CAPITULO 3
Seu coração batia sem parar. Viu-o afastar-se da habitação. Não podia havê-la ouvido. Nesse caso, certamente lhe haveria dito algo. Ou reagido de algum jeito. Em troca, Edward tinha sorrido. Ao abandonar a habitação, ouviu-o dizer ao criado que já não o queria. Teria planejado sair para jantar fora e logo teria trocado de ideia? Esperava que não fosse por sua causa. Mas era difícil que Edward fizesse algo por ela.
- Tenho que fazer umas chamadas. Não me espere para jantar.
Bella comeu sem vontade. Sentia-se culpada, irritada, confusa. Toda sua vida tinha sido uma pessoa honrada e sincera, até que conheceu Paul fazia três meses. Tinha sido um encontro acidental, no Harrods. Tinham conversado, rido, tomado café. Tudo muito inocente. A segunda vez também se encontraram por acaso.
Por que se sentia desse modo? Não tinha mais que pedir o divórcio ao Edward. Jamais lhe tinha importado os sentimentos dela. Ela tinha tido que sofrer a fofoca pública e da imprensa, vendo-o fotogra-fado com distintas mulheres. Mas isso não era desculpa para fazer o mesmo ele.
Levada pelo cansaço e a tensão de todo o dia, Bella decidiu ir para à cama. Lamentou não ter uma camisola. Por fim se enfiou entre os lençóis nua. E depois de dar mais voltas à cabeça, decidiu pedir o divórcio a Edward no dia seguinte.
Despertou sobressaltada. As luzes estavam acesas, e pestanejou insistentemente para saber se era um sonho ou a realidade. Não se lembrava sequer de onde tinha dormido, e quando se sentou na cama ainda estava totalmente desorientada. Mas, então, viu o Edward um pouco afastado da cama. Tinha um aspecto horrível, esse foi o primeiro pensamento de Bella, logo atinou em cobrir sua nudez com o lençol. O cabelo negro brilhava, estava sem gravata, e tinha a camisa branca de seda meio desabotoada, o que permitia a visão de um peito masculino largo e bronzeado, adornado com cabelos negros. Os traços tensos, a pele pálida. Parecia estar sob os efeitos de um choque.
- O que ocorre ?Aconteceu algo ruim? – murmurou ela de uma vez, bocejava e descobria em seu relógio que era quase de madrugada.
- Desonrou-me – disse com um acento quebrado.
Bella o olhou meio dormida ainda.
- Não compreendo, o que diz?
- Minha mulher com outro homem... – disse-lhe com uma expres-são de ferocidade nos olhos.
Mas Bella estava mais assombrada pela frase "minha mulher", que tinha pronunciado do que pelo descobrimento de sua infidelidade. Jamais usava esse termo. E era ofensivo e ridículo inclusive no contexto desse matrimônio.
- Não o nega – adicionou.
O que pensava? O que ia estar como Penélope, esperando a seu marido? Era certo que tinha estado assim durante quase cinco anos, mas isso não podia durar eternamente. E o que lhe importava além disso?
- Como o descobriu? – perguntou ela não tão firmemente como gostaria.
- Parece que não se dá conta da magnitude de sua ofensa.
- Esteve bebendo? – perguntou Bella, fracamente, pensando que talvez fosse o motivo de sua reação melodramática.
- O que tem que ver isso? - Ouvi falar por telefone com seu amante! E não podia acreditar!
- OH! – devia ter imaginado. Mas ele era tão diferente, que não tinha demonstrado no momento.
- Tenho as faturas do telefone e também o número que ligou daqui, e é o mesmo número.
- Haveria lhe dito isso se tivesse me perguntado – Bella sentia uma estranha sensação desagradável que não podia identificar.
- O que me teria falado dele? Não tem vergonha?
- Por que tenho que me envergonhar? – Mas, curiosamente ,a atitude de Edward a fazia sentir-se culpada e isso a irritava terrivel-mente.
