Capítulo 18
Eles já estavam em outubro e aos poucos, o outono começava a fazer parte da vida de todos. Kagome tinha uma predileção particular por essa época do ano e pelas cores que ela trazia, os amarelos nas folhas, seus céus avermelhados e os galhos nus, destacando suas formas espetaculares. Naquele momento, era noite e da mesma forma ela apreciava o ar fresco e o vento sutil, antecipando o que viria em um inverno rigoroso como sempre em Nova York. Ela desejou secretamente estar envolta por uma manta, sentada em um balanço do jardim de sua casa, mas usava um vestido digno de uma bela festa, desejou poder soltar os cabelos e deixar que o vento brincasse co os fios, mas eles estavam presos em um coque despojado na base de sua nuca.
Ela desejava estar em casa, mas estava em uma festa, cheia de pessoas que viu a vida toda, mas não conhecia mais que superficialmente e outras com quem nunca trocara uma palavra se quer, e tudo que queria, mais que qualquer coisa na vida, estar em um lugar que não tivesse que dividir seu homem com aquelas centenas de pessoas. Mas ela estava ali, sorrindo, conversando e colocando em prática todos os ensinamentos de sua mãe com relação à etiqueta e boa educação.
— Eu preciso ganhar um prêmio de melhor acompanhante do ano depois dessa noite. — Kagome resmungou para Ayame quando as duas estavam sozinhas em um local mais calmo.
— Você fala como se não adorasse uma boa festa, K-chan.
— Mas eu amo uma festa, só não estou no humor para esta em especial.
— E isso obviamente não tem nada a ver com o fato de seu marido, no momento estar conversando com um casal de meia idade e a filha que já o despiu diversas vezes em sua imaginação, de diversas formas diferentes...
— Não, de maneira alguma. — Ela deu de ombros, mas não escondeu o olhar mortificante que tinha sobre a moça de cabelos loiros, obviamente tingidos, em um vestido azul Royal que apesar de longo, faltava muito tecido.
— Pena que você mente mal, minha querida cunhada.
— Você não perdeu Kouga de vista, Ayame?
Ela balançou a cabeça negativamente, tomando um gole despretensioso da sua bebida.
— Ele está à noroeste, conversando com Miuga e uma mulher que deve ter idade para ser avó dele.
Kagome ficou calada, o que fez Ayame rir abertamente enquanto a outra fingia correr os olhos pelo salão como se estivesse ignorando qualquer coisa.
Alguns dias antes, Kagome havia sido informada por Ayame que Kouga e ela estavam tendo um romance meio escondido e nem se deu ao trabalho de parecer surpresa. Para a sorte de sua cunhada, Inuyasha estava tão envolvido com problemas de administração e principalmente tão apaixonado por sua própria mulher, que nem conseguira soma para deduzir que Ayame e Kouga estavam se pegando bem embaixo do nariz dele.
— Se Sango estivesse aqui, talvez nós duas conseguíssemos convencê-la a ir lá roubar seu marido de volta.
— Quando eu tomar outro porre estilo Las Vegas, é possível que vocês me façam fazer isso, mas por enquanto, acho muitíssimo difícil isso acontecer.
— Você tem notícias de Sango?
— Nos falamos hoje um pouco antes de vir para cá, ela me fez mil e uma recomendações sobre o vestido, mandou que nos divertíssemos por ela e disse que estava bem. — Kagome lhe contou
— Miroku me disse que ela estava chateada por não ter vindo.
— Com certeza, se você acha que eu gosto de festa, não imagina Sango.
— Me surpreende que ele tenha ficado em casa também, nunca achei que uma mulher poderia fazer isso com ele. Eles fazem tão bem um ao outro, dá uma pontinha de inveja.
— Sim, eles fazem. — Ela acabou sorrindo ao pensar nos dois amigos, eles eram estranhamente perfeitos um para o outro. E ficava mais aliviado que Miroku tivesse ficado ao lado de sua amiga, do contrário ela dificilmente estaria ali, na verdade, estava ali apenas de corpo presente, sua mente e parte de seu coração preocupavam-se com Sango.
