Capítulo 6

Vamos nos entregar para a noite [...]

Certo ou errado, isso tem que continuar

Depois dessa noite, deixaremos tudo para trás

- Surrender por The calling


- Vamos aonde, Inu? – Kagome questionou despreocupada quando estavam seguindo por uma rua desconhecida.

Como resposta, não escutou nada.

- Aonde vamos? - Insistiu

Então perguntou uma segunda vez e novamente não obteve resposta, virou o rosto para encará-lo, incomodada com a ausência de palavras dele.

Um pouco desconfiada, Kagome analisou o rosto de seu marido, virado de perfil para ela. A expressão dele era serena, e o mesmo não fez nenhum comentário quando percebeu o quanto ela o fitava profundamente, apenas curvou os lábios em um sorriso de canto sem tirar seus olhos da rua à sua frente.

Ela havia aceitado sair com ele naquela tarde, sem mesmo saber para onde ele planejava ir, estava mais interessada em sair de casa, já que não queria outra surpresa ou reunião de família, então, julgou que seria prudente ficar o mais longe possível do lugar onde tudo aquilo acontecia.

- Poderia tirar esse sorriso do rosto e me dizer onde está me levando? – Colocou um pouco mais de ênfase à sua fala como um aviso para que ele não a ignorasse.

Tinha medo que ao tentar fugir de uma nova surpresa, estivesse correndo justamente ao encontro dela.

- Não.

Um simples e decisivo 'não'.

Percebeu que sua abordagem não funcionaria com ele, aquele homem não se sentia ameaçado por nada e não falaria a mesmo que, por ventura, estivesse com vontade de fazê-lo.

- Me conte Inu, por favor? Estou curiosa. – Ela soou até irônica quando mudou tão rapidamente a entonação da sua voz, agora ela pedia que ele a contasse aonde estavam indo, não ordenava e até falou por favor! Ele não poderia dizer não novamente.

- Vamos, me fale!

- Inu, por favor. – Tentou se virar para ele, mas foi impedida pelo cinto de segurança, mesmo assim, colocou a mão sobre o ombro dele.

Sem resposta novamente sua paciência chegou ao limite

- Inuyasha Taisho, diga agora onde está me levando! - Kagome era uma curva oscilante de emoções, todas explícitas em sua voz.

- Não.

Sim, ele tinha lhe respondido "não" novamente. E agora estava com medo desse mistério todo que ele estava fazendo para não contar a ela o lugar para onde iriam. Tentando não demonstrar isso, cruzou os braços sob o peito e virou o rosto para a sua janela, bufando para fazê-lo perceber que ela não estava feliz com aquilo. Preferia ficar emburrada a admitir que estava considerando a possibilidade de pedir que ele a levasse de volta para casa, apenas por causa da perspectiva de ganhar uma surpresa como aquelas que já teve.

Secretamente, Inuyasha estava satisfeito com toda aquela reação dela, primeiro porque irritá-la era uma verdadeira diversão e segundo porque jamais passaria pela cabeça dela onde ele estava indo. Aquele dia havia sido planejado com cuidado quando ele retornou ao seu escritório para deixá-la dormir na noite anterior, e nada o impediria de fazer tudo o que tinha pensado.

Ao começar pela manhã, deixou que ela dormisse o quando quisesse, pois ela fez justamente isso, só acordou depois de uma overdose de 12 horas de sono - ele ainda teria que entender como ela conseguia dormir tanto. Depois almoçaram com Kaede e em nenhum momento ela achou que seria o foco dos planos dele para àquela tarde já que durante as refeições, ele estava mais ocupado interrogando a senhora à respeito da noite que ela teve e não quis lhe contar os detalhes. Kagome gostou de ver Inuyasha ficar sem saber o que fazer para tirar as respostas de Kaede, ela se esquivou de todas as perguntas habilidosamente, como se conhecesse os pensamentos de Inuyasha, algo que Kagome não duvidava que ela fizesse.

Anotou mentalmente todas as táticas de Kaede, já que elas poderiam ser úteis na posterioridade.

À tarde, cada um se concentrou em seu próprio trabalho, pois no dia seguinte começariam mais uma semana que não seria fácil para nenhum dos dois.

E só quando Inuyasha a convidou para um passeio e ela aceitou sem questioná-lo, que ela deixou seus rabiscos para uma nova campanha de lado, para dar a si mesma um momento de paz. Porém, vendo a situação atual, sua paz devia ter ido parar em outra galáxia.

Para quebrar o silêncio que se estabeleceu entre os dois, Kagome fez a ultima tentativa:

- Não vai mesmo me dizer para onde estamos indo?

- Não – Aquele 'não' era definitivamente irritante!

- Ótimo!

Ela ligou o som do carro no volume mais alto que seus tímpanos puderiam aguentar e procurou uma música bem barulhenta para incomodá-lo. Um som pesado tomou conta do carro e nem as janelas abertas até a metade puderam diminuir a intensidade daquela música horrível.

Inuyasha tentou ignorar aquilo, mas era impossível, suportou até que seus dedos procuraram desesperadamente o botão para desligar aquela coisa. Kagome tornou a ligar, e ele repetiu o movimento, desligando.

