Disclamair: Harry Potter não me pertence, essa fic é feita apenas para diversão, não estou ganhando nada com isso.

OBS: Se vocês acharem algum erro ortográfico por favor me avisem para que eu possa corrigir. Obrigada.

" Itálico com aspas " = comunicação telepática com as fênixes.

' itálico e sublinhado com apóstrofo' = leitura de algum livro/ grimório/ bilhete/ carta/ jornal.

Itálico com a palavra FLASHBACK = lembranças atuais ou outra linha do tempo

Somente itálico = sonho/ visão.

"Itálico em negrito com aspas" = língua de cobra.

CAP: 09 – Pedaços da Verdade II.

Os dias que se seguiram a descoberta da inocência de Sirius Black foi particularmente repleto de artigos de Skeeter no Profeta Diário. O único alento de Amélia Bones era de que Black finalmente teve o julgamento de direito e foi devidamente inocentado e indenizado pelos anos em Azkaban. A bruxa estava cansada ao seu limite e quase pronta para finalmente ir para casa. Era nessas horas que ela era grata de que não tinha nem filho e nem esposo a esperando até tarde. Amélia já estava na porta do seu escritório quando a lareira explodiu em chamas verdes esmeralda, ela virou-se e viu uma grande caixa ser passada pelas chamas para logo em seguida as chamas verdes sumirem.

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FLASHBACK

Ele andou calmamente pelos túneis subterrâneos da vila duende. Há vários anos atrás, a visão de humanos na cidade escondida teria despertado todos os instintos de defesa dos duendes, mas esses que andavam por seus túneis eram aliados e irmãos de armas. Facilmente identificáveis pelo brasão estampado em suas roupas surradas. Ele tentou bater o máximo de poeira possível de suas roupas e lançou um olhar desagradável ao ouvir seu companheiro rir da sua tentativa de limpeza improvisada.

-Desista Harry, você literalmente rolou morro abaixo aos socos com um comensal que mais parecia um troll, você tem sorte de que foi somente danos reparáveis que conseguiu dessa vez. –Neville disse cruzando os braços e esperando a porta, de madeira escura a frente deles, ser aberta.

-Sim, sim, jogue novamente na minha cara como você levou o lobisomem pra baixo quando ele ia me atacar pelas costas. –ele resmungou.

Harry estava de péssimo humor, pois além de ter mais uma base aliada atacada e não conseguir mais aliados, as fronteiras com outros países haviam sido fechadas até mesmo para os refugiados que tentavam ser aceitos pelos outros países. E para completar, os gigantes haviam decidido se reproduzirem como coelhos, assim como os dementadores e dragões. Seu maxilar endureceu quando lembrou dos ataques as reservas de dragões e de quantas vidas inocentes se perderam nos ataques. Tentou acalmar sua frustração, a hesitação de Dumbledore em atacar mais firmemente, havia custado milhares de vidas, mas agora com o velho manipulador morto, ele estava no comando e não hesitaria em matar assassinos e todo e qualquer aliado de Tom. A porta se abriu e pequenos olhos negros o olhou.

-Olá Crika, seu pai está? -Neville perguntou abaixando-se para ficar no mesmo nível da pequena duende.

-Está, ele acabou de me mandar atender a porta e ir chamar vocês. –ela confessou abrindo a porta mais larga.

-Olha só, Nev, podíamos ter aproveitado melhor o tempo com Crika longe do velho armeiro ciumento. –comentou fingindo muita tristeza, o que rendeu um riso da criança.

-Ciumento não, humano, apenas cuidadoso. Minha princesa é especial demais para ficar sozinha com qualquer macho. –um duende robusto e sujo de fuligem resmungou aproximando-se. –Vá ajudar sua mãe Crikartoria. –o armeiro disse e, ao som de resmungos sobre pais sem noções para nomes, a pequena foi.

-Que seu ouro brilhe e suas obras sejam mais belas, nobre mestre armeiro Durkrosk. –Harry disse se curvando levemente para o duende.

-Que mais inimigos caiam pelas suas armas, Lord Potter. –o duende voltou a saudação revirando os olhos. –Vocês sabem que eu não ligo a mínima para a formalidade, então que a conversa fiada se dane e venham ver minhas belezinhas. –ele disse antes que Neville pudesse falar algo, os humanos apenas deram de ombro.

Eles passaram por dentro da casa de Durkrosk, uma entrada mais rápida para sua oficina que poucos usavam, eles foram saudados pela família do mestre armeiro e pela esposa dele que lhe enfiou nas mãos um grande e fundo prato com verduras e vegetais cozidos com um grosso e grande pedaço de pão e uma grande caneca de cerveja de duende.

-Se você quer que nos mudemos para sua casa é só pedir, você sabe disso Ralgara. –Neville disse, a esposa do armeiro apenas bateu com a colher de madeira levemente em seu braço e riu.

-Pare de dar em cima da minha mulher, Longbottom, já disse que ela não vai sair daqui para cozinhar para vocês de graça. –Durkrosk resmungou.

-Um homem pode sonhar. –Harry riu da interação dos dois, era sempre a mesma encenação, Neville era galanteador e o armeiro fingia ter ciúme, só para lhe render sorrisinhos discretos da esposa, o velho duende sabia como manter a chama acessa depois de quase dois séculos casado.

Eles seguiram descendo e conversando sobre a guerra, o armeiro tinha quase nenhuma interação direta com a guerra, somente com as armas que ele fazia para o exército duende e algumas poucas armas para os humanos, como poucos bruxos tinham poder suficiente para usar as armas feitas pelo duende. O ser centenário apontou para quatro arcos enfileirados contra a parede de pedra.

-Cada um feito com madeira das suas varinhas, trabalhei com magia que os duendes não faziam desde os tempos antigos, isso derruba até gigante e deve queimar os malditos dementadores reto e certo. –o duende disse pegando um arco de madeira escura com detalhes em metal prateado.

O duende empunhou o arco como se fosse usá-lo e mirou em uma cadeira. Harry notou que não havia corda e o armeiro não pegou nenhuma flecha, ao invés disso, ele disse claramente um feitiço de corte e moveu a outra mão como se puxando a corda e logo uma corda e uma seta de cor amarela apareceram e quando ele soltou a cadeira foi atingida e cortada ao meio.

-Sua vez! -disse jogando o arco para ele.

Harry sentiu a magia queima através dele se unir ao arco, como quando ele foi escolhido por sua varinha, ele olhou a madeira e percebeu que era azevinho como sua varinha, na parte interior do arco runas de duendes estavam entalhadas na madeira, o arco não era sem corda como ele pensara inicialmente, mas no lugar havia um fio muito fino. As partes em metal brilharam suavemente e se contorceram mudando de forma, agora labaredas de metal subiam circulando o arco; as runas internas se re-organizaram sozinhas, flutuando pela madeira e se fundindo ao metal em baixo relevo. Ele não poderia dizer o que diziam, pois ele ainda estava engatinhando em aprender o idioma dos duendes. Respirando fundo ele pensou no feitiço estupefaça, sua magia formigou onde ele segurava o arco, ele puxou o fio uma seta azul claro surgiu, ele soltou na direção de uma outra cadeira e a mesma explodiu em pedaços minúsculos. Neville assoviou ao seu lado.

-Usou o reducto? -seu amigo perguntou.

-Estupefaça. –disse, um sorriso esperançoso surgindo nos lábios.

-Imagina o que faria um bombarda máxima. –Neville disse com ar admirado.

