Capítulo 7
Kagome observava Inuyasha andando de um lado a outro no saguão do aeroporto, com passos largos e gestos impacientes. Era engraçado apenas observá-lo, sem fazer nada quando ele estava tão estressado a ponto de se jogar de um precipício. Ela só tinha pena da pobre pessoa com quem ele falava no celular.
- Ayame, atenda, agora! – mais uma vez ele gritou para a mulher irritante que dava a mensagem da caixa postal.
Ele tornou a discar o número já sem contar quantas vezes fizera isso.
- O que foi? – a voz sonolenta e abafada de sua irmã sôo do outro lado da linha finalmente.
- O que foi? Como assim 'o que foi?' – Ele não conteve sua raiva e começou a esbravejar ao telefone. – Sabe que horas são? Você tem 30 minutos para chegar ou vamos decolar sem você!
- Não vai dar. – Disse Ayame simplesmente
- Como não vai dar? Tem que dar!
- Inuyasha, não dá tempo. – Ela insistiu.
Ele segurava cada vez mais forte o celular. Travou os dentes antes que pudesse gritar com ela e inspirou profundamente para acalmar um pouco seus ânimos.
- Onde você está?
- Com um amigo.
- Mande seu amigo para o inferno. – E gritou – Você não vai perder esse vôo e não podemos esperar por você!
Farta de toda aquela cena que já estava ficando vergonhosa, Kagome levantou-se rapidamente e pegou o celular da mão dele, resistindo a protestos e xingamentos.
- Ayame, sou eu, K-chan – Disse calmamente.
- Oi K-chan – Suspirou, aliviada por falar com uma voz mais complacente.
- Estamos embarcando em 20 minutos – Ela fez um sinal para Inuyasha, indicando o lugar onde ela estava sentada previamente ordenando que ele fosse para lá.
– Acho que não tem como você chegar a tempo, - continuou falando, deduzindo tudo a partir de sua observação da conversa que Inuyasha teve com ela. – Vou fazer seu irmão pegar uma passagem para você no próximo vôo que tiver, tente chegar o mais rápido possível, ok?
- Hm... Certo.
- E ignore seu irmão, ele está mau humorado desde ontem. Logo depois que você saiu ele recebeu uma ligação e ficou trancado no escritório por horas. – Kagome explicou, lançando um olhar repreendedor para Inuyasha que não havia obedecido sua ordem e estava ao seu lado, escutando sua conversa e resmungando.
- Não se preocupe, aprendi a ignorá-lo há anos.
- Ótimo – E eu ainda preciso aprender, completou em pensamento, imaginando o trabalho que teria com aquele homem se comportando como um adolescente.
- K-chan – Ayame a chamou antes que desligasse
- Sim?
- Obrigada, estou te devendo uma.
- De nada, vou cobrar. – Com um leve sorriso, se despediu e encerrou a chamada.
Então girou nos calcanhares e olhou para seu marido, que ainda sustentava uma expressão emburrada.
- Não me olhe com essa cara, acabei de resolver seu problema. – Devolveu-lhe o celular – Só porque você está de TPM não precisa descontar em mim ou na sua irmã.
- Ela tinha um compromisso e deveria cumpri-lo. – E cruzou os braços, mais sério do que Kagome gostaria de vê-lo.
- Mas não conseguiu e isso não é o fim do mundo Inuyasha.
Ele não respondeu e começou a caminhar sozinho em direção ao portão de embarque. Kagome já estava perdendo a paciência com toda aquela atitude infantil dele. Desde a noite anterior ele estava agindo estranho, chateado e até meio pensativo, não fazia idéia do que havia acontecido com ele, sabia apenas que ele recebera uma ligação durante o jantar e havia se trancado no escritório para atendê-la. Ela particularmente acabou sua refeição sozinha com Kaede e depois de um pouco de conversa banal, foi para o quarto, fazer algumas coisas que deveriam estar prontas antes de sua viagem com Inuyasha para o Japão. Acabou pegando no sono antes que ele voltasse para o quarto, não sabia nem ao menos se ele havia dormido naquela noite, pois ele sempre acordava antes dela.
Inuyasha percebeu que Kagome demorou um pouco para igualar ao seu passo, mas continuou, sem olhar para trás. Por muito tempo lidou com tudo sozinho, as mulheres que passavam por sua vida só compartilhavam de sua cama e gostava exatamente assim, não se sentia confortável com alguém além de Kaede ou Ayame se importando com ele. Mesmo que esse alguém fosse Kagome, sua nova esposa já há mais de um mês.
O relacionamento entre eles tinha se desenvolvido de um modo muito confortável, compartilhavam dos mesmos objetivos praticamente e nada incluía complicar as coisas entre eles, nada de se apaixonar. Eram amantes e adoravam isso, mas apenas isso, eram companheiros e pode se dizer que eram amigos também, mas não estavam romanticamente envolvidos. Sentiam-se confortável na presença do outro. Porém, sem dúvida alguma, estavam tendo alguma dificuldade para se acostumar àquela vida.
Ambos adoravam estarem solteiros, livres, podendo fazer o que quisessem, e eles concordaram que poderiam continuar tendo sua liberdade contando que fossem discretos, mas nenhum deles ainda sentira a necessidade disso. Estavam ocupados demais se dividindo entre seus problemas pessoais e a tentativa de fazer aquilo tudo dar certo pelo tempo necessário.