No dia anterior, ela havia tido sua consulta rotineira e teve uma desagradável surpresa quando descobriu que sua pressão estava muito acima do ideal e o médico havia lhe recomendado repouso absoluto pelos próximos 5 dias, já que ela corria sérios riscos de perder o bebê. Kagome havia ido até a casa de sua amiga na noite anterior e lhe partiu o coração ver o quanto ela e Miroku estavam assustados com a possibilidade de acontecer alguma coisa ao bebê.
— Eu só espero que ela fique bem, logo. — Ayame falou, sabendo exatamente o que se passava pela cabeça de Kagome.
— Eu também — Ela sorriu, tentando pensar que logo eles só teriam motivos para comemorar novamente.
Em pouco tempo, Inuyasha se juntou a elas e roubou a cena ao beijar-lhe com entusiasmo nos lábios enquanto a estreitava contra ele.
— O que deu em você? — ela perguntou com as duas mãos bem espalmadas contra seu peito para tentar recuperar o equilíbrio.
— Nada, apenas mostrando para todo mundo que esta linda mulher já está muito bem acompanhada. O chocolate preferido de Sango é belga?.
— Sim, porque?
— Vou providenciar um carregamento inteiro direto de fábrica amanhã mesmo. Será minha maneira de agradecer por esse maravilhoso vestido.
Kagome arqueou as sobrancelhas e ele reinterou o elogio, enquanto mantinha a mão apertada em sua cintura.
— Você está irresistível. — sussurrou em seu ouvido.
— Agradecida — ela abriu um pequeno sorriso e encostou-se contra o corpo dele — você não está mal também.
Aquilo parecia até uma ofensa, ele estava incrível naquele smoking preto, na verdade. No entanto, Kagome mal via a hora de poder apreciá-lo sem aquela roupa toda.
— Oh, por favor! — Ayame se intrometeu — se eu soubesse que vocês iam ficar tão melosos, jamais teria os incentivado a pararem de ser idiotas ou sofrerem calados. — Mas não importa o que ela falasse, sua alegria em ver os dois tão felizes, era imensa.
— E você? Não trouxe ninguém para te aguentar? — Inuyasha retrucou
— Não, estou muito bem sozinha, obrigada. — ela deu de ombros, a final, sabia como enganar muito bem seu irmão.
— Hm
— Leve sua mulher para dançar e me deixe na companhia do adorável Sr. Martini — ela ergueu a taça indicando o drink que tinha em mãos.
Seu irmão olhou fixamente para ela ante de convidar Kagome para dançar com um gesto cheio de floreios que a fez rir e revirar os olhos antes de aceitar o convite.
— Quem eram aqueles com quem você conversava? — Perguntou em baixo tom quando estavam na pista de dança e moviam-se suavemente ao ritmo da música.
— Erica e Rupert, são amigos de meus pais, ele trabalhou na bolsa por alguns bons anos.
— Hm
— O nome da filha deles é Zoe — Inuyasha abriu um pequeno sorriso de satisfação, sua querida Kagome estava com ciúmes.
— Ela estava lhe comendo com os olhos.
— Claramente
— E você gosta?
— Não posso negar que alimenta meu ego, mas nada como saber que você está com ciúmes.
— Sou possessiva com aquilo que me pertence, apenas isso.
— A nomenclatura não muda a essência.
— É, não muda em nada o fato que no final da noite, você estará na minha cama e não na dela.
— Adoro ver você assim.
— Aproveite garotão.
— Vou tirar o máximo proveito, pode ter certeza.
— Quanto tempo mais precisamos ficar aqui?
— Mais umas 3 horas.
