Olá! essa é a segunda história que posto aqui, a primeira acabou sendo deletada, mas quem sabe um dia eu posto ela de novo. Enfim... a historia está aqui apenas para divertir e os personagens exclusivamente são de autoria deRumiko Takahashi.Apenas o enredo me pertence. Bom, Espero que gostem!

Boa Leitura...

Sinopse completa: Para um solteirão convicto como Inuyasha Taisho, assumir o lugar de seu irmão mais velho nos negócios da família no cargo de presidente da filial americana, era uma grande responsabilidade e ainda assim, um desafio que teria o prazer de superar. Na primeira reunião que teria depois de sua posse, ele fez uma viagem a Las Vegas onde conheceu a irresistível publicitária, Kagome Higurashi. Kagome só havia ido à Las Vegas para acompanhar sua amiga Sango, e não estava à procura de nenhum caso amoroso, mas foi inevitável quando viu Inuyasha. E quando estavam prestes a se despedir como se nada tivesse acontecido, em uma noite eu foi completamente apagada da mente deles, eles se casaram. Agora teriam que lidar com um casamento não planejado e a possibilidade de se apaixonar perdidamente um pelo outro.

Capitulo 1

O toque insistente dos dois celulares despertou-os do profundo sono, a luz já invadia o quarto sem medo, mas para os dois, a escuridão seria o melhor presente, pois suas cabeças latejavam em dor e suas memórias não passavam de linhas tênues. Automaticamente Kagome tateou o pequeno criado-mudo ao lado da cama até encontrar seu celular, atendeu a chamada sem demora. O toque estava irritando-a profundamente, o que só fazia sua enxaqueca aumentar.

— Kagome Higurashi, quer me matar de uma vez? — A voz estridente de sua mãe soou do outro lado da linha.

Kagome apertou os olhos ainda fechados, tentando amenizar o eco em seu ouvido

— Mãe. — Ela resmungou ao identificar a fala

— Primeiro, fale mais baixo, estou com uma puta dor de cabeça. – Continuou em baixo tom – E segundo, bom dia para a senhora também.

— Nada de gracinhas, Kagome! Como você se casa sem avisar? Você quer acabar comigo e seu pai? — Ela estava realmente brava e a audição de Kagome sentia isso dolorosamente.

Dessa vez ela abriu os olhos e riu alto. Sua mãe estava definitivamente louca ou alguém havia lhe passado um trote.

— Quem falou essa enorme besteira?

Olhou distraída para o lado e viu as costas nuas de Inuyasha encarando-a. Ele parecia estar com a cabeça abaixada, e o celular um pouco afastado do ouvido, de qualquer jeito ele era extremamente desejável. Kagome traçou uma linha com os olhos desde o pescoço até a cintura masculina, encontrando as provas de uma noite apaixonante.

— Kagome? Você me escutou? — Sua mãe a despertou mais uma vez de seus sonhos, dessa vez cogitava a real possibilidade de desligar o telefone a qualquer minuto.

— Não, estava um pouco distraída. A senhora poderia repetir? — Ela pronunciou cada palavra com extrema polidez, atingindo um nível de deboche.

— Segundo o post, você se casou com Inuyasha Taisho noite passada em uma capelinha em Las Vegas — Narrou ela com desdém.

A mulher só pôde rir novamente. O NY Post estava ficando sem assunto e inventava uma besteira pior que a outra. Ela passou a mão pelos cabelos e o rosto, tentando achar forças para acalmar sua mãe, mas sentiu uma saliência em sua mão esquerda que não lembrava de possuir. Olhou para a mão e a viu ali, a aliança, uma fina banda de ouro reluzente depositada exatamente em seu dedo anular. Como era possível? Alguém só podia ter feito uma brincadeira com ela, ela não se lembrava de absolutamente nada.

- Mãe, vou desligar. Depois eu ligo para a senhora. – Antes de ouvir algum protesto, encerrou a chamada.

Kagome olhou para o lado e percebeu que Inuyasha tinha seus olhos fixos em sua mão esquerda enquanto pronunciava palavras em algum idioma que ela não se deu o trabalho de identificar. Não podia ver sua expressão já que ele estava sentado de costas para ela, mas ele parecia incrédulo pelo modo que balançava a cabeça.

Ela, então, largou o aparelho celular em algum lugar e se focou na possibilidade de estar casada, mesmo que naquele momento ela só pensava no comprimido divino que acabaria com sua enxaqueca. Porém, depois de alguns instantes ela passou a dizer a si mesma: "Isso não pode ser verdade, eu vou olhar de novo para a minha mão e não vai haver nada ali, nadinha!".