Ficaram nessa brincadeira infantil de 'liga e desliga' por tempo suficiente para fazê-la rir satisfeita com o aborrecimento que apareceu por um instante em seu rosto. Ela ia deixar aquele som grotesco tocar de novo, mas Inuyasha a impediu rapidamente. Tinha deixado a mão por perto do som para segurar a dela assim que ela fizesse algum movimento que pudesse significar o fim de sua audição.

- Se você me disser aonde vamos, eu paro. – Chantageou ela. Sabia que estava sendo chata demais, mas ele merecia.

- Se você parar, vai saber aonde vamos.

A morena teria tirado a mão de perto do aparelho se a mesma não estivesse sendo segurada por ele.

- Me diga, Inu, odeio surpresas! – Olhou diretamente para ele, mas ele sempre falava sem fita-la. Pelo menos era responsável quando se tratava de prestar atenção à estrada.

Ele tinha levado as mãos unidas até o alto da sua coxa, pousando as por lá, enquanto acariciava com o polegar o centro da palma dela uma vez ou outra.

- Você vai gostar dessa e já estamos quase chegando. – Olhou rapidamente para ela apenas para dar um meio sorriso, deixando clara a certeza que ele tinha de suas palavras.

Aquele leve indício de um sorriso a deixava desconcertada. Quando imaginava um homem bonito em nada se assemelhava à Inuyasha. Ele era muito mais do que qualquer fruto de sua imaginação extremamente fértil, ou até mesmo que havia visto em seus 27 anos. E se ela quisesse, ele seria seu amante por um bom tempo, apenas seu.

Era um luxo ter esse pensamento, mas era sua doce realidade. Afinal, aquele casamento por acidente, teve algumas vantagens interessantes.

Ela acabou se esquecendo de lutar para recolher sua mão repousada na perna dele. Perdeu-se em seus pensamentos ainda mais quando parou para observar o rosto que estava virado de perfil para ela novamente. Ele não parecia concentrado exatamente na tarefa de conduzir o carro, fazia isso com uma facilidade natural, talvez estivesse, na verdade, com a cabeça nos contratos e gráficos de crescimento mensal e semestral que ele estava estudando em casa antes de sair. Parecia que estava com vários pensamentos ocupando sua mente na verdade, e ela daria tudo pra saber quais eram. Então, começou a cogitar o que poderia ser.

Ele havia estacionado o carro e aberto a porta para ela, e ainda precisou anunciar que já estavam no tal lugar para despertá-la de seus pensamentos.

- Chegamos.

Kagome se surpreendeu quando viu que logo à sua frente, o sol de fim de tarde provocava sombras nos brinquedos gigantescos de um parque de diversões que funcionava a pleno vapor.

Havia uma roda gigante colorida com azul, amarelo, vermelho e verde, tinha suas estruturas de ferro cobertas por luzes que começavam a aparecer à medida que o sol se punha. Ao longe podia escutar o grito das crianças na montanha russa onde o carrinho andava tão veloz quanto um projétil e ainda havia a torre que morria de medo na infância e o carrossel que era seu brinquedo favorito.

- É mesmo um parque de diversões? Você está brincando comigo, não é? – Falou sem emoção, tentando ainda assimilar o significado daqueles gigantes brinquedos juntos.

Essa não era realmente a reação que esperava dela, queria que ela ficasse feliz e entusiasmada com a surpresa.

- É sim. – Ele deu de ombros e começou a caminhar, ligando o alarme do carro um pouco antes.

- Eu amo parques de diversões! – Ele veria que seus olhos estavam brilhando ao dizer isso, mas não conseguiu enxerga-la, só escutou-a falando ao seu ouvindo e abraçando o pelas costas.

- Que bom. – Respondeu simplesmente, trazendo-a para seu lado para que pudesse envolvê-la pelos ombros. – Então vai gostar desse.

Quando ele sorriu, ela retribuiu por um breve momento, mas muito breve. À medida que iam se aproximando dos monumentos coloridos, a face de Kagome ia assumindo traços maravilhados. Qual foi a última vez que estive em um parque desses? Ela se perguntava.

Na verdade, fazia anos desde a ultima vez que sua mãe levou ela e seu irmão a um parque. Naquela ocasião ela não deveria ter um pouco mais do que 13 anos, mas ainda era capaz de se divertir como qualquer criança com a metade de sua idade. E vendo aqueles brinquedos ali à sua frente, tinha certeza poderia fazer o mesmo.

Havia milhares de brinquedos ali, jogos também. Estiveram tão entretidos que não notaram o tempo passar, não notaram que já estava noite e mesmo assim ainda tinham vários brinquedos para ir. Realmente pareciam duas crianças.

- Vamos ao carrossel agora! – Kagome decretou, arrastando ele por entre a multidão de crianças alegres e pais impacientes. A imagem daqueles unicórnios e cavalos coloridos se aproximava cada vez mais de Inuyasha e causava-lhe arrepios.

- Nem pense nisso. - Ele usou seus próprio corpo como contra-peso, impedindo-a de continuar aquela caminhada fatal. - Qualquer coisa menos o carrossel.

- Vamos! Será divertido. - Ela garantiu, piscando diversas vezes, usando tudo o que tinha para convencê-lo.