-Por isso eu disse que derruba até gigante menino! -Durkrosk disse bruscamente.

-Durk, isso é o melhor presente de aniversário que você poderia fazer. –Neville disse e o duende virou-se para pegar os outros arcos e embala-los em saco separados, mas ele viu um leve tom rosado nas bochechas do velho armeiro.

FIM DO FLASHBACK

Harry piscou saindo das lembranças que surgiram quando viu, finalmente abriu, o presente que Gina lhe dera de dia dos namorados. Com tudo o que acontecera e com seu aprofundamento nas lembranças de Riddle e as aulas normais e tutoradas, ele havia esquecido de abrir o presente. Mas agora com as provas finalmente acabadas e sem mais aulas tutoradas ele finalmente teve tempo para abrir e apreciar o presente. Ele desenhou as chamas em metal com as pontas dos dedos, sua magia vibrando sob a pele, abrindo a janela do dormitório ele apontou para o céu. Orchideous, ele pensou e soltou a seta dourada que explodiu no céu e logo centenas de flores caiam nos jardins da escola, se escondendo novamente no dormitório ele podia ouvir os vários gritinhos das meninas nos jardins.

Guardando o arco novamente em sua caixa e então no malão, ele pegou o mapa do maroto e observou com cuidado seu caminho até a sala precisa, graças a Dobby e aos elfos domésticos da sua família, vários dos livros da sala precisa agora estavam em seu malão e vários que não couberam nas bibliotecas do malão foram levados para a biblioteca da casa de Zíngaro. Franziu a testa ao ver Dumbledore subindo as escadas da torre da Grifinória, olhou em volta em busca de qualquer coisa que fizesse o velho suspeitar de algo e pegou um livro trouxa de História da Medicina juntamente com um caderno e caneta trouxa, ele não queria relaxar em seus estudos só porque sua tutora estava de licença. O som de batida na porta interrompeu o resumo do sistema circulatório segundo os anatomistas do século XVII. Ele pegou o mapa e viu o diretor no outro lado da porta, murmurando o feitiço de ocultação e colocando o pergaminho debaixo do travesseiro, ele se levantou e abriu a porta.

-Diretor. –ele o cumprimentou recuando e dando passagem para o velho.

-Eu gostaria de falar com você sobre todo o ocorrido recente, Harry. –o diretor disse o observando sentar novamente na cama e pegar o livro.

-Professora McGonagall já conversou comigo, senhor. –ele disse olhando para o homem, seus escudos de oclumência estavam levantados e pronto para qualquer ataque. –Mas agradeço por ter vindo aqui, embora não vejo motivo para isso.

-Eu me preocupo com você meu menino. –o homem disse dando um dos famosos olhares de avô, Harry levantou uma sobrancelha cético. –Você passou por problemas que nenhum outro garoto da sua idade passou e eu sinto que você pode ter algumas perguntas.

-Que tipo de problemas eu passei que nenhum outro passou? -ele perguntou cruzando os braços e dando mais corda para o velho se enforcar.

-Você perdeu seus pais...

-Neville também perdeu os pais na mesma idade que eu, e o dele foi bem pior, além de muitas outras crianças nesse castelo. –ele disse mordaz. –E não vejo o senhor ou nenhum outro professor correndo atrás dele ou de nenhum outro para dar explicações sobre as perguntas que possam ter.

-Mas o senhor Longbottom não enfrentou Lord Voldemort como você, Harry, e nem o derrotou tantas vezes. –o homem insistiu.

-Eu só o derrotei uma vez, diretor. Ano passado não conta realmente, como foi somente um eco do adolescente torcido, cruel e sádico que ele foi. –Harry disse.

-Você se esquece que o derrotou com apenas um ano de idade, meu filho.

-Não há provas de que foi isso o que ocorreu. Haviam somente quatro pessoas na casa dos meus pais naquela noite, duas estão mortas, uma é nada mais do que uma espectro sombrio e outra tinha apenas um ano de idade e não lembra de nada. –ele disse tentando segurar sua magia. –Não há como dizer que foi eu. Por tudo o que sei, minha mãe pode ter duelado ferozmente com ele para me proteger e eu fui ferido na troca de feitiços e no fim ela pode ter lançado algum feitiço que o tirou de seu corpo e a matou ao mesmo tempo.

-Infelizmente, meu menino, não foi isso o que ocorreu. –Dumbledore disse em um ar cansado.

-Como você sabe disso? -Harry perguntou petulante. –Você estava lá?

-Não eu não estava...

-Havia alguma outra testemunha? -perguntou interrompendo o diretor.

-Ninguém além de você, mas...

-Por algum milagre inexplicável eu falei o que aconteceu? -perguntou novamente.

-Não, Harry, você não falou...

-Havia alguma gravação em vídeo, voz, foto ou por algum tipo de magia que mostrou o que exatamente ocorreu?

-Não, meu menino. –o homem suspirou aparentemente mais cansado.

-Então porque raios no inferno congelado de Hades, alguém supôs que uma criança de um ano de idade conseguiu o que nenhum outro adulto, incluindo você diretor, conseguiu antes? -ele expressou, as janelas do dormitório finalmente cedendo e explodindo com sua magia, ele fechou os olhos e respirou fundo contando vagarosamente até que sentiu sua magia voltar para dentro dele. –Desculpe, mas eu odeio que todos me taxaram como a maldita coisa de Menino-Que-Sobreviveu sendo que não há nada para provar isso.

-Harry, há como provar que você sobreviveu à maldição da morte. –o diretor disse suavemente, ele fechou as mãos na colcha da cama.

-Como? -ele perguntou cético. –Pelo que aprendi, a maldição da morte não deixa marcas. –ele disse apontando para sua cicatriz que só era visível, pois ele colocou um feitiço para destacar a marca, já que quando a horcrux foi destruída o raio havia praticamente sumido.

-Não, não deixa marcas, mas feitiços das trevas deixam um rastro sobre o corpo atingido e você tinha esse rastro, assim como sua mãe. –ele disse.

-Quem disse? -ele perguntou. –Pelo o que soube, depois do ocorrido, Hagrid me tirou dos escombros da minha casa, aliais, minha cicatriz pode muito bem ser um ferimento por escombro caídos, que é muito mais crível do que ter sido feito por uma maldição que não deixa marcas. –ele desafiou, o jovem bruxo queria ver até onde o velho ia se esgueirar com a verdade sobre sua vida. –E Hagrid não sabe fazer feitiços de detecção, como ele não terminou Hogwarts e nem mesmo tem uma varinha.

-Harry, você lembra da pergunta que me fez no fim do seu primeiro ano? -o velho desviou e ele bufou revirando os olhos.

-Também lembro que você não respondeu, disse que a verdade era terrível para eu saber naquela época.

-Sim, e eu ainda acho que não é a hora, mas...

-Então se o senhor não vai me falar a verdade, diretor, eu não vejo como temos algo para conversar. –ele cortou o homem. –Se não se importa eu tenho um resumo de biologia humana para fazer e entregar a minha tutora de medi-bruxaria. –completou abrindo o livro na parte sobre sistema circulatório e relendo novamente, totalmente ignorando, bem, mais para fingindo ignorar, a presença do homem.

Ele ouviu a porta abrir e fechar, concentrou-se em sua magia procurando as emoções do bruxo, olhou vagamente por cima do livro apenas para confirmar que estava sozinho e grunhiu frustrado. O homem era mais escorregadio do que sabonete molhado e não ajudava em nada no seu temperamento que ele sabia exatamente tudo o que ele estava lhe escondendo, levantou-se e pegou seu arco, ele iria extravasar um pouco sua magia fazendo o que devia ter sido feito há muito tempo, matar os gigantes.