E foram as 3 horas mais longas de toda sua vida. Ela não via a hora de estar em casa e não ter mais que dividir seu marido com todas as aquelas pessoas. Até mesmo quando estavam saindo, Inuyasha precisou parar para conversar com alguém aleatório e com toda a delicadeza que ainda lhe restava, Kagome pediu licença para se retirar com a desculpa que precisava fazer uma ligação. Ela achou melhor esperar por seu marido nos últimos degraus da escadaria comprida que dava para a entrada do suntuoso salão.
— Mas que pena ver uma mulher tão bonita sozinha.
Kagome gelou com a voz que vinha de suas costas, mas recusou-se a olhar para trás e dar-lhe a satisfação de ver o leve espanto em seu rosto. Rapidamente, vestiu uma máscara de desdém e polidez a tempo do homem postar-se ao seu lado.
— Felizmente não há nenhuma mulher sozinha aqui. — Ela falou, olhando para frente.
— Mas para quê tanta rispidez minha querida? Estava apenas lhe fazendo um elogio. Aliás, deixe-me reiterar, você está especialmente bonita esta noite, Kagome.
— O que você quer aqui Naraku? — Kagome olhou pela primeira vez para o homem ao seu lado. Era difícil que ele passasse despercebido onde quer que fosse. Tinha um corpo grande, e era alguns centímetros mais alto que ela, mas acima de tudo, sua personalidade debochada e seu ego sufocava qualquer um que ficasse a menos de 2 metros daquele homem.
— Vim apenas prestigiar essa nobre causa e encontrá-la aqui só torna essa noite mais oportuna. Precisamos trocar algumas palavras sobre aquele acordo que você mandou através da sua advogada.
— Aqui não é hora nem lugar para isso e você sabe disso. Além do mais, qualquer resalva que você tenha a fazer, tenho certeza que Ayame ficará feliz em tratar com seu advogado.
— Querida, não há ressalva alguma, simplesmente não existe acordo naqueles termos.
— Da mesma forma que não existe acordo nos seus termos Naraku. De maneira alguma eu vou deixar você se apropriar daquela agência e me colocar pra fora.
Inuyasha havia observado ao longe durante alguns minutos antes de finalizar sua conversa e se aproximar de sua esposa.
— Desculpe fazê-la esperar — Ele pegou em sua mão e propositalmente a beijou nos lábios.
— Sem problemas — Ela lhe mostrou um sorriso que não chegou a atingir seus olhos e ele, em resposta, aproximou-se dela envolvendo-a pela cintura.
— Acho que não fomos apresentados ainda, sou Inuyasha Taisho, marido de Kagome. — ele estendeu a mão, mantendo os olhos no mesmo nível que do homem a sua frente.
— Naraku — ele se apresentou apenas com o primeiro nome ao retribuir o aperto de mão. — é um prazer conhecê-lo, muito ouvi falar de você.
O escárnio não passou despercebido sob a fala polida. Logo Inuyasha recolheu sua mão antes que projetasse um punho fechado bem no meio da cara daquele homem.
— Receio não poder lhe dizer o mesmo.
— Engraçado, achei que minha querida Kagome teria lhe contado sobre seu ex-marido.
Kagome sentiu-se paralisada, e seu primeiro reflexo foi olhar para Inuyasha. Ele tinha os olhos fixos sobre Naraku e transbordavam em ira. Ela podia ver que estava a ponto de perder o controle e segurou com firmeza a mão fechada em punho enquanto a outra a apertava cada vez mais seu ombro.
— Inu, por favor. Não aqui.
Ele olhou para ela depois de um minuto de silencio e viu a súplica em sua expressão. Então respirou fundo e buscou tranquilidade no contato do corpo de sua mulher contra o seu.
— De fato, — Inuyasha falou de vagar — ela contou.
— Bom, seria sábio de sua parte saber com quem sua mulher está lidando. — ele sorriu de maneira perversa e gostou de ver a maneira como ele lutava para manter a pose de bom moço perante os convidados curiosos que haviam parado discretamente para observar a tensão entre os dois antes de partirem. — Devo me despedir, mas nos veremos em breve.