- Vamos à montanha russa.

- Mas eu quero o carrossel, é minha vez de escolher – sua boca se contraiu em um biquinho de teimosia, mas ele não cedeu, e já começava a levá-la para o outro brinquedo.

- Kagome, minha querida e amada Kagome – ele parou para que pudesse encará-la com intensidade. – estamos em um parque de diversões, cheio de crianças com menos de um quarto da nossa idade. Eu já estou me sentindo uma criança de 8 anos, e até faço qualquer coisa, mas o carrossel não. Vamos à montanha russa, certo?

Ela não lhe respondeu nada, apenas o fitava diretamente nos olhos. O homem entendeu aquela falta de palavras como se ela não tivesse nenhuma objeção para fazer, então continuou a caminhar segurando-lhe a mão para que ela o acompanhasse.

- Carrossel! - virou-se para a figura dos cavalos coloridos como se tentasse alcançar o brinquedo com as mãos. Por dentro, estava rindo como ninguém, toda aquela cena causava um sentimento de impaciência visível em Inuyasha. E irritá-lo era a coisa mais prazerosa que existia.

Quem visse aqueles dois, em outras circunstâncias de idade, poderia identificar uma criança teimosa e seu pai persistente e isso era o que tornava tudo aquilo engraçado. Fazer joguinhos era um verdadeiro passatempo.

- Vamos ao carrossel depois? – falou de novo quando já estavam se acomodando no carrinho que tinha a frente na forma do bico de uma aeronave propositalmente para cortar o ar e adquirir mais velocidade.

- Você adora me testar, não é mesmo?

- Sim, adoro! – ela riu abertamente e ele, vendo que ela estava empenhada demais em atormentá-lo, a ponto de esquecer que afivelar o cinto antes da barra de segurança descer, fez isso para ela, deixando a rir da cara dele o quanto quisesse.

Naquela mente engenhosa uma imagem bizarra havia se formado, Kagome estava imaginando aquele homem quase monstruosamente grande, sobre um daqueles unicórnios coloridos e sorridentes. Só presenciar aquele fato único na história já teria valido sua noite, se encarregaria até de tirar algumas fotos com o celular para ter certeza que alguém, nesse caso Miroku, atormentasse ele ao máximo quando ela já tivesse saído da vida de Inuyasha. Mas tinha plena consciência que ele nunca faria isso, era orgulhoso e preocupado demais com sua imagem para colocá-los a perder.

- Em que está pensando? – perguntou por descaso quando travou o próprio cinto.

- Nada demais, só imaginando o quanto você ficaria lindo sobre um daqueles unicórnios. – apertou a bochecha dele ainda com resquícios de uma estrondosa risada e beijou-o no mesmo lugar.

Ele só teve tempo de revirar os olhos para ela, não tão divertido como deveria, pois o brinquedo foi acionado e em instantes eles já estavam correndo em alta velocidade sobre os trilhos, sujeitos às curvas e descidas suntuosas. Kagome realmente se divertia, deixava a adrenalina tomar conta de seu corpo enquanto o vento golpeava com força seu rosto, jogando seus cabelos para. Como as outras crianças ela gritava de puro entusiasmo e erguia os braços para o alto pra que pudesse sentir-se ainda mais livre. Já ele preferia observá-la apenas já que aquele brinquedo não o divertia tanto quanto ela. Se não fossem pelos seus gritos incrivelmente agudos, ele gostaria ainda mais.

- Eu acho que fiquei surdo depois dessa – ele resmungou

- Ah! Foi divertido!

- Não era você quem queria ir ao carrossel?

- Queria que você fosse

A risada dela foi substituída por um interesse repentino no algodão doce que uma criança passava segurando. Os olhos dela acompanharam aquela combinação de açúcar e corante até que saísse de seu campo de visão.

- Vamos, vou pegar um daqueles pra você. – ele já colocava o braço em volta dos ombros dela sem que percebesse, pois estava hipnotizada demais por aquele doce.

- Não, é muito longe, to cansada. – parou antes que ele desse mais um passo, reclamando.

- Você não dormiu o suficiente? – perguntou incrédulo, olhando-a diretamente.

- Não. – simples e definitivo, como ele lhe respondera antes.

- Alguma vez você dorme o suficiente? – ele insitiu

- Não

- Ótimo, eu carrego você até lá então. – sem se deixar abalar por aquele tom decisivo e o sorriso atrevido, sabendo que ela queria lhe dar o troco por mais cedo, ele sugeriu a ela.

- Como? – Kagome queria que ele repetisse o que havia acabado de falar, porque achou que realmente estava escutando coisas. Como ele ia carregá-la em um parque cheio de gente? Isso parecia divertido!

- Suba nas minhas costas – ele se colocou a frente dela, esperando que ela reagisse.

- Sério? - Ele apenas virou a cabeça e lhe sorriu, confirmando.

Ela não hesitou em fazer o que ele lhe propôs, subiu nas costas dele mantendo suas pernas enroscadas no torso dele, enquanto, para lhe dar mais segurança, ele tinha as mãos lhe segurando na parte de trás das coxas. Não era nem um pouco difícil pra ele, sustentá-la, e gostava muito da sensação daquele corpo feminino colado ao seu.