- Você é... minha esposa – disse com violência.
Instintivamente, Bella ficou no extremo oposto da cama. A raiva ia transformando-se em medo. Queria gritar que era uma estranha quando ele disse que era sua esposa, mas não se atreveu vendo o estado de ânimo do Edward. Seria jogar lenha ao fogo.
- Talvez amanhã quando estiver mais razoável – disse ela.
- Por que pensa isso? – perguntou Edward aproximando-se dela na cama.
Bella tentou afastar-se, mas ele segurou seu braço.
- O que está fazendo? – perguntou, desconcertada e temerosa.
Ele disse algo em grego e pegou no outro braço.
Bella estava aterrada.
- Quantas vezes esteve com ele?
- Não sei. Não... as... contei.
- Deus! Vou matá-lo! Pode ser que esteja vivo ainda, mas o ma-tarei.
- Não diga uma coisa dessa!
- E por que não? O que faço com você?
- Comigo? – Bella estava horrorizada.
- Onde o conheceu?
- Não vou lhe dizer nada dele! – disse lembrando-se de suas ameaças.
- Paul Stephen Woods. Tem vinte e oito anos. É vendedor em tempo parcial e meio artista. É filho único, loiro, olhos azuis, alto e ambicioso. Não preciso que me conte nada disso.
Bella estava aturdida.
- Por que se comporta deste modo? Eu não sou realmente sua esposa...
- Não? Leva meu nome. Usa meu anel. Vive em minha casa. Alimento-a, visto-a, mantenho-a...
- E eu te odeio! – disse dolorida Bella.
- Se isso for verdade, vai me odiar ainda mais no restante de vida a meu lado – disse ele severamente.
- Me deixe partir! – murmurou Bella tremendo.
- Não voltará a vê-lo – jurou ele lhe cravando o olhar cheio de ódio. - Mas jamais lhe perdoarei por isso – disse finalmente, soltan-do-a.
- De acordo. Eu tampouco lhe perdoarei jamais – atinou a dizer entre o travesseiro, soluçando.
Foi um engano, porque Edward deu a volta e lhe disse:
- Vai me dizer a verdade agora.
- Que verdade?
- Que esta é uma manobra para que eu lhe dê atenção. Deixou pistas que até um cego pode ver. Até falou com a porta aberta.
- O quê?
- E o conseguiu – disse ele com um sorriso gelado - Nem se quer se deitou com ele, não? Perfeito. Chegou ao ponto justo para me tirar de minhas atenções, mas não se atreveu a mais.
Bella estava indignada por sua vaidade. Então lhe escapou uma men-tira:
- Sim, me deitei com ele! - E me dá igual que se inteire ou não, porque não me importa absolutamente!
- Se tiver posto um só dedo sobre sua pele nua é um homem morto! Compreende-o? Isto não é um jogo, pequena. - Advirto-lhe isso. - Se lhe entregou a ele, o mato.
Bella não podia mover-se, nem respirar. Não podia dar crédito às palavras do Edward. Tinha mentido. E estava exaltado demais para lhe dizer que se tratava de uma relação séria. Como ele imaginaria que ia ter uma relação passageira para lhe causar ciúmes? Estava indignada, mas também aterrada de que Edward pudesse fazer dano a Paul.
- Pense-o seriamente. Quase perco a cabeça – lhe confessou Edward, de repente.
E Bella se deu conta de que repentinamente lhe tinha passado a raiva, como por arte mágica.
- De acordo – disse ela brandamente, odiando Edward com todas suas forças. - Não me deitei com ele, mas...
- E quer que te diga por que? Um grego se divorciaria de uma esposa infiel. - Você chegou até onde pôde, não mais à frente. A única inconseqüência que fez em sua vida foi ter se casado comigo. Que idiota fui! Por um momento pensei que se arriscaria a perder seu status como minha esposa!
- Isso é precisamente o que quero perder! Eu não te quero! - Quero minha liberdade! – gritou-lhe desesperada.