Inuyasha entregou as duas passagens à atendente da companhia esta lhe sorriu e cumprimentou solicitamente.
- Tenha uma boa viagem . – E praticamente ignorou Kagome, a mesma nem notou, apenas seguiu ao lado de Inuyasha por um longo corredor depois que ele agradeceu com um leve aceno com a cabeça.. Aquele maldito silêncio estava tirando-a do sério, ele poderia esbravejar, resmungar... Qualquer coisa, mas não ficar em silêncio.
- Senhor Taisho, é bom vê-lo novamente. – Outra aeromoça, trajando as típicas saias de corte reto em azul marinho, que era uma das cores da empresa aérea, e com uma postura impecável, os recepcionou na porta do avião, de novo, Kagome viu aquele sorriso constante, como uma pessoa poderia ser simpática com todos, todos os dias, todas as horas? Isso era cansativo.
- Igualmente Molly. Essa é Kagome Taisho, minha esposa. – Ele apresentou por educação. Conhecia Molly desde começara a voar com aquela empresa, já há alguns bons anos e ela era uma pessoa muito agradável. Tinha já seus 40 anos, mas uma aparência muito conservada, os cabelos eram louros, os olhos castanhos e sua figura era esguia e magra. E seu trabalho, ela fazia por prazer.
- É um prazer conhecê-la Senhora Taisho – Senhora Taisho, isso ainda soava estranho aos ouvidos de Kagome.
- Digo o mesmo – E retribuiu o sorriso automaticamente.
- Meus parabéns pelo casamento, desejo-lhes muitas felicidades.
- Obrigada. – A resposta veio de Inuyasha, até foi acompanhada de uma leve curva em seus lábios. Era o máximo que ele conseguia fingir um sorriso.
Por algum tipo de instinto, ele pegou a mão de Kagome e trouxe-a para perto de si. Ela se assustou com o gesto, mas não demonstrou, preferiu ficar sem olhar para ele, apenas sentindo-o à suas costas.
- Venham, vou mostrar seus assentos. – Molly seguiu à frente, até um pouco antes da metade do corredor, indicando seus lugares. – Se precisarem de qualquer coisa, não hesitem em me chamar. Tenham um ótimo vôo.
- Você prefere ficar perto da janela ou do corredor?
- Agora está falando comigo?
- Kagome...
- Na janela.
Ela se moveu à frente dele, tomando o seu lugar. As poltronas eram largas e confortáveis na classe executiva, o que era ótimo para seu sono, se Inuyasha continuaria agindo como um idiota, tudo o que lhe restava fazer era dormir, pelo menos assim o silencio dele seria bem-vindo.
- Você vai me dizer o que aconteceu para que esteja assim? – Ela não resistiu, perguntou assim que ele acomodou na poltrona ao seu lado.
- Nada aconteceu.
- Se nada tivesse acontecido, você não estaria agindo como um idiota. – Ela resmungou - Mas tudo bem, se não quiser falar não sou eu quem vai lhe obrigar.
- Desculpe, não deveria descontar em você meus problemas, nem em Ayame.
- Tudo bem – Ela suspirou, tinha que aprender a ser mais durona com ele, mas outra hora, não quando eles estivessem há 12 horas de encontrar-se com a família dele. – Também acho que não deveria, mas já esqueci, se quiser conversar, ou apenas falar, fique à vontade, prometo que tento ficar calada por 10 minutos.
Ele apenas sorriu em silencio, deixando-lhe claro que de sua boca não sairia nada.
- Então, me conte sobre sua família. Eu sempre quis dizer aquela frase "Ah! Ele fala tanto de vocês, é como se já nos conhecêssemos." - Os gestos exagerados e satíricos de Kagome realmente o fizeram rir.
- Não tenho muito o lhe contar que você não saiba. Sesshoumaru é meu irmão mais velho, disso você já sabe e é casado com Rin, disso você também já sabe. Tenho dois sobrinhos, bom disso você não sabe.
- É você se esqueceu de mencionar...
Sem muito pensar, ele pegou sua carteira do bolso interno do blazer negro que usava e tirou uma foto pequena de lá.
- Olha que bonitinho! Você carrega uma foto deles na carteira! – Ela rio, um pouco debochada, para esconder sua surpresa, não via Inuyasha como o tipo de cata que carregava a foto dos sobrinhos consigo.
- Eles são lindos. – Admitiu
- Tenho certeza que vão adorar ter mais alguém para roubar a atenção.
- Não tenho muito jeito com crianças, Inu, elas não gostam muito de mim... – Ela analisou as duas crianças da foto e sorriu. Eles eram lindos, a menininha tinha os olhos violetas e cabelos negros e o menino os olhos dourados como os de Inuyasha e os cabelos bem mais claros. Estavam sorrindo na foto, eram claramente muito alegres.
Ela devolveu a foto a ele e teve um pequeno vislumbre de uma caligráfica torna e irregular, pouco decifrável, e uma espécie de legenda embaixo "para o tio Inu".