- Achei que você fosse mais leve – provocou ele

- Mas eu sou leve como uma pluma! – como se estivesse ofendida, ela retrucou, mesmo sabendo que ele estava brincando, ou era melhor que ele estivesse, para seu próprio bem.

- Não deveria ter comido aquele cachorro-quente. – continuou importunando-a.

Ela o ignorou, bufando como se estivesse soltando fogo pelas narinas, e em resposta, ele riu com tanto vigor que quase perdeu o fôlego.

- Você é linda, sabe disso.

- Sei. – Ela concordou com um sorriso convencido nos lábios, que ele não pode ver, mas pelo tom de sua voz ele sabia.

Kagome apoiou o queixo sobre o ombro dele, mantendo as mãos um pouco a frente, na altura do seu peito. Era legal ver as coisas dali de cima, para onde quer que olhasse, via alguns casais apaixonados, a maioria adolescentes, caminhando abraçados por entre as crianças que transpiravam energia e animação. Todo aquele ambiente era contagiante, trabalhava bem para ajudar a se livrar de qualquer preocupação que não envolvesse qual o próximo brinquedo em que iriam se divertir ou algo parecido.

- Como você encontrou esse lugar? – ela já podia ver várias crianças carregando algodão-doce e podia até sentir o gosto se derretendo em sua boca à medida que se aproximavam do vendedor.

- Minha mãe trazia a mim e meus irmão quando éramos pequenos, sempre, durante todo o verão.

- Eu nem sabia que esse parque existia!

- Até meu irmão gostava daqui. Quando mais velho, ficava de emburrado quando vínhamos, mas era só para manter sua pose de durão, sei que ele trouxe muitas namoradas aqui no colegial. – chegaram até o senhor sorridente que vendia algodão-doce e Inuyasha pediu que fizesse o maior possível para Kagome.

Os olhos azuis pareciam refletir um brilho infantil de puro encantamento à medida que via aquele doce adquirir forma nas mãos habilidosas do senhor, quando ele lhe entregou então, se sentiu uma completa criança, mas era um estado tão bom! Nem se lembrava mais do prazer simples de se divertir em uma montanha russa ou um carrinho bate-bate, muito menos do gosto daquela nuvem doce e colorida que se dissolvia em sua boca.

- Então, essa é uma tática dos homens Taisho? – ela retomou a conversa após seu breve momento de deleite pessoal.

- O que? – perguntou distraído.

- Trazer as mulheres aqui...

- Não, é algo do meu irmão, a única mulher que trouxe aqui foi Ayame, minha irmã.

A confissão e o modo natural como ela a fez, deixou-a desconfortável, e instantaneamente ela ficou sem saber ao certo o que deveria falar ou fazer.

- Quer um pouco?

Antes que ele respondesse, ela lhe deu um pedaço na boca, mas não acertou exatamente o alvo, pois não conseguia ver seu rosto. Ele apenas riu diante do nervosismo dela, era algo muito tolo, mas ele não deixou de apreciar.

- Você tem uma péssima pontaria, K-chan. – comentou, passando a língua ao redor da boca para limpar o açúcar;

- Se você estivesse no meu lugar, também não acertaria. – ela retrucou sem parar de comer, como se nada houvesse acontecido.

- Eu sempre acerto – e virou-se para olhar para ela, afirmando suas palavras com um sorriso malicioso nos lábios.

- Convencido! Vamos, quero descer, essa sua prepotência é contagiante.

Quando ela reclamou, ele logo a colocou no chão e gostou de finalmente pode olhar para o rosto dela e os lábios tingidos com os resquícios do açúcar rosa. Algo o impulsionou a prova daqueles lábios, sentindo a textura, o sabor adocicado e ainda a maciez e sua pele quando tocou as faces com o polegar, acariciando levemente. Ali estavam os contrastes da mulher com a menina, uma luta harmoniosa que a tornava a mulher cada vez mais irresistível para ele.

- Eu disse que sempre acerto – murmurou sem tirar as mãos de seu rosto e distanciando-se dos lábios entre abertos dela.

- Convencido – ela repetiu, abrindo os olhos que no meio do beijo haviam se fechado e um sorriso que iluminou todo seu rosto também se abriu.

- Vamos para casa?

- Ainda quero tentar aquele jogo do tiro ao alvo! - Kagome quebrou o encanto daquele beijo completamente, mas ele não se importava essa era a parte da criança que tanto gostava nela.


- Vai mesmo tentar ganhar de mim? - Ele questionou se mostrando incrédulo até em sua postura displicente encostado no balcão, onde ela apoiava os quadris para dar seu primeiro tiro de uma espingarda de pressão inofensiva e acertar seu alvo que permanecia em movimento para dificultar seu objetivo.

- Fique quieto, preciso me concentrar – Kagome resmungou, levando tudo aquilo muito a sério. Ela tentava mirar o alvo, mas com todo aquele movimento, não sabia o momento certo para puxar o gatilho.

- Para quê tanto estresse querida? É fácil! – O sarcasmo em sua voz atingiu os ouvidos dela em cheio, mas não foi tão revoltante quanto a risada estrondosa que fez todo o corpo potencialmente masculino chacoalhar como uma folha de papel ao vento.