Assim, fechou as pálpebras com força, se recusando a abrir os olhos e analisar a mão tremula que ela havia levantado à frente do rosto. Contando até "três" mentalmente, ela esperava conseguir abrir logo os dois olhos rapidamente, mas abriu apenas vagarosamente um dos olhos e viu o monstro dourado. A pilantra estava ali, brilhando debochadamente para ela, com uma pedrinha medíocre!

Olhando para o belo homem ao seu lado e para a aliança repetidas vezes, enfim se deteve apenas naquela coisa diminuta e brilhante.

— Oh Deus! — Então ela havia mesmo se casado com ele.

Inuyasha terminou de ouvir todos os xingamentos possíveis em três línguas diferentes para só então desligar o celular. Sua mãe estava realmente brava com ele, era impressionante como uma notícia dessas podia atravessar o oceano em menos de 12 horas e causar tantos estragos quanto causou. Olhou uma última vez para a mão, para ter certeza antes de se virar para a mulher com quem dividia a cama.

Kagome estava focada na mão que descansava sobre suas pernas dobradas junto ao corpo, seus cabelos desalinhados ainda pelo sono, caiam sobre seus ombros cobrindo-lhe os seios. Ele poderia ficar excitado com a cena se não tivesse que pensar em um casamento não planejado, e nas atuais circunstâncias, seria ainda mais doloroso para a sua cabeça pensar em duas coisas ao mesmo tempo. Kagome percebeu que o homem estava olhando-a, mas mesmo assim demorou alguns instantes para criar coragem e encarar seu marido.

— Então... Eu e você, você e eu... — Ela gesticulava repetidamente apontando para si e para ele. – Nós?

— Nos casamos? — Com o cenho franzido, ele completou a frase dela.

— Acho que sim — Kagome entortou suas feições em uma careta horrível, tanto pelas marteladas dolorosos em sua cabeça, quanto pela admissão do que tinha feito – O que vamos fazer?

Anular o casamento? Ele pensou. Esse seria o modo mais fácil, mas a bagunça já estava feita e se o contrato fosse anulado, as conseqüências seriam mais retumbantes.

— Minha mãe já sabe. Aparentemente, não está tão contente quanto eu esperava que ficasse um dia com a notícia de meu casamento.

— A minha quase estourou meus tímpanos, ela está realmente brava. — Desviou os olhos do rosto dele, olhando para o nada ao repousar o deixo sobre os joelhos.

— Parece que estamos encrencados... — Com a mente ainda nublada, pensar em uma solução para tudo aquilo parecia uma tarefa impossível de concretizar.

— Com certeza! — Em sinal de rendição, ela deixou os braços pesados caírem ao lado do corpo e a cabeça para trás, fechando os olhos.

Ele passou as mãos nos cabelos tentando se concentrar em seus embaralhados pensamentos, mas estava muito difícil. Durante o tempo que estivera em Las Vegas, todas as vezes que ele olhara para Kagome, o bom senso parecia sumir do seu alcance, como se concentraria com uma mulher como aquela à sua frente? Ainda mais pensando que agora, por bem ou por mal, ela era sua esposa.

Ela se levantou da cama, proporcionando uma visão magnífica de seu corpo. Passou a mão nos longos cabelos, para domar um pouco os fios rebeldes e sem demora, vestiu o robe de seda preto que antes estava jogado ao chão. Abriu a gaveta do criado mudo ao lado da cama e pegou a cartela dos comprimidos milagrosos que ela tanto ansiava, destacando automaticamente dois deles. Engoliu o seu a seco e ofereceu-lhe o outro, imaginando que ele estaria com a mesma enxaqueca que ela.

— Não obrigado, só preciso de uma caneca de café bem forte — Inuyasha demorou para responder, pois estava focado na abertura do robe que deixava o vale dos generosos seios á mostra.

— Então o que vamos fazer? — Dando de ombros ela tomou o segundo comprimido também. Já começava a sentir o efeito psicológico do comprimido tomado e isso a deixava muito aliviada, pois preferia ficar dopado a sentir dor com a que estava sentindo instantes antes.

— Quanto a que? — Ele ainda não conseguia raciocinar direito, Kagome havia dado um frouxo laço e a cada movimento dela, o mesmo se soltava cada vez mais, vagarosamente.

Sim, seu marido estava hipnotizado, ela percebeu. Não fazia questão de tirá-lo do transe, era muito prazeroso ver o desejo que ele sentia por ela escrito em sua testa, mas no momento tinham que resolver um problema, depois, eles poderiam se entregar um ao outro incondicionalmente, como já haviam feito antes tantas vezes.

— Quanto a isso, Inu — ela apontou para a aliança no dedo dele

— Ah isso, — E olhou para a própria mão — não consigo pensar direito ainda. Nem me lembro do que aconteceu noite passada...