- Uma dica, - Ele pegou a foto, olhando por algum tempo depois apontando para o menino - se você ceder 15 minutos do seu tempo para deixar Kioshi lhe mostrar sua coleção de carrinhos, e se mostrar interessada, ele será todo seu. E Hana não é muito exigente, ela tem pouco mais de 1 ano e meio, apenas deixe ela lhe conhecer que antes de você perceber, você mesma já vai estar nas mãos daquela criaturinha.
- Obrigada, vou seguir suas indicações à risca. – Sem perceber, ela encostou a cabeça no ombro dele e ficou olhando para o nada. - Eles devem ser uns amores.
- Sim, mas não se deixe enganar, Kioshi vive aprontando e Hana é uma manipuladora. – Ele também não notou o gesto dela, ainda estava brincando com a foto entre seus dedos, talvez os dois estivessem com mais coisas em suas mentes e não estavam prestando muita atenção à conversa.
- Aposto que aprenderam com o tio.
- Não precisei me intrometer, seus pais cuidaram bem do serviço. Rin é realmente muito amável, quando a conheci achei que ela inocente demais para o meu irmão, mas descobri mais tarde que ela é a única que consegue convencer Sesshoumaru a fazer coisas que nem minha mãe, meu pai ou Kaede conseguiriam. Já ele, bom, por trás daquele homem de negócios, há um passado bem obscuro... Quem você acha que me ensinou o esconderijo do pote de biscoitos na cozinha ou mais tarde, me ensinou a sair e entrar em casa sem que ninguém notasse?
- Nossa! Vocês eram uma máfia então.. – Ela se virou para ele, como se estivesse realmente chocada.
- Das melhores. – deu um de seus sorrisos de canto característicos e desviou a atenção dela para guardar a foto em seu lugar.
Ele aproveitou para se livrar do blazer, sabendo que quando ela adormecesse, teria que tê-lo para cobri-la. Ela geralmente se aproximava dele em busca de calor e aconchego, o mesmo acontecia à noite quando eles dividiam a cama, e ele não gostava de negar os anseios de uma mulher, mas provavelmente ela nem sabia que sentia frio, aquela mulher tinha um sono profundo e constante que ele um dia entenderia.
Ele afivelou o seu cinto e disse para Kagome fazer o mesmo:
- Coloque o cinto, vamos decolar daqui a pouco.
Ela ignorou o aviso dele e estava para começar uma frase, ou fazer algum comentário quando ele mesmo fez o que havia pedido para ela.
- Eu não preciso que você me trate como uma criança. – Inuyasha ouviu seu protesto e pensou em ignorar, mas estava com mais ânimo agora para lhe dar uma resposta.
- Sim, precisa sim. Você é tão teimosa às vezes que não parece ter 27 anos e sim 7. – Ela revirou os olhos e ele nem se importou, continuou com o assunto que tratavam antes – Continuando o que você precisa saber sobre minha família.. minha mãe gosta de estar no controle, sempre foi assim, às vezes ela exagera, mas você se acostumará com isso.
Provavelmente não terei tempo para me acostumar, ela pensou, mas não verbalizou. Logo aquele casamento estaria acabado e cada um poderia voltar a viver sua vida como era antes. Será mesmo?
- Meu pai, Inu no Taisho, é um pouco ausente, mas sempre que precisamos dele ele está lá. Quando era criança só o via durante o café da manhã, nos finais de semana e feriados, minha mãe nos obrigava a dormir cedo e houve um período de crise no banco que ele passou a viver no escritório provavelmente.
- Com certeza ele trabalhou muito para que você e seus irmãos um dia tivessem tudo isso em mãos, e conseguiu.
- É, sem ele e Miuga, duvido muito que o banco não tivesse falido.
- É... - Mudando drasticamente de assunto ela continuou: - Agora, não me trate mais como se eu fosse uma criança, ok? O que seus pais vão pensar?
- Que eu sou um marido super-protetor que gosta de cuidar de sua linda esposa?
- Ah por favor! Nem seus sobrinhos acreditariam nessa.
- Eu posso ser muito manipulador e persuasivo, querida, está no meu sangue. - Com um sorriso convencido estanpado em seu rosto, pegou a mão que estava sobre o braço da poltrona e a beijou nas costas, depois virou, beijando a face interna e o pulso.
Manteve sempre o contato visual com ela, e viu em seus olhos que tinha sido subordinada pelo elemento surpresa e seu sorriso cresceu, para logo em seguida morrer completamente. A risada debochada dela acabou com todo o clima.
- Isso, meu querido, se chama sedução barata. - Ela retirou sua mão da posse dele e teve muito prazer em lhe mostrar o seu sorriso vitorioso, principalmente quando ela via que Inuyasha estava tão frustrado por ter falhado.
- Não me leve a mal Inu, mas você consegue fazer melhor. - Kagome o consolou e seus lábios se curvaram de outra maneira. Com os olhos ainda fixos sobre ele, aproximou-se para que a conversa ficasse mais íntima.
- Aposto que você pode me mostrar todo seu potencial agora mesmo, - sem muita reação em resposta aos seus leves sussurros, ela tentou algo mais evasivo.
A mesma mão que ele beijou um pouco antes, subiu em direção aos ombros dele, achando um lugar confortável, mas não satisfeita ainda, procurou seu pescoço e então a nuca. Era uma reação quase instintiva procurar aquele ponto fraco dele atrás da orelhas, ela gostava de brincar com algumas mechas de cabelo rebeldes, ao mesmo tenho que acariciava aquela parte sensível.