- Faça melhor então! - Rogando-lhe várias pragas indecorosas, ela lhe entregou-lhe a espingarda. – E eu quero aquele urso ali.

Apontou para o maior dos prêmios, um urso de pelúcia que tinha a metade do tamanho dela.

- Vamos ver se é tão fácil assim acertar todas as 3 rodadas.

- É mais fácil do que levar você pra cama. – Sussurrou no ouvido dela antes de empunhar a arma e mirar com precisão, acertando o primeiro tiro e o segundo em seguida.

Ele era bom naquilo, Kagome admitiu irritada, cruzando os braços sobre o peito e bufando ao mesmo tempo. Mas ninguém conseguia acertar 9 tiros seguidos, era impossível. Bem, talvez fosse possível, mas Inuyasha não poderia ser tão bom em tudo...

Ela comemorou quando ele errou o primeiro tiro da segunda série, onde os alvos se moviam mais rapidamente. Se tivesse aceitado, poderia ter recebido um premio equivalente a sua vitória da primeira rodada, mas preferiu pagar outra rodada, começando novamente.

Como uma calma palpável, ignorando qualquer comentário de sua acompanhante, ele acertou novamente os 3 primeiros tiros, para o próximo, ele se tomou um fôlego de ar e se concentrou mais, acompanhando o ritmo do movimento dos alvos, acertou mais 3. Nisso os comentários convencidos de Kagome iam diminuindo, até que não restasse nenhum.

- Temos um vencedor essa noite! – o atendente responsável por aquele jogo comemorou junto com outras crianças que pararam para assistir à vitória de Inuyasha. – Parabéns, meu jovem!

- Eu não disse que conseguiria? – Quando virou-se para Kagome que mesmo sem querer, tinha um leve sorriso no rosto, falou com muito entusiasmo para uma vitória tola como aquela, mas não se importou, estava feliz realmente, por mais insignificante que aquilo fosse.

- É você conseguiu– ela sorriu – e isso é revoltante!

Kagome o beijou no rosto levemente quando ele a abraçou e riu de pura felicidade.

- Aqui está seu prêmio, rapaz. – O homem, de feições já enrugadas e sinais de calvície, entregou o urso gigante que Kagome havia escolhido e só viu os olhos de algumas menininhas que passavam por ali se engrandecerem, puxando seus pais para o jogo enquanto apontavam para o tão desejado brinquedo.

- É seu. – Inuyasha deu a Kagome e ela ficou igualmente encantada com o brinquedo.

- Obrigada!


Kagome ria de Inuyasha que sem sucesso, tentava colocar a chave na fechadura para abrir a porta. Já era tarde da noite quando eles chegaram em casa e a situação de nenhum dos dois ajudava, Kagome ainda estava com os braços tomados pelo urso de pelúcia gigante e Inuyasha estava completamente distraído.

- Inuyasha, seu incompetente! – Ela tentou xingá-lo com seriedade, mas aquela situação era cômica demais

- Eu estou tentando!

- O Ted está com sono e quer ir para cama! – Retrucou no mesmo tom que ele.

Ele precisou olhar para ela para ter certeza de que a voz era dela mesmo.

- Três coisas. Primeiro: Ted? Você não tem criatividades? Segundo: não use um urso de pelúcia gigante como desculpa para seu vício em dormir e por último, esse urso não vai dormir na minha cama. – Inuyasha apontou para o urso com desprezo, muito sério em suas palavras. Mas no momento em que levantou a mão, a chave caiu perdendo-se na escuridão.

- Inuyasha! – Kagome só ouviu o barulho agudo do metal batendo no chão e instintivamente entregou o brinquedo para ele, se abaixando para pegar as chaves.

Ele começou a pensar que não deveria ter ganhado aquele bicho para ela, aquilo era um estorvo em qualquer situação.

- Você não sabe fazer nada direito. – Tateou o chão resmungando até sentir algo parecido com a forma de um molho de chaves. - Encontrei!

- Dê-me isso aqui – já ia devolver o urso para ela para voltar a tentar abrir a porta, mas ela foi mais rápida e com uma facilidade enorme destrancou a porta.

- Eu disse que deveria me deixar tentar – Com um ar convencido, falou, balançando as chaves entre os dedos. – Sou perita em entrar em casa na calada da noite e sem ser notada.

Acendeu a luz caminhando pelo pequeno corredor que dava acesso à dispensa e mais a frente, até a cozinha. Ele ficou calado, seguindo–a meio sem enxergar por causa da cabeça do urso que bloqueava parte de sua visão.

- E lembre-se de trocar a lâmpada da garagem meu querido marido, faça alguma coisa útil de vez em quanto – Olhou para trás piscando para ele, sempre com um ar vitorioso. – Agora me dê meu urso que nós vamos dormir.

E tomou dele do mesmo modo inesperado que o tinha colocado em suas mãos, abraçando o brinquedo como uma criança fazia com seu presente de natal.

- Obrigada pelo passeio – a voz agora era suave e o sorriso mostrava agradecimento, não deboche como uma pouco antes – me diverti muito.