"Pretorian" ele chamou sua fênix negra telepaticamente. "Me traga Gina, por favor." Completou segurando o arco com força.

-Harry. –a voz da ruiva tocou seus ouvidos algum tempo depois e ele olhou para cima.

Gina estava usando uma calça comprida e botas em couro de dragão negro, uma regata branca e segurava uma jaqueta de couro vermelho escuro. O colar da promessa aparente e um colar de couro que dava duas voltas bem próximas ao pescoço e a terceira segurava um pingente dourado em forma de grifo que descansava pouco acima do vale que começava a se formar entre os seios dela. Engoliu em seco, e apertou o arco com mais força, aparentemente desde a ultima vez que se viram ela realmente havia conseguido mais curvas. A cintura estava mais fina, ou eram os quadris que estavam mais redondos? Os seios estavam maiores do que ele lembrava, ou era a blusa? E porque raios o quarto ficou tão quente de repente?

-O que aconteceu amor? -ela perguntou jogando a jaqueta em sua cama e ajoelhando-se perto dele.

Ele podia jurar que o calor havia piorado quando ela aproximou-se dele o suficiente para lhe dar a certeza de que os quadris e seios dela estavam mesmo maiores. As adolescentes bruxas se desenvolviam mais rápido do que as trouxas? Porque Gina não aparentava em nada os doze anos, ela poderia muito bem dizer que tinha quatorze ou quinze que qualquer trouxa ia acreditar. Ela deve ter percebido o que estava acontecendo, pois logo seus olhos brilharam maliciosos. Muito vagamente ele notou Pretorian sumindo em chamas negras quando ela sorriu predatória.

-Me mostra o apartamento do seu malão? -ela perguntou deslizando as mãos em suas coxas, ele apenas acenou e sua caça aos gigantes agora estava completamente obliterada de sua mente.

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Dumbledore saiu da torre da Grifinória mais preocupado do que nunca com as reações do jovem Potter. Harry estava cada dia mais emocional, mas isso certamente era devido os hormônios adolescentes, afinal desde o fim do segundo ano para o começo do terceiro o menino havia crescido muito e aparentemente ficado muito mais forte fisicamente, sem falar que durante as reuniões de professores, todos, com exceção clara de Severo, elogiaram com melhor ele estava em suas aulas. Sim, sua rebeldia com o status de herói do mundo mágico era apenas devido ao surto de crescimento hormonal e mágico, sim, era isso, ele lembrava-se bem dos castigos que seus pais lhe davam por questionar tudo e todas as ordens que recebia durante seu surto de crescimento, isso logo passaria.

O velho voltou seus olhos para o poleiro de Fawkes que havia sumido por quase uma semana agora, para entregar uma carta para Sirius Black e até agora não havia retornado, aproximou-se do poleiro e suspirou cansado, sua carta para o padrinho de Harry estava no poleiro entre as cinzas de queimação, parcialmente carbonizada.

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Hermione fechou o livro e olhou para os lados quando ouviu sussurros e risos sendo sufocados, ninguém estava visível nas mesas em volta, então ela levantou-se e seguiu o som parando surpresa no começo da seção de adivinhação quando viu Neville Longbottom e Hannah Abbott, o garoto tímido estava tentando distrair a leitura da Lufa-Lufa beijando-a no pescoço e falando alguma coisa. A grifinória recuou e escondeu-se no corredor ao lado, piscando aturdida. O que aconteceu com o menino tímido, sem confiança e assustado?

-Neville, aqui não. –ela ouviu Abbott gemer?

-Hannah, por favor, você esta me matando. –Neville gemeu também? O que estava acontecendo?

-Essa noite, eu prometo. –a outra menina falou parecendo frustrada.

-Por que não agora? -o menino perguntou frustrado. –Nós sabemos os feitiços muito bem, amor.

-Nev, eu quero a poção apenas para garantir ainda mais que não teremos surpresas. –a menina protestou e uma luz se acendeu na mente de Hermione, eles estavam dormindo juntos?

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Neville sorriu malicioso vendo o estado despenteado e roupas amarrotadas de sua "esposa".

-Acho que vamos ter surpresas, mas de um tipo diferente. –ele disse rindo e se afastando dois passos dela.

-O que você quer dizer? -ela lhe perguntou tentando arrumar o cabelo e as vestes com acenos de varinha, sem o olhar.

-Vamos amor, você deve ter notado a forma como nossas famílias estão mais... próximas. –ele deu a dica. Afinal era difícil alguém não notar quão diferente sua avó e a mãe de Hannah estavam.

-Sim, eu notei.

-Avó andou me sondando sobre você. O que eu achava de você, como você era, se eu sabia o que você gostava de fazer, comer, cor favorita, essas coisas. –ele disse balançando as sobrancelhas para a garota a sua frente que o olhou sorrindo amplamente.

-Um contrato de casamento! -Hannah exclamou. –Oh meu...

-Eu sei. –ele disse rindo. –Se eles fizerem isso, podemos nos casar quando você quiser.

-Oh, eu preciso começar a preparar o enxoval, ver madrinhas, vestido, dama de honra. Oh eu tenho que falar com Susan, Gina e Luna imediatamente! –Hannah empolgou-se dando pequenos pulos no lugar e batendo as mãos, mas parou de repente. –Você tem certeza Neville? Eu não quero ter todo esse trabalho para no fim ser alarme falso. E se seus pais não permitirem? –ela perguntou preocupada.

-Tenho certeza amor, e se minha avó não o fez ainda, assim que eu chegar em casa vou pedir para ela falar com sua família sobre os arranjos. –ele disse aproximando-se dela novamente. –Você vai ter o casamento de princesa que sempre sonhou. E meus pais vão ter que aceitar que eu quero você. –ele a puxou pela cintura e capturou os lábios dela com os seus, calando qualquer duvida.

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Harry inspirou profundamente o aroma nos cabelos de Gina. A ruiva estava dormindo ao seu lado na cama, depois de um longo tempo conhecendo o corpo um do outro com carícias mutuas, ambos totalmente nus somente coberto pelo lençol. Sorriu ao lembrar das bochechas rosadas dela quando levada ao orgasmo por seu toque, além dos olhos brilhantes e os gemidos que o levavam bem perto do seu próprio ápice. Suas roupas jogadas pelo chão por todo o caminho do apartamento, desde a entrada até o quarto, eram provas da paixão que tomou conta de ambos assim que se viram sozinhos e totalmente seguros dos olhos e ouvidos dos outros. Havia sido por muito pouco que eles não cruzaram todo o limite que demarcaram. Embora suas mentes eram adultas e totalmente cientes das conseqüências de ir todo o caminho da relação, eles ainda queriam esperar, mesmo seus corpos sendo bem mais desenvolvidos do que em sua linha do tempo anterior eles ainda não achavam que era a hora deles.

Acenou com a mão fazendo a hora aparecer flutuante acima deles, era bem depois do meio dia e ele esquecera de tomar as poções e se alimentar, mas foi uma troca mais do que justa. O som de rachadura soou do outro lado da porta e ele deu uma risada curta quando uma pequena fresta foi aberta e depois fechada. Afastou-se de Gina com cuidado para não acorda-la e pegou uma cueca e uma calça de moletom da cômoda e as vestiu, não colocou blusa deixando as tatuagens à mostra, foi complicado como ele tentou vestir-se e andar até porta ao mesmo tempo. Abriu a porta com cuidado, saindo sem fazer barulho, caminhando para a cozinha ele viu Dobby e outros dois elfos domésticos da família Potter, Kami e Sami; os elfos haviam sumido com as roupas que foram espalhadas pela sala e corredor do lugar e agora arrumava o equivalente um pequeno banquete sobre a mesa de jantar.