Ele deu meia volta e terminou de descer o lance de escadas, entrou no carro que já o esperava e retirou-se de cena.
Em silêncio, Kagome e Inuyasha seguiram o próprio caminho. Permaneceram assim até que estavam no interior do carro, ambos no banco de trás do carro que os levaria para casa.
— Obrigada. — Ela colocou a mão sobre seu joelho para lhe chamar a atenção enquanto ele olhava para o lado oposto a ela.
— Não me agradeça, por muito pouco não perdi o controle. — Seu marido pegou a mão entre as suas e apertou carinhosamente.
Kagome recostou a cabeça junto da sua e ele passou o braço em trono dos ombros dela.
— Ele é um homem desprezível, gosta de criar intrigas e levar os outros ao limite. Não o deixe afetar você.
— Me pergunto como você já foi casada com ele.
— Da mesma maneira que você se envolveu com Kikyou. – Ela riu quando ele fechou a cara – Ora Inu, são águas passadas, nós dois tivemos nossa cota de erros, mas já superamos.
— Parece que seu ex-marido não pensa assim. – ele continuava seco, mas estreitava cada vez mais o espaço entre eles.
— Vamos dar um jeito nisso, não vamos? – Kagome olhou para cima e encontrou o olhar atento sobre ela, com resquícios de estranheza na testa franzida. Finalmente ele assentiu e beijou sua testa.
— Vamos sim.
Kagome se aconchegou ainda mais contra o marido e deixou-se fechar os olhos e descansar os pensamentos até que estivessem em casa.
Casar-se com Naraku fora a pior decisão de sua vida, pelo menos ela tinha aprendido sua lição e nunca mais se deixaria levar por lindas promessas e um belo rostinho. Talvez nem tanto, Inuyasha tinha um belo rosto a final, mas ele não lhe prometia nada que não pudesse cumprir, ela sabia disso agora, apesar de ter demorado muito para perceber. Apesar da péssima experiência que tivera com Kikyou, ela passara a confiar no homem que tinha ao seu lado e no momento, eles estavam tentando construir algo que durasse para sempre.
Ela havia contado a Inuyasha sobre seu casamento com Naraku alguns dias depois que ele chegara do Canadá. Não fora fácil juntar a coragem para admitir todos os erros e a traição por que passou poucos anos antes, mas contar a ele era vital para que o casamento deles pudesse dar certo. Ele esbravejou, ameaçou sair porta a fora atrás daquele homem, sentiu-se envergonhados por ter tido um encontro com Kikyou e ter feito Kagome experimentar novamente uma parcela daquela humilhação, ficou magoado por ela não ter lhe contado antes, mas no final do dia, depois de algum tempo para amadurecer as informações em sua cabeça, ele conseguiu compreender melhor a situação.
Eles haviam estado casados por 2 anos, fruto de um relacionamento anterior de 3 anos entre idas e vindas. Kagome era 6 anos mais nova que Naraku e se encantara pela ideia de um homem tão poderoso quanto ele estivesse interessado nela e disposto a lhe dar o mundo como prometera. Ela não podia negar que muito do que sabia sobre negócios, aprendera com ele e utilizara para aplicar na agência que ele possuía e pouco dava atenção, para isso, comprou de outros dois sócios, suas partes na Imagine e assim conseguiu 54% das ações enquanto ele detinha a segunda maior parcela. Enquanto estavam casados, não havia problema algum já que Naraku investia sua energia em outros negócios mais rentáveis enquanto Kagome dava o sangue para fazer a agência que havia adotado para si crescer cada dia mais.
O interesse só foi despertado quando o faturamento superou uma das grandes fontes de Naraku e ele resolveu buscar recursos para voltar a ter o maior lucro para si, aproveitando para revirar algumas velhas feridas por puro prazer.
A casa estava no mais profundo silêncio quando passaram pela porta de entrada, todas as luzes apagadas e nenhum sinal de atividade humana, eles conseguiram andar tranquilamente na escuridão depois que seus olhos haviam se acostumado com a ausência de luz.