- Eu disse que você gostaria da surpresa... – colocou as mãos livres no bolso e recostou-se ao marco da porta, observando-a parada no meio da cozinha parcialmente iluminada – vamos fazer isso mais vezes.

- Essa foi uma exceção, da próxima vez me diga onde está me levando. – avisou Kagome

- Não.

- Esse seu 'não' é irritante, sabia? – um rápido lampejo de raiva passou por seus lindos os azuis, fazendo-os brilhar ainda mais.

- Já me falaram isso antes. – sorriu sem se importar se a irritava

- Boa noite, Inuyasha.

- Espere Kagome. – Falou baixo, mas ela o escutou e virou-se para ele, interrompendo sua saída daquele cômodo.

- O que? - Ela o observou enquanto se aproximava, perguntando-se o que aquele brilho intenso em seus olhos significava.

Porém não teve muito tempo para raciocinar quando ele eliminou o objeto que impedia que ele se aproximasse dela, e em um instante ela se sentiu desprotegida, pois finalmente pôde deduzir as intenções de Inuyasha quando ele assaltou sua boca com profundidade.

Derrepente suas mãos estavam por todos os lugares, e sua boca só a obrigada a se render a ele, pouco a pouco. Com uma calma que só ele possuía, uma paciência que dedicava apenas a ela. Seu coração martelava fortemente contra suas costelas e pensou que ele poderia senti-lo e isso demonstraria um sinal de fraqueza, mas ela não conseguia impedir. Ele tinha esse efeito sobre ela.

- Inuyasha – Ela falou com um fio de voz. Era um pedido, ele entendeu, mas ignorou, sabendo que a mente dela permanecia no controle ainda.

- Você quer tanto quanto eu. Eu sei. – Ele a olhou dentro de seus olhos desnudando sua alma, não conseguia esconder nada sob o azul intenso de sua íris.

– Não tenha medo de admitir. - Murmurou de encontro aos seus lábios tomando-os com gentileza, brincando com o turbilhão de emoções que começava a se manifestar dentro dela.

As mãos carinhosas seguravam seu rosto com delicadeza o que a fez retribuir o gesto e deixar que ele comandasse, porque já não tinha mais forças para pensar. Fazia apenas o que seu instinto lhe mandava.

Suas mãos encontraram o caminho até os ombros dele em busca de apoio, quando ele aprofundou a língua em sua boca, buscando qualquer lugar inexplorado, fazendo o mesmo com as mãos que iniciaram uma viagem lenta até as pernas dela, partindo de suas costas. As carícias ficaram cada vez mais íntimas e a boca dele começou a descer de seu rosto para seu pescoço, beijando e arranhando levemente com os dentes toda a carne exposta, excitando-se apenas com o prazer de ouvi-la murmurar sem forças seu nome.

Ela estava perdida, seus pensamentos não passavam de uma nuvem turva e cinzenta e seu corpo reagia por contra própria ao toque dele. Inuyasha sustentava suas pernas com as mãos facilmente quando a encurralou contra a mesa no centro da cozinha, mas ainda assim, ela se viu com a necessidade de entrelaçar as mesmas ao redor da cintura dele, sentindo a intensidade de seus desejos por ela. Isso a incentivou a não deter a vontade contínua de beijá-lo e incentivá-lo ainda mais com algumas carícias suaves nos pontos fracos que ela tinha descoberto.

Assim que percebeu a reação dela, agiu antes que fosse tarde demais, impedindo a vontade de se livrar das roupas dela bem ali e tomá-la de uma vez por todas, carregou a até o quarto. Ela estava alheia a esse fato e só soube que não estavam mais na cozinha quando suas costas tocaram os macios lençóis de sua cama de casal e o corpo dele recaiu sobre ela, deixando todos os desejos reprimidos aflorar.

Livrou-se rapidamente da blusa dela, sem se preocupar em abrir os botões até o final, ansioso para explorar os seios volumosos ainda encobertos por um tecido acetinado. Ela rolou por cima dele, fazendo-o tirar a camisa. Era justo que se ela perdesse uma peça de roupa, ele também deveria perder.

Distribuindo beijos por seu abdômen definido, desceu até o cós das calças dele e acabou se livrando delas também, vendo que estava difícil para ele manter-se contido dentro delas com sua crescente excitação. Sentindo-se incentivada, acariciou a região interna das coxas musculosas completamente à mostra e se deu o prazer de olhar para ele, para ver seus olhos apertados e sua boca contraída sem impedir seus gemidos. Porém ele conseguiu juntar as últimas forças para prendê-la embaixo de seu corpo, depois de descartar as últimas peças de roupas que o afastava da contemplação total do maravilhoso corpo de sua mulher.

Ao tomar posse do seio dela com suas mãos habilidosas, seus mamilos intumesceram-se e a vontade de finalmente saciar a sua sede por ele ficou insuportável, fazendo-a arquear os quadris de encontro a ele.

- Chega de tortura. – Ela implorou com a voz rouca, mas ele continuou a explorar os seios com a boca enquanto descia as mãos até o centro dela, invadindo sua intimidade provocando cada ponto de prazer seu.

- Eu quero você.