-Kami, onde estão as roupas? -ele perguntou procurando algum sinal de onde as roupas foram guardadas.

-Roupas de mestre e mestra estão sendo lavadas, mestre Harry. –a pequena elfa disse. –Kami pede perdão se acordou mestre.

-Não me acordou, não. –ele disse acalmando-a, feliz em ver que seus elfos já tratavam Gina como sua mestra. – O que estão fazendo?

-Mestre não foi almoçar no Salão Principal, então Dobby chama Kami e Sami para ajudar trazer comida das cozinhas de Hogwarts, para mestre e mestra almoçarem. –respondeu balanço-se para frente e pra trás.

-Ainda verificando quando e o que eu como, Dobby? -ele perguntou divertido para o elfo que estava ensinando algo para Sami.

-Mestre Harry tem que comer direito e tomar as poções! Senhora Izzi pediu para Dobby cuidar da saúde de mestre e eu fazer isso! -o elfo disse, com um tom de verde escuro das bochechas.

-Faz muito bem, Dobby. –a voz de Gina soou atrás dele o surpreendendo.

O moreno virou-se e seu queixo caiu ao ver a ruiva usando uma das suas camisas e um shorts de algum pijama dele, ela estava incrivelmente sexy daquele jeito, ainda mais por que ele sabia que não havia nada mais além da sua pele nua debaixo daqueles tecidos. Ela aproximou-se dele e passou seus braços pelo pescoço dele e dando um beijo rápido em seus lábios.

-Eu estou com fome e você? -ela perguntou.

-Sim, muita. –respondeu a pegando no colo e a levando para a mesa.

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Ronald Weasley olhou pensativo para o lago a sua frente, fazia dois dias que ele evitava tanto Harry quanto Hermione. Seu amigo, embora houvesse diminuído o ritmo de estudos e começado há passar mais tempo com ele, ainda era diferente. Falava sobre assuntos que ele não sabia o que achava como a falta de informação dos bruxos nascidos em famílias trouxas e criados por trouxas sobre como o mundo mágico realmente funcionava, sobre os assuntos e tratamentos médicos barrados pelo Ministério da Magia, sobre as opções de carreira e tantas outras coisas que mostravam cada vez mais que ele estava ficando para trás. Ele não tinha nada de especial para o qual se destacar. Antes ele era o amigo de Harry Potter, mas agora nem isso era algo especial. Harry tinha outros amigos agora, amigos que falavam com ele como iguais e estudavam tanto quanto ele. Jogou uma pedra no lago bufando frustrado. Ele queria culpar alguém, mas nem ele podia negar que era unicamente sua culpa se ele não tinha as melhores notas, mas o problema era que ele simplesmente não conseguia se concentrar em tantas palavras juntas. Era por isso que ele gostava dos livros de Quadribol e dos de Xadrez Bruxo, havia gráficos e fotos que lhe mostrava exatamente o que o texto, em geral curto, explicava. Bufou mais uma vez e mais uma pedra foi jogada longe.

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Tonks andou pelos corredores do Ministério da Magia, ela havia passado no teste para se candidatar à Auror. Seu antigo mentor Alastor Moody ficou bastante impressionado com sua capacidade de duelo, além dos feitiços "novos" que ela mostrou, mas que eram apenas feitiços básicos de defesa em outros países por onde ela havia passado e comprado alguns livros, Olho-Tonto ia se aposentar no meio do ano, mas deixou bem claro que ela podia lhe corujar ou chamar pelo flu para conselhos, novamente a levando sob suas asas. Normalmente o treinamento levava dois anos e se passado em alguns testes, o cadete era liberado para sair em campo juntamente com um veterano, mas ela ia mudar isso. Essa era sua missão, mostrar ao Ministério, mais especificamente à Chefe de Execuções das Leis Mágicas, que com a tutoria de professores competentes e algum estudo de nível básico no exterior, qualquer um poderia derrubar o Ministério Inglês.

-Hei, você é do Departamento Auror? -ela perguntou para um homem, que ela reconheceu como sendo um MacNair, um Comensal.

-Não! -respondeu grosseiramente e logo saiu de perto dela.

-Está perdida? -uma mulher perguntou se aproximando dela.

-Ah, sim. –ela disse fingindo-se envergonhada. –Eu estava tão nervosa quando fiz minha prova de admissão que esqueci de como chegar até o Departamento Auror.

-Tudo bem. A propósito eu sou Amélia Bones. –a mulher disse lhe estendendo a mão.

-Nymphadora Tonks, mas prefiro Tonks. –ela disse apertando a mão da sua futura chefe.

-Eu a acompanho até o andar dos aurores, eu tenho que falar com Alastor sobre a aposentadoria dele. –Amélia disse apertando o botão do elevador.

-Alastor Moody? -ela perguntou e a mulher acenou. -Cara legal, disse que eu podia corujar sempre que tivesse duvida.

-Você deve ter sido muito boa para ele lhe tomar como protegida. –a mulher comentou casualmente, mas Tonks sabia que a curiosidade devia estar queimando a bruxa mais velha por dentro.

-Nada comparada com meus antigos tutores. –ela deu de ombros, e realmente ela não era nada se comparada com Zarina e Aldred Düvon, seus tutores nos últimos dois anos, ambos eram cinquentões que daria uma bela corrida em Alastor nos seus melhores anos de juventude.

-Não estudou em Hogwarts? -Bones perguntou.

-Estudei, mas me formei há uns quatro anos atrás. –explicou. –Viajei por dois anos tentando decidir o que queria e vendo as possibilidades fora da Inglaterra, mas nos últimos dois eu passei por uma tutoria de aprofundamento na Grécia com um casal francês bastante simpático. –ela disse sorrindo saudosa. –Eu os fazia lembrar da sua filha, então eles me ensinaram praticamente de graça. –completou, lembrando da expressão abobalhada do casal de idosos quando a viu mudar sua aparência a primeira vez.

-Entendo. –a mulher disse franzindo a testa. –Você se importaria de fazer um teste com um dos meus aurores sênior?

-Estou aqui para ser testada, Madame Bones. –a mulher ergueu as sobrancelhas. –Moody disse que queria todos os candidatos aqui hoje para um teste de duelo.

-Bom. –a chefe do D.E.L.M. disse.

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Bom, não era exatamente a palavra que Amélia devia ter usado, era mais para incrível. A candidata Tonks havia chutado o burro de todos os seus futuros colegas de profissão, isso incluía os candidatos como ela e vários dos instrutores, dando uma verdadeira corrida para Moody, embora parecia que ela estava apenas brincando antes de jogar o velho auror contra a parede com um feitiço que ela nunca vira antes. A única mulher depois dela, havia posto todos os homens com quem ela duelou na vergonha e ela nem parecia cansada.

-Amélia. –a voz de Alastor soou rabugenta, enquanto a candidata a auror ajudava-o a levantar-se. –Entregue o distintivo para ela, por mim ela está formada.

-Dois aqui. –resmungou Jarod Walter, um auror das antigas que ia substituir Alastor nas aulas.

-Ela usou Artes das Trevas! -um dos candidatos protestou.