- Assim que esse aviso se apagar, tenho certeza que voce pode se livrar desse cinto em que você me prendeu e finalmente você pode me manipular o quanto quiser.
O leve toque entre a pele macia dela e o que restava da aspereza da barba que ele tinha feito no dia anterior, foi tão sutil quanto uma pena, mas teve um efeito maior que seus dedos ágeis brincando com seus pontos fracos. Para dois amantes, um toque íntimo, pele contra pele, boca contra boca, era do que eles necessitavam.
Ele não demostrou muitas reações até que seus braços se estreitaram ao redor da cintura fina de sua mulher.
Antes que ela notasse, ele já estava a beijando. Seus beijos eram como os sussurros, envolventes e sutis. Kagome retribuiu sem pensar duas vezes, ela daria o que ele queria, em troca ele faria o mesmo por ela.
Parou no exato momento em que as coisas começaram a ficar sedutoras demais, ela não queria que ninguém se entregassem e sim que aquilo fosse uma troca, um jogo.
- A final, merecemos um pouco de diversão, não é mesmo? - Ainda aos sussurros, ela encostou sua testa à dele e eles ficaram se olhando, até que ele sorriu, e ela viu a confirmação que precisava ali.
- Ótimo... muito bom – Ela selou os lábios dele uma, duas vezes e então três, cada vez, parando para olhá-lo.
- Isso, Inu... – Kagome viu a impaciência em seus olhos quando falou novamente, ele era um homem de muita ação e pouca conversa, mas não era por isso que ela pararia. O beijou por uma ultima vez, entrelaçando seus dedos ao redor do pescoço dele e se afastou o suficiente para falar em seu ouvido – Isso se chama manipulação.
De novo, lá estava seu sorriso vitorioso, porém, Inuyasha não parecia decepcionado quando ela se afastou dele, logo ele se rompeu em uma gargalhada que quase assustou Kagome.
- Estou fora de forma, é tão fácil faze-la se render que não tenho praticado minhas habilidades. – ele riu mais uma vez, sem tirar o braço da cintura dela, o que os mantinha ainda próximos.
- Ah! Claro, eu sou melhor que você nisso e só para não admitir você diz que eu sou fácil? Não, desculpe, comigo não funcionou essa.
- Talvez, com suas outras mulheres, tenha funcionado, mas não venha para cima de mim com essa conversa, não sou como as outros.
- Eu sei que não, por isso agora você é uma Taisho – Ele a beijou inesperadamente e continuou rindo em pensamento de toda aquele momento. Kagome realmente tinha o seduzido, tinha feito com que ele comesse em suas lindas mãos para distraí-lo.
Inuyasha sabia que por mais que ela gostasse de brincar, tinha feito tudo aquilo com o propósito de fazê-lo esquecer qualquer coisa que estivesse rondando sua cabeça, e tinha conseguido.
O aviso luminoso do cinto de segurança se apagou e foi a vez de ele entrar na brincadeira.
- Tem certeza que não merecemos uma diversão?
Quando ele falou "por isso agora você é uma Taisho" algo lhe sôo estranho, muito estranho. Já não tinha se acostumado com as pessoas lhe chamando de "senhora Taisho", mas ouvir aquilo saindo da boca dele era assustador. Ela não era e nunca seria sua esposa de verdade e mesmo sabendo que ele estava em um momento de descontração, aquilo a apavorou, não queria de jeito nenhum que as coisas ficassem confusas entre eles. Por isso mesmo, decidiu trancafiar a 7 chaves esses pensamentos perturbadores em um lugar inabitado de sua mente, esquece-los lá.
Pelo menos eu fiz com que ele de distraísse do que o estava preocupando mais cedo, sem perceber, ela estava sendo um verdadeiro paradoxo. Ao mesmo tempo em que parecia dizer não, ela dizia sim para algo que ela ainda teria que descobrir o que era.
- De jeito nenhum! - Ela demorou, mas respondeu com veemência. – essa história de 'outras' ainda vai ter volta! E tenho uma exigência para o final de semana: Nada de "diversão" na casa de seus pais, é zona proibida, certo?
- Está brincando, não é? – Ele olhou incrédulo para ela quando sua expressão revelou que ela falava sério.
- Não, é minha regra para o final de semana.
- Isso é ridículo
- Sem isso, sem final de semana. – Cruzou os braços e se recostou na poltrona, ignorando os protestos de Inuyasha.
- Quando eu digo que tenho que trata-la como uma criança porque você é teimosa, não acredita em mim... – Resmungou, livrando-a de seus braços.
Parou de falar a tempo quando viu que Molly vinha em direção ele. Cutucou discretamente Kagome para que ela mantivesse as aparências.
- Com licença Sr. Taisho, mas seu irmão pediu que lhe entregasse isto. – Primeiro foi um pequeno cartão com o garrancho que Sesshomaru chamava de letra, o qual foi seguido por uma taça de champanhe para Inuyasha e outra para Kagome
- Ele pediu para dar seus cumprimentos aos dois. – Finalizou ela.
- Obrigada, Molly.