- Não acredito em você! Não sobreviveria nem um momento no mundo real! Morreria como um bebê indefeso sem seus cartões de crédito!
- Como se atreve!
- Só lhe digo as coisas como são. É uma criação do Charlie, um adorno formoso e frágil, a esposa perfeita para um homem rico...
- É um desgraçado! – disse ela indignada.
- Isso não quer dizer que não seja boa em seu papel, excelente como anfitriã... Uma verdadeira dama. Mas se quiser de verdade sua liberdade...
- Sim, quero-a! – gritou Bella.
- Sim? - Deveria se perguntar por que me compra os meias três-quartos ainda – Edward riu cinicamentee saiu do quarto.
O que tinham que ver suas meias três-quartos em tudo isso? Não era mais que uma tarefa corriqueira da que se ocupou desde os primeiros tempos de seu casamento; e a seguia fazendo sem pensar muito nisso.
Enquanto Bella vestia o penhoar, pensava que devia conseguir que Edward a escutasse e fazê-lo estava na suíte principal. Bella se deteve na soleira da porta, porque ele estava meio vestido, um fato que a afrontava.
- E agora o que quer? – perguntou com impaciência.
- Quero que me escute – Bella fechou mais o decote do pe-nhoar e o olhou nos olhos. - Amo Paul. Quero o divórcio.
Edward atravessou o tapete da habitação em direção a Bella.
- É minha esposa – disse em tom suave. - E por que é minha es-posa? Porque queria sê-lo a qualquer preço.
- Não escutou que lhe disse? Amo ele! – disse ela com os dentes apertados pela raiva.
- Compra-lhe meias três-quartos também? – perguntou ele com ironia.
Bella lhe deu uma bofetada sem pensá-lo. Mas logo se sentiu cons-ternada com o que tinha feito. Não era habitual nela uma reação semelhante. Afastou-se dele com temor, ao vê-lo aproximar-se de-la, com fúria no olhar.
- Não! – atinou a gritar.
- Embora uma bofetada não lhe viria mau, posso me conter. É muito pequena, muito frágil. Se fosse o tipo de marido que bate em sua mulher, não acha que já saberia a estas alturas?
Edward atirou ela com força. Outro gesto ameaçador de Edward, além do olhar escuro e penetrante no decote do penhoar, que nesse momen-to mostrava um ombro nu.
- Minha ideia do entretenimento é muito distinta, é mais íntima. A violência eu não gosto. Há coisas mais satisfatórias.
- Não se atreva a me tocar!
- Uma noite longa e morna em minha cama é o que lhe faz falta – lhe disse Edward levando sua mão ao ombro do Bella.
- Não seja desagradável! – Bella gritou desesperada.
- Não rechace o que ainda não provou – Edward riu enquanto bai-xava a cabeça e aproximada seu rosto do de Bella, lhe tocando o lábio com a outra mão.
- Basta!
- Sinto-me tão intimidado... – burlou ele, afastando uma mecha de cabelo loiro da bochecha em um gesto quase tenro.
Bella estremeceu.
- Edward...
A boca dele foi em busca da dela, e lhe separou os lábios. Ela ficou sem fôlego. Estreitou-a ainda mais, lhe fazendo sentir todos os músculos de seu corpo viril. Ela se arqueou involuntariamente, au-mentando esse contato. A língua de Edward explorou o interior da boca de Bella. Um fogo selvagem se elevou em todo seu corpo feminino. Ela estremeceu, apertou-se contra ele, e rodeou o pescoço de Edward com seus braços. Fechou os olhos, e sentiu um calor intenso percorrendo-a.
Depois Edward liberou sua boca e a olhou com impassividade.
- Qual é seu nome? – perguntou de repente.
- Seu... OH! Meu deus! – disse Bella levando um dedo a sua boca vermelha e irritada. As pernas bambeavam
- Equivocou-se com suas prioridades. Eu sou seu marido.