-Que feitiço foi das trevas? -ela ouvir Tonks perguntar petulante.

-A maioria que você usou! -outro candidato disse.

-Para sua informação, os feitiços que usei são todos ensinados abaixo do quinto ano em muitas escolas estrangeiras. –ela respondeu as acusações. –A culpa não é minha se Dumbledore quase sempre contratou professores incompetentes para ensinar e vocês não correram atrás de aprender por outros meios. –completou seus cabelos mudando para uma cor de vermelho profundo, mas para Amélia aquilo só mostrou quão humilhada a educação Inglesa estava em relação as estrangeiras.

-Cadete Tonks, esses feitiços, foram seus tutores que a ensinaram, correto? -ela perguntou depois de finalmente encontrar sua voz, a bruxa mais jovem acenou confirmando. –Há alguma possibilidade deles virem falar comigo?

-Posso tentar.

-Excelente. –ela disse tentando reorganizar seus pensamentos. –Descansem e vão para a enfermaria, vocês vão duelar novamente, menos você Tonks, preciso que fale com seus tutores o mais breve possível. O restante vai ser testado novamente, mas sem Tonks. –completou, ela ouviu vários suspiros de alivio dos recrutas.

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Harry olhou para Rony, seu amigo estava deitado de barriga para baixo vendo uma revista sobre Quadribol, depois voltou seus olhos novamente para a revista de medicina trouxa que Isobel lhe mandara. Ele convocou sua caneta trouxa e começou a marcar os sintomas que ele detectou inerente a personalidade do seu amigo.

-Ron. –ele chamou.

-Hum. –o ruivo resmungou.

-Pode ler o capitulo quatro de transfiguração para mim? -ele pediu e o ruivo desviou os olhos da revista o olhando de forma estranha. –É só um teste que eu tenho que responder à Isobel e na questão pede que eu verifique o quanto a minha atenção fica presa quando outra pessoa lê algo que eu já sei.

-Mas tem que ser eu? –o garoto perguntou realmente ansioso para ser dispensado da tarefa.

-Você é meu melhor amigo ou não, cara? – isso pareceu convencer o garoto que pegou o livro e começou a ler o capitulo.

Harry observou o quão frustrado o menino parecia a cada linha lida. Com o tempo ele começou a se desculpar por ter pulado uma ou outra linha e voltava a ler, pouco tempo se passou quando as orelhas começaram a ficar vermelhas, o moreno podia sentir a frustração, raiva e tristeza vindo do garoto. Nem bem tinha chegado no meio da primeira página quando o ruivo desistiu jogando o livro longe e dizendo para ele pedir ajuda para outra pessoa.

-Longbottom pode te ajudar, ele tem mais paciência pra isso do que eu. –o ruivo argumentou frustrado.

-Ron... –ele começou, sem saber como contar ao seu amigo o que ele acabara de descobrir. –Você lê muito sobre Xadrez e sobre Quadribol, como não consegue ler sobre algo que pode lhe dar uma segunda carreira ou simplesmente ajudar a terminar a escola?

-Nãotinhafiguraparamemostraro queeuli. –o ruivo murmurou rapidamente.

-Como? -perguntou bastante suspeito de qual era a resposta.

-Eu disse, não tinha figura para me mostrar o que eu li. –disse ainda mais frustrado e envergonha. –Satisfeito que agora você sabe meu pior segredo?

-Ron, você sabia que se tivesse falado antes, eu teria colado um monte de figuras em seus livros pra ti ajudar? –ele perguntou para o seu amigo, doía perceber que a falta de integração entre bruxos e não bruxos estava prejudicando mais uma pessoa que ele amava.

-Você faria? -perguntou incerto e o moreno apenas acenou para seu amigo.

-Sim, eu faria e vou fazer com todos os seus livros no próximo período escolar. –declarou. –Ron, o que você tem se chama Transtorno de Déficit de Atenção ou TDAH para abreviar. Você não é inadequado ou menos inteligente, você apenas tem mais dificuldade porque algo aconteceu enquanto sua mãe estava grávida que o afetou o suficiente para causar o transtorno em você, isso é facilmente tratável pela medicina trouxa. –disse mostrando a revista para seu amigo e os sintomas que o ruivo apresentava estava com o 'X' ao lado. -Basicamente, você recebe mais estímulos no cérebro e ele as trava, por assim dizer, para não entrar em pane.

Ele observou o amigo absorver a informação aos poucos.

-Ron, as pessoas como você tem muitas vantagens, dons que a maioria das pessoas não tem. –ele disse. –Pessoas com TDAH, possuem inteligência acima da média, são mais intuitivos, deve ser por isso que você é tão bom no xadrez. –ele se deu conta e sorriu para seu amigo. –Elas também são muito afetivos e generosos, criativos, uma forma diferente de ver tudo a sua volta, muitas vezes fazendo com que achem respostas para problemas que as pessoas "comuns" -Harry fez aspas com os dedos –não acham, muitas outras qualidades que qualquer pessoa dita normal iria querer ter.

-Então eu não sou...um caso perdido? -o ruivo perguntou incerto.

-Nunca meu amigo. –ele disse. –Eu vou ajudar você, eu prometo. Agora eu quero te ensinar um feitiço que vai te ajudar com sua bagunça e contar um segredo que vai te ajudar muito.

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Hermione voltou frustrada para a torre da Grifinória depois de terminar os ensaios que os professores pediram para as férias. Ela havia demorado algum tempo para se concentrar depois que ouvira a conversa de Neville e Hannah, na biblioteca. Ainda não entendia como eles podiam aprovar um casamento arranjado, mesmo que eles aparentemente arranjaram uma forma de dormirem juntos sem um professor descobrir. Isso era outra coisa que a frustrava, ela tentou avisar professora McGonagall do que estava ocorrendo e ela simplesmente disse que aquilo era comum, mas que sem provas ou flagrante nada poderia ser feito. Como dois adolescentes de treze anos podiam estar tendo relações e nada poderia ser feito? Ela tentou falar com o diretor, mas o mesmo estava em uma reunião. Ela sentou-se em uma poltrona e olhou na direção da lareira, a prima de Harry estava sentada com algumas amigas e riam de algo escrito em alguma revista. Como essas meninas podiam ser tão fúteis?

-Liv! –a voz de Harry soou e ela olhou para a forma como o moreno agia com a menina.

-Harry olha! -ela correu até ele com a revista e lhe mostrou algo que o fez rir.

-Ainda bem que eles não sabem a verdade hein, pequena. –ele disse lhe dando uma piscadela. –Ditria está com você? -ele perguntou.

-Eu a deixei dormindo no meu malão, espera só um pouco. –a menina disse e subiu as escadas do dormitório correndo.

-Hei Hermione, quase não a vi. Está escondida aí porque? -ele perguntou se aproximando e sentando no sofá de frente para o dela.

-Pensando em algo que ouvi. –ela disse sem dar detalhes.

-Pensar é bom. –ele disse e olhou para a escada. –Não precisava acordar Ditria, Liv. –ele disse revirando os olhos.

-Eu não acordei, ela só anda de mau humor mais que o normal. –a primeiro-anista protestou.

-Deve ser época de trocar a pele. –o moreno ponderou. –Terminou as tarefas? -ele perguntou.

-Sim! -a menina disse sentando do lado dele e passando a víbora para ele, Hermione observou nervosa quando a cobra se enrolou no pulso do seu amigo. –Você prometeu...