Sozinho enfim, eles imediatamente se olharam sem saber o que fazer. Ela bebeu alguns goles do conteúdo da taça e ficou olhando para o pequeno cartão que o homem ao seu lado tinha em mãos.
- O que diz? – quis saber Kagome
- "Aproveitem a viagem, mas guardem um pouco do entusiasmo para quando estiverem em terra firme". – Ele leu, em voz alta o suficiente para que só ela ouvisse. Quando terminou estava rindo, isso era típico de seu irmão.
- Viu! É disso que estou falando.
- Mas isso não tem nada demais, são apenas umas piadinhas saudáveis.
- Ah sim, estou rolando de rir, há-há.-
- Vamos lá K-chan! Não tem nada demais, é só meu irmão. No dia depois do parque de diversões você riu das piadinhas de Ayame.
- É diferente, eu conheço Ayame!
- Você a conhecia há menos de uma semana – Lembrou.
Ficou sem resposta para dar a ele, então se concentrou em terminar o champanhe em sua taça, e ele percebeu que ela não tinha desistido de argumentar, celebrou sozinho, acabando com sua própria bebida.
Provavelmente ela se surpreenderia bastante com a sua família, por mais que não parecesse, era comum para ele fazer brincadeirinhas uns com os outros, tanto que era algo inconsciente já e ele tinha certeza que Kagome se sentiria à vontade com tudo aquilo até o final da viagem.
Com 14 horas de vôo pela frente, eles teriam que fazer alguma cosia para passar o tempo e como estavam restritos àquele espaço, não lhes restava mais nada além de conversar. Ela lhe contou algumas coisas banais que não sabia ainda sobre a faculdade para a qual foi, como começou a trabalhar na agência que hoje era dela, como conheceu Sango em seu último ano de colégio, coisa extremamente sem importância mas que renderam umas boas horas de conversas e risadas. Porém, mais cedo do que tarde, Kagome se rendeu ao seu vício, o sono.
A cabeça dela caiu sobre seu ombro e lá ficou, ele usou seu casaco para cobri-la e ficou imaginando se conseguiria fazer o mesmo que ela, a resposta era obviamente um não. Dormir para ele era tempo perdido e também, quando ela parou de falar, consequentemente de distrai-lo, sua preocupações voltaram. Já há 4 meses estava no comando do banco nos EUA e não tinha o retorno que esperava; ou melhor, que a direção esperava. Estava dando de bandeja os motivos que eles precisavam para tirá-lo de seu posto, ele deveria saber que um diploma e um sobrenome jamais seriam o suficientes para mantê-lo lá.
Infelizmente talvez tenha descoberto isso tarde demais.
Apesar de tudo isso, o jogo ainda não estava acabado, até o momento em que eles lhe dissessem que aquele cargo não o pertencia mais, se por um acaso esse dia chegasse, então sim, ele desistiria, mas não sem ter feito todo o seu máximo antes.
No começo, estava pouco se importando com aquilo tudo, mas ele sabia que um mês atrás as coisas tinham mudado, em Las Vegas. E tinha mais certeza ainda que a mulher adormecida ao seu lado, tinha a maior culpa nessa mudança.
Quando ela lhe contou que tudo o que tinha hoje, em nada devia a seus pais, ele achou que primeiro ela estava brincando, mas não, ela falava sério. O dinheiro de seus pais só tinha servido para pagar sua faculdade, além disso, ela conseguira uma vaga como assistente de criação em uma agência publicitária quando ainda cursava a graduação. E aos poucos, foi crescendo lá dentro até que, quando tinha aprendido tudo o que podia e atingira um alto patamar em sua carreira, propôs uma associação com seu chefe e ele aceitou.
Primeiramente, ele achou aquele ato muito estúpido, a final, ela tinha o dinheiro a sua disposição, poderia ter criado a própria agencia, com condições exímias, mas depois percebeu que ela teria desperdiçado todo o aprendizado e o mais importante, não teria provado que era capaz de caminhar com as próprias pernas.
Inuyasha sentia admiração por essa face de Kagome, queria que tivesse capacidade de ser um pouco como ela e estava buscando isso.
Quando olhou em volta e percebeu que era o único acordado dentre os passageiros sentiu se aliviado, pois assim teria silencio e tranqüilidade para organizar seus pensamentos e colocar tudo em uma apresentação cheia de números, gráficos e fatos palpáveis, bem como seus diretores gostavam.
- Inuyasha – a aeromoça se aproximou sem ser notada e percebeu que se não o chamasse continuaria invisível.
- Sim? - Ele a olhou, desviando sua atenção da tela do pequeno notebook.
- Vejo que não quis seu jantar, gostaria que o servisse agora?
- Obrigado, Molly, mas acho que só vou querer o café.
- Certo – ela assentiu, mesmo achando que ele deveria comer alguma coisa, obviamente, não era sua tarefa achar nada.
Ela voltou com seu café alguns minutos depois, lembrando-o que se precisasse de qualquer coisa ela estava a disposição. Inuyasha sorriu agradecido em resposta.
Tomou alguns goles da bebida fumegante e aproveitou a pausa para observar Kagome. Ela havia se virado, deixando suas costas encarando-o, mas ainda estava coberta por seu terno e pelo ritmo que seu dorso se movia, parecia estar em sono profundo, seu cabelo estava desarrumado, caindo sobre as pálpebras fechadas. Ela era tão dócil quando dormia que nem parecia a mesma pessoa, gostava disso, ela lhe passava calma quando estava daquele jeito.