Bella pensava em alguma resposta, algo em sua própria defesa. Mas era incapaz. Sentia um torvelinho de emoções violentas. Edward tirou a camisa, deixando descobertos os músculos dourados e fortes. Bella não queria olhar, mas a vista o seguia sem querer.
Edward abriu a porta e, bruscamente, atirou Bella no corredor.
- Falaremos mais tarde, à hora do café da manhã.
A porta se fechou em sua cara. Estava ficando louca? Era um pesadelo as últimas vinte e quatro horas que tinha vivido?
Bella se meteu na cama, adotando a posição fetal. Edward era um es-tranho. Não o reconhecia. E tampouco reconhecia a si mesma.
Desde que tinham estado no banco se comportou de maneira estra-nha. Primeiro com fúria. Logo com uma atitude mais sarcástica que furiosa ao acreditar que ela tinha tentado atrair sua atenção.
Bella não compreendia por que Edward queria seguir unido a uma esposa com que se casou por chantagem. Por que aceitava essa farsa? E por que a seduzia sexualmente, assim, de repente, depois de cinco anos a ignorá-la?
E mais, por que ela ficou lá, sem fazer nada, e lhe permitindo inclusive beijá-la? Era certo que Edward era um homem muito expe-riente. Talvez qualquer homem com essa maestria pudesse arrancar de uma mulher inexperiente como ela as sensações que acabava de experimentar com o Edward. Mas lhe assombrava que Paul não as tivesse obtido.
Envergonhava-se de si mesmo. O sexo, dizia-se, não era tão impor-tante em uma relação. Ela amava a Paul. Amava-o realmente.
Mas, o que realmente lhe preocupava e surpreendia era que Edward ainda pudesse exercer essa atração sexual sobre ela quando acreditava ser esse um assunto mais que passado. E Edward tinha lhe demonstrado que não era assim, e se tinha rido disso. Que golpe para seu orgulho!
À manhã seguinte encontrou a roupa limpa no quarto. "Muita consideração de sua parte", pensou com ironia. Vestiu o traje azul de Versace, e tratou de reparar os danos sofridos na sua imagem depois de uma noite sem dormir.
Na sala se encontrou com Edward atrás do Financial Teme. Ao vê-la ele deixou-o a um lado e elevou a xícara de café.
- Deveria voltar para a cama. Parece a vítima de um vampiro à espera da terceira mordida.
- Muito gracioso.
- É afortunada de encontrar se inteira, depois do que descobri ontem à noite. Acredito que fui extremamente tolerante e pormenorizado, mas não abuse.
Bella tomou um croissant consciente do olhar dele em todos seus movimentos. Edward vestia um traje azul, camisa branca, gravata vermelha de seda. Estava impecável, sem nenhum sinal de uma má noite. E parecia ter recuperado totalmente o controle.
Bella sentiu ódio por ele. Suas mãos tremeram ao cortar o pão doce.
- Quero ver um advogado esta manhã. Quero o divórcio.
- Está sonhando, me parece.
- Eu...
- Cale-se! – ordenou ele.
- Não pode me impedir disso. Não penso em seguir sentada aqui para que me insulte!
- Simplesmente farei de conta que não lhe ouvi.
- Não penso seguir sentada aqui para que me insulte!
- Sente-se! – a voz dele soou como uma chicotada sobre a mesa. Bella se sentiu tão intimidada que se voltou a sentar.
- Quero que me escute.
Bella colocou açúcar no café sem olhá-lo. Pensou que o deixaria fa-lar. Mas não lhe impediria o divórcio.
- Faz cinco anos eu tinha vinte e cinco anos e você dezessete. Era uma menina com um corpo de mulher. E não me excita a ideia de me deitar com uma adolescente, embora fosse minha mulher! Isso me parecia algo perverso. Alguns homens gostam das mulheres muito jovens, eu não.