— Preciso ir no escritório ver algumas coisas, você pode subir na frente. – Inuyasha separou-se dela com um beijo rápido, mas cheio de promessas.
Kagome sentiu um a súbita vontade de tomar chá como desculpa para demorar-se no primeiro andar e tentar descobrir o que de tão importante poderia existir que o impedia de saciar de uma vez por todas os desejos que alimentara durante a noite toda. Dirigiu-se para a cozinha ao invés de seguir para o quarto, antes de fazer o caminho para o dormitório, passou em frente à porta do escritório e deu uma espiada pela fresta da porta, Inuyasha estava sentado em sua cadeira, revirando uma gaveta, parecia procurar algo. Não estava tão disposta a descobrir para ficar ali de pé por mais tempo, aquelas sandálias eram maravilhosas para torturavam seus pés minuto a minuto e precisava urgentemente livra-se delas.
Inuyasha a encontrou pouco tempo depois na varanda da suíte, já sem o vestido longo e com os pés descalços sobre o assento da cadeira. Ela tinha uma manta leve azul marinho cobrindo seus ombros e segurava as pontas entre os dedos, com as mãos que envolviam a caneca que levava aos lábios em um ritmo desleixado. Ainda usava maquiagem e seu cabelo continuava preso, o que causava uma imagem adversa quando combinados com o moletom cinza antigo que lhe cobria até a metade das coxas.
— Encontrou o que procurava? – Ela tombou a cabeça para trás da cadeira para olhar para ele.
— Sim, está bem na minha frente. – Inuyasha abaixou a cabeça em resposta e roçou levemente os lábios contra os dela.
— Ah, que piegas querido, está perdendo sua criativa habilidade de sedução.
— Sim, é uma lástima o que o casamento pode fazer com um homem – Satirizou ele.
Sem aviso, ele a ergueu em seus braços e sentou-se no lugar que ela ocupava antes, com Kagome atravessada em seu colo. Ela esticou o braço e lhe entregou a caneca com o chá que havia providenciado para ele e voltou para deitar a cabeça na curvatura do pescoço dele.
Logo ele enxergou o porquê de sua esposa ter escolhido a companhia de uma noite fresca enquanto poderia estar muito bem aconchegada na cama quentinha em seu quarto, o céu estava realmente convidativo, uma bela lua cheia e a escuridão bordada de pontos de luz sob a brisa levemente fria que anunciava o inverno logo mais.
— Encontrou o que queria do escritório?
— Será que você consegue ser mais curiosa?
— Só estava dando uma volta para esfriar o chá. – Ela riu do próprio comentário antes mesmo de termina-lo – O que posso fazer? Precisava saber o que de tão importante o mantinha longe dos ínfimos prazeres que sua mulher estava disposta a lhe proporcionar.
— Estava?
— Podemos mudar esse verbo para o presente se você me contar por que foi ao escritório, se eu achar que a resposta é válida, revemos nossa situação.
— Abra o envelope sobre a mesa.
— É pra já. – em dois toques ela substituiu a caneca pelo envelope em suas mãos e estava rompendo o selo e sacando o que havia ali dentro.
Com a única luz vinda do quarto, Kagome leu com dificuldade o que dizia nas folhas em suas mãos e releu mais 5 vezes.
— Me diga que você não está de brincadeira comigo.
— Eu não estou de brincadeira com você
— Nós vamos viajar?
— Sim, será nossa lua de mel atrasada, no feriado de ação de graças
— Eu sabia que havia algum motivo para amá-lo tanto, Itália é meu lugar favorito em todo o mundo. Obrigada! – A declaração entusiasmada foi acompanhada de um forte beijo.
— Agradeça aos seus pais,as passagens e a hospedagem foram cortesia deles, só escolhi o lugar minha querida .
— É mais que o suficiente para amá-lo
— Então eu acertei na resposta?
— Não poderia existir melhor resposta.