Provavelmente ela ia querer se recompor antes de desembarcar, olhou para seu relógio e viu que ainda tinha 1 hora de vôo, em Nova York provavelmente já era de madrugada enquanto no Japão estava apenas amanhecendo a essas horas.
Apesar de adorar sua vida em Nova York, sentia falta de sua família. Por mais que sua mãe fosse controladora e extremamente rígida na sua infância, os anos souberam amenizar essas duas características fortes dela, ela continuava querendo saber de tudo que se passava com seus filhos, mas os netos amoleceram seu coração e atualmente pouco conseguia resistir a eles ainda que desse alguns puxões de orelhas nos próprios filhos.
E agora pensando nos vários membros da família Taisho que lhe esperavam, começava a entender o que Kagome lhe dissera pouco depois do encontro entre ele e os pais dela. Eles estiveram conversando sobre toda aquela confusão que haviam criado e as mentiras que estavam inventando. Ela lhe disse que se sentira mal diante da empolgação de seus pais e principalmente sua mãe ao conhecê-lo, pois ambos sabiam que era só uma questão de tempo para aquilo tudo acabar, por mais que aquela não fosse uma situação insuportável, estava longe de ser ideal, e Inuyasha começava a entender o que Kagome passou naquele encontro.
Ele estava tão perdido em suas conclusões que mal ouviu Kagome lhe dando bom dia.
- Oi. – respondeu meio distraído ao vê-la se espreguiçando ao seu lado.
- Você não dormiu? – Perguntou enquanto se acomodava na poltrana e passava a mão pelos cabelos para tentar arruma-los um pouco.
- Não.
- Isso faz mal sabia? –teve que parar para esconder um bocejo com a mão – Para quem não dormiu ontem, você deve estar exausto.
- Dormir é para fracos. – Ele sorriu, provocando-a.
- Veremos quem é fraco depois que você ficar cochilando pelos cantos! – ela retrucou com um ar vitorioso, entrando na brincadeira, mas não deixou de perceber que ele estava distraído demais quando ela acordou. – Em que estava pensando?
- Algumas coisas. – Encolheu os ombros e tomou um gole de seu café, oferecendo a ela em seguida.
Ela recusou com uma careta e reclamou:
- Odeio quando você me dá essas meias respostas que servem de nada. Vamos, fale de uma vez, você sabe que não é bom me irritar logo que eu acordo.
- Não é nada mesmo, só estava pensando no que você me disse daquela vez que conheci seus pais, acho que estou começando a entender aquela confusão a que você se referia.
- Depois da segunda mentira você se acostuma – ela riu, mas sabendo que ele estava falando sério, completou: - em alguns meses, quando as coisas se normalizarem poderemos seguir com nossas vidas normais, não se preocupe.
O sorriso de leve que ela deu ao final, não serviu para acalmar seus pensamentos, se ela soubesse que era esse 'em alguns meses' que o preocupava, talvez ela o entendesse.
Como houve respostada, ela mudou de assunto:
- Vou ao banheiro, minha cara deve estar toda amassada e meu cabelo pior.
Ela já estava se levantando quando o comunicou, mas quando estava passando por ele, Inuyasha a impediu de continuar, quando segurou-a pela mão.
- Ainda não estamos na casa de meus pais.
Quando viu o sorriso malicioso surgir naqueles lábios, entendeu perfeitamente quais eram as suas intenções.
Apoiou suas mãos uma de cada lado da poltrona e se curvou, aproximando seu rosto do dele.
- Você não é muito acostumado a ser contrariado, não é?
Ele balançou em um movimento negativo carregado de convencimento.
- Pois acostume-se. - E o beijou até colocar seus sentidos completamente em alerta.
- Eu vou e você fica. – Selou seus lábios e partiu.
Ele pensou em ir até dela, e por impulso teria o feito, mas pensou de novo e decidiu que ela merecia ser desafiada a altura. Kagome adorava brincar com fogo e daquela vez, ela iria se queimar.
- Achei que viria atrás de mim – ela o provocou quando retornou ao seu assento
- Você me mandou ficar então eu fiquei
- Ora, que marido obediente eu tenho! – ela riu com vontade imaginando que toda aquela passividade era apenas uma mascara e que ele só não a seguira por puro orgulho.
- O que está fazendo ai? - Espichou o corpo para ver o que estava na tela do notebook dele por pura curiosidade.
- Só alguns planos para mostrar à diretoria quando voltar.- Ele fechou a tela em um impulso, antes que ela conseguisse ler alguma coisa.
- Que sem graça! Mas tudo bem, eu não insisto em saber o que está acontecendo se você não trabalhar durante o feriado, certo?
- Combinado. – Ele concordou, sabendo que teria muito tempo para trabalhar enquanto ela dormia e o melhor de tudo é que ela jamais saberia. Ele sorriu sozinho com aquela constatação enquanto o piloto anunciava que eles estavam prontos para pousar e os dois automaticamente afivelaram os cintos. Dessa vez ele não teve que fazer isso para Kagoem, como na montanha russa ou horas antes quando estavam decolando em Nova York.