Foram suas últimas palavras antes de ser arrebatada por um clímax devastador.

Cada vez que ela chamava por ele ficava mais difícil se controlar. Ele a deu prazer e isso lhe dava prazer, porém, queria sentir o calor de seu sexo junto ao dele, algo que tinha lhe feito tanta falta que mais pareciam meses a não semanas desde a ultima vez que a teve em seus braços. Então sucumbiu ao desejo e penetrou-a profundamente cobrindo a boca dela ao mesmo tempo.

Ele a guiava ao mundo do êxtase mais uma vez, ditando um ritmo contínuo e avassalador. Mas ela pedia mais, cada vez mais, logo, ela era quem o guiava. Deixaram-se levar através das sensações que tomavam conta de seus corpos por completo de modo incontrolável, e drenava toda e qualquer força que ainda restava neles fazendo com que ambos chegaram ao ápice de um prazer surreal.

Inuyasha deixou-se tombar sobre o corpo inerte de sua mulher, mas ela não sentiu nada já que ainda estava entorpecida. Ele a observou depois de rolar para o lado, puxando-a para perto de si. O rosto estava corado, os lábios entreabertos e os cabelos negros e volumosos lhe cobriam os seios, para ele, ela estava linda e ainda era totalmente sua. Beijou-lhe as faces uma de cada vez com gentileza quando ela abriu os olhos para olhá-lo e quase consegui ver o próprio reflexo naquele olhar lindamente vulnerável, exatamente como ele se lembrava de como ela ficava depois daquele contato tão íntimo.

- Senti falta disso – Ele confessou, acariciando-lhe as costas de cima a baixo.

- Sua abstinência não durou nem um mês – brincou ela erguendo-se para deitar a cabeça no mesmo travesseiro que ele, roubando-lhe um beijou enquanto enterrava seus dedos nos cabelos espessos de seu amante - Temos uma noite inteira para saciar seus desejos.

A leve provocação em seu sorriso e sua fala fez com que ele retribuísse imediatamente o beijo que ela lhe deu em seguida. E ela acabou se entregando completamente a ele, de uma vez por todas.

Não conseguiria manter-se afastada dele por muito tempo, mas tinha plena consciência que no momento que o fizesse, estaria entrando em um caminho sem volta, como tinha acabado de fazer. Então não lhe restava mais nada se não aproveitar essa aventura insana.

Na manhã seguinte, ela não se lembrava nem ao menos se tinha sonhado pelo breve período que dormiu. Estava incrivelmente descansada e com a energia renovada para começar aquela maldita segunda-feira. Odiava aquele primeiro dia da semana com todas as suas forças, mas hoje seria um bom dia, ela tinha certeza que sim, nada poderia estragá-lo.

Enquanto tomava banho, cantarolava um musica qualquer, repassando em sua mente os planos que tinha para uma nova campanha e acrescentando algumas boas idéias que tivera de ultima hora. Ainda fazia algumas anotações mentais quando desceu para tomar café-da-manhã e encontrou Kaede, Ayame e finalmente, Inuyasha, todos sentados á mesa.

- Bom dia! - Kagome fez se notar ao entrar na cozinha, alegre.

- K-chan, o que faz acordada? – a expressão de espanto de Inuyasha foi impagável. Assim que ouviu a voz dela, abaixou o jornal que estava lendo, completamente surpreso por ela estar acordada tão cedo. – Eu estou atrasado? – perguntou mais para si mesmo do que para os outros presentes, olhando seu relógio que ainda apontava 7 da manhã.

- Não Inu, você não está atrasado, – falou revirando os olhos, ao sentar-se na cadeira vazia ao lado dele. – só tenho um compromisso mais cedo hoje – mentiu, pois nunca admitiria para ele que o sexo da noite anterior havia sido tão bom que poucas horas de sono lhe bastaram.

Ele respondeu com um murmúrio voltando a ler o caderno de economia, e escondendo um sorriso debochado atrás do jornal.

- Como foi a viagem Ayame? – Ela perguntou, introduzindo uma nova conversa, já que o silencio era um tanto quanto incomodo quando se estava muito ativa e precisava descarregar sua energia de algum jeito, nem que fosse falando.

- Muito boa na verdade – o sorriso malicioso, que surgiu por um segundo no rosto de Ayame, fez Kagome pensar que havia algum homem envolvido naquela história, mas por enquanto ficaria apenas na curiosidade. Ainda não tinham intimidade o suficiente para conversar sobre suas vidas amorosas. Ainda.

- Por falar nisso, - ela continuou - quando eu cheguei de madrugada, havia um intruso na cozinha.

- O que? – Inuyasha interrompeu sua leitura novamente.

O olhar cúmplice e divertido que Kaede e Ayame trocaram fez com que a recém chegada à mesa, parasse de despejar o leite em sua xícara com uma parte muito pequena de café, para prestar atenção no que viria a seguir.

- Acho que vocês esqueceram algo aqui noite passada – Ela deu uma pista, mas só Inuyasha entendeu, retribuindo com diversão o olhar malicioso de sua irmã.

- O que? – foi a vez que Kagome perguntar

- Seu urso K-chan. – Inuyasha esclareceu.