-Seu pai deixou? -perguntou interrompendo. –Olívia, se Charlie não deixou, não tem como eu leva-la.

-Ele vai surtar se eu pedir, e, ele vai surtar se eu fizer sem ele saber. –ela disse dando de ombros. –Qual a diferença?

-Liv, isso é algo pra vida toda, você não pode se arrepender, não pode voltar atrás e é um rito de passagem que precisa da autorização dos pais ou responsáveis. –ele disse. –Que tal se eu ajuda-la no pedido?

-Sério?

-Não, eu sou Harry, meu padrinho que é Sirius. –ele disse e a menina bateu no ombro dele, ambos rindo. –Desculpe Hermione, estamos atrapalhando seus pensamentos.

-Não, tudo bem. –ela disse, mas ele já tinha se levantado, ela o observou tentando decifrar a conversa codificada, o moreno beijou a testa na menina mais nova e saiu da torre. –O que você quer fazer, Olívia? -perguntou para a menina.

-Eu quero fazer uma tatuagem, igual a do Harry.

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Gina voltou para Alexandria depois de boa parte da sua manhã e tarde ao lado de Harry. Bem, na verdade foi na cama com Harry, mas quem ligava para um pequeno detalhe. Respirou fundo para acalmar seu coração ao lembrar dos arrepios e do prazer que a invadiam quando ele a tocava de formas diferentes, ela realmente não sabia que era possível ter um orgasmo somente com beijos na nuca e pescoço, mas Harry havia conseguido lhe dar mais de um orgasmo somente beijando, lambendo e mordiscando esses locais em especifico. Suspirou sonhadora, mal vendo para onde ia, vagamente ouviu Malika falando com ela, mas ela estava muito ocupada lembrando da forma como ele a tocou entre as pernas, ela foi tirada de suas lembranças quando água fria caiu sobre ela.

-MALIKA! –ela gritou para a bruxa que ria ao lado de Zaina.

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Harry saiu da torre e foi em direção o jardim pensar. Ele odiava usar legilimência da alma em seus amigos, principalmente por não ter um controle maior sobre o quanto ia ver, mas nos últimos dias ele se viu obrigado a verificar Hermione pelo menos uma vez por dia, como ela estava estranha ainda. E pelo que viu há poucos minutos atrás, ele teria que falar com Neville e Hannah para terem mais cuidado. Sua amiga era fanática pelas regras e havia muita coisa que ela não entendia, mas ele ainda não entendia de onde vinha essa necessidade de controlar a vida de todos a sua volta.

Olhou para o castelo apenas já sentindo o começo da saudade que ia aumentar durante as férias. No dia seguinte ele estaria embarcando no trem de volta para a rua dos Alfeneiros, ele pretendia ficar apenas o suficiente para as novas proteções serem recarregadas e de lá ele partiria para umas verdadeiras férias com seu padrinho e quem sabe, depois de relaxar o suficiente, ele conseguiria chegar as memórias que ele tanto queria. Luxor inflamou ao seu lado e pousou em seu ombro, ele tirou uma pequena caixa da perna da fênix e olhou para a delicada pulseira de ouro com pequenos pingentes em forma de lobos em volta. Ele havia encomendado à um ourives do Beco e esperava dá-la para Olívia, quando ela conseguisse sua forma animaga. Foi uma surpresa para ele quando em uma conversa com Gina a ruiva entrou em transe e viu flashes do futuro, sua futura esposa havia sorrido e dito que era maravilhoso dele incluir Liv nos planos para conseguir a forma animaga, estranho era um eufemismo para a situação, já que ele apenas tinha pensado sobre a possibilidade de tentar se tornar animago, já que com a guerra, não foi possível na outra linha de tempo.

Gina lhe confidenciara que sua prima seria uma loba de pelos castanhos avermelhados e olhos cinzentos, como era seu cabelo e olhos. Ele tentou de todas as formas possíveis arrancar da ruiva qual seria a forma dele ou a dela, mas ela apenas sorriu petulante e chamou Luxor para leva-la de volta para o Egito. Ditria o atormentara apontando que ele era macinha de modelar nas mãos da ruiva, não que ele não sabia disso. Mas precisava dizer isso a cada dez minutos? Foi quando ele pediu para a primeiro-anista tomar conta de sua serpente, antes que ele a decapitasse. Ditria havia voltado reclamando de como ele não agüentava uma brincadeira e que pra compensar ela sentia coceira da ponta do nariz até o fim da cauda, o que o divertiu.

"Do que está rindo, Harry?" a cobra sibilou esfregando a parte de baixo da cabeça em sua mão.

"Estou rindo de mim mesmo, Ditria. Eu realmente estou enrolado no dedo mindinho da ruiva, não?" ele sibilou para a cobra que parou de "se coçar" em sua mão e deslizou um pouco para fora da sua manga e o ergueu-se alguns centímetros, ele dobrou os joelhos e apoiou o braço, deixando a serpente de frente para ele.

"Agora você admiti?" ela sibilou, se sua familiar fosse humana ela estaria erguendo as sobrancelhas, ele sufocou uma risada e só sorriu para Ditria.

"Peço seu perdão pelo mal humor de antes, mas eu estava frustrado." Ele explicou pensando em como falar sobre o assunto. "Eu ainda não consegui chegar as lembranças que eu preciso, parece que a diferença de tempo entre a terceira horcrux e as duas últimas, Voldemort apenas se jogou em aprender o máximo de magia negra que conseguia por os olhos, assim como as linhagens das famílias e o recrutamento de seguidores."

"Talvez só seja preciso um gatilho específico para despertar as lembranças, como um lugar, alguém ou uma palavra." sua familiar ponderou e ele acenou disperso pensando em tudo o que fez antes de cada lembrança sobre as horcruxes.

"Eu não fiz nada que poderia desencadear as lembranças exceto que as lembranças vieram quando eu estava nos Dursley." Ele disse e parou "Um ambiente hostil é o gatilho?" ele mais se perguntou do que a serpente.

"Ou algo que tenha na casa." Ditria apontou e então ele teve uma epifania.

"A proteção de sangue."

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Minerva observou a última carruagem sair em direção a estação com os alunos. O castelo era anormalmente silencioso sem as crianças e ela sentia falta, mesmo que ela mantivesse uma mascara de severidade. Ela ouviu passos atrás dela e virou-se, encontrando-se de frente para Dumbledore. Erguendo as sobrancelhas, aguardou o bruxo falar algo, ele parecia esperar o mesmo, a porta abriu e ela olhou para Pomona parada à porta.

-Desculpe, interrompo? -a professora de herbologia perguntou.

-De forma alguma Pomona. –ela disse sem dirigir o olhar ao diretor. –Está pronta para ver minhas estufas? Há anos que deviam ter sido restauras, mas infelizmente, não tenho o seu dom com plantas.

-Podemos ir quando você quiser, Minerva. –a diretora de Lufa-Lufa disse, a professora de transfiguração apenas convocou uma grande bolsa de veludo verde profundo.

-Boas férias diretor, até o próximo período escolar. –ela despediu-se e saiu juntamente com Sprout.

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Dumbledore olhou, da sua torre, todos seus alunos saírem, alguns para não retornarem mais, outros que logo estariam de volta e um em especial que sempre desejava nunca ter que ir. Ele havia observado com atenção a interação de Harry com os alunos, o jovem bruxo havia aumentado suas amizades para as casas Corvinal e Lufa-Lufa, e até mesmo alguns Sonserinos do primeiro-ano, o que seria uma boa ajuda quando a guerra viesse novamente. Eles poderiam vir a precisar de mais espiões do que apenas Severo. E por falar em ajuda, ele ainda precisava falar com Minerva, sobre uma possível comunicação com Avalon. Era tempo de falar novamente com ela, isso se ela falasse com ele é claro. Da última vez que ele tentou tocar em algum assunto que não fosse relativo à educação dos alunos com ela, havia lhe rendido algumas azarações dolorosas e um ombro frio por dias.