- Pronta para conhecer o resto dos Taisho's?
- Estou sempre pronta. – Ela deu de ombros parecendo despreocupada mas no fundo não sabia ao certo se estava pronta.
Ao desembarcarem no aeroporto internacional do Japão, Kagome sofreu um leve choque a mudança de horário, esperava encontrar as coisas calmas como sempre ficam durante a madrugada, mas deparou-se com uma manhã ensolarada e agitada. Pessoas iam e vinham em uma correria organizada e ela se viu levada por Inuyasha por entre a multidão.
- Onde vamos?
- Provavelmente o carro já está a nossa espera, chegamos um pouco depois do previsto.. – ele explicou, deslizando a mão livre de malas, para o meio das costas dela para guiá-la até a saída, era um gesto íntimo que havia se tornado imperceptível entre os dois.
Uma lufada de ar quente atingiu em cheio o rosto de Kagome quando saíram do ambiente climatizado do aeroporto e ela logo percebeu o quanto tinha sido idiota ao colocar calça jeans e uma blusa pesada de algodão. Morreria de calor nos próximos 5 minutos se não entrasse em um lugar com ar condicionado logo.
- Ah não – ouviu Inuyasha reclamando e dirigiu sua atenção à ele em tempo de ver um homem tão alto quanto seu marido encaminhando-se a eles. Com feições incrivelmente parecidas, os mesmo olhos persuasivos, mas na cor violeta, o sorriso cínico de canto e a pose elegante mesmo trajando roupas esportivas como calças jeans e uma camisa pólo branca. Não lhe restava dúvidas que aquele homem era um Taisho.
- Está atrasado irmãozinho – Ele falou com sua voz melodiosa quando estava perto o suficiente para fazer da conversa, íntima.
- É bom vê-lo também, Sesshoumaru. – Inuyasha retrucou com o mesmo tom de brincadeira e provocação.
Logo Kagome viu os partilharem um abraço fraterno e ficou abobada admirando-os. Pela descrição do marido, esperava que seu cunhado fosse um homem fechado e rude, mas viu que Inuyasha sabia como distorcer as coisas, ela ficou impressionada com a semelhança entre os dois, tão física quando na personalidade. E se fosse assim, pelo o que conhecia de Inuyasha, pelo menos o irmão dele faria de tudo para que aquela situação fosse agradável.
- Achou mesmo que eu ia deixar você sozinho em seu território com o mais novo membro da minha família? Alguém tem que salva-la de você afinal.
Inuyasha revirou os olhos, as piadinhas tinham começado. Mas Kagome sorriu com simpatia.
- Sesshoumaru, essa é Kagome Higurashi-Taisho, minha esposa. K-chan, esse é meu irmão, Sesshoumaru. – ele os apresentou formalmente, ali no meio da calçada, gostaria de ter feito em um lugar apropriado, mas deveria ter se lembrado que seu irmão adorava o colocar em situações em que não tinha muitas opções e acabava sendo do jeito que ele queria.
- É um prazer conhecê-la, Kagome. E bem-vinda ao Japão. – Ele apertou sua mão e ela respondeu o gesto.
- Obrigada, é bom conhece-lo também. – Ela agiu normalmente, sempre muito educada e apreciando tudo aquilo. Ele não queria assustá-la logo no início, percebeu, provavelmente esperaria até que ela se sentisse confortável com sua presença para começar com as brincadeiras.
- Está um calor infernal aqui fora, é melhor nós irmos para o carro, sem falar que foi um sacrifício fazer com que mamãe ficasse em casa, ela deve estar enlouquecendo minha pobre Rin.
Eles os seguiram até um sedan preto que aos olhos experientes de Kagome parecia ser uma verdadeira máquina de pura potência.
Em seu interior estava tão refrescante que ela soltou um suspiro de alivio, isso adicionava mais vários pontos a favor do irmão de seu marido. OS dois homens sentaram-se nos bancos da frente e Kagome atrás, mas não foi por isso que ela ficou de fora da conversa que se iniciou entre os dois.
- Porque não trouxe Rin com você?
- Kioshi e Hana estão eufóricos com a sua chegada, são meus filhos – ele olhou pelo retrovisor explicando para Kagome.
- Sim, Inu me contou. – Ela sorriu em resposta e deixou-o voltar à sua história.
- Então, eles falam de sua chegada há dias e Rin achou que papai não conseguiria lidar com as crianças e a avó delas ao mesmo tempo, então resolveu ficar. – Ele fez uma pausa e então continuou - Escute não que eu não esteja feliz com os dois aqui, mas onde está Ayame?
Ao ouvir Inuyasha bufando, Kagome tomou a liberdade de responder a essa pergunta.
- Ela teve um pequeno imprevisto e não conseguiu pegar o vôo conosco, Inuyasha remarcou a passagem dela para a tarde.
Sesshoumaru apenas soltou um murmúrio em resposta e o assunto se deu por encerrado.
Quando eles começaram a falar sobre alguma coisa banal depois de um minuto de silêncio, Kagome lembrou-se de ligar seu celular para checar se havia alguma mensagem importante e encontrou uma alerta que avisa recebido um e-mail de Sango, que dizia apenas:
"Boa sorte quando for conhecer seus novos parentes temporários K-chan, vou lembrar de você quando estiver fazendo nada em casa ou apenas esparramada na cama depois de um round de sexo sem compromisso."