- Ah! O Ted... – a morena riu brevemente, continuando a completar sua xícara com leite.

- Fico me perguntando como vocês esqueceram algo tão pequeno como aquilo. – Ayame especulou, cruzando as mãos na altura de seus olhos semicerrados.

- Inuyasha não deixou Ted dormir conosco.

- Obviamente não teria espaço, não é?

- Claro!

Ambas riram, como se houvesse alguma piada interna que só elas entendiam, e realmente havia.

- Quando era criança fazia apostas com Inu e Sesshy para ver quem me conseguia um daqueles primeiro para mim. Como conseqüência, tenho uma coleção daqueles ursos, mas nenhum tão grande quanto o seu. – Lembrou ressentida, lançando um olhar digno de piedade para o irmão.

- Você não consegue mais chantagear seus irmãos querida – Kaede achou graça daqueles olhinhos pidões tão característico da mais nova dos Taisho

- É já está na hora de encontrar alguém para ganhar um daqueles para você. – O único homem presente decidiu se manifestar, aproveitando o comentário de Kaede. – Aquele é de Kagome.

Colocou o braço sobre os ombros dela sem perceber, se divertindo com a provocação com sua irmã.

- O Ted – Kagome lhe lembrou, confortável com toda aquela conversa banal.

- Me recuso a dizer esse nome, já conversamos sobre isso. – Terminou com seu café e se levantou, vestindo o paletó que havia deixado no respaldo de sua cadeira.

- Não, não conversamos. Você disse que eu não era criativa, só isso – Falou como se sentisse ofendida, observando os movimentos práticos dele para vestir a ultima peça que faltava de seu traje formal de trabalho.

- Discutiremos isso mais tarde. – Houve um lampejo de um brilho que ela passara a reconhecer em seus olhos dourados – Preciso ir, quer uma carona?

- Não, vou no meu carro – Ela agradeceu e ele beijou sua boca rapidamente, despedindo-se.

Fez o mesmo com Kaede, beijando com carinho a bochecha da senhora e com sua irmã, e acho estranho que ela não o impedisse, como fazia quando estava de birra com ele por causa de suas provocações. Desta vez ela não havia ficado brava com ele e isso era anormal.

Por algum motivo lembrou-se de algo que o impediu de continuar seu caminho até a porta.

- Kagome. – Ele chamou e ela respondeu com um murmúrio, apenas erguendo os olhos sem largar sua xícara. – Minha mãe ligou mais cedo para ter certeza que estaremos todos lá no feriado de 4 de julho.

- E o que você disse a ela?

- Eu confirmei. – Encolheu os ombros como se aquilo foi óbvio demais.

- Ótimo.

Ela sorriu então ele retribuiu e finalmente tomo seu caminho. Ayame fez algum comentário, Kaede riu, mas ela não prestou atenção em nada, depois que Inuyasha saiu pôs se a pensar que finalmente conheceria todo o clã Taisho e aquilo lhe deu um pequeno frio na barriga. Em outros tempos, não se importaria, mas agora estava começando a querer ser aceita. Isso era uma grande mudança, a prova que estava começando a render-se aos encantos daquela nova situação, para não dizer aos encantos de um homem em específico.


N/A: Então mais do que finalmente eu postei o 6º capítulo. Não preciso nem dizer que este capítulo deveria ter sido postado antes, porém não consegui. Estou meio atrapalhada com algumas coisas e não consegui de maneira alguma atualizar a história antes. Mas não, eu não abandonei, esta história vai ser postada até o fim, independente dos meus imprevistos, podem ter certeza que vocês vão ler o final. Como eu sei o quanto é horrível ficar sem saber a continuação das histórias por tanto tempo, peço-lhes desculpa e digo desde já que não vou prometer uma data para atualizar com o próximo capítulo pois sempre que prometo acabo não cumprindo e isso me deixa muito p* comigo, mas enfim... Obrigada a todos que ainda lêem essa história e espero que pelo menos gostem desse capítulo.

Ah sim, mudei a rated da história, vocês devem ter notado porque se leram esse capítulo, não planejava que fosse assim, mas acabou resultando nessa cena e tenho idéias para mais então, é isso.

Reviews:

BChibi: A kchan vai conhecer os Taisho logo, tenho várias coisas preparadas paras os próximos capítulos haha

K-chan Taisho: Acho que nesse não tem tantos erros, mas se tiver avisa haha, mas enfim, está aqui minha amiga, o capítulo que você tanto quis que eu postasse! Obviamente deveria ter sido semana passada como seu presente de aniversário mas que seja, feliz 17 anos e uma semana! hahaha amo você

Aricele: JURO que também não me importava de ter um Inu aqui em casa também, até faria esse sacrifício hahahah own! Que fofo *-*

AdamoNaruto: esse foi menor que o outro, pra mim aqui deu umas 14 páginas, vou tentar caprichar mais nos próximos.

Lidiia: Ah que bom! Fico felicíssima em saber disso, pode ter certeza disso! Obrigada pelas Review, adoro receber uma :D

Obrigada por mandarem Reviews, com certeza elas me incentivam a escrever e postar mais, é bom saber que não estou postando para ninguém haha obrigada mais um vez e até a próxima :D