— Somos dois — ela se sentou na cama e só então olhou para o relógio sobre o criado mudo que marcava uma hora da tarde. – Acho melhor a gente pedir algo para almoçar, meus estomago está rugindo por comida!

Ele achou engraçado o modo como ela fez o comentário, mas não tinha humor nenhum para rir. Durante a semana que passaram juntos, ele havia aprendido que ela era uma mulher muito enérgica, não tinha medo de ser espontânea e dizer qualquer coisa que lhe viesse à mente. Ela não tinha medo de ser ela mesma. Todas aquelas mulheres plastificadas, cobertas por artifícios que tinha a intenção falha de fazê-las mais bonitas, não eram páreo para Kagome. Ela era única, com ela a vida jamais seria monótona. Ele sabia disso e achava um idéia interessante.

— O que quer comer? — Inuyasha perguntou distraído enquanto a olhava pegar algumas roupas jogadas pelo chão a caminho do banheiro.

— Pizza. Você escolhe os sabores, preciso de um banho! Nos vemos em 30 minutos. — As palavras rápidas foram pontuadas pelo som da porta do banheiro batendo com força.

Com Kagome longe, ele pôde se concentrar em seus pensamentos.

Quando olhou a sua volta o espaço parecia ter sofrido com a força de um furacão. Roupas jogadas por todos os cantos e cobertas caídas ao pé da cama eram conseqüência de uma noite febril de paixão e total entrega. Algumas das lembranças começaram a voltar em flashes rápidos, pouco definidos ou detalhados. Mas era o suficiente por enquanto.

Lembrou que seu fiel amigo, Miroku, e seu novo caso romântico, Sango, estavam presentes na capela. Lembrou da urgência dos dois ao pisarem no quarto, a falta de responsabilidade que pontuava cada pequeno ato daquela noite. Mas ele precisava admitir, não queria se arrepender de nada... Claro que não pensava em se casar, Kagome era a mulher que pedira a Deus, preenchia todos os requisitos de "acompanhante perfeita", mas ele só tinha adoração por ela, nada mais.

Antes seu sono, agora seus pensamento haviam sido interrompidos por aquele toque irritante do celular. Inuyasha cogitava realmente jogar o aparelho janela a fora. Mas ainda precisava dele.

— Inuyasha Taisho — Atendeu como de costume.

— Espere, eu preciso de um tempo pra entender. Então você, Kagome Higurashi, se casou em uma capela em Las Vegas e praticamente o mundo inteiro sabe? Menos eu, que não me lembro de nada — Sango tentou organizar sua mente, com esse breve resumo da historia pouco detalhada que a amiga havia lhe contado.

— Só meus pais sabem, Sango — sua voz era abafada pelo barulho da água correndo do chuveiro, logo desligaria o telefone para tomar seu tão desejado banho

— E qual a diferença? — Ela riu, mas logo se conteve. Ressaca. Kagome deduziu que sua amiga estava sofrendo da mesma dor insuportável que ela mesma sentia.

— O real problema é a separação. As pessoas sabem que nos casamos, o escândalo seria grande e tudo o que eu não preciso agora, é um escândalo.

— Vocês vão encontrar um modo de sair dessa — Sango tentou reconfortá-la

— Eu espero que sim... — Ela suspirou — vou desligar, ainda tenho que encontrar uma solução.

— E eu tenho um encontro com uma porrada de analgésicos

Rindo Kagome desligou, deixando o celular sobre a bancada e despiu o robe a caminho do boxe. O vapor já havia tomado conta do banheiro amplo e a banheira no outro lado do cômodo havia sido uma enorme tentação, mas ela precisava ser rápida. Então ali estava, embaixo da corrente intensa de água, deixando cada músculo tenso relaxar com o calor e a pressão. Os cabelos logo ficaram encharcados acentuando-lhe a cor negra e manteve seus olhos fechados com o intuito de se concentrar em relaxar.

Ela demorou um tempo considerável. Inuyasha já estava impaciente, já havia tomado seu próprio banho no banheiro menor da suíte, a caneca de café estava vazia sobre a mesa de centro da sala adjacente e só estava esperando por ela para comer seu almoço. Kagome saiu do banheiro vestindo apenas um vestido curto que havia deixado na suíte dele em uma das noites que eles compartilharam. Ele não podia deixar de admirá-la, por mais que tentasse, não conseguia se concentrar em seus problemas com ela por perto.

— Desculpe a demora, a pizza já chegou? — Kagome penteou com os dedos o cabelo já seco, prendendo-o em um coque alto.

— Já, estava só lhe esperando. — Falou mostrando um sorriso natural diante daquela figura irresistível.