Kagome riu baixinho, sua amiga era realmente muito má. Ela pensou em alguma coisa que pudesse contrapor aquela mensagem mas se conformou apenas com:
"Obrigada, o irmão mais velho, Sesshoumaru, é ótimo, tenho certeza que os outros também são, vou mantê-la informada sobre meus parentes temporários haha. Mande lembranças minhas à Miroku e use camisinha"
Digitou rapidamente a mensagem e enviou, ficou olhando algumas outras coisas que Jackoutsu havia lhe mandado, dessa vez o assunto era trabalho, ao menos alguém pensava em algo mais além de sexo naquele seu mundo...
- Estamos em casa. – Sesshoumaru interrompeu sua conversa com o irmão, anunciando ao passar por um portão imenso e percorrer um longo caminho delimitado por lindas árvores de Sakura.
Ao final, havia um jardim que ela havia reconhecido de uma das pinturas que Inuyasha tinha em seu Hall de entrada, porém, apesar de ter capturado a imagem perfeitamente, jamais faria jus à beleza real. Seus olhos foram inundados por uma infinidade de cores, formas e padrões que a deixaram encantada, tanto quanto a gigantesca construção que estas guardavam.
Era tão magnífica quanto a mansão em Nova York, porém eram diferentes. Aquela que via agora parecia uma mistura entre uma casa de bonecas e um castelo, com seus 4 andares ela formava ângulos e traços harmoniosos com a paisagem e ao mesmo tempo que parecia uma fortaleza impenetrável e aconchegante, ela não sabia se isso era possível, mas foram os pensamentos que lhe vieram à mente quando a viu.
O carro parou e Inuyasha saltou para abrir a porta para Kagome, com gentileza a ajudou a sair do carro e continuou segurando sua mão quando a levou até a entrada, seguindo seu irmão. O mesmo abriu a porta e por pouco não teve tempo de segurar o pequeno garoto que correu em sua direção e atirou em seus braços.
Não demorou muito para que Kagome percebesse que ele falava rapidamente em japonês, animado demais pela chegada de seus novos parentes. Sesshoumaru tentava apaziguá-lo, mas quando viu Inuyasha de nada adiantou.
- Tio Inu! – o garoto gritou trocando o pai pelo tio.
Pela foto, Kagome sabia que o pequeno menino de cabelos tão brancos quanto os do irmão de Inu que estava agarrado ao pescoço de seu marido, era Kioshi, seu novo sobrinho e ficou encantada com a alegria dele ao vê-los.
- Ei Kioshi, você cresceu!
- Estou dois centímetros mais alto – ele exibiu dois dedos com orgulhoso e Inuyasha sorriu em resposta.
- Puxa! Isso é bastante! – Ele riu e apertou o garoto contra o peito, adorava seu sobrinho.
- Quem é essa tio? – perguntou apontado para Kagome que estava ao lado deles.
- Essa é K-chan, minha esposa, sua nova tia. E esse é Kioshi, seu novo sobrinho K-chan. – ele sorriu ao apresentá-los.
- Oi tia K-chan, você é muito bonita. – Ela riu da espontaniedade do menino adorando aquilo tudo.
- Obrigada Kioshi, você também!
- Espere só até vovó te ver, ela enlouqueceu vovô e minha mãe quando meu pai saiu de casa. - Contou a criança em tom de segredo ainda do colo de Inuyasha que se encaminhava à primeira sala depois da entrada.
Sesshoumaru acostumado com a personalidade de seu filho, assistia à cena com deleite, primeiro pelo fato de ter gostado da esposa de seu irmão mais novo e segundo pelo próprio orgulho com relação ao filho, ele sabia muito bem como se comunicar.
- Vovó! – Ele gritou chamando-a – Tio Inu está aqui e tia K-chan também!
- Já estou aqui, querido.
Uma mulher esquia e elegante tomou conta do ambiente quando surgiu, nela Kagome reconheceu a mistura de traços que já vira em Ayame, Sesshoumaru e Inuyasha. E derrepente se viu sobre a analise de seus olhos perspicazes,
- Kagome... então é você? - o tom com que ela falou não demonstrou nenhuma pista de sua primeira impressão e instantaneamente Kagome ficou tensa, imaginando o que se passava pela mente dela.
ora ora, eu praticamente ressucitei essa história. Não imaginava que tinha ficado 3 meses sem postar uma capítulo se quer, tenho andado meio ocupada com o colégio e tal, mas eu sinto muito e mesmo que eu ainda não consiga postar um capítulo por semana como gostaria, com as férias chegando, eu vou conseguir escrever mais e apartir do dia 21 de dezembro, depois das minhas provas do vestibular seriado, provavelmente vou conseguir normalizar meus horários e postar com mais frequência.
obrigada Srta Kagome no Taisho pela review, e espero que continue gostando! Li várias de suas adaptações e adoro mesmo, continue postando, são demais!
espero que tenham gostado desse capítulo, e como eu sei que fiz uma confusão no capítulo passado e quem tinha mandado review para o capítulo 5 não conseguiu mandar, espero digam o que acharam do capítulo do 6 também.
Então era isso e até a próxima :D