Os corredores vazios de alunos lhe parecia muito errado. Alvo nunca se acostumaria com o castelo silencioso e vazio. Bateu levemente na porta, mas não houve resposta, abriu-a mesmo assim, afinal por vezes Minerva ficava imersa em suas correções de provas e não ouvia quando chamada. Ele a viu parada frente a janela observando a partida das carruagens, com um brilho estranho no olhar. Aproximou-se mais dois passos e sua velha amiga virou-se o olhando com olhos frios... e decepcionados? Ela não falou nada e ele não sabia o que ela estava pensando, era como se algo o impedisse de aproximar-se de sua mente. Minerva desviou o olhar para a porta atrás dele, ele virou-se apenas o suficiente para ver Pomona parada, com algumas palavras trocadas, sua velha amiga se despediu e deixou a sala de aula. Como tudo havia dado errado? Essa era a pergunta que ele vinha se fazendo com uma freqüência assustadora, talvez fosse hora de tentar seguir o conselho de Abe e repensar toda sua vida e decisões. Voltou para seu escritório e pegou sua penseira, começando a retirar suas memórias mais recentes com um suspiro cansado.

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Harry estava no vagão do trem com Rony, Hermione, Luna e Olívia. Neville e Hannah haviam ficado em um vagão só deles, para total indignação de Hermione, aliais, ela estava afundada em um grosso livro e não queria falar com ninguém, ele deu de ombros, ajudando Olívia em seu francês, enquanto coloriam vários desenhos de caldeirões, cada um com uma cor diferente de poção, Luna estava jogando xadrez bruxo com Rony e o ajudando a começar no básico do mesmo idioma. Ele olhou no relógio de pulso e tirou a varinha, apontando-a para a porta, murmurou um feitiço de bloqueio e de tornou o lugar imperturbável.

-O que você fez? -Hermione perguntou fechando o livro com um baque.

-Só não queria ser azucrinado por Malfoy. –respondeu com sinceridade. –Livro sobre feitiços? -ele perguntou tentando mudar de assunto.

-Como você aprendeu os feitiços que lançou? -ela perguntou crispando os olhos desconfiada.

-Lendo e praticando. –ele disse analisando sua amiga.

-Lendo? -ela perguntou cética.

-Por que é difícil de acreditar Granger? -Luna perguntou parando seu jogo de xadrez com Rony. –Só você pode aprender feitiços avançados?

-Não foi isso que eu quis dizer. –a grifinória se defendeu.

-Mas foi o que você disse Hermione. –ele falou decepcionado com sua amiga. –É tão improvável assim que eu, Rony ou qualquer outra pessoa possa aprender algo sem a sua ajuda? Quando você ficou tão arrogante? -perguntou se levantando e tirando os feitiços da porta que colocara nem um minuto atrás. –Vamos Liv, eu tenho que falar com o pessoal do time.

Ele andou com sua prima em direção o vagão que ele sabia que estava o time da Grifinória, e mesmo que não sabia onde estavam, ele teria achado com facilidade, os gêmeos haviam planejado uma festa de despedida com os amigos de seu capitão e seu irmão Percy que havia feitos os N.I.E.M's, então era fácil de saber que o vagão onde tinha balões vermelhos e dourados voando para o corredor, pessoas entrando e saindo com comida e bebida, certamente era ali que todos estavam. Olívia riu e bateu palmas quando os balões começaram a explodir e cabeças de leões apareceram no lugar delas.

Harry resolveu ficar ali grande parte da viagem. Luna e Rony apareceram algum tempo depois, juntamente com uma Hermione bastante envergonhada que murmurou um pedido de desculpas para ele, o moreno acenou vagamente aceitando o pedido, mas ficou um pouco distante da sua amiga, lhe doía pensar que sua amiga era tão arrogante e ele não havia notado em sua "primeira vida". Ele conversou com os outros alunos e juntou-se à roda de apostas sobre quem seria o próximo capitão do time da Grifinória e quem seria o próximo goleiro, ele não usou seu conhecimento do futuro. Ele queria apenas se misturar, era incrível e ao mesmo tempo lamentável, perceber o quanto ele perdeu na primeira vez, apenas por medo de ser rejeitado pelos outros.

A viajem, as conversas, os risos e brincadeiras, aos poucos foi relaxando-o. Em certa altura da viagem ele saiu do vagão e andou pelo corredor, conversando mais um pouco com outros alunos que não couberam na cabine, falou com os primeiro-anistas, mesmo alguns sonserinos, conversou um pouco com a senhora Ruterford, a mulher do carrinho de doces, eventualmente voltou para o seu vagão, ficando sozinho com seus pensamentos por algum tempo antes que Rony e Hermione voltaram.

-Luna e Olívia ficaram na festa. –o ruivo informou, o moreno acenou levemente. –Tudo bem?

-Vou ficar. –respondeu ao amigo. –Só preciso ficar nos Dursley por no máximo três semanas.

-Então vou pedir para mamãe e papai enviar uma carta para Dumbledore pedindo para você ir lá pra casa. –Rony disse animado.

-Dumbledore não manda na minha vida, Ron. –ele declarou respirando fundo. –Ele é apenas o diretor da escola que freqüento, não há motivo para pedir permissão dele para eu sair da casa dos meus parentes. –completou inclinando a cabeça contra a janela e fechando os olhos.

Ele realmente queria que as semanas na casa da sua tia passassem rapidamente, na verdade ele nem ao menos queria vê-los, mas a proteção de sangue tinha que ser recarregada. Seus parentes podiam ser odiosos, mas nem mesmo assim Harry poderia deixá-los sem a proteção adequada. A viagem de volta para Londres seguiu quieta. Quando desembarcaram, seu malão de volta ao tamanho normal, ele observou a plataforma a sua volta e viu Sirius o esperando ao lado dos Weasley, depois dos cumprimentos e abraços. Seu padrinho, que aparecera inesperadamente, fez questão de atravessar a barreira ao seu lado e ir até os trouxas com ele.

-Harry espera! –ele ouviu e virou-se, Olívia vinha correndo com alguma coisa nas mãos. –Neville pediu para te entregar. –ela disse.

-Obrigado Liv. –ele agradeceu guardando o pacote no bolso. –Tenha boas férias.

-Você também primo! -ela disse e o abraçou e saiu correndo em direção ao pai e irmão que estavam com mais malas a aguardando em outra plataforma, ele voltou-se para o padrinho e voltaram a andar.

-Olá Petúnia. –Sirius saudou sua tia, que ficou pálida ao ver o bruxo. –Vamos conversar na sua casa?

-Você não vai entrar na minha casa! -bradou Valter, o ex-maroto apenas lhe lançou um olhar desdenhoso.

-E eu imagino que você vai chamar a policia. –Sirius comentou rindo. –Bem, posso lhe poupar disso. Olá tenente Thomas. –ele disse saudando um senhor, com as vestes da Scotland Yard, que se aproximou deles.

-Lord Black. –o homem falou com um aceno de cabeça. –Este é Lord Potter, imagino.

