Então McGonagall deve cobrar de você todo lençol que Perebas roeu? -ele perguntou inclinando a cabeça de lado.
-Não é a mesma coisa. –respondeu mais calmo.
-Você o deixa roer os lençóis, cara, é sua culpa já que não controla o bicho. –ele encolheu os ombros.
-Hum... você tem razão. –ele disse, as orelhas mais vermelhas do que quando desceu as escadas. –Me desculpe Hermione, eu não devia ter gritado com você. –ele disse para a bruxa.
-Certo. –ela disse rigidamente e saiu do Salão Comunal, subindo as escadas para o dormitório.
-Esqueça cara. –Harry disse, suspirando cansado, muita coisa estava saindo diferente. –Vamos jogar xadrez.
Os dias se passaram e Harry percebeu com cansaço que era quase fim do período escolar, o moreno olhou para os gêmeos e teve uma ideia.
-Hei, Gred e Forge! -ele disse puxando-os pelo pescoço. –Eu estive pensando em uma despedida digna de maroto para o nosso amado professor Lupin. –ele disse sorrindo malicioso, os gêmeos ainda não haviam superado o fato de que Lupin realmente foi um maroto e agora eles tinham que tirar boas notas nos N.O.M's e fazer aulas extras.
-O que você está pensando Pontas Junior? -Fred perguntou sorrindo.
-Ainda não filtrei a melhor das idéias. –ele disse abrindo a mochila e pegando o livro dos marotos. –Você vê, eles tinham planos realmente bons, e eu quero algo que os supere. Juro solenemente não fazer nada de bom. –ele disse batendo a varinha na capa do livro, ele ouviu os gêmeos ofegarem, uma rápida olhada neles lhe mostrou ambos com expressões tão sonhadoras e extasiadas.
Um flash de luz os tirou do torpor, o moreno olhou para a frente e viu Colin com sua câmera, ele ergueu o polegar para o segundo-ano e pediu cópias da foto. Os gêmeos tiraram o mapa de dentro de uma das mochilas de depois de uma rápida conversa silenciosa entre eles, o mapa lhe foi entregue.
-É para escrever o plano? -ele perguntou se fazendo de desentendido. –Nesse pergaminho velho?
-Ai de mim! -Fred disse colocando as mãos no coração dramaticamente. –Pergaminho velho, ele diz meu irmão.
-Oh jovem, jovem, jovem Harry. –George disse balançando a cabeça e fingindo suspirar cansado. –Algo nesse livro diz algo sobre um mapa?
-Sim, mas também diz que foi confiscado. –ele disse e depois abriu os olhos se fazendo de surpreendido e olhou de um gêmeo para o outro e para o pergaminho. –Vocês estão brincando! -ele exclamou como se a realização tivesse ocorrido só agora.
-Não! -eles falaram e ativaram o mapa.
-Chamem o diretor, diga para chamar Madame Bones e ir até a cabana de Hagrid. Há um homem suspeito lá. –ele rosnou ao ver o nome de Pettigrew. –Eu vou pegar McGonagall e Flitwick. –completou e saiu pelo retrato.
Ele encontrou Rony, Hermione e Neville pelo caminho e falou rapidamente do que estava acontecendo quando eles o pararam. Consultando o mapa os quatro seguiram até a porta da sala dos professores e bateram, todos estavam no local incluindo Hagrid. Harry mentiu descaradamente dizendo que ele estava estudando nos jardins quando viu um homem suspeito entrar na cabana de Hagrid. Seus amigos entenderam que era para ficar calado sobre o mapa. Os professores pegaram suas varinhas e seguiram com ele até a cabana do guarda-caça, eles encontraram o diretor e Madame Bones na escadaria de entrada. Quando entraram no local o rato não estava a vista.
-Eu disse que Potter só estava querendo chamar ainda mais atenção. –Snape disse.
-Eu sei o que vi. –ele disse crispando os olhos para o professor de poções. –Professora McGonagall, há alguma forma da pessoa ficar invisível?
-Sim, há. –a professora de transfiguração disse. –Deixe-me verificar, Severo. –ela disse colocando-se ao lado do professor de poções. –Homino Revelio. –declarou com um aceno firme de varinha o bule de Hagrid brilhou azul e vibrou na prateleira. –Um animago? -ela perguntou para ninguém especifico. Harry tinha que aplaudir a capacidade de atuação da sacerdotisa.
-Permita-me. –Dumbledore levitou o bule para cima da mesa e o virou, revelando um rato adormecido.
-É Perebas! -Rony exclamou e o rato acordou.
Daí para frente foi ladeira abaixo. McGonagall transfigurou o rato de volta a forma humana que se viu acuado pelos professores, especialmente por Lupin, que parecia querer deixar o lobo interior sair para fazer a festa. Flitwick prendeu o rato com cordas e começou a interroga-lo, Peter havia acabado de confessar, sob efeito de veritasserum, ser um Comensal da Morte e que era o verdadeiro Fiel do Segredo dos Potter's, o efeito da poção estava passando devido o antídoto quando um grande cão negro entrou na cabana, rosnando alto.
-Si-Si-Sirius. –Peter guichou olhando para os lados em busca de uma saída.
Sirius voltou a sua forma humana, como se pouco ligando para as testemunhas. Ele tinha um olhar louco e um sorriso predatório. Por um segundo, Harry pensou que seu padrinho tinha realmente pirado.
-Olá, Peter. –ele disse com a voz venenosa. –Vamos continuar nossa conversa, que foi interrompida tantos anos atrás? -ele perguntou e pegando uma faca sobre a mesa pulou sobre o traidor.