Bella seguia com o café na mão. Jamais tinha pensado que Edward pu-desse sentir-se desse modo frente a sua jovem algema. E se sentiu culpada e molesta por não havê-lo pensado.
- De todos os modos, me odiava– disse ela pálida.
- Estava ressentido com você. Não acredito que tenha chegado a lhe odiar. Simplesmente a descartei de minha vida. Estávamos obrigados a estar juntos, e eu resolvi essa situação a minha maneira.
- Desculpa, se te repugno – disse Bella nervosa, e imediatamente se deu conta de quão infantil tinha sido seu comentário. Não queria revolver o passado doloroso.
- Comecei a trabalhar aos quatorze anos em um dos navios de meu pai. Ele era um homem antiquado. Queria que eu começasse de baixo e fosse ascendendo porque ele tinha feito o mesmo. Eu sabia que necessitava uma educação. Os anos seguintes foram anos de dezoito horas de trabalho. Minha vida consistia em me matar trabalhando e estudar para me manter ao dia; e de fazer negócios e transações na bolsa. Não tive uma verdadeira juventude. Não tinha tempo para nada – se queixou Edward com amargura.
Nunca lhe tinha falado assim. Turvavam-na suas palavras. Elevou a xícara de café, procurando seu calor para sentir-se menos indefesa. Tinha tido uma vaga ideia do que tinham sido seus primeiros anos de trabalho, mas não até que ponto sua juventude tinha carecido de alegria e prazer.
- Não entendo por que me conta tudo isso.
- Quero que compreenda quão terrível era para mim ver-me obrigado a me casar quando não estava preparado para isso.
- Compreendo-o - disse Bella.
- Finalmente alcancei o topo. Por fim era livre para desfrutar do que não tinha podido desfrutar quando era mais jovem.
- Foi livre para se deitar por aí com quem quisesse. E então lhe puseram as algemas e lhe ataram a mim, não?
- Deus... Sim, se quer pô-lo nesses termos. Mas não andei me deitando por aí. Você é uma mulher. Não pode compreendê-lo. É uma etapa que devemos passar os homens. E eu a vivi mais tarde que a maioria.
"Sexista", pensou ela. E, além disso, duvidava que tivesse deixado uma só mulher sem explorar, à exceção de sua esposa, claro. Em troca ela não tinha direito ao mesmo. Tinha-a deixado em uma prateleira esquecida. Invadiu-a uma amargura infinita.
- Faço-me à ideia. Uma desculpa perfeita e original para o adultério. É brilhante realmente!
- Não me estou desculpando. Casei-me com você sob ameaças. Não o teria feito de outro modo. Não estava preparado para me comprometer desse modo com nenhuma mulher aos vinte e cinco anos. Era melhor deixar de lhe ver que compartilhar a cama com você e andar por aí com outras, como provavelmente teria feito.
- Não duvido – disse Bella com uma mescla de emoções, que foram do ódio, a raiva, a humilhação, o ressentimento até a pena pelos anos passados.
- Eu também tinha a ideia de que era cumprir as ordens de Charlie.
Bella ficou rubra, sentiu vergonha. Suas palavras eram pior que uma bofetada.
- Nos últimos anos me vi tentado pela ideia de te levar a minha cama. Mas sentia que era me vender ao inimigo. E duvido que ti-vesse podido desfrutar de uma relação comigo nesse plano.
- Realmente não quero ouvir mais – admitiu ela.
Mas Edward a ignorou.
- Mas agora Charlie morreu. Possivelmente não consiga o certi-ficado, mas não acredito que você o tenha tampouco, nem sequer que saiba do que se trata.
- Não sabe o alívio que sinto. Me diga, há necessidade de que sigamos com esta conversa sobre o passado? – disse Bella tensa.
Edward riu fracamente.
- Agora estou preparado para o casamento.
Bella respirou fundo. Pestanejou. Fez lhe um nó na garganta, en-quanto seus olhos incrédulos não podiam deixar de olhar Edward.