-Sim, meu afilhado e herdeiro. –Sirius informou. –Esses são os Dursley, parentes consangüíneos de Harry, creio que seus homens já estão na região.

-Tudo como o combinado. –o tenente disse. Harry não estava entendendo nada.

-Sirius, o que está ocorrendo? -ele perguntou, olhando para os dois homens que conversavam ignorando os Dursley's.

-Lembra que você colocou seus interesses em proteção? -seu padrinho perguntou e ele acenou. –Rasmuri tomou a liberdade de comunicar à Câmara dos Lordes sobre o ocorrido, já que seus interesses aparentemente não foram bem cuidados até esse ano. –o homem completou olhando para Valter que empalideceu.

Dizer que ele não estava se divertindo ver seu tio passar por todas as cores e não poder dizer nada seria mentira. Sirius o puxou para a saída da estação e o indicou um belo Maybach preto, onde ele entrou na parte de trás. Ele viu, pela janela, o olhar invejoso e azedo de sua tia.

-Sirius o que está acontecendo? -ele perguntou quando seu padrinho entrou no carro.

-Como eu disse, Rasmuri teve que informar à Câmara dos Lordes e a Rainha Elizabeth II o que estava ocorrendo com você. –explicou com uma careta. –É o protocolo, principalmente levando em conta que seu avô foi amigo próximo do Rei George, pai da rainha. –o bruxo mais velho completou lhe entregando um livro. –Quando estava estudando as leis bruxas, também foi ensinado as leis trouxas? -perguntou interessado.

-Comecei com o protocolo da Câmara dos Lordes, visto que passo mais tempo no mundo bruxo do que no trouxa a prioridade eram os costumes e leis bruxas. –respondeu ao homem, que acenou levemente.

-Então esse livro vai lhe ajudar bastante. –disse indicando o livro. –Aí tem os protocolos principais da Câmara dos Lordes, estude o máximo que puder, pois a rainha e a câmara pediram para marcar uma audiência com você para o dia quinze agora. As boas maneiras e saudações são as mesmas que no mundo bruxo.

-Então quando eu entrar na câmara, saudarei primeiro a rainha curvando meu corpo e mantendo os olhos nos chão e depois uma rápida mesura de cabeça aos outros lordes, à exceção se os príncipes estiverem lá, que serão cumprimentados antes dos lordes e logo após a rainha. –Harry falou, lembrando da aula de etiqueta.

-Exatamente filhote. –o ex-grifinório disse. –Agora, comece a me contar como foi na escola!

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Petúnia Dursley bufou exasperada terminando de pentear o cabelo loiro, antes de descer e sair de casa. Ela teria que buscar novamente o filho de sua falecida irmã na estação e ver todas as outras aberrações que eram o povo dele. Entrou no carro com seu filho e esposo, Valter estava novamente reclamando sobre o moleque e sobre que iam mandar o menino fazer assim que chegassem em casa. Marge havia resolvido fazer uma nova visita, dizendo ser por causa de uma convenção sobre criação de cães, mas ela sabia que era apenas para botar o garoto em seu lugar, já que não o vira durante o verão.

Ela amava seu marido e filho, mas não suportava sua cunhada. Marge era fisicamente a versão feminina de Valter, mas ao contrário do irmão, a mulher era uma criatura nojenta, criando animais dentro de casa, comendo e bebendo praticamente do mesmo prato. Reprimiu um estremecimento ao pensar em deixar sua casa sozinha nas mãos daquela mulher, era quase tão ruim quanto deixar a casa com a aberração. Chegaram a estação com dez minutos de tempo, totalmente insatisfeita por ter que esperar a pequena aberração, saiu do carro e foi com o marido e filho para a plataforma. Quando as aberrações começaram a saltar pela estação, ela fez um som de desagrado.

Foi quando ela o viu atravessar a barreira juntamente com o menino. Um dos amigos do marido da sua irmã, Sirius Black, ela o vira somente uma vez quando ele foi com o pai do garoto em sua casa para Lily ir com eles em algum lugar. Ele era muito bonito, como na época que foram apresentados, os anos haviam sido gentis ao passar para ele. Uma menina correu em direção a eles, chamando o moleque e entregou um pacote e o abraçou, ela reconheceu como sendo a filha mais velha de seu primo Charlie, que morava poucas ruas acima dela, olhando em volta ela viu Charlie e o filho caçula duas plataformas depois. Ela olhou novamente para onde estava o garoto e viu que ele se aproximava. Depois de algumas farpas indiretas de Black com um suposto tenente da policia que chamou-o e ao menino de Lordes, eles saíram da estação e o moleque foi levado em direção a um carro de luxo ultimo modelo.

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Duda Dursley olhou ao redor, vendo várias pessoas saindo da parede antes do seu primo, muitas eram meninas muito bonitas. Aproveitando que seus pais estavam distraídos esperando seu primo, ele tentou piscou e lançou alguns beijinhos para algumas meninas, mas elas apenas o olharam com desdém e seguiram os seus caminhos. Era o mesmo olhar que Potter recebia de seus pais. E por falar na aberração, ele estava vindo junto com um homem mais velho.

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Elizabeth desembarcou na área destinada à viagens internacionais no ministério da Magia juntamente com Malika, Gina e o irmão mais velho da ruiva, Guilherme Weasley, mais conhecido como Gui. Ela carregava uma maleta de mão com apenas alguns documentos e duas vestes trouxas que ela usaria quando fosse fazer compras na Londres trouxa. Foi pouco tempo desde que colocara sua conta e as de seus filhos sob a proteção do duende Rasmuri e o mesmo havia conseguido triplicar seus lucros e rendimentos nesse período. Não que dinheiro alguma vez foi um problema para ela e sua família, mas agora seus futuros netos poderiam levar uma vida confortável sem trabalhar um dia em suas vidas, o que antes não teria sido provável.

Ela colocou sua bagagem sobre a mesa da fiscal do ministério e a mesma fez alguns feitiços de detecção enquanto ela preenchia uma ficha de entrada no país. Ao seu lado Malika, Gina e Gui faziam o mesmo. Era apenas uma questão de pouco tempo até que Dumbledore soubesse da sua "volta oficial" à Grã-Bretanha.

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N.A: Olá a todos! Desculpem a demora na atualização, mas tive um pequeno travamento e enquanto estava relendo a fic para ter algumas idéias, vi que o FF. Net engoliu linhas, palavras e até parágrafos inteiros nos capítulos anteriores, então tive que consertar cada um. O Site continua com problemas quando para do word para a net, algumas vezes o que era para ser sublinhado aparece sem a edição adequada e ta me deixando doida isso! Mas enfim, espero que tenham gostado desse capitulo, a versão do "Livro 3" foi bem mais curta pq pra mim, embora tenha sido um bom livro, foi mais para encher lingüiça, se é que entende.

Guest: Não desisti não, mas tive problemas como já disse, espero que tenha gostado desse capitulo.

MaryAnne: Que bom que gostou, espero que continue a ler e comentar.

Sarah Weasley Potter Black: Acredite tem pseudo-bailarinas que não dançam pelo amor a dança mais para se exibir, e a forma como elas olham e me portam durante a dança deixa algum que deveria ser sensual, completamente vulgar! Tem alguns vídeos no youtube, vou procurar e depois de passo os links.

Anelisa Souza: Que bom que gosta da fic, fico feliz em agradar.

Ilyatur: Sim, nesse capitulo eu expliquei o que eu sempre achei qual era o problema do Rony e isso vai der de grande mudança e ajuda no Ron daqui pra frente.