Então a confusão explodiu ainda mais. Feitiços voaram para todos os lados, Harry se protegeu e aos seus amigos com um feitiço escudo e recuou com eles para longe da confusão e olhou em volta, os aurores Moody e Kingsley, que o garoto tinha que fingir não conhecer o olhavam espantados.
-Obrigado Harry. –Neville agradeceu batendo-lhe no ombro.
-Sempre Neville. –ele disse e rodou o dedo pelo polegar, sentindo o anel, um gesto ansioso que estava se tornando um hábito.
-Ele escapou. –Minerva aproximou-se os lábios franzidos. –Sinto muito Potter, mas o traidor dos seus pais fugiu na confusão. –a professora declarou, ele praguejou alto. –Senhor Potter! -a professora repreendeu.
-Desculpe Professora McGonagall. –ele pediu passando as mãos pelo cabelo. –O que vai acontecer com Sirius agora? -ele perguntou cruzando as mãos atrás da nuca.
-Madame Bones está falando com ele no momento. –a professora disse. –Mas creio que com tantas testemunhas da confissão de Pettigrew, não haverá necessidade de Black ser levado em custódia.
-O inferno que iriam levar! -ele exclamou antes de controlar a boca. –Ele é inocente!
-E por isso mesmo ele não vai ser preso, senhor Potter. –a voz de uma mulher disse e ele virou-se para se deparar com Amélia Bones. –Mas ele e vocês terão que se apresentar em uma data a ser marcada no ministério para esclarecimentos.
-Porque não agora? -ele perguntou. –Você tem que bater enquanto o ferro está quente!
-Sim, Madame Bones, a memória ainda está fresca quanto mais cedo melhor. –a professora disse. –Como chefe da casa Grifinória, eu dou permissão especial para meus alunos a acompanharem.
-A senhora pode vir professora? -Neville perguntou.
-É claro senhor Longbottom.
Mais tarde naquela noite, Harry arrastou-se para sua cama, exausto, mas feliz, mais uma fase de seu plano havia sido concluída. Ele sorriu para as cortinas vazias e logo caiu em um sono profundo.
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Dumbledore apertou as têmporas cansado, ele teve que parar de administrar as poções de atração em Hermione Granger no começo da semana, pois a menina estava colocando sua amizade com Harry em risco. Ele sabia que poções que mexiam com o emocionalmente das pessoas geralmente não funcionavam por muito tempo em pessoas muito racionais, mas ele teve que ariscar. Agora Harry vira Pettigrew entrando na cabana de Hagrid e mandou os gêmeos Weasley's irem avisa-lo, se Amélia não estivesse na diretoria no exato momento, discutindo sobre o treinamento de Harry em ofídio-magia, ele poderia ter inventado uma desculpa e resolvido tudo sozinho.
Mas a mulher estava lá, juntamente com Alastor e um outro Auror que ele não sabia se poderia confiar. Harry aparecera com todo o corpo de professores, o diretor reprimiu um suspiro aborrecido e quando tudo parecia ser alarme falso, Minerva interveio e encontrou a forma animaga de Pettigrew, então com a inocência de Black provada, e tantas testemunhas tudo o que ele poderia fazer era tentar adiar o julgamento, mas é claro, que algo mais tinha que dar errado e depois de tomar os depoimentos oficiais no ministério, Bones marcou o julgamento para o dali quatro dias.
O velho bruxo abriu a gaveta na mesa e puxou uma poção para dor de cabeça. Olhou para sua fênix e suspirou cansado. Fawkes havia se recusado a levar uma carta para Sirius, assim como toda coruja que ele tentou usar. Sua única chance de manter o homem longe de Harry era rastreá-lo, mas nenhum dos seus informantes sabia dizer onde ele estava, ninguém o viu, nem mesmo em sua forma animaga, e para completar Remus Lupin havia entregado sua carta de demissão e entregou as ultimas semanas de aula nas mãos do tutor contratado pela madrinha de Harry. Segundo sua justificativa, ele havia recebido um convite para tutorar um par de irmãos que teriam aulas em casa e era preciso ele se mudar com a família, que estava se mudando para os Estados Unidos onde a cura para a licantropia era legalizada. E agora ele teve que procurar um novo professor, pois o professor Tompsom não aceitou o cargo, preferindo continuar em apenas tutorar os alunos. Talvez fosse hora de pedir alguns favores.
N.A: Olá a todos! Peço desculpas pela demora na atualização. Mas eu viajei para Guaramiranga com meu noivo e não levei o notebook comigo. Se vocês não são de Fortaleza-Ceará e um dia vierem, recomendo muito subir a serra e visitar Guaramiranga é perfeita! Principalmente o Cedros Hotel de Serra, eu me senti em Valfenda rsrsrs quem assistiu Senhor dos Anéis vai ter uma boa idéia do pequeno paraíso *.* . Mas, enfim, espero que tenham gostado desse capitulo, sugestões e teorias são bem vindas sobre o que vai ocorrer nos capítulos seguintes, pedidos também podem ser analisados e possivelmente serem adicionados.
Sarah Weasley Potter Black: Que bom que gostou do capitulo e do comprimento dele. Espero que esse novo capitulo tenha lhe agradado também.
Giny: Fico feliz em agradar! Eu estou tentando atualizar o mais rápido possível. Espero que tenha gostado desse capitulo.
Anelisa Souza: Não se preocupe eu não vou abandonar a fic! Eu tenho outras paradas, mas pretendo retoma-las e terminar todas. Espero que tenha gostado desse capitulo.
Ilyatur: Obrigada, eu tento escrever o melhor possível. Espero que tenha gostado desse capitulo.
